Questões de Concurso
Sobre colocação pronominal em português
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Conforme a gramática normativa, em relação à colocação pronominal, analisar os itens abaixo:
I. Me chamaram para participar do sorteio.
II. Sempre nos disseram a verdade.
III. Não informaram-te sobre os prazos?
Está(ão) CORRETO(S):
Texto 1 para responder à questão.

Texto 01 – O contrário do Amor

Fonte: MEDEIROS, Martha. Disponível em: <https://www.pensador.com/textos_de_martha_medeiros>
No enunciado “Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: [...]" (linha 20), é CORRETO afirmar que
I- o pronome oblíquo “nos” foi usado como próclise por exigência do termo “não”.
II- “Ela” é um termo referencial que exerce a função sintática de sujeito.
III- ”olhos, boca, coração, cérebro” exercem função morfológica e sintática diferentes.
É CORRETO o que se afirma em
Pegar o bonde andando
Expressão antiga. Literalmente, era tomar o veículo em movimento, com cuidado para não levar um espetacular tombo e perder uma perna nessa travessura. Em sentido não literal, significa “pegar uma conversa pela metade, entrar num assunto sem saber direito do que se trata”. Mas falemos do bonde propriamente dito. Se você é jovem, não deve tê-lo conhecido. Portanto, é bom saber que, durante décadas, ele foi figurinha fácil na paisagem urbana das maiores cidades brasileiras.
O berço do vocábulo é curioso. O dinheiro que financiou os primeiros desses veículos que circularam entre nós no século 19 veio de um empréstimo negociado com a Grã-Bretanha. Para garanti-lo, foram emitidos bonds (títulos a receber). Esses bonds, usados pelos passageiros, exibiam a figura do veículo. O nome pegou e o povo passou a chamar de “bonde” não só o bilhete, mas o próprio veículo.
O bonde deixou saudade. Gente da terceira e até da quinta idade ainda se lembra da popular figura do “almofadinha”. Como os bancos dos bondes eram de madeira, sem muito conforto, esses sujeitos levavam almofadas onde se sentavam durante a viagem e, vento no rosto, iam cultivando seus sonhos.
Enquanto isso, o cobrador, pendurado no estribo, ia cobrando a passagem, e, às vezes, era obrigado a ouvir os mais gozadores assim cantarolando: “Din din din din, dois pra Light e um pra mim” (Light era a concessionária que prestava o serviço).
(Márcio Cotrim. Revista Língua Portuguesa, fevereiro de 2014. Adaptado)
Considere as frases elaboradas a partir do texto.
• Tombos espetaculares eram comuns, e pegar o bonde em movimento exigia cuidado para evitar esses tombos.
• A imagem dos bondes tornava-se popular, especialmente pelas passagens que traziam a imagem dos veículos impressa no papel.
Atendendo ao emprego e à colocação dos pronomes determinados pela norma-padrão, as expressões destacadas podem ser substituídas por:
I. Lhe chamou para uma importante reunião. II. Nunca me faltou com respeito.
Excerto para a questão:
“É importante saber que fugir do problema não o fará sumir. É necessário olhar de frente para ele e se mostrar maior.”
Leia a crônica de Marcos Rey para responder à questão.
Salas de espera

Texto para o item.

Ana Maria H. Baptista. Do impresso ao digital. In: Conhecimento
Prático Língua Portuguesa e Literatura, ano 8, ed. 83,
Editora Escala, 2020 (com adaptações).
Considerando os aspectos gramaticais do texto apresentado,
julgue o item.
Leia o texto, considere cada linha um verso.
Valsinha
Um dia ele chegou tão diferente
Do seu jeito de sempre chegar.
Olhou-a de um jeito muito mais quente
Do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto
Quanto era seu jeito de sempre falar.
E nem deixou-a só num canto
Pra seu grande espanto
Convidou-a pra rodar.
Então ela se fez bonita
Como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado
Cheirando a guardado
De tanto esperar.
Depois os dois deram-se os braços
Como há muito tempo
Não se usava dar
E cheios de ternura e graça
Foram para a praça
E começaram a se abraçar.
E ali dançaram tanta dança
Que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade
Que toda a cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouviam mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu em paz.
(Chico Buarque de Holanda)
Considere a frase:
“Tantos gritos roucos como não se ouviam mais”.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto, considere cada linha um verso.
Valsinha
Um dia ele chegou tão diferente
Do seu jeito de sempre chegar.
Olhou-a de um jeito muito mais quente
Do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto
Quanto era seu jeito de sempre falar.
E nem deixou-a só num canto
Pra seu grande espanto
Convidou-a pra rodar.
Então ela se fez bonita
Como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado
Cheirando a guardado
De tanto esperar.
Depois os dois deram-se os braços
Como há muito tempo
Não se usava dar
E cheios de ternura e graça
Foram para a praça
E começaram a se abraçar.
E ali dançaram tanta dança
Que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade
Que toda a cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouviam mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu em paz.
(Chico Buarque de Holanda)
( ) No texto, há uma inadequação de colocação pronominal, se considerada a norma culta da língua. ( ) O verbo “amanhecer”, no texto, é impessoal e não tem sujeito já que indica um fenômeno da natureza.
( ) Na expressão “beijos loucos”, a palavra “loucos” é um adjunto adnominal, considerada a sua função sintática no texto. ( ) A oração: “Que a vizinhança toda despertou” é classificada como subordinada adverbial consecutiva, a partir da ideia que denota no contexto. ( ) O verbo do primeiro verso encerra em si mesmo seu significado; assim, é classificado como intransitivo quanto à sua predicação verbal.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
No que se refere aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto, julgue o item.
A presença da palavra negativa “Ninguém” (linha 3) é o
que justifica a próclise pronominal tanto em
“se admire” (linhas 3 e 4) quanto em “se faziam” (linha 4).
Relacionamento com o dinheiro

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Caderno de Educação
Financeira – Gestão de Finanças Pessoais. Brasília: BCB,
2013. p. 12. Adaptado.

