Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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(__)A elipse é um mecanismo de coesão referencial que antecipa o referente, ou seja, o referente textual surge após o elemento coesivo. Geralmente, ela é empregada por meio de pronomes demonstrativos e indefinidos.
(__)A anáfora é um mecanismo de coesão referencial que retoma o referente por meio de um elemento coesivo que pode ser: artigos, advérbios, pronomes e numerais. Nesse caso, o referente textual já foi mencionado anteriormente no texto.
(__)A catáfora é um mecanismo de coesão referencial que corresponde a repetição de elementos referenciais no texto. Ela pode ocorrer por meio repetição do mesmo item lexical, por termos sinônimos ou mesmo por nomes genéricos (coisa, gente, negócio, etc.)
Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento esteja correta:
I.O uso adequado de conectivos como 'no entanto' e 'além disso' ajuda a estabelecer uma transição suave entre parágrafos, fortalecendo a coesão textual ao guiar o leitor através da estrutura do argumento.
II.Uma sequência desordenada de ideias, mesmo que ligadas por conectivos corretos, pode ainda assim garantir uma coesão textual eficaz.
III.Repetir palavras-chave pode ser sempre uma estratégia eficaz para manter a coesão textual, pois reforça temas e conceitos centrais ao texto.
Considera-se correta apenas a/as:
"Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste: sou poeta."
A partir desse trecho, observe os mecanismos de referenciação empregados pelo eu lírico para expressar sua identidade e relação com o tempo presente. Sobre o uso desses recursos coesivos, assinale a alternativa correta.
Algumas dessas residências são esculturalmente arredondadas e chegam a lembrar palácios. Outras se parecem com templos antigos.
Em relação à coesão textual, qual das alternativas abaixo aponta corretamente o recurso coesivo utilizado para evitar repetições no texto?
O governo atual começou a avaliar a volta da prática extinta em 2019.
Considerando o uso de recursos coesivos no texto, qual é o termo ou expressão que retoma a prática discutida e contribui para a continuidade das ideias?

(Autor: Pietro Soldi)
A Coesão e a Coerência são mecanismos fundamentais na construção textual. Para um texto ser eficaz na transmissão da sua mensagem, é essencial fazer sentido para o leitor. Além disso, deve ser harmonioso, para a mensagem fluir de forma segura, natural e agradável aos ouvidos.
Na oração acima o mecanismo de coesão utilizado foi de:
Formado em Marketing, ele planejava se estabelecer na Europa para enviar dinheiro ao Brasil, apostando na valorização do euro. Seu objetivo era ajudar suas duas irmãs e pagar as prestações de um apartamento na planta que havia comprado em São Paulo.
Considerando os recursos de coesão empregados no texto, assinale a alternativa correta.
Quatro amigos — João, Maria, Carlos e Zéverino — estão reunidos tentando decifrar que comeu o bolo que estava na sala de estar. Levando em consideração que os quatro querem identificar o culpado, sabe-se que:
• Zéverino não gosta de bolo e afirmou que no momento do desaparecimento estava preparando ovos fritos.
• João disse que estava na cozinha preparando café.
• Maria afirmou que estava no quintal regando as plantas.
• Carlos disse que estava conversando com Zéverino quando o bolo desapareceu.
Diante disso, quem é o mais provável de ter comido o bolo?
Canção para os fonemas da alegria
Thiago de Mello
Peço licença para algumas coisas.
Primeiramente para desfraldar
este canto de amor publicamente.
Sucede que só sei dizer amor
quando reparto o ramo azul de estrelas
que em meu peito floresce de menino.
Peço licença para soletrar,
no alfabeto do sol pernambucano,
a palavra ti-jo-lo, por exemplo,
e poder ver que dentro dela vivem
paredes, aconchegos e janelas,
e descobrir que todos os fonemas
são mágicos sinais que vão se abrindo
constelação de girassóis gerando
em círculos de amor que de repente
estalam como flor no chão da casa.
Às vezes nem há casa: é só o chão.
Mas sobre o chão quem reina agora é um homem
diferente, que acaba de nascer:
porque unindo pedaços de palavras
aos poucos vai unindo argila e orvalho,
tristeza e pão, cambão e beija-flor,
e acaba por unir
a própria vida no seu peito partida e repartida
quando afinal descobre num clarão
que o mundo é seu também, que o seu trabalho
não é a pena que paga por ser homem,
mas um modo de amar — e de ajudar
o mundo a ser melhor. Peço licença
para avisar que, ao gosto de Jesus,
este homem renascido é um homem novo:
ele atravessa os campos espalhando
a boa-nova, e chama os companheiros
a pelejar no limpo, fronte a fronte,
contra o bicho de quatrocentos anos,
mas cujo fel espesso não resiste
a quarenta horas de total ternura.
Peço licença para terminar
soletrando a canção de rebeldia
que existe nos fonemas da alegria:
canção de amor geral que eu vi crescer
nos olhos do homem que aprendeu a ler.
Thiago de Mello. Faz escuro mas eu canto. São Paulo: Global Editora, 2017.
No primeiro verso da sétima estrofe, o sujeito da oração “unindo pedaços de palavras” remete, semanticamente, ao sintagma “um homem / diferente”, na estrofe anterior.
Canção para os fonemas da alegria
Thiago de Mello
Peço licença para algumas coisas.
Primeiramente para desfraldar
este canto de amor publicamente.
Sucede que só sei dizer amor
quando reparto o ramo azul de estrelas
que em meu peito floresce de menino.
Peço licença para soletrar,
no alfabeto do sol pernambucano,
a palavra ti-jo-lo, por exemplo,
e poder ver que dentro dela vivem
paredes, aconchegos e janelas,
e descobrir que todos os fonemas
são mágicos sinais que vão se abrindo
constelação de girassóis gerando
em círculos de amor que de repente
estalam como flor no chão da casa.
Às vezes nem há casa: é só o chão.
Mas sobre o chão quem reina agora é um homem
diferente, que acaba de nascer:
porque unindo pedaços de palavras
aos poucos vai unindo argila e orvalho,
tristeza e pão, cambão e beija-flor,
e acaba por unir
a própria vida no seu peito partida e repartida
quando afinal descobre num clarão
que o mundo é seu também, que o seu trabalho
não é a pena que paga por ser homem,
mas um modo de amar — e de ajudar
o mundo a ser melhor. Peço licença
para avisar que, ao gosto de Jesus,
este homem renascido é um homem novo:
ele atravessa os campos espalhando
a boa-nova, e chama os companheiros
a pelejar no limpo, fronte a fronte,
contra o bicho de quatrocentos anos,
mas cujo fel espesso não resiste
a quarenta horas de total ternura.
Peço licença para terminar
soletrando a canção de rebeldia
que existe nos fonemas da alegria:
canção de amor geral que eu vi crescer
nos olhos do homem que aprendeu a ler.
Thiago de Mello. Faz escuro mas eu canto. São Paulo: Global Editora, 2017.
Na primeira oração da sexta estrofe, a substituição do vocábulo “nem” por não preservaria a coerência do poema, mas alteraria a carga semântica atribuída ao verso.