Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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Leia o excerto abaixo. Em seguida, analise as proposições elaboradas acerca de sua configuração morfossintática.

CENTAMORI, Vanessa. Em livro, judeu relata grande amor que viveu com filha de comandante nazista. Galileu, 15 de maio de 2024. Disponível em:
https://revistagalileu.globo.com/colunistas/sua-estante/coluna/ 2024/05/em-livro-judeu-relata-grande-amor-que-viveu-com-fil ha-de-comandante-nazista.ghtml. Acesso em: 15 mai. 2024.
I. A expressão “no qual” (linha 2ª) pode ser substituída por “do qual” sem acarretar inadequação à escrita padrão.
II. A palavra “bastante” (linha 3ª) se classifica como um substantivo no contexto em que se encontra empregada.
III. A expressão “um judeu húngaro” (linha 4ª) apresenta dois adjetivos, levando-se em consideração o contexto sintático de utilização das palavras.
IV. Foi empregada uma oração subordinada adjetiva explicativa na oitava linha do texto.
V. A correlação verbal do período que se inicia na linha 13 ficaria adequada se a locução verbal empregada no modo subjuntivo fosse substituída por outra flexionada no modo indicativo.
VI. A elipse foi empregada duas vezes no trecho apositivo que se enuncia após os dois-pontos na linha 15, de modo a evitar a repetição de uma palavra citada na oração principal.
Estão corretas as seguintes proposições:
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 03

Disponível em: https://br.pinterest.com/ . Acesso em: 20 set. 2024.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias veiculadas pelo texto 03.
I - A ideia defendida é que as viagens tornam as pessoas muito felizes.
II - A resposta à pergunta feita, considerando a análise gramatical, é “ele”.
III - A resposta à pergunta feita, do ponto de vista discursivo, é “viajando”.
IV - O texto contém uma ambiguidade construída com o termo “sujeito”.
V - O verbo “viajando” define o sentido em que o termo “sujeito” foi usado.
Estão CORRETAS as afirmativas
No texto, a expressão 'para isso' refere-se:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Humanizar a escrita: a nova tarefa dos robôs
Depois da chegada de nossos robôs auxiliares de escrita, que são capazes de resumir, de parafrasear e até mesmo de escrever por conta própria, vieram os programas de "humanização da escrita", também disponíveis na internet. Essas novas ferramentas, segundo seus fabricantes, servem para tornar indetectável o uso de inteligência artificial na produção de um texto, tornando-o mais semelhante a um texto escrito por um ser humano.
Dado que a inteligência artificial aprendeu com o material produzido por seres humanos, qual seria o elemento humano faltante aos textos escritos por ela? Em outras palavras, como fazer para que humanos não percebam que um texto foi produzido por uma máquina? Por curiosidade, fiz alguns testes, sem a menor pretensão de avaliar essas poderosas inteligências e seus criadores, e não cheguei a uma conclusão sobre o que seria a linguagem humanizada dos robôs.
Em um caso, o robô humanizado substituiu "pedido" por "request" num texto que, aliás, tinha sido escrito por um humano de carne e osso. Em outro, houve substituição de frases mais curtas e econômicas por períodos mais longos e redundantes; em outro, houve troca de "entre" por "dentre" (naturalmente, sem critério gramatical). Enfim, os seres humanos que criam esse tipo de ferramenta têm algum critério, seja ele qual for, para definir o que seria um estilo mais "humano". Qual será?
Em todo o caso, o termo "humanizado" vem aparecendo em muitos contextos, o que nos pode dar uma pista do que nós, afinal humanos, cremos ser "humano". Dia desses, uma discussão entre leitores de uma crônica na internet trouxe, talvez sem querer, uma questão curiosa. Um deles achou que o autor do texto tivesse cometido um erro de português (especificamente o uso de "câmara" no lugar de "câmera"). Outro explicou que as duas formas são corretas etc. etc., o que é verdade e qualquer bom dicionário pode atestar. Outros ainda consideraram inoportuno levantar esse tipo de questão, pois o texto era tão interessante e divertido etc. − tanta coisa a que prestar atenção e o sujeito vai logo reparar na grafia da palavra!
Até que outro acrescentou que qualquer um, autor ou revisor, pode errar (ora bolas!), a que se seguiu um comentário de assentimento: "Exatamente, compreensível. Essa é a forma humanizada da ortografia". Note-se que, a essa altura, o problema não era saber se as duas grafias eram corretas, muito menos se cogitava aproveitar o ensejo para discutir a variação ortográfica ou as acepções da palavra. Não. O problema mesmo foi o fato de alguém ter levantado a questão de supostamente haver um erro de grafia no texto do escritor.
A "forma humanizada da ortografia", ao que tudo indica, pressupõe um nível importante de tolerância. Sendo a ideia compreensível, para que essa "obsessão" pelo "correto"? Existe "o correto"? O curioso é que a ortografia, por ser convencionalmente estabelecida, é (ou era) a parte da gramática menos sujeita aos debates sobre variação da língua.
A humanização a que alude o comentário, porém, parece mais ligada a uma atitude ou posicionamento moral, que prescreve tolerância com a "diversidade ortográfica" como reflexo da tolerância com a pessoa que escreveu o texto. Corrigir ou assumir "tom professoral" é uma espécie de afronta à expressão alheia, uma atitude em si "intolerante". É preciso, afinal, respeitar o "diverso". O problema é que a língua precisa de elementos comuns para que seja eficaz em sua principal função, a da comunicação ("comunicar", na origem, é "pôr em comum").
Talvez essa postura humanizada explique o fato de hoje ser frequente encontrarmos erros gramaticais em livros caros, ilustrados, produzidos em ótimo papel, com capa dura etc. Afinal, como diziam nossas avós, errar é humano e, como já disse José Saramago, na sua "História do Cerco de Lisboa", ao explicar que o revisor nem sempre corrige, "primeiro mandamento do decálogo do revisor que aspire à santidade, aos autores deve-se evitar sempre o peso das vexações".
Não faz assim tanto tempo que o nosso querido Paulo Coelho, um dos mais bem-sucedidos escritores brasileiros, era alvo de críticas na imprensa por causa das gralhas que se avolumavam nos seus livros, as quais, diga-se, nunca atrapalharam seus negócios. Certa vez, um tanto irritado pela cobrança de jornalistas, ele se saiu com um chiste, que acabou sendo levado a sério: disse que a magia de seus livros (responsável pelo milagre das vendas) poderia estar justamente nos erros gramaticais, de modo que não providenciaria revisão nas edições seguintes. E assim provavelmente foi. Mal sabia ele que antecipava uma tendência.
A tolerância às falhas às − falhas, que, mágicas ou não, afinal, nos lembram que somos humanos parece ser − um valor nos dias de hoje. Talvez essa seja a dica de ouro para os humanizadores de texto. Vamos ensinar os robôs a errar.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br
O pronome destacado no período acima desempenha papel

I. Em “As placas de “entupimento” são formadas [...] por colesterol, e o acúmulo delas [...]” (Texto 1), “delas” pode ser substituída por “das mesmas” para preservar uma função anafórica, de modo a retomar “placas de entupimento”.
II. Em “[...] englobam um grupo de distúrbios [...] que podem afetar o funcionamento do coração [...]” (Texto 1), “que”, conjunção subordinativa consecutiva, liga a oração principal (englobam um grupo de distúrbios) à subordinada adverbial consecutiva (podem afetar o funcionamento do cérebro).
III. Em “Os principais sintomas do infarto são: [...]” (Texto 1), se houver o acréscimo da expressão “estes” antes do sinal de dois-pontos, a função catafórica em contexto de escrita será preservada.
IV. Em “Quanto maior o consumo médio de álcool [...]” (Texto 2), se houver o acréscimo do verbo “for” após “maior”, o sentido de gradação evidenciado pela conjunção subordinativa proporcional “Quanto” ficará comprometido.


Texto para a questão.

National Geographic Brasil. O que é o Dia de Sobrecarga da Terra e como ele é calculado?
Internet:< https://www.nationalgeographicbrasil.com> (com adaptações).
Texto para a questão.

National Geographic Brasil. O que é o Dia de Sobrecarga da Terra e como ele é calculado?
Internet:< https://www.nationalgeographicbrasil.com> (com adaptações).


Uma em quatro pessoas já vive em países que
atingiram pico populacional
As estimativas atualizadas da divisão de população das
Nações Unidas aumentaram as chances de que o
mundo chegue ao pico demográfico ainda neste século,
um cenário ainda mais pronunciado de declínio agregado
da população mundial.
As estimativas atualizadas da divisão de população das
Nações Unidas aumentaram as chances de que o
mundo chegue ao pico demográfico ainda neste século,
um cenário ainda mais pronunciado de declínio agregado
da população mundial.
A chance de que a humanidade atinja seu pico
populacional ainda neste século e, em seguida, entre em
um processo gradual de declínio ficou maior: a ONU fala
em 80% de chances de que isso ocorra, contra 30% de
probabilidade há dez anos.
Isso deve ocorrer em meados de 2080, quando seremos
10,3 bilhões. A partir daí, a humanidade deve entrar em
declínio demográfico e terminar o século 21 com 10,2
bilhões − 700 milhões a menos do que o estimado há
uma década.
Os resultados das estimativas divulgados nesta
quinta-feira (11) fazem parte das projeções anuais
produzidas pela ONU desde 1950, calculadas com base
nos censos nacionais e em estatísticas vitais de todos os
países, além de centenas de pesquisas amostrais com
representatividade nacional. As projeções tratam de
informações gerais relativas aos grandes fatores que
influenciam tamanho e composição das populações:
natalidade, fecundidade, mortalidade, migração, idade
média ao ter filhos, entre outros.
"O cenário demográfico evoluiu muito nos últimos anos.
Em alguns países, a taxa de natalidade agora é ainda
mais baixa do que anteriormente previsto, e também
estamos vendo declínios ligeiramente mais rápidos em
algumas regiões de alta fecundidade", diz Li Junhua,
subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Sociais
da ONU, em comunicado.
Um dos principais fatores foi a fecundidade ainda menor
do que a estimada na China, que já vem há décadas em
trajetória de redução das taxas de fecundidade e viu seu
primeiro declínio populacional em 62 anos em 2022.
Foram 850 mil pessoas a menos no país em 2022,
segundo dados oficiais, resultado de um número de
mortes maior que o de nascimentos.
Um resultado divulgado pela ONU que reforça a
tendência é o número de nascimentos por mulher, que
registra uma criança a menos do que em 1990. São 2,3
filhos em média por mulher no mundo atualmente, em
comparação a 3,3 em 1990.
Cerca de metade dos países registram taxas de
fecundidade abaixo de 2,1 nascimentos por mulher,
patamar que hipoteticamente manteria populações em
tamanho constante a longo prazo em cenário em que
não ocorre migração.
Há ainda países que experienciam taxas de fecundidade
chamadas de ultrabaixas pela ONU, ou seja, abaixo de
1,4 nascimento por mulher, casos de China, Espanha,
Itália e Coreia do Sul, por exemplo. Para os 24 países
nesse patamar, segundo a organização, o retorno ao
nível de reposição de 2,1 filhos por mulher nos próximos
30 anos é altamente improvável.
O impacto desse cenário demográfico já é sentido em
termos econômicos, com discussões que vão da cultura
ao mercado de trabalho, e também preocupa pelo efeito
inercial na estrutura etária das populações. Isto é:
décadas de baixas taxas de fecundidade resultam em
décadas de populações proporcionalmente mais
envelhecidas no presente e no futuro, que não
conseguirão retomar em pouco tempo os níveis
experimentados antes.
No momento de pico da população mundial no fim do
século, as estimativas sugerem que a fatia da
humanidade com 65 anos ou mais será maior do que a
de pessoas com menos de 18 anos. A diferença nos
extremos da estrutura etária acontecerá bem antes: em
meados de 2030, pessoas com 80 anos ou mais serão
mais numerosas do que os recém-nascidos (1 ano ou
menos).
Para Li Junhua, da ONU, há um lado positivo nesse
cenário de redução demográfica. "O pico mais cedo e
mais baixo é um sinal esperançoso. Isso poderia
significar pressões ambientais reduzidas dos impactos
humanos devido a um consumo agregado menor", diz.
Ele ressalta, por outro lado, que "um crescimento
populacional mais lento não eliminará a necessidade de
reduzir o impacto médio atribuível às atividades de cada
pessoa".
A Índia, que ultrapassou a China como país mais
populoso do mundo e tem mais de 1,4 bilhão de
habitantes, ainda tem uma janela de crescimento
relativamente grande. Segundo as estimativas da ONU,
o ano em que o país deve atingir seu pico populacional é
2062.
A migração deve seguir sendo um fator determinante
para a composição demográfica dos países. Em 50 deles
a imigração projetada será importante para atenuar o
declínio populacional; por outro lado, 13 países com a
fecundidade ultrabaixa devem sofrer com a emigração e
aprofundar a redução de sua população.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br
• Se você viu o título desta coluna e imaginou ler um alerta importante... (1º parágrafo)
• ... acertou ... mas só pela metade. (1º parágrafo)
• Portanto, cuidado com o cuidado. (4º parágrafo)
As palavras em destaque foram empregadas nos trechos para estabelecer, respectivamente, ideias de
A Assistência Social como política de proteção social configura-se como uma nova situação para o Brasil. Ela significa garantir a todos, que dela necessitam, e sem contribuição prévia a provisão dessa proteção. Na construção dessa política, levou-se em conta três vertentes de proteção social: as pessoas, as suas circunstâncias e dentre elas seu núcleo de apoio primeiro, isto é, a família. Nesse sentido, a proteção social exige a capacidade de maior aproximação possível das pessoas, dos seus riscos e vulnerabilidades produzidos _______________.
(__) O texto contém em si mesmo todos os sentidos necessários para a compreensão pelo leitor.
(__) O processo de construção de sentidos em um texto depende exclusivamente do conhecimento linguístico do leitor.
(__) A construção de sentidos no texto ocorre sem influência de fatores socioculturais ou interacionais.
(__) A construção de sentidos no texto envolve fatores situacionais, socioculturais, cognitivos e interacionais.
A sequência está correta em:
Não é somente agindo sobre o corpo dos flagelados, roendo-lhes as vísceras e abrindo chagas e buracos na sua pele, que a fome aniquila a vida dos sertanejos, mas também atuando sobre o seu espírito, sobre sua estrutura mental, sobre sua conduta social.
Assinale a afirmativa inadequada sobre o fragmento.
Leia o texto I para responder à questão.
Texto I
Circuito Fechado Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço. Relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos, jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapos. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, telefone, agenda, copo com lápis, canetas, blocos de notas, espátula, pastas, caixas de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetos de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia. Água. Táxi, mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo, xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dente, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras. Cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.
Fonte: RAMOS, Ricardo. Os melhores contos. São Paulo: Global Editora, 1998.
Analise as seguintes afirmativas acerca do texto apresentado.
I- O nexo do texto é constituído por retomadas implícitas, por elipses e pelo emprego de formas lexicais.
II- Há, no texto, ausência demarcadores coesivos que tornam a leitura ininteligível.
III- O nexo, no texto, é estabelecido prioritariamente a partir do nível gramatical. IV- A despeito da ausência de elementos coesivos, é possível observar unidade de sentido.
É CORRETO o que se afirma apenas em: