Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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( ) Na linha 24, o pronome onde retoma o segmento [d]a plataforma Android (l. 23-24).
( ) Na linha 31, o pronome algumas retoma o segmento redes de publicidade (l. 20).
( ) Na linha 43, o pronome alguém refere-se a uma pessoa cuja identidade não é especificada no texto.
( ) Na linha 43, o pronome seu retoma o segmento [d]a pessoa (l. 42-43).
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
( ) Na linha 04, agora refere-se ao momento em que os pais e a irmã de Rodrigo foram dormir.
( ) Na linha 12, você refere-se ao leitor do texto.
( ) Na linha 19, fulano refere-se ao hacker que opta pelo lado negro da força (l. 17-18).
( ) Na linha 39, ex-craker refere-se à Kevin Mitnick (l. 24).
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
I. No segmento que nascem (L. 15), a palavra que se refere a amizades (L. 14).
II. O segmento elos fracos (L. 20) retoma o segmento uma forma superficial de amizade (L. 11-12).
III. Na frase Nós não nos conhecemos (L. 46), o pronome Nós refere-se aos pronomes eu (L. 45) e você (linha 45).
Quais estão corretas?
I - O segmento um deles (I. 20) refere-se a Andrés Escobar.
II - O segmento seu povo (I. 23) refere-se ao povo alemão.
III - O segmento morta (I. 31) refere-se ao segmento a acusada (I. 30).
Quais estão corretas?
1 - substituir Por maior que tenha sido o erro (I. 19) por Embora tenha sido o maior erro
2 - substituir num tim e que tem onze integrantes (I. 19-20) por com onze integrantes num time
3 - substituir um dos mais cruéis inventores de bodes expiatórios (I. 22) por um dos inventores mais cruéis de bodes expiatórios
Quais propostas são gramaticalmente corretas e mantêm o sentido do texto?
1 - Quando (I. 18) por No momento em que
2 - asim (I. 29) por dessa maneira
3 - aí (l. 31) por então
Quais propostas são gramaticalmente corretas e mantêm o sentido do texto?
1 - deslocar o segmento, entre vírgulas, para imediatamente antes de obedecer (I. 15)
2 - deslocar o segmento, entre vírgulas, para imediatamente depois de obedecer (I.15)
3 - deslocar o segmento, entre vírgulas, para imediatamente antes do segmento de três requisitos (1.15)
Quais propostas são gramaticalmente corretas e mantêm o sentido do trecho original?
( ) deslocar mais simples ( I. 08) para imediatamente depois de explicação (I. 08)
( ) deslocar supostamente (1.18) para imediatamente depois de haviam ( I. 18)
( ) deslocar apenas (I. 20) para imediatamente após deles ( 1.20)
( ) deslocar a eles(I. 25) para imediatamente antes de atribuindo (I. 25)
A seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Armatya Sen assim se manifestou por ocasião de uma conferência internacional: "Procurarei, em meus escritos, expandir as fronteiras da economia que tanto me têm feito refletir."
Assinale a alternativa que apresenta as formas corretas para completar a reescrita desse enunciado em discurso indireto.
Armatya Sen disse qu e ________ , __________, expandir as fronteiras da economia que tanto________ ______ refletir.
I - A substituição de assombram (I. 17) por sombreiam exigiria uma outra alteração no período.
II - A substituição de inaugurou (I. 23) por deu início exigiria uma outra alteração no período.
III - A substituição de julgar (I. 26) por emitir opinião exigiria uma outra alteração no período.
Quais estão corretas?
I - O segmento radical reducionismo (I. 13) é contextualmente equivalente a reducionismo radical.
II - 0 segmento aspectos valiosos (I. 16) é contextualmente equivalente a valiosos aspectos.
III - O segmento própria caracterização (I. 21-22) é contextualmente equivalente a caracterização própria.
Quais estão corretas?
( ) especialmente (I. 10) por principalmente
( ) puramente (I. 11) por nitidamente
( ) seguinte (I. 13) por subsequente
( ) como (I. 15) por enquanto
A seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Na segunda ocorrência, o termo estabelece a coesão textual, referindo-se a “aqueles".
Sim, eles conseguiram de novo. Mais uma vez a divulgação de um estudo científico nos faz pensar que, se a medicina é uma ciência de verdades transitórias, parece que ultimamente elas andam mais transitórias do que nunca. A ponto de ninguém mais saber no que e em quem acreditar.
Quem melhor traduziu a perplexidade do público diante da constante divulgação de contraditórias pesquisas médicas foi o escritor Luis Fernando Veríssimo na crônica Ovo, publicada há alguns anos. Por muito tempo, o ovo foi considerado um dos maiores vilões das artérias. Até que os cientistas mudaram de ideia. Quem, como Veríssimo, reprimiu o prazer supremo de furar a gema de um ovo frito sobre um punhado de arroz, não foi indenizado.
Quase sempre as mensagens parecem contraditórias, mas são fruto do avanço do conhecimento. O melhor a fazer é respirar fundo, tentar entender e aceitar que a vida é feita de mudanças.[...]
Um último comentário para compreendermos a relação entre trabalho e saúde mental: eu disse que o reconhecimento se refere ao trabalho. Mas, quando a qualidade de meu trabalho é reconhecida pelos outros, então me é possível - embora se trate de uma questão exclusivamente pessoal - destinar o reconhecimento do registro do fazer para o registro do ser: eu sou mais inteligente, mais competente, mais seguro de mim mesmo depois do trabalho do que antes dele. Pouco a pouco, de etapa em etapa, eu mesmo me desenvolvo, minha identidade se fortalece, eventualmente eu me realizo.
Podemos também constatar que o reconhecimento da qualidade do meu trabalho pelos meus pares faz de mim um técnico ou um artesão como os demais técnicos, como os demais artesãos, um pesquisador como os demais pesquisadores, um psicólogo como os demais psicólogos, um chefe como os demais chefes etc. Isso quer dizer que o reconhecimento me confere o pertencimento a uma equipe, a uma coletividade, a uma profissão. O reconhecimento confere, portanto, em troca do meu sofrimento, um pertencimento que exorciza a solidão. Em resumo, o reconhecimento permite àquele que trabalha transformar o seu sofrimento em desenvolvimento de sua identidade.
Ora, a identidade é o alicerce da saúde mental. Toda crise psicopatológica traz em si uma crise de identidade. Com frequência saímos de nossa infância mais ou menos deformados, com uma identidade inacabada, incompleta, instável. O trabalho, por meio da ação do reconhecimento, constitui uma segunda chance para edificar e desenvolver nossa identidade e adquirir assim uma melhor resistência psíquica em face dos desafios da vida.
Certas organizações do trabalho favorecem a psicodinâmica do reconhecimento e permitem inscrever o trabalho como mediador insubstituível da saúde. Por outro lado, aqueles que são privados de trabalho, os desempregados de longa data ou desempregados primários, perdem também o direito de oferecer uma contribuição à organização do trabalho, à empresa e à sociedade. Assim, eles estão privados de qualquer reconhecimento, e podemos prever os danos psicopatológicos e sociais - em particular, o aumento da violência - que resultam de uma privação de emprego.
Visto a partir do teatro do desemprego, o trabalho parece um privilégio. Claro! Mas o mundo do trabalho tampouco é cor-de-rosa e certas organizações do trabalho em voga costumam destruir sistematicamente as engrenagens dessa dinâmica entre contribuição e retribuição. Desestruturam as condições do reconhecimento e da cooperação e minam as bases do viver em conjunto no trabalho. É preciso, portanto, na medida em que se busca uma ação racional no campo das relações entre trabalho e saúde mental (e também na redução da violência social) agir em duas frentes: aquela do emprego, claro, mas também aquela da organização do trabalho.
(Cristophe Dejours. “Entre o desespero e a esperança: como reencantar o trabalho?.” Cult. março/2010 - Fragmento.)



