Questões de Concurso Sobre coesão e coerência em português

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Q883462 Português

Considere as seguintes afirmações.


I - O pronome Esse (l. 01) faz referência ao título do texto Podem as máquinas pensar?.

II - O pronome los (l. 37) faz referência a símbolos (l. 37).

III - O pronome ela (l. 48) faz referência a essa pessoa (l. 46).


Quais das afirmações acima estão corretas?

Alternativas
Q877120 Português

Considere as afirmações a seguir.


I - O sedentarismo infantil é um problema apenas brasileiro.

II - isso (l. 41) refere-se a Criança sedentária e com excesso de peso tem muito mais chance de ser um adulto nas mesmas condições (l. 38-40).

III - física (l. 20) é acentuada pela mesma razão que difícil (l. 25).


De acordo com o texto, quais estão corretas?

Alternativas
Q877119 Português
delas (l. 17) e isso (l. 34) fazem referência, respectivamente, a
Alternativas
Q877103 Português
que (l. 19) faz referência a
Alternativas
Q876534 Português
Instrução: A questão abaixo refere-se ao texto abaixo.
Índios, os estrangeiros nativos.


Adaptado de: BRUM, Eliane. Índios, os estrangeiros nativos.
Revista Época. Disponível em: http://revistaepoca.globo.com/-
Sociedade/eliane-brum/noticia/2013/06/indios-os-estrangeiros-
nativos.html. Acessado em 02/05/2014.
Considere as afirmações a seguir a respeito da utilização de expressões no texto.
I - A expressão essa versão narrativa (l. 27) faz referência à versão daqueles que manipulam os índios em suas manifestações de descontentamento. II - A palavra ali da linha 44 faz referência ao local onde houve o cumprimento de uma ordem de reintegração de posse em favor de um fazendeiro. III - A palavra ali da linha 57 faz referência às terras dos índios mundurucus.
Quais estão corretas?
Alternativas
Ano: 2014 Banca: FCC Órgão: SABESP Prova: FCC - 2014 - SABESP - Técnico em Gestão |
Q873229 Português

                              A marca da solidão


      Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de paralelepípedos, o menino espia. Tem os braços dobrados e a testa pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de penumbra na tarde quente.

      Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, dentro de cada uma delas, um diminuto caminho de terra, com pedrinhas e tufos minúsculos de musgos, formando pequenas plantas, ínfimos bonsais só visíveis aos olhos de quem é capaz de parar de viver para, apenas, ver.

      Quando se tem a marca da solidão na alma, o mundo cabe numa fresta.

(SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de Janeiro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47) 

No primeiro parágrafo, o pronome “eles” substitui a palavra
Alternativas
Ano: 2014 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2014 - UFU-MG - Psicólogo Clínico |
Q847238 Português

Os trechos a seguir são partes de um texto, mas estão ordenados de forma aleatória.


I. Línguas brasileiras são, na definição do linguista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Gilvan Müller de Oliveira, "línguas faladas por comunidades de cidadãos brasileiros, historicamente assentadas em território brasileiro, parte constitutiva da cultura brasileira, independentemente de serem línguas indígenas ou de imigração, línguas de sinais ou faladas por grupos quilombolas”.

II. O Brasil é um país plurilíngue: estima-se haver mais de 200 línguas vivas no território - e vários linguistas afirmam que esse número pode ser muito maior.

III. Em muitas cidades colonizadas por imigrantes, com destaque para as criadas a partir da década de 70 do século XIX, ainda hoje são mantidos esses idiomas.

IV. Dessas línguas, cerca de 170 são indígenas (autóctones) e mais de 30 são línguas de imigração (alóctones). Tanto as línguas autóctones quanto as alóctones podem ser consideradas línguas brasileiras.

V. As línguas de imigração brasileiras estão presentes em diferentes regiões do país, especialmente no sul e sudeste.

Língua Portuguesa – Conhecimento Prático, Nº 17, p. 43 (fragmento adaptado)


Considerando que a organização de um texto pressupõe a ordenação lógica e coerente de seus fragmentos, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Q847234 Português

Atenção:  Considere  o  texto  abaixo,  retirado  do  livro  Texto/Contexto II,  de  Anatol  Rosenfeld,  para  responder  a  questão.

https://qcon-assets-production.s3.amazonaws.com/images/provas/40798/37340ba5bc17381cc865.png

Está inteiramente correta e coesa a redação da frase que se encontra em:
Alternativas
Q847233 Português

Atenção:  Considere  o  texto  abaixo,  retirado  do  livro  Texto/Contexto II,  de  Anatol  Rosenfeld,  para  responder  a  questão.

https://qcon-assets-production.s3.amazonaws.com/images/provas/40798/37340ba5bc17381cc865.png

Atente para o que se afirma abaixo.


I. O pronome destacado em De um modo lapidar, Hölderlin exprimiu isso nestes versos... refere-se ao fato de que os seus deuses não podem ser dissociados da realidade social e política.

II. Sem prejuízo para o sentido, o segmento De um modo lapidar pode ser substituído por: Provisoriamente.

III. A vírgula adicionada ao se reescrever o verso de Hölderlin (linhas 12 e 13) marca a elipse do verbo “aprender”: “Aprenda na vida a arte, na arte, a vida”.


Está correto o que se afirma APENAS em 

Alternativas
Q847226 Português

Atenção:  Considere  o  texto  abaixo,  retirado  do  livro  Texto/Contexto II,  de  Anatol  Rosenfeld,  para  responder  a  questão.

https://qcon-assets-production.s3.amazonaws.com/images/provas/40798/37340ba5bc17381cc865.png

Este, como mecanismo, transforma homens livres em peças de engrenagem. (linha 5)

... no primeiro caso, o arauto evidente de um brumoso Reich mítico... (linhas 8 e 9)

... e, no segundo caso, um suave sonhador... (linha 9)


Os itens sublinhados acima referem-se, respectivamente, a:

Alternativas
Q847219 Português

Atenção: Considere o texto abaixo, retirado do livro O valor do amanhã, de Eduardo Gianetti, para responder à questão.



Considerando-se o contexto, afirma-se corretamente:
Alternativas
Q841351 Português

      Falar de leite já foi bem mais simples. Por muito tempo o consumo do produto foi ponto passivo na nutrição. Atualmente é tema polêmico. Cientistas e médicos questionam as benesses desse hábito entranhado. O debate é acirrado, principalmente, por envolver os interesses de um mercado global e por afetar paixões gastronômicas. Se a discussão girasse em torno da alface, os ânimos não se exaltariam da mesma forma. Deixar de comer alface seria um alívio para muita gente. Já abrir mão de queijos, iogurtes, sorvetes ou leite – seja de vaca, cabra, búfala ou ovelha – beira o sacrifício.

      O consumo do leite surgiu há dez mil anos, no período Neolítico, quando a espécie humana deixou de ser nômade e se fixou na terra, desenvolvendo a agricultura e a criação de animais para conquistar segurança alimentar. Desde então, o leite materno passou a ser substituído, já nos primeiros meses de vida, pelo de outros mamíferos. [...]

      Poinsignon, médico e pesquisador francês, apresenta uma longa lista de doenças respiratórias, osteoarticulares, digestivas, autoimunes e cutâneas, derivadas do consumo do leite animal. Para o estudioso, o único leite adequado à espécie humana é o materno, e nenhum mamífero adulto consome o leite de sua mãe. A tese de Poinsignon é simples: somos vítimas das indústrias alimentícia e farmacêutica e da propaganda. Você quer curar ou prevenir doenças? Mude de dieta.

      [...]

                                              (MESQUITA, R.V. Difícil de engolir. Revista Planeta, março de 2014.) 

Um texto apresenta coesão quando há conexão e harmonia entre as partes que o compõem. Em relação a elementos coesivos no texto, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Q837473 Português

                         Qualidade na educação: o DNA das escolas

               Segredo de uma rede de qualidade não é padronizar, mas

               atender fatores distintos – pois algumas escolas têm mais

                             problemas e desafios do que outras

                                                                                 João Batista Araujo e Oliveira


      [...] A exemplo do que ocorre no Brasil, na maioria dos países desenvolvidos os pais matriculam seus filhos na escola púbica mais próxima de sua casa. A grande diferença é que, na maior parte das nações, as escolas de diferentes bairros são semelhantes: elas se parecem muito entre si, no que fazem e nos resultados. No Brasil as escolas se parecem mais com os bairros onde estão localizadas. Elas têm, portanto, a cara do bairro.

      Sabemos como fazer uma escola de qualidade, uma escola boa. Há inclusive escolas públicas assim no Brasil, algumas centenas delas, ou talvez poucos milhares. São escolas de prestígio, de alto padrão, onde o ensino é de qualidade, os alunos estudam e aprendem e os resultados são elevados. São escolas militares, colégios de aplicação e unidades estaduais ou municipais aqui e ali que possuem as mesmas características. Mas essas escolas são poucas – uma pequena fração entre as mais de 120.000 unidades urbanas de ensino fundamental.

      Nunca aprendemos a fazer aquilo que os países desenvolvidos sempre fizeram: manter um padrão. E quando o nível cai, há mecanismos para trazer a escola de volta. Resultado: embora sejam obrigados a matricular seus filhos na escola do bairro, os pais sabem que o ensino oferecido ali é semelhante ao proporcionado por unidades de outros bairros. E sabem que se seus filhos se esforçarem também obterão bons resultados.

      As estatísticas produzidas pela OCDE ilustram esse fenômeno de maneira muito clara. Nos países desenvolvidos, a diferença da média das notas das escolas é relativamente pequena – raramente ultrapassa os 30%. Essa diferença é enorme no Brasil.

      Manter uma rede de escolas de padrão não significa que todas as unidades são idênticas, que recebem os mesmos recursos, que são 100% padronizadas. Ao contrário, para ter resultados semelhantes, as escolas precisam de recursos distintos – pois algumas têm mais problemas e desafios do que outras. Para promover a igualdade é necessário tratar desigualmente os desiguais. Escolas que caem no desempenho recebem ajuda extra; escolas com maior número de alunos com dificuldade de aprendizado recebem mais e melhores recursos, e assim por diante.

      A exemplo do fator que nos faz semelhantes como seres humanos, há uma DNA a tornar parecido o desempenho das escolas. O segredo de uma rede de qualidade está na maneira como se forma o DNA da escola, os fatores que asseguram que todas as unidades da rede possam funcionar e atingir níveis de desempenho semelhantes.

      O que torna uma rede de escolas boa não é muito diferente do que torna uma escola boa. Mas criar uma rede boa é muito diferente de criar uma escola boa.

Adaptado de http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/qualidade-na-educacao-o-dna-das-escolas 

Em “Mas essas escolas são poucas...”, a expressão destacada refere-se, EXCETO
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Q837238 Português

       O que acontece quando se divide a casa com quem não cumpre suas tarefas domésticas

                                                                                      Ana Carolina Prado


     Quem mora ou já morou em república sabe que, ainda que você e seus companheiros de casa se gostem, a coisa não é sempre uma maravilha. Na verdade, pode ser meio infernal às vezes. E isso se deve, em grande parte, a diferenças na forma como cada um encara o trabalho doméstico. Quer ver uma receita infalível para brigas? Você, neurótico por limpeza, resolve morar com alguém que costuma deixar um rastro de farelos por onde passa e largar pratos e embalagens sujos em cima da pia por dias.

      Essa diferença de limites do que é aceitável ou não na convivência diária foi objeto de estudo dos pesquisadores Sarah Riforgiate, da Universidade Estadual do Kansas, e Jess Alberts e Paul Mongeau, da Universidade Estadual do Arizona. Diferente do que se possa imaginar, não foi nenhuma experiência pessoal que os inspirou: tudo começou depois de Alberts ler um estudo dizendo que abelhas e formigas têm diferentes níveis de tolerância para as tarefas não concluídas. Sim, até elas. Se abelhas com níveis muito díspares são colocadas juntas, a mais perturbada com o baixo nível de mel produzido acaba trabalhando mais – muitas vezes, até a morte. Isso fez com que se perguntassem se os humanos apresentam um comportamento parecido (claro, nada que chegue perto de precisar esfregar o chão do banheiro até morrer, esperamos).

      Então, os pesquisadores analisaram pares de pessoas do mesmo sexo com idades entre 19 e 20 anos que dividiam apartamentos ou quartos. A conclusão foi que, de fato, essas diferenças realmente são prejudiciais para os relacionamentos e resultam em menor satisfação na amizade e maior propensão a conflitos. Nenhuma surpresa até aí. Mas olha só as outras implicações:

      “Diferentes limites impactam negativamente a ideia de gratidão”, diz Riforgiate. Segundo ela, tanto no caso de um casal que mora junto ou no de companheiros de moradia, a pessoa com o menor nível de tolerância à bagunça muitas vezes sente-se incomodada e acaba fazendo todo o trabalho. A repetição desse comportamento pode fazer com que o companheiro deixe de considerar tais tarefas como problema seu e os deixe sempre para a outra pessoa. “Assim, acabamos achando que não precisamos mais ser gratos pelo trabalho do nosso parceiro nem tentar compensá-lo, pois passamos a pensar que ele não fez nada além de sua obrigação”, completa. E aí entramos na mesma questão daquele estudo sobre casais fazerem pequenos sacrifícios diários: um dos lados trabalha e se cansa mais e o outro nem percebe o que foi feito. Frustração na certa.

      O que fazer para evitar problemas, então? Segundo os autores, conversar muito – especialmente antes de se mudar – para identificar possíveis diferenças na forma de encarar as responsabilidades e estabelecer uma divisão de tarefas.

      Além disso, Riforgiate destaca que uma falha em completar uma tarefa específica nem sempre é pura preguiça ou falta de consideração. Pode ser que ela apenas não tenha percebido ainda que isso é um problema para o outro. “Nós realmente damos atributos negativos para as pessoas com quem vivemos – sejam companheiros de quarto ou parceiros românticos – que não são úteis para a nossa relação e que podem, na verdade, não ter nada a ver com a realidade”, diz Riforgiate.

      O próximo passo do grupo de pesquisadores é estudar duplas mistas de roommates e achar uma forma de usar os resultados das pesquisas para ajudar as pessoas a escolherem bem seus companheiros de casa, além de desenvolver estratégias de comunicação para melhorar os relacionamentos entre eles.

Adaptado de http://super.abril.com.br/blogs/como-pessoas-funcionam/ page/2/

Assinale a alternativa em que o termo destacado NÃO retoma algo citado anteriormente no texto
Alternativas
Q828500 Português

                  TRINTA ANOS DE UMA FRASE INFELIZ

      Ele não podia ter arrumado outra frase? Vá lá que haja perpetrado grande feito indo à Lua, embora tal empreendimento soe hoje exótico como uma viagem de Gulliver. Mas Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar na Lua, precisava ter dito: “Este é um passo pequeno para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade”? Não podia ter-se contentado com algo mais natural (“Quanta poeira” por exemplo), menos pedante (“Quem diria, conseguimos”), mais útil como informação (“Andar aqui é fácil/difícil; gostoso/dói a perna”) ou mais realista (“Estou preocupado com a volta”)?

      Não podia. Convencionou-se que eventos solenes pedem frases solenes. Era preciso forjar para a ocasião uma frase “histórica”. Não histórica no sentido de que fica guardada para a posteridade – a posteridade guarda também frases debochadas, como “Se eles não têm pão, comam brioches”. Histórica, no caso, equivale à frase edificante. É a história em sua versão, velhusca e fraudulenta, de “Mestra da Vida”, a História rebaixada a ramo da educação moral e cívica. À luz desse entendimento do que é “histórico”, Armstrong escolheu sua frase. Armstrong teve tanto tempo para pensar, no longo período de preparativos, ou outros tiveram tempo de pensar por ele, no caso de a frase lhe ter sido oferecida de bandeja, junto com a roupa e os instrumentos para a missão, e foi sair-se com um exemplar do primeiro gênero. Se era para dizer algo bonito, por que não recitou Shakespeare? Se queria algo inteligente, por que não encomendou a Gore Vidal ou Woody Allen?

                                                (Roberto Pompeu de Toledo, Veja, 2000) 

Assinale a alternativa que apresenta ERRO gramatical.
Alternativas
Q825569 Português

                        Paixão, amor, casamento...

      Você já se imaginou vivendo 10, 20 ou 50 anos com a mesma pessoa? Sentindo sempre o mesmo prazer em sua companhia, o mesmo conforto em seus braços? Se a perspectiva parece interessante, agradeça ao seu cérebro (e se não agrada, a culpa é dele, também). De certa forma, é curioso que laços afetivos fortes, como os amorosos, sejam tão importantes para nossa espécie. Tecnicamente, viver em sociedade, ou mesmo em pares, não é obrigatório para a sobrevivência de nenhum animal. Observem-se tantos mamíferos, aves e outros bichos que procuram um par somente para o acasalamento e, imediatamente depois, segue cada um o seu caminho.

      Se gostamos de formar pares a ponto de investir boa parte de nossa energia, tempo e esforços cognitivos em convencer um belo exemplar do sexo interessante de que nós somos a pessoa mais sensacional e desejável na face da Terra, é porque o sistema cerebral humano, como o de outros animais sociais, é capaz de atribuir um valor positivo à companhia alheia. Isso é função do sistema de recompensa, conjunto de estruturas no centro do cérebro especializadas em detectar quando algo interessante acontece, premiar-nos com uma sensação física inconfundível de prazer e satisfação e ainda associar esse prazer com o que levou a ele – o que pode ser uma ação, uma situação, um objeto ou... alguém.

      À medida que o prazer se repete na companhia dessa pessoa, o valor positivo que atribuímos a ela é reforçado, enquanto torcemos para que o mesmo aconteça no cérebro dela, associando um valor cada vez mais positivo à nossa própria companhia, claro. É o que fazemos no período de namoro, quando conversas interessantes, passeios agradáveis, boa música, boa comida e carinho oferecem prazeres que vão sendo associados à companhia do outro. Se “rolar” sexo, melhor ainda: o prazer do orgasmo funciona como uma cola extraordinária para o sistema de recompensa, que atribui (corretamente!) a satisfação incrível àquela pessoa específica (mas é verdade que isso não funciona tão bem em alguns cérebros...).

      Com a repetição, o sistema de recompensa vai aprendendo a ficar ativado não apenas em resposta, mas também em antecipação à presença daquela pessoa. Esse prazer antecipado é a motivação, que nos dá forças para alterar compromissos, abrir espaço na agenda e ficar acordado madrugada adentro. Essa é a paixão, estado de motivação enorme em que se faz tudo em nome de mais tempo na presença do ser amado.

      Quando vira amor? Essa questão é complicada, mas existe ao menos uma definição operacional curiosa: passado o ardor da paixão, descobre-se que se ama alguém quando o fato de pensar no que seria da vida sem a pessoa causa angústia sincera e profunda. O amor é esse laço que faz o cérebro achar que a felicidade está vinculada à presença e à felicidade do outro e que fazê-lo feliz dá novo sentido à vida. Nesse estado, desejar o casamento é apenas natural.

      Se é para sempre? Depende de vários fatores, alguns deles fora de nosso alcance, como ser traído (e não apenas sexualmente). A boa notícia da neurociência sobre a longevidade dos relacionamentos amorosos é que eles não estão necessariamente fadados ao esgotamento: é, sim, possível se sentir apaixonado décadas a fio pela mesma pessoa. E não é mero acaso de sorte: você pode fazer sua parte. É uma questão de continuar inventando e descobrindo novos prazeres a dois. Tudo para manter o sistema de recompensa do outro interessado em você...

(Herculano-Houzel, S., Scientific American - Cérebro e Mente, out/2010.

Assinale a alternativa em que o termo entre parênteses NÃO corresponde à expressão destacada.
Alternativas
Ano: 2014 Banca: UFES Órgão: UFES Prova: UFES - 2014 - UFES - Auxiliar em Administração |
Q822138 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão.


                                        As influências do cinema na saúde 

                                                                                                                                                                                              Elisa Ferreira
Cinema é local de lazer, entretanto, alguns filmes podem ser considerados danosos à saúde. Médicos australianos, após casos de desmaios e enjoos, advertiram os cidadãos do país de que o filme 127 Horas não é indicado para algumas pessoas devido ao realismo da cena de uma mutilação. Além dele, alguns filmes como Babel e Tropa de Elite causaram reações em alguns telespectadores, devido ao nível de realidade em cena. 

Segundo Marisa Palacios, vice-diretora e professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (Iesc-UFRJ), é possível que o sistema nervoso dos espectadores, ao se deparar com a realidade forçadamente, cause reações indesejáveis. Ela destaca, no entanto, que, para saber mais sobre o assunto, é preciso um estudo aprofundado sobre os filmes e cada pessoa, avaliando faixa etária, sexo e histórico médico.

Do ponto de vista psicológico, Marisa acredita que a reação que o filme provoca não é diferente da sensação diante de uma situação semelhante na vida cotidiana. Para ela, a censura seria algo negativo, já que não há censura para a realidade. “Poderíamos dizer que essas coisas sem dúvida fazem mal à saúde. Mas não é possível simplesmente não exibi-las, elas não deixam de acontecer”, expõe a vice diretora do Iesc.

Marisa ainda acredita que, apesar de algumas situações serem extremas e desconfortáveis, mesmo na vida real, apresentá-las no cinema é uma forma interessante de reflexão.

(Fonte: FERREIRA, Elisa. As influências do cinema na saúde. De olho na mídia, Rio de Janeiro: UFRJ, ed. 329, 15 mar. 2011. Disponível em: Acesso em: 24/fev/2014.).

A alternativa em que a palavra ou a expressão destacada NÃO tem como referente no texto o que vem explicitado nos parênteses é
Alternativas
Q822007 Português

Leia a notícia e responda à questão.

         

Com base no texto, é CORRETO afirmar:
Alternativas
Q822006 Português

Leia a notícia e responda à questão.

         

A notícia jornalística Protesto faz escadaria do palácio "sangrar", publicada no jornal "A Gazeta", em 26 de novembro de 2013, narra um acontecimento ocorrido em Vitória, por ocasião do Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher. Ao lado da manchete, aparece a imagem da Escadaria Bárbara Lindenberg, pintada de tinta vermelha, que escorria pelos degraus imitando sangue.

NÃO constitui estratégia utilizada no texto para atingir os efeitos de sentido pretendidos pelo jornal:

Alternativas
Q820680 Português

Acerca de expressões empregadas no texto, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:

( ) Em “põe em xeque o mundo que o cerca” (linhas 4 e 5), os dois vocábulos sublinhados têm a mesma função gramatical.

( ) O vocábulo “dele” (linha 28) retoma a palavra “elogio” (linha 28).

( ) Em “mas não o é para muita gente” (linha 14), o referente do vocábulo “o” é a obviedade anteriormente referida.

( ) O vocábulo “o” (linha 30) retoma “círculo vicioso” (linha 30).

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Respostas
10381: D
10382: B
10383: A
10384: D
10385: B
10386: D
10387: X
10388: E
10389: D
10390: C
10391: B
10392: C
10393: E
10394: E
10395: C
10396: B
10397: A
10398: A
10399: C
10400: B