Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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O arco e a flecha
Um homem contava vantagens da qualidade de seu arco:
– Olha meu arco. Ele é tão bom que nem preciso de flecha.
Outro vangloriava-se da qualidade de sua flecha.
– Olha minha flecha. Ela é tão boa que nem preciso de arco.
Nesse momento passava um mestre arqueiro que parou e disse aos dois contadores de prosa:
O que estão falando não tem sentido. Sem arco, como atirar a flecha? E sem flecha, como atingir o alvo?
Ele pediu então emprestado o arco e a flecha e começou a ensinar aos dois a arte do arco e da flecha.
Só então os dois faladores compreenderam pela primeira vez que um arco precisa de uma flecha e uma flecha precisa de um arco.
Disponível em: <contosemcantar.blogspot.com.br/2011/12/o-arcoflecha.html>. Acesso em: 23 set. 2016.
O pronome pessoal “ele” presente na expressão Ele pediu (linha 9) e a sua forma elíptica na expressão começou a ensinar (linha 10) têm como referente
Viver não dói
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana, que gerou
em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.
[…]
Disponível em:<http://www.luso-poemas.net>
Dadas as afirmativas sobre os componentes textuais,
I. No primeiro verso, o elemento coesivo como estabelece uma
relação de conformidade.
II. A relação de sentido entre as orações do segundo e terceiro versos é de causa e consequência.
III. No quarto verso, e não se cumpriram, há uma incorreção gramatical quanto à posição do pronome oblíquo átono, o qual deveria apresentar-se enclítico.
verifica-se que está(ão) correta(s)
O Brasil, cinco séculos depois, ainda é uma nação em gestação. A desigualdade social e de gênero, a ignorância, o preconceito racial e sexual e a violência ainda mancham nossas estatísticas de potência econômica regional, e ainda vão fazê-lo por muitas décadas. O que vai nos tornar uma sociedade mais justa, rica e bem educada no futuro são as medidas corretivas e preventivas que tomarmos hoje em nossas casas, escolas, empresas e instituições sociais e governamentais.
Revista Istoé. Edição 2426, 03/0620/16 - Última Palavra - Milton Gamez.
O termo fazê-lo, destacado no texto, é uma forma verbal com pronome enclítico, que tem como referente
RESPEITO À DIVERSIDADE
A polêmica em torno do comercial do Boticário para o Dia dos Namorados, o debate a respeito da chegada de refugiados haitianos e africanos ao Brasil e as manifestações religiosas de católicos e evangélicos no dia de Corpus Christi são alguns fatos recentes que evidenciam a urgência de um exercício da diversidade no país. Se a população brasileira abriga segmentos que pensam diferente a respeito de religião, tradição, costumes, política e organização familiar, precisa encontrar caminhos para que essa multiplicidade cultural não gere conflitos nem comportamentos agressivos. Fatos recentes, especialmente os relacionados com as reações preconceituosas à acolhida aos haitianos, demonstram que ainda temos um longo caminho a percorrer.
No caso da propaganda dirigida ao 12 de junho, a intenção de exaltar o romantismo, considerando que todos os casais, héteros ou homoafetivos, têm esse direito, acabou por desencadear ataques à marca e à diversidade de gênero. A liberdade de manifestação foi contagiada por alguns exageros. Qualquer pessoa tem o direito de defender suas convicções, e essas devem ser respeitadas, se forem expressas no limite das leis e das regras de convivência. Ressalte-se também que nenhuma sociedade será homogênea a ponto de fazer com que todos pensem da mesma forma sobre os mais variados assuntos, especialmente na área dos costumes.
Ao contrário, é a diversidade de comportamentos e de pontos de vista que dá sentido a uma comunidade em que prevaleça o respeito à democracia. Tanto que ninguém deve ser submetido a constrangimentos por, supostamente, ser considerado conservador ou retrógrado em relação a inovações ou mudanças nas formas de relacionamento. O respeito, no entanto, somente será completo se for marcado pelo sentimento de reciprocidade. Diferentes, sob quaisquer aspectos, não podem ser discriminados pelo que pensam ou fazem. É mais do que uma imposição legal – é uma norma pétrea da convivência em sociedades civilizadas.
Além da Constituição e das leis, que regem a igualdade e os direitos individuais e coletivos, é indispensável pregar e exercitar a tolerância, para que todos possamos viver em paz com nossas crenças e nossas visões de mundo. Essa é uma missão educadora das comunidades, das famílias, das escolas e das instituições.
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Considere o período:
Se (1º) a população brasileira abriga segmentos que (2º) pensam diferente a respeito de
religião, tradição, costumes, política e organização familiar, precisa encontrar caminhos
para que (3º) essa multiplicidade cultural (4º) não gere conflitos nem
comportamentos agressivos.
Os elementos linguísticos destacados estabelecem as seguintes relações coesivas:
Considere o período:
Atualmente, em todo o mundo, se verifica um aumento crescente do conservadorismo e de fenômenos fundamentalistas que se expressam pela homofobia, pela xenofobia, pelo antifeminismo, pelo racismo e por toda sorte de discriminações.
Flexionando-se, no singular, o verbo destacado,
Considere o sexto parágrafo:
Quer dizer, nosso modo de ser, de habitar o mundo, de pensar, de valorar e de comer não é absoluto. Há mil outras formas diferentes de sermos humanos, desde a forma dos esquimós siberianos, passando pelos ianomâmis do Brasil, até chegarmos aos moradores das comunidades da periferia e aos moradores de sofisticados Alphavilles, onde moram as elites opulentas e amedrontadas. O mesmo vale para as diferenças de cultura, de língua, de religião, de ética e de lazer.
Atentando para a totalidade do parágrafo, o elemento coesivo destacado sinaliza que se
pretende
“Sorte daqueles que não têm de morrer”, diz um provérbio tibetano que, volta e meia, me vem à cabeça. A frase (1º) – ligeiramente irônica, já que a finitude é inevitável – tem, como contexto, a crença na lei de causas e consequências, segundo a qual teremos de nos haver com as repercussões de nossos atos, nossas intenções e nossas palavras – nesta ou em outras existências. E não porque tenhamos de ser castigados, mas sim porque prevalece a ideia de que nada nos acontece sem que, em algum momento, tenhamos criado as causas para isso (2º). Fazendo uma releitura do ditado oriental (3º), tomo a liberdade de dizer que teríamos sorte se não tivéssemos de envelhecer. Esse desfecho (4º) não é inevitável, claro, mas a alternativa também não parece nada atraente. Na maioria absoluta, ansiamos pela vida.
No que diz respeito aos elementos coesivos destacados, é correto afirmar:






