Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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Quanto às ideias e às estruturas linguísticas empregadas no texto, julgue o item que se segue.
Se alterado para o formato em prosa, sem prejuízo para
a correção gramatical e a coesão textual, o trecho
presente nas linhas de 11 a 14 poderia ser assim
reescrito: Os poetas sempre gostam de dar sua opinião a respeito deste mundo cruel, de infortúnio e confusão.
No que concerne às estruturas linguísticas e gramaticais do texto, julgue o seguinte item.
Na linha 26, a substituição de “mas, sim,” por É sim, com
as devidas adaptações de letras, manteria a correção
gramatical, a coesão e a ideia original da oração em que
se insere.
No que concerne às estruturas linguísticas e gramaticais do texto, julgue o seguinte item.
A forma verbal “incluíam” (linha 14) concorda, na oração
que a encerra, com o antecedente “ideias” (linha 13),
mas também poderia concordar com o nome
“Descartes” (linha 13), na forma singular, sem prejuízo
para a correção gramatical e para os sentidos originais
do texto.
No que concerne às estruturas linguísticas e gramaticais do texto, julgue o seguinte item.
Na linha 10, a expressão “Tal conceito” faz retomada da
ideia de definição de saúde como ausência de doença.
No que concerne às estruturas linguísticas e gramaticais do texto, julgue o seguinte item.
Na linha 8, o vocábulo “Esse”, que retoma, no texto,
“modelo biomédico”, pode ser substituído por o qual,
com a inserção de vírgula no lugar do ponto continuativo
e com a devida adaptação de letra maiúscula em
minúscula.
Julgue o item quanto à estruturação linguística e à coesão do texto.
No trecho “o que lhe é aprazível” (linha 18), o elemento
“lhe” refere‐se ao antecedente “motivo” (linha 17).
Julgue o item quanto à estruturação linguística e à coesão do texto.
O termo “isso” (linha 16) retoma as duas sentenças
imediatamente antecedentes.
Julgue o item quanto à estruturação linguística e à coesão do texto.
No segmento “tais demonstrações” (linha 16), o
vocábulo “tais” retoma os elementos enumerados na
sentença introduzida por “Daí” (linha 13).
Julgue o item quanto à estruturação linguística e à coesão do texto.
No trecho “O encontro de duas expansões, ou a
expansão de duas formas, pode determinar a supressão
de uma delas” (linhas de 1 a 3), a eliminação das duas
vírgulas e a flexão da forma verbal no plural ─ podem ─
manteriam a correção gramatical, ainda que se alterassem os sentidos originais do texto.
Emprego sem futuro
A relação entre tecnologia e emprego sempre foi conflituosa. Se, do ponto de vista do observador imparcial, a tecnologia enriquece a sociedade e apenas transforma o emprego, do ponto de vista do sujeito que recebia todo mês um contracheque e foi demitido porque suas funções passaram a ser executadas por um robô, ela mata mesmo.
Os primeiros prejudicados foram os trabalhadores menos qualificados, que desempenhavam tarefas pouco criativas, pesadas e repetitivas. Mas a coisa não parou por aí e máquinas, robôs e computadores continuaram a transformar a produção, tirando o emprego de muita gente.
Do alto de sua soberba, trabalhadores do topo da pirâmide social, que exerciam funções criativas e que exigiam o domínio de grande volume de conhecimento específico, achavam que estavam protegidos. “Minha profissão jamais poderá ser exercida por uma máquina que soma zeros e uns”, pensavam. Mas aí vieram a inteligência artificial e o “big data”.
Hoje, até a medicina está perdendo atribuições para algoritmos inteligentes. Computadores já diagnosticam cânceres melhor do que médicos de carne e osso. Também podem superá-los na prescrição do tratamento, como é o caso do braço oncológico do supercomputador Watson da IBM, que faz análises genéticas comparativas dos tumores como nenhum humano é capaz de fazer.
Algo parecido começa a ocorrer na cardiologia, na oftalmologia e até na psiquiatria, com o desenvolvimento de algoritmos que facilitam diagnósticos e dispositivos que alteram profundamente as práticas correntes.
Parece exagero afirmar que os médicos vão ficar sem emprego, porém eles decerto terão cada vez mais de dividir tarefas com os computadores.
(Hélio Schwartsman. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ colunas/ Acesso em: 11.03.2018.)
Medo de injeção
Descartes disse que o bom senso é a coisa mais bem repartida do mundo. Descartes estava errado também nisso. Visto que não faltam provas empíricas de que o bom senso não foi tão bem repartido assim.
Um caso eloquente é o da vacinação contra a febre amarela em São Paulo. Assim que as notícias sobre o recrudescimento do surto ganharam destaque, a porção mais ansiosa dos paulistas correu aos postos de saúde, provocando megafilas e espalhando um pouco de caos no sistema.
Agora, esgotados os mais aflitos, autoridades sanitárias têm tido dificuldade para fazer com que o contingente mais desencanado da população se vacine. Pelos dados oficiais, apenas 50% do público-alvo foram imunizados. Por que a resistência?
Minha hipótese é que ficamos mal-acostumados. Algumas décadas com um razoável arsenal de vacinas à disposição nos fizeram esquecer quão letais e devastadoras podem ser as epidemias que campanhas de imunização previnem. Hoje é preciso ir ao interior da África para ver uma criança com pólio e as mortes por sarampo se tornaram uma raridade, mas moléstias infecciosas foram, desde o surgimento da agricultura, um dos maiores assassinos da humanidade, perdendo apenas para a fome e superando em muito as guerras.
A ciência, ao desenvolver imunizantes, mudou essa história. Extinguimos a varíola e reduzimos drasticamente os óbitos por doenças infecciosas em todo o mundo. A OMS estima que, hoje, vacinações previnam entre 2 milhões e 3 milhões de mortes por ano. Daria para acrescentar mais 1,5 milhão de vidas poupadas, desde que a taxa de cobertura, atualmente estacionada nos 86%, melhorasse.
Por falta de bom senso, porém, grupos ideologicamente tão díspares quanto fundamentalistas islâmicos do interior da África e liberais da classe média alta dos países desenvolvidos uniram esforços para fazer campanhas contra a vacinação. Pior, há quem os ouça.
(Helio Schwartsman. Medo de injeção. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ colunas/ Acesso em 10.03.2018. Adaptado)
“Faça aos outros aquilo que eles não querem que você lhes faça, antes que eles te façam aquilo que você não quer que eles te façam”. (Millôr Fernandes)
Entre os pronomes sublinhados nessa frase, aquele que NÃO se refere ou repete nenhum termo anterior é:
Leia o texto para responder a questão.
Calçada de verão
Quando o tempo está seco, os sapatos ficam tão contentes que se põem a cantar.
(Mario Quintana. Sapato florido. São Paulo, Globo, 2005)


