Questões de Concurso Sobre coesão e coerência em português

Foram encontradas 13.387 questões

Q989402 Português

                Os Três Porquinhos e o Lobo, “Nossos Velhos Conhecidos”


Era uma vez Três Porquinhos e um Lobo Bruto. Os Três Porquinhos eram pessoas de muito boa família, e ambos tinham herdado dos pais, donos de uma churrascaria, um talento deste tamanho. Pedro, o mais velho, pintava que era uma maravilha – um verdadeiro Beethoven. Joaquim, o do meio, era um espanto das contas de somar e multiplicar, até indo à feira fazer compras sozinho. E Ananás, o menor, esse botava os outros dois no bolso – e isso não é maneira de dizer. Ananás era um mágico admirável. Mas o negócio é que – não é assim mesmo, sempre? – Pedro não queria pintar, gostava era de cozinhar, e todo dia estragava pelo menos um quilo de macarrão e duas dúzias de ovos tentando fazer uma bacalhoada. Joaquim vivia perseguindo meretrizes e travestis, porque achava matemática chato, era doido por imoralidade aplicada. E Ananás detestava as mágicas que fazia tão bem – queria era descobrir a epistemologia da realidade cotidiana. Daí que um Lobo Bruto, que ia passando um dia, comeu os três e nem percebeu o talento que degustava, nem as incoerências que transitam pela alma cultivada. MORAL: É INÚTIL ATIRAR PÉROLAS AOS LOBOS.

Fernandes, Millôr. 100 Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Record, 2003.

Qual das alternativas abaixo apresenta uma construção semântica imprevisível?
Alternativas
Q989165 Português
Texto para os itens de 1 a 10. 



Julgue o item com relação à correção gramatical e à coerência da proposta de reescrita para cada um dos trechos destacados do texto.
“O aumento da capacidade aeróbica tem ainda relação direta com a melhora das funções cognitivas” (linha 24): O aumento da capacidade aeróbica associa‐se, ainda, diretamente, à melhoria das funções cognitivas.

Alternativas
Q989164 Português
Texto para os itens de 1 a 10. 



Julgue o item com relação à correção gramatical e à coerência da proposta de reescrita para cada um dos trechos destacados do texto.
“Tanto a atividade quanto o exercício físico são benéficos para a saúde mental, logo o importante é manter‐se fisicamente ativo.” (linhas 16 e 17): A atividade e o exercício físicos são benéficos para a saúde mental, portanto é importante manter‐se fisicamente ativo.

Alternativas
Q989163 Português
Texto para os itens de 1 a 10. 



Julgue o item com relação à correção gramatical e à coerência da proposta de reescrita para cada um dos trechos destacados do texto.
“Além do fortalecimento muscular, do aumento da capacidade cardiopulmonar e da melhora da estética, abandonar o sedentarismo também pode ser benéfico para o sono, o humor e a memória.” (linhas 1 e 2): Além de fortalecer os músculos, aumentar a capacidade cardiopulmonar e melhorar a estética, abandonar o sedentarismo também pode beneficiar o sono, o humor e a memória.
Alternativas
Q989162 Português
Texto para os itens de 1 a 10. 



Considerando a correção gramatical e a coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.
“proporcionando” (linha 19) por o que proporciona.
Alternativas
Q989045 Português

Julgue o item a seguir no que se refere à correção gramatical e à coerência da proposta de reescrita para cada um dos trechos destacados do texto.


“não há dúvidas de que quem encontra mais motivos para experimentar sensações positivas em sua rotina goza de melhor saúde” (linhas 20 e 21): não existe dúvidas das quais os que encontram mais motivos para experimentar sensações positivas em sua rotina gozam de melhor saúde.

Alternativas
Q989044 Português

Julgue o item a seguir no que se refere à correção gramatical e à coerência da proposta de reescrita para cada um dos trechos destacados do texto.


“menos propenso a doenças como depressão e problemas cardiovasculares” (linha 16): menos propenso à depressão e a problemas cardiovasculares.

Alternativas
Q989043 Português

Julgue o item a seguir no que se refere à correção gramatical e à coerência da proposta de reescrita para cada um dos trechos destacados do texto.


“seja possível desenvolver” (linha 5): há possibilidade de desenvolver.

Alternativas
Q989042 Português

Julgue o item a seguir no que se refere à correção gramatical e à coerência da proposta de reescrita para cada um dos trechos destacados do texto.


“começam a se interessar” (linha 4): começam a interessar‐se.

Alternativas
Q989040 Português

De acordo com o texto, julgue o item a seguir.



O termo “associada” (linha 13) está empregado em relação ao pronome “ela” (linha 13), que, por sua vez, se refere a “oxitocina” (linha 12).

Alternativas
Q988615 Português

Considere o seguinte início de um texto extraído do site www2.uol.com.br/vivermente/noticias/:


A forma como respiramos influi em nossas emoções e até na maneira como pensamos.


Numere os parênteses a seguir, identificando a ordem das ideias que dão sequência lógica ao trecho acima.


( ) Os participantes tiveram mais facilidade em se lembrar de um objeto quando se deparavam com ele enquanto inspiravam do que quando expiravam.

( ) Cientistas comprovaram, pela primeira vez, que o ritmo da entrada e saída de ar no corpo cria uma atividade elétrica no cérebro humano que acentua os julgamentos emocionais e até lembranças desconfortáveis.

( ) O efeito desaparecia se eles estivessem respirando pela boca.

( ) Esses efeitos se alteram se a pessoa está inspirando ou expirando – e se ela respira pelo nariz ou pela boca. No estudo, desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade de Northwestern, voluntários foram capazes de identificar uma expressão amedrontada mais rapidamente quando deparavam com o rosto enquanto inalavam do que quando exalavam.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q988614 Português

Considere o seguinte texto:


Você já ouviu falar que usamos apenas 10% do cérebro? Se isso __________ verdade, imagine se um dia alguém __________ usar o cérebro todo, quão desenvolvido não __________? Mas não é bem assim: todas as partes do cérebro estão trabalhando para nos fazer movimentar, sentir, emocionar, raciocinar.


Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas acima, na ordem em que aparecem no texto.

Alternativas
Q988609 Português

      Quando a Nasa começou a usar computadores para a missão __________ John Gleen orbitou a Terra pela primeira vez (1962), Katherine Johnson foi consultada para verificar os cálculos da máquina. “Se a garota diz que são bons, então estou pronto para ir”, disse o astronauta, segundo lembrou a própria Katherine. De fato, a Nasa reconhece em seu site que “não teria sido possível fazer essas coisas sem Katherine Johnson e seu amor pela matemática”.

      Katherine foi uma menina curiosa e brilhante, nascida em 26 de agosto de 1918 em White Sulphur Springs (Virgínia, EUA), que aos dez anos já cursava o ensino médio. Entrou para a Universidade Estadual de West Virginia, __________ se graduou em Matemática e Francês com honras máximas em 1937, e aceitou um trabalho como professora em uma escola pública para negros. “Sempre estava cercada de gente que estava aprendendo coisas, eu adoro aprender. Você aprende se quiser”, afirmou.

      A vida tomaria um novo rumo para Katherine quando, em 1952, um parente lhe disse que havia vagas na seção de computação da ala oeste (onde trabalhavam os afro-americanos) do Laboratório Langley da Naca – a agência que antecedeu a Nasa –, razão pela qual ela e seu marido decidiram se mudar para Hampton, na Virgínia.

      Mulher decidida e com habilidades de liderança, Katherine não se limitou a fazer cálculos, mas pediu para participar das reuniões com os engenheiros, algo inédito para uma mulher e afro-americana, e finalmente conseguiu, __________ lhe abriu o caminho e fez com que ganhasse o respeito de seus colegas.

      Eram os anos 1950 e havia leis de segregação racial nos EUA, mas a matemática garante que “não tinha tempo para isso”, lembrando o que o pai lhe ensinou: “Você é tão boa como qualquer um nesta cidade, mas não é melhor”. Katherine também não sentiu a segregação em seu trabalho. “Lá você pesquisava. Tinha uma missão e trabalhava nela”, afirmou. No entanto, quando ela começou a trabalhar com brancos, seus colegas exigiram que ela usasse uma cafeteira diferente.

      Essa é uma das histórias do livro “Hidden Figures”, de Margot Lee Shetterly, __________ se baseou o filme “Estrelas Além do Tempo”, e que tirou Katherine e duas de suas companheiras, Dorothy Vaughan e Mary Jackson, do anonimato.

                                        (Disponível em: https://www.efe.com/efe/brasil/educacao/)

Ao longo do texto, o autor faz referência a “Katherine Johnson” por meio de outros termos. São termos usados pelo autor em substituição a “Katherine Johnson”:
Alternativas
Q988447 Português
O texto a seguir é referência para a questão

Ciência da mudança  

Hélio Schwartsman 

Um programa humorístico “mainstream” dos anos 70 ou 80, daqueles que a família se reunia em torno da TV para assistir junta, não iria ao ar hoje nos canais abertos nem no turno da madrugada. É que boa parte das piadas que nos faziam rir no passado soam hoje insuportavelmente machistas, homofóbicas, racistas etc. Nossas sensibilidades mudaram. __________? Como? 
É a essas perguntas que o jurista convertido em estudioso do comportamento humano Cass Sunstein (Harvard) tenta responder em seu mais recente livro, “How Change Happens” (como a mudança ocorre). 
A revisão de normas sociais pode ser rápida ou devagar, pode dar-se para o bem ou para o mal. Se a escravidão, que foi vista como perfeitamente natural durante a maior parte da história, tornou-se um tabu quase universal, o anti-intelectualismo, do qual as pessoas se envergonhavam uma década atrás, não só foi normalizado como é um dos elementos que marcam a recessão democrática que o mundo atravessa.
Uma das muitas razões __________ esses processos são tão dinâmicos é que as pessoas não revelam suas reais preferências se estas não se coadunarem com a norma social vigente, mas basta que a regra seja contestada por um certo número de indivíduos (“tipping point”) para que a todos se sintam livres para dizer o que de fato pensam, levando eventualmente ao colapso do antigo consenso. Já se a norma social reflete as preferências, aí é difícil mudá-la, mesmo alterando a legislação. Um bom exemplo é a persistência de práticas racistas. 
Sunstein apoia-se em muita pesquisa científica e doses generosas de bom senso liberal. O conjunto da obra é um pouco descosido, já que o livro foi elaborado a partir de artigos publicados anteriormente. Essa falta de unidade não impede o autor de propor discussões interessantes. Devemos usar a lei para fazer avançar agendas políticas? Existem limites para o nível de transparência que devemos exigir dos governantes?
(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2019/04/ciencia-da-mudanca.shtml)

Com base no texto, considere as seguintes afirmativas:
1. O termo “estas”, destacado na segunda linha do quarto parágrafo, faz referência a “muitas razões”. 2. Na frase “... se estas não se coadunarem com a norma social vigente ....”, a partícula “se” pode ser suprimida. 3. Na frase “Se a escravidão, que foi vista como perfeitamente natural durante a maior parte da história, tornou-se um tabu quase universal, ...”, a parte sublinhada tem função restritiva.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2019 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2019 - UEG - Docente de Ensino Superior |
Q988108 Português

Em entrevista exclusiva à Revista GLOBO RURAL, a deputada federal Tereza Cristina, que assume em janeiro o Ministério da Agricultura, disse que não se pode associar a imagem do produtor brasileiro ao desmatamento e à destruição da Amazônia. “O produtor rural não faz isto. Quem faz isso são pessoas que estão na ilegalidade. São bandidos que estão lá para roubar a floresta, para não pagar imposto. Essa não é uma característica do produtor brasileiro”, disse a futura ministra.

Disponível em:<https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Politica/noticia/2018/11/quem-desmata-amazonia-sao-bandidos-da-floresta-e-nao-o-produtor-diz-tereza-cristina.html>

Sobre a coesão do texto, é correto afirmar:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2019 - UEG - Docente de Ensino Superior |
Q988104 Português

Para responder à questão, leia atenciosamente o Texto I, que se constitui de um excerto do artigo de opinião intitulado “A alma da fome é política”, de autoria do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, publicado no Jornal do Brasil, em setembro de 1993. 


Texto I

“A fome é exclusão. Da terra, da renda, do emprego, do salário, da educação, da economia, da vida e da cidadania. Quando uma pessoa chega a não ter o que comer é porque tudo o mais já lhe foi negado. É uma espécie de cerceamento moderno ou de exílio. A morte em vida. O exílio da Terra. Mas a alma da fome é política. A fome é a realidade, o efeito e o sintoma. O ponto de partida e de chegada. A síntese, a ponta do novelo a partir da qual tudo se explica e se resolve. Porque não é episódica, nem superficial, revela fundo o quanto uma pessoa está sendo excluída de tudo e com que frieza seu drama é ignorado pelos outros. [...] Mas a fome é também o atestado de miséria absoluta e o grito de alarme que sinaliza o desastre social de um país, que mostra a cara do Brasil. [...] É assustador perceber com que naturalidade fomos virando um país de miseráveis, com que tranquilidade fomos produzindo milhões de indigentes. Acabar com essa naturalidade, recuperar o sentido da indignação diante da degradação humana, reabsolutizar a pessoa como centro e eixo da vida e da ação política é essencial para transformar a luta contra a fome e a miséria num imenso processo de reconstrução do Brasil e de nossa própria dignidade. Por isso é que acabar com a fome não é só dar comida, e acabar com a miséria não é só gerar emprego, mas é reconstruir radicalmente toda a sociedade.” 

No enunciado “Quando uma pessoa chega a não ter o que comer é porque tudo o mais já lhe foi negado”, o pronome indefinido destacado serve como um elemento de substituição que forma um nexo coesivo com os seguintes vocábulos:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2019 - UEG - Docente de Ensino Superior |
Q988101 Português

Para responder à questão, leia atenciosamente o Texto I, que se constitui de um excerto do artigo de opinião intitulado “A alma da fome é política”, de autoria do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, publicado no Jornal do Brasil, em setembro de 1993. 


Texto I

“A fome é exclusão. Da terra, da renda, do emprego, do salário, da educação, da economia, da vida e da cidadania. Quando uma pessoa chega a não ter o que comer é porque tudo o mais já lhe foi negado. É uma espécie de cerceamento moderno ou de exílio. A morte em vida. O exílio da Terra. Mas a alma da fome é política. A fome é a realidade, o efeito e o sintoma. O ponto de partida e de chegada. A síntese, a ponta do novelo a partir da qual tudo se explica e se resolve. Porque não é episódica, nem superficial, revela fundo o quanto uma pessoa está sendo excluída de tudo e com que frieza seu drama é ignorado pelos outros. [...] Mas a fome é também o atestado de miséria absoluta e o grito de alarme que sinaliza o desastre social de um país, que mostra a cara do Brasil. [...] É assustador perceber com que naturalidade fomos virando um país de miseráveis, com que tranquilidade fomos produzindo milhões de indigentes. Acabar com essa naturalidade, recuperar o sentido da indignação diante da degradação humana, reabsolutizar a pessoa como centro e eixo da vida e da ação política é essencial para transformar a luta contra a fome e a miséria num imenso processo de reconstrução do Brasil e de nossa própria dignidade. Por isso é que acabar com a fome não é só dar comida, e acabar com a miséria não é só gerar emprego, mas é reconstruir radicalmente toda a sociedade.” 

Ao ler o Texto I, produzido pelo sociólogo Betinho, observa-se a repetição da palavra “é”, verbo ser conjugado na 3ª pessoa do singular do tempo presente, do modo indicativo. A respeito de tal repetição, É POSSÍVEL afirmar que:
Alternativas
Q986647 Português

      A peça teatral Entre Quatro Paredes, do francês Jean-Paul Sartre, conta a história de três personagens que morrem e descobrem que o inferno não é uma fornalha lúgubre, mas um quarto fechado no qual terão de passar a eternidade. O cômodo não tem espelhos; para verem a si próprios, cada um precisa procurar sua imagem nos olhos dos outros. Contudo, a convivência logo se torna insuportável. E então Garcin, um dos confinados, cunha a célebre frase: “O inferno são os outros”.

      A máxima de Sartre parece fazer sentido num mundo marcado pelo conflito. O outro pode ser o estrangeiro. O refugiado que ameaça a tranquilidade da Europa. Mas também pode estar mais perto e ser o petista ou o tucano. O fiel de outra religião. O homossexual. O nordestino. O pobre. O negro. O jovem para o idoso. O idoso para o jovem. Ou simplesmente aquele que pensa diferente. O inferno, enfim, é o diferente na concepção de Sartre – e de muitas pessoas.

      Mas, se a danação é isso, o paraíso por certo seria a ausência do outro e da diferença. Seria um quarto com uma única pessoa dentro para não haver briga. As paredes seriam de espelhos, para que quem lá estivesse não precisasse procurar sua imagem nos olhos do outro. E, quando se cansasse de seus pensamentos e de contemplar o próprio reflexo, poderia sair. Haveria uma porta – afinal, o céu não prevê a punição do confinamento.

      Porém, para manter a perfeição, não haveria ninguém lá fora. Apenas espelhos por todos os lados – a cada esquina que se dobra, a cada rumo que se toma – para lembrar quem é o dono de tudo. 

      Seria, no entanto, um paraíso vazio. Solitário. Um imenso labirinto de espelhos, sem saídas, em que a cada passo que se dá tudo o que se vê à frente é sempre a própria imagem. Seria a perdição. Um inferno mais terrível que o quarto da peça de Sartre.

      O outro é e sempre será nossa fronteira. Ele impõe limites à nossa liberdade. Mas ignorá-lo ou afastá-lo, a pretexto de cessar os conflitos e os dissabores, é o caminho para um mundo estático, sem progresso. Só aprendemos quando nossas convicções se chocam com a realidade do outro, com a diferença. É o outro que nos ensina a dor de ser machucado. Mas também a alegria de gostar. Não é o céu. Tampouco o inferno.

(Fernando Martins, “O labirinto de espelhos”, jornal Gazeta do Povo, edição impressa de 16 de setembro de 2015. Adaptado.) 

Quanto à progressão temática, o texto está estruturado em:
Alternativas
Q986642 Português

      As gramáticas costumam atribuir aos conectores, particularmente às conjunções, um sentido, a partir do qual se pode reconhecer o tipo de relação estabelecida (relação de causa, de tempo, de oposição, de adição, entre outras). __________, a identificação desse sentido das conjunções e locuções tem servido, praticamente, somente para se chegar a uma classificação dessas conjunções e das respectivas orações em que aparecem. __________, a atenção dada ao sentido das conjunções acaba por servir apenas de pretexto para as classificações sintáticas de orações e períodos. Mesmo quando, para essas classificações, se toma como referência um texto.

      __________, o estudo dos conectores, nas gramáticas e nos livros didáticos, em geral, não ultrapassa muito um olhar predominantemente classificatório.

      __________, a propósito das conjunções, por exemplo, a abordagem desses manuais, com algumas exceções, privilegia a apresentação do quadro das conjunções e de suas subdivisões. 

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem no texto, de modo a garantir sua coesão.
Alternativas
Q986633 Português

                                O aplauso de pé, por Ruy Castro


      Glenda Jackson, a atriz britânica, acaba de estrear com “Rei Lear” na Broadway. Ela é danada. Nos anos 90, trocou sua carreira no cinema e no teatro por uma cadeira no Parlamento, candidatou-se a prefeita de Londres pelos trabalhistas e foi cogitada para o cargo de ________. Voltou ao palco e, ________ tempos, foi homenageada numa cerimônia em que estavam presentes diversas categorias de cabeças coroadas. Quando seu nome foi anunciado e ela surgiu no palco, a ________ a aplaudiu de pé por longos minutos. Glenda esperou os aplausos silenciarem, sorriu e disse: “Em Londres, não aplaudimos de pé”.

      Aplausos, tudo bem – ela diria –, mas ________ de pé? Representar direito o papel é a obrigação do ator. O aplauso sentado é mais que suficiente.

      Sempre foi assim. Ao surgir no cinema, com filmes como “Delírios de Amor” (1969) e “Mulheres Apaixonadas” (1971), de Ken Russell, e “Domingo Maldito” (1971), de John Schlesinger, foi como se viesse de um planeta mais adulto que o nosso. De saída, ganhou dois Oscars – que aceitou, mas não foi receber. E, embora fosse filha de um pedreiro e de uma faxineira, nunca escolheu seus ________ pelo que lhe renderiam em dinheiro, mas pelo que exigiriam dela como atriz. Aliás, o cinema nunca foi sua primeira opção, daí ter feito poucos filmes. O teatro, sim.

      Se fosse uma atriz brasileira de teatro, Glenda Jackson teria de repetir todas as noites sua advertência sobre aplaudir de pé. No Brasil, assim que qualquer espetáculo termina, todos se levantam e, tenham gostado ou não, começam a bater palmas. Se já se começa pelo aplauso de pé, o que será preciso fazer quando tivermos realmente gostado de um espetáculo?

      Neste momento, haverá outra atriz no mundo disposta a encarar o papel de Rei Lear? É uma peça de três horas e meia e serão oito récitas por semana. Glenda está com 82 anos. Isto, sim, é caso para aplaudir de pé.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2019/04/o-aplauso-de-pe.shtml) 

O trabalho realizado na questão atende o seguinte descritor: 
Alternativas
Respostas
6541: B
6542: C
6543: C
6544: C
6545: C
6546: E
6547: C
6548: E
6549: C
6550: E
6551: E
6552: B
6553: A
6554: A
6555: D
6556: A
6557: C
6558: C
6559: B
6560: B