Questões de Concurso Sobre coesão e coerência em português

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Q1113824 Português
A redação do texto que apresenta plena correção é:
Alternativas
Q1113812 Português

Observe este período:


O profissional que sabe se comunicar possui um diferencial a seu favor. Dominando bem a norma culta da língua; e sendo apto a escrever e falar corretamente, está sempre à frente, distingue-se da maioria que comete erros banais ou até os mais grosseiros.


A reescrita desse período, além de estar gramaticalmente CORRETA, preserva os sentidos originais do texto em:

Alternativas
Q1113786 Português
A única construção que NÃO contém nenhum tipo de deslize gramatical é:
Alternativas
Q4414482 Português

Biomédicos



Os biomédicos não fazem cirurgias nem prescrevem medicamentos. Seu foco está na pesquisa, identificação e classificação de microrganismos causadores de enfermidades, no desenvolvimento e evolução de remédios e vacinas. Este profissional trabalha principalmente em institutos de pesquisas, laboratórios de análises clínicas, hospitais, bancos de sangue e na indústria de medicamentos.



Fonte: www.guiadacarreira.com.br (com adaptações)

Leia o texto 'Biomédicos', analise as assertivas a seguir e marque a opção CORRETA: 
Alternativas
Q4413533 Português
Observe o trecho do texto e assinale a alternativa que traz a referência correta ao pronome ‘estas’, em destaque:

... o crescimento no número de pessoas que opta por excluir as carnes e derivados do cardápio, ou reduzir seu consumo, é impulsionado pela preocupação crescente da população com os impactos de seus hábitos de consumo. Dentre estas, estão o impacto ambiental negativo da pecuária e a indignação com as condições de vida impostas aos animais usados nos processos de produção. De fato, uma pesquisa do Datafolha de 2017 já havia mostrado que 63% dos brasileiros quer reduzir o consumo de carne. 
Alternativas
Q4413527 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

UM MITO

O mito mais renitente sobre as línguas é o de que teria havido, em algum momento, línguas perfeitas. Em cada país – ou cultura – há quem lamente sua decadência. As pessoas estariam falando muito mal, ninguém mais respeita as regras, a gramática precisa “voltar” a ser ensinada, quem sabe até mesmo o latim, já que isso ajudaria a melhorar as coisas, da grafia ao sentido, passando pelas regências e concordâncias. As queixas são generalizadas. [...]

Na verdade, o mito da decadência (o avesso da perfeição antiga) vigora em muitos outros campos: os escritores eram melhores, havia verdadeiros filósofos, os políticos tinham mais compostura (e eram melhores oradores), o casamento era para valer, as mulheres, então… etc. [...]

Abandono ou mudança?

Há também críticas pontuais, como as que vão contra as mudanças ou variações das regências. É comum ouvir que elas estão sendo abandonadas. O que se quer dizer, interpretando a queixa generosamente, é que elas estão sendo mudadas, porque é óbvio que não desaparecem. Deveria ser evidente que “assistir o jogo”, para ficar num exemplo batido, não implica abandono de regência (afinal, se um verbo é transitivo direto, tem regência), mas apenas sua mudança. O verbo passa a reger diretamente seu objeto, ao invés de ser acompanhado de uma preposição.

Mais claramente: a nova regência não muda o sentido, ou seja, mantém a semântica que se expressa(va) por outra regência, assistir ao jogo (‘ser espectador’). Nem o sentido muda, nem deixa de haver regência. [...]

Em suma: as línguas evoluem (no sentido darwiniano), isto é, adaptam-se, mudam, seja seguindo seu “DNA”, seja submetendo-se a pressões sociais. Pode-se dizer talvez que se trata de DNA quando mudanças de hoje repetem mudanças antigas, como proparoxítonas tornando-se paroxítonas (“áquila -> águia”, e “abóbora -> abobra”, donde “abobrinha”), seja porque as mesmas mudanças ocorrem em línguas derivadas da mesma fonte (há fenômenos no português que repetem os do francês: “autoridade : otoridade :: autorité (escrita) : otoritê (pronúncia)” etc.).

Línguas não decaem. Apenas mudam. Inexoravelmente. Como quase tudo. Pode-se ter saudade das formas antigas. Não é proibido, evidentemente. Mas a precariedade dos julgamentos depõe contra os saudosistas. Os argumentos frequentemente são ridículos. Principalmente porque eles também empregam formas que já foram condenadas e consideradas decadentes.

Sírio Possenti
Departamento de Linguística
Universidade Estadual de Campinas
Fonte: Disponível em http://cienciahoje.org.br/coluna/questao-de-informacao. Acesso em 12/01/2019.

Os termos destacados no texto - “sua”; “elas”; “eles” - referem-se respectivamente a:
Alternativas
Q4413325 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

UM MITO

O mito mais renitente sobre as línguas é o de que teria havido, em algum momento, línguas perfeitas. Em cada país – ou cultura – há quem lamente sua decadência. As pessoas estariam falando muito mal, ninguém mais respeita as regras, a gramática precisa “voltar” a ser ensinada, quem sabe até mesmo o latim, já que isso ajudaria a melhorar as coisas, da grafia ao sentido, passando pelas regências e concordâncias. As queixas são generalizadas. [...]
Na verdade, o mito da decadência (o avesso da perfeição antiga) vigora em muitos outros campos: os escritores eram melhores, havia verdadeiros filósofos, os políticos tinham mais compostura (e eram melhores oradores), o casamento era para valer, as mulheres, então… etc. [...]
Abandono ou mudança?
Há também críticas pontuais, como as que vão contra as mudanças ou variações das regências. É comum ouvir que elas estão sendo abandonadas. O que se quer dizer, interpretando a queixa generosamente, é que elas estão sendo mudadas, porque é óbvio que não desaparecem. Deveria ser evidente que “assistir o jogo”, para ficar num exemplo batido, não implica abandono de regência (afinal, se um verbo é transitivo direto, tem regência), mas apenas sua mudança. O verbo passa a reger diretamente seu objeto, ao invés de ser acompanhado de uma preposição.
Mais claramente: a nova regência não muda o sentido, ou seja, mantém a semântica que se expressa(va) por outra regência, assistir ao jogo (‘ser espectador’). Nem o sentido muda, nem deixa de haver regência. [...]
Em suma: as línguas evoluem (no sentido darwiniano), isto é, adaptam-se, mudam, seja seguindo seu “DNA”, seja submetendo-se a pressões sociais. Pode-se dizer talvez que se trata de DNA quando mudanças de hoje repetem mudanças antigas, como proparoxítonas tornando-se paroxítonas (“áquila -> águia”, e “abóbora -> abobra”, donde “abobrinha”), seja porque as mesmas mudanças ocorrem em línguas derivadas da mesma fonte (há fenômenos no português que repetem os do francês: “autoridade : otoridade :: autorité (escrita) : otoritê (pronúncia)” etc.).
Línguas não decaem. Apenas mudam. Inexoravelmente. Como quase tudo. Pode-se ter saudade das formas antigas. Não é proibido, evidentemente. Mas a precariedade dos julgamentos depõe contra os saudosistas. Os argumentos frequentemente são ridículos. Principalmente porque eles também empregam formas que já foram condenadas e consideradas decadentes.
Sírio Possenti
Departamento de Linguística Universidade Estadual de Campinas Fonte: Disponível em http://cienciahoje.org.br/coluna/questao-de-informacao. Acesso em 12/01/2019.

Os termos destacados no texto - “sua”; “elas”; “eles” - referem-se respectivamente a: 
Alternativas
Q4413120 Português
Leia a tirinha de Armandinho, criada por Alexandre Beck, e responda à questão.


Imagem associada para resolução da questão

Fonte: https://jornalggn.com.br/noticia/armandinho-e-os-professores. Acesso em 10/01/2019.

Assinale a alternativa que propõe uma substituição que não prejudica a coerência do texto.
Alternativas
Ano: 2019 Banca: UFSC Órgão: UFSC Prova: UFSC - 2019 - UFSC - Letras/Língua Portuguesa |
Q4403188 Português
Com relação ao Texto 9, é correto afirmar que: 
Alternativas
Ano: 2019 Banca: UFSC Órgão: UFSC Prova: UFSC - 2019 - UFSC - Letras/Língua Portuguesa |
Q4403181 Português

Texto 5


Nossa cultura, ou mais concretamente, as distintas instâncias que cercam a edição para crianças, declara que o material de leitura é crucial para o desenvolvimento e o bem-estar mental e pressiona os autores para que elaborem textos que agradem às crianças, mas que, ao mesmo tempo, obtenham o beneplácito dos adultos enquanto textos de leitura para a infância. Assim, os autores devem comprometer-se com dois destinatários, que podem diferir em seus gostos e em suas normas de interpretação do texto.



COLOMER, Teresa. A formação do leitor literário: narrativa infantil e juvenil atual. São Paulo: Global, 2003, p. 164-165. [Fragmento]

De acordo com o Texto 5, é correto afirmar que: 

Alternativas
Ano: 2019 Banca: UFSC Órgão: UFSC Prova: UFSC - 2019 - UFSC - Letras/Língua Portuguesa |
Q4403172 Português
Com base no Texto 1 e na norma padrão da língua portuguesa, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4398614 Português

Eles sentem o que você sente



   A foto correu mundo – ou melhor, “viralizou”. Deitado ao lado do caixão de George Bush, que morreu no início de dezembro, o labrador Sully parecia querer transmitir seu luto, sua melancolia. A imagem provocou comoção – mas não exatamente surpresa. Há muito o _________ comum alerta a ciência: os cães esbanjam empatia pelos seres humanos. Quem tem um em casa – mais de 44% dos lares brasileiros, segundo o IBGE – sabe que não é raro vê-los espelhar o estado de espírito dos donos.


  O que era apenas uma impressão ganhou agora um patamar científico. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Linköping, na Suécia, revelou uma extraordinária semelhança entre os índices de estresse registrados em cachorros de duas raças bastante distintas e em suas respectivas proprietárias.


  O trabalho utilizou 58 cães, 33 deles pastores de shetland e 25 border collies. Os cientistas analisaram os níveis de cortisol – hormônio ______________ ao estresse – presentes nos pelos dos animais e nos cabelos de suas donas e chegaram à conclusão de que eles eram muito parecidos.


  A relação mais estreita entre a produção de cortisol de um cão e a verificada em sua dona foi encontrada nos animais do sexo feminino e naqueles que eram treinados para competições diversas. Para o primeiro caso, os cientistas não arriscam justificativas. Já para o segundo, é possível que a explicação esteja nos longos períodos de convivência indispensáveis para um bom adestramento. Outra relevante descoberta foi que aspectos como a idade dos cachorros e a das mulheres não pesavam em nada no nível de cortisol registrado pelos cientistas.


 Estudos anteriores já haviam revelado que a proximidade entre cachorros e seres humanos estava estreitamente relacionada a hormônios. Uma pesquisa de 2015 feita no Japão mostrou que um simples olhar entre cães e humanos é ______________ para estimular, em ambos, a produção de oxitocina, substância responsável pela sensação de apego e de prazer.


Não há dúvida de que o trabalho feito na Suécia avançou na constatação científica da existência de empatia entre cães e pessoas. https://veja.abril.com.br/ciencia/... - adaptado.



https://veja.abril.com.br/ciencia/... - adaptado.   

O pronome “eles” (terceiro parágrafo) representa que termo anteriormente expresso? 
Alternativas
Ano: 2019 Banca: UFPR Órgão: Prefeitura de Matinhos - PR Provas: UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Arquiteto | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Fisioterapeuta | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Farmacêutico com Habilitação em Análises Clínicas | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Assistente Social | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Coordenador Educacional | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Nutricionista | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Professor de Ensino Fundamental | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Professor de Educação Física | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Psicólogo | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Terapeuta Ocupacional | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Médico ESF | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Médico Pediatra – Plantonista | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Professor de Educação Artística | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Fonoaudiólogo | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Dentista ESF | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Médico Anestesista – Plantonista | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Educador Infantil | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Enfermeiro | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Engenheiro em Segurança do Trabalho | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Médico Cardiologista | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Médico Clínico Geral – Plantonista | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Médico Ginecologista e Obstetra – Plantonista | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Médico Neuropediatra | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Médico Ortopedista – Plantonista | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Médico Intensivista Internista | UFPR - 2019 - Prefeitura de Matinhos - PR - Médico Psiquiatra |
Q4392707 Português

O texto abaixo é referência para a questão.



    Na era de ouro da comunicação, pululam informações falsas que buscam difundir crenças sem qualquer base científica. Conceitos consolidados ao longo de séculos, como a esfericidade da Terra, passam a ser questionados de forma simplória e irresponsável. Conteúdos pseudocientíficos na internet desautorizam, por exemplo, a eficácia de vacinas e a utilidade da energia nuclear. Mas conhecer e entender o mundo a partir do método científico é a forma mais eficiente de melhorá-lo. 


    Um dos conselhos mais conhecidos em divulgação científica é: se há algo importante a ser dito, que seja dito logo. Cumpre-se, então, o conselho: a Terra é redonda. Para um(a) leitor(a) desavisado(a), pode parecer exagero ter de lembrar o formato de nosso planeta, mas os tempos mudam e nem sempre para melhor. Esse fato científico consolidado tem sido questionado em sítios pseudocientíficos na internet. Nossa tarefa aqui é consertar esse equívoco. […] 


(Adaptado de: http://cienciahoje.org.br/artigo/a-terra-e-redonda/, acesso em 28, fev. 2019.)

O termo sublinhado ao fim do primeiro parágrafo (lo) faz referência a: 
Alternativas
Q4390314 Português

Como um tsunami de 1964 pode ter ajudado a espalhar um fungo mortal



Há 20 anos, um tipo raro de infecção fazia suas primeiras vítimas na costa oeste dos Estados Unidos. A origem do parasita causador da doença, que fazia surgir nos pacientes sintomas semelhantes aos da pneumonia, era um mistério. Não se sabia ao certo como o Cryptococcus gattii passou a contaminar humanos. 


A história da chegada do fungo ____ região passou décadas sem um porquê. No entanto, isso mudou recentemente, graças a um estudo assinado por dois pesquisadores americanos. De acordo com a pesquisa da dupla, o tal fungo pode ter se espalhado pelo noroeste dos EUA graças a uma combinação improvável – que envolve a abertura do canal do Panamá e a ação de um tsunami que atingiu o país 35 anos antes do primeiro caso da doença.


Com a abertura do canal do Panamá, que em 1914 permitiu a passagem de navios e conectou as Américas, acredita-se que o fungo tenha começado a viajar por águas da região, provavelmente no casco de navios. A tese de que o fungo teria desembarcado dessa forma no norte do continente bate com a análise genética de amostras locais.


Por causa da ação das águas de um tsunami que varreu a costa americana em 1964, o fungo acabou colonizando florestas da região oeste. No novo habitat, o C. gattii evoluiu e se tornou letal. De acordo com os pesquisadores, variedades do fungo _______ desenvolvido suas defesas como resposta à convivência com amebas que vivem no solo. E graças a essas novas defesas, a espécie aumentou sua capacidade de infectar pessoas e animais. Décadas depois, agora como uma variedade nociva a humanos, o fungo faria sua primeira vítima. 


“Defendemos que o C. gattii pode ter perdido grande parte de sua capacidade de infectar seres humanos quando vivia na água do mar, mas quando chegou a terra, amebas e outros organismos do solo mataram os fungos menos adaptados por três décadas ou mais, até que surgiram novas variantes de C. gattii, que eram mais patogênicas para animais e pessoas”, disse o coautor do estudo.


https://super.abril.com.br/ciencia/... - adaptado. 

Em “No entanto, isso mudou recentemente, graças a um estudo assinado por dois pesquisadores americanos.” (segundo parágrafo), a expressão sublinhada introduz uma ideia de: 


I. Proporção.

II. Concessão.

III. Oposição.


Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Q4389864 Português

Texto I



Situação das crianças

e dos adolescentes no Brasil


    O Brasil possui uma população de 206,1 milhões de pessoas, dos quais 57,6 milhões têm menos de 18 anos de idade (Estimativa IBGE para 2016). Mais da metade de todas as crianças e adolescentes brasileiros são afrodescendentes e um terço dos cerca de 820 mil indígenas do país é criança. São dezenas de milhões de pessoas que possuem direitos e deveres e necessitam de condições para desenvolver com plenitude todo o seu potencial.


    Nosso país é ainda um dos mais desiguais do mundo. Por exemplo, entre 1996 e 2006, a desnutrição crônica (medida pela baixa estatura da criança para a idade) caiu 50% no Brasil, passando de 13,4% para 6,7% das crianças menores de 5 anos. Esses bons resultados, no entanto, não alcançam toda a população. Cerca de 30% das crianças indígenas são afetadas por desnutrição crônica no país.


    Entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade infantil caiu de 47,1 para 13,3 mortes para cada 1.000 nascidos vivos, de acordo com o Ministério da Saúde. Os avanços fizeram com que o país superasse a meta de redução da mortalidade infantil prevista nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) antes mesmo do prazo estabelecido. Contudo, desde 2015, em meio à crise econômica, o país entrou em um estado de alerta. Em 2016, pela primeira vez em 26 anos, as taxas de mortalidade infantil e na infância cresceram. De 2015 a 2016, por exemplo, a taxa de mortalidade infantil cresceu 5,3% (MS/SVS/CGIAE-SIM/Sinasc e Busca Ativa). E, desde 2015, as coberturas vacinais que vinham se mantendo em patamares de excelência - entraram em uma tendência de queda. De 2015 a 2017, a cobertura vacinal da poliomielite caiu de 95% para 78,5%, e a da tríplice viral, de 96% para 85% (PNI).


    De 1990 a 2015, o percentual de crianças com idade escolar obrigatória fora da escola caiu de 19,6% para 6,5% (Pnad). No entanto, mesmo com tantos avanços, em 2015, 2,8 milhões de meninos e meninas ainda estavam fora da escola (Pnad, 2015). E essa exclusão escolar tem rosto e endereço: quem está fora da escola são os pobres, negros, indígenas e quilombolas. Uma parcela tem algum tipo de deficiência. E grande parte vive nas periferias dos grandes centros urbanos, no Semiárido, na Amazônia e na zona rural. Muitos deixam a escola para trabalhar e contribuir com a renda familiar.


    A face mais trágica das violações de direitos que afetam meninos e meninas no Brasil são os homicídios de adolescentes a cada dia, 31 crianças e adolescentes são assassinados no país [estimativa do UNICEF baseada em dados do Datasus (2016)] - quase todos meninos, negros, moradores de favelas.


    O Brasil é o país com o maior número absoluto de adolescentes assassinados no mundo. Em 2015, foram 11.403 meninos e meninas de 10 a 19 anos vítimas de homicídios. Desses, 10.480 eram meninos - número maior do que o total de mortes violentas de meninos em países afetados por conflitos, como Síria e Iraque.


    Mesmo tendo uma das legislações mais avançadas do mundo no que diz respeito à proteção da infância e da adolescência e, embora o país tenha feito grandes progressos em relação à sua população mais jovem, esses avanços não atingiram todas as crianças e todos os adolescentes brasileiros da mesma forma. Logo, é necessário adotar políticas públicas capazes de combater e superar as desigualdades geográficas, sociais e étnicas do país e celebrar a riqueza de sua diversidade.


(Texto disponível em https://www.unicef.org/brazil/
situacao-das-criancas-e-dos-adolescentes-no-brasil#.

Acesso em 25 de junho de 2019. Adaptado.)

O trecho "número maior do que o total de mortes violentas de meninos em países afetados por conflitos, como Síria e Iraque" (6º parágrafo) traz, em relação à frase anterior, uma ideia de:
Alternativas
Q4389863 Português

Texto I



Situação das crianças

e dos adolescentes no Brasil


    O Brasil possui uma população de 206,1 milhões de pessoas, dos quais 57,6 milhões têm menos de 18 anos de idade (Estimativa IBGE para 2016). Mais da metade de todas as crianças e adolescentes brasileiros são afrodescendentes e um terço dos cerca de 820 mil indígenas do país é criança. São dezenas de milhões de pessoas que possuem direitos e deveres e necessitam de condições para desenvolver com plenitude todo o seu potencial.


    Nosso país é ainda um dos mais desiguais do mundo. Por exemplo, entre 1996 e 2006, a desnutrição crônica (medida pela baixa estatura da criança para a idade) caiu 50% no Brasil, passando de 13,4% para 6,7% das crianças menores de 5 anos. Esses bons resultados, no entanto, não alcançam toda a população. Cerca de 30% das crianças indígenas são afetadas por desnutrição crônica no país.


    Entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade infantil caiu de 47,1 para 13,3 mortes para cada 1.000 nascidos vivos, de acordo com o Ministério da Saúde. Os avanços fizeram com que o país superasse a meta de redução da mortalidade infantil prevista nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) antes mesmo do prazo estabelecido. Contudo, desde 2015, em meio à crise econômica, o país entrou em um estado de alerta. Em 2016, pela primeira vez em 26 anos, as taxas de mortalidade infantil e na infância cresceram. De 2015 a 2016, por exemplo, a taxa de mortalidade infantil cresceu 5,3% (MS/SVS/CGIAE-SIM/Sinasc e Busca Ativa). E, desde 2015, as coberturas vacinais que vinham se mantendo em patamares de excelência - entraram em uma tendência de queda. De 2015 a 2017, a cobertura vacinal da poliomielite caiu de 95% para 78,5%, e a da tríplice viral, de 96% para 85% (PNI).


    De 1990 a 2015, o percentual de crianças com idade escolar obrigatória fora da escola caiu de 19,6% para 6,5% (Pnad). No entanto, mesmo com tantos avanços, em 2015, 2,8 milhões de meninos e meninas ainda estavam fora da escola (Pnad, 2015). E essa exclusão escolar tem rosto e endereço: quem está fora da escola são os pobres, negros, indígenas e quilombolas. Uma parcela tem algum tipo de deficiência. E grande parte vive nas periferias dos grandes centros urbanos, no Semiárido, na Amazônia e na zona rural. Muitos deixam a escola para trabalhar e contribuir com a renda familiar.


    A face mais trágica das violações de direitos que afetam meninos e meninas no Brasil são os homicídios de adolescentes a cada dia, 31 crianças e adolescentes são assassinados no país [estimativa do UNICEF baseada em dados do Datasus (2016)] - quase todos meninos, negros, moradores de favelas.


    O Brasil é o país com o maior número absoluto de adolescentes assassinados no mundo. Em 2015, foram 11.403 meninos e meninas de 10 a 19 anos vítimas de homicídios. Desses, 10.480 eram meninos - número maior do que o total de mortes violentas de meninos em países afetados por conflitos, como Síria e Iraque.


    Mesmo tendo uma das legislações mais avançadas do mundo no que diz respeito à proteção da infância e da adolescência e, embora o país tenha feito grandes progressos em relação à sua população mais jovem, esses avanços não atingiram todas as crianças e todos os adolescentes brasileiros da mesma forma. Logo, é necessário adotar políticas públicas capazes de combater e superar as desigualdades geográficas, sociais e étnicas do país e celebrar a riqueza de sua diversidade.


(Texto disponível em https://www.unicef.org/brazil/
situacao-das-criancas-e-dos-adolescentes-no-brasil#.

Acesso em 25 de junho de 2019. Adaptado.)

No texto, a tese da desigualdade no Brasil comprova-se pelo fato de que:
Alternativas
Q4389862 Português

Texto I



Situação das crianças

e dos adolescentes no Brasil


    O Brasil possui uma população de 206,1 milhões de pessoas, dos quais 57,6 milhões têm menos de 18 anos de idade (Estimativa IBGE para 2016). Mais da metade de todas as crianças e adolescentes brasileiros são afrodescendentes e um terço dos cerca de 820 mil indígenas do país é criança. São dezenas de milhões de pessoas que possuem direitos e deveres e necessitam de condições para desenvolver com plenitude todo o seu potencial.


    Nosso país é ainda um dos mais desiguais do mundo. Por exemplo, entre 1996 e 2006, a desnutrição crônica (medida pela baixa estatura da criança para a idade) caiu 50% no Brasil, passando de 13,4% para 6,7% das crianças menores de 5 anos. Esses bons resultados, no entanto, não alcançam toda a população. Cerca de 30% das crianças indígenas são afetadas por desnutrição crônica no país.


    Entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade infantil caiu de 47,1 para 13,3 mortes para cada 1.000 nascidos vivos, de acordo com o Ministério da Saúde. Os avanços fizeram com que o país superasse a meta de redução da mortalidade infantil prevista nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) antes mesmo do prazo estabelecido. Contudo, desde 2015, em meio à crise econômica, o país entrou em um estado de alerta. Em 2016, pela primeira vez em 26 anos, as taxas de mortalidade infantil e na infância cresceram. De 2015 a 2016, por exemplo, a taxa de mortalidade infantil cresceu 5,3% (MS/SVS/CGIAE-SIM/Sinasc e Busca Ativa). E, desde 2015, as coberturas vacinais que vinham se mantendo em patamares de excelência - entraram em uma tendência de queda. De 2015 a 2017, a cobertura vacinal da poliomielite caiu de 95% para 78,5%, e a da tríplice viral, de 96% para 85% (PNI).


    De 1990 a 2015, o percentual de crianças com idade escolar obrigatória fora da escola caiu de 19,6% para 6,5% (Pnad). No entanto, mesmo com tantos avanços, em 2015, 2,8 milhões de meninos e meninas ainda estavam fora da escola (Pnad, 2015). E essa exclusão escolar tem rosto e endereço: quem está fora da escola são os pobres, negros, indígenas e quilombolas. Uma parcela tem algum tipo de deficiência. E grande parte vive nas periferias dos grandes centros urbanos, no Semiárido, na Amazônia e na zona rural. Muitos deixam a escola para trabalhar e contribuir com a renda familiar.


    A face mais trágica das violações de direitos que afetam meninos e meninas no Brasil são os homicídios de adolescentes a cada dia, 31 crianças e adolescentes são assassinados no país [estimativa do UNICEF baseada em dados do Datasus (2016)] - quase todos meninos, negros, moradores de favelas.


    O Brasil é o país com o maior número absoluto de adolescentes assassinados no mundo. Em 2015, foram 11.403 meninos e meninas de 10 a 19 anos vítimas de homicídios. Desses, 10.480 eram meninos - número maior do que o total de mortes violentas de meninos em países afetados por conflitos, como Síria e Iraque.


    Mesmo tendo uma das legislações mais avançadas do mundo no que diz respeito à proteção da infância e da adolescência e, embora o país tenha feito grandes progressos em relação à sua população mais jovem, esses avanços não atingiram todas as crianças e todos os adolescentes brasileiros da mesma forma. Logo, é necessário adotar políticas públicas capazes de combater e superar as desigualdades geográficas, sociais e étnicas do país e celebrar a riqueza de sua diversidade.


(Texto disponível em https://www.unicef.org/brazil/
situacao-das-criancas-e-dos-adolescentes-no-brasil#.

Acesso em 25 de junho de 2019. Adaptado.)

Ao abordar o tema da infância e da adolescência sob vários pontos, um dos recursos utilizados para reforçar os argumentos no texto foi o uso de:
Alternativas
Q4362181 Português
Cidadania e Solidariedade


Frei Betto


      Qualquer pessoa ou instituição - movimento social, denominação religiosa, ONG, escola, empresa, associação etc. - pode e deve promover iniciativas que reforcem a cidadania e a solidariedade: mesas-redondas; campanhas; palestras; mutirão que beneficie, sem assistencialismo, a população mais pobre.

      Não há quem não possa fazer um gesto para promover debates em salas de aula sobre as causas da pobreza e os entraves à melhor distribuição de renda; introduzir na escola educação nutricional; promover exposição sobre os direitos dos povos indígenas ou ações de combate ao trabalho e à prostituição infantis; organizar uma horta comunitária; lutar pela melhoria da educação, do acesso a medicamentos seguros e baratos ou abrir um curso de alfabetização de adultos; denunciar o preconceito contra homossexuais e o uso da mulher no estímulo ao consumismo.

     É preciso mobilizar a nação em torno de ações concretas que nos permitam construir o "outro mundo possível". E priorizar, em pleno neoliberalismo que assola o Planeta, valores antagônicos ao individualismo e à competitividade, como o são a cidadania e a solidariedade.

      Não é fácil ser cidadão brasileiro. Nascemos como nação-colônia, aprendendo que o estrangeiro é sempre melhor que o nacional. Tivemos o mais longo período de escravidão da América Latina - 350 anos!

     Essa submissão atávica está entranhada em nossas veias. Basta alguém se revestir dos símbolos do poder - riqueza, autoridade e ostentação - para ser tratado como se fosse um ser naturalmente superior a seus semelhantes.

     Cidadania rima com soberania. É preciso gostar de si próprio para conquistá-la. Ocorre que a globalização detona todos os fundamentos de nossa soberania.

      O neoliberalismo nos impõe o Estado mínimo e o mercado máximo, tão livre que paira acima das leis e da decência. As privatizações do patrimônio público (Siderúrgica Nacional, Vale do Rio Doce, Usiminas, sistema de telefonia etc.) são o exemplo maior de dependência de nosso país ao capital privado, em geral estrangeiro. E o que é mais grave: privatizam-se também nossos valores. Corroem nosso espírito cidadão. Estamos ficando cada vez menos solidários, menos cooperativos, menos participantes. Até a fé religiosa é privatizada, destituída de sua ressonância social e política. Como se Deus fosse um balcão de atendimento de emergências e mero anabolizante de exaltações espiritualistas que não se traduzem em serviço libertador ao pobre, ao enfermo, ao excluído.

     Frei Betto é escritor, autor de “Parábolas de Jesus” (Vozes), entre outros livros.


Disponível em: http://www.freibetto.org/index.php/artigos/14-artigos/128-cidadania-e-solidariedade Acesso em 03 maio 2019
No segundo parágrafo, ao apresentar ações concretas, o autor demonstra, EXCETO, que
Alternativas
Q4357764 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.

Escrever: vicioso ofício

Há mais de quarenta anos (estou com 56, comecei cedo, aos 9) me revezei entre oito profissões para ganhar a vida. 

Me acostumei a, quanto me interessava e precisava, exercer uma ou outra atividade e muitas vezes fazer tudo ao mesmo tempo. Tenho sido professor de pós-graduação, compositor, dramaturgo, roteirista de cinema e televisão, criativo, publicitário, marketeiro político e treinador de executivos em web business.

Nos intervalos, nunca deixei de ser poeta e, talvez por isso, ter uma montanha de livros de poesia para crianças, jovens e adultos, e estar com mais de 4 milhões de exemplares vendidos, o que, no Brasil, até a mim espanta. Daí, de três anos para cá, resolvi ser apenas escritor profissional.

A decisão foi difícil, mas estou satisfeito pelo seu principal efeito colateral: como meu status caiu de um carro importado para um fusquinha, nunca mais serei rico a ponto de atrair mulheres interesseiras.

Quem me amar vai me amar pelo que eu sou: um poeta tupiniquim, apaixonado, mas duro. [...] TAVARES, Ulisses. Escrever: vicioso ofício. In: Discutindo Literatura, ano II, n° 9, 2008, p. 24.

O mecanismo de coesão aplicado no trecho abaixo pode ser identificado como:


Há três coisas que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada, e a oportunidade perdida.” (Provérbio Chinês)

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Q4355526 Português
AS MÃOS
“Que semelhança mais perfeita existe entre nossas duas mãos! E, no entanto, que impressionante desigualdade! Para a mão direita vão as honras, as designações lisonjeiras, as prerrogativas: ela age, ordena e toma. A mão esquerda, ao contrário, é desprezada e reduzida ao papel de uma humilde auxiliar: sozinha nada pode fazer; ela ajuda, ela apoia, ela segura. A mão direita é o símbolo e o modelo de toda a aristocracia; a mão esquerda, de todas as pessoas comuns. Quais são os títulos de nobreza da mão direita? De onde vem a servidão da esquerda?” HERTZ, Robert. *Adaptado: Reforma Ortográfica. 
No texto acima, a repetição de um termo fica subentendida, sem que isso prejudique a compreensão da sentença no seguinte período:  
Alternativas
Respostas
5581: A
5582: E
5583: A
5584: B
5585: A
5586: E
5587: E
5588: B
5589: B
5590: C
5591: A
5592: C
5593: D
5594: C
5595: C
5596: D
5597: B
5598: D
5599: C
5600: D