Questões de Concurso Sobre coesão e coerência em português

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Q2058403 Português
O Furto da Flor


       Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.
     Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
     Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.
      Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.
     Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento repreendeu-me:
      – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

https://www.literaturanaessencia.com.br

Analise as afirmativas acerca do texto:


I. O narrador-personagem, não satisfeito em observar a beleza da flor no habitat original, leva-a para casa e tenta conservá-la, no entanto, ao perceber que não conseguira, resolve, como forma de dirimir sua culpa, devolvê-la à natureza;

II. No texto há predomínio de sequências dissertativas, uma vez que traz várias reflexões a serem feitas pelo leitor;

III. “Nem apelar para o médico de flores.” O elemento coesivo “nem” tem valor semântico de adição;

IV. O porteiro, no final do conto, mostra que percebeu o furto da flor e repreende o narrador-personagem pelo ato cometido por ele.



Estão corretas:

Alternativas
Q2056633 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Empresa alfabetiza auxiliares de limpeza ao invés de demiti-los por não saberem ler

“As pessoas não são descartáveis.”

Nátaly Bonato é community manager da WeWork Paulista, um espaço de trabalho compartilhado, na Avenida Paulista, em São Paulo. Para resolver problemas de limpeza da unidade, Nátaly imaginou que um relatório seria o suficiente. O relatório deveria ser preenchido pelos funcionários da limpeza todos os dias dizendo se a sala do cronograma tinha sido limpa e, caso não, colocar um comentário explicando o porquê. “O relatório demorou 1 semana pra chegar e quando veio, o banheiro virou um caos. Não entendi nada e aí nos reunimos e a descoberta foi que 50% do time (terceirizado) era iletrado”, escreveu Nátaly no Facebook.

Ao invés de trocar a equipe, Nátaly teve uma ideia muito melhor: procurar nas escolas que fazem parte da WeWork alguém que pudesse alfabetizar os auxiliares de limpeza. Foi assim que ela conheceu a pedagoga Dani Araujo, da MasterTech, que topou o desafio.

“As pessoas não são descartáveis. Eu não queria que alguém passasse pela minha vida sem ter o meu melhor, sem que eu pudesse tentar. Então, eu não queria que eles saíssem daqui um dia e continuassem tendo aquelas profissões por que eles não tinham escolha”, disse Nátaly em entrevista ao Razões para Acreditar.

As aulas aconteciam às terças e quintas-feiras, no horário de almoço, e duravam 1 hora e meia. “Foiousadoparticipardesseprojeto.Nãotinhaexperiência com letramento para adultos. Vibrei e chorei com cada conquista que fazíamos juntos, me sinto privilegiada pelo aprendizado que eles me proporcionaram”, afirmou a pedagoga, que continuou dando as aulas mesmo depois de se desligar da MasterTech.

Cinco meses depois, Irene, Neuraci e ‘Madruga’ já conseguiam escrever uma carta. Para celebrar essa conquista, Nátaly e seu time organizaram uma formatura surpresa. “Na hora que eu vi eles vindo de beca, eu comecei a desfalecer de chorar e não só eu! Todo mundo. A gente fez na área comum da WeWork”, lembra Nátaly. “Foi muito incrível mesmo. Acho que é a melhor experiência da minha vida”.

E eles tiveram inclusive “formatura” com direito à beca e tudo!

Disponível em:<https://razoesparaacreditar.com/educacao/> . Acesso em: 14 maio 2019.
Releia este trecho.
“As aulas aconteciam às terças e quintas-feiras, no horário de almoço, e duravam 1 hora e meia. ‘Foi ousado participar desse projeto.Não tinha experiência com letramento para adultos. Vibrei e chorei com cada conquista que fazíamos juntos, me sinto privilegiada pelo aprendizado que eles me proporcionaram’, afirmou a pedagoga, que continuou dando as aulas mesmo depois de se desligar da MasterTech.”
Considerando os elementos que contribuem para a continuidade de um texto, a expressão ‘que’ destacada faz remissão à(s)
Alternativas
Q2055857 Português
AMAN

A Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) forma os oficiais combatentes do Exército. Ela ocupa uma área de 67km² estendendo-se da Rodovia Presidente Dutra até as encostas da Serra da Mantiqueira e do Maciço do Itatiaia. Aberta à visitação, a AMAN dispõe de um dos maiores e mais completos parques esportivos do estado do Rio de Janeiro, além de um moderno teatro com capacidade para 2.821 pessoas.

A Cidade Acadêmica, como também é conhecida a área em que a Academia está instalada, abriga uma população aproximada de 12.000 habitantes e dispõe de um complexo arquitetônico e paisagístico dos mais bonitos.

Além do teatro acadêmico, dentro de sua área, estão o Conjunto Principal (comando, administração, salas de aula, museu, bibliotecas e refeitórios) uma ampla praça de esportes (dois estádios, parque aquático, quadras diversas, pista de treinamento utilitário, centro de excelência em reabilitação / academia de musculação, dois ginásios cobertos e centro hípico), uma das mais completas instalações de tiro do mundo, dependências próprias para a instrução militar, um Hospital Escolar, um auditório para 1.150 pessoas, vila residencial com 3 bairros, totalizando 580 moradias e instalações de apoio ao ensino, logísticas e administrativas, tudo sob a supervisão de uma prefeitura militar.

Dispõe, ainda, de agências bancárias, agência dos correios, igrejas, uma escola estadual e dois clubes recreativos - o Círculo Militar das Agulhas Negras

(CIMAN) e o Clube de Subtenentes e Sargentos das Agulhas Negras (CSSAN, o antigo GRUMC) - proporcionando apoio e serviços aos cadetes e aos moradores das vilas residenciais.

http://resende.rj.gov.br/turismo/3
“Além do teatro acadêmico, dentro de SUA área”. A palavra em destaque refere-se à(ao): 
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Q2054001 Português
Para responder a questão, considere o excerto transcrito abaixo.

Esquecemos que a tecnologia é o nosso espelho e que, por isso, ela incorpora, implicitamente, nossos preconceitos, impulsos e valores. Eles estão exteriorizados em máquinas, sobretudo naquelas que são utilizadas para aperfeiçoar as burocracias. A tecnologia é uma expressão do que somos. Temos de aprender a lidar com essa expressão quando a encontramos nas sociedades. A tecnologia segue uma marcha inexorável na história. Mas nossas atitudes em relação a ela não precisam ser tão ingênuas a ponto de não percebermos como seus fabricantes embutem seus valores nas máquinas e inibem as discussões sobre o modo como elas são utilizadas.
Em relação aos mecanismos de coesão empregados, afirma-se corretamente:
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Q2052123 Português

Texto 2


    Sabe-se que o sertanejo costumava realizar suas necessidades fisiológicas no próprio quintal de sua casa, entre as folhagens de um cajueiro ou qualquer outra árvore baixa e frondosa. Nas Concentrações, o flagelado era obrigado a mudar o seu comportamento. Deveria sentir-se envergonhado por não usar o banheiro para as necessidades fisiológicas. Na perspectiva da civilização baseada no saber médico, o homem deveria ficar distante de seus excrementos. Com efeito, o concentrado deveria incorporar novos parâmetros para definir o nojo. Para o sertanejo, o lugar dos dejetos fecais era os arredores de sua casa. Não havia necessidade de banheiro.

     Esse contraste entre noções diferenciadas da construção do nojo era uma das grandes tensões cotidianas dos Campos de Concentração. Enquanto os “inspetores de higiene” procuravam, a todo custo, mostrar a insubstituível função das “sentinas”, os sertanejos mostravam-se pouco motivados para abandonar seus hábitos tradicionais. Muitos concentrados usavam o aparelho sanitário, enquanto outros decidiam continuar com seus hábitos, criando toda sorte de conflitos.

     Ao ser entrevistado por jornalistas do Correio do Ceará, em março de 1932, o inspetor de higiene do Campo de Concentração do Urubu falou com detalhes e entusiasmo sobre a existência e a organização dos banheiros: “São todos muito bem fechados e foram construídos com madeira serrada, cobertos de zinco novos e muito bem feitos. Aqueles dois que ainda não foram totalmente cobertos não estão funcionando”. Ao passarem pela frente dos banheiros, os jornalistas receberam do Inspector a seguinte informação: “este é o banheiro ‘Major Manoel Tibúrcio’, este chama-se ‘Senhoras da Caridade’, este é o ‘Interventor Federal Roberto Carneiro de Mendonça’...” (Correio do Ceará, 06/05/1932). A homenagem a grupos ou pessoas importantes era figurada nos banheiros. Nesse sentido, é possível imaginar que esses lugares da higiene pessoal constituíam-se como templos do sanitarismo nesses Campos de Concentração.

     O momento do banho ganhava, respeitando as especificidades, ares de sacralidade em todos os Campos de Concentração. Na Concentração do Tauape, localizada em Fortaleza, mulheres e crianças banhavam-se vestidas numa Lagoa que ficava junto ao Campo. Entretanto, os higienistas afirmavam que neste momento – precisamente às cinco horas da manhã – formava-se um cordão de vigilantes para impedir qualquer tipo de indecoro ou de molestamento àquelas mulheres. No meio rural, homens, mulheres e crianças banhavam-se vestidos e juntos. Ao que parece, esse momento tinha mais o sentido do lazer do que do asseio pessoal. Nos Campos de Concentração, tentava-se inculcar uma nova maneira de pensar sobre o momento do asseio pessoal a partir da noção de vergonha. O banho, fosse realizado em banheiros ou açudes, deveria caracterizar-se como um momento de foro íntimo dominado pela ideia civilizada de moral, pudor e rapidez.

  Os jornalistas d’O Povo, numa tentativa de romantizar a cena, acrescentavam que as mulheres sentiam muita satisfação naquele momento, pois o encontro com a água traria de volta a lembrança do “sertão querido”. A descrição chega a imagens cinematográficas: “A lagoa, com as suas águas frescas e azuladas parecia atenuar a tristeza daquela gente... Dava gosto ver as sertanejas lembrando-se dos bons invernos e nadando a largas braçadas na superfície da Lagoa”. Mesmo ocupando-se largamente com a satisfação do banho, os jornalistas acabaram registrando o incômodo que causava nessas senhoras a constante vigilância do banho e da lavagem de roupa. Com um tom irônico, que procurava produzir o riso a partir de informações sobre “a vida do povo”, os jornalistas chegam a reproduzir o “falar do sertanejo pobre”: “Num sei pru qui é qui os diabo desses guarda num larga da gente”

(O Povo, 16/04/32).

(RIOS, K. S. Isolamento e poder: Fortaleza e os campos de concentração na seca de 1932. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2014. p. 119-121).

A retomada do referente se dá pela relação hiperônimo-hipônimo entre os termos destacados somente no item:
Alternativas
Q2052113 Português

Texto 1

   Conceição atravessava muito depressa o Campo de Concentração.

   Às vezes uma voz atalhava:

   — Dona, uma esmolinha...

   Ela tirava um níquel da bolsa e passava adiante, em passo ligeiro, fugindo da promiscuidade e do mau cheiro do acampamento.

    Que custo, atravessar aquele atravancamento de gente imunda, de latas velhas, e trapos sujos!

    Mas uma voz a fez parar.

    – Doninha, dona Conceição, não me conhece?

   Era uma mulata de saia preta e cabeção encardido, que, ao ver a moça, parara de abanar o fogo numa trempe, e a olhava rindo.

    Conceição forçou a memória.

    – Sim... Ah! É a Chiquinha Boa! Por aqui? Mas você não era moradora de seu Vicente? Saiu de lá?

    A mulher inclinou a cabeça para o ombro, coçou a nuca:

    – A gente viúva... Sem homem que me sustentasse... Diziam que aqui o governo andava dando comida aos pobres... Vim experimentar...

    Já Conceição, esquecendo a pressa, sentarase num tronco de cajueiro, interessada por aquela criatura que chegava do sertão:

      – E tudo por lá? Bem?

     – Vai, sim senhora. Seu Major, dona Idalina e as moças foram pro Quixadá. Só ficou o seu Vicente...

     Conceição espantou-se:

    – E eu não sabia! Também faz dias que a Lourdinha não me escreve! Então o Vicente está sozinho? Por quê, coitado?

    – Ora, as moças pegaram a falar que não aguentavam mais... Seu Vicente também achava ali muito ruim para a família... Sem banho, mandando buscar água a mais de légua de distância... Ele mesmo só ficou porque carecia dele lá, mode o gado. Mas toda semana vai no Quixadá...

     A moça comoveu-se com esse isolamento:

    — Imagino como a vida do pobre não é triste!

     A mulher riu-se.

    – Qual nada! Seu Vicente é pessoa muito divertida... É naquela labuta, mas sempre tirando prosa com um, com outro... É um moço muito sem bondade... Dizedor de prosa como ele só!...

     Conceição deixava-a falar, e a Chiquinha continuou, num riso malicioso:

    – E até aquela filha do Zé Bernardo, só porque sempre ele passa lá e diz alguma palavrinha a ela, anda toda ancha, se fazendo de boa...

     Conceição estranhou a história e não pôde se conter:

     – E ele tem alguma coisa com ela?

      A mulata encolheu os ombros:

      – O povo ignora muito... se tiver, pior pra ela... Que moço branco não é pra bico de cabra que nem nós...  

    A conversa principiou a incomodar Conceição; o mau cheiro do campo parecia mais intenso; e levantou-se, dando uma prata à mulher:

    – Amanhã eu volto e vejo como vocês vão... Todos os dias venho aqui, ajudar na entrega dos socorros... Se você tiver muita precisão de alguma coisa, me peça, que eu faço o que puder...

     Quando transpôs o portão do Campo, e se encostou a um poste, respirou mais aliviada. Mas, mesmo de fora, que mau cheiro se sentia! 

    Através da cerca de arame, apareciam-lhe os ranchos disseminados ao acaso. Até a miséria tem fantasia e criara ali os gêneros de habitação mais bizarros

     Uns, debaixo dum cajueiro, estirados no chão, quase nus, conversavam.

   Outros absolutamente ao tempo, apenas com a vaga proteção de uma parede de latas velhas, rodeavam um tocador de viola, um cego, que cantava numa melopeia cansada e triste:

        Ninguém sabe o que padece

       Quem sua vista não tem!...

       Não poder nunca enxergar

       Os olhos de quem quer bem!...

       E junto deles, uma cabocla nova atiçava um fogo. 

     Uma velha, mais longe, sentada nuns tijolos, fazia com que uma caboclinha muito magra e esmolambada lhe catasse os cabelos encerados de sujeira.

     E, além, uma família de Cariri velava um defunto, duro e seco, apenas recoberto por farrapos de cor indecisa.

      Conceição sabia quem ele era. Tinha morrido ao meio-dia, e a sua gente teimava em não o misturar com os outros mortos.

      O bonde chegou.

     Ainda sob a impressão da conversa com a Chiquinha Boa, a moça pensava em Vicente. E novamente sofreu o sentimento de desilusão e despeito que a magoara quando a mulher falava.

     “Sim, senhor! Vivia de prosear com as caboclas e até falavam muito dele com a Zefa do Zé Bernardo!”

     E ela, que o supunha indiferente e distante, e imaginava que, aos olhos dele, todo o resto das mulheres deste mundo se esbatia numa massa confusa e indesejada...

     Que julgara ter sido ela quem lhe acordara o interesse arisco e desdenhoso do coração!...

      “Uma cabra, uma cunhã à toa, de cabelo pixaim e dente podre!...”


(QUEIROZ. R. O quinze. Rio de Janeiro: José Olympio, 2012)

A palavra destacada traduz uma noção espacial de afastamento em relação à posição do enunciador somente no item: 
Alternativas
Q2050549 Português
Com base na leitura do texto a seguir, que faz uma reflexão sobre a formação dos profissionais de medicina, responda à questão. 

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Sob o aspecto da coesão sequencial, alguns elementos linguísticos no texto, a exemplo das conjunções, estabelecem diferentes relações semânticas entre as orações – causa, consequência, etc. Nesse sentido, assinale a alternativa que traz um fragmento textual no qual a relação de sentido expressa entre as orações é de CONCESSÃO. 
Alternativas
Q2050545 Português

Leia o texto que segue para responder à questão. 


texto_9 - 12 .png (693×401) 

Avalie como Verdadeiras (V) ou Falsas (F) as afirmações abaixo, que dizem respeito aos recursos de coesão presentes no texto.
( ) O conector “no entanto” (L.2) evidencia oposição de idéias, indicando que o passar do tempo não eliminou as causas determinantes das fronteiras entre pobres e ricos. ( ) Os numerais “primeiro” (L.4) e “segundo” (L.5) são formas referenciais que retomam “O outro” e “Espiral”, respectivamente. ( ) No fragmento: “O menino tem medo de quem, como o executivo, olha para ele com medo”, o referente do pronome pessoal “ele” é “o executivo”. ( ) Aexpressão “o pedinte” (L.15) se refere não ao “homem pobre que interpelou o executivo”, mas a outro indivíduo, referido, logo em seguida pelo termo “adversário”. ( ) O referente da expressão “deste ano” não é expresso dentro do texto, pois é contextual – o ano de 2018, data da edição do periódico em que consta o texto do jornalista.
A sequência que preenche CORRETAMENTEos parênteses está na alternativa:

Alternativas
Q2049894 Português

Leia o texto 1 para responder à questão.


TEXTO 1

Ginástica laboral ajuda a evitar dores no corpo e outras doenças


Por Etiene Resende




Disponível em: <http://arevistadamulher.com.br/fitness/content/2258698-ginastica-laboral-ajuda-a-evitar-dores-no-corpo-eoutras-doencas>. Acesso em: 04 jan. 2019. Adaptado

Permite, também, uma reeducação postural, o que reduz a incidência de dores nas costas, o alívio do estresse, melhorias no ânimo para o trabalho, maior consciência corporal e aumento da integração entre os funcionários. (linhas 17-19) 


A alternativa que contém o trecho a que o termo em destaque se refere é 
Alternativas
Q2049557 Português
A articulação das informações em um texto se faz por meio de recursos linguísticos diversos. Faça a leitura do excerto da entrevista abaixo transcrito com a historiadora Mary Del Priore, cujo foco é a gratuidade ou não do ensino, atentando para a conexão textual.

Imagem associada para resolução da questão


A respeito dos vínculos estabelecidos no texto, evidenciam-se diferentes mecanismos de coesão, pois
I- o fato de a educação não ser totalmente pública e o da presença da iniciativa privada são informações retomadas pelas expressões “dessa impossibilidade” (l.1 e 2) e “opção” (l. 2), respectivamente, caracterizando um misto de coesão referencial e lexical.
II- a contraposição entre características atribuídas ao setor privado (l.5), como “ser eficiente” e “restringir-se a quem pode pagar” é sinalizada pela conjunção coordenativa “mas”, que atua como elemento de coesão sequencial.
III- as falhas quanto às gestões pública e privada, no caso, diretores não serem gestores, mas executores de instruções (l.9), e certas universidades roubarem e enganarem alunos (l.10 e 11) são informações introduzidas por orações adjetivas explicativas, cuja marca de coesão referencial é o “que”.
A explicação CORRETA está expressa na(s) proposição(ões) citada(s) na alternativa:
Alternativas
Q2049394 Português
Reduzir a poluição causada pelos aerossóis – partículas em suspensão na atmosfera, compostas principalmente por fuligem e enxofre – pode virar um enorme tiro pela culatra. Estudo de pesquisadores britânicos e alemães revelou que os aerossóis, na verdade, seguravam o aquecimento global. Isso porque eles rebatem a luz solar para o espaço, estimulando a formação de nuvens (que também funcionam como barreiras para a energia do sol). Ainda é difícil quantificar a influência exata dos aerossóis nesse processo todo, mas as estimativas mais otimistas indicam que, sem eles, a temperatura global poderia subir 4ºC até 2100 – as pessimistas falam em um aumento de até 10ºC, o que nos colocaria “dentro” de uma churrasqueira. Como os aerossóis podem causar doenças respiratórias, o único jeito de lutar contra a alta dos termômetros é diminuir as emissões de gás carbônico, o verdadeiro vilão da história.

(Superinteressante, dez. 2005, p. 16.) 
O termo “pessimistas”, em destaque no texto, está se referindo às: 
Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-ES Órgão: IF-ES Prova: IF-ES - 2019 - IF-ES - Assistente de Aluno |
Q2046648 Português
O texto a seguir serve de referência para a questão.



Fonte: REGO, José Lins do. Menino de engenho. 80. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2001, p. 80-83 (adaptado).
Leia as considerações acerca de recursos de construção do texto de referência.
I – O pronome “deles”, na oração “Tratava deles com cuidados maternos.” (linha 34), refere-se ao termo “os moleques e os primos” presente em uma das orações anteriores. II – O autor utilizou-se do discurso direto para promover a escassa interação das falas das personagens, o que pode ser observado pelo uso dos travessões.
III – O enunciado “Eu andava pegando pássaros no alçapão.” (linhas 5-6) pode ser classificado como um período composto por duas orações coordenadas.
IV – Dentro do enunciado “Gostava de saltar com os meus primos e fazer tudo o que eles faziam.” (linha 1), há presença de apenas um substantivo que é, posteriormente, retomado por um pronome. V – A oração “Mas o engenho tinha tudo para mim.” (linha 20) inicia-se com uma conjunção coordenativa adversativa que remete a uma oposição em relação à oração imediatamente anterior.
Está CORRETO o que se declara em:
Alternativas
Q2045518 Português
O inimigo do Computador

O escritor e acadêmico Ariano Suassuna esteve no Rio de Janeiro. Como sempre, sua aula-espetáculo foi um sucesso, reunindo centenas de alunos e professores no Teatro R. Magalhães Jr., da Academia Brasileira de Letras. O pretexto foi o encerramento da Maratona Escolar, promovida pela Secretaria Municipal de Educação, que teve o dramaturgo e poeta paraibano como objeto de estudos da garotada, empolgada pelas suas obras, com destaque especial para “O Auto da Compadecida”.

De início, sentado numa cadeira no palco, Ariano fez questão de esclarecer uma dúvida: “Disseram que eu sou inimigo do computador. Não é bem isso. O computador é que é meu inimigo.” Explicou que teve uma experiência extremamente desagradável com o uso da máquina:

“ - Bati o meu nome no computador. Ariano. Veio Ariano. Coloquei o nome do meio (Vilar). Veio ‘vilão’. Não entendi. E fiquei indignado mesmo quando bati Suassuna. Com tantos esses, o computador, no corretor ortográfico, colocou ‘assassino’. Então, em vez de ser Ariano Vilar Suassuna, virei Ariano Vilão Assassino. Não é para virar inimigo dele?”

Como sempre, contando uma série infindável de causos, Ariano foi aplaudidíssimo. Mas também provocou choros de emoção, ao contar histórias tristes, como o assassinato do seu pai. Durante uma hora, apesar dos seus 85 anos bem vividos, não demonstrou nenhum cansaço. Cada vez que discorria sobre determinada passagem da sua obra ou da sua vida era coroado de aplausos. Como ao explicar a frase: “Quem lê nunca está sozinho.”

Reclamou da exigência dos pernósticos em relação ao uso da língua portuguesa. “O nordestino fala ‘nóis’ e é assim que eu escrevo. Mas, quando na televisão, por exemplo, forçam a barra para exigir que atores ou atrizes falem na prosódia que não dominam, fico com raiva. Isso logo se nota. Certos diretores pensam que somos idiotas.”

Ariano repetiu na ABL (onde participou do tradicional chá acadêmico) que não é otimista nem pessimista, mas acha que hoje se caminha melhor na questão da desigualdade social. Foi bem objetivo nas suas considerações: “Os otimistas costumam ser ingênuos e os pessimistas, amargos. Sou um homem da esperança. Sonho com o dia em que o sol de Deus dará justiça para todos.”

Falou ainda do orgulho de ser nordestino e do absoluto desinteresse pelas viagens internacionais: “Nunca saí do Brasil e não sinto a menor necessidade de fazê-lo. Sei de tudo utilizando a televisão e o computador.” Ainda confessou que adora as novelas de televisão, como forma de expressão da nossa cultura. E confessou que ainda não está na hora de parar de produzir: “Quando vem a inspiração, não há razão para driblá-la. Por isso mesmo, hoje, estou às voltas com o próximo livro.” Quando lhe perguntei o título, levei um susto: “O jumento sedutor.” Prometeu que íamos no surpreender com o seu enredo. Esperemos.

Arnaldo Niskier – Texto adaptado
É incorreto afirmar que, para o desenvolvimento do texto, o autor fez uso do seguinte recurso:
Alternativas
Q2045507 Português
Sobre os elementos coesivos sequenciais usados na tessitura do texto, é verdadeiro o que se afirma na alternativa  
Alternativas
Q2044578 Português
Para que ninguém a quisesse





COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco, 1986, p. 111-112.
O pronome demonstrativo neste trecho “Apesar disso, sua beleza chamava a atenção” (l. 02) representa uma anáfora, ou seja, a retomada de algo que já foi mencionado em um texto. Marque a alternativa que traz esse conteúdo anafórico, retomado pelo pronome.
Alternativas
Q2042749 Português

Leia atentamente o texto abaixo e responda às questões.

Clique Ciência: Chaves são sempre diferentes?

  Quando você manda fazer uma chave para a fechadura da sua casa, será que ela é exclusiva? Ou existe a chance de outra pessoa ter uma idêntica à sua, como se tivesse sido duplicada? 

   Não dá para afirmar que elas sejam únicas. Mas a chance de encontrar duas com a mesma combinação é baixíssima, segundo explica o professor Luiz Antonio Gonçalves Neto, da Escola Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, em Suzano (SP).

  Simplificando a questão, cada chave se diferencia de outra por causa de seus "dentes" e cada combinação de dentes corresponde a um segredo de fechadura.

   Fabricantes planejam o processo de produção em ciclos, cada um com um grande número de combinações diferentes.

  O problema é que, ao fim da etapa, começa um ciclo novo que repete as mesmas combinações. "Isso causa uma duplicidade de combinações, mas a probabilidade destas fechaduras e chaves se encontrarem é quase como ganhar na loteria", compara Gonçalves. As produtoras também distribuem chaves iguais em regiões diferentes para diminuir as chances de coincidência. Há um caso, entretanto, em que se quer que mais fechaduras compartilhem a mesma combinação. É um processo chamado de unificação, utilizado para o proprietário ter de usar menos chaves.


Quantas chaves existem?


   Infelizmente, não é possível dar uma resposta precisa porque não há um modelo único de fabricação. Cada configuração faz com que o número de combinações possíveis seja diferente, tornando o número impossível de calcular.

   O tipo mais conhecido de chave é a plana comum ou yale, que costumamos usar em cadeados em portas. Há ainda gorjes (usadas em fechaduras mais antigas), planas duplas (para automóveis mais antigos), planas tetras, multiponto (por exemplo a mul-t-lock) e pantográficas (para carros novos). 
   O artigo "Quantas Chaves Diferentes?", publicado pela Associação Britânica de Matemática na década de 1960, propôs um modelo matemático complexo para calcular o número total de chaves planas baseado no número, tamanho e disposição dos dentes.

   O texto conclui que chaves com dez dentes têm 78 mil combinações possíveis, mas ressalva que há muitos outros fatores em jogo, então esse número não é preciso.

   O professor Luiz Antonio Gonçalves Neto diz ainda que a qualidade da chave e da fechadura são muito importantes na fabricação. Ele avalia que a produção em grande escala trouxe consequências danosas. "As fechaduras mais antigas eram fabricadas com materiais mais nobres e duráveis e havia uma grande preocupação com a segurança, independentemente do custo. Hoje vemos produtos com materiais de má qualidade só para baixar o preço", diz. Cadeados muito baratos acabam apresentando mecanismo frouxo e pouco seguro.


                 (https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimasnoticias/redacao/2018/12/17.Acesso em: 16/12/2018).


Leia o seguinte trecho.


Simplificando a questão, cada chave se diferencia de outra por causa de seus "dentes" e cada combinação de dentes corresponde a um segredo de fechadura. 


Nesse trecho, o pronome grifado “seus” refere-se a: 

Alternativas
Q2041434 Português
Psicóloga explica as causas e os sintomas da Síndrome do Regresso

A Síndrome do Regresso acontece quando você volta para casa após estudar no exterior, trabalhar ou qualquer outro tipo de estadia prolongada. Criado pelo neuropsiquiatra Dr. Décio Nakagawa, o termo serve para dar nome a este período de readaptação. E ele é mais comum do que pode se imaginar: “A Síndrome do Regresso acontece com a maior parte das pessoas que retorna ao seu país de origem”, diz Juliana Polydoro, psicóloga e mestre em Psicologia da Saúde. A profissional, que também é colunista do site e-Dublin, explicou as causas da Síndrome e como lidar com o período para amenizar os sintomas.
Fonte: https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/estudar-no-exterior/psicologa-explica-as-causas-os-sintomas-sindrome-regresso.htm
Para conservar o sentido do texto 7, as expressões em negrito podem ser substituídas, em sequência, por:
Alternativas
Q2041427 Português

Fonte: (http://www.cnpq.br/). 
Com relação ao texto 3, analise as proposições e atribua V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) No primeiro período do texto, composto por três orações, não é possível identificar quem é o responsável por informar ao CNPq sobre a não recomposição integral do orçamento de 2019. ( ) As expressões “desta restrição” e “este cenário” se referem às “medidas necessárias” que foram tomadas pelo CNPq. ( ) O uso da primeira pessoa do plural em: “Reforçamos nosso compromisso com a pesquisa científica, tecnológica e de inovação para o desenvolvimento do País” permite que recuperemos o sujeito oculto “nós”, que se refere discursivamente às pessoas que trabalham no CNPq.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses.
Alternativas
Q2040156 Português
Burguer King dos EUA investe em hambúrguer 100% sem carne

   Em março, a rede de fast-food Burger King anunciou que irá testar, em algumas lanchonetes, o “Impossible Burguer” (“hambúrguer impossível”, em inglês) dentro do Whopper, o sanduíche mais conhecido da marca.
    Os testes vão acontecer em quase 60 unidades do Burger King na cidade de Saint Louis, no estado do Missouri, nos EUA. A notícia veio com um vídeo promocional (em inglês), no qual clientes da lanchonete provam, sem saber, o hambúrguer sem carne e, aparentemente, não ________ a diferença.
   Você deve estar pensando: “Grande coisa. Eu já provei o sanduíche vegetariano do BK.” E é verdade. O Impossible Burger é tão vegetariano quanto um hambúrguer de batata, grão de bico ou cogumelos, mas há uma grande diferença entre eles: o hambúrguer impossível usa a ciência para recriar o sabor da carne.
     Por trás do hambúrguer, _______ a Impossible Foods, uma startup fundada em 2011 que desenvolve produtos com proteína vegetal e que cheguem o mais próximo possível do sabor da proteína animal. O hambúrguer que será vendido no Burger King é resultado de nove anos de pesquisa, muita engenharia genética e um investimento de US$ 250 milhões.
   Quem investiu na carne fake? Pessoas como Bill Gates e empresas como o Google. A Impossible aposta em uma alternativa para o consumo de carne e, para isso, _________ reproduzir também o sangue presente nesse tipo de alimento.
    Para isso, eles utilizam uma espécie de fungo para produzir uma molécula chamada heme, presente na soja e que, nos mamíferos, é um componente essencial da hemoglobina contida no sangue. E é justamente ele que dá o sabor característico da carne.

https://super.abril.com.br... - adaptado.
Em “A notícia veio com um vídeo promocional (em inglês), no qual clientes da lanchonete provam, sem saber, o hambúrguer sem carne...” (segundo parágrafo), o pronome relativo sublinhado poderia ser substituído, sem incorreção ou alteração de sentido, por:
Alternativas
Q2039640 Português
“No dia 17 de novembro de 1889, um domingo, às três da madrugada, a família real partiu acompanhada por alguns poucos autoexilados. Dizem que os novos dirigentes acharam por bem evitar a luz do dia e impedir qualquer reação da população. Já o ex-imperador, procurando manter uma postura altiva, deixava saber que só levaria consigo a primeira edição de Camões: ‘Essa lhe bastava’. A ideia era fazer valer o dito popular: ‘Os reis não são expulsos, mas partem’. Mas a história não seria bem essa: na chegada a Portugal formalizou-se o banimento. Além da expulsão, o decreto de 23 de dezembro de 1889 destinava uma ajuda de 5 mil contos para o estabelecimento do ex-monarca no estrangeiro. D. Pedro rejeitaria, porém, a quantia, numa atitude que irritou o Governo Provisório, o qual em resposta redigida pelo ministro Rui Barbosa, mudou os termos do acordo, extinguiu as dotações e deu o assunto por encerrado. Era chegada a hora de fechar essa página e iniciar um novo tempo. O tempo da República”.

(SCHWARCZ, L. M. e STARLING, H. M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 318.)
Assinale a alternativa correta quanto à análise dos aspectos linguísticos do texto: 
Alternativas
Respostas
5141: B
5142: C
5143: B
5144: B
5145: C
5146: B
5147: E
5148: E
5149: B
5150: E
5151: D
5152: E
5153: D
5154: D
5155: A
5156: C
5157: A
5158: D
5159: E
5160: C