Questões de Concurso
Comentadas sobre coesão e coerência em português
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Brasil ultrapassa 100 mil escolas públicas com internet gratuita e de qualidade
Mais de 100 mil escolas públicas brasileiras já contam com internet gratuita e de qualidade para uso pedagógico. O marco histórico representa um avanço na transformação digital da educação pública e faz parte do programa Escolas Conectadas, coordenado pelos Ministérios da Educação (MEC) e das Comunicações (MCom), com execução da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE).
Com as atualizações mais recentes do Indicador Escolas Conectadas (Inec), feitas no fim de abril, o Brasil conta, até o momento, com 100.720 escolas públicas com internet de qualidade. O número representa 72,9% do universo de 138.086 instituições de ensino existentes no país operando dentro dos parâmetros adequados de conectividade.
O ministro das Comunicações destacou que o avanço é resultado de um amplo esforço de infraestrutura iniciado em 2023. Naquele período, apenas 45,4% das escolas brasileiras tinham acesso à conectividade considerada adequada.
Os números mostram crescimento acelerado do programa. Em dezembro de 2024, o índice de conectividade adequada nas escolas chegou a 57,3%. No fim de 2025, avançou para 69,7%. Em abril de 2026, o país alcança quase 73% das escolas públicas conectadas dentro dos parâmetros ideais de qualidade.
Além de ampliar o acesso, o programa atua para garantir internet estável, veloz e distribuída dentro das escolas por meio de redes Wi-Fi adequadas ao uso pedagógico. O foco é permitir o acesso a plataformas educacionais, aulas digitais, capacitação de professores e ferramentas de inovação no ambiente escolar.
O maior salto proporcional ocorreu na Região Norte, onde os desafios logísticos e geográficos historicamente dificultam o acesso à conectividade. Em dezembro de 2023, apenas 23,6% das escolas da região tinham internet adequada. O índice subiu para 36,7% em 2024, alcançou 60,5% em 2025 e chegou a 64,3% em abril de 2026. O avanço reduziu desigualdades regionais e levou internet de qualidade a escolas antes isoladas digitalmente.
A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) é uma iniciativa do governo federal, em parceria com estados e municípios, para universalizar a conectividade com fins pedagógicos em todas as escolas públicas de educação básica do país. O programa também prevê apoio à aquisição e melhoria de equipamentos e dispositivos tecnológicos, fortalecendo a inclusão digital e ampliando o acesso de milhões de estudantes à educação conectada.
https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202605/brasil-ultrapassa-100-mil -escolas-publicas-com-internet-gratuita-e-de-qualidade-adaptado
Analise as afirmativas abaixo sobre os recursos coesivos empregados no texto.
I.Em 'Naquele período, apenas 45,4% das escolas brasileiras tinham acesso à conectividade considerada adequada', o pronome demonstrativo retoma o referente '2023', expresso no período anterior, exercendo função coesiva de referenciação demonstrativa.
II.Em 'O número representa 72,9% do universo de 138.086 instituições de ensino existentes no país', a expressão 'o número' retoma anaforicamente '100.720 escolas públicas com internet de qualidade', estabelecendo um mecanismo de coesão referencial.
III.O pronome demonstrativo 'Esse', em 'Esse é um momento histórico para a educação...', antecipa uma informação que será apresentada posteriormente no texto.
IV.Em 'Além de ampliar o acesso, o programa atua para garantir internet estável', a locução 'além de' estabelece relação de adição, introduzindo uma informação que acrescenta novo dado ao que foi anteriormente afirmado.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições corretas.
Brasil ultrapassa 100 mil escolas públicas com internet gratuita e de qualidade
Mais de 100 mil escolas públicas brasileiras já contam com internet gratuita e de qualidade para uso pedagógico. O marco histórico representa um avanço na transformação digital da educação pública e faz parte do programa Escolas Conectadas, coordenado pelos Ministérios da Educação (MEC) e das Comunicações (MCom), com execução da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE).
Com as atualizações mais recentes do Indicador Escolas Conectadas (Inec), feitas no fim de abril, o Brasil conta, até o momento, com 100.720 escolas públicas com internet de qualidade. O número representa 72,9% do universo de 138.086 instituições de ensino existentes no país operando dentro dos parâmetros adequados de conectividade.
O ministro das Comunicações destacou que o avanço é resultado de um amplo esforço de infraestrutura iniciado em 2023. Naquele período, apenas 45,4% das escolas brasileiras tinham acesso à conectividade considerada adequada.
Os números mostram crescimento acelerado do programa. Em dezembro de 2024, o índice de conectividade adequada nas escolas chegou a 57,3%. No fim de 2025, avançou para 69,7%. Em abril de 2026, o país alcança quase 73% das escolas públicas conectadas dentro dos parâmetros ideais de qualidade.
Além de ampliar o acesso, o programa atua para garantir internet estável, veloz e distribuída dentro das escolas por meio de redes Wi-Fi adequadas ao uso pedagógico. O foco é permitir o acesso a plataformas educacionais, aulas digitais, capacitação de professores e ferramentas de inovação no ambiente escolar.
O maior salto proporcional ocorreu na Região Norte, onde os desafios logísticos e geográficos historicamente dificultam o acesso à conectividade. Em dezembro de 2023, apenas 23,6% das escolas da região tinham internet adequada. O índice subiu para 36,7% em 2024, alcançou 60,5% em 2025 e chegou a 64,3% em abril de 2026. O avanço reduziu desigualdades regionais e levou internet de qualidade a escolas antes isoladas digitalmente.
A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) é uma iniciativa do governo federal, em parceria com estados e municípios, para universalizar a conectividade com fins pedagógicos em todas as escolas públicas de educação básica do país. O programa também prevê apoio à aquisição e melhoria de equipamentos e dispositivos tecnológicos, fortalecendo a inclusão digital e ampliando o acesso de milhões de estudantes à educação conectada.
https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202605/brasil-ultrapassa-100-mil -escolas-publicas-com-internet-gratuita-e-de-qualidade-adaptado
Analise as afirmativas abaixo sobre os recursos coesivos empregados no texto.
I.Em 'Naquele período, apenas 45,4% das escolas brasileiras tinham acesso à conectividade considerada adequada', o pronome demonstrativo retoma o referente '2023', expresso no período anterior, exercendo função coesiva de referenciação demonstrativa.
II.Em 'O número representa 72,9% do universo de 138.086 instituições de ensino existentes no país', a expressão 'o número' retoma anaforicamente '100.720 escolas públicas com internet de qualidade', estabelecendo um mecanismo de coesão referencial.
III.O pronome demonstrativo 'Esse', em 'Esse é um momento histórico para a educação...', antecipa uma informação que será apresentada posteriormente no texto.
IV.Em 'Além de ampliar o acesso, o programa atua para garantir internet estável', a locução 'além de' estabelece relação de adição, introduzindo uma informação que acrescenta novo dado ao que foi anteriormente afirmado.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições corretas.
Fevereiro Laranja
Machado de Assis, com sua sensibilidade descritiva aguçada, mestre da observação psicológica, romântico e parnasiano- -realista, querendo satisfazer uma curiosidade a respeito da influência do sangue no ser humano, fez uma incursão na área do xenotransplante, inexistente à época, é claro. Pela experiência narrada, Stroibus e Pítias, dois amigos filósofos e cientistas, descobriram que se a pessoa ingerir o sangue do rato irá tornar-se ratoneiro, da coruja, sábia, da aranha, arquiteta, da cegonha, da andorinha, viajante, da rola, fidelidade conjugal, do pavão, vaidosa. Tomaram o sangue de rato. Foram presos na corte de Ptolomeu e condenados à morte por seguidos furtos de raras obras literárias da biblioteca de Alexandria.
É certo que a ficção científica nunca foi o campo preferido do Bruxo do Cosme Velho, mas faz ver que o homem sempre se interessou por aventuras biológicas relacionadas com o sangue. Tamanha verdade que a própria ciência médica entabulou os procedimentos envolvendo transplantes sanguíneos com inquestionáveis sucessos para a saúde humana. E assim é possível caracterizar o homem como proprietário de um imenso latifúndio, chamado corpo humano e, ao mesmo tempo em que representa um patrimônio individualizado, carrega a semente universal, que irá proporcionar a continuidade da humanidade.
A criatividade humana, agindo em benefício de sua própria causa, identificou doenças rotineiras e as inseriu em um mês do ano, tingindo-o com uma cor inconfundível. Assim surgiram, dentre outros, Outubro Rosa e Novembro Azul, sempre para orientar e conscientizar o cidadão a respeito de doenças que, se forem diagnosticadas a tempo, muitas não terão progressão.
“Fevereiro Laranja”, desta forma, é o símbolo que representa a chamada de atenção a respeito da leucemia, doença com acelerado crescimento da produção desordenada de glóbulos brancos e que afeta as células sanguíneas saudáveis, assim como, com especial relevo, para a doação de medula óssea.
A doação de órgãos e tecidos no Brasil é feita inter vivos, modalidade em que qualquer pessoa capaz poderá consentir e, na impossibilidade, seu representante legal, desde que se trate de órgãos duplos (rins, por exemplo) ou partes renováveis do corpo humano, para fins terapêuticos ou para transplantes em cônjuge, parentes consanguíneos até o quarto grau, ou qualquer outra pessoa, mediante autorização judicial, dispensada esta em relação à medula óssea. Sempre e sempre a título gratuito, em razão do disposto no art. 199, § 4º, da Constituição Federal e da Lei nº 9.434/1997, em seu art. 1º. Percebe-se, pelo relato legislativo, que a pessoa não divide com o Estado a legitimidade de doar sua medula óssea e pode fazê-lo a quem lhe aprouver, prevalecendo sua autonomia.
Na realidade, a doação deveria ser ato de comunhão, de alteridade, levando-se em consideração que a natureza humana tem como um dos seus sustentáculos, o altruísmo. O sangue que circula no corpo ou se aloja na medula óssea de uma pessoa, tem compatibilidade para se transferir para outro corpo e restaurar uma vida atingida por doenças que afetam as células, como as leucemias. É, por um lado, uma doação representando um gesto de extrema solidariedade, com rápida reconstituição do material doado e, por outro, a única chance de vida para o doente receptor.
Respeitadas as condições exigidas, qualquer um pode ser doador. Basta procurar pelo hemocentro mais próximo e manifestar o interesse. É, sem dúvida, um ato de extremada solidariedade, revelador de um sentimento humanitário digno de todo respeito e admiração, demonstrando que a natureza humana proporciona o bem-estar àquele que é saudável e acode o vulnerável com os recursos do corpo humano alheio.
(Por: Eudes Quintino de Oliveira Júnior. Disponível em: https://www.migalhas.com.br/coluna/leitura-legal/. Acesso em: maio de 2026. Adaptado.)
Fevereiro Laranja
Machado de Assis, com sua sensibilidade descritiva aguçada, mestre da observação psicológica, romântico e parnasiano- -realista, querendo satisfazer uma curiosidade a respeito da influência do sangue no ser humano, fez uma incursão na área do xenotransplante, inexistente à época, é claro. Pela experiência narrada, Stroibus e Pítias, dois amigos filósofos e cientistas, descobriram que se a pessoa ingerir o sangue do rato irá tornar-se ratoneiro, da coruja, sábia, da aranha, arquiteta, da cegonha, da andorinha, viajante, da rola, fidelidade conjugal, do pavão, vaidosa. Tomaram o sangue de rato. Foram presos na corte de Ptolomeu e condenados à morte por seguidos furtos de raras obras literárias da biblioteca de Alexandria.
É certo que a ficção científica nunca foi o campo preferido do Bruxo do Cosme Velho, mas faz ver que o homem sempre se interessou por aventuras biológicas relacionadas com o sangue. Tamanha verdade que a própria ciência médica entabulou os procedimentos envolvendo transplantes sanguíneos com inquestionáveis sucessos para a saúde humana. E assim é possível caracterizar o homem como proprietário de um imenso latifúndio, chamado corpo humano e, ao mesmo tempo em que representa um patrimônio individualizado, carrega a semente universal, que irá proporcionar a continuidade da humanidade.
A criatividade humana, agindo em benefício de sua própria causa, identificou doenças rotineiras e as inseriu em um mês do ano, tingindo-o com uma cor inconfundível. Assim surgiram, dentre outros, Outubro Rosa e Novembro Azul, sempre para orientar e conscientizar o cidadão a respeito de doenças que, se forem diagnosticadas a tempo, muitas não terão progressão.
“Fevereiro Laranja”, desta forma, é o símbolo que representa a chamada de atenção a respeito da leucemia, doença com acelerado crescimento da produção desordenada de glóbulos brancos e que afeta as células sanguíneas saudáveis, assim como, com especial relevo, para a doação de medula óssea.
A doação de órgãos e tecidos no Brasil é feita inter vivos, modalidade em que qualquer pessoa capaz poderá consentir e, na impossibilidade, seu representante legal, desde que se trate de órgãos duplos (rins, por exemplo) ou partes renováveis do corpo humano, para fins terapêuticos ou para transplantes em cônjuge, parentes consanguíneos até o quarto grau, ou qualquer outra pessoa, mediante autorização judicial, dispensada esta em relação à medula óssea. Sempre e sempre a título gratuito, em razão do disposto no art. 199, § 4º, da Constituição Federal e da Lei nº 9.434/1997, em seu art. 1º. Percebe-se, pelo relato legislativo, que a pessoa não divide com o Estado a legitimidade de doar sua medula óssea e pode fazê-lo a quem lhe aprouver, prevalecendo sua autonomia.
Na realidade, a doação deveria ser ato de comunhão, de alteridade, levando-se em consideração que a natureza humana tem como um dos seus sustentáculos, o altruísmo. O sangue que circula no corpo ou se aloja na medula óssea de uma pessoa, tem compatibilidade para se transferir para outro corpo e restaurar uma vida atingida por doenças que afetam as células, como as leucemias. É, por um lado, uma doação representando um gesto de extrema solidariedade, com rápida reconstituição do material doado e, por outro, a única chance de vida para o doente receptor.
Respeitadas as condições exigidas, qualquer um pode ser doador. Basta procurar pelo hemocentro mais próximo e manifestar o interesse. É, sem dúvida, um ato de extremada solidariedade, revelador de um sentimento humanitário digno de todo respeito e admiração, demonstrando que a natureza humana proporciona o bem-estar àquele que é saudável e acode o vulnerável com os recursos do corpo humano alheio.
(Por: Eudes Quintino de Oliveira Júnior. Disponível em: https://www.migalhas.com.br/coluna/leitura-legal/. Acesso em: maio de 2026. Adaptado.)
Doenças psicossomáticas: entenda como emoções se manifestam no corpo
Diante de ameaças reais, as reações psicossomáticas (termo que se refere a sintomas físicos causados ou agravados por fatores emocionais) são normais. O problema é quando acontecem de forma repetida ou prolongada, podendo desencadear condições crônicas. Mas por que o que se passa na nossa mente pode afetar o físico?
I.Em 'Naquele período, apenas 45,4% das escolas brasileiras tinham acesso à conectividade considerada adequada', o pronome demonstrativo retoma o referente '2023', expresso no período anterior, exercendo função coesiva de referenciação demonstrativa.
II.Em 'O número representa 72,9% do universo de 138.086 instituições de ensino existentes no país', a expressão 'o número' retoma anaforicamente '100.720 escolas públicas com internet de qualidade', estabelecendo um mecanismo de coesão referencial.
III.O pronome demonstrativo 'Esse', em 'Esse é um momento histórico para a educação...', antecipa uma informação que será apresentada posteriormente no texto.
IV.Em 'Além de ampliar o acesso, o programa atua para garantir internet estável', a locução 'além de' estabelece relação de adição, introduzindo uma informação que acrescenta novo dado ao que foi anteriormente afirmado.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições corretas.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cooperativa que produz açaí no Amapá fecha contrato de cinco anos com gigante chinesa
A cooperativa dos produtores extrativistas de açaí do estado do Amapá (Amazonbai) firmou parceria com a segunda maior rede de distribuição de alimentos chinesa para o fornecimento de toda a safra de açaí pelos próximos cinco anos, totalizando 15 mil toneladas do produto. A negociação ocorreu durante a Sial China, maior feira de alimentos da Ásia.
A Amazonbai faz parte da Rota do Açaí, inserida nas Rotas de Integração Nacional, iniciativa do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), que tem como objetivo o fortalecimento de sistemas produtivos locais e a promoção do desenvolvimento regional sustentável.
A participação da Amazonbai e de outras sete cooperativas — todas integrantes das Rotas de Integração Nacional — na Sial China contou com investimento de R$ 207 mil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). São elas: União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes Brasil), Unicafes Bahia, IPE Unicafes, Cooperativa Grande Sertão, Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC) e Cooperativa Agropecuária Regional de Palmeira dos Índios (Carpil). A participação das cooperativas no evento possibilita a apresentação de produtos sustentáveis brasileiros ao público asiático.
O presidente da Amazonbai, Amiraldo Picanço, comemorou a parceria internacional e o apoio do MIDR. "Que o produto da Amazonbai e das outras cooperativas da Rota de Integração possa ser distribuído neste continente, neste mercado tão promissor.
Para o secretário nacional substituto de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial do MIDR, Edgar Caetano, o financiamento do intercâmbio de produtores beneficiados pelas Rotas de Integração Nacional na Sial 2026, maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das maiores do mundo, demonstra a relevância dessa estratégia para a valorização dos produtos.
A Sial China é a maior feira de alimentos da Ásia e uma das maiores do planeta. A edição de 2026 ocorreu entre os dias 18 e 20 de maio, em Xangai. Nesta edição, o Brasil enviou 82 empresas exportadoras para a feira, um recorde em relação às 54 da edição anterior.
A inserção das cooperativas no evento busca ampliar o acesso de suas produções, apoiadas pelas Rotas de Integração Nacional, a mercados internacionais; promover o reconhecimento internacional das Rotas como modelo de política pública para o desenvolvimento regional; e estabelecer alianças estratégicas entre instituições públicas, privadas e comunitárias dos países visitados e os territórios brasileiros.
https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202605/acai-do-amapa-conquist a-mercado-chines-adaptado
"A Sial China é a maior feira de alimentos da Ásia e uma das maiores do planeta. A edição de 2026 ocorreu entre os dias 18 e 20 de maio, em Xangai. Nesta edição, o Brasil enviou 82 empresas exportadoras para a feira, um recorde em relação às 54 da edição anterior."
A respeito dos mecanismos de coesão e coerência empregados nesse trecho, assinale a alternativa correta:
Haja fígado para o perigoso mercado dos suplementos
A Anvisa, órgão responsável por regulamentar e controlar a qualidade de produtos que afetam a saúde humana, liberou em março de 2026 um texto alertando contra o uso excessivo de medicamentos e suplementos contendo cúrcuma, também conhecida como açafrão-daterra. O alerta é resultado de investigações internacionais que identificaram casos graves (embora raros) de danos ao fígado associados ao uso desses produtos.
A cúrcuma é um gênero de mais de 100 espécies de plantas cujas raízes são comumente usadas como tempero. Suas propriedades dão cor e sabor aos pratos e a tornam muito popular, sobretudo na culinária oriental. Além disso, a quantidade da molécula mais ativa na planta, a curcumina, não passa de 2% nas raízes e de 10% no tempero em pó comercial. Adicionada em pequenas quantidades na comida, é praticamente impossível ingerir quantidades perigosas da especiaria na alimentação.
As doses tóxicas podem ser atingidas somente na forma concentrada, vendida em suplementos e medicamentos fitoterápicos – derivados de plantas que possuem efeito comprovado para alguma doença (no caso da cúrcuma, a artrite) e que também contêm adjuvantes que podem aumentar a absorção da curcumina.
Mesmo que se repita muito por aí (incorretamente) que produtos naturais não têm efeitos colaterais, não é nada surpreendente que um extrato de plantas seja tóxico para os humanos. A vasta maioria das plantas na Terra não é comestível, apresentando graus variados de toxicidade.
Assim como cúrcuma demais pode lesar seu fígado, cafeína demais pode levar a parada cardíaca, a carambola é tóxica para pessoas com lesões renais, e a ingestão excessiva de lichias pode alterar o metabolismo de açúcar e lipídios (o que causa um número preocupante de mortes em crianças asiáticas). O fato de um produto ou insumo ser natural ou derivado de uma planta não remove qualquer molécula da realidade de que tudo possui uma quantidade tóxica.
Fonte: Nexo Jornal. Adaptado.
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Estava aqui pensando
Às vezes tenho a impressão de que o que nos falta é a capacidade de realizarmos uma espécie de autoanálise. Pensarse. Somos uma sociedade paradoxal, afinal, ao mesmo tempo que não paramos de pensar, não nos pensamos. Pensar-se é ir a um encontro às cegas consigo mesmo. A gente sempre acha que se conhece e logo descobre que isso não é tão simples assim. Fazemos coisas estranhas. Estranhamos atitudes que temos. Ficamos impressionados como respondemos a determinadas situações, completamente ao contrário do que pensamos que faríamos. Pensar-se é um ótimo exercício de humildade, pois descobrimos que não somos donos dos nossos pensamentos, atitudes, afetos ou alma.
Ter um pouco de sinceridade interior, uma certa coragem moral e habituar-se a questionar-se nos ajuda a chegar perto deste sujeito esquisito que somos. É claro que fazer isso nos coloca diante do fato que, tomara, possamos sentir vergonha de algumas das nossas atitudes. Acho tão lindo quando descobrimos que não somos estas pessoas iluminadas que imaginamos ser. Temos uma tendência a repudiar nossas partes feias, desbocadas e julgadoras, tão essenciais de todos nós. Envergonhar-se de si é uma forma de buscarmos mudança. Sem reconhecer nossas falhas, não nos esforçaremos para fazer diferente. E mesmo assim, é preciso aprender que apesar de nossos esforços, muitas e muitas vezes, iremos fracassar e ter de começar tudo de novo outra vez. Porque não somos assim tão incríveis quanto achamos que somos.
Escrevo isso e me lembro de alguns versos do poeta Mario Quintana, “esse estranho que mora no espelho (e é tão mais velho do que eu) olha-me de um jeito, de quem procura adivinhar quem sou”. Tão difícil de responder isso. A autoanálise é uma conversa consigo mesmo, com o compromisso de que não seja um simples bate-papo, mas com o intuito de descobrir em si o desconhecido. E sim, em nossos diálogos internos, por vezes, somos mais sinceros do que nas conversas com os outros. Digo isso, porque volta e meia me pego falando sozinha, assim como você que me lê. Apesar de parecer uma conversa unilateral é entre eu e mim. E, antes que alguém ache estranho, aposto que você tem um grupo no WhatsApp de você com você mesmo.
Conversar consigo, pensar-se e refletir sobre quem se é e o que se tem feito é nos responsabilizarmos pelas nossas atitudes. Quando nós pensamos, nos deparamos com partes nossas que são impulsivas, horrendas, _________, infantis, maldosas, ciumentas e insuportáveis. É verdade que mergulhar no mais profundo de nós traz _____ tona monstros, mas também revela uma capacidade humana de tentar ser melhor da próxima vez.
Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Sentir-se ocupado atende a uma demanda de culpa comum
O fato ocorreu. Uma aluna de um curso livre reclamou que tivera uma massagem pela manhã, minha palestra sobre arte depois do almoço e, ainda, enfrentaria um jantar com amigas à noite. Fazia ar de cansada. Um dia com três compromissos! Eu soltei uma ironia: “Não sei como a senhora aguenta”. Ela sorriu e leu como solidariedade minha frase. Mais tarde, pensei que minha resposta era filha de uma inveja ressentida. Eu ministrava 64 aulas por semana, inclusive aos sábados à tarde. Tinha de prepará-las e deslocar-me pela cidade. Se me oferecessem uma jornada com massagem matinal, lindas imagens numa sala climatizada à tarde e comida de forma abundante à noite, eu teria um dia livre e feliz. A senhora, em questão, sentia genuíno esgotamento.
Cansaço é relativo. Diz respeito às potências do sujeito e dos seus hábitos. Quem dá 64 aulas por semana olha para alguém que leciona 30 como um quase vagabundo. Existem especificidades também: há pessoas que vão ao supermercado e entram em coma, logo em seguida. O curioso não parece estar na variedade infinita do gênero humano, todavia no fato de que quase todo mundo se considera muito ocupado.
Meu pai trabalhou bastante. Houve um momento em que ele cursava Direito em Porto Alegre, lecionava latim, português em escolas maristas e era vereador em São Leopoldo (RS). Estudava nos ônibus. Emagrecia devido ao esforço. Depois, já com o título jurídico, atendia até a noite. Dizia a todos: “Minha agenda é por minuto”. Era verdade pelas audiências, viagens, consultas e compromissos. Passaram-se os anos, ele se concentrou apenas no escritório, abandonou o magistério e a política. Casal tradicional, ele nada fazia no nosso lar. Minha mãe providenciava tudo. Nos últimos dez anos da sua existência, deixou de advogar e entrou no merecido descanso. Curiosidade: a expressão “minha agenda é por minuto” permaneceu. Aos 75 anos, seus compromissos eram ler jornais, alimentar-se, ir à missa e jogar xadrez. O dia se esgarçava, lânguido. Sua consciência de homem atarefado sobreviveu. Morreu tranquilo, sem grandes atividades. Entrou na eternidade, com os minutos contados e agenda imaginária repleta. A família adotou com ironia o lema paterno: repetimos “minha agenda é por minuto” para lembrar nosso amado pai e a relatividade da fala.
Sentir-se ocupado atende a uma demanda de culpa comum. Temos a dificuldade que a aristocracia superou há séculos: existir sem compromissos. Melhor – a nobreza entende como agenda o que a classe trabalhadora imagina ser lazer.
Volto à minha simpática aluna, paulista quatrocentona. Cada atividade implica preparar-se, vestir-se, ocupar a mente e enfrentar um novo ambiente. Eu entendo como compromisso de fato o que gera dinheiro. Não nasci duque. Um jantar está em escaninho diferente no cérebro. Para ela e para a Condessa Viúva da série Downton Abbey (feita pela genial Maggie Smith), emerge a dúvida: o que é um fim de semana? Todos os dias são tomados de jantares, eventos, aulas. Interessante: se alguém desejar marcar algo para a próxima semana, ela responderá como o mais ocupado dos pediatras de um posto do SUS: “Não posso!” Agenda é uma concepção psíquica e cultural.
Exagero? Você já se encontrou com alguém que assume o ócio, afirma que nada faz e diz que possui o tempo todo livre? Deve ser alguém raro... Tente marcar um teatro para hoje à noite. Todos dirão que é muito em cima da hora, mesmo não tendo quaisquer compromissos no horizonte. Quase todos nos consideramos extremamente ocupados. E ainda ficamos ao celular nos elevadores para deixar claro ao mundo que a vida nos absorve por completo.
Sim, eu sei, querida leitora e estimado leitor, vocês têm muitos afazeres. Quem trabalha fora enfrenta o caos do mundo. Quem fica em casa descobre uma rotina de Penélope, a rainha da Ítaca que tinha de tecer todo dia e desfazer à noite o realizado. Uma casa é um buraco negro de tempo. Apesar disso, já pararam para pensar que sempre alegamos mais ocupações do que, de fato, temos? Identifico um discurso que nem sempre se casa com o real. É considerado chique no mundo da glamourização do cansaço (denunciada por Byung-Chul Han) andar rápido e consultar o celular como se nele houvesse os códigos das armas nucleares. Sim, somos atarefados. A pergunta: por que aumentamos ainda mais nossa ocupação? Do que nos defendemos quando encarnamos a figura do ser sem tempo para coisa alguma?
Convidei no fim da tarde um casal querido para um happy hour. Meu amigo respondeu: “Com prazer, desde que você não nos considere fáceis”. Aparentemente, ter tempo para a felicidade pode ser visto com desconfiança, pois a pessoa poderá ser classificada como “fácil”. Acredite: existe gente que, podendo, aceita um convite no dia e permite-se a alegria sem medo do julgamento. Tenho esperança em gente fácil. Os difíceis podem ter problemas cardíacos bem mais cedo... Boa semana para ocupados e para felizes.
Autor: Leandro Karnal - Estadão (adaptado).
TEXTO PARA QUESTÃO.
Aqui está uma loucura!
Com insistência preocupante, ouço esta queixa ao tentar conversar com colegas ou contatar virtualmente pessoas que ocupam cargos de destaque em empresas. Whats não respondidos, e-mails esquecidos. Estes comportamentos estão além da falta de gentileza, bem o sei. As demandas são múltiplas, os dias encurtaram, escorrendo entre os dedos. Tanto por fazer e as horas se apresentam líquidas, como os sentimentos. Precisamos dar um jeito, pensei, ao ver um caramujo atravessando a estrada para seguir sua trajetória. Lento, lento... uma lição de respeito ao tempo de cada um. Ao observá-lo, dei-me conta da nossa infidelidade ao que é natural. Em consequência, estamos falando com renovada ênfase em saúde mental. A própria expressão parece nos exaurir, pois tende a despertar, mesmo provisoriamente, uma espécie de traição à serenidade e ao bem-estar.
Há, sim, um tímido movimento visando resgatar a quietude interior. No limite do estresse, clamamos por uma possibilidade de sobrevivência. A alma dilacerada pede socorro. Mas a cura virá de dentro para fora. É difícil, pois implica em mudanças de grande dimensão e o cérebro resiste. Porém, no momento em que os benefícios se mostram, é uma decisão sem volta. Temos inúmeros recursos à disposição, bastando apenas frear um pouco nossos projetos de ascensão profissional. Sim, eu sei, muitas vezes deixa de ser uma escolha: é uma imposição externa e manter-se fiel a princípios individuais pode significar nos tornarmos dispensáveis. No entanto, é necessário perguntar-se: tudo isso está me trazendo alegria? A vida, curta para os apressados, envia seus sinais quando escolhemos mal. Fazemos de conta que nem é conosco. A consequência será uma desordem emocional com efeitos desastrosos.
Há vários anos faço terapia com o intuito de ter alguém próximo para me auxiliar _____ tomar as melhores resoluções. E recorro aos amigos, meu maior patrimônio. Eles me ajudam a permanecer no norte da existência. Reavaliar constantemente os propósitos passou a ser uma disciplina diária, sob risco de seguir conceitos ou repetir atitudes que me alienam. Leio poesia e dedico os finais de tarde para bons encontros. Sou um discípulo fiel do filósofo Espinosa, um entusiasta em avaliar a qualidade do ser pelas suas escolhas. Amo o que faço e mais ainda se deixo de realizar algo sob pressão, respondendo assim ao chamado da serenidade. Gosto do progresso e da evolução, mas dedico-me ____ expansão da consciência. Tento ser um homem parcialmente liberto de preconceitos, extraindo do passado lições _____ serem postas em prática no futuro. Com humildade, caminho sem pressa para chegar ao lugar que desejo.
Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
TEXTO PARA QUESTÃO.
Aqui está uma loucura!
Com insistência preocupante, ouço esta queixa ao tentar conversar com colegas ou contatar virtualmente pessoas que ocupam cargos de destaque em empresas. Whats não respondidos, e-mails esquecidos. Estes comportamentos estão além da falta de gentileza, bem o sei. As demandas são múltiplas, os dias encurtaram, escorrendo entre os dedos. Tanto por fazer e as horas se apresentam líquidas, como os sentimentos. Precisamos dar um jeito, pensei, ao ver um caramujo atravessando a estrada para seguir sua trajetória. Lento, lento... uma lição de respeito ao tempo de cada um. Ao observá-lo, dei-me conta da nossa infidelidade ao que é natural. Em consequência, estamos falando com renovada ênfase em saúde mental. A própria expressão parece nos exaurir, pois tende a despertar, mesmo provisoriamente, uma espécie de traição à serenidade e ao bem-estar.
Há, sim, um tímido movimento visando resgatar a quietude interior. No limite do estresse, clamamos por uma possibilidade de sobrevivência. A alma dilacerada pede socorro. Mas a cura virá de dentro para fora. É difícil, pois implica em mudanças de grande dimensão e o cérebro resiste. Porém, no momento em que os benefícios se mostram, é uma decisão sem volta. Temos inúmeros recursos à disposição, bastando apenas frear um pouco nossos projetos de ascensão profissional. Sim, eu sei, muitas vezes deixa de ser uma escolha: é uma imposição externa e manter-se fiel a princípios individuais pode significar nos tornarmos dispensáveis. No entanto, é necessário perguntar-se: tudo isso está me trazendo alegria? A vida, curta para os apressados, envia seus sinais quando escolhemos mal. Fazemos de conta que nem é conosco. A consequência será uma desordem emocional com efeitos desastrosos.
Há vários anos faço terapia com o intuito de ter alguém próximo para me auxiliar _____ tomar as melhores resoluções. E recorro aos amigos, meu maior patrimônio. Eles me ajudam a permanecer no norte da existência. Reavaliar constantemente os propósitos passou a ser uma disciplina diária, sob risco de seguir conceitos ou repetir atitudes que me alienam. Leio poesia e dedico os finais de tarde para bons encontros. Sou um discípulo fiel do filósofo Espinosa, um entusiasta em avaliar a qualidade do ser pelas suas escolhas. Amo o que faço e mais ainda se deixo de realizar algo sob pressão, respondendo assim ao chamado da serenidade. Gosto do progresso e da evolução, mas dedico-me ____ expansão da consciência. Tento ser um homem parcialmente liberto de preconceitos, extraindo do passado lições _____ serem postas em prática no futuro. Com humildade, caminho sem pressa para chegar ao lugar que desejo.
Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
Telemedicina: avanços e desafios na integração da tecnologia à prática médica
A telemedicina, definida como o uso de tecnologias de comunicação e informação para fornecer cuidados de saúde à distância, tem se tornado uma ferramenta essencial na modernização dos sistemas de saúde globais. Desde sua implementação inicial, que remonta ao uso do telégrafo e do rádio para transmítir informações médicas, a telemedicina evoluiu significativamente, sendo potencializada pelo advento da internet e de tecnologias digitais avançadas. Essa prática ganhou relevância particular durante a pandemia de COVID-19, em que a necessidade de manter o distanciamento social impulsionou sua adoção em uma escala sem precedentes.
A pandemía de COVID-19, em particular, acelerou o processo de adoção da telemedicina em todo o mundo. As restrições impostas pela necessidade de isolamento social e o aumento da demanda por serviços de saúde forçaram muitos países a implementar rapidamente sistemas de telemedicina, mesmo onde anteriormente havia resistência ou regulamentações limitantes. No Brasil, a telemedicina foi regulamentada de forma emergencial em 2020, com a finalidade de garantir o atendimento a pacientes sem expô-los ao risco de contágio.
O conceito de telemedicina abrange uma ampla gama de aplicações, desde consultas simples por videoconferência até o monitoramento remoto de pacientes crônicos e intervenções cirúrgicas robóticas. A sua importância reside em sua capacidade de transformar a prática médica tradicional. Ela tem se tornado cada vez mais essencial no contexto global de saúde, especialmente diante das demandas crescentes por acessibilidade, qualidade e eficiência nos serviços médicos e pode proporcionar conveniência e acessibilidade para pacientes que precisam receber cuidados médicos sem a necessidade de deslocamento físico, economizando tempo e custos associados ao transporte e ao tempo de espera. Além disso, o uso de plataformas digitais reduz a sobrecarga de hospitais e clínicas, permitindo que os profissionais de saúde se concentrem em casos mais graves, o que melhora a eficiência do sistema como um todo.
A telemedicina está redesenhando o panorama da saúde global. Seu futuro depende de como os desafios atuais serão enfrentados e de como as novas tecnologias serão integradas de maneira ética e inclusiva.
Fonte: LUZ, M. R. M. ef al Telemedicina: avanços e desafios na integração da tecnologia à prática médica. Revista Contemporânea, vol.4, n". 10, 2024 (com adaptações).
1ª parte :Depreende-se do trecho que a mera sofisticação instrumental das plataformas digitais, por si só, é insuficiente para garantir o sucesso da telemedicina. 2ª parte. :A conclusão do texto proleta um cenário de interdependência entre o desenvolvimento técnico e o vetor social, sugerindo que o avanço da telemedicina deve ser acompanhado pela democratização do acesso. 3ªparte: Atribui-se à telemedicina um papel ativo e transformador na contemporaneidade, caracterizando-a como um vetor de reconfiguração estrutural da saúde em escala mundial.
Pode-se afirmar que:
I. A expressão “e sim” (3º parágrafo) estabelece uma relação de adição.
II. A expressão “Além disso” (5º parágrafo) serve para acrescentar uma informação relativa ao que já foi dito.
III. A palavra “segundo” (2º parágrafo) poderia ser substituída por “conforme” sem alterar o sentido da frase.
Está CORRETO o que se afirma:
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Brasil cria centro para pesquisar novos insumos farmacêuticos a partir da biodiversidade
O Brasil lançou na primeira semana de julho um centro de pesquisa dedicado a desenvolver Insumos Farmacêuticos Ativos (lFAs) a partir da biodiversidade brasileira, na tentativa de reduzir, no longo prazo, a dependência do país de matérias-primas importadas para fabricar medicamentos. Apesar do anúncio, ainda não há previsão de quando as pesquisas poderão resultar em novos medicamentos ou qual será o impacto concreto na redução da dependência brasileira de IFAs importados.
Segundo os responsáveis pela iniciativa, os quatro primeiros anos serão dedicados às etapas iniciais de desenvolvimento das moléculas, antes dos testes em seres humanos e da fase de produção industrial, que dependerá de parcerias com empresas.
O Centro de Competência em IFA a partir da Biodiversidade Brasileira (CC-IFABR) será instalado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), com R$ 60 milhões da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Ministério da Saúde. A proposta é identificar, em plantas, animais e microrganismos brasileiros, moléculas com potencial para virar medicamento.
O problema que o centro tenta resolver é conhecido do setor: hoje, mais de 90% dos IFAs usados pela indústria farmacêutica brasileira são importados — e, em alguns segmentos, essa dependência chega a 95%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi). Embora grande parte dos remédios vendidos no país seja fabricada aqui, é o IFA — a substância responsável pelo efeito terapêutico — que costuma vir de fora.
Nos próximos quatro anos, o CC-IFABR não vai desenvolver medicamentos completos nem produzir remédios para o Sistema Único de Saúde (SUS). O trabalho ficará concentrado nas etapas iniciais da pesquisa: identificar moléculas da biodiversidade brasileira com potencial terapêutico, aperfeiçoá-las e realizar os estudos pré-clínicos necessários para comprovar segurança e eficácia — a fase que antecede os testes em seres humanos. As duas primeiras áreas de pesquisa serão tratamentos contra o câncer, com foco em imunoterapia, e terapias para infecções emergentes.
Segundo Daniela Trivella, coordenadora do CC-IFABR no CNPEM, dois projetos já estão em andamento: um investiga uma molécula obtida de uma planta da Caatinga com potencial para estimular o sistema imunológico contra tumores; o outro busca desenvolver, a partir de um microrganismo, uma molécula para o tratamento da sepse — infecção generalizada que pode levar à falência de órgãos.
Depois dessa fase, ainda será preciso realizar testes em seres humanos, obter aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e desenvolver processos capazes de fabricar esses medicamentos em escala industrial.
Segundo Alvaro Prata, presidente da Embrapii, o objetivo do centro é atuar nas etapas anteriores ao desenvolvimento industrial, preparando moléculas e processos até um estágio em que possam ser assumidos pela indústria farmacêutica. Por isso, ainda não há estimativa de quando as pesquisas poderão resultar em produtos disponíveis no mercado nem qual será o impacto concreto na redução da dependência brasileira de IFAs importados.
Fonte: https://gl.globo.com/saude/noticia/2026/01/03/brasil-cria-centro-para-produzir-insumos-farmaceuticos-e-reduzir-dependencia-do-exterior-projeto-nao-tem-prazo-nem-meta-definidos.ghtml (adaptado)
O nome já diz: servir. A palavra público refere-se a todos. Então, o servidor é de todos, não importa quem seja. Trata-se de um profissional de todos, de forma indiscriminada, não importa a classe social, o gênero ou o nível intelectual do cidadão.
Mas é urgente destacar e reforçar a importância da profissionalização do servidor público. A própria Constituição Federal de 1988 preceitua que os serviços prestados por estes profissionais devem atender aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
Além disso, o servidor público precisa estar atento às demandas da sociedade. Uma delas é a necessidade de incorporar práticas ambientais, sociais e de governança a fim de mitigar os impactos ambientais globais. Ou seja, trazer para o setor público algo que já é realidade na iniciativa privada há muitos anos: o ESG (Environmental, Social and Governance).
Contudo, cada vez mais desvalorizados, há quem desista de seguir carreira nesse setor. E, com o envelhecimento da população, estima-se que, no futuro, a demanda na área pública será enorme. Segundo levantamento feito pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), a carência de profissionais na rede pública federal pode chegar a 655 mil em 2050, 17% superior ao contingente em atividade hoje.
Caso essa projeção se confirme daqui uns anos, o serviço que já sofre com vários problemas, tende a piorar ainda mais com a falta de recursos humanos qualificados. A missão está longe de ser fácil, mas sabemos que não é impossível de ser cumprida e desempenhada com zelo e dedicação conforme ordena a Lei nº 8.027. Afinal de contas, os avanços na profissionalização da gestão pública começam com o respeito às normas editadas pelo Poder Público. [...]
Disponível em: https://cfa.org.br/servidor-publico-um-profissional-a-servico-da-sociedade-brasileira/. Acesso em: 4 mai. 2026.
Ao analisar os aspectos estruturais que sinalizam a organização e a sequência lógica dos parágrafos do fragmento do texto, é correto afirmar que