Questões de Concurso
Comentadas sobre coesão e coerência em português
Foram encontradas 9.116 questões
Leia o texto para responder às questões de 1 a 5.
Vacina anticâncer para cães dobra a taxa de sobrevivência dos animais
Com tratamentos convencionais como quimioterapia, cachorros com certos tipos de câncer têm 35% mais chances de sobreviver por um período extra de um ano. Com uma nova vacina anticâncer, essa probabilidade sobe para 60% – praticamente o dobro.
Os resultados foram publicados na revista Translational Oncology em 2021, mas só foram divulgados em 5 de março pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos. O tratamento é uma forma de imunoterapia e está atualmente sob revisão pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
A vacina foi submetida a múltiplos ensaios clínicos ao longo dos últimos oito anos. Ela foi aplicada inclusive no golden retriever Hunter, de 11 anos, que, também passou por quimioterapia e, dois anos após seu diagnóstico inicial, não apresenta mais sinais de câncer.
O cachorro brincalhão que trabalhava antes como cão de resgate em locais de desastres agora vive com apenas três patas. Ele passou por uma amputação da pata dianteira esquerda após ser diagnosticado com osteossarcoma, forma de câncer ósseo que mata mais de 65% dos cães que aflige dentro de 12 meses.
“Cães, assim como humanos, desenvolvem câncer espontaneamente; eles crescem, metastatizam e mutam, assim como os cânceres humanos”, diz em comunicado um dos desenvolvedores da vacina, Mark Mamula, professor de reumatologia na Escola de Medicina de Yale.
O especialista conta que perdeu seu próprio cachorro para um câncer inoperável há cerca de 11 anos atrás. “Se pudermos fornecer algum benefício, algum alívio – uma vida sem dor – esse é o melhor resultado que poderíamos ter”, ele afirma.
Resultados promissores
Hunter recebeu sua primeira dose da vacina antes de sua cirurgia de amputação. A segunda dose veio antes do cachorro iniciar a quimioterapia e depois ele ainda recebeu um reforço.
Até agora, mais de 300 cães foram tratados com o imunizante durante uma série de ensaios clínicos, que ainda estão em andamento em 10 locais nos EUA e Canadá. Os resultados mostraram que a vacina cria anticorpos que encontram e se ligam a tumores, interferindo com as vias de sinalização responsáveis pelo crescimento tumoral.
Além de aumentar a taxa de sobrevivência de um ano após a vacinação, o tratamento também reduz os tumores em muitos dos cães. Por enquanto, a intervenção só se aplica a cachorros que já foram diagnosticados com câncer, mas, no futuro, os cientistas esperam descobrir se isso poderá ser aplicado para reduzir a incidência de tumores em cães saudáveis.
Mark Mamula criou uma empresa chamada TheraJan, que deve produzir eventualmente a vacina. “Recebo muitos e-mails de proprietários de cães gratos que foram informados de que seus animais de estimação teriam semanas ou meses de vida, mas que agora estão dois ou três anos além de seu diagnóstico de câncer”, ele relata.
Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia /2024/03/vacina-anti-cancer-para-caes-dobra-ataxa-de-sobrevivencia-dos-animais.ghtml>
No quinto parágrafo do texto, em “(...) eles crescem, metastatizam e mutam (...)”, o pronome pessoal é utilizado para se referir aos:
Leia o texto para responder às questões de 1 a 5.
Solidários na porta
Vivemos a civilização do automóvel, mas atrás do volante de um carro o homem se comporta como se ainda estivesse nas cavernas. Antes da roda. Luta com seu semelhante pelo espaço na rua como se este fosse o último mamute. Usando as mesmas táticas de intimidação, apenas buzinando em vez de rosnar ou rosnando em vez de morder.
O trânsito em qualquer grande cidade do mundo é uma metáfora para a vida competitiva que a gente leva, cada um dentro do seu próprio pequeno mundo de metal tentando levar vantagem sobre o outro, ou pelo menos tentando não se deixar intimidar. E provando que não há nada menos civilizado que a civilização. Mas há uma exceção. Uma pequena clareira de solidariedade no jângal. É a porta aberta. Quando o carro ao seu lado emparelha com o seu e alguém põe a cabeça para fora, você se prepara para o pior. Prepara a resposta. “É a sua!” Mas pode ter uma surpresa.
— Porta aberta!
— O quê?
Você custa a acreditar que nem você nem ninguém da sua família está sendo xingado. Mas não, o inimigo está sinceramente preocupado com a possibilidade da porta se abrir e você cair do carro.
A porta aberta determina uma espécie de trégua tácita. Todos a apontam. Vão atrás, buzinando freneticamente, se por acaso você não ouviu o primeiro aviso. “Olha a porta aberta!” é como um código de honra, um intervalo nas hostilidades. Se a porta se abrir e você cair mesmo na rua, aí passam por cima. Mas avisaram. Quer dizer, ainda não voltamos ao estado animal.
VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Considere o excerto a seguir para responder às questões 2 e 3:
Vivemos a civilização do automóvel, mas atrás do volante de um carro o homem se comporta como se ainda estivesse nas cavernas. Antes da roda. Luta com seu semelhante pelo espaço na rua como se este fosse o último mamute.
O elemento mencionado no excerto a que se refere o pronome “este” é:
Leia o texto para responder às questões de 1 a 5.
Solidários na porta
Vivemos a civilização do automóvel, mas atrás do volante de um carro o homem se comporta como se ainda estivesse nas cavernas. Antes da roda. Luta com seu semelhante pelo espaço na rua como se este fosse o último mamute. Usando as mesmas táticas de intimidação, apenas buzinando em vez de rosnar ou rosnando em vez de morder.
O trânsito em qualquer grande cidade do mundo é uma metáfora para a vida competitiva que a gente leva, cada um dentro do seu próprio pequeno mundo de metal tentando levar vantagem sobre o outro, ou pelo menos tentando não se deixar intimidar. E provando que não há nada menos civilizado que a civilização. Mas há uma exceção. Uma pequena clareira de solidariedade no jângal. É a porta aberta. Quando o carro ao seu lado emparelha com o seu e alguém põe a cabeça para fora, você se prepara para o pior. Prepara a resposta. “É a sua!” Mas pode ter uma surpresa.
— Porta aberta!
— O quê?
Você custa a acreditar que nem você nem ninguém da sua família está sendo xingado. Mas não, o inimigo está sinceramente preocupado com a possibilidade da porta se abrir e você cair do carro.
A porta aberta determina uma espécie de trégua tácita. Todos a apontam. Vão atrás, buzinando freneticamente, se por acaso você não ouviu o primeiro aviso. “Olha a porta aberta!” é como um código de honra, um intervalo nas hostilidades. Se a porta se abrir e você cair mesmo na rua, aí passam por cima. Mas avisaram. Quer dizer, ainda não voltamos ao estado animal.
VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Considere o excerto a seguir para responder às questões 2 e 3:
Vivemos a civilização do automóvel, mas atrás do volante de um carro o homem se comporta como se ainda estivesse nas cavernas. Antes da roda. Luta com seu semelhante pelo espaço na rua como se este fosse o último mamute.
Na primeira sentença do excerto, a conjunção “mas” desempenha um papel relacionado à coesão textual. Trata-se de um recurso coesivo:
Leia o texto para responder às questões de 1 a 9.
Aprender piano melhora memória, movimento e percepção sensorial
Cientistas acompanharam alunas de piano e constataram que aprender o instrumento afeta regiões do cérebro responsáveis por movimento, sensações e memória. Alguns estudos já se propuseram a observar o impacto desse aprendizado, mas eles geralmente eram curtos e faziam apenas uma varredura cerebral.
A nova pesquisa, realizada pelo Instituto Nencki de Biologia Experimental, na Polônia, seguiu 24 mulheres destras, com idade média de 20 anos, no aprendizado de piano – foram mais de 6 meses, com 13 aulas de 45 minutos e 4 horas semanais de prática. Elas tinham um professor que mostrou técnicas básicas e ensinou oito peças musicais.
Os cientistas fizeram quatro exames de ressonância magnética em quatro momentos específicos: depois de 1, de 6, de 13 e de 26 semanas de treino. O objetivo era escanear o cérebro das participantes e acompanhar seu progresso conforme as músicas ficavam mais difíceis. Dentro da máquina de ressonância, elas tinham que tocar, em um minitecladinho, aquilo que aprenderam.
As varreduras mostraram que várias áreas cerebrais ficaram mais ativas. Entre elas, os córtices auditivos, envolvidos no processamento de sons, e os córtices motores, envolvidos no planejamento e execução de movimentos. É esperado: ao tocar piano, você está inconscientemente prestando atenção na harmonia e tempo entre as notas, além de cautelosamente avaliar a posição das suas mãos e de seus dedos.
Contudo, o grau de atividade variou ao longo das 26 semanas. As partes relacionadas à audição não mudaram tanto, mas nos córtices motores ela diminuiu muito. Segundo os pesquisadores, isso também é esperado: uma redução na atividade cerebral quer dizer que aquela função foi otimizada. Conforme praticam, as pianistas ganham mais fluidez de movimento.
Os exames também revelaram que aprender a tocar piano ativa inicialmente outras áreas do cérebro: como o cerebelo e os gânglios de base, responsáveis pela coordenação motora e movimentos voluntários, e partes do córtex parietal, que integram diferentes tipos de informação sensorial, como o tato. Eles também apontaram maior ativação no hipocampo, envolvido na memória.
A atividade nessas áreas diminuiu conforme as alunas progrediram musicalmente, o que sugere que esses processos neurais ficaram cada vez mais otimizados. Assim como elas ficaram melhores no piano, podendo tocar músicas mais complicadas, sua memória e coordenação também ficaram mais treinadas.
Revista Superinteressante. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/aprenderpiano-melhora-memoria-movimento-e-percepcao-sensorial/
No excerto “Eles também apontaram maior ativação no hipocampo, envolvido na memória.”, o pronome pessoal retoma o elemento:
O dono do livro
Li outro dia um fato real narrado pelo escritor moçambicano Mia Couto. Ele disse que certa vez chegou em casa no fim do dia, já havia anoitecido, quando um garoto humilde de 16 anos o esperava sentado no muro. O garoto estava com um dos braços para trás, o que perturbou o escritor, que imaginou que pudesse ser assaltado.
Mas logo o menino mostrou o que tinha em mãos: um livro do próprio Mia Couto. Esse livro é seu? perguntou o menino. Sim, respondeu o escritor. Vim devolver. O garoto explicou que horas antes estava na rua quando viu uma moça com aquele livro nas mãos, cuja capa trazia a foto do autor.
O garoto reconheceu Mia Couto pelas fotos que já havia visto em jornais. Então perguntou para a moça: Esse livro é do Mia Couto?. Ela respondeu: É. E o garoto mais que ligeiro tirou o livro das mãos dela e correu para a casa do escritor para fazer a boa ação de devolver a obra ao verdadeiro dono.
Uma história assim pode acontecer em qualquer país habitado por pessoas que ainda não estejam familiarizadas com os livros – aqui no Brasil, inclusive. De quem é o livro? A resposta não é a mesma de quando se pergunta: “Quem escreveu o livro?”.
O autor é quem escreve, mas o livro é de quem lê, e isso de uma forma muito mais abrangente do que o conceito de propriedade privada – comprei, é meu. O livro é de quem lê mesmo quando foi retirado de uma biblioteca, mesmo que seja emprestado, mesmo que tenha sido encontrado num banco de praça.
O livro é de quem tem acesso às suas páginas e através delas consegue imaginar os personagens, os cenários, a voz e o jeito com que se movimentam. São do leitor as sensações provocadas, a tristeza, a euforia, o medo, o espanto, tudo o que é transmitido pelo autor, mas que reflete em quem lê de uma forma muito pessoal. É do leitor o prazer. É do leitor a identificação. É do leitor o aprendizado. É do leitor o livro.
Dias atrás gravei um comercial de rádio em prol do Instituto Estadual do Livro em que falo aos leitores exatamente isso: os meus livros são os seus livros. E são, de fato. Não existe livro sem leitor. Não existe. É um objeto fantasma que não serve pra nada.
Aquele garoto de Moçambique não vê assim. Para ele, o livro é de quem traz o nome estampado na capa, como se isso sinalizasse o direito de posse. Não tem ideia de como se dá o processo todo, possivelmente nunca entrou numa livraria, nem sabe o que é tiragem.
Mas, em seu desengano, teve a gentileza de tentar colocar as coisas em seu devido lugar, mesmo que para isso tenha roubado o livro de uma garota sem perceber.
Ela era a dona do livro. E deve ter ficado estupefata. Um fã do Mia Couto afanou seu exemplar. Não levou o celular, a carteira, só quis o livro. Um danado de um amante da literatura, deve ter pensado ela. Assim são as histórias escritas também pela vida, interpretadas a seu modo por cada dono.
MEDEIROS, Martha. JORNAL ZERO HORA. Revista O
Globo.
“Mulheres devem ser maioria entre médicos no País já a partir deste ano
Segundo CFM, são médicas 49,92% dos profissionais e ligeira vantagem masculina deve acabar neste ano; desde 2009, elas lideram médicas elas entre egressos de cursos de Medicina
Elas representam mais de 49% dos profissionais em atuação no Brasil. Na cidade de São Paulo, já são maioria”.
I- Os termos “mulheres” e “médicas” constituem uma cadeia coesiva em torno do tema central do texto.
II- A repetição do termo “elas”, mencionado no fragmento o duas vezes, é um recurso linguístico inadequado, haja vista que provoca repetição desnecessária.
III- O emprego do termo “elas” constitui uma retomada pronominal importante na recuperação de termos já mencionados.
IV- O emprego do termo “elas” constitui uma retomada por hipônimo, ou seja, de um termo geral para um específico, recurso que colabora para a interligação das partes do texto.
V- No fragmento “Na cidade de São Paulo, já são maioria”, há uma elipse do referente, recurso coesivo também importante na construção textual.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
A Organização das Nações Unidas apresentou hoje o projeto de uma universidade global de matrícula gratuita [...] e cuja aulas são dadas através da Internet [...]. As despesas que os alunos vão ter serão uma matrícula (entre 15 e 50 dólares, dependendo do país) e 10 a 100 dólares por cada exame.
Disponível em: <https://visao.pt/exameinformatica/noticiasei/mercados/2009-01-05-onu-lanca-universidade-global-online-e-gratuita/. Acesso em: 20 jun. 2024.
No tocante à coerência textual, o texto apresenta
A cantora Madonna fez um show recheado de hits na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Com 26 músicas, Madonna passeou por seus 40 anos de carreira, com direito a provocações, sucessos históricos, homenagens ao Brasil e questionamentos. Para um público estimado em 1,5 milhão de pessoas, a Rainha do Pop fez um dos shows mais grandiosos de sua trajetória.
Disponível em:https://www.metropoles.com/entretenimento/musica/madonna-leva-multidao-ao-delirio-em-show-no-rio-de-janeiro . Acesso em: 20 jun. 2024
Considerando a coesão textual, os componentes em destaque caracterizam exemplos de coesão
Texto para as questões de 01 a 03
No título III, capítulo IV, artigo 29, da Constituição Federal de 1988, temos a seguinte redação:
“O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos:
I. eleição do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, para mandato de quatro anos, mediante pleito direto e simultâneo realizado em todo o País;
II. eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizada no primeiro domingo de outubro do ano anterior ao término do mandato dos que devam suceder, aplicadas as regras do art. 77, no caso de Municípios com mais de duzentos mil eleitores;
III. posse do Prefeito e do Vice-Prefeito no dia 1º de janeiro do ano subsequente ao da eleição;
[...]”
FONTE: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
Em “que a promulgará”, o termo em destaque recupera:
Leia o texto para responder a esta questão.
Genyx aposta em tradução do “Juridiquês Solar” para ajudar integradores a implantar sistemas zero grid
A coordenadora jurídica da Genyx, Priscila Santos, contou à PV Magazine sobre criação de um passo a passo de como realizar a solicitação de homologação e registro do sistema Zero Grid junto à Cemig.
A necessidade de facilitar a compreensão do “juridiquês” da regulação do setor solar para os integradores diante das suas constantes mudanças é um dos focos de Priscila Santos, coordenadora jurídica da Genyx, distribuidora mineira de equipamentos fotovoltaicos. A ideia é oferecer suporte aos clientes da empresa em relação aos desafios do setor, como é o caso dos problemas de inversão de fluxo de potência em sistemas fotovoltaicos em geração distribuída. Neste cenário, a Genyx oferece como alternativa que permite o controle da injeção de energia, o sistema com inversor “zero grid”, ou grid zero.
“Atualmente, o principal obstáculo enfrentado no mercado de micro e minigeração distribuída é a emissão de orçamentos de conexão, que frequentemente incluem a informação de que a distribuidora identificou que determinado projeto pode causar inversão de fluxo de potência em sua rede. Isso estabelece que a conexão só será possível se a injeção de energia ocorrer em condições específicas determinadas pela distribuidora”, diz Priscila. [...]
A executiva explica que a homologação desses sistemas junto à distribuidora continua sendo necessária, porque mesmo que um sistema não injete energia, ele ainda atua em paralelismo com a rede. Portanto, é importante comunicar à distribuidora as características e dados de funcionamento do sistema para garantir que não haja perturbações na rede elétrica pública. A homologação é essencial também para garantir a segurança e o correto funcionamento do sistema de energia solar, além de cumprir com as normas e regulamentos estabelecidos. [...]
Com mais de 10 anos de experiência na área de gestão empresarial, Priscila foi convidada pela Genyx a participar de processos que envolviam a regulamentação do setor solar. Quando a executiva começou a estudar o tema e passou a produzir conteúdos para as redes sociais, acabou tendo a ideia do ‘Juridiquês Solar’, o que inspirou o guia para os integradores. Ela garante que “o maior desafio foi sair do juridiquês e começar a conversar na língua do segmento empresarial, apontando os riscos técnicos e jurídicos associados às operações em andamento”.
De acordo com a demanda, diz a executiva, a Genyx poderá oferecer suporte aos clientes da empresa em relação aos desafios do setor e trabalhar em cooperação junto a outras distribuidoras do país.
NERIS, A. Genyx aposta em tradução do “Juridiquês Solar” para ajudar integradores a implantar sistemas zero grid. PV Magazine, 16 de abril de 2024. Fragmento adaptado de: <https://www.pv-magazinebrasil.com/2024/04/16/genyx-aposta-em-traducao-do-juridiques-solar-para-ajudar-integradores-a-implantar-sistemas-zero-grid/.> Acesso em: 17 abr. 2024.
No texto, encontram-se alguns fragmentos sublinhados. Considerando esses destaques, qual tipo de coesão o texto apresenta?
Texto para os itens de 1 a 7.
1 Na Grécia Antiga, três séculos antes de Cristo, foi
fundada a Escola Estoica. O ideal de seus seguidores era
viver “de acordo com a natureza”, e assumir uma atitude
4 impassível e racional diante dos acontecimentos, fossem
eles marcados pela dor ou pelo prazer. Séculos mais
tarde, de acordo com os valores da cultura judaico-cristã,
7 a dor passou a ser encarada como forma de redimir os
pecados intrínsecos à espécie humana, ou como castigo
pelos erros cometidos. Prova disso está nas súplicas — “A
10 vós suplicamos gemendo e chorando neste vale de
lágrimas” —, ou na ira divina ao punir a desobediência
de Eva no Paraíso: “Entre dores darás à luz os filhos”.
13 Nem os poetas escaparam dessa postura de aceitação
da dor— “Ser mãe é padecer no Paraíso” — como mal
necessário a caminho da redenção.
16 Sob o enfoque da medicina moderna, porém,
a dor é um sinal de alarme e o sofrimento que provoca,
além de absolutamente inútil, debilita o organismo e
19 compromete a qualidade de vida. Mas nem sempre
se pensou assim. Durante muito tempo, as faculdades de medicina e
de enfermagem não capacitaram os
22 alunos para lidar com a dor, fosse ela aguda ou crônica,
e muitos médicos estão despreparados para enfrentar
esse desafio, apesar dos avanços tecnológicos e na área
25 da farmacologia. Não estamos nos referindo aqui às
dores mais leves que passam com a administração de
analgésicos comuns, mas às dores agudas e crônicas, que
28 requerem tratamento mais agressivo e especializado.
Hoje, infelizmente, a despeito de todo o
progresso terapêutico, essas dores ainda não recebem a
31 abordagem necessária e estão se transformando em um
problema de saúde pública no Brasil.
Internet: <www.drauziovarella.uol.com.br>(com adaptações).
Em relação à pontuação do período do texto “Não estamos nos referindo aqui às dores mais leves que passam com a administração de analgésicos comuns, mas às dores agudas e crônicas, que requerem tratamento mais agressivo e especializado” (linhas de 25 a 28), uma alteração que manteria a coerência e a correção gramatical do trecho seria a inserção de vírgula após
Texto para os itens de 1 a 7.
1 Na Grécia Antiga, três séculos antes de Cristo, foi
fundada a Escola Estoica. O ideal de seus seguidores era
viver “de acordo com a natureza”, e assumir uma atitude
4 impassível e racional diante dos acontecimentos, fossem
eles marcados pela dor ou pelo prazer. Séculos mais
tarde, de acordo com os valores da cultura judaico-cristã,
7 a dor passou a ser encarada como forma de redimir os
pecados intrínsecos à espécie humana, ou como castigo
pelos erros cometidos. Prova disso está nas súplicas — “A
10 vós suplicamos gemendo e chorando neste vale de
lágrimas” —, ou na ira divina ao punir a desobediência
de Eva no Paraíso: “Entre dores darás à luz os filhos”.
13 Nem os poetas escaparam dessa postura de aceitação
da dor— “Ser mãe é padecer no Paraíso” — como mal
necessário a caminho da redenção.
16 Sob o enfoque da medicina moderna, porém,
a dor é um sinal de alarme e o sofrimento que provoca,
além de absolutamente inútil, debilita o organismo e
19 compromete a qualidade de vida. Mas nem sempre
se pensou assim. Durante muito tempo, as faculdades de medicina e
de enfermagem não capacitaram os
22 alunos para lidar com a dor, fosse ela aguda ou crônica,
e muitos médicos estão despreparados para enfrentar
esse desafio, apesar dos avanços tecnológicos e na área
25 da farmacologia. Não estamos nos referindo aqui às
dores mais leves que passam com a administração de
analgésicos comuns, mas às dores agudas e crônicas, que
28 requerem tratamento mais agressivo e especializado.
Hoje, infelizmente, a despeito de todo o
progresso terapêutico, essas dores ainda não recebem a
31 abordagem necessária e estão se transformando em um
problema de saúde pública no Brasil.
Internet: <www.drauziovarella.uol.com.br>(com adaptações).
O referente do pronome “eles” (linha 5) no texto é
STJ na luta contra o juridiquês
Por Superior Tribunal de Justiça
- Se o idioma oficial do Brasil é o português, a língua predominante na Justiça, ao longo dos
- tempos, tem sido o "juridiquês" – uma mistura de palavreado técnico com estilo rebuscado e
- doses abundantes de termos em latim, muito .... gosto dos profissionais do direito, mas de difícil
- compreensão para o público leigo.
- No dia ___ dia dos processos, uma norma que se aplica a situações passadas tem efeito ex
- tunc; a repetição de uma situação jurídica é bis in idem; e, se for apenas para argumentar,
- pode-se dizer ad argumentandum tantum. E nem só de latim vive a complicação: denúncia virou
- exordial increpatória; inquérito policial, caderno indiciário; petição inicial, peça incoativa.
- Ciente da importância da informação para o exercício da cidadania, o Superior Tribunal de
- Justiça (STJ) tem adotado, ao longo do tempo, uma série de medidas para levar o conhecimento
- sobre as decisões judiciais para além dos profissionais especializados, tornando mais abrangente
- sua comunicação com a sociedade – o que inclui a opção por uma linguagem bem diferente
- daquela que se consagrou no cotidiano forense.
- A mais recente iniciativa da corte nessa direção foi o lançamento de uma nova ferramenta
- em seu portal na internet, destinada a facilitar a compreensão dos julgamentos pelo público não
- familiarizado com a linguagem jurídica: agora, as notícias trazem um resumo simplificado, que
- apresenta o ponto principal da matéria em termos acessíveis para o leigo e está disponível em
- um ícone logo abaixo do título de cada texto.
- A medida está alinhada com as diretrizes do Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem
- Simples, lançado em dezembro de 2023 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas integra
- uma política de aproximação com o cidadão que o STJ já vem seguindo há bastante tempo.
- A simplificação da linguagem é uma preocupação constante da Secretaria de Comunicação
- Social (SCO), em respeito à Política de Comunicação Institucional do STJ, especialmente ao
- disposto em seus artigos 11 e 13, que exigem clareza, precisão, qualidade e acessibilidade na
- divulgação de informações sobre as decisões, a jurisprudência, os serviços, os projetos e as
- ações da corte.
- Atenta ___ necessidades de democratização da informação, a SCO tem apresentado, em
- suas diferentes plataformas, produtos que facilitam a compreensão da atividade jurisdicional
- pelo público não especializado.
- O Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples materializa os esforços para atender
- a Estratégia Nacional do Poder Judiciário 2021-2026, especificamente no que diz respeito à
- adoção de uma linguagem direta e compreensível pelo público leigo, tanto nas decisões judiciais
- quanto nas comunicações em geral.
- Ao anunciar o pacto durante o 17º Encontro Nacional do Poder Judiciário, em Salvador, o
- ministro Luís Roberto Barroso – presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ –
- apontou a relevância de aprimorar ___ comunicação com os jurisdicionados. "A linguagem
- codificada e inacessível torna-se um instrumento de e...clusão; precisamos ser capazes de usar
- uma linguagem mais compreensível e inclusiva para todas as pessoas", declarou.
- O pacto dispõe que o uso de vocabulário técnico não deve representar uma barreira ao
- entendimento das decisões judiciais. Assim, simplificar a linguagem nas decisões, sem deixar de
- lado a precisão técnica, passa a ser mais um dos desafios da magistratura para ampliar o acesso
- à Justiça e à informação – direitos previstos na Constituição Federal de 1988.
(Disponível em: www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2024/24032024-STJ-na-luta-contra-o-juridiques-e-por-uma-comunicacao-mais-eficiente-com-a-sociedade.aspx – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego de elementos coesivos, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Na linha 13, o pronome demonstrativo “daquela” substitui a palavra “linguagem” (l. 12), que está elíptica.
( ) Na linha 21, o pronome relativo “que” tem como referente a palavra “cidadão” (l. 21).
( ) Na linha 24, o pronome relativo “que” tem como referente a palavra “artigos” (l. 24).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
O desmatamento em terras indígenas na Amazônia brasileira provocou a emissão de 96 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) entre 2013 e 2021. Desse total, 59% foram emitidos nos últimos três anos analisados (2019- 2021), quando houve intensificação da devastação, mostrou uma pesquisa liderada por brasileiros, divulgada na revista Scientific Reports. A emissão fez, nessas áreas, o papel de “sequestrador de carbono” da floresta.
Disponível em: <https://agenciabrasil.ebc.com.br/>. Acesso em: 18 abr. 2024, com adaptações.
No texto, de modo a manter a coerência da informação, é correto substituir a forma verbal “provocou” por
Meio ambiente é o conjunto de elementos, processos e dinâmicas biológicos, físicos e químicos que criam condições e mantêm a vida no planeta Terra, compreendendo também os seres humanos e as dinâmicas sociais, culturais e econômicas. O meio ambiente é composto pela biosfera, hidrosfera, atmosfera e litosfera. É dele que retiramos os elementos essenciais para a nossa sobrevivência, como água, ar, alimentos e matérias-primas, um dos motivos pelos quais a sua conservação se faz tão importante.
Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/meio-ambiente>. Acesso em: 2 maio 2024, com adaptações.
No período “um dos motivos pelos quais a sua conservação se faz tão importante”, o pronome sublinhado refere-se à (ao)
Texto I
Os desafios das mulheres que começam em casa e se consolidam na política
Somados à dupla/tripla jornada, há a desigualdade de gênero e o assédio, em todos os ambientes
1 Todos os anos fazemos pesquisas sobre as mulheres para monitorar o avanço ou o retrocesso nesse
tema relevante.
Há mudanças? Há! Mas numa escala e velocidade tão menores do que é necessário que, não raro, temos
que lutar contra o desânimo. Como mudar? Os processos são lentos, mas reside nos programas e
5 políticas públicas o caminho mais eficiente para a universalização de mudanças.
E elas, as políticas, têm acontecido? Sim, mas os mecanismos de dissuasão e as malandragens têm sido
mais eficientes. O ditado do crime que compensa muitas vezes se materializa nesses casos. Com isso
levamos mais tempo — ou perdemos mais tempo — para transformações inexoráveis. Por exemplo: os
partidos políticos são obrigados a ter 30% de candidatas mulheres e investir a mesma proporção do fundo
10 partidário em candidatas. Na última eleição, várias artimanhas foram constatadas para burlar a regra, com
candidaturas laranja para, na realidade, canalizar recursos para o partido e candidaturas masculinas.
Resultado das eleições municipais de 2020: em números redondos, dos 56 mil vereadores eleitos,
somente 9.000 (16%) são mulheres e 47 mil (84%), homens. A sub-representação das mulheres atrasa a
definição de políticas que promovem equidade de gênero.
15 Na pesquisa do Instituto Cidades Sustentáveis/Rede Nossa São Paulo, realizada pelo Ipec na cidade de
São Paulo, duas em cada três mulheres declaram ter sofrido algum tipo de assédio: gestos, olhares
incômodos e comentários invasivos. O lugar onde mais ocorrem é no transporte coletivo, seguido do
ambiente de trabalho. O fato de sabermos que há assédio e onde ocorre contribui para a construção de
soluções. A partir daí é questão de conscientização e decisão política.
20 Os registros de violência contra mulheres aumentaram 700% de 2016 para 2023. Eram 1.276 casos e,
agora, são 9.150. Os números não garantem que os casos aumentaram porque podem indicar a enorme
subnotificação de um passado regido pelo medo e que, paulatinamente, se altera devido ao encorajamento
proporcionado pelo ganho de consciência.
Quando a pergunta é como enfrentar a violência, quase a metade responde: aumentar a punição. Em
25 seguida vêm as medidas protetivas e as campanhas de comunicação. Idealmente, os políticos deveriam
criar políticas para causas comuns e de interesse público, pois representam a população como um todo.
Mas uma maior representação feminina na Câmara de Vereadores ajudaria muito nessas mudanças. Hoje,
a câmara de São Paulo tem 23% de mulheres. Das capitais, Porto Alegre é a que apresenta o maior
percentual de vereadoras, 30%, e Campo Grande, o menor (3%).
30 No mundo da política, as mulheres estão sub-representadas, lembrando que são 51,5% da população
brasileira. No governo Bolsonaro, eram 13% do ministério e, no atual governo Lula, 29%. Na alta liderança
do poder público, elas são 34%.
No mundo empresarial não é diferente — as mulheres também são sub-representadas: 38% ocupam
cargos de liderança, sendo que somente 6% são mulheres negras e 17% são CEOs. No que diz respeito a
35 salários, elas recebem 22% a menos do que homens na mesma função.
A divisão de tarefas domésticas segue desigual. Quatro em cada dez lares de São Paulo têm mulheres
como totalmente responsáveis pela maior parte dos afazeres: limpar a casa, preparar refeições e lavar a
louça são as tarefas mais citadas. Aos homens cabem a manutenção da casa e a retirada do lixo. A
diferença de percepção sobre a divisão de tarefas merece registro: para 32% das mulheres, os serviços
40 são divididos igualmente, mas entre os homens esse percentual sobe para 50%. Aparece aqui o
machismo ainda latente de nossa sociedade.
Dados da União Interparlamentar mostram que o Brasil ocupa a posição 143 entre 188 países no que diz
respeito à quantidade de deputadas no parlamento nacional (18%), o que dá a medida do quão atrasados
estamos se comparados a outros países.
45 Em 2024 temos eleições municipais, momento de olhar as propostas de candidatas e candidatos. Temos
hoje 658 prefeitas (12%) nas 5.570 cidades brasileiras. Diante dessa desigualdade, saber o que propõem
para reduzir a violência e o assédio, aumentar as oportunidades para as mulheres e avançar na equidade
de gênero nas cidades pode ser, sim, parâmetro para a definição do voto.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jorge-abrahao/2024/03/os-desafios-das-mulheres-que-comecam-em-casa-e-se-consolidam-na-politica.shtml. Texto adaptado.
De acordo com o Texto I, responda às questões de números 1 a 8.
A coesão por elipse acontece pela omissão de um termo sem que se comprometa a clareza da oração, pois ele pode ser facilmente subentendido. Em “Diante dessa desigualdade, saber o que propõem...” (l. 46), a elipse do sujeito da forma verbal “propõem” retoma:
Leia o texto para responder às questões de 1 a 6.
Daqui a 25 anos
Perguntaram-me uma vez se eu saberia calcular o Brasil daqui a vinte e cinco anos. Nem daqui a vinte e cinco minutos, quanto mais vinte e cinco anos. Mas a impressão-desejo é a de que num futuro não muito remoto talvez compreendamos que os movimentos caóticos atuais já eram os primeiros passos afinando-se e orquestrando-se para uma situação econômica mais digna de um homem, de uma mulher, de uma criança. E isso porque o povo já tem dado mostras de ter maior maturidade política do que a grande maioria dos políticos, e é quem um dia terminará liderando os líderes. Daqui a vinte e cinco anos o povo terá falado muito mais.
Mas se não sei prever, posso pelo menos desejar. Posso intensamente desejar que o problema mais urgente se resolva: o da fome. Muitíssimo mais depressa, porém, do que em vinte e cinco anos, porque não há mais tempo de esperar: milhares de homens, mulheres e crianças são verdadeiros moribundos ambulantes que tecnicamente deviam estar internados em hospitais para subnutridos. Tal é a miséria, que se justificaria ser decretado estado de prontidão, como diante de calamidade pública. Só que é pior: a fome é a nossa endemia, já está fazendo parte orgânica do corpo e da alma. E, na maioria das vezes, quando se descrevem as características físicas, morais e mentais de um brasileiro, não se nota que na verdade se estão descrevendo os sintomas físicos, morais e mentais da fome. Os líderes que tiverem como meta a solução econômica do problema da comida serão tão abençoados por nós como, em comparação, o mundo abençoará os que descobrirem a cura do câncer.
LISPECTOR, C. 4 descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.
Analise os excertos a seguir, retirados do texto, e assinale a alternativa em que ocorre um pronome demonstrativo, que atua como elemento de coesão referencial.