Questões de Concurso
Comentadas sobre coesão e coerência em português
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O termo "do qual"
é um elemento que estabelece coesão textual ao referir-se ao trecho anteriormente expresso: "conjunto de regras de valores supremos"
. O pronome masculino singular "ele"
está sendo empregado como recurso coesivo que retoma o termo antecedente "povo"
Em "a estabelecida”
, subentende-se, como recurso de coesão textual, a elipse da palavra "forma", citada na linha 4. Pelos sentidos do texto, a substituição de "à época"
seja por nessa época, seja por naquela época preserva a coesão textual e a correção gramatical do texto. É verdade que já nos anos 50 numerosos estudos haviam demonstrado que fumar provoca câncer, enfisema, ataque cardíaco e muitas outras doenças, mas a estratégia de defesa adotada pela indústria do tabaco foi a do contra-ataque: de um lado contratava técnicos para criticar a metodologia empregada nessas pesquisas; de outro, pressionava os meios de comunicação para garantir que não fossem divulgadas.
Artigo XX. O mandato da Diretoria será de 4 (quatro) anos, contados da data da Assembléia que os elegeu.
Analise o segmento sublinhado e marque com V para assertiva verdadeira e com F para falsa. Assinale, a seguir, a seqüência correta.
( ) As normas gramaticais de concordância do padrão culto da língua portuguesa permitem que se empregue o pronome pessoal no feminino singular.
( ) A concordância do pronome pessoal, no caso, é dita ideológica, isto é, faz-se com a idéia de "diretoria" e não com a forma da palavra, que está no singular.
( ) Ficam mantidas as mesmas relações de referência do texto original se o pronome pessoal for flexionado no masculino singular.
( ) A. Em seu Parecer, já enviado ao Tribunal Superior Eleitoral, em que responde à Consulta nº 1062, está expresso o entendimento de que o Parecer da AGU viola o artigo 73, VI, "a", da Lei 9.504/97.
( ) B. O subprocurador-geral da República, com aprovação do vice-procurador-geral eleitoral, contesta a posição da Advocacia Geral da União (AGU) que permite a liberação de recursos para obras e serviços iniciados nos três meses que antecedem as eleições municipais.
( ) C. O subprocurador-geral da República conclui, então, que "o tão-só posicionamento liberalizante de verbas em período vedado por lei está a merecer o conhecimento da presente consulta e sua resposta negativa para prevenir eventuais equívocos de interpretação, passíveis de quebra do princípio isonômico que deve presidir o embate eleitoral".
( ) D. Tal dispositivo legal proíbe aos agentes públicos "realizar transferência voluntária de recursos da União aos Estados e Municípios, e dos Estados aos Municípios, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados os recursos destinados a cumprir obrigação formal preexistente para execução de obra ou serviço em andamento e com cronograma pré-fixado, e os destinados a atender situações de emergência e de calamidade pública".
(Adaptado de www.mpu.gov.br/noticias/ - 05/07/2004)
Estudos e o senso comum mostram que a carga genética exerce uma forte influência nas características pessoais a que damos o nome de talento. Traços de personalidade como temperamento afável ou agressivo, senso de organização e facilidade para lidar com questões abstratas - só para citar alguns - vêm, por assim dizer, impressos no DNA de cada um.
(Adaptado de Ariel Kostman, Revista VEJA, 30/06/2004, p. 98)
(Baseado em Graça Aranha)
de um texto escrito por Ângela Lacerda para a Agência Estado.
Julgue-os quanto à correção gramatical.
o domínio de conhecimentos específicos mas também a
capacidade de adaptação rápida e assimilação de novas
informações de um mundo em constante transformação. Essa
constatação altera a dinâmica do processo ensino-aprendizagem
que privilegia o ensino de conteúdos, partindo do pressuposto de
que, quanto mais profundo e extenso for o conhecimento do aluno
sobre o conteúdo, mais preparado ele estará para prosseguir no
ensino universitário e, portanto, melhor será o seu desempenho
acadêmico ou profissional.
Em cada um dos itens a seguir, julgue se o trecho apresentado
constitui uma seqüência lógica das idéias apresentadas no texto
acima.
o domínio de conhecimentos específicos mas também a
capacidade de adaptação rápida e assimilação de novas
informações de um mundo em constante transformação. Essa
constatação altera a dinâmica do processo ensino-aprendizagem
que privilegia o ensino de conteúdos, partindo do pressuposto de
que, quanto mais profundo e extenso for o conhecimento do aluno
sobre o conteúdo, mais preparado ele estará para prosseguir no
ensino universitário e, portanto, melhor será o seu desempenho
acadêmico ou profissional.
Em cada um dos itens a seguir, julgue se o trecho apresentado
constitui uma seqüência lógica das idéias apresentadas no texto
acima.
diplomata, em entrevista concedida à revista Istoé, à pergunta:
O Brasil ainda pode ser classificado como país periférico?
Julgue-os quanto aos processos coesivos, à pontuação e à
regência.
As regras anunciadas pela UnB (Universidade de
Brasília) para seu programa de cotas raciais para negros e
pardos dão bem a medida da inconsistência desse sistema. Os
candidatos que pretendem beneficiar-se das cotas serão
fotografados "para evitar fraudes".
Uma comissão formada por membros de movimentos
ligados à questão da igualdade racial e por "especialistas no
tema" decidirá se o candidato possui a cor adequada para
usufruir da prerrogativa.
Para além do fato de que soa algo sinistra a criação de
comissões encarregadas de avaliar a "pureza racial" de alguém,
faz-se oportuno lembrar que, pelo menos para a ciência, o
conceito de raça não é aplicável a seres humanos. Os recentes
avanços no campo da genômica, por exemplo, já bastaram para
mostrar que pode haver mais diferenças genéticas entre dois
indivíduos brancos do que entre um branco e um negro. (...)
Esta Folha se opõe à política de cotas por entender que
nenhuma forma de discriminação, nem mesmo a chamada
discriminação positiva, pode ser a melhor resposta para o grave
problema do racismo. A filosofia por trás das cotas é a de que
se pode reparar uma injustiça através de outra, manobra que
raramente dá certo. (...)
(Folha de S. Paulo. 22/03/2004, p. A-2)
A finalidade maior de todo processo judicial é chegar a
uma sentença que condene o réu, quando provada a culpa, ou
o absolva, no caso de ficar evidenciada sua inocência ou se
nada vier a ser efetivamente comprovado contra ele. O
pressuposto é o de que, em qualquer dos casos, a sentença
terá sido justa. Mas nem sempre isso ocorre. O caminho
processual é ritualístico, meticuloso, repleto de cláusulas, de
brechas para interpretação subjetiva, de limites de prazos, de
detalhes técnicos - uma longa jornada burocrática, em suma,
em que pequenos subterfúgios tanto podem eximir de
condenação um culpado como penalizar um inocente. Réus
poderosos contam com equipes de advogados particulares
experientes e competentes, ao passo que um acusado sem recursos
pode depender de defensores públicos mal remunerados
e indecisos quanto à melhor maneira de conduzir um processo.
No limite, mesmo os réus de notória culpabilidade,
reincidentes, por exemplo, em casos de corrupção, acabam por
colecionar o que cinicamente chamam de "atestados de
inocência", sucessivamente absolvidos por força de algum
pequeno ou mesmo desprezível detalhe técnico. Quanto mais
burocratizados os caminhos da justiça, maior a possibilidade de
que os "expedientes" das grandes "raposas dos tribunais" se
tornem decisivos, em detrimento da substância e do mérito
essencial da ação em julgamento. A burocracia dos tortuosos
caminhos judiciais enseja a vitória da má-fé e do oportunismo,
em muitos casos; em outros, multiplica entraves para que uma
das partes torne evidente a razão que lhe assiste.
(Domiciano de Moura)
Acaba de chegar a Massachussets um grupo de
adolescentes sudaneses que viajaram diretamente da Idade da
Pedra, ou quase, para a América do século XXI. São cinco mil
refugiados, que estão sendo distribuídos pelos EUA. Para
muitos, a viagem de avião é a primeira experiência em um
transporte motorizado.
Qual será o maior estranhamento para esses
jovens? A neve e a calefação? Os celulares? A Internet? (...)
O susto virá da quantidade de leis formais
detalhadas e explícitas que regram a vida americana, enquanto
a vida da tribo era regrada por poucas normas quase sempre
implícitas - ou seja, pela confiança de todos numa moral
comum tácita.
Nossas leis tornam-se cada vez mais detalhadas,
pois há a idéia de que um código exaustivo garantiria o
funcionamento de uma comunidade justa. De fato, essa
proliferação revela a angústia de uma cultura insegura de suas
opções morais. Por sermos indigentes morais, compilamos uma
casuística da qual esperamos que diga exatamente o que fazer
em cada circunstância. O dito legalismo da sociedade
americana, tão freqüentemente denunciado, é apenas o sinal
dessa indigência.
A tentativa de animar uma comunidade por uma
lengalenga de leis testemunha a fraqueza do vínculo social. Não
podemos confiar numa inspiração moral compartilhada, por isso
inventamos regras para ter, ao menos, muitas obrigações
comuns.
(Contardo Calligaris, Terra de ninguém. S. Paulo: Publifolha,
2004, pp. 66/68)
Evitam-se as desagradáveis repetições do período acima substituindo-se os segmentos sublinhados, respectivamente, por
O sabiá sempre foi o pássaro escolhido por poetas
e compositores brasileiros para representar o país.
Já ganhou versos de alguns dos maiores artistas nacionais:
de Gonçalves Dias, em sua "Canção do exílio", a
5 Tom Jobim e Chico Buarque, em "Sabiá", passando por
Luiz Gonzaga, na canção também chamada "Sabiá".
Tamanho currículo capacitou o passarinho de peito
alaranjado a ser considerado a ave nacional do Brasil,
desbancando uma concorrente de peso: a ararajuba,
10 com suas vistosas penas verdes e amarelas.
Um decreto assinado pelo Presidente da República
confirmou que o Dia da Ave é 5 de outubro e informou que
"o centro de interesse para as festividades desse dia será
o sabiá, como símbolo representativo da fauna ornitológica
15 brasileira e considerado popularmente Ave Nacional do
Brasil."
- A ave nacional de um país não pode ser escolhida
em razão da cor da bandeira - afirma o ornitólogo
Johan Dalgas Frisch, presidente da ONG Associação de
20 Preservação da Vida Selvagem e um dos maiores cabos
eleitorais do passarinho. - Ela representa o folclore, a
música, a poesia, a alma do povo. E não existe qualquer
música com ararajuba, poesia alguma.
Dalgas Frisch lembra ainda que, se a ararajuba
25 fosse indicada ave nacional, correria o risco de ser
extinta:
- Uma ararajuba vale hoje cerca de US$ 5 mil
entre os traficantes de animais. Se fosse ave nacional,
passaria a valer uns US$ 50 mil. Acabaria sendo extinta
30 e não representaria o espírito poético e folclórico da
nação.
O Brasil, com 1.667 espécies de aves, era um dos
poucos países a não ter ave nacional. A águia de cabeça
branca, nos Estados Unidos, simboliza a união de todos
35 os estados. Já o robim, na Grã-Bretanha, foi escolhido
por ter inspirado William Shakespeare. Na Argentina, a
ave nacional é o hornero (joão-de-barro), que representa
o gaúcho dos pampas.
A campanha de Frisch para que o sabiá se tornasse
40 ave nacional tem mais de 35 anos. Remonta ao tempo
em que o então presidente Costa e Silva assinou um
decreto criando o Dia da Ave.
- Foram anos de luta, mas ganhamos a batalha e
ainda salvamos a ararajuba - comemora.
O Globo, 23 nov. 2002 (com adaptações)
O sabiá sempre foi o pássaro escolhido por poetas
e compositores brasileiros para representar o país.
Já ganhou versos de alguns dos maiores artistas nacionais:
de Gonçalves Dias, em sua "Canção do exílio", a
5 Tom Jobim e Chico Buarque, em "Sabiá", passando por
Luiz Gonzaga, na canção também chamada "Sabiá".
Tamanho currículo capacitou o passarinho de peito
alaranjado a ser considerado a ave nacional do Brasil,
desbancando uma concorrente de peso: a ararajuba,
10 com suas vistosas penas verdes e amarelas.
Um decreto assinado pelo Presidente da República
confirmou que o Dia da Ave é 5 de outubro e informou que
"o centro de interesse para as festividades desse dia será
o sabiá, como símbolo representativo da fauna ornitológica
15 brasileira e considerado popularmente Ave Nacional do
Brasil."
- A ave nacional de um país não pode ser escolhida
em razão da cor da bandeira - afirma o ornitólogo
Johan Dalgas Frisch, presidente da ONG Associação de
20 Preservação da Vida Selvagem e um dos maiores cabos
eleitorais do passarinho. - Ela representa o folclore, a
música, a poesia, a alma do povo. E não existe qualquer
música com ararajuba, poesia alguma.
Dalgas Frisch lembra ainda que, se a ararajuba
25 fosse indicada ave nacional, correria o risco de ser
extinta:
- Uma ararajuba vale hoje cerca de US$ 5 mil
entre os traficantes de animais. Se fosse ave nacional,
passaria a valer uns US$ 50 mil. Acabaria sendo extinta
30 e não representaria o espírito poético e folclórico da
nação.
O Brasil, com 1.667 espécies de aves, era um dos
poucos países a não ter ave nacional. A águia de cabeça
branca, nos Estados Unidos, simboliza a união de todos
35 os estados. Já o robim, na Grã-Bretanha, foi escolhido
por ter inspirado William Shakespeare. Na Argentina, a
ave nacional é o hornero (joão-de-barro), que representa
o gaúcho dos pampas.
A campanha de Frisch para que o sabiá se tornasse
40 ave nacional tem mais de 35 anos. Remonta ao tempo
em que o então presidente Costa e Silva assinou um
decreto criando o Dia da Ave.
- Foram anos de luta, mas ganhamos a batalha e
ainda salvamos a ararajuba - comemora.
O Globo, 23 nov. 2002 (com adaptações)