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Questões de Concurso Comentadas sobre coesão e coerência em português

Foram encontradas 9.049 questões

Q787643 Português
O nascimento de uma nação
O Brasil, cinco séculos depois, ainda é uma nação em gestação. A desigualdade social e de gênero, a ignorância, o preconceito racial e sexual e a violência ainda mancham nossas estatísticas de potência econômica regional, e ainda vão fazê-lo por muitas décadas. O que vai nos tornar uma sociedade mais justa, rica e bem educada no futuro são as medidas corretivas e preventivas que tomarmos hoje em nossas casas, escolas, empresas e instituições sociais e governamentais.
Revista Istoé. Edição 2426, 03/0620/16 - Última Palavra - Milton Gamez.
O termo fazê-lo, destacado no texto, é uma forma verbal com pronome enclítico, que tem como referente  
Alternativas
Q786758 Português

                                   RESPEITO À DIVERSIDADE

A polêmica em torno do comercial do Boticário para o Dia dos Namorados, o debate a respeito da chegada de refugiados haitianos e africanos ao Brasil e as manifestações religiosas de católicos e evangélicos no dia de Corpus Christi são alguns fatos recentes que evidenciam a urgência de um exercício da diversidade no país. Se a população brasileira abriga segmentos que pensam diferente a respeito de religião, tradição, costumes, política e organização familiar, precisa encontrar caminhos para que essa multiplicidade cultural não gere conflitos nem comportamentos agressivos. Fatos recentes, especialmente os relacionados com as reações preconceituosas à acolhida aos haitianos, demonstram que ainda temos um longo caminho a percorrer.

No caso da propaganda dirigida ao 12 de junho, a intenção de exaltar o romantismo, considerando que todos os casais, héteros ou homoafetivos, têm esse direito, acabou por desencadear ataques à marca e à diversidade de gênero. A liberdade de manifestação foi contagiada por alguns exageros. Qualquer pessoa tem o direito de defender suas convicções, e essas devem ser respeitadas, se forem expressas no limite das leis e das regras de convivência. Ressalte-se também que nenhuma sociedade será homogênea a ponto de fazer com que todos pensem da mesma forma sobre os mais variados assuntos, especialmente na área dos costumes.

Ao contrário, é a diversidade de comportamentos e de pontos de vista que dá sentido a uma comunidade em que prevaleça o respeito à democracia. Tanto que ninguém deve ser submetido a constrangimentos por, supostamente, ser considerado conservador ou retrógrado em relação a inovações ou mudanças nas formas de relacionamento. O respeito, no entanto, somente será completo se for marcado pelo sentimento de reciprocidade. Diferentes, sob quaisquer aspectos, não podem ser discriminados pelo que pensam ou fazem. É mais do que uma imposição legal – é uma norma pétrea da convivência em sociedades civilizadas.

Além da Constituição e das leis, que regem a igualdade e os direitos individuais e coletivos, é indispensável pregar e exercitar a tolerância, para que todos possamos viver em paz com nossas crenças e nossas visões de mundo. Essa é uma missão educadora das comunidades, das famílias, das escolas e das instituições.

Disponível em:<http://wp.clicrbs.com.br> . Acesso em: 13 jul. 2016. [Adaptado] 

Considere o período: 

Se (1º) a população brasileira abriga segmentos que (2º) pensam diferente a respeito de religião, tradição, costumes, política e organização familiar, precisa encontrar caminhos para que (3º) essa multiplicidade cultural (4º) não gere conflitos nem comportamentos agressivos. 

Os elementos linguísticos destacados estabelecem as seguintes relações coesivas: 

Alternativas
Q784585 Português
Na corrida contra a demência

Gláucia Leal

        “Sorte daqueles que não têm de morrer”, diz um provérbio tibetano que, volta e meia, me vem à cabeça. A frase – ligeiramente irônica, já que a finitude é inevitável – tem, como contexto, a crença na lei de causas e consequências, segundo a qual teremos de nos haver com as repercussões de nossos atos, nossas intenções e nossas palavras – nesta ou em outras existências. E não porque tenhamos de ser castigados, mas sim porque prevalece a ideia de que nada nos acontece sem que, em algum momento, tenhamos criado as causas para isso. Fazendo uma releitura do ditado oriental, tomo a liberdade de dizer que teríamos sorte se não tivéssemos de envelhecer. Esse desfecho não é inevitável, claro, mas a alternativa também não parece nada atraente. Na maioria absoluta, ansiamos pela vida. Com o aumento dessa expectativa, o problema é chegarem também os “males” dos desgastes impostos pelo tempo. A demência, que nos rouba de nós mesmos, talvez seja um dos mais temidos.
        O mais prevalente desses quadros é a doença de Alzheimer. A patologia pode ter evoluído concomitantemente com a inteligência humana. Em artigo publicado no periódico científico bioRxiv, cientistas afirmaram ter encontrado evidências de que, entre 50 mil e 200 mil anos atrás, a seleção natural impulsionou mudanças em seis genes envolvidos no desenvolvimento cerebral, o que pode ter contribuído para aumentar a conectividade neuronal, tornando os humanos modernos mais inteligentes à medida que evoluíram de seus ancestrais hominídeos. Essa nova capacidade intelectual, porém, não veio sem custo: os mesmos genes estão implicados no Alzheimer. O geneticista Kun Tang, do Instituto de Ciências Biológicas de Xangai, na China, que liderou a pesquisa, especula que o distúrbio de memória se desenvolveu à medida que cérebros em processo de envelhecimento lutavam com novas demandas metabólicas impostas pela crescente inteligência.
        Mas essa é só uma parte da história: se a capacidade de aprender e memorizar nos penaliza, ela também acena com a possibilidade de afastar a manifestação do Alzheimer, às vezes por vários anos ou até por toda a vida. O neurocientista David A. Bennett, diretor do Centro Rush da Doença de Alzheimer em Chicago, um dos mais renomados pesquisadores na área, revela uma descoberta surpreendente: pessoas com a mesma condição cerebral podem apresentar estado mental completamente diferente. Enquanto uma perde a memória, outra se mostra lúcida e capaz. Ou seja, mais importante do que o estado físico dos tecidos é o uso que se faz deles, apesar dos danos.
        Para ganhar a corrida contra a demência, duas armas são fundamentais: afeto e exercício intelectual. Apostar no que faz bem, manter pessoas queridas por perto, cultivar relações de intimidade, cuidar de animais e se divertir, movimentar o corpo, passear, falar mais de um idioma e aprender coisas contribui para postergar o surgimento do Alzheimer e diminuir o número de anos que se passa doente no fim da vida. Curiosamente, parece que a prevenção está justamente no que tende a nos tornar mais felizes. 

Disponível em: <https://www.uol.com.br/ > . Acesso em:10 set. 2016. [Texto adaptado] 
Considere o trecho:
“Sorte daqueles que não têm de morrer”, diz um provérbio tibetano que, volta e meia, me vem à cabeça. A frase (1º) – ligeiramente irônica, já que a finitude é inevitável – tem, como contexto, a crença na lei de causas e consequências, segundo a qual teremos de nos haver com as repercussões de nossos atos, nossas intenções e nossas palavras – nesta ou em outras existências. E não porque tenhamos de ser castigados, mas sim porque prevalece a ideia de que nada nos acontece sem que, em algum momento, tenhamos criado as causas para isso (2º). Fazendo uma releitura do ditado oriental (3º), tomo a liberdade de dizer que teríamos sorte se não tivéssemos de envelhecer. Esse desfecho (4º) não é inevitável, claro, mas a alternativa também não parece nada atraente. Na maioria absoluta, ansiamos pela vida.
No que diz respeito aos elementos coesivos destacados, é correto afirmar:
Alternativas
Q779417 Português
Em benefício da clareza, aconselha-se correção de estrutura na qual ocorra frase fragmentada, inadequação observada em:
Alternativas
Q779416 Português
Projeto de lei dispõe sobre o direito da gestante ao conhecimento e a vinculação à maternidade onde receberá assistência no âmbito do Sistema Único de Saúde. Observadas a clareza da formulação e as prescrições da gramática normativa, é correta a seguinte assertiva sobre a frase acima:
Alternativas
Q779413 Português
A questão refere-se ao período que segue.
Assim que foram entregues os documentos das crianças ao funcionário que iria conferir os documentos, o funcionário pediu às crianças que permanecessem frente ao guichê 5, no guichê devolveria os documentos às crianças em meia hora. 
As repetições indesejáveis presentes na frase acima são eliminadas, em conformidade com a norma-padrão da língua, com a substituição dos segmentos destacados, respectivamente, por:
Alternativas
Q779412 Português
A questão refere-se ao texto que segue, trecho de discurso de um político, ao despedir-se da vida pública.
− Não há razão para tristeza quando o coração tem a sensação de dever cumprido. Ainda que eu tenha cultivado a humildade de reconhecer que fiz menos do que poderia e muito menos do que desejei fazer. Aqui não só plantei, colhi. Essa Casa sempre foi para mim uma terra fértil. Que a minha colhida possa ter saciado o desejo de democracia, soberania, justiça do povo brasileiro − disse o político, na largada do discurso.
(Adaptado de: Zero Hora zh.clicrbs.com.br/.../simon-faz-discurso-de-despedida-da-carreira-politica-4660469.ht...) 
Abaixo apresentam-se possíveis referências à despedida do político, veiculadas, hipoteticamente, no dia posterior ao do discurso. Relata-se de modo claro e correto, segundo a norma-padrão da língua, em:
Alternativas
Q779405 Português
A questão  refere-se ao texto que segue. 

É resumo de ideias do trecho acima, redigido de modo claro e gramaticalmente correto, o que se apresenta em:
Alternativas
Q779396 Português
A questão refere-se ao excerto abaixo reproduzido em itálico, de Nicolau Sevcenko, com adaptações. O que vem entre aspas constitui, a título de contextualização, trecho de apresentação da obra do autor, na sobrecapa do livro. 

“Tomando uma viagem de montanha-russa como sua imagem e inspiração básicas, o historiador e crítico da cultura Nicolau Sevcenko avalia a transição do século XX para o XXI como um processo de aceleração contínua. A força que impulsiona essa cadeia acelerada de mudanças é a aplicação dos conhecimentos científicos na criação de novas tecnologias. Iniciado com o desenvolvimento de poderosos recursos energéticos, como a eletricidade e os derivados do petróleo, esse processo atinge um clímax no momento atual, com a revolução microeletrônica e das comunicações por satélite e cabo de fibra óptica. Assim, a montanha-russa posta em marcha no início do século XX atinge agora um ponto extremo: chegamos ao XXI como quem entra para a vertigem do loop.” 

Levando em conta o contexto, é legítimo asseverar:
Alternativas
Q777485 Português
Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE a oração que segue:
Minha irmã deseja que nós ___________________________
Alternativas
Q777480 Português
Considere o texto a seguir para responder à questão.

A culpa não é da internet
Problemas modernos não são responsabilidade da tecnologia, mas do mau uso que fazemos dela 

São várias as queixas: estaríamos ficando superficiais, desatentos, desmemoriados, desinteressados. De quem é a culpa? Dizem que da internet, do mundo moderno, das novas tecnologias, disso tudo junto. Segundo alguns trabalhos publicados em livro e rapidamente alardeados pelos jornalistas, falta de atenção é consequência de janelas demais piscando no monitor, a abundância de informação é um convite à superficialidade, falta de memória é o “efeito Google”, falta de tempo é culpa de e-mails demais por responder. Para eles, nosso cérebro é vítima das circunstâncias modernas.
Eu discordo veementemente. Não vejo problema no que o mundo moderno faz com nosso cérebro – pelo contrário, só vejo coisas boas na facilidade de acesso a notícias, na facilidade de contato com amigos e parentes distantes, na profundidade de informação que hoje podemos obter. Para mim, o problema está em nós mesmos: em como nos deixamos sucumbir a tentações e imposições que nos são apresentadas através das novas tecnologias. 
Para começar, não vejo como “a internet” poderia reduzir nosso tempo de atenção sustentada e tornar nosso conhecimento superficial. É preciso muita atenção focada para passar horas ininterruptas em frente a videogames, e, além do mais, sites de busca, Wikipédia e jornais internacionais acessíveis às pontas dos seus dedos permitem a qualquer um se tornar um profundo conhecedor de política internacional ou biologia das fossas abissais sem sair de casa. Aprofundar-se ou surfar superficialmente é uma questão do uso que se escolhe fazer de um mundo inteiro, agora, navegável.
O mesmo se aplica à memória. A tecnologia nos permite terceirizar facilmente nossa memória, delegando-a à agenda do celular, que guarda nossos contatos, endereços e compromissos, e à memória coletiva da Wikipédia e tantos outros sites acessíveis via internet. Quem de fato ainda tenta memorizar números de telefone?
O problema é que, sem tentar, não há como memorizar o que quer que seja – e, sem exigir da sua memória, não há como mantê-la tinindo. A memória não depende de simples exposição à informação, e sim do processamento ativo dela, que precisa receber atenção, ser associada a outras informações, e ainda ser considerada importante pelo cérebro. Se não for importante, não entra para a memória. Portanto, não há como se lembrar de um número de telefone que você apenas o digitou em seu celular! 
Também não é verdade que a internet nos deixe desatentos ao fornecer “informação demais”. Nossa atenção já é limitada – e pelo próprio cérebro: só conseguimos nos concentrar em uma coisa de cada vez. Por causa dessa limitação, sempre há mais informação disponível do que conseguimos processar – e isso não é culpa da internet. Por outro lado, conhecendo essa limitação, quem tem problemas para se manter focado pode se ajudar reduzindo o número de tarefas disputando sua atenção a cada instante, por exemplo, reduzindo o número de janelas abertas em seu computador.
O mesmo vale para o e-mail, que acelerou a velocidade das trocas por escrito – e, ao contrário das predições catastróficas da época em que surgiu, hoje nos faz escrever mais do que anteriormente. Recebemos e-mails às dúzias por dia, muitos deles nos cobrando respostas imediatas. E aqui está mais um mau uso da tecnologia, culpa nossa: poder responder imediatamente a e-mails não significa ter de fazê-lo na hora, encorajando a cobrança alheia. Nossos problemas modernos não são culpa da tecnologia, mas do (mau) uso que fazemos dela 
Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/a_culpa_nao_e_da_intern et.html. Adaptado. 
No primeiro parágrafo, o pronome “eles”, remete a:
Alternativas
Q775162 Português
Há a substituição do elemento destacado pelo pronome incorreto em:
Alternativas
Q765530 Português

Texto para responder a questão a seguir.

 O que há de errado com a globalização?

“Não é possível ter hiperglobalização, democracia e soberania nacional ao mesmo tempo”, afirma Dani Rodrik, em The globalization paradox.

O Reino Unido decide sair da União Europeia (UE), depois de uma campanha inflamada contra a imigração. A xenofobia cresce no continente, às voltas com a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial. Nos Estados Unidos, Donald Trump leva a candidatura presidencial republicana com uma plataforma paranoica, que prevê proibir a entrada de muçulmanos no país, deportar 11 milhões de ilegais e erguer um gigantesco muro na fronteira com o México. Pela primeira vez desde a crise de 2008, a Organização Mundial do Comércio (OMC) registra, em 2015, queda no comércio global de mercadorias. O protecionismo se torna não apenas mais popular, mas também mais difícil de desarmar. Três em cada quatro das mais de 2.500 barreiras comerciais impostas desde 2008 continuam em vigor. O estoque cresce a um ritmo de quase 100 por ano, e as medidas de abertura de mercado mal as compensam. O que deu errado com a globalização? O livre-comércio não era o atalho mais rápido para o crescimento? Não era inevitável que o mundo se tornasse mais aberto, até alcançar o fluxo livre de mercadorias, serviços, dinheiro e até pessoas?

O plebiscito britânico mostra que não. Ele faz tremer a integração europeia, uma ideia que nasceu nos anos 1950 para evitar novas guerras e tragédias no continente. De início apenas econômico, o projeto ganhou forma política com a UE, em 1992. Era uma época em que a queda do Muro de Berlim e a globalização punham em questão as fronteiras e os Estados nacionais. A visão de mundo dominante pregava uma variante do seguinte discurso: “O Estado-nação é passado. As fronteiras desapareceram. A distância morreu. A Terra é plana. Nossas identidades não estão limitadas pelo lugar onde nascemos”. É assim, com certa ironia, que o economista turco Dani Rodrik, da Universidade Princeton, descreve os projetos de governança global, como a UE, em seu livro The globalization paradox: democracy and the future of the world economy (O paradoxo da globalização: democracia e o futuro da economia mundial). No mundo, a UE foi a instituição que levou mais longe, no plano político, o sonho global. Mas o Reino Unido sempre pensou diferente. “O interesse britânico na Europa sempre foi primariamente econômico”, dizia Rodrik já em 2011. “Sua abordagem minimalista diante da construção de instituições europeias contrasta agudamente com as metas federalistas mais ambiciosas, de França e Alemanha.”

(Helio Gurovitz, 26/06/2016. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/helio-gurovitz/noticia/2016/06/o-que-ha-de-errado-comglobalizacao.html. Fragmento.)

Uma possível sugestão de construção para a possível determinação expressa em “[...] que prevê proibir a entrada de muçulmanos no país [...]” (1º§) em que não haja contrariedade às regras gramaticais pode ser indicada em:
Alternativas
Q765528 Português

Texto para responder a questão a seguir.

 O que há de errado com a globalização?

“Não é possível ter hiperglobalização, democracia e soberania nacional ao mesmo tempo”, afirma Dani Rodrik, em The globalization paradox.

O Reino Unido decide sair da União Europeia (UE), depois de uma campanha inflamada contra a imigração. A xenofobia cresce no continente, às voltas com a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial. Nos Estados Unidos, Donald Trump leva a candidatura presidencial republicana com uma plataforma paranoica, que prevê proibir a entrada de muçulmanos no país, deportar 11 milhões de ilegais e erguer um gigantesco muro na fronteira com o México. Pela primeira vez desde a crise de 2008, a Organização Mundial do Comércio (OMC) registra, em 2015, queda no comércio global de mercadorias. O protecionismo se torna não apenas mais popular, mas também mais difícil de desarmar. Três em cada quatro das mais de 2.500 barreiras comerciais impostas desde 2008 continuam em vigor. O estoque cresce a um ritmo de quase 100 por ano, e as medidas de abertura de mercado mal as compensam. O que deu errado com a globalização? O livre-comércio não era o atalho mais rápido para o crescimento? Não era inevitável que o mundo se tornasse mais aberto, até alcançar o fluxo livre de mercadorias, serviços, dinheiro e até pessoas?

O plebiscito britânico mostra que não. Ele faz tremer a integração europeia, uma ideia que nasceu nos anos 1950 para evitar novas guerras e tragédias no continente. De início apenas econômico, o projeto ganhou forma política com a UE, em 1992. Era uma época em que a queda do Muro de Berlim e a globalização punham em questão as fronteiras e os Estados nacionais. A visão de mundo dominante pregava uma variante do seguinte discurso: “O Estado-nação é passado. As fronteiras desapareceram. A distância morreu. A Terra é plana. Nossas identidades não estão limitadas pelo lugar onde nascemos”. É assim, com certa ironia, que o economista turco Dani Rodrik, da Universidade Princeton, descreve os projetos de governança global, como a UE, em seu livro The globalization paradox: democracy and the future of the world economy (O paradoxo da globalização: democracia e o futuro da economia mundial). No mundo, a UE foi a instituição que levou mais longe, no plano político, o sonho global. Mas o Reino Unido sempre pensou diferente. “O interesse britânico na Europa sempre foi primariamente econômico”, dizia Rodrik já em 2011. “Sua abordagem minimalista diante da construção de instituições europeias contrasta agudamente com as metas federalistas mais ambiciosas, de França e Alemanha.”

(Helio Gurovitz, 26/06/2016. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/helio-gurovitz/noticia/2016/06/o-que-ha-de-errado-comglobalizacao.html. Fragmento.)

Para que as ideias se articulem em um todo significativo, é necessário que a coesão textual se faça presente por meio de alguns recursos. Acerca dos conectivos que funcionam como elos coesivos, permitindo a progressão textual, assinale a seguir o trecho selecionado em que, diferentemente dos demais, NÃO há ocorrência da estratégia de coesão referencial.
Alternativas
Q765387 Português
O texto adiante é reprodução do parágrafo inicial do artigo “Questões pendentes na configuração da política social: uma síntese”, da Professora Laura Tavares Soares, aposentada e ex-Pró-Reitora de Extensão da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Leia-o com atenção e responda à questão proposta a seguir. Para superarmos as marcas da desigualdade estrutural bem como as consequências da ‘modernização excludente’ provocada por políticas neoliberais, além da implementação das inevitáveis medidas de curto prazo no enfrentamento da miséria extrema, temos também a obrigação de pensar alguma perspectiva de futuro que comece a ser construída no presente. Nessa perspectiva, mais do que nunca, torna-se imperativo uma verdadeira POLÍTICA SOCIAL que deixe de ser residual e que represente, ela mesma, uma alternativa real de desenvolvimento que incorpore nos circuitos de cidadania aqueles que nem tão cedo terão condições de incorporar-se pelo ‘mercado’. Séries Caderno FLACSO nº 10. Rio de Janeiro, abril de 2014.
São diversos os recursos do idioma para o estabelecimento da coesão textual. Um deles é o da substituição de palavras ou expressões por termos equivalentes. Assim podemos afirmar que o termo provocada, em destaque no texto, refere-se, imediatamente, à(s):
Alternativas
Q764533 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

A sociedade do espetáculo

    Num admirável e recente livro de ensaios, a escritora Susan Sontag afirmou que “vivemos numa sociedade do espetáculo”. Segundo ela, cada situação deve ser transformada em espetáculo para ser real, ou seja, interessante para o público. A realidade perdeu o prestígio. A realidade só aparece representada de modo espetacular na mídia. A consequência disso é que os cidadãos da modernidade, consumidores da violência como espetáculo, adeptos da proximidade sem risco, se tornaram pessoas instruídas no cinismo.

    Mas quem são os cínicos? Os espectadores, os documentaristas da mídia? Ou, quem sabe, os próprios críticos da mídia? Para estes, é cômodo denunciar as imagens da violência culpando-as pelo que retratam. Ganham, assim, a suposta superioridade de quem estaria desmascarando um falso espetáculo, um truque em que todos caem. Com isso, a violência real acaba sendo poupada de qualquer condenação.

(Baseado em: CALLIGARIS, Contardo. Terra de Ninguém. S. Paulo: Companhia das Letras, 2004, p. 343)

Está clara, correta e coerente a redação deste livre comentário sobre o texto:
Alternativas
Q764460 Português

Um filme de viagem e de amor 

   O filme Viajo porque preciso, volto porque te amo, dirigido por Karim Aïnouz e Marcelo Gomes, foi rodado no interior de cinco estados do Nordeste. A ideia inicial dos dois cineastas era fazer um documentário sobre as feiras do sertão. Entre a primeira e a última filmagem houve uma interrupção de nove anos, e a montagem final é, de fato, uma ficção sobre a viagem e o amor, sem perder uma dimensão crítica sobre a sociedade brasileira. O filme transcende o registro do mero documento, transmite emoções ao espectador e convida-o a refletir sobre a região e as pessoas que nela vivem e trabalham. 
   Um dos achados do filme, cuja narração é conduzida pela voz de um geólogo, foi relacionar o estudo do solo com a desilusão amorosa. Uma sondagem no interior da terra árida tem como contraponto uma sondagem da alma das personagens. Como acontece com os bons romances, que se revelam com mais intensidade ao serem relidos, esse filme convida o espectador a assisti-lo duas vezes.
 

(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 134) 



Está clara, correta e coerente a redação da frase:
Alternativas
Q764381 Português
A frase redigida com correção e clareza encontra-se em:
Alternativas
Q764225 Português
Uma frase escrita com clareza e em conformidade com a norma-padrão da língua é:
Alternativas
Q763379 Português

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 2 a seguir. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão..

TEXTO 2

O papel social da educação

A educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos

Vânia Amorim Café de Carvalho* e Helivane de Azevedo Evangelista** 


   [1º§] A principal missão da educação no século 21 é criar oportunidades para a formação integral dos educandos. Isso significa que, nas dimensões individual, cidadã e profissional, a educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos, cidadãos críticos, éticos e participativos, e profissionais competentes e sincronizados com um mundo em permanente mudança. Para tal, além de trabalhar os conteúdos técnicos de determinados campos de atuação profissional, é preciso também estimular o desenvolvimento de capacidades que permitam aos discentes refletir criticamente sobre a realidade que os circunda, instrumentalizando-os para que, entre outras muitas habilidades, possam interagir socialmente em contextos multiculturais.
   [2º§] Percebe-se, nesse cenário, o destaque dado à linguagem, presente em todos os aspectos da vida em sociedade. Linguagem e sociedade são, para o filósofo russo Mikhail Bakhtin (1895- 1975), indissociáveis. A multiplicidade de linguagens no mundo contemporâneo permite ao cidadão não apenas representar, compreender e reproduzir suas experiências e a realidade que o cerca, mas também agir sobre ela e transformá-la. 
   [3º§] É esta última característica das linguagens a que mais contribui para a formação de cidadãos, pois exige atuação dos sujeitos na vida pessoal, na vida em sociedade e na vida profissional. O fortalecimento da capacidade de linguagem dos educandos fortalece também as relações que estes estabelecem com o mundo e potencializa o exercício cotidiano da cidadania participativa, pois lhes são dadas oportunidades para interpretar melhor o mundo em que vivem e do qual não podem se alienar. A esse processo de desenvolvimento de criticidade, que parte da capacidade de decodificação e interpretação da realidade e leva ao questionamento e à atuação sobre essa realidade, dá-se o nome de letramento crítico.
   [4º§] O letramento crítico entende as práticas de leitura e escrita não como resultados, mas como processos sociais de construção e reconstrução da realidade, e pode envolver uma combinação de outros letramentos: letramento visual, letramento informacional, letramento midiático, letramento tecnológico. Este último, por exemplo, pressupõe a familiarização dos educandos com as novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) e a consequente apropriação dessas tecnologias, as quais os situam numa “atmosfera digital”.
   [5º§] Esses múltiplos letramentos constituem fator de inserção político-social, uma vez que possibilitam o desenvolvimento de capacidades necessárias à atuação consciente e crítica dos educandos em diferentes esferas da sociedade e à sua adaptação bem-sucedida a um mundo em constante transformação. Os multiletramentos devem ser associados à compreensão de que os textos, escritos ou orais, são construções ideológicas que revelam uma maneira de entender o mundo. O letramento crítico se dá no momento em que os indivíduos se tornam capazes de contrapor a sua visão de mundo a outras, tornando-se uma prática sociocultural efetiva, que os prepara para a cidadania participativa e contribui para a sua formação integral, ajudando a justificar o papel social da educação.


* Vice-reitora do UniBH e ** Diretora de desenvolvimento acadêmico do UniBH Fonte: Jornal Estado de Minas, 14 jun. 2016 – Caderno Opinião – texto adaptado.
Em geral, o processo coesivo anafórico é realizado, linguisticamente, por elementos que retomam termos ou ideias antecedentes. A palavra grifada/negritada foi utilizada para retomar uma ideia antecedente em:
Alternativas
Respostas
6641: D
6642: C
6643: D
6644: D
6645: E
6646: B
6647: D
6648: A
6649: C
6650: B
6651: D
6652: E
6653: C
6654: C
6655: C
6656: A
6657: B
6658: A
6659: A
6660: C