Questões de Concurso
Sobre classificação dos verbos (regulares, irregulares, defectivos, abundantes, unipessoais, pronominais) em português
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Julgue o item subsequente.
Verbos regulares seguem um padrão de conjugação,
enquanto os verbos irregulares têm conjugações
diferentes e, muitas vezes, irregulares.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 a seguir para responder à questão que a ele se refere.
Texto 02

Disponível em: https://www.hypeness.com.br/. Acesso em: 7 mar. 2023.
I - A expressão “tem gente”, usada no registro informal, resultaria, no registro formal, em “há pessoas”.
II - Se no lugar de “tem gente” fosse usado “há pessoas”, o verbo “tem”, em todos os seus usos no trecho, não sofreria alteração em sua grafia.
III - No registro formal, o trecho “Tem gente que não tem tempo para ler [...]” seria escrito “Há pessoas que não têm tempo para ler [...]”.
IV - Na frase “Tem muita cafeteria nesta cidade.”, observa-se o uso do verbo “ter” no mesmo sentido em que foi empregado na expressão “tem gente” no trecho.
V - A conclusão a que se chega é que o uso do verbo “tem” no lugar de “há” (com sentido de existir) é uma marca de coloquialidade.
Estão CORRETAS as afirmativas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cientistas tentam curar o envelhecimento
E se desse para "parar no tempo," envelhecendo mais lentamente - ou quem sabe até revertendo e deixando de envelhecer -, evitando doenças comuns à terceira idade e ficando jovem por muito mais tempo?
Ainda que nossa expectativa de vida tenha quase dobrado entre os anos de 1900 e 2020, viver por mais tempo não é, necessariamente, uma coisa tão boa. É claro que ter a possibilidade de ficar entre nossos entes queridos por muito mais anos, apreciar um pouco mais os nossos hobbies e, até mesmo, ter tempo para conhecer mais pessoas e lugares é uma ótima perspectiva de vida. O problema é que, por mais que demoremos a morrer, ainda estamos fadados ao envelhecimento.
Ficar velho não significa apenas ganhar experiência de vida: com o tempo, nossas células perdem a capacidade de se renovar, abrindo as portas para os malefícios do envelhecimento. Conforme nossa idade avança, tornamo-nos mais suscetíveis a doenças como câncer, Alzheimer, diabetes, artrite e por aí vai.
Não é à toa que a ciência vem, há anos, buscando formas de combater, desacelerar e até impedir o envelhecimento de seres humanos. Este objetivo já foi alcançado com ratos em laboratório, permitindo aos roedores viver por muito mais tempo ao mesmo tempo que continuam jovens por períodos bem mais longos.
Para isso, foram utilizadas drogas como rapamicina, metformina e carbose, por exemplo, todas comuns em alguns tipos de tratamentos de doenças em humanos
Em 2006, um pesquisador japonês chamado Shinya Yamanaka fez uma descoberta que lhe rendeu um Prêmio Nobel: ele foi capaz de reprogramar células adultas a um estado similar ao de embriões, revolucionando o campo de biologia celular e abrindo as portas para mais formas de tratar doenças. Cientistas, agora, buscam aprimorar a técnica de reprogramação celular e aplicá-la em seres humanos para "curar" o envelhecimento.
ndoocuuraroeeveheeimmentoom.br/ciencia/124265-cientistas-estao-tentando-curar-o-envelhecimento-em-promissor-estudo.htm. Adaptado.
O problema é que, por mais que demoremos a 'morrer', ainda estamos fadados ao envelhecimento.
O verbo em destaque encontra-se no:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que alguns vegetais correm risco de extinção
Muitos dos alimentos são objeto da invenção, imaginação e sabedoria de centenas de gerações de agricultores e cozinheiros.
Isto é: nossos ancestrais melhoraram, adaptaram e
tornaram comestíveis alguns frutos da terra ao longo de
milhares de anos. Mas, em nossos tempos, essa rica
diversidade está se perdendo rapidamente.
Saladino viajou para vários cantos do planeta para
conhecer comunidades que cultivam e preparam
alimentos tão únicos e ameaçados quanto seus estilos
de vida. O jornalista alerta para "a imensidão do que
estamos perdendo" e afirma que o nosso atual sistema
de produção alimentar altamente intensivo "contribui
para a destruição do planeta".
Dan Saladino conversou com a BBC News Mundo. Na
entrevista, ele defendeu que os alimentos ameaçados
compõem um verdadeiro tesouro, alertou para os riscos
de um mundo cada vez mais uniforme e deu sugestões
do que fazer para combater a perda da diversidade.
O primeiro programa que fiz me levou para a Sicília. Fui
lá esperando contar a colheita de cítricos em tom de
festa. Minha família vem da Sicília e eu sabia que as
frutas cítricas impactavam a cultura, a paisagem e a
identidade da ilha por milhares de anos
Mas, ao conversar com produtores das típicas laranjas
da Sicília, eles me disseram que colhiam sua última
safra, porque com a demanda por variedades
importadas, os pequenos agricultores não podiam mais
continuar.
Uma imagem comovente é aquela contada por Cary
Fowler, o cientista que teve a ideia de criar o banco de
sementes diversificado de Svalbard, no Ártico da
Noruega. Ele disse que muitos visitantes do banco de
sementes saem chorando e dizendo que "as sementes
são resultado do trabalho de meus ancestrais e também
de seus ancestrais".
Quaisquer que sejam os ingredientes que você use,
gostaria de convidá-lo a parar por um momento e pensar
que há uma história por trás desse ingrediente, uma
história de milhares e milhares de anos de agricultores
que adaptaram o cultivo para que ele chegasse ao seu
prato. Conhecer essa história é importante.
Também os convidaria a comprar outra variedade deste
ingrediente, com visual e sabor diferentes, em uma
próxima oportunidade. E convido todos também a
estabelecer contato com quem produz seus alimentos.
Um agricultor chinês de setenta anos cultiva uma
variedade ameaçada de arroz vermelho. Quando
perguntei como ele conseguia vender o produto, ele
pegou o celular e me mostrou como se comunicava com
os consumidores em Pequim por meio do Wechat, que é
como o WhatsApp na China. Com a tecnologia moderna,
é possível conectar-se com as pessoas que cultivam
nossos alimentos e incentivá-las a fornecer mais
diversidade no futuro.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd1065ryqn9o. Adaptado.
O verbo em destaque encontra-se conjugado no:
I. Verbo irregular é aquele que, em algumas formas, apresenta modificação no radical ou na flexão, afastando-se do modelo da conjugação a que pertence, como, por exemplo, ouvir, estar.
II. Verbo anômalo é o verbo irregular que apresenta, na sua conjugação, radicais primários diferentes. Alguns outros autores consideram anômalo o verbo cujo radical sofre alterações que o não podem enquadrar em classificação alguma, como, por exemplo, dar, ser, poder.
III. Verbo defectivo é o verbo que, na sua conjugação, não apresenta todas as formas, como, por exemplo, colorir.
IV. Verbo abundante é o verbo que apresenta duas ou três formas de igual valor e função, como, por exemplo, comprazer, entupir.
Quais estão corretas?
O sujeito da oração é __________, já o predicado é __________. Além disso, o verbo “era” é um __________ e a oração apresenta __________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Assinale a opção em que a substituição dessa forma por um só verbo, de sentido equivalente, está correta.
Todas as frases abaixo mostram uma forma sublinhada, composta de não + verbo.
Assinale a opção em que a substituição dessa forma por um só verbo, de sentido equivalente, está correta.
I. Segundo Bechara, o verbo haver deve ser empregado como pessoal quando tiver o sentido de proceder, portar-se, lidar, desincumbir-se, sair-se.
II. Conforme preconiza Bechara, o verno haver é impessoal – sendo, portanto, usado invariavelmente na 3ª pessoa do singular – quando significa: existir, acontecer, suceder, decorrer, fazer – referindo-se a tempo passado –, realizar-se, dentre outras possibilidades.
III. De acordo com Celso Cunha, o verbo haver, conforme seu significado, deve empregar-se exclusivamente na 3ª pessoa do singular, independentemente do sentido que tem na frase.
Quais estão corretas?
Em “A lua brilhou alegre no céu”, podemos afirmar que:
I O verbo brilhar é intransitivo.
II O verbo brilhar é transitivo direto.
III O verbo brilhar é transitivo indireto.
IV O predicado é nominal.
V O predicado é verbal.
VI O predicado é verbo-nominal.
Leia o texto a seguir para responder às questões.
Trata-se de dar um trato na língua
Escreve bem quem escreve claro, não quem tenta emperiquitar o verbo.
Escritor e jornalista, autor de "O Drible" e "Viva a Língua Brasileira".
"Os livros da coleção tratam-se de obras-primas da literatura." Pode ser, mas quando formula desse jeito seu veredito empolgado, o crítico cai em descrédito como juiz de trabalhos que envolvam linguagem.
Usada de forma incorreta, como na frase acima, a locução "trata-se de" é um dos casos mais comuns de hipercorreção no português brasileiro de hoje. Ao tratar dela, pago uma dívida antiga da coluna.
Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, a palavra hipercorreção não se refere ao que está muito certo. Damos esse nome à escolha linguística do falante que, ansioso por acertar – mas sem saber como –, recorre àquilo que parece mais rebuscado, mais difícil, menos popular. E erra.
Esse tipo de erro é especialmente constrangedor porque representa uma traição à gramática intuitiva, familiar, "natural", sem chegar a merecer as graças da gramática normativa a que aspira. Fica no meio do caminho.
Convém deixar claro que a palavra erro, aqui, não significa delito, pecado ou deficiência cognitiva, mas simplesmente desvio da norma culta.
Nas palavras do linguista Marcos Bagno em sua Gramática de Bolso do Português Brasileiro (Parábola), "é considerado erro tudo aquilo que não pertence às variedades urbanas de prestígio".
Vale notar que Bagno, expoente da sociolinguística brasileira, costuma ser citado – em vão, como se vê – por quem reage a textos como o desta coluna com variações da seguinte bronca: "Se você estudasse mais, saberia que erro não existe!".
Estudar mais é sempre bom. No referido livro, Bagno dedica um capítulo inteiro ao fenômeno da hipercorreção e suas manifestações mais frequentes, que chama de "erros a corrigir".
Segundo ele, a hipercorreção, que é filha da insegurança linguística, aparece "com muito mais força nas classes médias baixas" e em grupos socialmente discriminados.
Bagno não diz, mas digo eu, que o fenômeno parece estar em alta acentuada no Brasil, país violentamente estratificado e de educação precária, onde a insegurança linguística é mato.
[...]
Valeria investigar como todo esse entulho vocabular se relaciona com a crescente – e desoladora – valorização de breguices juridiquentas como "outrossim" em redações de vestibular.
No caso específico de "trata-se de", dois tipos de uso equivocado andam na moda – a frase lá de cima faz uma combinação deles. Sendo uma locução impessoal, ela deve estar sempre no singular e não tem sujeito.
Não dizemos "tratam-se de usos incorretos", mas "trata-se de usos incorretos". E mergulha fundo na hipercorreção quem usa a locução para substituir o verbo ser numa frase como "o filme trata-se de uma comédia" em vez de "o filme é uma comédia".
A boa notícia sobre a hipercorreção é que esse tipo de erro, por mais enrolado que seja em suas raízes psicossociais, é sempre fácil de corrigir do ponto de vista da gramática.
Basta dar preferência às formulações mais simples e "naturais", ou seja, próximas da oralidade. Aquilo é. Eu tenho. Você está. Escreve e fala bem quem se expressa de forma clara e fluente, não quem tenta emperiquitar o verbo.
Trata-se de uma lei universal: quer dar um trato na língua, chame-a de você e não de Vossa Senhoria.
https://www1.folha.uol.com.br
O verbo destacado nessa frase apresenta irregularidade na sua conjugação. A sequência em que todos os verbos também são irregulares é:
Texto para o item.

Na nova sociedade digital, você nunca está só. In: Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
Sem alteração do sentido do texto e das relações sintáticas estabelecidas no trecho “Não é que a preocupação não existisse” (linha 4), a palavra “existisse” poderia ser substituída por houvesse.
Há voz ativa na seguinte alternativa:
Professora ensina português de graça a venezuelanos
Quem nunca ouviu que a educação é capaz de mudar o mundo? No Brasil, a frase mais parece chavão, clichê, especialmente em ano eleitoral, quando as promessas de priorizar o ensino passam a fazer parte dos discursos políticos. Mas não para a professora pública Rosângela Moura, que resolveu colocar a máxima em prática, ensinando português de graça a imigrantes venezuelanos. Isso em plena pandemia, sem estrutura e de forma online. O projeto Esperança Venezuela surgiu bem antes da chegada do novo coronavírus ao Brasil. Coordenadora do Centro de Ensino de Línguas (CEL) de Osasco, do governo do Estado, Rosângela, formada em Letras pela USP, passou a debater a crise venezuelana de 2018 com os alunos durante as aulas de espanhol. Já naquele ano, eles resolveram arrecadar donativos aos refugiados refugiados que chegavam a São Paulo. "Os próprios alunos começaram a pensar em como ajudar, apesar de eles próprios serem de famílias carentes. Eu levei o que conseguimos juntar: roupas, bilhetes de metrô e alimentos para a Casa do Migrante da Missão Paz, em São Paulo, e lá percebi que eles precisavam de muito mais", contou. Depois de alguns anos, em plena pandemia, a professora decidiu ajudar com o que mais sabe fazer: ensinar. "Para quem muda de país, o idioma faz toda a diferença. Sem conseguir pronunciar o português, fica difícil procurar emprego ou entender como se tirar documentos, por exemplo. É difícil para eles palavras com acento circunflexo, como avô, e também com 'lh'", disse. Determinada, ela montou um currículo e foi atrás dos alunos por meio de uma página no Facebook. "Entrei nos grupos de refugiados e alertei sobre o curso que seria dado pelo google meet. Pensei que apareceriam uns 30. Mas vieram 100, 200, 500. De repente, em uma única noite, tinham 600 interessados. Fiquei surpresa e preocupada porque não sabia como iria dar aulas para tanta gente", lembrou. A solução foi buscar ajuda ali mesmo no CEL. Eva Cristina Esteves e Daniela Cavalcanti, também professoras estaduais, aceitaram o convite e o trio ,então, dividiu-se para atender quatro turmas, de cem alunos cada - quantidade máxima permitida pelo sistema online. "E foi aí que descobrimos as outras tantas dificuldades. Tinha gente com problema de conexão para assistir às aulas, outros com urgência em aprender determinado vocabulário para trabalhar e alguns em busca de ajuda para traduzir um currículo. Cheguei a ensinar receita de bolo para uma venezuelana com entrevista marcada em uma doceria. "O curso foi montado com 15 aulas de 1 hora e 20 minutos cada. O foco foi ensinar em grupo o básico de gramática e, especialmente, de pronúncia. Dúvidas individuais eram atendidas pelo WhatsApp. "Não pudemos avançar muito porque nos faltava recursos e mais gente para assumir esse compromisso." Ainda assim, Rosângela conseguiu abrir outras três turmas, alcançando 650 alunos no total. "Ao final do curso, o que nós percebemos é que, com ajuda, eles melhoraram muito rápido a pronúncia e passaram a se sentir mais seguros para conversar e procurar emprego. Nós aprendemos muito também, como se colocar no lugar do outro. A educação faz isso.
Disponível em: Professora ensina português de graça a venezuelanos (msn.com).Adaptado.)
Eles resolveram arrecadar donativos aos refugiados que 'chegavam' a São Paulo.
O verbo destacado na frase encontra-se no:
Leia o texto e responda as questões de 1 a 6.
Trecho de A Filha Perdida.
Elena Ferrante
Eu estava dirigindo havia pouco menos de uma hora quando comecei a passar mal. A queimação na lateral do corpo reapareceu, mas de início decidi não dar importância àquele sinal. Só me preocupei quando percebi que não tinha mais forças para segurar o volante. Em poucos minutos, minha cabeça ficou pesada, os faróis me pareceram cada vez mais fracos e logo esqueci até que estava dirigindo. Em vez disso, tive a impressão de que estava no mar, em pleno dia. A praia estava vazia, e a água, calma, mas em um mastro a poucos metros da orla tremulava a bandeira vermelha. Quando eu era pequena, minha mãe me colocava muito medo, dizendo: Leda, você nunca deve entrar no mar se vir a bandeira vermelha, pois significa que o mar está muito agitado e que pode se afogar. O medo perdurou ao longo dos anos e, ainda hoje, mesmo que a água parecesse uma folha de papel translúcida que se esticava até o horizonte, eu não ousava mergulhar. Sentia-me ansiosa. Dizia a mim mesma: vá, mergulhe; devem ter esquecido a bandeira no mastro. E, enquanto isso, eu ficava na beirada testando cuidadosamente a água com a ponta do pé.
[...]
No hospital, quando eu abri os olhos, me vi novamente, por uma fração de segundo, incerta diante do mar calmo. Talvez por isso, mais tarde, tenha me convencido de que não se tratava de um sonho, mas de um devaneio de pavor, que durou até que eu acordasse na enfermaria. Soube pelos médicos que eu havia batido na barra de proteção da estrada, mas sem graves consequências. [...] Falei que o sono é o que me fizera sair da estrada. Mas eu sabia perfeitamente que esse não fora o verdadeiro motivo. O motivo havia sido um gesto sem sentido, sobre o qual, justamente por ser sem sentido, decidi não contar a ninguém. As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmo não conseguimos entender.
No trecho “Sentia-me ansiosa”, a colocação pronominal acontece depois do verbo, pois:
