Questões de Concurso Comentadas sobre classificação dos verbos (regulares, irregulares, defectivos, abundantes, unipessoais, pronominais) em português

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Q2774840 Português

A falsa liberdade e a Síndrome do “TER DE”


Lya Luft


Essa é uma manifestação típica do nosso tempo, contagiosa e difícil de curar porque se alimenta da nossa fragilidade, do quanto somos impressionáveis, e da força do espírito de rebanho que nos condiciona a seguir os outros. Eu tenho de fazer o que se espera de mim. Tenho de ambicionar esses bens, esse status, esse modo de viver – ou serei diferente, e estarei fora.

Temos muito mais opções agora do que alguns anos atrás, as possibilidades que se abrem são incríveis, mas escolher é difícil: temos de realizar tantas coisas, são tantos os compromissos, que nos falta o tempo para uma análise tranquila, uma decisão sensata, um prazer saboreado.

A gente tem de ser, como escrevi tantas vezes, belo, jovem, desejado, bom de cama (e de computador). Ou a gente tem de ser o pior, o mais relaxado, ou o mais drogado, o chefe da gangue, a mais sedutora, a mais produzida. Outra possibilidade é ter de ser o melhor pai, o melhor chefe, a melhor mãe, a melhor aluna; seja o que for, temos de estar entre os melhores, fingindo não ter falhas nem limitações. Ninguém pode se contentar em ser como pode: temos de ser muito mais que isso, temos de fazer o impossível, o desnecessário, até o absurdo, o que não nos agrada – ou estamos fora.

A gente tem de rir dos outros, rebaixar ou denegrir nem que seja o mais simples parceiro de trabalho ou o colega de escola com alguma deficiência ou dificuldade maior. A gente tem de aproveitar o mais que puder, e isso muitos pais incutem nos filhos: case tarde, aproveite antes! (O que significa isso?) [...]

A propaganda nos atordoa: temos de ser grandes bebedores (daquela marca de bebida, naturalmente), comprar o carro mais incrível, obter empréstimos com menores juros, fazer a viagem maravilhosa, ter a pele perfeita, mostrar os músculos mais fortes, usar o mais moderno celular, ir ao resort mais sofisticado.

Até no luto temos de assumir novas posturas: sofrer vai ficando fora de moda. Contrariando a mais elementar psicologia, mal perdemos uma pessoa amada, todos nos instigam a passar por cima. “Não chore, reaja”, é o que mais ouvimos. “Limpe a mesa dele, tire tudo do armário dela, troque os móveis, roupas de cama, mude de casa.” Tristeza e recolhimento ofendem nossa paisagem de papelão colorido. Saímos do velório e esperam que se vá depressa pegar a maquilagem, correr para a academia, tomar o antidepressivo, depressa, depressa, pois os outros não aguentam mais, quem quer saber da minha dor?

O “ter de” nos faz correr por aí com algemas nos tornozelos, mas talvez a gente só quisesse ser um pouco mais tranquilo, mais enraizado, mais amado, com algum tempo para curtir as coisas pequenas e refletir. Porém temos de estar à frente, ainda que na fila do SUS.

Se pensar bem, verei que não preciso ser magro nem atlético nem um modelo de funcionário, não preciso ter muito dinheiro ou conhecer Paris, não preciso nem mesmo ser importante ou bem-sucedido. Precisaria, sim, ser um sujeito decente, encontrar alguma harmonia comigo mesmo, com os outros, e com a natureza na qual fervilha a vida e a morte é apaziguadora.

Em lugar disso, porém, abraçamos a frustração, e com ela a culpa.

A culpa, disse um personagem de um filme, “é como uma mochila cheia de tijolos. Você carrega de um lado para o outro, até o fim da vida. Só tem um jeito: jogá-la fora”. Mas ela tem raízes fundas em religiões e crenças, em ditames da família, numa educação pelo excessivo controle ou na deseducação pela indiferença, na competitividade no trabalho e na pressão de nosso grupo, que cobra coisas demais. [...]

Nessa rede de complexidades, seria bom resistir à máquina da propaganda e buscar a simplicidade, não sucumbir ao impulso da manada que corre cegamente em frente. Com sorte, vamos até enganar o tempo sendo sempre jovens, sendo quem sabe imortais com nariz diminuto, boca ginecológica e olhar fatigado num rosto inexpressivo. Não nos faltam recursos: a medicina, a farmácia, a academia, a ilusão, nos estendem ofertas que incluem músculos artificiais, novos peitos, pele de porcelana, e grandes espelhos, espelho, espelho meu. Mas a gente nem sabe direito onde está se metendo, e toca a correr porque ainda não vimos tudo, não fizemos nem a metade, quase nada entendemos. Somos eternos devedores.

Ordens aqui e ali, alguém sopra as falas, outro desenha os gestos, vai sair tudo bem: nada depressivo nem negativo, tudo tem de parecer uma festa, noite de estreia com adrenalina e aplausos ao final.


Disponível em: http://www.contioutra.com/a-falsa-liberdade-e-a-sindrome-do-ter-de-lya-

luft/#ixzz4HMEDzQMU Acesso em 14 ago. 2016 (Adaptado)

Os verbos destacados estão flexionados nas pessoas apresentadas entre parênteses, EXCETO em:

Alternativas
Q2769630 Português

“Para você ter adquirido essa propriedade, necessitou de instruções do corretor.” O tempo é:

Alternativas
Q2767498 Português

Assinale a oração em que o verbo destacado esteja corretamente conjugado no modo imperativo.

Alternativas
Q2767493 Português

Assinale a alternativa ,cujo verbo destacado esteja corretamente conjugado no pretérito.

Alternativas
Q2766992 Português

A idade da emoção

Walcyr Carrasco


Fui assistir à peça Uma espécie de Alasca, de Harold Pinter, que estreou há pouco em São Paulo. Conta a história de uma mulher que entrou em coma aos 15 e acordou 29 anos depois. Bem interpretada por Yara de Novaes, inspira-se em um caso real do médico americano Oliver Sacks. Para mim, o texto “bateu” de forma profunda. Não aconteceu o mesmo comigo, e com muita gente que conheço? Estou acima dos 60, o tempo passou tão rapidamente! Não, não estive em coma. Mas um dia a gente “acorda” e descobre que a idade chegou. Mais que isso: que chegou, mas não chegou, porque o coração e os sonhos continuam os mesmos. Até antes da peça, na espera, percebi que estava lá uma outra tribo, já no jeito de vestir. Diferente de mim, de meus amigos, das pessoas que me cercam. A personagem do texto acorda com um rosto mais velho, um corpo, mas sente os desejos, medos, de uma garota de 15. Olha para a irmã e não reconhece: quem é afinal essa mulher velha e gorda?

Todos os homens da minha idade já passaram por isso, ao reencontrar a garota mais sexy, mais ambicionada da escola. Muitas vezes, virou uma senhora gorda, com netos. A gente procura nos olhos, em algum traço, aquela menina. E diz para si mesmo:

– Como foi que ela mudou tanto assim?

Mas eu também mudei, fisicamente. Uma antiga namorada, dos 17 anos, comentou com uma amiga em comum – modéstia à parte – que fui o homem mais belo que ela já conheceu. Eu? Pois é. Fui. Certamente, se ela me reencontrar, pensará o mesmo:

– Onde estão aqueles traços? O topete?

Na área em que trabalho, vejo isso acontecer com frequência, de forma até desesperadora. Quantas atrizes jovens, sexy, explodindo, já conheci? Tinham qualquer homem a seus pés. O tempo passou. Vieram outras atrizes. Elas amadurecem, sem perceber. Continuam com os mesmos sorrisos sedutores, olhares intensos. Surpreendem-se quando disputam um papel com uma garota de 20 anos.

– Mas eu faço! Tenho 35, mas passo por 20.

Não passam. A câmera é inexorável, ainda mais com a alta definição. A pele muda. Algo, nem sei dizer o quê, a vida talvez, transforma um semblante que ainda é belo. Mas sem o mesmo frescor. Iniciam-se os procedimentos estéticos. Botox, plásticas. A juventude não volta. O rosto fica mais agradável, não nego. Sem tantas marcas, sem os sulcos na pele causados até pelas histórias da vida. Alguém oferece o papel de tia. Ou de mãe. A atriz se assusta.

– Mas eu não pareço ser mãe dela!

Só uma sucessiva série de dissabores “acordará”, até cruelmente, a pessoa. O tempo passou. A idade chegou. Funciona do mesmo jeito para mim, para meus amigos, para quem tem 40. A juventude, na peça, é simbolizada pelo coma. Um dia a gente acorda. O tempo simplesmente passou, e é preciso rever expectativas, projetos, sonhos. Mas é? A emoção, sim, continua a mesma! Como lidar com isso? Ainda tenho livros para escrever, novelas, quero viver um grande amor. Meu coração bate por coisas novas. E, como eu, o de tanta gente! A sociedade agrária, onde os pais envelheciam junto aos filhos, se desagregou. Eu tenho amigos que ainda tentam ressuscitar esse projeto, brincam com os netinhos e conformam-se em correr atrás dos filhos, sempre ocupados com seus próprios sonhos!

Um número crescente de pessoas sente como eu. Se é um coma, não quero acordar, porque minhas emoções continuam vivas! Posso adaptar projetos, mas desistir dos sonhos nunca! Um antigo ditado dizia que a vida começava aos 40. Depois, aos 50. Estou pronto para considerar os 60 como a idade de ouro. É assim, juro. Eu olho para minhas amigas, parentes: em um olhar, gesto, percebo a garotinha que ela foi. A adolescente. Está lá, viva! Minhas emoções, tantas vezes, são as de um jovem começando a vida. Sempre quero fazer algo de novo. Voltei a pintar. O coração bate acelerado porque uma nova novela está a caminho, ou conheci alguém. E tem mais uma pergunta importante: eu estou em coma, não reconheço a realidade dos meus 60? Bem, se isso é um estado de sonho, de desprendimento da realidade, sou como a personagem da peça. Não quero acordar. Quero bater a cabeça como um adolescente e até, juro, brincar de esconde-esconde dentro de casa. Quero, enfim, sonhar.

A emoção não tem idade. Conformar-se com uma realidade que não nos faz feliz, isso sim é viver em estado de coma. Mas a emoção pode transformá-la. Nós todos enfrentamos essa espécie de Alasca.

Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/walcyrcarrasco/noticia/2015/11/idade-daemocao.html .Acesso em: jul. 2016

Em: “Um antigo ditado dizia que a vida começava aos 40.”, dizia está flexionado no

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Q2764392 Português

A mãe estava na sala, costurando. O menino abriu a porta da rua, meio ressabiado, arriscou um passo para dentro e mediu cautelosamente a distância. Como a mãe não se voltasse para vê-lo, deu uma corridinha em direção de seu quarto.

– Meu filho? – gritou ela.

– O que é – respondeu, com o ar mais natural que lhe foi possível.

– Que é que você está carregando aí?

Como podia ter visto alguma coisa, se nem levantara a cabeça? Sentindo-se perdido, tentou ainda ganhar tempo.

– Eu? Nada…

– Está sim. Você entrou carregando uma coisa.

Pronto: estava descoberto. Não adiantava negar – o jeito era procurar comovê-la. Veio caminhando desconsolado até a sala, mostrou à mãe o que estava carregando:

– Olha aí, mamãe: é um filhote…

Seus olhos súplices aguardavam a decisão.

– Um filhote? Onde é que você arranjou isso?

– Achei na rua. Tão bonitinho, não é, mamãe?

Sabia que não adiantava: ela já chamava o filhote de isso. Insistiu ainda:

– Deve estar com fome, olha só a carinha que ele faz.

– Trate de levar embora esse cachorro agora mesmo!

– Ah, mamãe… – já compondo uma cara de choro.

– Tem dez minutos para botar esse bicho na rua. Já disse que não quero animais aqui em casa.

Tanta coisa para cuidar, Deus me livre de ainda inventar uma amolação dessas.

O menino tentou enxugar uma lágrima, não havia lágrima. Voltou para o quarto, emburrado:

A gente também não tem nenhum direito nesta casa – pensava. Um dia ainda faço um estrago louco. Meu único amigo, enxotado desta maneira!

– Que diabo também, nesta casa tudo é proibido! – gritou, lá do quarto, e ficou esperando a reação da mãe.

– Dez minutos – repetiu ela, com firmeza.

– Todo mundo tem cachorro, só eu que não tenho.

– Você não é todo mundo.

– Também, de hoje em diante eu não estudo mais, não vou mais ao colégio, não faço mais nada.

– Veremos – limitou-se a mãe, de novo distraída com a sua costura.

– A senhora é ruim mesmo, não tem coração!

– Sua alma, sua palma.

Conhecia bem a mãe, sabia que não haveria apelo: tinha dez minutos para brincar com seu novo amigo, e depois… ao fim de dez minutos, a voz da mãe, inexorável:

– Vamos, chega! Leva esse cachorro embora.

– Ah, mamãe, deixa! – choramingou ainda: – Meu melhor amigo, não tenho mais ninguém nesta vida.

– E eu? Que bobagem é essa, você não tem sua mãe?

– Mãe e cachorro não é a mesma coisa.

– Deixa de conversa: obedece sua mãe.

Ele saiu, e seus olhos prometiam vingança. A mãe chegou a se preocupar: meninos nessa idade, uma injustiça praticada e eles perdem a cabeça, um recalque, complexos, essa coisa.

– Pronto, mamãe!

E exibia-lhe uma nota de vinte e uma de dez: havia vendido seu melhor amigo por trinta dinheiros.

– Eu devia ter pedido cinquenta, tenho certeza que ele dava murmurou, pensativo.


(Fonte: Sabino, Fernando. O melhor amigo. In: A vitória da infância. São Paulo: Ática, 1995.)

No enunciado “Conhecia bem a mãe, sabia que não haveria apelo”, o verbo haver está no futuro do pretérito do Modo Indicativo. Marque a opção em que o(s) verbo(s) em destaque tem a mesma IDEIA de tempo.

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Q2764055 Português

TEXTO

ENTREVISTA COM UMBERTO ECO

Luiz Antonio Giron, Época, 19/05/2015


ÉPOCA – O senhor ainda vê a internet como um perigo para o saber?

ECO – A internet não seleciona a informação. Há de tudo por lá. A Wikipédia presta um desserviço ao internauta. Outro dia publicaram fofocas a meu respeito, e tive de intervir e corrigir os erros e os absurdos. A internet ainda é um mundo selvagem e perigoso. Tudo surge lá sem hierarquia. A imensa quantidade das coisas que circula é pior que a falta de informação. O excesso de informação provoca a amnésia. Informação demais faz mal. Quando não lembramos o que aprendemos, ficamos parecidos com animais. Conhecer é cortar, selecionar. Vamos tomar como exemplo o ditador e líder romano Júlio César e como os historiadores antigos trataram dele. Todos dizem que foi importante porque alterou a história. Os cronistas romanos só citam sua mulher, Calpúrnia, porque esteve ao lado de César. Nada se sabe sobre a viuvez de Calpúrnia. Se costurou, dedicou-se à educação ou seja lá o que for. Hoje, na internet, Júlio César e Calpúrnia têm a mesma importância. Ora, isso não é conhecimento.

“tive de intervir e corrigir os erros e absurdos”; a frase abaixo em que há uma forma verbal errada no que diz respeito à conjugação do verbo “intervir” é:

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Q2762515 Português

TEXTO I

(trecho)


Os que não são idiótes (no sentido grego: os que se voltam para a vida privada menosprezando completamente a vida pública) jamais podem ignorar como a grande mídia mistifica a realidade e manipula a opinião pública.

– partidárias, eleitorais, ideológicas e, sobretudo, pecuniárias. Já sabemos que nas democracias venais contemporâneas o dinheiro deslavadamente gera poder e que o poder desavergonhadamente gera dinheiro. A mídia, na medida em que filtra e manipula conteúdos, apresenta-se como uma das pontes privilegiadas de ligação dessa política institucionalmente argentária.


Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br/opiniao/colunistas/como-a-grande-midia-mistifica-e-manipula-a-realidade/



TEXTO II

(trecho)


A política do Pão e circo (panem et circenses, no original em Latim) como ficou conhecida, era o modo com o qual os líderes romanos lidavam com a população em geral, para mantê-la fiel à ordem estabelecida e conquistar o seu apoio. Esta frase tem origem na Sátira X do humorista e poeta romano Juvenal (vivo por volta do ano 100 d.C.) e no seu contexto original, criticava a falta de informação do povo romano, que não tinha qualquer interesse em assuntos políticos, e só se preocupava com o alimento e o divertimento.


Fonte: http://www.infoescola.com/historia/politica-do-pao-e-circo/

Nos períodos “Todos os grandes meios de comunicação têm suas preferências.” e “líderes romanos lidavam com a população em geral, para mantê-la fiel à ordem estabelecida.” há, respectivamente:

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Q2758309 Português

Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo.


Saúde e bem-estar dependem de relações íntimas de qualidade


Por Amanda Mont'Alvão Veloso


  1. asdTer dinheiro ou fama comumente é associado .... conquista de felicidade, e tais desejos já
  2. foram apontados como o objetivo de vida mais importante de norte-americanos nascidos nos
  3. anos 1980 e 1990. A dedicação e esforço no trabalho seriam o caminho para se _______ mais resultados.
  4. Mas uma pesquisa realizada durante 75 anos nos Estados Unidos mostrou que os ingredientes
  5. fundamentais para uma vida saudável e cheia de bem-estar são relações íntimas e de qualidade
  6. com a família, com os amigos e com a comunidade.
  7. asdAs conclusões do Estudo do Desenvolvimento Adulto, promovido pela Universidade de
  8. Harvard, foram abordadas por seu diretor, o psiquiatra e psicanalista americano Robert Waldinger,
  9. em uma conferência no TED 2015. “E se pudéssemos observar uma vida inteira à medida que ela
  10. decorre no tempo? E se pudéssemos estudar as pessoas desde a altura em que eram adolescentes
  11. até chegarem .... velhice para vermos o que mantém as pessoas felizes e saudáveis?”. Durante 75
  12. anos, a pesquisa acompanhou a vida de 724 homens, ano após ano, abordando o trabalho, a vida
  13. doméstica e a saúde, além de realizar exames médicos. Cerca de 60% dos pesquisados, a maioria
  14. já com 90 anos, ainda estão vivos e participam no estudo. Há cerca de 10 anos, o estudo passou a
  15. integrar também as esposas desses homens.
  16. asdO próximo passo, segundo Waldinger, é estudar os mais de 2000 filhos dos homens
  17. pesquisados. A população pesquisada foi dividida em dois grupos desde o começo, em 1938. No
  18. primeiro, homens que estudaram em Harvard e que, em sua maioria, lutaram na Segunda Guerra
  19. Mundial. Já o segundo era composto por adolescentes dos bairros mais pobres de Boston, vindos
  20. de algumas das famílias mais problemáticas e mais desfavorecidas da região. Os destinos desses
  21. homens foram variados: se tornaram operários fabris e advogados, assentadores de tijolos e
  22. médicos, e um deles foi presidente dos EUA.
  23. asdOs 75 anos de acompanhamento mostraram .... Waldinger três lições, e nenhuma delas diz
  24. respeito a riqueza, fama, ou a trabalhar cada vez mais. A primeira delas é que as relações sociais
  25. são boas para nós, e a solidão mata: “As pessoas que têm mais ligações sociais com a família, com
  26. amigos e com a comunidade são mais felizes, fisicamente mais saudáveis e vivem mais tempo do
  27. que as pessoas que têm menos relações. A experiência da solidão acaba por ser __________. As
  28. pessoas que são mais isoladas do que gostariam descobrem que são menos felizes, a sua saúde
  29. piora mais depressa na meia idade, o seu funcionamento cerebral diminui mais cedo e vivem menos
  30. tempo do que as pessoas que não se sentem sozinhas.”
  31. asdA segunda lição mostrou que o que importa é a qualidade de nossas relações íntimas: "Viver
  32. no meio de conflitos é muito prejudicial para a saúde. Os casamentos altamente conflituosos, por
  33. exemplo, sem grande _________, revelam-se muito maus para a saúde, pior talvez do que um
  34. divórcio. Viver no meio de relações boas, calorosas, é protetor.” O estudo mostrou que o grau de
  35. satisfação que os homens sentiam nas suas relações foi decisivo para um envelhecimento mais feliz
  36. e saudável. “As pessoas que se sentiam mais satisfeitas com as suas relações, aos 50 anos, foram
  37. as mais felizes aos 80 anos”. “Os nossos homens e mulheres mais felizes disseram, aos 80 anos,
  38. que nos dias em que tinham mais dores físicas a sua disposição continuava feliz. Mas .... pessoas
  39. que tinham relações infelizes, nos dias em que tinham mais dores físicas, elas eram reforçadas pelo
  40. sofrimento emocional”.
  41. asdA terceira e última lição é que as boas relações protegem não só o corpo, como também o
  42. cérebro: “Uma relação bem estabelecida com outra pessoa, aos 80 anos, é protetora. As pessoas
  43. que têm relações em que sentem que podem contar com outra pessoa em alturas de necessidade
  44. mantêm uma memória mais viva durante mais tempo. As pessoas com relações em que sentem
  45. que não podem contar com o outro são as que experimentam um declínio de memória mais precoce.
  46. As boas relações não têm que ser sempre fáceis. Alguns dos nossos octogenários podem discutir
  47. dia sim, dia não. Mas enquanto sentirem que podem contar um com o outro, quando as coisas
  48. aquecem, essas discussões não se fixam na memória.”
  49. asdPelas lições aprendidas, a tal felicidade parece fácil, não? Waldinger tem uma resposta para
  50. isso: somos seres humanos e lidar com a família e com os amigos é algo complicado, que dura a
  51. vida toda. “O que gostaríamos mesmo é de uma receita rápida, qualquer coisa que possamos
  52. arranjar que nos dê uma via boa e a mantenha dessa forma. As relações são conturbadas e
  53. complicadas.”
  54. asdPara se apoiar em boas relações, ele sugere atitudes cotidianas e acessíveis, como substituir
  55. a TV por tempo com as pessoas, fazer passeios, animar uma relação amorosa adormecida e falar
  56. com algum familiar com quem não se fala há anos. “Essas contendas familiares têm um efeito
  57. terrível na pessoa que guarda rancores”.


Texto adaptado para esta prova: http://super.abril.com.br/comportamento/saude-e-bem-estar-dependem-de-relacoes-

intimas-de-qualidade

Se no período “A população pesquisada foi dividida em dois grupos desde o começo, em 1938” (l. 17) a palavra ‘população’ fosse passada para o plural, quantas outras modificações deveriam ocorrer para manter a correção da frase?

Alternativas
Q2758300 Português

Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo.


Saúde e bem-estar dependem de relações íntimas de qualidade


Por Amanda Mont'Alvão Veloso


  1. asdTer dinheiro ou fama comumente é associado .... conquista de felicidade, e tais desejos já
  2. foram apontados como o objetivo de vida mais importante de norte-americanos nascidos nos
  3. anos 1980 e 1990. A dedicação e esforço no trabalho seriam o caminho para se _______ mais resultados.
  4. Mas uma pesquisa realizada durante 75 anos nos Estados Unidos mostrou que os ingredientes
  5. fundamentais para uma vida saudável e cheia de bem-estar são relações íntimas e de qualidade
  6. com a família, com os amigos e com a comunidade.
  7. asdAs conclusões do Estudo do Desenvolvimento Adulto, promovido pela Universidade de
  8. Harvard, foram abordadas por seu diretor, o psiquiatra e psicanalista americano Robert Waldinger,
  9. em uma conferência no TED 2015. “E se pudéssemos observar uma vida inteira à medida que ela
  10. decorre no tempo? E se pudéssemos estudar as pessoas desde a altura em que eram adolescentes
  11. até chegarem .... velhice para vermos o que mantém as pessoas felizes e saudáveis?”. Durante 75
  12. anos, a pesquisa acompanhou a vida de 724 homens, ano após ano, abordando o trabalho, a vida
  13. doméstica e a saúde, além de realizar exames médicos. Cerca de 60% dos pesquisados, a maioria
  14. já com 90 anos, ainda estão vivos e participam no estudo. Há cerca de 10 anos, o estudo passou a
  15. integrar também as esposas desses homens.
  16. asdO próximo passo, segundo Waldinger, é estudar os mais de 2000 filhos dos homens
  17. pesquisados. A população pesquisada foi dividida em dois grupos desde o começo, em 1938. No
  18. primeiro, homens que estudaram em Harvard e que, em sua maioria, lutaram na Segunda Guerra
  19. Mundial. Já o segundo era composto por adolescentes dos bairros mais pobres de Boston, vindos
  20. de algumas das famílias mais problemáticas e mais desfavorecidas da região. Os destinos desses
  21. homens foram variados: se tornaram operários fabris e advogados, assentadores de tijolos e
  22. médicos, e um deles foi presidente dos EUA.
  23. asdOs 75 anos de acompanhamento mostraram .... Waldinger três lições, e nenhuma delas diz
  24. respeito a riqueza, fama, ou a trabalhar cada vez mais. A primeira delas é que as relações sociais
  25. são boas para nós, e a solidão mata: “As pessoas que têm mais ligações sociais com a família, com
  26. amigos e com a comunidade são mais felizes, fisicamente mais saudáveis e vivem mais tempo do
  27. que as pessoas que têm menos relações. A experiência da solidão acaba por ser __________. As
  28. pessoas que são mais isoladas do que gostariam descobrem que são menos felizes, a sua saúde
  29. piora mais depressa na meia idade, o seu funcionamento cerebral diminui mais cedo e vivem menos
  30. tempo do que as pessoas que não se sentem sozinhas.”
  31. asdA segunda lição mostrou que o que importa é a qualidade de nossas relações íntimas: "Viver
  32. no meio de conflitos é muito prejudicial para a saúde. Os casamentos altamente conflituosos, por
  33. exemplo, sem grande _________, revelam-se muito maus para a saúde, pior talvez do que um
  34. divórcio. Viver no meio de relações boas, calorosas, é protetor.” O estudo mostrou que o grau de
  35. satisfação que os homens sentiam nas suas relações foi decisivo para um envelhecimento mais feliz
  36. e saudável. “As pessoas que se sentiam mais satisfeitas com as suas relações, aos 50 anos, foram
  37. as mais felizes aos 80 anos”. “Os nossos homens e mulheres mais felizes disseram, aos 80 anos,
  38. que nos dias em que tinham mais dores físicas a sua disposição continuava feliz. Mas .... pessoas
  39. que tinham relações infelizes, nos dias em que tinham mais dores físicas, elas eram reforçadas pelo
  40. sofrimento emocional”.
  41. asdA terceira e última lição é que as boas relações protegem não só o corpo, como também o
  42. cérebro: “Uma relação bem estabelecida com outra pessoa, aos 80 anos, é protetora. As pessoas
  43. que têm relações em que sentem que podem contar com outra pessoa em alturas de necessidade
  44. mantêm uma memória mais viva durante mais tempo. As pessoas com relações em que sentem
  45. que não podem contar com o outro são as que experimentam um declínio de memória mais precoce.
  46. As boas relações não têm que ser sempre fáceis. Alguns dos nossos octogenários podem discutir
  47. dia sim, dia não. Mas enquanto sentirem que podem contar um com o outro, quando as coisas
  48. aquecem, essas discussões não se fixam na memória.”
  49. asdPelas lições aprendidas, a tal felicidade parece fácil, não? Waldinger tem uma resposta para
  50. isso: somos seres humanos e lidar com a família e com os amigos é algo complicado, que dura a
  51. vida toda. “O que gostaríamos mesmo é de uma receita rápida, qualquer coisa que possamos
  52. arranjar que nos dê uma via boa e a mantenha dessa forma. As relações são conturbadas e
  53. complicadas.”
  54. asdPara se apoiar em boas relações, ele sugere atitudes cotidianas e acessíveis, como substituir
  55. a TV por tempo com as pessoas, fazer passeios, animar uma relação amorosa adormecida e falar
  56. com algum familiar com quem não se fala há anos. “Essas contendas familiares têm um efeito
  57. terrível na pessoa que guarda rancores”.


Texto adaptado para esta prova: http://super.abril.com.br/comportamento/saude-e-bem-estar-dependem-de-relacoes-

intimas-de-qualidade

Para compreender melhor o texto, preencha, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 03, 27 e 33.

Alternativas
Q2757046 Português

Leia o texto 4 para responder às questões de 12 a 18.

Texto 4

Aquela velha carta de A B C dava arrepios. Três faixas verticais borravam a capa, duras,

antipáticas; e, fugindo a elas, encontrávamos num papel de embrulho o alfabeto, sílabas,

frases soltas e afinal máximas sisudas.

Suportávamos esses horrores como um castigo e inutilizávamos as folhas percorridas,

05 esperando sempre que as coisas melhorassem. Engano: as letras eram pequeninas e

feias; o exercício da soletração, cantado, embrutecia a gente; os provérbios, os graves

conselhos morais ficavam impenetráveis, apesar dos esforços dos mestres arreliados,

dos puxavantes de orelhas e da palmatória.

“A preguiça é a chave da pobreza”, afirmava-se ali. Que espécie de chave seria aquela?

10 Aos seis anos, eu e os meus companheiros de infelicidade escolar, quase todos pobres,

não conhecíamos a pobreza pelo nome e tínhamos poucas chaves, de gavetas, de

armários e de portas. Chave de pobreza para uma criança de seis anos é terrível.

Nessa medonha carta, que rasgávamos com prazer, salvam-se algumas linhas. “Paulina

mastigou pimenta.” Bem. Conhecíamos pimenta e achávamos natural que a língua de

15 Paulina estivesse ardendo. Mas que teria acontecido depois? Essa história contada em

três palavras não nos satisfazia, precisávamos saber mais alguma coisa a respeito da

aventura de Paulina.

O que ofereciam, porém, à nossa curiosidade infantil eram conceitos idiotas: “Fala pouco

e bem: ter-te-ão por alguém”. Ter-te-ão! Esse Terteão para mim era um homem, e nunca

20 pude compreender o que ele fazia na última página do odioso folheto. Éramos realmente

uns pirralhos bastante desgraçados.

Marques Rebelo enviou-me há dias um A B C novo. Recebendo-o, lembrei-me com

amargura da chave da pobreza e do Terteão, que ainda circulam no interior.

A capa da brochura que hoje me aparece tem uns balões — e logo aí o futuro cidadão

25 aprende algumas letras. Na primeira folha, em tabuleiros de xadrez de casas brancas e

vermelhas, procurou-se a melhor maneira de impingir aos inocentes essa coisa

desagradável que é o alfabeto. O resto do livro encerra pedaços de vida de um casal de

crianças. João e Maria regam flores, bebem leite, brincam na praia, jogam bola,

passeiam em bicicleta, nadam, apanham legumes, vão ao Jardim Zoológico.

30 Tudo isso é dito em poucas palavras, como na história de Paulina, que mastigava

pimentas na velha carta de A B C. Mas enquanto ali o caso se narrava com letras miúdas

e safadas, em papel de embrulho, aqui as brincadeiras e as ocupações das personagens

se contam em bonitas legendas e principalmente em desenhos cheios de pormenores

que a narração curta não poderia conter.

35 As legendas são de Marques Rebêlo, as ilustrações, de Santa rosa, dois artistas que há

tempo tiveram livros premiados no concurso de literatura infantil realizado pelo Ministério

da Educação. Onde andam esses livros? Premiados e inéditos, exatamente como se não

tivessem sido premiados.

Marques Rebêlo e Santa Rosa fizeram agora um pequeno álbum e a Companhia Nestlé

40 editou-o, espalhou quinhentos mil volumes entre os garotos do Brasil. Está certo. A

Companhia Nestlê não se dedica a negócios de livros, mas isto não tem importância:

parece que a melhor edição de obra portuguesa foi feita por um negociante de vinhos.

Graciliano Ramos. Linhas tortas. Obra póstuma.13. ed., Rio de Janeiro: Record,1986. p.174-175 (Adaptado).

Observe o fragmento: “[...] a melhor edição de obra portuguesa foi feita por um negociante de vinhos.” (linha 42).


A forma ativa dessa frase é

Alternativas
Q2757030 Português

Leia o texto 2 para responder às questões de 06 a 10.

Texto 2

Arqueologia Machadiana do Rio de Janeiro

Toda grande cidade tem seu cronista por excelência, aquele que melhor a define e caracteriza,

de forma explícita ou não. Londres, por exemplo, teve em Charles Dickens seu mais perfeito

tradutor, o homem que soube da maneira mais incisiva desvendar cada mistério de suas ruas e

bairros. O mesmo pode ser creditado a Kafka com Praga, Fernando Pessoa com Lisboa e

05 Joyce com Dublin. Esses autores não descreveram uma cidade idealizada ou maquiada, mas

sim as mostravam como de fato eram, ao mesmo tempo belas e ásperas, quase que um

personagem a mais em suas obras. Essa persona de concreto e asfalto, o pano de fundo de

uma ou de várias obras que vai aos poucos ficando cada vez mais denso até se inserir

substantivamente em um romance, pode também ser o Rio de Janeiro que Machado de Assis

10 tão bem conheceu. É nas obras do criador de Brás Cubas que um Rio fin-de-siècle melhor se

descortina e é melhor caracterizado. Poucos usaram e abusaram da Cidade Maravilhosa como

Machado, fazendo seus personagens se inserirem de tal forma à paisagem que cada um de

seus livros bem poderia servir de um guia para um Rio que, para muitos, infelizmente não

existe mais. Mas se essa cidade ficou no passado, o guia para ela pode ser encontrado na

15 forma de Rio de Assis (Editora Casa da Palavra), uma interessante viagem até a grande

metrópole brasileira do século XIX concebida pela designer Aline Carrer e um dos mais belos

lançamentos do ano passado.

[...]

ROLLEMBERG, Marcello. Arqueologia machadiana do Rio de Janeiro. Revista Cult. São Paulo: Editora Bregantini, ago. 2000, p. 21- 23.

Dentre os verbos irregulares há aqueles que apresentam alguma variação no radical, ou seja, na “base” da palavra.


Um exemplo de verbo irregular encontra-se no seguinte exemplo do texto:

Alternativas
Q2755181 Português

Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 3.


Empreendedor vende garrafas de ar puro inglês a R$ 450,00 para cidades poluídas na China


O empresário Leo De Watts, de 27 anos, vende ar coletado no interior do Reino Unido e despacha para cidades poluídas da China, onde elites pagam quantias consideráveis por poucos segundos de inalação.

A China enfrenta problemas crônicos de poluição atmosférica. Em 2015, pela primeira vez na história, a capital do país, Pequim, declarou alerta vermelho − o mais grave em uma escala de quatro níveis − por causa da poluição. Escolas permaneceram fechadas e fábricas interromperam a produção.

“Qualquer pessoa que, por exemplo, viva perto de um lago cristalino e comece a engarrafar água e vender pode ser considerada meio maluca, mas é algo incrível para locais que não possuem uma grande oferta dessas coisas, e o ar puro pode ser vendido como item de luxo”, disse Watts à BBC.

Cada garrafa – de 580 mL – de ar exportada por Watts custa 80 libras (cerca de R$ 450,00).

Para oferecer produtos com características distintas, o empresário diz coletar ar de áreas diferentes, como o interior do País de Gales e as regiões de Dorset e Somerset, na Inglaterra. O processo de coleta é feito com jarros acoplados a redes – atividade que Watts define como “agricultura aérea”.


(Adaptado de: “Empreendedor vende garrafas de ar puro inglês a R$ 450,00 para cidades poluídas na China”. Disponível em: www.bbc.com/ portuguese/noticias/2016/02/160209_venda_arpuro_tg)

. ... elites pagam quantias consideráveis por poucos segundos de inalação. (1o parágrafo) Essa passagem do texto está corretamente reescrita com a forma verbal na voz passiva em:

Alternativas
Q2754695 Português

Texto para a questão 30

“Em dezembro, 42% dos deputados eram a favor do impeachment; 31%, contra”.

(Folha de S.Paulo, 8/4/16 – capa)

Assinale a assertiva correta sobre a justificativa do emprego, no texto, da flexão de número da palavra “eram”.

Alternativas
Q2754545 Português

(Texto 01)


1 No modelo atual de sociedade digital os bens já

não representam a extrema medida da riqueza.

Com efeito, em tempos de um admirável mundo

cibernético, ainda de todo não conhecido, a

5 informação e o conhecimento são as principais

fontes de poder. O direito fundamental ao acesso

a informação decorre da ampla abertura inerente

às cartas constitucionais democráticas,

revelando-se, nesse sentido, como relevante

10 instrumento de participação popular e efetivo

controle dos poderes representativos, além de

determinar singulares desdobramentos de ordem

comercial e civil no âmbito do Direito Privado.

Umbilicalmente relacionados, o direito

15 fundamental à liberdade de expressão oxigena e

impulsiona o exercício do direito à informação. A

relação entre essas duas cláusulas pétreas do

direito constitucional brasileiro é, em absoluto,

indissociável, e deriva de dispositivos expressos

20 no texto da Lei Maior, que, inicialmente, declara

ser "livre a manifestação do pensamento" e, em

seguida, garante ser "assegurado a todos o

acesso à informação".

Conforme salientam Gilmar Ferreiras Mendes e

25 Paulo Gustavo Gonet a liberdade de expressão

constitui "um dos mais relevantes e preciosos

direitos fundamentais, correspondendo a uma das

mais antigas reivindicações dos homens de todos

os tempos". Nesse sentido, tem-se, pois, que a

30 liberdade de expressão representa uma relevante

conquista da civilização, que acompanha a

própria evolução da humanidade.


(Adaptado de Jusbrasil, 28/11/2016)

Há presença de oração na voz passiva na seguinte oração retirada do Texto 01:

Alternativas
Q2751058 Português

Atenção: Nesta prova, considera-se uso correto da Língua Portuguesa o que está de acordo com a norma padrão escrita.

Leia o texto a seguir para responder as questões sobre seu conteúdo.


SANGUESSUGAS!

Elas são surpreendentes e estão em toda parte


Por: Ana Marisa C. Tavassi e Fernanda Faria Laboratório de Bioquímica e Biofísica, Instituto Butantan (colaboração: Mara Figueira) Disponível em: http://chc.org.br/sanguessugas/ Acesso em 04 dez 2016.


Encontradas em todo o mundo, as sanguessugas têm algo em comum com as minhocas e hábitos que nos fariam lembrar os macacos!

Como as minhocas, as sanguessugas são animais invertebrados que têm o corpo dividido em anéis. Já a sua relação com os macacos tem a ver com algumas espécies de sanguessugas encontradas nos trópicos, que são arborícolas. Isso mesmo! Vivem em árvores. Em geral, as sanguessugas vivem na água doce, mas há também espécies marinhas, e outras que vivem na argila úmida ou na lama. Ou seja, elas podem estar em toda a parte.

Outra informação surpreendente sobre as sanguessugas é o fato de elas serem hermafroditas. Isto é, apresentam os dois sexos ao mesmo tempo: o feminino e o masculino.

Apesar do nome, nem todas as sanguessugas se alimentam de sangue. Algumas espécies comem pequenos vermes, moluscos, minhocas e até outras sanguessugas. As sanguessugas que têm o sangue como alimento, chamadas hematófagas, se dividem em dois grandes grupos: o das sanguessugas que perfuram a pele do hospedeiro com o auxílio de mandíbulas para obter o sangue e o das sanguessugas que introduzem uma estrutura que poderíamos comparar a uma tromba ou a um canudo – a probóscide – nos poros da pele, sugando, assim, o sangue diretamente do vaso sanguíneo. Dentro desses dois grandes grupos, existem mais de 500 espécies de sanguessugas! Todas elas são consideradas parasitas.

Assinale a alternativa que contenha uma frase com verbo no gerúndio.

Alternativas
Q2751055 Português

Atenção: Nesta prova, considera-se uso correto da Língua Portuguesa o que está de acordo com a norma padrão escrita.

Leia o texto a seguir para responder as questões sobre seu conteúdo.


SANGUESSUGAS!

Elas são surpreendentes e estão em toda parte


Por: Ana Marisa C. Tavassi e Fernanda Faria Laboratório de Bioquímica e Biofísica, Instituto Butantan (colaboração: Mara Figueira) Disponível em: http://chc.org.br/sanguessugas/ Acesso em 04 dez 2016.


Encontradas em todo o mundo, as sanguessugas têm algo em comum com as minhocas e hábitos que nos fariam lembrar os macacos!

Como as minhocas, as sanguessugas são animais invertebrados que têm o corpo dividido em anéis. Já a sua relação com os macacos tem a ver com algumas espécies de sanguessugas encontradas nos trópicos, que são arborícolas. Isso mesmo! Vivem em árvores. Em geral, as sanguessugas vivem na água doce, mas há também espécies marinhas, e outras que vivem na argila úmida ou na lama. Ou seja, elas podem estar em toda a parte.

Outra informação surpreendente sobre as sanguessugas é o fato de elas serem hermafroditas. Isto é, apresentam os dois sexos ao mesmo tempo: o feminino e o masculino.

Apesar do nome, nem todas as sanguessugas se alimentam de sangue. Algumas espécies comem pequenos vermes, moluscos, minhocas e até outras sanguessugas. As sanguessugas que têm o sangue como alimento, chamadas hematófagas, se dividem em dois grandes grupos: o das sanguessugas que perfuram a pele do hospedeiro com o auxílio de mandíbulas para obter o sangue e o das sanguessugas que introduzem uma estrutura que poderíamos comparar a uma tromba ou a um canudo – a probóscide – nos poros da pele, sugando, assim, o sangue diretamente do vaso sanguíneo. Dentro desses dois grandes grupos, existem mais de 500 espécies de sanguessugas! Todas elas são consideradas parasitas.

Assinale a alternativa que contenha corretamente uma oração na voz passiva sintética.

Alternativas
Q2749673 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.


A hipótese das avós


A maioria dos vertebrados morre quando o vigor reprodutivo chega ao fim. Seres humanos são uma das raras exceções.

Sob a perspectiva evolucionista, qual seria a explicação para que as avós, mulheres já estéreis que pouco contribuem para a produção de alimentos, permaneçam vivas e com a cognição preservada? Um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) propõe uma explicação genética para esse fenômeno.

Em 1998, um trabalho de campo havia mostrado que no grupo Hazda, de caçadores-coletores da Tanzânia, sobreviviam mais crianças nas famílias com avós que ajudavam a alimentá-las e lhes transmitiam tradições culturais e ensinamentos ecológicos. Graças a essa atuação, seus genes levariam vantagem na passagem para as novas gerações, teoria que ficou conhecida como “a hipótese das avós”.

A deterioração da capacidade cognitiva associada ao envelhecimento, entretanto, compromete essas vantagens.

No estudo da PNAS, o grupo de Ajit Varki e Pascal Gagneux, da Universidade da Califórnia, avaliou a contribuição de um gene (CD33) envolvido no controle das respostas inflamatória e imunológica à doença de Alzheimer, enfermidade característica da fase pós-reprodutiva.

Pesquisas anteriores haviam documentado que esse gene tem duas variantes, uma das quais predispõe à doença, enquanto a outra protege contra ela. Para elucidar o papel do gene, o grupo comparou essas duas variantes com as dos chimpanzés, nossos parentes mais chegados. Verificaram que seres humanos e chimpanzés apresentam níveis semelhantes da variante deletéria, enquanto a protetora atinge níveis quatro vezes mais elevados entre nós. Esse achado sugere que os chimpanzés, primatas em que a morte costuma coincidir com o fim do período de fertilidade, nunca viveram o suficiente para usufruir as vantagens da variante protetora.

Pesquisando em bancos de dados do Projeto Genoma, os autores encontraram a variante protetora em etnias africanas, americanas, europeias e asiáticas.

O gene protetor, no entanto, não está presente em todas as pessoas. De qualquer forma, é muito interessante descobrir que nossa espécie selecionou uma variante para nos proteger de uma doença que somente se instalará na oitava ou na nona década de vida, fase distante da seleção reprodutiva. Esse mecanismo seletivo operaria no sentido de maximizar as contribuições de indivíduos em idade pós-reprodutiva, para a sobrevivência dos mais novos.

Os autores concluem que “as avós são tão importantes, que nós evoluímos genes para proteger suas mentes”.

(Drauzio Varella. www.cartacapital.com.br/revista/881/a-hipotese-das-avos, 27.12.2015. Adaptado)

A forma verbal que contém sentido de hipótese está destacada em:

Alternativas
Q2749198 Português

AS QUESTÕES DE 1 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


Quando o sentido é subvertido


  1. O consumismo, isto é, a compra exagerada, a acumulação irrestrita e a substituição precoce
  2. dos bens de consumo é uma marca da nossa sociedade. A sedução e o efêmero orientam a frenética
  3. renovação do que existe e a criação de novas necessidades. Entre outros problemas, essa dinâmica
  4. gera a exploração predatória dos recursos naturais, o sofrimento dos animais não humanos, a
  5. naturalização do desperdício e a supressão da singularidade do indivíduo.
  6. Atualmente, a mentalidade consumidora infiltrou-se nos relacionamentos, na espiritualidade,
  7. na política e até na ordenação do tempo disponível. Assim, de modo geral, as pessoas têm suas vidas
  8. mercantilizadas, isto é, orientadas pelos princípios e lógica do mercado. Portanto não é de se
  9. estranhar que elas busquem nos bens de consumo, dentre outras coisas, a resposta às suas questões
  10. existenciais.
  11. Uma característica do ethos consumista atual é o que Gilles Lipovetsky denomina consumo
  12. experiência. Três dos seus aspectos são: 1) a busca por aventuras em locais que prometem o
  13. inesperado sem abrir mão do conforto e da segurança; 2) a procura por sensações novas nas
  14. mercadorias; e 3) a conquista da harmonia interior sem esforço e de modo imediato. Entretanto, os
  15. produtos e serviços que se enquadram nesse tipo de consumo, quando não esvaziam o sentido do que
  16. é vendido, o subvertem. Para mostrar isso, devemos pensar a razoabilidade destes para além do viés
  17. empreendedor-consumista. Vejamos alguns exemplos.
  18. Creio que todos já fizeram ou ouviram falar em piquenique. Pois bem, na cidade de São
  19. Paulo, um local vende a ideia dessa experiência sem inconvenientes e sem preocupações, que pode
  20. ser um ambiente com paredes decoradas, um teto feito com guarda-chuvas coloridos, algumas mesas
  21. de madeira postadas sobre uma grama artificial. A cesta de alimentos é fornecida pela própria casa.
  22. Mas será que este serviço entrega o que promete?
  23. Neste espaço, não precisamos planejar nada, não tomaremos uma eventual chuva, estaremos
  24. mais protegidos de um assalto e sequer nos preocuparemos com formigas que possam nos picar.
  25. Porém, é fato que isso subverte a experiência do piquenique, na medida em que a empobrece e a
  26. reduz enormemente. Ora, a graça do piquenique está nas descobertas que um ambiente não
  27. controlado proporciona, no planejamento do que levar, no pé na terra ou na grama real - enfim, é o
  28. contato com a natureza. Colocando de outra forma, esse tipo de serviço subverte a aventura real, pois
  29. o sentido dessa conflita com o que é controlado e seguro. Desse modo, esse piquenique não passa de
  30. um simulacro.
  31. O segundo aspecto do consumo experiencial é refletido pela onda gourmetizadora, que
  32. chegou até à pipoca! A versão gourmet da pipoca tem diversos sabores, vem dentro de latas
  33. decoradas, é exposta em carrinhos bem acabados e custa, muitas vezes, muito mais que a
  34. convencional. Na página de uma das marcas desse produto (procure no Google por pipoca gourmet),
  35. a criadora diz que pensou em proporcionar ao freguês uma experiência diferenciada, não só através
  36. da pipoca, mas também por meio de uma embalagem que envolve e encanta o cliente.
  37. Embora especiarias tenham sido adicionadas e a apresentação da pipoca seja diferente, isso
  38. não é razoável. Primeiramente porque você vai consumir um produto frio e que não é fresco, pois não
  39. é feito na hora. Ao criar-se uma atmosfera mágica em torno da pipoca, vende-se algo que esta não
  40. pode entregar, pois os signos e imagens a ela associados excedem as suas qualidades efetivas. Mais
  41. que isso, a versão gourmet não é superior à convencional, ela é apenas diferente. Desse modo, como
  42. na maioria dos produtos gourmetizados, o conceito excede o produto.
  43. O mercado também atende àqueles que querem a solução dos seus conflitos e conforto
  44. psíquico de modo rápido e fácil. A proliferação dos livros de autoajuda nas livrarias, que lotam as
  45. prateleiras e têm um lugar de destaque, é um exemplo disso. Em geral, duas são as ideias implícitas
  46. nos livros de autoajuda: a) receitas de felicidade e sucesso podem ser compradas e; b) seguindo o
  47. ensinamento destes livros, o sujeito, por meio da sua vontade, vai saber lidar e solucionar os
  48. problemas que o atingem.
  49. Talvez os manuais de autoajuda sirvam como paliativos - mas, eles não podem entregar o
  50. que prometem, pois esquemas prontos não respondem à singularidade do indivíduo. Ao venderem a
  51. ideia de que a conquista da felicidade só depende do leitor, não se considera que o sujeito está imerso
  52. num contexto onde existem variáveis que atuam em sua vida e que podem não serem controladas.
  53. Em parte, o consumo experiencial explica-se como um sintoma de uma sociedade que
  54. almeja a euforia perpétua, legitima os simulacros publicitários, festeja toda e qualquer novidade
  55. mercadológica, quer saúde física e mental rapidamente e sem esforço... Enfim, que procura a razão
  56. do seu existir no mercado. Contudo, esses produtos e serviços não têm razoabilidade, tendo em vista
  57. que se apropriam de atividades e ideias e as subvertem, espetacularizam o banal, e vendem a falsa
  58. ideia que a felicidade pode ser comprada. Isso evidencia o empobrecimento subjetivo e a
  59. heteronomia do sujeito nestas relações mercantis.

Quando o sentido é subvertido, Daniel Borgon. FILOSOFIA, Ciência & Vida, Ano IX, nº 120, p.72.

Ao reescrever a oração “O segundo aspecto do consumo experiencial é refletido pela onda gourmetizadora” (L.31) para a voz ativa, a forma verbal fica no seguinte modo e tempo:

Alternativas
Q2747649 Português

Quanto às vozes verbais, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


( ) O menino feriu-se com a faca. (Voz passiva sintética)

( ) A conta foi paga pelo supervisor. (Voz reflexiva)

( ) O sujeito escreveu em todos os muros. (Voz ativa)

Alternativas
Respostas
421: C
422: A
423: D
424: C
425: C
426: A
427: E
428: B
429: C
430: A
431: B
432: D
433: E
434: A
435: D
436: C
437: C
438: E
439: B
440: C