Questões de Concurso
Comentadas sobre classificação dos verbos (regulares, irregulares, defectivos, abundantes, unipessoais, pronominais) em português
Foram encontradas 700 questões
Assinalar a alternativa que apresenta um verbo no pretérito:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Por que 2019 poderá ser o melhor ano da história da humanidade?
- O início de cada ano nos inunda com uma aura de otimismo, não é mesmo? Acreditar que
- tudo vai dar certo nos dá ânimo e coragem para seguir adiante. Afinal, quem não deseja ver um
- mundo mais justo, onde seja possível realizar sonhos, alcançar metas, ter uma vida mais
- próspera, digna e saudável?
- Mas, ao longo do ano, o bombardeio de notícias ruins vai enfraquecendo esse otimismo,
- chegando ao ponto de muitas pessoas perderem o ânimo e até a esperança na humanidade. Mas
- será que a humanidade não tem jeito mesmo? Estamos retrocedendo?
- Para acender uma luz sobre esse paradigma tão arraigado em nossas mentes, o jornalista
- Nicholas Kristof do New York Times, através da compilação de dados de pesquisas, publicou o
- artigo Why 2018 Was the Best Year in Human History! (Porque 2018 foi o melhor ano na história
- da humanidade!). O trabalho do autor foi elencar números que sustentam um otimismo legítimo
- e mostram como estamos evoluindo globalmente em questões essenciais.
- Compartilho aqui alguns desses números, para entendermos como foi possível essa
- afirmação tão positiva:
- -Segundo Max Roser, da Oxford University, durante 2018, a cada dia do ano, em média, 295.000
- pessoas tiveram acesso ___ eletricidade pela primeira vez em suas vidas;
- -Por dia, outras 305.000 pessoas desfrutam de água tratada e 602.000 pessoas acessaram ___
- internet pela primeira vez;
- -Nunca antes tantas pessoas foram alfabetizadas e alcançaram tamanha longevidade;
- -Em 2018, menos de 10% da população mundial viveu em situação de extrema pobreza, em
- comparação com a década de 80, quando 44% viviam nessa triste situação.
- Confesso que me entusiasmei ao ler o artigo. Em seguida, ao ampliar minhas pesquisas
- sobre o assunto, encontrei o trabalho brilhante do psicólogo Steven Pinker – nomeado em 2004
- como uma das pessoas mais influentes pela Revista Time.
- Pinker compartilha da mesma visão de Nicholas, o que fica claro ao assistir
- ao TED gravado por Pinker em abril de 2018, no qual ele traz uma quantidade impressionante de
- dados que comprovam o nosso progresso como humanidade em vários quesitos. A mensagem
- fica clara: podemos, sim, desconstruir uma visão pessimista de mundo. Isso não significa perder
- noção da realidade ou fechar os olhos para problemas, pelo contrário, valorizar essas conquistas
- nos dá mais inspiração para melhorar! Muitos outros passos ainda precisam ser dados
- globalmente nas mais variadas áreas, mas saber dessas informações nos reabastece de
- otimismo.
- Me pergunto, se houvesse uma pesquisa sobre qual a percepção das pessoas sobre a
- situação global, talvez tivéssemos números muito mais desanimadores do que os reais,
- apresentados por Nicholas e Pinker. Não acha próprio celebrarmos esse degrau que subimos em
- direção ___ mais civilidade? Principalmente por ser resultado de esforços individuais e de um
- grande esforço coletivo, afinal cocriamos dia a dia nossa própria realidade.
- Justiça, equidade, civilidade, tolerância e fraternidade são alguns exemplos de valores que
- estão por trás dos avanços apresentados nas pesquisas citadas, mas que ainda precisam
- ser aperfeiçoados para contemplarmos cada vez mais nossas necessidades, respeitarmos as
- diferenças e celebrarmos o que nos une: nosso senso de humanidade. Filosofia ___ parte,
- tangibilizar esses conceitos melhoram na prática a vida dos seres humanos em qualquer canto
- desse mundo.
- Meu desejo este ano é que a gente consiga manter o otimismo vivo, para realizar ainda
- mais sonhos individuais e coletivos, permanecendo atentos à realidade e não ao sensacionalismo.
- Assim será mais fácil fazermos nossa parte e contribuirmos para que 2019 seja o melhor ano da
- história da humanidade!
- Idealizadores do Walk and Talk, Luah Galvão e Danilo España deram uma Volta ao Mundo
- por mais de 2 anos e visitaram 28 países para entender o que motiva pessoas. Em seguida
- fizeram o Caminho de Compostela, entrevistando peregrinos sobre superação. Fecharam a tríade
- de viagens pesquisando “Resiliência” no projeto que batizaram de “Expedição Perú” e
- compartilham suas descobertas através de palestras e workshops por todo o Brasil.
Danilo España – Revista Exame – 16/01/2019 – Disponível em https://exame.abril.com.br/ - Adaptação)
Assinale a alternativa que apresenta a correta transposição para a voz passiva analítica do trecho “o bombardeio de notícias ruins vai enfraquecendo esse otimismo”.
As questões de 1 a 10 dizem respeito ao texto. Leia-o atentamente antes de respondê-las.
Por que dar á luz era muito mais fácil dois milhões de anos atrás
1 O parto humano pode ser um processo, longo,
doloroso e prolongado, que necessita assistência e,
às vezes, chega a durar dias. Então, por que
parentes dos humanos como os chimpanzés têm
5 um trabalho de parto mais fácil, dando à luz em
horas e por conta própria? Na tentativa de
responder a essa pergunta sobre evolução, os
cientistas observaram como os membros antigos
da árvore genealógica humana davam à luz. Para
10 nossos parentes de dois milhões de anos atrás, era
"bastante fácil", de acordo com uma reconstituição
do nascimento. No caso do Australopithecus
sediba, que viveu 1,95 milhão de anos atrás na
África do Sul, vemos "um processo de nascimento
15 relativamente fácil", diz a pesquisadora Natalie
Laudicina. " A largura da cabeça fetal e dos ombros
tem amplo espaço para atravessar até as
dimensões mais apertadas do canal de parto
materno", diz ela. Hoje é diferente, pois o tamanho
20 e a forma da pélvis moderna (uma mudança
necessária para caminhar na posição vertical) e o
tamanho grande da cabeça de um bebê tornam
esse ajuste apertado.
(Fonte adaptada: https://g1.globo.com>acesso em 29 de Setembro de 2019)
O verbo destacado na frase abaixo está conjugado no:
“No caso do Australopithecus sediba, que viveu 1,95 milhão de anos atrás na África do Sul, [...]”
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Nós atraímos as amizades de forma semelhante aos algoritmos do Facebook
- Esses dias estava conversando com um casal de amigos meus e falávamos sobre o quanto é
- comum ver pessoas que antes eram muito próximas, eram boas amigas, e de uma hora para
- outra, de repente, elas somem da nossa vida e nós não ficamos tristes, ou magoados, ou
- ressentidos, etc. Nós simplesmente aceitamos e vamos seguindo nossas vidas. Isso me levou a
- refletir com eles sobre a nossa vibração, sobre a energia que a gente emana para as pessoas,
- que vai mudando ao longo do tempo e também com o nosso amadurecimento. Hoje em dia
- muitos espiritualistas e terapeutas holísticos explicam isso de uma forma elegante e simples.
- Tem __ ver com a lei universal do “semelhante atrai semelhante”. Ela se aplica a todos os
- campos da vida: amizade, relacionamento amoroso, família, trabalho, espiritualidade, etc. Todos
- nós mudamos muito ao longo da vida e seria uma pretensão muito grande querer que amigos de
- uma época longínqua fiquem ao nosso lado para sempre. Às vezes acontece, mas, convenhamos,
- é muito, muito raro acontecer.
- Vale ressaltar que quando vamos mudando nosso comportamento, nossos anseios, nossas
- crenças, nossos valores, etc., é também bastante natural que mudemos muito dos ambientes
- que frequentamos, os produtos que consumimos ou as páginas de Facebook e Instagram que
- seguimos. Isso me levou a refletir sobre a semelhança entre os amigos que atraímos e as
- páginas que seguimos no Facebook ou no Instagram. Você provavelmente sabe que as redes
- sociais funcionam através de algoritmos que gravam os nossos dados. Por exemplo, eu amo as
- páginas que falam sobre Psicologia, Filosofia e Autoconhecimento e sigo muita gente dessas
- áreas. O tempo todo aparece para mim novas sugestões de páginas, aparecem livros como
- opções de compra e até os amigos em comum que curtem as páginas. É simplesmente
- impressionante o poder desses algoritmos. Um dos meus irmãos gosta muito de música, de tocar
- instrumentos musicais e já tocou em algumas bandas e festivais. Ele já me contou que aparecem
- várias páginas de bandas ou de músicos para ele curtir, exatamente porque são essas as páginas
- que ele mais dá curtidas. E também muitos músicos solicitam amizade sem nunca nem terem
- trocado uma única palavra.
- Da mesma forma se dá com pessoas que, por exemplo, gostam muito de viajar. Aparecem
- diversas páginas de turismo e viagens, além de passagens promocionais. Se alguém gosta muito
- de maquiagens ou moda, também aparecem diversas páginas e pessoas que curtem para
- solicitar amizade. Na nossa vida real acontece de forma semelhante. Você sabia que não existe
- algoritmo mais complexo e intrigante do que a nossa mente e as nossas emoções? Elas ______
- um poder infinitamente maior do que os computadores mais sofisticados que você vê por aí. Por
- isso que algumas pessoas vão embora e nunca mais as vemos de novo. As energias são
- diferentes, não há compatibilidade. É como se fossem os polos iguais de um ímã. Você percebe
- que quando você tenta juntá-los eles fazem uma força e, por mais que você tente, eles não se
- juntam.
- Nós também somos ímãs para atrair pessoas que vibram de forma semelhante à nossa.
- Portanto, concluo esse texto com um convite ao autoconhecimento. Procure ser uma pessoa
- melhor a cada dia, porque, sabendo que é assim que a vida funciona, cada vez mais você atrairá
- amizades incríveis, pessoas que lhe ajudarão a crescer como ser humano. O seu algoritmo
- interno vai entrar em consonância com o algoritmo delas e dessa forma sua vida vai se tornar
- mais plena e feliz. Espero que esses insights lhe ajudem a enxergar a vida com um olhar mais
- consciente e perceba que esse mundo de mudanças velozes no qual estamos inseridos revela, a
- partir da tecnologia, muito do que existe no nosso universo interior…
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em:https://www.contioutra.com/nos-atraimos-as-amizades-de-forma-semelhante-aos-algoritmos-do-facebook/
Em qual dos seguintes verbos a predicação é a mesma que a verificada no verbo “gravar”, que, na linha 18, aparece devidamente conjugado na terceira pessoa do plural do presente do indicativo?
Leia o texto a seguir, de modo a responder às questões 08 e 09:
Principais dúvidas sobre previdência privada
---
1------A expectativa à reforma da Previdência fez crescer o interesse dos brasileiros pela previdência complementar. De
2 acordo com um levantamento do buscador de aplicações financeiras Yubb, houve um salto de 14 vezes no volume de
3 consultas sobre os planos privados em fevereiro deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado – em
4 2018, foram 66 000; este ano, 987 000. Aumentam as buscas e o interesse, e surgem também as dúvidas.
5------Perguntamos a três especialistas as principais hesitações dos investidores sobre previdência privada. O
6 economista Sérgio Dias, o consultor tributário Francisco Arrighi e a planejadora financeira Annalisa Dal Zotto
7 responderam;
8 PREVIDÊNCIA PRIVADA É INDICADA PARA TODO MUNDO?
9 ------A previdência privada é indicada para quem não pretende viver somente com o benefício do INSS. Também é
10 indicada para quem não recolhe INSS e para os autônomos.
11 ------COM QUE IDADE DEVO COMEÇAR?
12------ O ideal é que se comece com um plano previdenciário o mais cedo possível, pois os valores acumulados serão
13 bem maiores na época da aposentadoria.
14------EXISTE UM VALOR MÍNIMO PARA INVESTIR NA PREVIDÊNCIA PRIVADA?
15------O valor mínimo de investimento varia de acordo com cada instituição. Em alguns lugares, pode ser de até 1 real.
.....
(Fragmento textual retirado da Rev. Você/Sa, junho/19)
Os termos que compõem uma oração assumem diferentes funções de acordo com a sua distribuição na estrutura oracional. Nesse sentido, avalie as proposições abaixo acerca da organização sintática.
I- As formas verbais “fez” e “crescer” não formam locução verbal, pois cada um deles tem sujeito próprio, que são, respectivamente, “A expectativa à reforma da Previdência” e “o interesse dos brasileiros pela previdência complementar”.
II- O verbo “haver” é impessoal, estando acompanhado do objeto direto “um salto de 14 vezes no volume de consultas sobre os planos privados”.
III- A forma verbal “aumentam” apresenta-se no plural porque está em relação de concordância com o sujeito “as buscas e o interesse” que vem posposto.
IV- A forma verbal “surgem” classifica-se como transitivo direto, vindo acompanhado do objeto direto “as dúvidas”.
Estão CORRETAS as proposições:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
A sabedoria dos patos
- Certa vez estava ouvindo um programa de rádio em que achei muito interessante a
- abordagem motivacional e metafísica que o professor e terapeuta Marcello Cotrim levantou para
- elucidar que os patos têm uma sabedoria maravilhosa a nos transmitir. Ele fez um comparativo
- entre os arquétipos da águia e do pato. A águia é um animal lindíssimo, tem força, tem
- resistência, tem longevidade, tem uma visão de longo alcance, voa acima das nuvens. Além
- disso, existe uma famosíssima lenda da renovação da águia, segundo a qual, quando chega à
- metade do seu tempo de vida, ela passa por um processo doloroso de renovação das penas, das
- unhas e do bico. Ela vai para as mais altas montanhas e fica lá, solitária, batendo o bico nas
- pedras até ele cair, depois espera pacientemente que nasça um novo. Em seguida, ela arranca as
- penas e unhas e se prepara para um novo ciclo de vida.
- Essa lenda da renovação da águia é vista por nós como o processo de sofrer para crescer,
- sofrer para se renovar, viver a solidão para conseguir se superar, etc. Se observarmos bem, o
- arquétipo da águia é como o de um mártir, alguém que sofre, mas que se torna maior do que as
- outras pessoas, se torna indelével. No mundo em que vivemos, quase todos querem se tornar
- inesquescíveis, porque isso soa bonito, dá uma sensação imensa de ser importante, de ser
- insubstituível. Porém, o risco está em querer ser águia o tempo inteiro. Isso é muito
- desgastante, é você se esforçar para ser sempre o melhor em tudo e alcançar patamares
- incomparáveis. A grande verdade é que ninguém consegue ser o melhor em tudo, e o barato da
- vida é exatamente esse, porque dessa forma podemos nos unir com outras pessoas, podemos
- pedir ajuda e fazer parcerias interessantes.
- Essa ideia coletiva que se tem das águias reforça um perfil mais egoísta e autossuficiente,
- como se não precisássemos uns dos outros. É nessa hora que entra a figura do pato. Ele é meio
- desengonçado na forma de andar, sabe nadar, mas não é exímio nadador, também consegue
- voar, mas não alcança grandes alturas, não sabe fazer voos rasantes, etc. Perceba! Ele consegue
- transitar pela terra, pela água e pelo ar. Que animal além dele consegue fazer isso? Em outras
- palavras, o pato é multitarefas. Tem talentos diversos, mas está longe de ser um especialista em
- suas capacidades. Olhar para esse animal e pegar esse modelo para a nossa vida é incrível,
- porque a vida não nos exige que sejamos os melhores em tudo e o tempo todo. Somos nós que
- nos autoimpomos esse padrão que, por vezes, chega até a nos adoecer.
- No mundo hipermoderno que vivemos hoje, o ideal é que desenvolvamos nossos potenciais
- diversos, sem querermos ser os melhores em tudo. Vale ressaltar que existem águias em todas
- as áreas da vida e em todas as profissões, mas não adianta ficar se comparando, porque na
- comparação nos menosprezamos e deixamos de fazer algo bom, que poderia ajudar a nós
- mesmos e aos outros. Por exemplo, eu escrevo bem, mas sei que não sou o melhor na arte da
- escrita. Não sou um Machado de Assis, porém, se eu não escrevesse, seria menos feliz e
- realizado do que sou e deixaria de levar conhecimentos e consciência para centenas de pessoas.
- Gosto de jogar basquete, mas estou longe, absolutamente longe de ser um Michael Jordan ou
- Lebron James. Se me comparasse com esses gladiadores do basquete nem pisaria numa quadra,
- deixaria de me exercitar e de me divertir com esse lindo esporte.
- Poderia citar mais exemplos, mas com esses acho que já deu para você entender! O resumo
- de tudo é isso. Faça! Não queira se comparar com as águias. Sempre existirão águias em todas
- as áreas, mas entre ser uma águia, perita em apenas uma coisa, e ser um pato, que se esforça
- para desenvolver diversos talentos, sem autoexigência, é preferível ser como um pato! Sem
- contar que os patos vivem em bandos, eles muito facilmente se organizam em equipe e não tem
- o pato-alfa, que lidera a todos, não! Imitando o arquétipo do pato podemos até ser amigos
- melhores, sem querermos ser o chefe, o comandante.
Texto adaptado especialmente para esta prova.
Disponível em: https://www.contioutra.com/a-sabedoria-dos-patos/.
Na frase “Ele é meio desengonçado na forma de andar, sabe nadar, mas não é exímio nadador, também consegue voar, mas não alcança grandes alturas, não sabe fazer voos rasantes, etc”,retirada do texto, se o pronome “ele” fosse flexionado no plural, quantas outras palavras precisariam ser modificadas para garantir a correta concordância verbo-nominal, levandose em conta a Norma Culta da Língua Portuguesa?
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
A sabedoria dos patos
- Certa vez estava ouvindo um programa de rádio em que achei muito interessante a
- abordagem motivacional e metafísica que o professor e terapeuta Marcello Cotrim levantou para
- elucidar que os patos têm uma sabedoria maravilhosa a nos transmitir. Ele fez um comparativo
- entre os arquétipos da águia e do pato. A águia é um animal lindíssimo, tem força, tem
- resistência, tem longevidade, tem uma visão de longo alcance, voa acima das nuvens. Além
- disso, existe uma famosíssima lenda da renovação da águia, segundo a qual, quando chega à
- metade do seu tempo de vida, ela passa por um processo doloroso de renovação das penas, das
- unhas e do bico. Ela vai para as mais altas montanhas e fica lá, solitária, batendo o bico nas
- pedras até ele cair, depois espera pacientemente que nasça um novo. Em seguida, ela arranca as
- penas e unhas e se prepara para um novo ciclo de vida.
- Essa lenda da renovação da águia é vista por nós como o processo de sofrer para crescer,
- sofrer para se renovar, viver a solidão para conseguir se superar, etc. Se observarmos bem, o
- arquétipo da águia é como o de um mártir, alguém que sofre, mas que se torna maior do que as
- outras pessoas, se torna indelével. No mundo em que vivemos, quase todos querem se tornar
- inesquescíveis, porque isso soa bonito, dá uma sensação imensa de ser importante, de ser
- insubstituível. Porém, o risco está em querer ser águia o tempo inteiro. Isso é muito
- desgastante, é você se esforçar para ser sempre o melhor em tudo e alcançar patamares
- incomparáveis. A grande verdade é que ninguém consegue ser o melhor em tudo, e o barato da
- vida é exatamente esse, porque dessa forma podemos nos unir com outras pessoas, podemos
- pedir ajuda e fazer parcerias interessantes.
- Essa ideia coletiva que se tem das águias reforça um perfil mais egoísta e autossuficiente,
- como se não precisássemos uns dos outros. É nessa hora que entra a figura do pato. Ele é meio
- desengonçado na forma de andar, sabe nadar, mas não é exímio nadador, também consegue
- voar, mas não alcança grandes alturas, não sabe fazer voos rasantes, etc. Perceba! Ele consegue
- transitar pela terra, pela água e pelo ar. Que animal além dele consegue fazer isso? Em outras
- palavras, o pato é multitarefas. Tem talentos diversos, mas está longe de ser um especialista em
- suas capacidades. Olhar para esse animal e pegar esse modelo para a nossa vida é incrível,
- porque a vida não nos exige que sejamos os melhores em tudo e o tempo todo. Somos nós que
- nos autoimpomos esse padrão que, por vezes, chega até a nos adoecer.
- No mundo hipermoderno que vivemos hoje, o ideal é que desenvolvamos nossos potenciais
- diversos, sem querermos ser os melhores em tudo. Vale ressaltar que existem águias em todas
- as áreas da vida e em todas as profissões, mas não adianta ficar se comparando, porque na
- comparação nos menosprezamos e deixamos de fazer algo bom, que poderia ajudar a nós
- mesmos e aos outros. Por exemplo, eu escrevo bem, mas sei que não sou o melhor na arte da
- escrita. Não sou um Machado de Assis, porém, se eu não escrevesse, seria menos feliz e
- realizado do que sou e deixaria de levar conhecimentos e consciência para centenas de pessoas.
- Gosto de jogar basquete, mas estou longe, absolutamente longe de ser um Michael Jordan ou
- Lebron James. Se me comparasse com esses gladiadores do basquete nem pisaria numa quadra,
- deixaria de me exercitar e de me divertir com esse lindo esporte.
- Poderia citar mais exemplos, mas com esses acho que já deu para você entender! O resumo
- de tudo é isso. Faça! Não queira se comparar com as águias. Sempre existirão águias em todas
- as áreas, mas entre ser uma águia, perita em apenas uma coisa, e ser um pato, que se esforça
- para desenvolver diversos talentos, sem autoexigência, é preferível ser como um pato! Sem
- contar que os patos vivem em bandos, eles muito facilmente se organizam em equipe e não tem
- o pato-alfa, que lidera a todos, não! Imitando o arquétipo do pato podemos até ser amigos
- melhores, sem querermos ser o chefe, o comandante.
Texto adaptado especialmente para esta prova.
Disponível em: https://www.contioutra.com/a-sabedoria-dos-patos/.
A forma verbal “precisássemos”, retirada do texto, está conjugada no:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Nós atraímos as amizades de forma semelhante aos algoritmos do Facebook
- Esses dias estava conversando com um casal de amigos meus e falávamos sobre o quanto é
- comum ver pessoas que antes eram muito próximas, eram boas amigas, e de uma hora para
- outra, de repente, elas somem da nossa vida e nós não ficamos tristes, ou magoados, ou
- ressentidos, etc. Nós simplesmente aceitamos e vamos seguindo nossas vidas. Isso me levou a
- refletir com eles sobre a nossa vibração, sobre a energia que a gente emana para as pessoas,
- que vai mudando ao longo do tempo e também com o nosso amadurecimento. Hoje em dia
- muitos espiritualistas e terapeutas holísticos explicam isso de uma forma elegante e simples.
- Tem __ ver com a lei universal do “semelhante atrai semelhante”. Ela se aplica a todos os
- campos da vida: amizade, relacionamento amoroso, família, trabalho, espiritualidade, etc. Todos
- nós mudamos muito ao longo da vida e seria uma pretensão muito grande querer que amigos de
- uma época longínqua fiquem ao nosso lado para sempre. Às vezes acontece, mas, convenhamos,
- é muito, muito raro acontecer.
- Vale ressaltar que quando vamos mudando nosso comportamento, nossos anseios, nossas
- crenças, nossos valores, etc., é também bastante natural que mudemos muito dos ambientes
- que frequentamos, os produtos que consumimos ou as páginas de Facebook e Instagram que
- seguimos. Isso me levou a refletir sobre a semelhança entre os amigos que atraímos e as
- páginas que seguimos no Facebook ou no Instagram. Você provavelmente sabe que as redes
- sociais funcionam através de algoritmos que gravam os nossos dados. Por exemplo, eu amo as
- páginas que falam sobre Psicologia, Filosofia e Autoconhecimento e sigo muita gente dessas
- áreas. O tempo todo aparece para mim novas sugestões de páginas, aparecem livros como
- opções de compra e até os amigos em comum que curtem as páginas. É simplesmente
- impressionante o poder desses algoritmos. Um dos meus irmãos gosta muito de música, de tocar
- instrumentos musicais e já tocou em algumas bandas e festivais. Ele já me contou que aparecem
- várias páginas de bandas ou de músicos para ele curtir, exatamente porque são essas as páginas
- que ele mais dá curtidas. E também muitos músicos solicitam amizade sem nunca nem terem
- trocado uma única palavra.
- Da mesma forma se dá com pessoas que, por exemplo, gostam muito de viajar. Aparecem
- diversas páginas de turismo e viagens, além de passagens promocionais. Se alguém gosta muito
- de maquiagens ou moda, também aparecem diversas páginas e pessoas que curtem para
- solicitar amizade. Na nossa vida real acontece de forma semelhante. Você sabia que não existe
- algoritmo mais complexo e intrigante do que a nossa mente e as nossas emoções? Elas ______
- um poder infinitamente maior do que os computadores mais sofisticados que você vê por aí. Por
- isso que algumas pessoas vão embora e nunca mais as vemos de novo. As energias são
- diferentes, não há compatibilidade. É como se fossem os polos iguais de um ímã. Você percebe
- que quando você tenta juntá-los eles fazem uma força e, por mais que você tente, eles não se
- juntam.
- Nós também somos ímãs para atrair pessoas que vibram de forma semelhante à nossa.
- Portanto, concluo esse texto com um convite ao autoconhecimento. Procure ser uma pessoa
- melhor a cada dia, porque, sabendo que é assim que a vida funciona, cada vez mais você atrairá
- amizades incríveis, pessoas que lhe ajudarão a crescer como ser humano. O seu algoritmo
- interno vai entrar em consonância com o algoritmo delas e dessa forma sua vida vai se tornar
- mais plena e feliz. Espero que esses insights lhe ajudem a enxergar a vida com um olhar mais
- consciente e perceba que esse mundo de mudanças velozes no qual estamos inseridos revela, a
- partir da tecnologia, muito do que existe no nosso universo interior…
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em:
https://www.contioutra.com/nos-atraimos-as-amizades-de-forma-semelhante-aos-algoritmos-do-facebook/
A forma verbal “mudemos” (l. 14) está devidamente conjugada no:
Leia o texto abaixo de modo a responder às questões de 11 a 13:
NÃO COMERÁS COMO ANTES
1 __ Uma nova revolução está em curso e promete transformar a indústria de alimentos e a
2 agropecuária, talvez em menos de duas décadas. Sabemos que as transformações digitais em série tiraram
3 os discos e CDs da estante e obrigaram a indústria fonográfica a reinventar-se. A indústria automotiva
4 debruça-se sobre os efeitos da sociedade uberizada e redesenha seus próximos passos com carros
5 elétricos, autônomos e drones automotivos pelo ar. A febre de aplicativos de bikes e patinetes aponta
6 para a chegada de uma nova geração decidida a desembarcar do sonho de ter um carro e do desejo de
7 dirigir. Os smart-phones não só transformaram o telefone fixo quase em enfeite, mas já obrigam até
8 potentes emissoras de televisão a repensar suas telinhas e modelos de negócio, isso para citar apenas um
9 aspecto. Testemunhamos uma série de mudanças de crenças, valores e certezas. Qual será a próxima
10 onda disruptiva? Possivelmente ela acontecerá pela boca. Ou em torno de todo o modelo que existe hoje
11 para alimentar as pessoas. Não comerás como antes. E não produzirás alimentos da mesma forma que se
12 faz hoje. Em questão de décadas, o que soa agora como um mandamento bíblico poderá fazer todo o
13 sentido.
14 __ É possível que a produção de tudo o que se come atualmente seja muito diferente em um futuro
15 não muito distante. O setor econômico que gira ao redor da circunferência de um prato de arroz, feijão,
16 alface, batata, tomate e carne, entre uma garfada geracional e outra, sofrerá impactos estruturais. Chegou
17 a hora de discutir o que a comida disruptiva – e toda a sua fascinante tecnologia – fará com o modus
18 operandi da indústria e da agropecuária e com a próxima etapa do agronegócio, quando a produção de
19 bifes de laboratório ganhar escala e se tornar acessível, por exemplo. Será que, nas próximas décadas, a
20 carne suculenta saboreada no almoço ainda vai depender da criação de gado para o abate, como sempre
21 funcionou no modelo tradicional da pecuária?
[...] (Veja, 12/06/19)
O título do texto apresenta o verbo na forma imperativa, que pode dar à frase um sentido de ordem ou um conselho. Mas, no corpo do texto, ao se referir a algo que está para acontecer, muitas vezes, empregam-se palavras (advérbios ou verbos) que sinalizam dúvida, possibilidade, incerteza. Dito isso, analise as sentenças abaixo elencadas, e assinale a alternativa que, tal como o título, indica certeza.
Analise a seguinte reflexão, escrita pelo escritor brasileiro Millôr Fernandes, para responder às questões a seguir.
_
“Se Deus me der força e saúde, hei de provar que ele não existe”.
Considere as alternativas a seguir e assinale a que NÃO indica um verbo presente na frase de Millôr Fernandes.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Desumanizado mundo novo
- Vivemos em um mundo repleto de ironias, de contradições, de paradoxos, em um mundo
- confuso e confusamente percebido, como escreveu Milton Santos. Vemos, de um lado, a
- tecnologia se desenvolver em uma velocidade cada vez maior, enquanto nós parecemos ir no
- sentido contrário, em um processo contínuo e acelerado de desumanização. É óbvio que o
- desenvolvimento tecnológico em si não é o causador do problema, mas o progresso humano
- está paulatinamente mais distante do progresso da máquina e das grandes cidades. É como se,
- para que um exista, o outro tenha que ceder espaço de si mesmo, adaptar-se, abnegar-se,
- transformar-se no que não é.
- Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga
- benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é
- um mundo de pessoas. Todo “progresso” conseguido através da tecnologia deve servir como
- instrumento para que haja uma melhora na condição humana. Desse modo, caso não seja
- percebido um progresso similar entre o mundo das máquinas e o mundo dos homens, é
- necessário repensar e reorganizar as bases em que tal “desenvolvimento” tem ocorrido.
- Se analisarmos os altos índices (com projeções ainda maiores) de doenças psicológicas,
- perceberemos que as áreas com maior incidência são as grandes cidades, onde a modernidade,
- com todo o seu “progresso” material, consegue se “desenvolver” com maior êxito. Além disso,
- os jovens são o grupo mais afetado, o que não significa que outras pessoas não possam sofrer
- com os mesmos problemas. Esses dados separados podem não ter muito nexo. Contudo, se
- analisados juntos, fazem todo o sentido, já que há uma pressão muito maior sobre as atuais
- gerações para que elas consigam se afirmar e obter sucesso dentro dos parâmetros
- estabelecidos pela sociedade, pautada, evidentemente, pelo consumismo e espetacularização
- de bens que afirmam a magnificência do mundo líquido moderno.
- Com isso, na medida em que o “sucesso” não é atingido, uma vez que nem todos possuem
- os “pré-requisitos” necessários para adentrar no oásis de prazer da sociedade de consumo, nem
- os “talentos” necessários para agradar à plateia do espetáculo permanente, que é a nossa
- sociedade, passa-se a ter sujeitos frustrados, insatisfeitos e desindividualizados, que ao mesmo
- tempo em que não conseguem se encaixar no mundo, não conseguem reconhecer a si próprios.
- Em outras palavras, não há espaço para todos brilharem e/ou nem todos querem, de fato,
- “brilhar”. Logo, muitos acabam ficando no meio do caminho, entre ser um sujeito individual,
- mas desencaixado; ou ser um sujeito despersonalizado, porém ajustado. O preço cobrado por
- sair __ um lugar, mas não chegar __ outro, é ficar perdido da sociedade e, sobretudo, de si
- mesmo.
- Apesar desses casos serem, aparentemente, mais graves, não se deve entender que
- renunciar à própria individualidade em favor do cumprimento de protocolos sociais seja algo
- saudável ou normal. Pelo contrário, é no enquadramento, na subserviência às regras de uma
- sociedade que se apresenta em um temível estado patológico que reside o âmago do problema,
- pois é por meio da conversão de novas ovelhas que a “igreja” expande o seu rebanho e,
- consequentemente, o seu poder.
- É urgente repensar o nosso mundo e declarar a ironia de uma sociedade que transverte o
- fracasso em uma roupa de sucesso e que, ao criar a ilusão de uma sociedade de indivíduos,
- criou uma sociedade de massa, uniforme e prisioneira em um reino de ignorância, indiferença,
- egoísmo e apatia, em que todos, em alguma medida, vivem de forma mecânica, anônima,
- invisível e solitária, distantes de si, distantes do mundo, chorando as lágrimas escassas de
- quem não acredita mais no choro. Estamos todos doentes e precisamos nos curar. Entretanto, a
- cura não está na sanidade de um mundo aparentemente são, mas completamente adoecido, e
- sim na lou(cura) de ser a si mesmo e permitir que os outros também sejam, pois qualquer
- caminho que tomemos deve ter como destino o nosso ser.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/desumanizado-mundo-novo/. Acesso em 14 mar. 2019.
As formas verbais “exista” e “tenha”, localizadas na linha 07 do texto, estão conjugadas no:
Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 9.
MEMES, É PRA ISSO QUE EU PAGO INTERNET!
Por Jaider Morais
É indiscutível que a internet revolucionou nossas vidas com os serviços, redes sociais e informações em tempo real e sem barreiras geográficas. O tempo, em que ficamos conectados, aumenta a cada dia e sempre nos deparamos com coisas engraçadas, que de repente todo mundo está compartilhando e muitas vezes nem sabemos de onde veio ou qual a referência. Estamos falando dos memes, uma indústria acelerada que não brinca em serviço.
Pra quem gosta desse tipo de conteúdo (quase todo mundo), é motivo de orgulho morar no país que é considerado um grande e bem sucedido polo industrial desses maravilhosos conteúdos. Quem nunca leu por aí que o Brasil é uma fábrica de memes ou o país deles, ou ainda que brasileiro faz piada com tudo? Pois é, gente. Vamos ver um pouco de como isso surgiu e relembrar alguns clássicos.
Em poucas palavras, memes podem ser fotos/desenhos, em muitas vezes com frases em letras garrafais; gifs ou vídeos curtos; sons ou músicas e textos que quase sempre usam de uma boa dose de humor e se espalham rapidamente pela internet. A palavra meme vem de um termo grego e significa “imitação”. Foi usado pela primeira vez, em 1976, pelo escritor britânico Richard Dawkins em seu bestseller “O Gene Egoísta”. O conceito é bem amplo, mas em resumo ele descreveu meme como uma informação que se multiplica de cérebro em cérebro ou em locais onde a informação é armazenada (como livros). [...]
A gente adora fazer piada de tudo, né? Seja do entrevistador que cometeu uma gafe ao vivo; da celebridade que fez uma cara estranha; do jogador de futebol que caiu; do gatinho engraçado, dentre muitas outras. Em minha opinião, o surgimento dos memes para o brasileiro é a ilustração daquela frase: “essa arma” é poderosa e não pode cair em mãos erradas”.
Não que eu seja velho, mas eu me lembro dos memes que fizeram sucesso em vídeos e animações postadas nos primórdios das redes sociais ou que eram compartilhados por e-mail ou no infravermelho do celular. “Bebê dançarino”, “Vaca louca” e “A baratinha” são exemplos dos primeiros memes que eclodiram no meio tecnológico.
(Fonte: Design com Café)
Todo texto é elaborado com finalidades específicas e possui marcas que identificam quem o escreve. Assinale a alternativa que corretamente apresenta a pessoa do discurso utilizada, em sua maior extensão.
Leia o texto “Como o conceito tradicional de masculinidade afeta os meninos?” dos escritores Tory Oliveira e Paula Calçade, para responder às questões de 1 a 8 a seguir.
Como o conceito tradicional de masculinidade afeta os meninos? (adaptado)
Deixar de dizer que ama um amigo, não poder abraçar quem se gosta, esconder seus sentimentos e não poder chorar. Para muitos meninos, essas são algumas das regras não escritas das masculinidades. Nascido dos debates sobre gênero, o conceito de masculinidades abarca as regras sociais delimitadas aos homens para que eles construam sua maneira de agir consigo, com o outro e com a sociedade. Muito cedo se aprende que a pena para quem não seguir um código estrito, que define a masculinidade, é ser visto como “menos homem”, associado à feminilidade, e, assim, estar vulnerável à violência e ao bullying dos pares.
Segundo Marcelo Hailer, pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças, da PUC- SP, “A narrativa social valoriza homens brancos, heterossexuais, fortes, com condições econômicas favoráveis”. Para o pesquisador, a escola pode ser um campo de cobranças dessa performance masculina. A ausência de discussões sobre o impacto disso para meninos e meninas pode resultar em violência dentro do ambiente escolar. “Enquanto não houver debate nas escolas, esses valores vão continuar resultando em violência física e psicológica, porque não há outras alternativas para essas crianças lidarem com as angústias e dúvidas em outros lugares também”.
“A maneira como os garotos são criados faz com que aprendam a esconder os sentimentos por trás de uma máscara de masculinidade” afirma o psicólogo americano William Pollack no documentário “A Máscara em Que Você Vive” (2015). Disponível atualmente na Netflix, o filme introduz o debate sobre masculinidades de maneira acessível, mostrando como essa construção rígida do que é ser homem impacta a vida, a educação e a saúde de meninos. “Os homens têm dificuldade de expressar aquilo que sentem. Em geral, isso se dá por meio da violência: quando está triste, com raiva, quando sente medo ou insegurança, em todos esses aspectos, a violência é uma fuga muito grande. Temos uma dificuldade de entender os sentimentos e de lidar com eles de maneira não violenta”, explica Caio César Santos, professor de Geografia, youtuber e pesquisador de masculinidades desde 2015.
(Fonte: Nova Escola)
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas do texto abaixo, preservando-lhe o sentido original e a adequação à Gramática Normativa da Língua Portuguesa.
Enquanto não _____ debate nas escolas, esses valores _____ resultando em violência física e psicológica, porque não _____ outras alternativas para essas crianças (...)”.
Texto 1
Atividade física pode evitar 10 mil casos
de câncer ao ano no Brasil
Cerca de 10 mil novos casos de câncer, entre eles o de mama e o de cólon, poderiam ser evitados no Brasil se houvesse mais adesão à prática da atividade física entre a população. Os resultados fazem parte de uma pesquisa feita no Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), em parceria com a Universidade de Harvard, a Universidade de Cambridge e a Universidade de Queensland. Um artigo sobre o assunto foi publicado na revista científica internacional Cancer Epidemio/ogy em julho de 2018.
Os dados sobre a falta de atividade física da população brasileira são alarmantes. A última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (1 BGE), em 2013, mostra que aproximadamente metade das pessoas sequer atingiu a recomendação mínima preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a prática por semana, ou seja, 150 minutos de atividade moderada ou 75 minutos em ritmo mais intenso.
As mulheres estão em desvantagem em relação aos homens. É maior o número de mulheres que não se exercitam, cerca de 51 %, enquanto os homens, é de 43%.
O de mama e o de cólon são os cânceres mais comuns e que poderiam ser evitados caso houvesse a prática regular de atividade física entre a população, segundo Leandro Fórnias Machado Rezende, um dos autores da pesquisa.
A prática regular da atividade física influencia no controle de peso e no nível de gordura, além de atuar diretamente sobre hormônios e marcadores inflamatórios. A falta dela aumenta o risco de incidência de alguns tipos de câncer, principalmente os que foram objetos de estudo, o de mama e o de cólon. A pesquisa trouxe mais detalhes sobre o assunto: os pesquisadores concluíram que até 8.600 casos de câncer em mulheres e 1. 700 casos de câncer em homens poderiam ter sido evitados simplesmente com o aumento dos exercícios semanais. Conforme afirma Rezende, esses casos correspondem a 19% da incidência de câncer de cólon e 12% de câncer de mama no Brasil.
De acordo com Rezende, os pesquisadores que trabalharam nesse estudo acreditam que os números possivelmente podem estar subestimados, já que há estudos recentes sugerindo uma possível relação de atividade física com a redução do risco de até 13 tipos de câncer.
(Por Redação - Editorias: Ciências da Saúde - URL Curta: jornal.usp.br/?p=184111)
Disponível em >htlps://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-da-saude/atividade-fisica-pode-evitar-10miI-casos-de-cancer-ao-ano-no-brasiI/. Acesso em 18/05/2019. Adaptado.
Câncer e mulher fazem o plural com acréscimo de -es; possível faz o plural trocando-se o I por -is (possíveis).
Está correta a correspondência entre a palavra e sua respectiva forma de plural na seguinte opção:
O verbo “cantar” conjugado na primeira pessoa do singular no Presente do Indicativo é:
Analise o texto poético a seguir, de autoria do compositor brasileiro Sérgio Bittencourt, para responder às próximas questões.
“Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim”
No primeiro verso do poema, aparece o verbo “sentava”. Em relação à conjugação desse verbo, pode-se afirmar que está no:
TEXTO
As línguas vivas foram influenciadas pela
migração do campo para a cidade. Idiomas
falados em determinadas regiões rurais e por
apenas alguns milhares de pessoas, corriam
perigo quando estas se mudavam para zonas
urbanas. Tais línguas regionais também sofriam
quando a cultura citadina, através dos novos
meios de comunicação, chegava ao campo. Da
mesma forma, estavam em risco se a invasão de
algum idioma mais popular – o inglês ou o russo,
por exemplo – oferecesse mais esperança de
emprego, melhor educação ou acesso a
entretenimento. Fora da Europa, centenas de
línguas nativas vivas e vigorosas em 1900
passaram a ser faladas por apenas alguns
milhares de pessoas. Quando um idioma sofria
tal decadência, a maioria dos falantes o usava
somente em parte de seu cotidiano, muitas vezes
sem explorar todos os seus recursos e suas
complexidades, pois os ouvintes de tal língua,
especialmente os jovens, não a conheciam por
completo. Das mais de 6 mil línguas do mundo,
a maioria tinha, relativamente, poucos falantes
no final do século. Elas estavam sob ameaça,
uma vez que o rádio, a televisão, os jornais e os
livros davam preferência àquelas faladas pela
maioria. O iídiche possui hoje cerca de um terço
dos falantes que tinha em 1900, quando era
usado nas regiões centrais e leste da Europa. O
íngrio e outros dois idiomas falados nas
proximidades do Mar Báltico reuniam, em 1970,
somente algumas poucas centenas de falantes
cada um. A língua dálmata, usada no litoral leste
do Mar Adriático, sumiu em 1898. O manx, que
se falava na Ilha de Man, no Mar da Irlanda, foi
extinto em 1974. Na Austrália, vários idiomas se
perderam. Um erudito estudou cinco línguas
vivas de aborígenes, da região tropical de
Queensland, e revelou com tristeza, em 1992,
que três estavam extintas, uma tinha apenas dez
falantes e a última continuava viva apenas na
mente de um falante solitário. Não eram línguas
simples, que morreram por falta de flexibilidade
e vocabulário. A maioria possuía uma gramática
complexa e um impressionante léxico de cerca
de 10 mil palavras. Entre as numerosas línguas
em risco pelo mundo, a maioria não sobreviveu.
(BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do
Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, p. 287).
Na última palavra do texto, o autor utilizou o verbo “sobreviver” no seguinte tempo verbal:
Com o tema “Compadrio – São João Dormiu” a Lumiar, do Pina, Zona Sul do Recife, foi a vencedora da 35º edição do Concurso de Quadrilhas Juninas Adultas. O resultado, divulgado pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade, consagrou o grupo que na edição de 2018 também foi campeão. Os integrantes receberão o prêmio de R$ 13 mil + R$ 3 mil pela classificação nas eliminatórias – valor que será concedido a todas as 12 finalistas.
O júri, responsável pelas notas, foi composto por 18 jurados, sendo três para cada critério avaliado: casamento, marcador, coreografia, figurino, trilha sonora e desenvolvimento do tema.
(https://www.folhape.com.br/noticias/noticias/sao-joao-2019/2019/07/01/ NWS,109294,70,1457,NOTICIAS,2190-LUMIAR-BICAMPEA-CONCURSOQUADRILHAS-JUNINAS-RECIFE.aspx
No trecho: “Os integrantes receberão o prêmio”, o verbo:
Em 1903 – ano do primeiro voo de avião –, um professor russo chamado Konstantin Tsiolkovsky terminou de escrever um livro bastante perspicaz, cujo título era “A Exploração do Espaço Cósmico. De acordo com seus cálculos, um foguete que usasse combustível líquido poderia subir alto o bastante para entrar em órbita ao redor da Terra. Durante os vinte anos que separaram as duas guerras mundiais, cientistas amadores e profissionais de vários países lançaram foguetes, muitos dos quais podiam ser facilmente carregados até os locais de lançamento. Alguns explodiram antes de decolar, outros não conseguiram subir, mas houve os que atingiram alturas consideráveis. Hitler incentivava esse tipo de teste, sob o comando de Walter R. Dornberger, em Peenemünde, uma aldeia costeira alemã no litoral do Báltico. Lá, foguetes cada vez maiores eram construídos no final da década de 1930. Em alguns testes, um míssil balístico de longo alcance era lançado de uma estrutura alta, parecida com os trampolins de piscina daquela época. Por volta de 1942, os veículos espaciais mais avançados viajavam a mais de 5 mil quilômetros por hora, uma velocidade supersônica que fazia o mais rápido dos aviões parecer uma tartaruga. Tratava-se de uma arma nova, capaz talvez de assegurar a vitória a Hitler, enquanto o exército alemão continuava a avançar em território russo e os japoneses estendiam seu império militar quase até a costa australiana. (BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 202).
Na linha 31 do texto, o autor utiliza o verbo “continuar” em qual tempo verbal?
A SEREIA DOS PENSADORES
O fascínio pelo poder é uma armadilha para os intelectuais.
Platão, na República, imaginou como seria um Estado governado exclusivamente pelos sábios: somente os iluminados pela Razão poderiam adentrar os círculos do poder, e o resto da sociedade deveria obedecer à aristocracia intelectual. Nessa obra exuberante, a utopia da intelligentsia conduz o gênero humano à prosperidade eterna: o mundo real, no entanto, foi menos gentil com o platonismo.
No século V a.C., Dionísio I, governante de Siracusa, convidou o filósofo ateniense a tornar-se seu conselheiro Déspota refinado, Dionísio apreciava cercar-se de poetas e pensadores (não foi o primeiro nem o último tirano a cultivar mascotes eruditas). Platão, contudo, insistiu em aplicar suas ideias ao governo da cidade-Estado. Segundo o historiador Diogénes Laércio, Dionísio acabou se irritando com suas censuras e ordenou que Platão fosse vendido como escravo. O grande pensador foi parar em um mercado na Ilha de Egina, é entre prisioneiros de guerra. Por sorte, um benfeitor o reconheceu, comprou-o e o mandou de volta a Atenas. Diógenes Laércio calcula que o preço da transação tenha sido uns 200 dracmas.
Embora Platão tivesse inclinações autoritárias (como bem demonstra a leitura da República), sua aproximação ao poder não se deu por ambição pessoal, mas por uma espécie de pudor. Em uma carta, assim justificou seu envolvimento com o governo de Siracusa: “Eu o fiz, principalmente, por um sentimento de vergonha em relação a mim mesmo; não queria que a humanidade me considerasse um homem somente dedicado às palavras e incapaz de agir.”.
Eu detestaria viver na República de Platão — lugar onde poetas e escultores seriam banidos, e onde a única música permitida seriam canções de ninar e marchinha militares. Mesmo assim, há algo de admirável na tentativa de aprimorar o mundo coma força das ideias.
Ao longo dos tempos, contudo, a relação dos grandes intelectuais com o poder político nem sempre obedeceu a motivos tão nobres. À vaidade ilustrada levou muitas mentes agudas a se associarem a regimes nefastos: a sensação de moldar a história em tempo real exerce efeito tóxico sobre mentes acostumadas à abstração.
Esse ópio não age apenas sob governos totalitários: mesmo em sociedades democráticas o fascínio pelo poder é uma armadilha que pode arrastar ou embotar os mais argutos intelectos.
Antípoda de Platão, Heráclito (540-470 a.c.) foi o protótipo do intelectual desengajado. Quando os habitantes de Corinto o convidaram a redigir as leis da cidade, respondeu: ''Prefiro brincar com crianças a ajudar esses perversos a governar a república''. Não proponho que Heráclito nos sirva de modelo, e espero que um dia os sábios governem o mundo. Mas quem traçará a linha precisa entre os sábios e os tolos? Antes a sereia do poder, é salutar que os seres ''dedicados ás palavras'' nem fujam nem se deslumbrem; que mantenham uma certa rabugice, uma certa desconfiança, um certo pudor, enfim. Pois, como diz o adágio, o poder corrompe - e a corrupção da sabedoria não é inatividade, mas a loucura.
(BOTELHO, José Francisco. Revista Veja: 3 de julho de 2019. p. 95)
Observe as potiutiráo e assinale a alternativa correta:
“(...) o resto da sociedade deveria obedecer à aristocracia intelectual."(1)
“(...) O poder político nem sempre obedeceu a motivos tão nobres."(2)
Sobre o emprego do verbo obedecer, é INCORRETO afirmar: