Questões de Concurso Sobre análise sintática em português

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Q2920171 Português

TEXTO – A SAÚDE E O FUTURO


Dráuzio Varella – Reflexões para o futuro


Ficaremos sobrecarregados, pagando caro pela ignorância e irresponsabilidade do passado. Acharemos inacreditável não havermos percebido em tempo, por exemplo, que o vírus da Aids, presente na seringa usada pelo adolescente da periferia para viajar ao paraíso por alguns instantes, infecta as mocinhas da favela, os travestis da cadeia, as garotas da boate, o meninão esperto, a menininha ingênua, o senhor enrustido, a mãe de família e se espalha para a multidão de gente pobre, sem instrução e higiene. Haverá milhões de pessoas com Aids, dependendo de tratamentos caros e assistência permanente. Seus sistemas imunológicos deprimidos se tornarão presas fáceis aos bacilos da tuberculose, que, por via aérea, irão parar nos pulmões dos que passarem por perto, fazendo ressurgir a tuberculose epidêmica do tempo dos nossos avós. Sífilis, hepatite B, herpes, papilomavírus e outras doenças sexualmente transmissíveis atacarão os incautos e darão origem ao avesso da revolução sexual entre os sensatos.

No caldo urbano da miséria/sujeira/ignorância crescerão essas pragas modernas e outras imergirão inesperadas. Estará claro, então, que o perigo será muito mais imprevisível do que aquele representado pelas antigas endemias rurais: doença de Chagas, malária, esquistossomose, passíveis de controle com inseticidas, casas de tijolos, água limpa e farta.

Assustada, a sociedade brasileira tomará, enfim, consciência do horror que será pôr filhos em um mundo tão inóspito. Nessas condições é provável que se organize para acabar com as causas dessas epidemias urbanas. Modernos hospitais sem fins lucrativos, dirigidos por fundações privadas e mantidos com o esforço e a vigilância das comunidades locais, poderão democratizar o atendimento público. Eficientes programas de prevenção, aplicados em parceria com instituições internacionais, diminuirão o número de pessoas doentes.

Então virá a fase em que surgirão novos rebeldes sonhadores, para enfrentar o desafio de estender a revolução dos genes para melhorar a qualidade de vida dos que morarem na periferia das grandes cidades ou na imensidão dos campos brasileiros.

“Estará claro, então, que o perigo será muito mais imprevisível...”; o vocábulo destacado tem valor semântico de:

Alternativas
Q2917974 Português
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A língua começou a uniformizar-se e a exportar traços comuns para o Brasil inteiro pelas rotas comerciais que a exploração do ouro criou.

Se na frase acima substituirmos a forma verbal criou pela forma deu ensejo, o termo que deverá dar lugar à expressão

Alternativas
Q2917860 Português
not valid statement found

É adequado o emprego do elemento sublinhado na frase:

Alternativas
Q2891726 Português
not valid statement found

Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase:

Alternativas
Q2891581 Português
Assinale a alternativa em que o termo destacado tem a mesma função sintática que “A regra básica daqui para a frente é a competência”.
Alternativas
Q1647568 Português

Leia atentamente o texto abaixo, de Carlos Drummond de Andrade, que servirá de apoio para a questão.


REVERÊNCIA AO DESTINO

    Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.

    Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

    Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.

    Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

    Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.

    Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.

    Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.

    Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer.

    Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.

    Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.

    E é assim que perdemos pessoas especiais.

    Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.

    Difícil é mentir para o nosso coração.

    Fácil é ver o que queremos enxergar. 

    Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

    Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"

    Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

    Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.

    Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

    Fácil é querer ser amado.

    Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.

    Fácil é ouvir a música que toca.

    Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

    Fácil é ditar regras.

    Difícil é segui-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

    Fácil é perguntar o que deseja saber.

    Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.

    Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.

    Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

    Fácil é dar um beijo.

    Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.

    Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.

    Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

    Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.

    Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.

    Fácil é sonhar todas as noites.

    Difícil é lutar por um sonho.

    Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.

“Falar é completamente fácil...”


Assinale a alternativa em que o termo destacado tenha a mesma função sintática do termo grifado no período acima.

Alternativas
Q1647567 Português

Leia atentamente o texto abaixo, de Carlos Drummond de Andrade, que servirá de apoio para a questão.


REVERÊNCIA AO DESTINO

    Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.

    Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

    Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.

    Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

    Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.

    Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.

    Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.

    Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer.

    Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.

    Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.

    E é assim que perdemos pessoas especiais.

    Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.

    Difícil é mentir para o nosso coração.

    Fácil é ver o que queremos enxergar. 

    Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

    Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"

    Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

    Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.

    Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

    Fácil é querer ser amado.

    Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.

    Fácil é ouvir a música que toca.

    Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

    Fácil é ditar regras.

    Difícil é segui-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

    Fácil é perguntar o que deseja saber.

    Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.

    Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.

    Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

    Fácil é dar um beijo.

    Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.

    Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.

    Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

    Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.

    Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.

    Fácil é sonhar todas as noites.

    Difícil é lutar por um sonho.

    Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.

A análise morfossintática do termo grifado está correta em todas as alternativas, exceto em:
Alternativas
Q1647564 Português

Para responder a questão, leia o texto a seguir, um fragmento de “Memorial de Aires”, de Machado de Assis, em que o narrador, o Conselheiro Aires, relata, em dois fragmentos, acontecimentos referentes à abolição da escravidão.


7 de maio

    O ministério apresentou hoje à Câmara o projeto da abolição. É a abolição pura e simples. Dizem que em poucos dias será lei.


13 de maio

    Enfim, lei. Nunca fui, nem o cargo me consentia ser propagandista da abolição, mas confesso que senti grande prazer quando soube da votação final do Senado e da sanção da Regente. Estava na Rua do Ouvidor, onde a agitação era grande e a alegria geral.

    Um conhecido meu, homem de imprensa, achando-me ali, ofereceu-me um lugar no carro, que estava na Rua Nova, e ia enfileirar no cortejo organizado para rodear o paço da cidade, e fazer ovação à Regente. Estive quase, quase a aceitar, tal era meu atordoamento, mas os meus hábitos quietos, os costumes diplomáticos, a própria índole e a idade me retiveram melhor que as rédeas do cocheiro aos cavalos do carro, e recusei. Recusei com pena. Deixei-os, a ele e aos outros, que se ajuntaram e partiram da Rua Primeiro de Março. Disseram-me depois que os manifestantes erguiam-se nos carros, que iam abertos, e faziam grandes aclamações, em rente ao paço, onde estavam também todos os ministros. Se eu lá fosse, provavelmente faria o mesmo e ainda agora não me teria entendido... Não, não faria nada; meteria a cara entre os joelhos.

ASSIS, Machado de. Memorial de Aires. São Paulo: Cultrix, sd.

Sobre o texto acima, levando-se em consideração as recomendações da gramática normativa tradicional, é correto afirmar que
Alternativas
Q1647557 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Como nosso modo de ser ainda é bastante romântico, temos uma tendência quase invencível para atribuir aos grandes escritores uma quota pesada e ostensiva de sofrimento e de drama, pois a vida normal parece incompatível com o gênio. Dickens desgovernado por uma paixão de maturidade, após ter sofrido em menino as humilhações com a prisão do pai; Dostoievsky quase fuzilado, atirado na sordidez do presídio siberiano, sacudido pela moléstia nervosa, jogando na roleta o dinheiro das despesas de casa; Proust enjaulado no seu quarto e no seu remorso, sufocado de asma, atolado nas paixões proibidas – são assim as imagens que prendem nossa imaginação.

    Por isso, os críticos que estudaram Machado de Assis nunca deixaram de inventariar e realçar as causas eventuais de tormento, social e individual: cor escura, origem humilde, carreira difícil, humilhações, doença nervosa. Mas depois dos estudos de JeanMichel Massa é difícil manter este ponto de vista. 

    Com efeito, os seus sofrimentos não parecem ter excedido aos de toda gente, nem a sua vida foi particularmente árdua. Mestiços de origem humilde foram alguns homens representativos no nosso Império liberal. Homens que, sendo da sua cor e tendo começado pobres, acabaram recebendo títulos de nobreza e carregando pastas ministeriais. Não exageremos, portanto, o tema do gênio versus destino. Antes, pelo contrário, conviria assinalar a normalidade exterior e a relativa facilidade da sua vida pública. Tipógrafo, repórter, funcionário modesto, finalmente alto funcionário, a sua carreira foi plácida. A cor parece não ter sido motivo de desprestígio, e talvez só tenha servido de contratempo num momento brevemente superado, quando casou com uma senhora portuguesa. E a sua condição social nunca impediu que fosse íntimo desde moço dos filhos do Conselheiro Nabuco, Sizenando e Joaquim, rapazes finos e cheios de talento.

    Se analisarmos a sua carreira intelectual, verificaremos que foi admirado e apoiado desde cedo, e que aos cinqüenta anos era considerado o maior escritor do país, objeto de uma reverência e admiração gerais, que nenhum outro romancista ou poeta brasileiro conheceu em vida, antes e depois dele. (...) Quando se cogitou fundar a Academia Brasileira de Letras, Machado de Assis foi escolhido para seu mentor e presidente, posto que ocupou até morrer. Já então era uma espécie de patriarca das letras, antes dos sessenta anos.  

    Patriarca (sejamos francos) no bom e no mau sentido. Muito convencional, muito apegado aos formalismos, era capaz, sob este aspecto, de ser tão ridículo e mesmo tão mesquinho quanto qualquer presidente de Academia. Talvez devido a certa timidez, foi desde moço inclinado ao espírito de grupo e, sem descuidar as boas relações com grande número, parece que se encontrava melhor no círculo fechado dos happy few. A Academia surgiu, na última parte de sua vida, como um desses grupos fechados onde a sua personalidade encontrava apoio; e como dependia dele em grande parte o beneplácito para os membros novos, ele atuou com uma singular mistura de conformismo social e sentimento de clique, admitindo entre os fundadores um moço ainda sem expressão, como Carlos Magalhães de Azeredo, só porque lhe era dedicado e ele o estimava –, motivos que o levaram a dar ingresso alguns anos depois a Mário de Alencar, ainda mais medíocre. No entanto, barrava outros de nível igual ou superior, como Emílio de Meneses, não por motivos de ordem intelectual, mas porque não se comportavam segundo os padrões convencionais, que ele respeitava na vida de relação.

    Sendo assim, parece não haver dúvida que a sua vida foi não apenas sem aventuras, mas relativamente plácida, embora marcada pelo raro privilégio de ser reconhecido e glorificado como escritor, com um carinho e um preito que foram crescendo até fazer dele um símbolo do que se considera mais alto na inteligência criadora.

CANDIDO, Antonio. Esquema de Machado de Assis. In: Vários escritos. 3ª ed. ver. e ampl. São Paulo: Duas Cidades, 1995.

Sobre o segundo e terceiro parágrafos do texto, levando-se em consideração as recomendações da gramática normativa tradicional, é correto afirmar que
Alternativas
Q1647551 Português

Leia o texto abaixo, um editorial publicado na Folha de São Paulo em 26 de junho de 2005, para responder à questão.


    Milton Friedman, agora com 92 anos de idade, é um daqueles economistas que não pode ser acusado de simpatias esquerdistas. Suas credenciais conservadoras incluem o título de papa do neoliberalismo, ferrenho defensor do mercado livre, republicano, membro do Instituto Hoover e o Prêmio Nobel de Economia de 1985. É com essas qualificações que Friedman tem defendido a polêmica proposta de legalização de todas as drogas. 

    Em entrevista exclusiva à Folha, o economista voltou a sustentar que, se há algo que deve ser eliminado, não são as drogas, mas o programa antidrogas dos EUA. Com base num estudo recémdivulgado pela Universidade Harvard, segundo o qual os EUA economizariam US$ 14 bilhões por ano se a maconha fosse legalizada (menos US$ 7,7 bilhões de despesas com policiamento e mais US$ 6,2 bilhões com impostos), Friedman e outros 499 economistas enviaram a George W. Bush e ao Congresso norte-americano uma carta na qual pedem a liberação dessa droga.

    Em termos filosóficos, a posição liberal do venerando economista é sustentável. Se acreditamos que a liberdade é um valor a respeitar e cultivar – e cremos nisso –, então a decisão sobre utilizar drogas, desde que tomada conscientemente, deveria ser estritamente pessoal e intransferível. Se o Estado tem algum papel a exercer seria o de regulamentar o comércio e zelar para que as pessoas recebam toda a informação disponível a respeito dos perigos do consumo.

    Embora cresça entre os especialistas a percepção de que a abordagem meramente proibicionista para o problema das drogas falhou, e cada vez mais se fala em descriminalização e redução de danos, a questão é muito complexa. O que está em jogo não são apenas rubricas orçamentárias e uma discussão filosófica sobre liberdades individuais e princípios do livre mercado.

    Há também uma dimensão sanitária que não pode ser ignorada. Existe uma correlação entre a exposição à droga e o surgimento da dependência. Assim, se da noite para o dia todas as substâncias fossem liberadas, correríamos o risco, por exemplo, de transformar a dependência em cocaína, que afeta hoje menos de 1% da população, numa epidemia comparável ao alcoolismo, moléstia que atinge entre 10% e 15% dos adultos. E, quando se fala em alcoolismo, é sempre oportuno lembrar que essa doença é, de longe, a que mais provoca perdas humanas, sociais e econômicas. Estima-se que o abuso de álcool custe aos EUA, por ano, US$ 184 bilhões, sendo US$ 23 bilhões em gastos de saúde e US$ 134 com perdas de produtividade. Se qualquer uma das drogas hoje ilícitas assumisse com a legalização um perfil de consumo mais próximo ao do álcool, seria um pesadelo. 

O proibicionismo, como aponta Friedman, parece de fato uma estratégia estulta de lidar com o problema das drogas. Ele tende a gerar muitos lucros para o traficante e, portanto, muita violência e corrupção para a sociedade. É preciso buscar soluções que retirem a ênfase da repressão ao consumo, mas não seria sensato simplesmente inverter tudo e, de uma hora para a outra, partir para a legalização total das drogas.

Sobre o primeiro parágrafo do texto acima, levando-se em consideração as recomendações da gramática normativa tradicional, é correto afirmar que
Alternativas
Q1643035 Português

Texto para o item


Internet: <www.premioinnovare.com.br>  (com adaptações).

Julgue os itens seguintes com base no trecho “Quando os cientistas políticos ensinam que, nas democracias modernas, poder trava poder, aludem a uma forma de pacto social ou controle tácito que permite a governabilidade” (L.19-22).

A palavra “que”, nas duas vezes em que aparece no trecho, exerce a função sintática de sujeito.

Alternativas
Q1643033 Português

Texto para o item


Internet: <www.premioinnovare.com.br>  (com adaptações).

Julgue os itens seguintes com base no trecho “Quando os cientistas políticos ensinam que, nas democracias modernas, poder trava poder, aludem a uma forma de pacto social ou controle tácito que permite a governabilidade” (L.19-22).


A primeira oração do trecho expressa circunstância de tempo.

Alternativas
Q1641544 Português
Texto de apoio para a questão.
Justiça Banco do Brasil paga R$ 6 mil por ter humilhado cliente
Terça, 14 de Março de 2006, 10h01
Fonte: Portal do Consumidor
O Banco do Brasil foi condenado a pagar indenização por, segundo a Justiça, ter humilhado publicamente um cliente. A decisão é da 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. Os ministros acolheram parte do recurso do banco para reduzir o valor da reparação, fixado inicialmente em R$ 50 mil.
De acordo com o presidente da entidade, as palavras foram ditas em alta voz e na frente de várias pessoas. O cliente Gercino Machado Parreira, presidente de uma entidade associativa em Palmas (TO), afirmou que a ofensa lhe trouxe graves problemas, porque é conhecido na cidade.
O cliente ajuizou ação de indenização contra o Banco do Brasil porque, segundo os autos, esteve na agência para tratar de um financiamento, mas o encarregado do setor o agrediu verbalmente.
Em contestação, o Banco do Brasil alegou que o funcionário não humilhou o autor da ação, como ficou descrito no processo. De acordo com a entidade, o empregado do banco apenas informou o cliente que o prazo para a obtenção de financiamento já havia expirado.
A primeira instância acolheu os argumentos da instituição bancária. Machado Parreira apelou, o Tribunal de Justiça de Tocantins recebeu o recurso e condenou o banco a pagar indenização de R$ 50 mil. Considerou que ficou devidamente demonstrado no processo que a atitude do banco gerou danos ao cliente.
O Banco do Brasil recorreu ao STJ com o argumento de que não ficou comprovada, com base nas provas testemunhais, a conduta ilícita do banco, nem tampouco os danos morais alegados. Sustentou, ainda, que o valor da indenização foi excessivo. O Banco do Brasil pediu, ainda, redução da verba honorária.
O ministro Jorge Scartezzini, relator do caso, entendeu que o valor da indenização foi realmente excessivo e o reduziu para R$ 6 mil.

De acordo com as regras de pontuação, assinale a alternativa em que os termos destacados estejam corretamente justificados:

I. O cliente Gercino Machado Parreira, presidente de uma entidade associativa em Palmas (TO), afirmou que a ofensa lhe trouxe graves problemas, porque é conhecido na cidade. II. Sustentou, ainda, que o valor da indenização foi excessivo. III. O ministro Jorge Scartezzini, relator do caso, entendeu que o valor da indenização foi realmente excessivo e o reduziu para R$ 6 mil
Alternativas
Q1641543 Português

O texto, Ronald McDonald é expulso de hospital na Escócia, servirá de apoio para a questão.


Empresas

Ronald McDonald é expulso de hospital na Escócia

Sexta, 17 de Março de 2006, 11h48

Fonte: INVERTIA


Ronald McDonald, personagem-símbolo da rede de fast food McDonald's, foi expulso de um hospital da Escócia onde (1) trabalhava para alegrar crianças doentes internadas na instituição.


O Raigmore Hospital, localizado em Inverness, considerou que (2) era "inapropriada" a distribuição de tickets de vale-lanche aos doentes. "Parecia que (3) o hospital estava promovendo esse tipo de alimentação nada saudável, enquanto nós médicos tentamos justamente combater os efeitos desses hábitos", afirmou a pediatra Eleanor Scott. "Distribuir esses tickets é tornar a bomba da obesidade ainda mais explosiva", completou.


"Eu aprecio a iniciativa do McDonalds de gratificar as crianças que (4) muitas vezes estão passando por muita dor e por procedimentos médicos dolorosos", afirmou Garry Coutts, diretor do hospital. "Mas há outros meios de se fazer o mesmo", endossou.  



Assinale a alternativa cuja classificação do termo destacado esteja correta.

Alternativas
Q1641537 Português
O texto, O Brasil vai para o espaço, servirá de apoio para a questão.

Edição nº 110 - 10/3/2006

O Brasil vai para o espaço

Viagem do primeiro astronauta do país levanta polêmicas

Por Elisa Marconi e Francisco Bicudo

Pela primeira vez na história, um brasileiro fará parte de uma missão espacial. No dia 30 de março próximo, o tenente-coronel aviador Marcos César Pontes deixará a atmosfera do planeta a bordo da nave russa Soyuz. Lá no alto, do espaço, Pontes deverá fazer três contatos com a Terra e realizar nove experimentos científicos em áreas como biologia, óptica e mecânica. Mas, longe de ser um acontecimento que mereça elogios e encha de orgulho a comunidade científica, o acontecimento tem, na verdade, recebido uma enxurrada de críticas que questionam a política espacial do Brasil.

A primeira reclamação de nossos cientistas diz respeito ao elevado custo da participação brasileira no programa russo. Na empreitada, o Brasil vai gastar aproximadamente doze milhões de dólares, o equivalente a 24 milhões de reais. O problema não é o valor em si – ainda que seja considerado alto. O que se questiona são as possíveis respostas que ele poderá oferecer – e elas são consideradas muito tímidas, em relação ao investimento feito. A outra grande queixa apontada pelos especialistas – e nesse caso destaca-se a opinião do presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Sérgio Gaudenzi – é que a viagem não é fruto de avanços alcançados especificamente pelo programa espacial brasileiro, que ainda estaria muito longe de conseguir uma façanha como essa. Na verdade, o tenente-coronel vai para o espaço de carona. A história, que começou com um elogiado acordo entre a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) e a brasileira, acabou rendendo um lugar na nave russa. Por fim, os experimentos que Pontes pretende realizar no espaço sideral – e que confeririam à missão um caráter de pesquisa e inovação científica – são, de acordo com os especialistas, questionáveis e até desnecessários, pois envolvem, por exemplo, a germinação de grãos de feijão num ambiente com microgravidade, situação muito semelhante à clássica experiência realizada por alunos de ensino fundamental de todo o país.

A comunidade científica, no entanto, consegue também enxergar benefícios na viagem, e há até quem compare nosso primeiro explorador do espaço ao pioneiro da aviação, Alberto Santos Dumont. Antes de mais nada, os cientistas destacam a questão simbólica. Segundo o diretor do Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), Carlos Augusto Leal Velloso, o grande intuito do vôo é dar visibilidade ao programa espacial do país e esse objetivo vem sendo alcançado em todo o território nacional. O outro ponto de destaque é a interação entre a viagem na Soyuz e as universidades e escolas. Os experimentos que o tenente-coronel Pontes vai realizar foram propostos por faculdades, centros de pesquisas e até por uma escola de 1º grau da cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Depois de concluídos, o material e os relatórios serão entregues às 22 instituições participantes do projeto, para que elas dêem prosseguimento às pesquisas.

Fonte: O Estado de S. Paulo
A leitura do segundo parágrafo do texto, permitenos afirmar que, no trecho – “Por fim, os experimentos que Pontes pretende realizar no espaço sideral – e que confeririam à missão um caráter de pesquisa e inovação científica – são, de acordo com os especialistas, questionáveis e até desnecessários..”. – O termo destacado estabelece uma relação de
Alternativas
Q1637896 Português

Texto



OLIVEIRA, Regis Fernandes de & HORVATH, Estevão. Manual de direito financeiro. 6 ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2003, p. 83

Escreva (C) para certo e (E) para errado.


( ) O verbo inserir apresenta duas possibilidades de particípio: inserto (a) ou inserido (a).


( ) No segundo período do texto, os pronomes o (descreve-o) e seu (seu atendimento), devidamente sublinhados, referem-se a plano de ação".


( ) Em “previsão de despesas” (linhas 5 e 6), a expressão completada pode ser básica como objeto indireto.


( ) Em opera-se a despesa" (linhas 15 e 16), o se é partícula expletiva.


( ) A última oração do Texto está na voz passiva.



A sequência correta, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q1389255 Português

Texto I


(Luis Fernando Veríssimo)

Você nunca teve ilusões sobre a humanidade. (L.42-43)
O termo destacado no período acima tem a função sintática de:
Alternativas
Q1389251 Português

Texto I


(Luis Fernando Veríssimo)

Estava fugindo de Mitterrand. (L.27) 


O período acima tem o papel de: 

Alternativas
Q1389246 Português

Texto I


(Luis Fernando Veríssimo)

Assinale a alternativa em que o termo não exerça a mesma função sintática que os demais.
Alternativas
Q460669 Português
      A educação é uma função tão natural e universal da comunidade humana que, pela própria evidência, leva muito tempo a atingir a plena consciência aqueles que a recebem e praticam, sendo, por isso, relativamente tardio o seu primeiro vestígio na tradição literária. O seu conteúdo, aproximadamente o mesmo em todos os povos, é ao mesmo tempo moral e prático. Também entre os Gregos foi assim. Reveste, em parte, a forma de mandamentos, como honrar os deuses, honrar pai e mãe, respeitar os estrangeiros; consiste, por outro lado, numa série de preceitos sobre a moralidade externa e em regras de prudência para a vida, transmitidas oralmente pelos séculos afora; e apresenta-se ainda como comunicação de conhecimentos e aptidões profissionais a cujo conjunto, na medida em que é transmissível, os Gregos deram o nome de techné. Os preceitos elementares do procedimento correto para com os deuses, os pais e os estranhos foram mais tarde incorporados à lei escrita dos Estados. E o rico tesouro da sabedoria popular, mesclado de regras primitivas de conduta e preceitos de prudência enraizados em superstições populares, chegava pela primeira vez à luz do dia, através de uma antiqüíssima tradição oral, na poesia rural gnômica de Hesíodo. As regras das artes e ofícios resistiam naturalmente, em virtude da sua própria natureza, à exposição escrita dos seus segredos, como esclarece, no que se refere à profissão médica, a coleção dos escritos hipocráticos.
      Da educação, neste sentido, distingue-se a formação do Homem por meio da criação de um tipo ideal intimamente coerente e claramente definido. Essa formação não é possível sem se oferecer ao espírito uma imagem do homem tal como ele deve ser. A utilidade lhe é indiferente ou, pelo menos, não essencial. O que é fundamental nela é o kalón, isto é, a beleza, no sentido normativo da imagem desejada, do ideal. A formação manifesta-se na forma integral do Homem, na sua conduta e comportamento exterior e na sua atitude interior. Nem uma nem outra nasceram do acaso, mas são antes produtos de uma disciplina consciente. Já Platão a comparou ao adestramento de cães de raça. A princípio, esse adestramento limitava-se a uma reduzida classe social, a nobreza.

Obs: gnômico = sentencioso

(Adaptado de Werner Jaeger, Paidéia: a formação do homem grego. Trad. Artur M. Parreira, 4.ed., São Paulo: Martins Fontes,2001, p. 23-24)

A utilidade lhe é indiferente ou, pelo menos, não essencial.

É correto afirmar que, na frase acima,
Alternativas
Respostas
9481: C
9482: D
9483: B
9484: E
9485: B
9486: D
9487: E
9488: A
9489: D
9490: E
9491: E
9492: C
9493: C
9494: E
9495: B
9496: E
9497: C
9498: B
9499: A
9500: E