Questões de Concurso Sobre análise sintática em português

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Q115665 Português
Com relação às estruturas linguísticas do texto, julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção correta.

I – A expressão “Em princípio” (linha 12) poderia, sem caracterizar erro sintático, ser substituída por A princípio.

II – O trecho “se a informação acerca da quantidade é confável” (linhas 23 e 24) está empregado com a ideia de condição.

III – A oração “que foi servido” (linha 27) está empregada com caráter explicativo.

A sequência correta é:
Alternativas
Q115182 Português
A educação possível 

A educação benevolente e frouxa que hoje predomina nas casas e escolas é mais nociva do que  
uma sala de aula com teto e chão furados e livros aos frangalhos. 

   Educação é algo bem mais amplo do que escola. Começa em casa, onde precisam ser dadas as primeiras informações  sobre o mundo (com criança também se conversa!), noções de postura e compostura, respeito, limites. Continua na vida  pública, nem sempre um espetáculo muito edificante, na qual vemos políticos concedendo-se um bom aumento em cima  dos seus já polpudos ganhos, enquanto professores recebem salários escrachadamente humilhantes, e artistas fazendo  propaganda de bebida num momento em que médicos, pais e responsáveis lutam com a dependência química de milhares  de jovens. Quem é público, mesmo que não queira, é modelo: artistas, líderes, autoridades. Não precisa ser hipócrita nem  bancar o santarrão, mas precisa ter consciência de que seus atos repercutem, e muito.   Mas vamos à educação nas escolas: o que é educar? Como deveria ser uma boa escola? Como se forma e se mantém  um professor eficiente, como se preparam crianças e adolescentes para este mundo competitivo onde todos têm direito de  construir sua vida e desenvolver sua personalidade?
   É bem mais simples do que todas as teorias confusas e projetos inúteis que se nos apresentam. Não sou contra  colocarem um computador em cada sala de aula neste reino das utopias, desde que, muito mais e acima disso, saibamos  ensinar aos alunos o mais elementar, que independe de computadores: nasce dos professores, seus métodos, sua  autoridade, seu entusiasmo e seus objetivos claros. A educação benevolente e frouxa que hoje predomina nas casas e  escolas prejudica mais do que uma sala de aula com teto e chão furados e livros aos frangalhos. Estudar não é brincar, é  trabalho. Para brincar temos o pátio e o bar da escola, a casa.  
  Sair do primeiro grau tendo alguma consciência de si, dos outros, da comunidade onde se vive, conseguindo contar,  ler, escrever e falar bem (não dá para esquecer isso, gente!) e com naturalidade, para se informar e expor seu pensamento,  é um objetivo fantástico. As outras matérias, incluindo as artísticas, só terão valor se o aluno souber raciocinar, avaliar,  escolher e se comunicar dentro dos limites de sua idade.  
   No segundo grau, que encaminha para a universidade ou para algum curso técnico superior, o leque de  conhecimentos deve aumentar. Mas não adianta saber história ou geografia americana, africana ou chinesa sem conhecer  bem a nossa, nem falar vários idiomas se nem sequer dominamos o nosso. Quer dizer, não conseguimos nem nos colocar  como indivíduos em nosso grupo nem saber o que acontece, nem argumentar, aceitar ou recusar em nosso próprio  benefício, realizando todas as coisas que constituem o termo tão em voga e tão mal aplicado: “cidadania”.  
   O chamado terceiro grau, a universidade, incluindo conhecimentos especializados, tem seu fundamento eficaz nos  dois primeiros. Ou tudo acabará no que vemos: universitários que não sabem ler e compreender um texto simples, muito  menos escrever de forma coerente. Universitários, portanto, incapazes de ter um pensamento independente e de aprender  qualquer matéria, sem sequer saber se conduzir. Profissionais competindo por trabalho, inseguros e atordoados, logo,  frustrados.  
   Sou de uma família de professores universitários. Fui por dez anos titular de linguística em uma faculdade particular.  Meu desgosto pela profissão – que depois abandonei, embora gostasse do contato com os alunos – deveu-se em parte à  minha dificuldade de me enquadrar (ah, as chatíssimas e inócuas reuniões de departamento, o caderno de chamada, o  currículo, as notas...) e em parte ao desalento. Já nos anos 70 recebíamos na universidade jovens que mal conseguiam  articular frases coerentes, muito menos escrevê-las. Jovens que não sabiam raciocinar nem argumentar, portanto  incapazes de assimilar e discutir teorias. Não tinham cultura nem base alguma, e ainda assim faziam a faculdade, alguns  com sacrifício, deixando-me culpada quando os tinha de reprovar.  
   Em tudo isso, estamos melancolicamente atrasados. Dizem que nossa economia floresce, mas a cultura, senhores, que  inclui a educação (ou vice-versa, como queiram...), anda mirrada e murcha. Mais uma vez, corrigir isso pode ser muito  simples. Basta vontade real. Infelizmente, isso depende dos políticos, depende dos governos. Depende de cada um de nós,  que os escolhemos e sustentamos.
(>Lya Luft. Veja. 23 de maio de 2007. Adaptado)

No trecho “... que independe de computadores:” (3º§), a expressão em destaque exerce a mesma função sintática que a expressão sublinhada em:
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Q115129 Português
O sentido de: “Se seus adeptos se contentassem em fazer tal escolha de forma discreta, sem apontar agressivamente o dedo para quem não concorda com ela, a convivência das duas formas poderia ser pacífica” (parágrafo 5) altera-se visivelmente coma substituição da primeira oração por:
Alternativas
Q115094 Português
Considerando os aspectos linguísticos e gramaticais do texto, julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção correta.

I – Caso o termo “?agrada” (linha 29) fosse substituído por fragada, o sentido do texto seria preservado, já que as duas palavras são homônimas.

II – O pronome relativo “que” (linha 7) possui função restritiva.

III – A forma verbal “vê” (linha 25) pode ser substituída por enxergam, já que, neste caso, poderia concordar com “turma” (linha 25), que tem valor coletivo.

IV – Na linha 20, o termo “passageiros” não está empregado com função adjetiva, tampouco possui o sentido de efêmeros.

V – A substituição da preposição “com” (linha 6) pela preposição de não manteria a regência correta.

A sequência correta é:
Alternativas
Q114956 Português
Com base nas propriedades textuais e gramaticais do texto, assinale a opção INCORRETA.
Alternativas
Q114950 Português
Acerca das estruturas do texto, julgue os itens abaixo e, em seguida, assinale a opção correta.

I – Na linha 5, o vocábulo “por”, em suas duas ocorrências, pertence à mesma classe de palavras.

II – Na linha 4, a expressão “as duas” tem como referentes as palavras “professor” e “professar” (linha 1).

III – Caso o vocábulo “a” (linha 18) fosse substituído por à, seria mantida a correção gramatical, já que, neste caso, o uso do sinal indicativo de crase é facultativo.

IV – No texto, o verbo “lembrar” (linha 11), por apresentar- se na forma pronominal, é transitivo indireto.

V – A palavra “sob” (linha 18) pode ser substituída por sobre, sem acarretar prejuízo de sentido ao texto, já que ambas são preposições.

Estão certos apenas os itens
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Q110476 Português
Convivas de boa memória

Há dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique. Um antigo dizia arrenegar
de conviva que tem boa memória. A vida é cheia de tais convivas, e eu sou acaso um deles, conquanto a prova de ter a
memória fraca seja exatamente não me acudir agora o nome de tal antigo; mas era um antigo, e basta.
Não, não, a minha memória não é boa. Ao contrário, é comparável a alguém que tivesse vivido por hospedarias, sem
guardar delas nem caras nem nomes, e somente raras circunstâncias. A quem passe a vida na mesma casa de família,
com os seus eternos móveis e costumes, pessoas e afeições, é que se lhe grava tudo pela continuidade e repetição.
Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças que vestiram! Eu não atino com a das que enfiei
ontem. Juro só que não eram amarelas porque execro essa cor; mas isso mesmo pode ser olvido e confusão.
E antes seja olvido que confusão; explico-me. Nada se emenda bem nos livros confusos, mas tudo se pode meter
nos livros omissos. Eu, quando leio algum desta outra casta, não me aflijo nunca. O que faço, em chegando ao fim, é
cerrar os olhos e evocar todas as coisas que não achei nele. Quantas ideias finas me acodem então! Que de reflexões
profundas! Os rios, as montanhas, as igrejas que não vi nas folhas lidas, todos me aparecem agora com as suas águas,
as suas árvores, os seus altares, e os generais sacam das espadas que tinham ficado na bainha, e os clarins soltam as
notas que dormiam no metal, e tudo marcha com uma alma imprevista.
É que tudo se acha fora de um livro falho, leitor amigo. Assim preencho as lacunas alheias; assim podes também
preencher as minhas.

(Assis, de Machado. Dom Casmurro – Editora Scipione – 1994 – pág. 65)

“... e eu sou acaso um deles, conquanto a prova de ter a memória fraca...”; a oração grifada traz uma ideia de:
Alternativas
Q109406 Português
                                          Imagem 003.jpg

No desenvolvimento das ideias no texto, o pronome relativo “que”,
Alternativas
Q109389 Português
                                             Imagem 010.jpg

No que concerne ao emprego de vírgulas no texto acima, assinale a opção correta.
Alternativas
Q109376 Português

Em relação às estruturas linguísticas do texto e à significação das palavras nele utilizadas, assinale a opção correta.

Alternativas
Q109373 Português
A respeito das estruturas linguísticas do texto, assinale a opção correta.
Alternativas
Q108553 Português
Releia-se o que escreve Beccaria:

“Contudo, se o roubo é comumente o crime da miséria e da aflição, se esse crime apenas é praticado por essa classe de homens infelizes, para os quais o direito de propriedade (direito terrível e talvez desnecessário) apenas deixou a vida como único bem, [.......] as penas em dinheiro contribuirão tão-somente para aumentar os roubos, fazendo crescer o número de mendigos, tirando o pão a uma família inocente para dá-lo a rico talvez criminoso.” (parágrafo 5)

A palavra ou locução que, usada no espaço entre colchetes deixado no período, fortalece a conexão lógica entre as orações adverbiais condicionais e o que ele afirma a seguir é:
Alternativas
Q108355 Português
Nos versos “cortar todas as árvores e transformá-las em papel de imprensa” e “erguer um estábulo com restos de madeira cobri-lo de”, os pronomes oblíquos átonos destacados desempenhama função sintática de:
Alternativas
Q95144 Português
Brasil e África do Sul estão investindo em conjunto e trocando experiências na coordenação de políticas públicas, com vistas a promover maior intercâmbio e cooperação nas áreas da cultura e do combate à pobreza e à desigualdade social. (L.87- 91)

Assinale a alternativa em que o termo desempenhe função sintática distinta da dos demais no período acima.
Alternativas
Q94219 Português
Em 1994, foi criado o Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (National Economic Development and Labour Council – NEDLAC), cujo principal objetivo consistia em promover a integração entre governo, empresários e trabalhadores, tornando as decisões econômicas mais abrangentes para promover as metas do crescimento econômico e da igualdade social. (L.42-50)
Em relação ao período acima, analise as afirmativas a seguir:

I. O período é composto por quatro orações.
II. Há duas ocorrências de predicativo do objeto.
III. Há um caso de oração subordinada substantiva objetiva direta.

Assinale
Alternativas
Q94150 Português
Em “Além disso, foram eliminados órgãos equivalentes às diretorias regionais de ensino.”, a expressão destacada
Alternativas
Q94149 Português
“Salário foi apontado por 3% da amostra com dos principais problemas; 9% citaram violência e insegurança; e 38%, deficiências físicas escolas.”

No texto, o sujeito da forma verbal citaram é

Alternativas
Q94145 Português
"’...qualquer compra exige três orçamentos e, posteriormente, o envio dos documentos a um contador.’"

As expressões dos documentos e a um contador desempenham, respectivamente, as funções de
Alternativas
Q93987 Português
“Quis arrancá-lo dali, mas não pude; ele estava arraigado ao
chão, e só continuou a andar quando a briga cessou
inteiramente, e um dos cães, mordido e vencido, foi levar a sua
fome a outra parte. Notei que ficara sinceramente alegre, posto
contivesse a alegria, segundo convinha a um grande filósofo.
Fez-me observar a beleza do espetáculo, relembrou o objeto da
luta, concluiu que os cães tinham fome; mas a privação do
alimento era nada para os efeitos gerais da filosofia. Nem deixou
de recordar que em algumas partes do globo o espetáculo é
mais grandioso: as criaturas humanas é que disputam aos cães
os ossos e outros manjares menos apetecíveis; a luta que se
complica muito, porque entra em ação a inteligência do homem,
com todo o acúmulo de sagacidade que lhe deram os séculos”
(Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas).

No período “Concluiu que os cães tinham fome”, a oração “que os cães tinham fome” exerce a função de
Alternativas
Q93984 Português
Como seriam as coisas e as pessoas antes que lhes
tivéssemos dado o sentido de nossa esperança e visão
humanas? Devia ser terrível. Chovia, as coisas se ensopavam
sozinhas e secavam, e depois ardiam ao sol e se crestavam em
poeira. Sem dar ao mundo o nosso sentido humano, como me
assusto. Tenho medo da chuva, quando a separo da cidade e
dos guarda-chuvas abertos, e dos campos se embebendo de
água (Clarice Lispector).

Na oração “Sem dar ao mundo o nosso sentido humano”, o verbo
Alternativas
Respostas
9101: B
9102: E
9103: E
9104: C
9105: B
9106: A
9107: E
9108: E
9109: A
9110: B
9111: D
9112: C
9113: B
9114: D
9115: D
9116: E
9117: C
9118: C
9119: E
9120: B