Questões de Concurso
Sobre análise sintática em português
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TEXTO:
Protestos, desejos e compreensão de si
Para muitas pessoas, não é fácil entender as manifestações coletivas em nome de causas e
direitos sociais que vêm acontecendo em âmbito global e que, recentemente, surpreendendo a muitos,
surgiram também no Brasil. O desconhecimento a respeito da história social e política, bem como
sobre o significado profundo das lutas, sublevações e insurreições mundiais e nacionais contribui para
5 a perplexidade quanto à situação presente. Não se conhece o passado, não se entende
o presente e, além de tudo, não é possível prever o futuro quanto a mudanças sociais concretas em termos de
direitos, cidadania, reforma política ou direção de políticas públicas. Se, por um lado, o que pensamos
do futuro pertence à especulação e à fantasia, por outro, é o efeito direto do que não somos capazes
de imaginar, daquilo que se dá em bases inconscientes, do que é da ordem imponderável do desejo. O
10 desejo de que um mundo melhor possa nos amparar é o novo sentimento que surge como um terceiro
elemento no instante em que a alternativa estava entre o apático fim das utopias e a ideia de que todas
as utopias já tinham sido realizadas.
Certo, no entanto, é que uma mudança de autocompreensão coletiva está em cena no Brasil
atual. E esse talvez seja o aspecto mais decisivo no contexto dos acontecimentos, a experiência
15 subjetiva que está sendo vivida quando muitos acreditavam no fim do sujeito ético e político, aniquilado
pelos diversos mecanismos de dessubjetivação que vão da economia à tecnologia. A impressão
generalizada era que as pessoas estavam vendidas ao sistema econômico, tinham cancelado qualquer
desejo político, eram servas do consumismo e da publicidade e, portanto, já não pertenciam a si
mesmas. Não tinham subjetividade, a instância da decisão, da liberdade que se elabora e forma na
20 intimidade de cada um e em sua relação com o outro.
No contexto, surpreende que a internet – que aparece, muitas vezes, como a máquina
devoradora de subjetividades – se torne um mecanismo democrático, uma instância de trocas
intersubjetivas, que faz irromper liberdades individuais na formação da expressão comum tal como a
da multidão nas ruas. O fato de a internet, como meio tecnológico, ter sido a ameaça de aniquilação da
25 subjetividade e, de repente, ter ajudado a forjar outras subjetividades, mostra apenas que o ser
humano permanece humano, na liberdade de recriar seu sentido, seu modo de viver e usar
instrumentos, como a própria internet, a seu favor.
A queixa geral que ouvíamos como um sussurro social poderia ter continuado seu zunido
gasto, mas tornou-se ativismo político dos brasileiros. O que de fato está acontecendo entre nós? É
30 algo que podemos nos perguntar. Mais do que curiosidade, o que está em cena é um abalo sísmico no
processo de nossa autocompreensão comum. Isso quer dizer que nunca mais nos veremos do mesmo
modo porque, devido aos eventos políticos e sociais, já não somos os mesmos.
TIBURI, Márcia. Protestos, desejos e compreensão de si. Revista Mente e Corpo. Disponível em: < http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/protestos_desejos_e_compreensao_de_si.html>. Acesso em: 14 ago. 2013. Adaptado.
Quanto à regência dos nomes e verbos que estruturam o texto, analise as proposições, identificando o que estiver correto.
I- A locução verbal “vêm [...] surpreendendo” (linha 2) apresenta a mesma regência da forma verbal “pertence” (linha 8).
II- O adjetivo “capazes” (linha 8) apresenta a mesma regência do adjetivo “decisivo” (linha 14).
III- O verbo “irromper” (linha 23) pode ser substituído por proceder, no sentido de realizar, dar início, sem mudança de regência.
Está correto apenas o que se afirma em
TEXTO:
Protestos, desejos e compreensão de si
Para muitas pessoas, não é fácil entender as manifestações coletivas em nome de causas e
direitos sociais que vêm acontecendo em âmbito global e que, recentemente, surpreendendo a muitos,
surgiram também no Brasil. O desconhecimento a respeito da história social e política, bem como
sobre o significado profundo das lutas, sublevações e insurreições mundiais e nacionais contribui para
5 a perplexidade quanto à situação presente. Não se conhece o passado, não se entende
o presente e, além de tudo, não é possível prever o futuro quanto a mudanças sociais concretas em termos de
direitos, cidadania, reforma política ou direção de políticas públicas. Se, por um lado, o que pensamos
do futuro pertence à especulação e à fantasia, por outro, é o efeito direto do que não somos capazes
de imaginar, daquilo que se dá em bases inconscientes, do que é da ordem imponderável do desejo. O
10 desejo de que um mundo melhor possa nos amparar é o novo sentimento que surge como um terceiro
elemento no instante em que a alternativa estava entre o apático fim das utopias e a ideia de que todas
as utopias já tinham sido realizadas.
Certo, no entanto, é que uma mudança de autocompreensão coletiva está em cena no Brasil
atual. E esse talvez seja o aspecto mais decisivo no contexto dos acontecimentos, a experiência
15 subjetiva que está sendo vivida quando muitos acreditavam no fim do sujeito ético e político, aniquilado
pelos diversos mecanismos de dessubjetivação que vão da economia à tecnologia. A impressão
generalizada era que as pessoas estavam vendidas ao sistema econômico, tinham cancelado qualquer
desejo político, eram servas do consumismo e da publicidade e, portanto, já não pertenciam a si
mesmas. Não tinham subjetividade, a instância da decisão, da liberdade que se elabora e forma na
20 intimidade de cada um e em sua relação com o outro.
No contexto, surpreende que a internet – que aparece, muitas vezes, como a máquina
devoradora de subjetividades – se torne um mecanismo democrático, uma instância de trocas
intersubjetivas, que faz irromper liberdades individuais na formação da expressão comum tal como a
da multidão nas ruas. O fato de a internet, como meio tecnológico, ter sido a ameaça de aniquilação da
25 subjetividade e, de repente, ter ajudado a forjar outras subjetividades, mostra apenas que o ser
humano permanece humano, na liberdade de recriar seu sentido, seu modo de viver e usar
instrumentos, como a própria internet, a seu favor.
A queixa geral que ouvíamos como um sussurro social poderia ter continuado seu zunido
gasto, mas tornou-se ativismo político dos brasileiros. O que de fato está acontecendo entre nós? É
30 algo que podemos nos perguntar. Mais do que curiosidade, o que está em cena é um abalo sísmico no
processo de nossa autocompreensão comum. Isso quer dizer que nunca mais nos veremos do mesmo
modo porque, devido aos eventos políticos e sociais, já não somos os mesmos.
TIBURI, Márcia. Protestos, desejos e compreensão de si. Revista Mente e Corpo. Disponível em: < http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/protestos_desejos_e_compreensao_de_si.html>. Acesso em: 14 ago. 2013. Adaptado.
Sobre os aspectos que garantem a progressão textual, a única alternativa correta é
Para responder às questões de 6 a 10, leia a tirinha abaixo.
(Disponível em http://www.humorcomciencia.com/)
O humor dos quadrinhos se constrói, principalmente, por meio de uma brincadeira com a língua portuguesa e suas nuances. Tal questão, foco do humor, envolve processos, primordialmente:
Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.
Realização de atividade física diminui uso de remédios por idosos
Hipertensos e diabéticos fazem atividades físicas com orientação médica no Complexo do Alemão
Aos 68 anos, o aposentado Antônio Oliveira precisava tomar 9 comprimidos por dia para tentar controlar a pressão. Desde que começou a fazer exercícios, passou a ter uma pressão de garoto com apenas três remédios. Antônio não foi o único: 56% dos hipertensos, diabéticos e obesos inscritos no Programa Academia Carioca de Saúde, que funciona em 25 unidades municipais de saúde, conseguiram reduzir a dosagem e a quantidade de remédios. E 2% deixaram de precisar de remédios, segundo levantamento do programa, que completou dois anos.
"Os exercícios são meu novo remédio. Não falto à academia um dia. Cheguei aqui com a pressão 17 por 11. Sentia muita dor de cabeça e isso me deixava de mau humor. Sem dor, estou de bem com a vida e fiquei muito mais ativo", conta Antônio, que além de controlar a pressão fez vários amigos na academia do Complexo do Alemão.
O levantamento mostrou ainda que 72% dos alunos perderam peso, 97% conseguiram controlar a pressão e 86% dos diabéticos reduziram as taxas de glicemia. "Antes eu era o 'terror do pastinha de saúde'. Tomava muito remédio, mas vivia indo lá com problemas de glicose e pressão alta. Agora, já nem preciso mais do remédio da pressão. O exercício tem feito uma diferença muito grande na minha vida. Antes da academia eu era toda entrevada, não conseguia abaixar", conta Laurência Maria dos Santos, 66.
Junia Cardoso, responsável pelo Programa da Secretaria Municipal de Saúde, explica que o exercício faz com que o corpo produza substâncias que diminuem pressão e a glicose. "A consequência é a diminuição da necessidade de remédios. Mas é bom lembrar que só o médico pode diminuir as dosagens".
Sem doenças
O exercício físico é remédio também contra depressão, problemas cardiovasculares e ajuda a prevenir alguns tipos de cânceres. Atento aos benefícios, o Ministério da Saúde lançou o programa Academia da Saúde, que visa estimular a criação de espaços para a prática de exercícios nos municípios.
"Em Recife, os pacientes inscritos em um programa de atividades físicas diminuíram em 50% o uso de antiinflamatórios e antidepressivos. Além disso, a OMS relaciona a prática de 30 minutos de exercício diário com menor risco de câncer de colo e mama", diz o ministro da Saúde Alexandre Padilha.
No Rio, segundo a Secretaria de Saúde, serão abertas 15 academias cariocas, totalizando 40 até o fim do ano.
(Disponível em saude.terra.com.br)
Releia o seguinte trecho, retirado do texto:
"Em Recife, os pacientes inscritos em um programa de atividades físicas diminuíram em 50% o uso de anti-inflamatórios e antidepressivos."
Assinale a opção em que a correlação entre o termo e sua função sintática esteja correta.
Para responder às questões de 6 a 10, leia a charge a seguir.
(http://miniplif.no.comunidades.net/index.php?pagina=galeria)
Se a fala contida no segundo balão ("Sorte sua!") fosse reescrita e passasse a ser "A sorte é sua!", o pronome possessivo exerceria qual função sintática?
Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.
Mãe
(Crônico dedicado o o Dia das Mães, embora com o final inadequado, ainda que autêntico)
Rubem Braga
O menino e seu amiguinho brincavam nas primeiras espumas; o pai fumava um cigarro na praia, batendo papo com um amigo. E o mundo era inocente, na manhã de sol.
Foi então que chegou a Mãe (esta crônica é modesta contribuição ao Dia das Mães), muito elegante em seu short, e mais ainda em seu maiô. Trouxe óculos escuros, uma esteirinha para se esticar, óleo para a pele, revista para ler, pente para se pentear — e trouxe seu coração de Mãe que imediatamente se pôs aflito achando que o menino estava muito longe e o mar estava muito forte.
Depois de fingir três vezes não ouvir seu nome gritado pelo pai, o garoto saiu do mar resmungando, mas logo voltou a se interessar pela alegria da vida, batendo bola com o amigo. Então a Mãe começou a folhear a revista mundana — "que vestido horroroso o da Marieta neste coquetel" — "que presente de casamento vamos dar à Lúcia? tem de ser uma coisa boa" — e outros pequenos assuntos sociais foram aflorados numa conversa preguiçosa. Mas de repente:
— Cadê Joãozinho?
O outro menino, interpelado, informou que Joãozinho tinha ido em casa apanhar uma bola maior.
— Meu Deus, esse menino atravessando a rua sozinho! Vai lá, João, para atravessar com ele, pelo menos na volta!
O pai (fica em minúscula; o Dia é da Mãe) achou que não era preciso:
— O menino tem OITO anos, Maria!
— OITO anos, não, oito anos, uma criança. Se todo dia morre gente grande atropelada, que dirá um menino distraído como esse!
E erguendo-se olhava os carros que passavam, todos guiados por assassinos (em potencial) de seu filhinho.
— Bem, eu vou lá só para você não ficar assustada.
Talvez a sombra do medo tivesse ganho também o coração do pai; mas quando ele se levantou e calçou a alpercata para atravessar os vinte metros de areia fofa e escaldante que o separavam da calçada, o garoto apareceu correndo alegremente com uma bola vermelha na mão, e a paz voltou a reinar sobre a face da praia.
Agora o amigo do casal estava contando pequenos escândalos de uma festa a que fora na véspera, e o casal ouvia, muito interessado — "mas a Niquinha com o coronel? não é possível!" — quando a Mãe se ergueu de repente:
— E o Joãozinho?
Os três olharam em todas as direções, sem resultado. O marido, muito calmo — "deve estar por aí", a Mãe gradativamente nervosa — "mas por aí, onde?" — o amigo otimista, mas levemente apreensivo. Havia cinco ou seis meninos dentro da água, nenhum era o Joãozinho. Na areia havia outros. Um deles, de costas, cavava um buraco com as mãos, longe.
— Joãozinho!
O pai levantou-se, foi lá, não era. Mas conseguiu encontrar o amigo do filho e perguntou por ele.
— Não sei, eu estava catando conchas, ele estava catando comigo, depois ele sumiu.
A Mãe, que viera correndo, interpelou novamente o amigo do filho. "Mas sumiu como? para onde? entrou na água? não sabe? mas que menino pateta!" O garoto, com cara de bobo, e assustado com o interrogatório, se afastava, mas a Mãe foi segurá-lo pelo braço: "Mas diga, menino, ele entrou no mar? como é que você não viu, você não estava com ele? hein? ele entrou no mar?".
— Acho que entrou... ou então foi-se embora.
De pé, lábios trêmulos, a Mãe olhava para um lado e outro, apertando bem os olhos míopes para examinar todas as crianças em volta. Todos os meninos de oito anos se parecem na praia, com seus corpinhos queimados e suas cabecinhas castanhas. E como ela queria que cada um fosse seu filho, durante um segundo cada um daqueles meninos era o seu filho, exatamente ele, enfim — mas um gesto, um pequeno movimento de cabeça, e deixava de ser. Correu para um lado e outro. De súbito ficou parada olhando o mar, olhando com tanto ódio e medo (lembrava-se muito bem da história acontecida dois a três anos antes, um menino estava na praia com os pais, eles se distraíram um instante, o menino estava brincando no rasinho, o mar o levou, o corpinho só apareceu cinco dias depois, aqui nesta praia mesmo!) — deu um grito para as ondas e espumas — "Joãozinho!".
Banhistas distraídos foram interrogados — se viram algum menino entrando no mar — o pai e o amigo partiram para um lado e outro da praia, a Mãe ficou ali, trêmula, nada mais existia para ela, sua casa e família, o marido, os bailes, os Nunes, tudo era ridículo e odioso, toda essa gente estúpida na praia que não sabia de seu filho, todos eram culpados — "Joãozinho!" — ela mesma não tinha mais nome nem era mulher, era um bicho ferido, trêmulo, mas terrível, traído no mais essencial de seu ser, cheia de pânico e de ódio, capaz de tudo — "Joãozinho!" — ele apareceu bem perto, trazendo na mão um sorvete que fora comprar. Quase jogou longe o sorvete do menino com um tapa, mandou que ele ficasse sentado ali, se saísse um passo iria ver, ia apanhar muito, menino desgraçado!
O pai e o amigo voltaram a sentar, o menino riscava a areia com o dedo grande do pé, e quando sentiu que a tempestade estava passando fez o comentário em voz baixa, a cabeça curva, mas os olhos erguidos na direção dos pais:
— Mãe é chaaata...
Maio, 1953
(http://www. releituras.com/rubembraga_mae.asp)
A oração que está sublinhada em "A Mãe, que viera correndo" é classificada como:

Assinale a afirmativa correta quanto à regência verbal.
PM do Rio de Janeiro diminui participação no desfile da Independência
Mudança será feita para aumentar a segurança das ruas no sábado, quando estão programadas mais manifestações
O tradicional desfile de 7 de Setembro na avenida Presidente Vargas, no centro, vai ficar desfalcado neste ano. A Polícia Militar do Estado, que conta com várias unidades na parada, confirmou apenas a presença da Academia Dom João VI, de oficiais. O porta-voz da corporação, tenente-coronel Cláudio Costa Oliveira, explicou nesta quinta-feira (05) que a mudança será feita para aumentar a segurança das ruas no próximo sábado, quando estão programadas diversas manifestações.
“Estamos definindo o aumento do efetivo em razão dessas manifestações que estão sendo passadas pela internet”, explicou. “Mas isso não está totalmente definido”, disse o tenente-coronel. Ele informou que nesta sexta-feira (6) será decidida a programação do desfile.
Anualmente, homens e mulheres dos batalhões de Choque, Florestal e de Operações Especiais, entre outras unidades, participam do desfile da Independência. A parada também conta com representantes da Marinha, do Exército, além de bandas de escolas públicas. Amanhã, segundo Oliveira, será divulgado ainda o esquema de segurança para o sábado.
Martha Rocha, chefe da Polícia Civil, disse que o esquema da corporação para sábado será o mesmo de todos os feriados, com os delegados titulares de plantão. “Todos estarão trabalhando como sempre estivemos em qualquer feriado”, comentou, em entrevista concedida ontem.
Na página do grupo Black Bloc, no Facebook, foi convocado pelo grupo um ato paralelo ao desfile, às 7h30, na Avenida Presidente Vargas, na altura da Rua Uruguaiana, no centro. No mesmo local, está marcada para começar às 9h a manifestação popular do Grito dos Excluídos, que desde 1995 reúne no Dia da Independência, entidades, indivíduos, movimentos sociais e religiosos comprometidos com as causas dos excluídos. Também estão agendados nas mídias sociais o bloco Antiproibicionista, às 10h, em frente ao Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (Ifics), da Universidade Federal do Rio, no centro; o manifesto Fora Renan, às 17h, na Cinelândia; e o ato Independência de Quem?, também às 17h, no Largo do Machado, na zona sul da cidade.
Adaptado de http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/2013-09-05/pm-do-rio-de-janeiro-diminui-participacao-no-desfile-da-independencia
Assinale a alternativa correta quanto ao que se afirma.
PM do Rio de Janeiro diminui participação no desfile da Independência
Mudança será feita para aumentar a segurança das ruas no sábado, quando estão programadas mais manifestações
O tradicional desfile de 7 de Setembro na avenida Presidente Vargas, no centro, vai ficar desfalcado neste ano. A Polícia Militar do Estado, que conta com várias unidades na parada, confirmou apenas a presença da Academia Dom João VI, de oficiais. O porta-voz da corporação, tenente-coronel Cláudio Costa Oliveira, explicou nesta quinta-feira (05) que a mudança será feita para aumentar a segurança das ruas no próximo sábado, quando estão programadas diversas manifestações.
“Estamos definindo o aumento do efetivo em razão dessas manifestações que estão sendo passadas pela internet”, explicou. “Mas isso não está totalmente definido”, disse o tenente-coronel. Ele informou que nesta sexta-feira (6) será decidida a programação do desfile.
Anualmente, homens e mulheres dos batalhões de Choque, Florestal e de Operações Especiais, entre outras unidades, participam do desfile da Independência. A parada também conta com representantes da Marinha, do Exército, além de bandas de escolas públicas. Amanhã, segundo Oliveira, será divulgado ainda o esquema de segurança para o sábado.
Martha Rocha, chefe da Polícia Civil, disse que o esquema da corporação para sábado será o mesmo de todos os feriados, com os delegados titulares de plantão. “Todos estarão trabalhando como sempre estivemos em qualquer feriado”, comentou, em entrevista concedida ontem.
Na página do grupo Black Bloc, no Facebook, foi convocado pelo grupo um ato paralelo ao desfile, às 7h30, na Avenida Presidente Vargas, na altura da Rua Uruguaiana, no centro. No mesmo local, está marcada para começar às 9h a manifestação popular do Grito dos Excluídos, que desde 1995 reúne no Dia da Independência, entidades, indivíduos, movimentos sociais e religiosos comprometidos com as causas dos excluídos. Também estão agendados nas mídias sociais o bloco Antiproibicionista, às 10h, em frente ao Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (Ifics), da Universidade Federal do Rio, no centro; o manifesto Fora Renan, às 17h, na Cinelândia; e o ato Independência de Quem?, também às 17h, no Largo do Machado, na zona sul da cidade.
Adaptado de http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/2013-09-05/pm-do-rio-de-janeiro-diminui-participacao-no-desfile-da-independencia
Em “Estamos definindo o aumento do efetivo...” [...] “Mas isso não está totalmente definido”, o termo destacado acrescenta à relação das orações um sentido de
“Matilde procurava convencer o chefe, mas não entendi o que dizia em seu ouvido”. A palavra em destaque classifica-se gramaticalmente como:
“Para que todos interessados participem, o prazo das inscrições do concurso foi prorrogado”. A oração em destaque exprime uma circunstância de:
Levando em consideração o texto como um todo e as orientações da prescrição gramatical no que se refere a textos escritos na modalidade padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
O Lixo
(Luís Fernando Veríssimo)
Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.
- Bom dia...
- Bom dia.
- A senhora é do 610.
- E o senhor do 612
- É.
- Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente...
- Pois é...
- Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo...
- O meu quê?
- O seu lixo.
- Ah...
- Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena...
- Na verdade sou só eu.
- Mmmm. Notei também que o senhor usa muito comida em lata.
- É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar...
- Entendo.
- A senhora também...
- Me chame de você.
- Você também perdoe a minha indiscrição, mas tenho visto alguns restos de comida em seu lixo. Champignons, coisas assim...
- É que eu gosto muito de cozinhar. Fazer pratos diferentes. Mas, como moro sozinha, às vezes sobra...
- A senhora... Você não tem família?
- Tenho, mas não aqui. - No Espírito Santo.
- Como é que você sabe?
- Vejo uns envelopes no seu lixo. Do Espírito Santo.
- É. Mamãe escreve todas as semanas.
- Ela é professora?
- Isso é incrível! Como foi que você adivinhou?
- Pela letra no envelope. Achei que era letra de professora.
- O senhor não recebe muitas cartas. A julgar pelo seu lixo.
- Pois é...
- No outro dia tinha um envelope de telegrama amassado.
- É.
- Más notícias?
- Meu pai. Morreu.
- Sinto muito.
- Ele já estava bem velhinho. Lá no Sul. Há tempos não nos víamos.
- Foi por isso que você recomeçou a fumar?
- Como é que você sabe?
- De um dia para o outro começaram a aparecer carteiras de cigarro amassadas no seu lixo.
- É verdade. Mas consegui parar outra vez.
- Eu, graças a Deus, nunca fumei.
- Eu sei. Mas tenho visto uns vidrinhos de comprimido no seu lixo...
- Tranquilizantes. Foi uma fase. Já passou.
- Você brigou com o namorado, certo?
- Isso você também descobriu no lixo?
- Primeiro o buquê de flores, com o cartãozinho, jogado fora. Depois, muito lenço de papel. - É, chorei bastante, mas já passou.
- Mas hoje ainda tem uns lencinhos...
- É que eu estou com um pouco de coriza.
- Ah.
- Vejo muita revista de palavras cruzadas no seu lixo.
- É. Sim. Bem. Eu fico muito em casa. Não saio muito. Sabe como é.
- Namorada?
- Não.
- Mas há uns dias tinha uma fotografia de mulher no seu lixo. Até bonitinha.
- Eu estava limpando umas gavetas. Coisa antiga.
- Você não rasgou a fotografia. Isso significa que, no fundo, você quer que ela volte. - Você já está analisando o meu lixo!
- Não posso negar que o seu lixo me interessou.
- Engraçado. Quando examinei o seu lixo, decidi que gostaria de conhecê-la. Acho que foi a poesia.
- Não! Você viu meus poemas?
- Vi e gostei muito.
- Mas são muito ruins!
- Se você achasse eles ruins mesmo, teria rasgado. Eles só estavam dobrados.
- Se eu soubesse que você ia ler...
- Só não fiquei com eles porque, afinal, estaria roubando. Se bem que, não sei: o lixo da pessoa ainda é propriedade dela?
- Acho que não. Lixo é domínio público.
- Você tem razão. Através do lixo, o particular se torna público. O que sobra da nossa vida privada se integra com a sobra dos outros. O lixo é comunitário. É a nossa parte mais social. Será isso?
- Bom, aí você já está indo fundo demais no lixo. Acho que...
- Ontem, no seu lixo...
- O quê?
- Me enganei, ou eram cascas de camarão?
- Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei.
- Eu adoro camarão.
- Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode...
- Jantar juntos? - É.
- Não quero dar trabalho.
- Trabalho nenhum.
- Vai sujar a sua cozinha?
- Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.
- No seu lixo ou no meu?
“... Achei que era letra de professora...”
A expressão sublinhada exerce igual função sintática do termo destacado em:
O Homem Nu
(Fernando Sabino)
Ao acordar, disse para a mulher:
— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.
— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.
— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.
Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.
Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:
— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.
Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.
Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares... Desta vez, era o homem da televisão!
Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:
— Maria, por favor! Sou eu!
Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo... Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.
Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.
— Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.
E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!
— Isso é que não — repetiu, furioso.
Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.
— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.
Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:
— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu...
A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:
— Valha-me Deus! O padeiro está nu!
E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
— Tem um homem pelado aqui na porta!
Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:
— É um tarado!
— Olha, que horror!
— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!
Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.
— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.
Não era: era o cobrador da televisão.
“... Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão...”
A oração sublinhada exerce igual função sintática do termo sublinhado em:
Para responder às questões de 6 a 10, leia a tirinha abaixo. Nela, interagem Cebolinha e seu amigo Cascão.
Sobre a forma verbal ''estou'', que aparece , a primeiro quadrinho , analise as afirmações .
I. Está no presente. II. Está na primeira pessoa do singular. III Foi adequadamente empregada nos quadrinhos.
Pode-se afirmar que:
Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.
No trecho ''Quando concluir a graduação, Fernanda afirma que quer se especializar na área que mais gosta'', é correto afirmar que:
Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.
Sobre a palavra ''que'' em ''pacientes que necessitam de prótese auditiva'', considere as afirmações. ,
I. E um pronome relativo. II. Poderia ser substituído por ''os quais''. III. Introduz uma oração coordenada. IV. Refere-se a ''pacientes''. ,
E correto o que se afirma em:
Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.
Leia o trecho abaixo, extraído do texto:
Ela diz que o estágio abrange todas as áreas de fonoaudioloqia.
A oração em destaque exerce a mesma função sintática do termo destacado em:
Conforme o emprego de regência nominal e verbal adequadas, indique a alternativa que completa corretamente a lacuna do seguinte período: “Naquele momento, éramos .......... assistindo ........ rapaz atropelado”
A oração sublinhada em “Todos comentavam que Ana era orgulhosa e iniusta.” classifica-se como: