Questões de Concurso Sobre adjetivos em português

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Q3232677 Português
A não-aceitação

    Desde que começou a envelhecer realmente começou a querer ficar em casa. Parece-me que achava feio passear quando não se era mais jovem: o ar tão limpo, o corpo sujo de gordura e rugas. Sobretudo a claridade do mar como desnuda. Não era para os outros que era feio ela passear, todos admitem que os outros sejam velhos. Mas para si mesma. Que ânsia, que cuidado com o corpo perdido, o espírito aflito nos olhos, ah, mas as pupilas essas límpidas.
    Outra coisa: antigamente no seu rosto não se via o que ela pensava, era só aquela face destacada, em oferta. Agora, quando se vê sem querer ao espelho, quase grita horrorizada: mas eu não estava pensando nisso! Embora fosse impossível e inútil dizer em que rosto parecia pensar, e também impossível e inútil dizer no que ela mesma pensava.
    Ao redor as coisas frescas, uma história para a frente, e o vento, o vento... Enquanto seu ventre crescia e as pernas engrossavam, e os cabelos se haviam acomodado num penteado natural e modesto que se formara sozinho.


(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 291.)
Para Bechara (2009), o adjetivo destaca-se por caracterizar as possibilidades designativas do substantivo; ele limita a sua referência a uma parte ou aspecto do substantivo. Seu gênero sempre concorda com o do substantivo e se explica como simples repercussão da concordância entre ele e o substantivo. Em todas as frases transcritas do texto, as expressões destacadas pertencem à mesma classe gramatical, EXCETO em: 
Alternativas
Q3232032 Português
ANTIGUIDADES 


Quando eu era menina
bem pequena,
em nossa casa,
certos dias da semana
se fazia um bolo,
assado na panela.
(...)


Era um bolo econômico,
como tudo, antigamente.
Pesado, grosso, pastoso.
(Por sinal que muito ruim.) 


Eu era menina em crescimento.
Gulosa,
abria os olhos para aquele bolo
que me parecia tão bom
e tão gostoso.


A gente mandona lá de casa
cortava aquele bolo
com importância.
Com atenção. Seriamente.
Eu presente.
Com vontade de comer o bolo todo. 


Era só olhos e boca e desejo
daquele bolo inteiro.
Minha irmã mais velha
governava. Regrava.
Me dava uma fatia,
tão fina, tão delgada…
E fatias iguais às outras manas.
E que ninguém pedisse mais!
E o bolo inteiro,
quase intangível,
se guardava bem guardado,
com cuidado,
num armário, alto, fechado,
impossível. 


Era aquilo, uma coisa de respeito.
Não pra ser comido
assim, sem mais nem menos.
Destinava-se às visitas da noite,
certas ou imprevistas.
Detestadas da meninada. 


Criança, no meu tempo de criança,
não valia mesmo nada. 
A gente grande da casa
usava e abusava
de pretensos direitos
de educação.
(…)


Quando não,
sentada no canto de castigo
fazendo trancinhas,
amarrando abrolhos.
“Tomando propósito”.
Expressão muito corrente e pedagógica. Aquela
gente antiga,
passadiça, era assim:
severa, ralhadeira. 


Não poupava as crianças.
Mas, as visitas…
– Valha-me Deus!…
As visitas…
Como eram queridas,
recebidas, estimadas,
conceituadas, agradadas! 


Era gente superenjoada.
Solene, empertigada.
De velhas conversas
que davam sono.
Antiguidades… 


Até os nomes, que não se percam:
D. Aninha com Seu Quinquim.
D. Milécia, sempre às voltas
com receitas de bolo, assuntos
de licores e pudins.
D. Benedita com sua filha Lili.
D. Benedita – alta, magrinha.
Lili – baixota, gordinha.
Puxava de uma perna e fazia crochê.
E, diziam dela línguas viperinas:
“- Lili é a bengala de D. Benedita”.
Mestre Quina, D. Luisalves,
Saninha de Bili, Sá Mônica.
Gente do Cônego Padre Pio. 


D. Joaquina Amâncio…
Dessa então me lembro bem.
Era amiga do peito de minha bisavó.
Aparecia em nossa casa
quando o relógio dos frades
tinha já marcado 9 horas
e a corneta do quartel, tocado silêncio.
E só se ia quando o galo cantava. 
como era de bom-tom,
se revezava fazendo sala.
(…) 


D. Joaquina era uma velha
grossa, rombuda, aparatosa.
Esquisita.
Demorona.
Cega de um olho.
Gostava de flores e de vestido novo.
Tinha seu dinheiro de contado.
Grossas contas de ouro
no pescoço. 


Anéis pelos dedos.
Bichas nas orelhas.
Pitava na palha.
Cheirava rapé.
E era de Paracatu.
O sobrinho que a acompanhava,
enquanto a tia conversava
contando “causos” infindáveis,
dormia estirado
no banco da varanda.
Eu fazia força de ficar acordada
esperando a descida certa
do bolo
encerrado no armário alto.
E quando este aparecia,
vencida pelo sono já dormia.
E sonhava com o imenso armário
cheio de grandes bolos
ao meu alcance.
(…)  


Coralina, Cora. Disponível em: https://poemassemerros.wordpress.com/coracoralina-poemas/ (Adaptado) 
O adjetivo destacado no verso “Puxava de uma perna e fazia crochê. / E, diziam dela línguas viperinas: / “- Lili é a bengala de D. Benedita”. equivale à locução adjetiva: 
Alternativas
Q3231994 Português
UM ESPINHO DE MARFIM 


    Amanhecia o sol e lá estava o unicórnio pastando no jardim da Princesa. Por entre flores olhava a janela do quarto onde ele vinha cumprimentar o dia. Depois esperava vê-la no balcão, e, quando o pezinho pequeno pisava no primeiro degrau da escadaria descendo ao jardim, fugia o unicórnio para o escuro da floresta.

    Um dia, indo o Rei de manhã cedo visitar a filha em seus aposentos, viu o unicórnio na moita de lírios.

    Quero esse animal para mim. E imediatamente ordenou a caçada. 

    Durante dias o Rei e seus cavaleiros caçaram o unicórnio nas florestas e nas campinas. Galopavam os cavalos, corriam os cães e, quando todos estavam certos de tê-lo encurralado, perdiam sua pista, confundindo-se no rastro.

    Durante noites o rei e seus cavaleiros acamparam ao redor de fogueiras, ouvindo no escuro o relincho cristalino do unicórnio.

    Um dia, mais nada. Nenhuma pegada, nenhum sinal de sua presença. E silêncio nas noites.

    Desapontado, o rei ordenou a volta ao castelo. E logo ao chegar foi ao quarto da filha contar o acontecido. A princesa penalizada com a derrota do pai, prometeu que dentro de três luas lhe daria o unicórnio de presente.

    Durante três noites trançou com fios de seus cabelos uma rede de ouro. De manhã vigiava a moita de lírios do jardim. E no nascer do quarto dia, quando o sol encheu com a primeira luz os cálices brancos, ela lançou a rede aprisionando o unicórnio.

    Preso nas malhas de ouro, olhava o unicórnio aquela que mais amava, agora sua dona, e que dele nada sabia. 

    A princesa aproximou-se. Que animal era aquele de olhos tão mansos retido pela artimanha de suas tranças? Veludo do pelo, lacre dos cascos, e desabrochando no meio da testa, espinho de marfim, o chifre único que apontava ao céu.

     Doce língua de unicórnio lambeu a mão que o retinha. A princesa estremeceu, afrouxou os laços da rede, o unicórnio ergueu-se nas patas finas.

    Quanto tempo demorou a princesa para conhecer o unicórnio? Quantos dias foram precisos para amá-lo?  

    Na maré das horas banhavam-se de orvalho, corriam com as borboletas, cavalgavam abraçados. Ou apenas conversavam em silêncio de amor, ela na grama, ele deitado aos seus pés, esquecidos do prazo.

    As três luas porém já se esgotavam. Na noite antes da data marcada o rei foi ao quarto da filha lembrar-lhe a promessa. Desconfiado, olhou nos cantos, farejou o ar. Mas o unicórnio comia lírios tinha cheiro de flor, e escondido entre os vestidos da princesa confundia-se com os veludos, confundia-se com os perfumes.

    Amanhã é o dia. Quero sua palavra cumprida, disse o rei - virei buscar o unicórnio ao cair do sol.

    Saído o rei, as lágrimas da princesa deslizaram no pelo do unicórnio. Era preciso obedecer ao pai, era preciso manter a promessa. Salvar o amor era preciso. 

    Sem saber o que fazer, a princesa pegou o alaúde, e a noite inteira cantou sua tristeza. A lua apagou-se. O sol mais uma vez encheu de luz as corolas. E como no primeiro dia em que haviam se encontrado a princesa aproximou-se do unicórnio. E como no segundo dia olhou-o procurando o fundo de seus olhos. E como no terceiro dia aproximou a cabeça do seu peito, com suave força, com força de amor empurrando, cravando o espinho de marfim no coração, enfim florido.

    Quando o rei veio em cobrança da promessa, foi isso que o sol morrente lhe entregou, a rosa de sangue e um feixe de lírios.

COLASANTI, Marina.”Um espinho de marfim”. IN: Um Espinho de Marfim e outras histórias. Porto Alegre: L&PM. p. 39,1999.  
Assinale a alternativa em que há um adjetivo destacado: 
Alternativas
Q3231737 Português

Leia a reportagem a seguir para responder à questão. 


TDAH: O QUE O TIKTOK NÃO CONTA 


Por Rafael Battaglia

Atualizado em 19 ago 2024, 09h38 - Publicado em 16 ago 2024, 10h00 



O TDAH atinge 5,3% das crianças e adolescentes em todo o mundo, e 2,5% da população adulta. A condição está presente há décadas nos principais manuais de transtornos mentais – mas nunca se falou tanto sobre ela como nos últimos anos.

Nos EUA, vídeos com a hashtag “#adhd” (sigla em inglês do transtorno) somaram 35 bilhões de visualizações nos últimos três anos no TikTok. A plataforma virou palco para milhares de pessoas com TDAH, que compartilharam ali suas experiências de vida e as técnicas que desenvolveram para vencer as dificuldades impostas pelo transtorno na escola, no trabalho e dentro de casa.

O lado positivo, é claro, é o aumento da conscientização – o que tem levado a mais diagnósticos.

Mas a ascensão do TDHA no TikTok e em outras redes tem um lado indigesto: não faltam vídeos que prometem um diagnóstico em poucos minutos, supostas curas ou que apresentam testes sem validade científica. Em 2022, uma pesquisa canadense analisou os 100 vídeos mais populares sobre o transtorno na plataforma e concluiu que metade continha informações falsas. 

Por que esses conteúdos viralizam? Porque é fácil se identificar com as situações e os sintomas descritos. Afinal, quem nunca esqueceu a carteira em casa, perdeu o foco graças ao Instagram ou procrastinou até o último dia para entregar um relatório no trabalho?

Episódios pontuais, porém, não bastam. O TDAH é uma condição séria que se não tratada da maneira adequada pode trazer uma série de problemas. Indivíduos com o transtorno sofrem mais acidentes, demissões no trabalho e reprovações na escola. Também se divorciam mais e são mais propensos a desenvolver ansiedade e depressão. Dentre as pessoas com TDAH, há maior incidência de abuso de álcool e drogas, obesidade e suicídio.

No final dos anos 1980, o DDA [déficit de atenção] foi rebatizado para o nome que usamos hoje, “Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade”. E, em 2000, o manual [DSM – Manual de Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais] definiu que o TDAH poderia se manifestar de três formas possíveis: predominantemente desatenta, predominantemente hiperativa e impulsiva ou de maneira combinada. Essa é a classificação usada pelos profissionais da saúde atuais.

Não faltam ferramentas para controlar o TDAH, e o esforço para que elas cheguem a mais pessoas precisa ser constante. De preferência, sem informações falsas. Viver com o transtorno é um quebra-cabeça complexo. Mas as peças não precisam ficar ainda mais misturadas. 


BATTAGLIA, Rafael. TDAH: o que o TikTok não conta. Revista Superinteressante [on-line], 19 ago. 2024. Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/tdah-o- que-o-tiktok-nao-conta/. Acesso em: 31 ago. 2024. Adaptado.

Levando em conta o funcionamento linguístico do texto, considere as seguintes assertivas.



I- Devido à sua natureza informativa, a reportagem apresenta uma grande incidência de substantivos e adjetivos ao tratar sobre o TDAH.


II- O adjetivo supostas em “supostas curas” questiona a própria denominação de curas.


III- Em “uma pesquisa canadense analisou os 100 vídeos mais populares sobre o transtorno na plataforma e concluiu que metade continha informações falsas”, a concordância verbal está comprometida.


IV- Em “Afinal, quem nunca esqueceu a carteira em casa, perdeu o foco graças ao Instagram ou procrastinou até o último dia para entregar um relatório no trabalho?”, os verbos esquecer, perder e procrastinar apresentam a mesma regência.



É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q3231490 Português

  

Revista Brasileira de História do Direito (com adaptações).

Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, as classes gramaticais em que estão empregadas as palavras: "reduzir" (linha 13), "inerente" (linha 21) e "família" (linha 34) no texto.
Alternativas
Q3229596 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Insetos são o alimento do futuro?

Pensa num bolinho de grilo, tipo um bolinho de peixe", disse o chef ao sugerir que o homem na fila do bufê experimentasse a fumegante e apimentada laksa — sopa de noodle com leite de coco — repleta de "proteína texturizada de grilo".

Ao lado, havia uma travessa de chilli crickets (grilos picantes), a versão com inseto de um dos pratos mais amados de Cingapura (chilli crab) — carangueijo servido com um molho denso de pimenta doce.

Parecia um bufê como outro qualquer, exceto pelo ingrediente principal de cada prato: grilos.

Na fila, havia uma mulher que colocava cuidadosamente noodles coreano coberto com grilo moído em seu prato, e um homem que não parava de fazer perguntas ao jovem chef.

Era de se esperar que os clientes se deliciassem com o banquete. Afinal de contas, eles estavam entre os mais de 600 cientistas, empresários e ambientalistas de todo o mundo que desembarcaram em Cingapura como parte de uma missão para tornar os insetos saborosos. O nome da conferência já dizia tudo: "Insetos para Alimentar o Mundo".

E ainda mais pessoas foram atraídas para o bufê ao lado do banquete repleto de insetos. Alguns teriam argumentado que era o de sempre: peixe selvagem com infusão de capim-limão e limão, lombo grelhado com geleia de cebola, curry de legumes com leite de coco.

Cerca de dois bilhões de pessoas, aproximadamente um quarto da população mundial, já consomem insetos como parte de sua alimentação diária, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Mais gente deveria se juntar a elas, de acordo com um grupo cada vez maior de ativistas dos insetos, que defendem estes animais invertebrados como uma escolha saudável e sustentável.

Mas será que a perspectiva de salvar o planeta é suficiente para fazer com que as pessoas experimentem estes bichinhos, capazes de provocar arrepios?


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c62ryw9lrnyo adaptado)
Leia os trechos e analise as afirmativas pospostas:
"E ainda mais pessoas foram atraídas para o bufê ao lado do banquete repleto de insetos."
"Alguns teriam argumentado que era o de sempre: peixe selvagem com infusão de capim-limão e limão, lombo grelhado com geleia de cebola, curry de legumes com leite de coco."

I.O vocábulo 'para o bufe' é agente da passiva.
II.'pessoas' é o núcleo do sujeito de 'foram'.
III.O vocábulo 'atraídas' é predicativo do sujeito.
IV.A forma verbal 'teriam' apresenta sujeito indeterminado.
V.'selvagem', 'grelhado' e 'de cebola' são adjuntos adnominais.
VI.No segundo período, há predicado verbal e predicado nominal.

Estão corretas: 
Alternativas
Q3229553 Português
Na frase “Filme brasileiro 'Ainda Estou Aqui' ganha prêmio de melhor roteiro no Festival de Veneza”, as palavras destacadas são, respectivamente:
Alternativas
Q3229089 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Um comportamento fascinante


Aprisionar o ar em bolhas para respirar debaixo d'água é um movimento praticado por alguns tipos de insetos e aracnídeos, como besouros aquáticos e aranhas-de-sino-mergulhadoras. Até agora, os anolis são os únicos animais com espinha dorsal conhecidos por respirar usando bolhas.

"Este é um comportamento fascinante em lagartos", disse o Dr. Earyn McGee, um herpetologista especializado em lagartos e coordenador de engajamento de conservação no Zoológico de Los Angeles. "Este tipo de pesquisa aumentará nossa compreensão de como esses lagartos e possivelmente outros animais desenvolveram suas técnicas de respiração subaquática."

Para dar uma olhada mais de perto no método de respiração de bolhas dos anolis, Swierk coletou animais da espécie Anolis aquaticus na Estação Biológica de Las Cruces, na Costa Rica. O destino deles era uma "arena" próxima — um tanque de plástico transparente contendo água de riacho e pedras.

Em um grupo de anolis, os pesquisadores cobriram os focinhos e cabeças dos répteis (evitando cobrir as narinas) com uma fina camada de emoliente hidratante para evitar que bolhas de ar aderissem às cabeças dos anolis. Os cientistas então submergiram os anolis e os filmaram na arena até que eles emergissem.

No grupo de controle sem hidratante, todos os anolis produziram grandes bolhas que eles repetidamente usavam para respirar, a uma taxa de cerca de seis por minuto. Alguns anolis no grupo tratado com emoliente também produziram bolhas, mas elas eram muito menores e não grudavam na pele dos lagartos, como as bolhas de ar que puderam ser inaladas.

Em ambos os grupos, os anolis realizaram uma ação de bombeamento na garganta chamada bombeamento gular, que muitos tipos de lagartos usam para suplementar seus pulmões com oxigênio.

Para anolis mergulhadores, o bombeamento gular também pode desempenhar um papel na circulação do oxigênio armazenado, afetando o tempo que os anolis podem permanecer debaixo d'água. Mas nos experimentos, anolis hidratados que não conseguiam produzir bolhas cheias de oxigênio emergiram 67 segundos antes do que aqueles que usaram bolhas para respirar.

No entanto, essa tática de mergulho tem uma desvantagem.

"Um dos custos do mergulho é que eles ficam muito frios", disse Swierk. Riachos de montanha geralmente são frios e, como ectotérmicos, os anolis regulam a temperatura corporal por meio de seu ambiente.

"Eles pagam um custo de temperatura quando mergulham", ela disse. Estar muito frio "poderia reduzir sua capacidade de correr rapidamente, defender seus territórios contra invasores, cortejar companheiros ou digerir sua comida".

Outra desvantagem pode ser que, se um lagarto submerso ainda estiver visível, um predador pode simplesmente esperar que ele ressurja, disse McGee.

"Os lagartos só podem ficar submersos por um tempo", ela disse. "Como o lagarto sabe quando é seguro sair — ou eles apenas esgotam todo o ar e então emergem?"

O mecanismo da respiração de bolhas dos anolis é algo que Swierk espera entender por meio de colaborações com vários grupos de pesquisa. Uma parte do quebra-cabeça é se os formatos da cabeça dos anolis ou as estruturas microscópicas em suas escamas afetam o volume de ar que preenche suas bolhas. Outra questão não resolvida é como os anolis mergulhadores armazenam e circulam oxigênio enquanto estão debaixo d'água.

"Até onde sabemos agora, o oxigênio que o lagarto está usando, ele leva para debaixo d'água com ele", disse Swierk. Esse oxigênio pode ser armazenado em seus pulmões, em outras partes do sistema respiratório ou em bolsas de ar aderidas à sua pele, que são então incorporadas à bolha da cabeça.

O oxigênio também poderia se difundir para dentro da bolha a partir da água. "Mas não sabemos disso com certeza", Swierk acrescentou "Ainda estamos trabalhando nisso."

https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/lagarto-faz-seu-p roprio-tanque-de-oxigenio-para-respirar-embaixo-dagua/

(https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/lagarto-faz-seu-proprio-tanque -de-oxigenio-para-respirar-embaixo-dagua/)
"Para anolis mergulhadores , o bombeamento gular também pode desempenhar um papel na circulação do oxigênio armazenado, afetando o tempo que os anolis podem permanecer debaixo d'água. Mas nos experimentos, anolis hidratados que não conseguiam produzir bolhas cheias de oxigênio emergiram 67 segundos antes do que aqueles que usaram bolhas para respirar."

Os vocábulos destacados no texto são, respectivamente, classificados como: 
Alternativas
Q3228113 Português
Como aumentar sua flexibilidade, a arma do corpo para a longevidade

A flexibilidade pode não ser a primeira coisa que vem à mente quando você pensa em saúde e preparo físico, mas é um dos aspectos mais importantes para manter o bem-estar do corpo como um todo.

Em resumo, a flexibilidade tem a ver com a facilidade com que seus músculos e articulações são capazes de se esticar e se mover. Até mesmo movimentos simples do dia-a-dia, como alcançar algo em uma prateleira mais alta ou se abaixar para amarrar o sapato, exigem um certo nível de flexibilidade.

A flexibilidade é fundamental para manter seu corpo em ótima forma, desempenhando um papel importante na sua saúde geral e na maneira como seu corpo funciona diariamente.

A seguir, compartilhamos alguns exemplos de por que ela é importante — e damos dicas de como manter sua flexibilidade:

Uma boa circulação é essencial para nossa saúde como um todo — e os exercícios de flexibilidade podem ajudar a melhorar este aspecto.

Quando você alonga, você aumenta o fluxo sanguíneo para os músculos, o que os ajuda a se recuperarem mais rápido e a se manterem saudáveis. A melhora da circulação também beneficia seu coração, e pode ajudar a prevenir problemas de saúde de longo prazo, como doenças cardiovasculares.

Pesquisas indicam que praticar exercícios de flexibilidade, especialmente alongamento, com regularidade pode aumentar a circulação e contribuir para uma melhor saúde cardiovascular.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1wnn9155y4o-adaptado)
A alternativa que apresenta, respectivamente, vocábulos retirados do texto classificados como: substantivo comum, adjetivo, substantivo no plural e adjetivo no feminino é: 
Alternativas
Q3227975 Português
Insetos são o alimento do futuro?

Pensa num bolinho de grilo, tipo um bolinho de peixe", disse o chef ao sugerir que o homem na fila do bufê experimentasse a fumegante e apimentada laksa — sopa de noodle com leite de coco — repleta de "proteína texturizada de grilo".

Ao lado, havia uma travessa de chilli crickets (grilos picantes), a versão com inseto de um dos pratos mais amados de Cingapura (chilli crab) — carangueijo servido com um molho denso de pimenta doce.

Parecia um bufê como outro qualquer, exceto pelo ingrediente principal de cada prato: grilos.

Na fila, havia uma mulher que colocava cuidadosamente noodles coreano coberto com grilo moído em seu prato, e um homem que não parava de fazer perguntas ao jovem chef.

Era de se esperar que os clientes se deliciassem com o banquete. Afinal de contas, eles estavam entre os mais de 600 cientistas, empresários e ambientalistas de todo o mundo que desembarcaram em Cingapura como parte de uma missão para tornar os insetos saborosos. O nome da conferência já dizia tudo: "Insetos para Alimentar o Mundo".

E ainda mais pessoas foram atraídas para o bufê ao lado do banquete repleto de insetos. Alguns teriam argumentado que era o de sempre: peixe selvagem com infusão de capim-limão e limão, lombo grelhado com geleia de cebola, curry de legumes com leite de coco.

Cerca de dois bilhões de pessoas, aproximadamente um quarto da população mundial, já consomem insetos como parte de sua alimentação diária, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Mais gente deveria se juntar a elas, de acordo com um grupo cada vez maior de ativistas dos insetos, que defendem estes animais invertebrados como uma escolha saudável e sustentável.

Mas será que a perspectiva de salvar o planeta é suficiente para fazer com que as pessoas experimentem estes bichinhos, capazes de provocar arrepios?


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c62ryw9lrnyo adaptado)
Leia os trechos e analise as afirmativas pospostas:
"E ainda mais pessoas foram atraídas para o bufê ao lado do banquete repleto de insetos."
"Alguns teriam argumentado que era o de sempre: peixe selvagem com infusão de capim-limão e limão, lombo grelhado com geleia de cebola, curry de legumes com leite de coco."
I.O vocábulo 'para o bufe' é agente da passiva.
II.'pessoas' é o núcleo do sujeito de 'foram'.
III.O vocábulo 'atraídas' é predicativo do sujeito.
IV.A forma verbal 'teriam' apresenta sujeito indeterminado.
V.'selvagem', 'grelhado' e 'de cebola' são adjuntos adnominais.
VI.No segundo período, há predicado verbal e predicado nominal.

Estão corretas:
Alternativas
Q3227799 Português


Internet:: <sema.df.gov.br>  (com adaptações).

Quanto aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


O termo “destinadas” (linha 45) funciona, no contexto sintático em que se insere, como adjetivo e pode ser correta e coerentemente substituído pela oração que se destinam

Alternativas
Q3227157 Português
A MULHER DO VIZINHO
Fernando Sabino


        Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora) também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
        O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
        O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo à ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer- lhe o seguinte:

O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.

        Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:

        — Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
        O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
 
        — Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não é gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?
        Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:

— Da ativa, minha senhora?

    E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:

— Da ativa, Motinha! Sai dessa…


Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/
No trecho “O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer?”, a palavra “neste” é classificada como um:
Alternativas
Q3211957 Português
A respeito da concordância nominal, leia as frases a seguir e assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas no texto.
Segue a carta ________. Os funcionários estão ________ preocupados. Uma empregada, em especial, parece ________ triste. Ela ________ escreveu o texto.
Alternativas
Q3211855 Português
O estudo da classe de palavras pertence ao campo da Morfologia. Sobre o assunto, com base na leitura do texto a seguir, assinale a alternativa incorreta.
“Ele era um velho que pescava sozinho em seu barco, na Gult Stream. Havia oitenta e quatro dias que não apanhava nenhum peixe. Nos primeiros quarenta, levara em sua companhia um garoto para auxiliá-lo. Depois disso, os pais do garoto, convencidos de que o velho se tornara salao, isto é, um azarento da pior espécie, puseram o filho para trabalhar noutro barco, que trouxera três bons peixes em apenas uma semana”. (Hemingway, Ernest, 1899-1961. O velho e o mar. Tradução de Fernando de Castro Ferro. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2012) 
Alternativas
Q3200952 Português

Autoconhecimento, limites e equilíbrio 


Por Jhully Costa



(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/saude/vida/noticia/2024/09/autoconhecimento-limites-e-equilibriopriorizar-a-si-mesmo-e-essencial-para-a-saude-mental-cm0zenn90002y012z4xtie6hc.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o vocábulo “desgastado” (l. 22), analise as assertivas a seguir:


I. Trata-se de um substantivo que apresenta flexão de gênero.


II. A palavra é um adjetivo formado a partir de um verbo.


III. Um sinônimo possível para tal vocábulo é “deflagrado”.



Quais estão corretas?

Alternativas
Q3196553 Português
Por que queima de canaviais ainda é permitida no país, apesar dos incêndios?

Os incêndios que se alastraram pelo interior de São Paulo, cobrindo o céu de muitas cidades e causando pânico e evacuações, chamou atenção para o uso do fogo nas chamadas queimas controladas da agricultura.

A situação é bastante comum no cultivo de cana-de-açúcar — os recentes incêndios atingiram principalmente os canaviais, queimando 100 mil hectares de lavouras e causando um prejuízo milionário aos produtores.

Os questionamentos se intensificaram quando um vídeo que mostra essa prática viralizou nas redes sociais.

Nas imagens, funcionários da usina da Delta Sucroenergia colocam fogo em uma plantação de cana.

Até o dia 8 de setembro, 6,2 mil focos de incêndio foram registrados no Estado de São Paulo, sendo a maioria deles (pouco mais de 2,6 mil) em um só dia, 23 de agosto. É o maior desde 1998, quando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou a fazer este tipo de levantamento.

A Delta refutou as acusações levantadas em redes sociais ao dizer que a queima havia sido feita em maio no interior de Minas Gerais, reforçou que a prática está prevista em lei e que toma medidas contra a propagação de incêndios nas plantações de cana.

As autoridades ambientais, cientes do vídeo, estiveram no local e não constataram irregularidades", disse a empresa em nota.

Esse tipo de queima controlada da palha da cana-de-açúcar ainda é realizada no Brasil, principalmente no Nordeste.

Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, a técnica é usada quando o terreno de cultivo é mais acidentado, o que impede o uso de máquinas para a colheita.

Também ajuda a aumentar a produção e reduz a carga de trabalho para quem colhe a cana manualmente.

Mas isso só pode ser feito em épocas e condições meteorológicas específicas, com autorização e sob a fiscalização de autoridades.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjdk41z41zno

"Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, a técnica é usada quando o terreno de cultivo é mais acidentado, o que impede o uso de máquinas para a colheita."
Em relação à análise sintática, analise o trecho acima e averigue as afirmativas:

I.Os vocábulos "usada" e "acidentado" são adjetivos com função de predicativo do sujeito.
II.O trecho é formado por período misto.
III.Em "o uso de máquinas" é objeto direto e "de maquinas" complemento nominal de "uso".
IV.Os vocábulos "a técnica" e "o terreno de cultivo" são sujeitos do verbo ser, respectivamente.

V."de cultivo" é locução adjetiva com função de adjunto adnominal.

Estão corretas: 
Alternativas
Q3193882 Português
"Estamos vendo um aumento das hospitalizações por problemas respiratórios e cardiovasculares, e os efeitos a médio e longo prazo ainda não podem ser mensurados. Isso terá um impacto enorme sobre a economia da saúde."
Em relação à análise sintática, analise as afirmativas acerca do trecho acima.
I. "um aumento" é objeto direto e "das hospitalizações" é objeto indireto.
II. Os vocábulos "respiratórios" e "cardiovasculares" são adjetivos com função de adjunto adnominal.
III. "efeitos" é o núcleo do sujeito de "podem ser".
IV. "mensurados" é predicativo do sujeito.
V. Há um sujeito oculto no primeiro período.
Estão corretas:
Alternativas
Q3188092 Português

A questão  diz respeito ao texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.



Q1_9.png (350×469)

Relacione palavras do texto (Coluna 1) com suas classes gramaticais (Coluna 2).


Coluna 1



(1) Substantivo.

(2) Verbo.

(3) Advérbio.



Coluna 2


( ) ‘trato’ (linha 12).

( ) ‘amplamente’ (linha 01).

( ) ‘chiclete’ (título).

( ) ‘muitos’ (linha 22).

( ) ‘move’ (linha 12).


Assinale a alternativa que preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses.




Alternativas
Q3186818 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Amazônia e Pantanal têm piores queimadas das últimas duas décadas, alerta agência europeia

A Amazônia e o Pantanal, dois dos mais importantes biomas brasileiros, sofrem as piores queimadas dos últimos 20 anos.

Essa é a principal conclusão de um novo relatório publicado pelo Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus (Cams, na sigla em inglês), uma agência que integra o programa espacial da União Europeia.

De acordo com os dados, divulgados no domingo (22/9), as emissões de carbono nessas duas regiões estão "consistentemente acima da média" — e chegam até a superar os recordes observados desde o início dos registros.

Ainda segundo o estudo do Cams, os incêndios florestais são o principal fator por trás desse aumento das emissões.

A agência calcula que, entre 1º de janeiro e 19 de setembro de 2024, o Brasil emitiu 183 megatoneladas de carbono na atmosfera.

Esse número é similar ao observado em 2007, ano em que o país teve o recorde na emissão de gases relacionados ao aquecimento do planeta e às mudanças climáticas.

Das emissões registradas em 2024, 65 megatoneladas de carbono — ou um terço do total acumulado no ano todo — foram parar na atmosfera somente em setembro, quando as queimadas se intensificaram e geraram grande preocupação nacional e internacional.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cr5423pgvd9o)
"A Amazônia e o Pantanal, dois dos mais importantes biomas brasileiros, sofrem as piores queimadas dos últimos 20 anos." O adjetivo destacado pode ser substituído pela locução adjetiva 'do Brasil'.
Identifique abaixo a opção em que o adjetivo não foi substituído corretamente pela locução adjetiva. 
Alternativas
Q3182367 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O bicho e o homem


A domesticação de animais começou há milhares de anos, durante o período neolítico, quando os seres humanos começaram a desenvolver práticas agrícolas e se estabelecer em comunidades permanentes, como conta o livro "Sapiens: uma breve história da humanidade" de Yuval Noah Harari. Domesticá-los era importante para que nós, humanos, pudéssemos controlar fontes de alimento, transporte e trabalho.


Quando pensamos em animais domesticados há muito tempo, o cavalo pode ser o primeiro que surge em nossa mente, já que ele serviu de meio de transporte por muitos anos. Mas muito provavelmente os cães foram os primeiros. Porém, não há um consenso sobre a "data" específica dessa transição. A maioria dos estudos apontam para 12 mil anos atrás como o começo desse processo.


Outros variam entre 15 mil a 30 mil anos atrás. Para se ter uma ideia, cientistas encontraram o crânio de um cão domesticado 33.000 anos atrás nas montanhas Altai, na Sibéria, que apresenta algumas das características de cães modernos, como contou esse artigo da revista Veja. Isso indicaria um estágio muito preliminar de domesticação − e está longe de determinar se, naquele período, a lealdade do homem era recíproca, como aponta o texto.


A teoria mais aceita de fato aponta para uma aproximação mais intensa há cerca de 11.000 anos, junto com a agricultura, como comentamos anteriormente. Ao aprender a cultivar a terra, o homem do Neolítico aprendeu também a criar animais como reserva alimentar, como explica esse artigo da Revista Superinteressante.


Os lobos, que são constantemente apontados como os primeiros ancestrais dos cachorros - mas não há também um consenso entre os pesquisadores sobre isso -, foram atraídos possivelmente pelo lixo e restos de comida deixados pelos caçadores.


Com o tempo, eles foram gradualmente selecionados por características desejáveis, como comportamento amigável e obediência, o que nos levou à criação de uma ampla variedade de raças caninas. Cada uma possuía características específicas para tarefas específicas: uns caçavam, outros protegiam e outros só faziam companhia.


A relação era vantajosa para ambas as partes: os lobos ganharam ao conviver com o homem proteção contra predadores, comida sem precisar disputá-la com outros carnívoros e até o abrigo aconchegante do calor das fogueiras. Com o passar do tempo, esses animais começaram a ser verdadeiramente venerados por sociedades antigas - e até pela nossa moderna, convenhamos. Se a mente humana acreditava estar inferiorizando outra espécie, pois bem, estavam muito enganados.


Os benefícios para nós também foram visíveis: os animais domesticados se tornaram sustento e força para guarda dos assentamentos, além de trabalho e transporte. Eles eram capazes de ver e ouvir o que não podíamos, e antecipar-se para a defesa. Isso porque não só os cães foram domesticados: depois deles vieram ovelhas, cabras, gatos, porcos, os cavalos que mencionamos anteriormente e muitos outros. Para se ter uma ideia, os gatos - que foram domesticados bem depois, há cerca de 9.000 anos - ajudavam a controlar pragas em áreas agrícolas.


(https://plenae.com/para-inspirar/quando-comecou-a-relacao-do-ser-hu mano-com-a-domesticacao/)



Identifique a oração em que todos os termos destacados são adjetivos:
Alternativas
Respostas
541: D
542: D
543: A
544: B
545: B
546: C
547: D
548: D
549: D
550: B
551: C
552: D
553: D
554: D
555: B
556: A
557: D
558: B
559: D
560: B