Questões de Concurso Sobre adjetivos em português

Foram encontradas 3.971 questões

Q4080902 Português

Gentílico é a palavra usada para indicar quem nasce ou vive em um determinado lugar. Qual é o gentílico de quem nasce em Sarandi?

Alternativas
Q4080885 Português

O telescópio James Webb mapeou 800 mil galáxias e pode estar perto de desvendar a matéria escura



Por Elizabeth Landau 





(Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2026/03/o-telescopio-james-webb-mapeou800-mil-galaxias-e-pode-estar-perto-de-desvendar-a-materia-escura – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho a seguir, retirado do texto, se a palavra “descobertas” for flexionada no singular, quantas outras alterações serão obrigatoriamente necessárias para manter a correção gramatical?



“As novas descobertas do Telescópio Espacial James Webb reforçam a ideia de que a matéria escura atraiu a matéria comum e formou as primeiras estruturas do Universo”.

Alternativas
Q4075212 Português
O que são os “cristais de memória” que desafiam as leis da física e prometem solucionar o problema do armazenamento de dados

Por Laurie Clarke

Durante uma visita ao Japão, em 1999, o pesquisador Peter Kazansky encontrou um fenômeno físico misterioso, o que o levou a acreditar que esta seja a chave para o futuro do armazenamento de dados. No laboratório de optoeletrônica da Universidade de Kyoto, os cientistas testavam como escrever em vidro usando lasers ultrarrápidos de femtossegundo, emitindo um pulso de luz a cada quadrilionésimo de segundo. Nesse momento, observou-se algo incomum na forma pela qual a luz trafegava através do vidro tratado com laser: a dispersão de Rayleigh é um efeito bem conhecido. Ela descreve como pequenas partículas refletem a luz branca em todas as direções — o que explica, entre outras coisas, por que o céu parece ser azul. Mas, nesse caso, a luz não se refletia conforme o esperado. “Foi difícil explicar”, afirmou Kazansky, que é professor de optoeletrônica da Universidade de Southampton, no Reino Unido. “Nós observamos a luz se dispersar de uma forma que parecia desafiar as leis da física”. A desconcertante observação acabou provocando “um autêntico momento Eureka”, segundo ele. Os pesquisadores descobriram nanoestruturas ocultas dentro do vidro de sílica, criadas por microexplosões geradas pelos lasers de femtossegundo. “Imagine que você sustente um grosso pedaço de cristal contra a luz e observe como a luz é refletida em muitas direções”. Com a técnica do laser, os pesquisadores de Kyoto criaram acidentalmente pequenos orifícios que tinham essa mesma propriedade. Cerca de mil vezes menores que a espessura de um cabelo humano, esses “redemoinhos” de luz são tão minúsculos que são imperceptíveis para o olho humano. No entanto, logo ficou claro para os cientistas que seu potencial era transformador. “Essa foi a primeira prova de que podemos usar a luz para imprimir padrões complexos dentro de materiais transparentes, em escala menor que o comprimento de onda da luz”, explica Kazansky. Agora, 27 anos depois, espera-se que a descoberta feita no Japão possa ajudar a resolver um dos problemas da nossa era da informação: o armazenamento massivo de dados. Na era da internet, da inteligência artificial, das casas inteligentes e do capitalismo de vigilância, existe algo que simplesmente não paramos de produzir: dados. A empresa de análises IDC prevê que, até 2028, geraremos coletivamente 394 trilhões de zettabytes de informações todos os anos (um zettabyte equivale a um trilhão de gigabytes). Toda vez que fazemos qualquer coisa na internet, como assistir a um vídeo no YouTube, enviar um e-mail ou fazer uma pergunta a um chatbot de IA, cadeias de pontos de dados saem em disparada rumo ao ciberespaço. A ideia de que os dados “pesam pouco” é enganosa. Nós imaginamos as informações viajando de forma etérea por cabos submarinos ou flutuando suavemente “na nuvem”. Mas, na verdade, elas exigem enormes recursos físicos, cuja demanda está se tornando insaciável. Os centros de dados consomem quantidades massivas de eletricidade, água e materiais, e seu crescimento exponencial nos obriga a buscar alternativas radicais. Esse dilema vem impulsionando soluções inovadoras, e uma delas é a proposta de Kazansky, que é a de gravar dados por meio de lasers. Outras opções, como a armazenagem de informações em DNA, também estão sendo exploradas por cientistas e empresas como a Microsoft. 
O vocábulo “etérea” em “Nós imaginamos as informações viajando de forma etérea por cabos submarinos ou flutuando suavemente ‘na nuvem’” pode ser substituído, sem alteração do sentido pretendido, por:
Alternativas
Q4074677 Português
O que são os “cristais de memória” que desafiam as leis da física e prometem solucionar o problema do armazenamento de dados

Por Laurie Clarke

texto.png (686×678)
O vocábulo “etérea” em “Nós imaginamos as informações viajando de forma etérea por cabos submarinos ou flutuando suavemente ‘na nuvem’” pode ser substituído, sem alteração do sentido pretendido, por:
Alternativas
Q4074544 Português
A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais



(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/ckg1y1gzgypo – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho “A educadora explicou por que o enfoque quantitativo costuma ser ineficaz”, retirado do texto, um antônimo possível para a palavra “ineficaz”, no contexto em que ela ocorre, seria: 
Alternativas
Q4074541 Português
A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais



(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/ckg1y1gzgypo – texto adaptado especialmente para esta prova).
O termo “inerente” (l. 22) pode ser substituído, sem alteração do sentido original, por:
Alternativas
Q4074498 Português
População brasileira é a 7ª mais feliz do mundo, diz pesquisa


Por Redação g1

Q1_15.png (700×481)


(Disponível em: g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/03/20/pesquisa-felicidade-brasil.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho “A amostra brasileira tende a ser mais urbana”, retirado do texto, as palavras “amostra” e “brasileira” são classificadas, respectivamente, como: 
Alternativas
Q4074302 Português
Mistério dos gatos que sempre caem em pé ganha nova resposta


Por Felipe Espinosa Wang


Q1_15.png (693×336)

(Disponível em: g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/03/15/misterio-dos-gatos-que-sempre-caem-em-pe-ganhanova-resposta.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
No texto, a palavra “simples” (l. 02) tem o mesmo sentido de:
Alternativas
Q4072398 Português

O que podemos aprender com as ‘lições’ da história?

Em quem confiar?


        O título coloca uma palavra entre aspas. O leitor esperto e a leitora atenta já intuíram que o cronista desconfia do termo. Você já viu algo sobre a história ser “mestra da vida”, mesmo não sabendo que um dos pais da ideia é o romano Cícero. “Precisamos estudar história para não repeti-la” também é conceito popular. Os positivistas diziam que os mortos governavam os vivos, analisando o peso da experiência sobre nós. Os historiadores modernos, estes estranhos seres, dizem que não se aprende algo moral com a história. Em quem confiar?

      O ser humano é randômico. Cada indivíduo é único e irrepetível. Duas turmas de alunos, dois filhos diferentes, dois namoros: tudo parece ecoar Heráclito e seu rio mutante eterno. Gostamos de padrões e generalizações. Amamos previsibilidade. O caos é mais do que uma entidade grega: é o eixo estruturante da vida.

       Quero um princípio pedagógico-moral como “lição da história”. Irritados com a crise em Atenas, os cidadãos deram todo poder ao legislador Drácon (século 7 a.C.). Ao escrever as leis, decidiu punir o roubo e o assassinato com a pena capital. A ideia sedutora: estabelecer um princípio pétreo – todos saberiam que qualquer desvio era punido com rigor extremo. O resultado esperado? Surgiria uma sociedade como a das abelhas: sem crime, com cada pessoa agindo sem prejudicar o grupo. O resultado? Desastroso. O código draconiano foi abandonado. Lição? Aparentemente, leis mais duras não resolvem o crime. Códigos pesados não instauram o paraíso na pólis.

      Vamos esquecer a Grécia. Avancemos ao Novo Mundo. O motorista brasileiro ultrapassa a velocidade legal nas estradas do nosso País. Nos EUA, o mesmo condutor costuma virar exemplo ao volante. Por quê? Lá ele sabe que a polícia pega, multa e prende com facilidade. Na América do Norte, o cidadão vive uma transformação. O motivo? Óbvio: a dureza da lei e dos seus agentes. Então, fracassando na Grécia, Drácon triunfa nos EUA? No nosso senso comum, um dos problemas da violência no Brasil é a impunidade. Qual a lição a aprender? A pena de morte ou a lei duríssima seriam inúteis ou eficazes?

      Meu avô materno foi um pai severo. A ascendência alemã e o luteranismo estimulavam crença em regras imutáveis. Os três filhos, por exemplo, não podiam conversar à mesa. Só os genitores falavam. Havia tarefas e horários inflexíveis. As punições eram severas. Resultado de regras “draconianas” e punições físicas? Minha mãe tornou-se uma mulher totalmente dominada pela ideia de ordem e meu tio, em contrapartida, um rebelde contumaz que enfrentava o pai mesmo diante da força explícita. Minha mãe foi  enquadrada e meu tio nunca baixou a cerviz. Mesmo sangue, mesma família, mesmo ambiente: como concluir sobre as lições pedagógicas do velho Schlusen (sobrenome de solteira da minha mãe)? A variação seria de gênero? Minha mãe, mais velha, seguiu a sina da submissão? Na Bíblia, o mais novo é candidato à rebeldia: Esaú e Jacó, por exemplo. Qual a lição real?

     Seria bom se a História funcionasse como um conto infantil moral: o mal é poderoso, mas triunfa o bem constante e resiliente. Não é assim. Há ditadores que morrem de forma terrível, como Mussolini. Há outros que chegam ao fim em pleno poder, como Stalin. Há democratas assassinados e tiranos bem-sucedidos. Canalhas também envelhecem e alguns vivem prolongada e serena aposentadoria. Princípios metafísicos como “lei do retorno” ou “carma” são explicações que emergem do nosso desejo de lógica de fundo moral. Como seria bom se houvesse esta matemática precisa: “fez o mal, sofrerá no futuro”. Gente fiel pode ser traída, generosos são esmagados, ladrões seguem firme na carreira e violentos possuem um fã-clube. Escrevendo assim, não interprete que afirmo ser o mundo um lugar ruim e incorrigível. O que digo talvez seja pior: não existe lógica moral. Exemplos? O ditador Ceaucescu (Romênia) caiu do poder e foi fuzilado. Foi acompanhado por sua esposa na tragédia final. Porém... Martin Luther King também foi assassinado. Já o nazista Mengele... nadava tranquilo no dia da morte, depois de uma vida de horrores inomináveis. Bondade não garante sucesso, tampouco maldade é salvo-conduto para a bem-aventurança sobre a Terra. Falta traço moral ao processo histórico. Claro, posso imaginar que após a vida existe a vitória moral com Paraíso e Inferno, mas, como historiador, só posso trabalhar com o mundo visível e documentado aqui e agora.

    A contingência não segue código moral. O avião cai com bons e ruins. Recompensas ou punições (como reguladores de ação humana) podem existir no plano das crenças. Geralmente, a ética é mais sustentável como projeto, mas a já citada “contingência” reina.

    No mundo real, Chapeuzinho Vermelho não é boa ou ruim: ela está cruzando uma área onde o lobo é predador. A Vovó não é vítima, é apenas proteína aos olhos da natureza lupina. O caçador é tão assassino quando o lobo: ambos sobrevivem destruindo vidas. E a vitória da bela Chapeuzinho? Bem, perguntem ao humano Andersen, que coletou a história. Se ela fosse redigida pelos lobos, teríamos um peludo mártir da violência. A esperança de justiça é um desejo, um suspiro breve na eternidade. Nossa meta é uma régua moral; a história ri da nossa pretensão


Autor: Leandro Karnal.

No período “A Vovó não é vítima, é apenas proteína aos olhos da natureza lupina”, a palavra destacada contribui para deslocar a leitura moral do conto para uma perspectiva ligada ao comportamento natural do predador. Nesse contexto, “lupina” pode ser definida como: 
Alternativas
Q4071860 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Os mistérios de uma antiga civilização avançada ainda pouco conhecida

Casas de tijolos com vários andares, ruas organizadas e um sistema de drenagem eficiente, com estruturas semelhantes a vasos sanitários com descarga, poderiam lembrar cidades atuais. No entanto, essa descrição refere-se aos centros urbanos da antiga civilização do Vale do Indo, que existiu há milhares de anos e já apresentava elevado nível de desenvolvimento.

Essa civilização, contemporânea do antigo Egito e da Mesopotâmia, é considerada altamente sofisticada, embora ainda seja pouco compreendida. Parte desse desconhecimento decorre do fato de sua escrita não ter sido decifrada, além da possibilidade de sua organização social ter sido mais igualitária do que a de outras sociedades da época.

Seu período mais desenvolvido ocorreu entre 2600 a.C. e 1900 a.C., embora suas origens remontem a cerca de 4000 a.C. Estendia-se ao longo do rio Indo, em regiões que hoje correspondem ao Paquistão e à Índia, sendo formada por comunidades agrícolas e mais de mil e quatrocentas cidades e povoados.

Um de seus aspectos mais notáveis era o planejamento urbano. As cidades possuíam construções de tijolos padronizados, ruas retas e organizadas em ângulos, além de sistemas de esgoto avançados e espaços destinados a banhos. Esses elementos indicam preocupação com higiene e saúde. A organização urbana também favorecia o comércio, incluindo trocas com outras regiões, como a Mesopotâmia, envolvendo matérias-primas e tecidos.

Outro ponto relevante é a forma de governança. As evidências sugerem uma administração coletiva e estruturada, responsável pela manutenção das cidades, sem sinais claros de poder concentrado, como palácios ou grandes monumentos. Isso diferencia essa civilização de outras da mesma época, nas quais o poder era centralizado e visível.

Apesar dos avanços, muitos aspectos permanecem desconhecidos. Isso se deve, em parte, ao fato de vários sítios ainda não terem sido escavados e ao uso predominante de materiais menos duráveis, como tijolos de barro. Além disso, a escrita encontrada em selos ainda não foi compreendida, o que dificulta o acesso a informações sobre a cultura, as crenças e a organização dessa sociedade.

Essa escrita é composta por poucos símbolos e não possui equivalentes conhecidos que auxiliem sua interpretação. Estudos indicam que há uma estrutura organizada, o que sugere a existência de regras, mas ainda não há consenso sobre seu significado. Caso seja decifrada, poderá revelar informações importantes sobre essa civilização.

Quanto ao seu declínio, uma das principais explicações está relacionada a mudanças ambientais, especialmente alterações no regime de chuvas. Evidências indicam que as populações abandonaram as cidades por volta de 1900 a.C. devido a inundações e dificuldades de adaptação ao novo ambiente.

O estudo dessa civilização oferece reflexões importantes para o presente. Sua organização social e urbana demonstra alto nível de planejamento, mas também revela que fatores ambientais influenciam profundamente o destino das sociedades. Com os recursos tecnológicos atuais, há maior capacidade de compreender esses processos e buscar formas de garantir a sustentabilidade das civilizações contemporâneas.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c248qzqvzqpo.adaptado.

Outro ponto relevante é a forma de governança. As evidências sugerem uma administração coletiva e estruturada, responsável pela manutenção das cidades, sem sinais claros de poder concentrado.
Assinale a alternativa correta quanto à concordância nominal no trecho apresentado.
Alternativas
Q4070871 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


As universidades e o desafio da desigualdade social


Cesar Martins

Vice-reitor da Unesp (Universidade Estadual Paulista)


    Desde o surgimento dos primeiros agrupamentos humanos, a desigualdade tem sido uma marca das sociedades. Embora hoje esteja entre as prioridades de ação de muitos governos, ela persiste como um paradoxo que alimenta a concentração de riquezas. Poucas nações encontraram caminhos capazes de construir sociedades mais igualitárias e com baixa vulnerabilidade socioeconômica.


    Atualmente, a desigualdade é tema de debate em universidades de várias partes do mundo. No entanto, durante boa parte de sua história, essas instituições atenderam a um segmento específico da população, a elite econômica, contribuindo para a estratificação social. No Brasil, não foi diferente. As universidades chegaram tardiamente ao país. A primeira faculdade criada, a Escola de Cirurgia da Bahia, surgiu em 1808, e o acesso ao ensino superior permaneceu, por muito tempo, restrito às elites.


     Embora tardio, o Brasil adotou relativamente cedo o modelo de universidades públicas, em princípio abertas a todos. Na prática, porém, essas instituições continuaram acessíveis a uma parcela reduzida da sociedade, formada por jovens com boa escolarização básica, o que não correspondia à realidade da maior parte da população. Até meados do século 21, as universidades públicas eram poucas, e os cursos noturnos, quase inexistentes, dificultavam o acesso de pessoas de baixa renda que precisavam trabalhar.


    Embora o sistema público de ensino superior tenha crescido na segunda metade do século 20, o padrão elitizado permaneceu. Foi apenas a partir da primeira década do século 21, com políticas como Sisu, Prouni, Fies e a Lei de Cotas, que houve ampliação do acesso de estudantes de baixa renda, pretos, pardos, indígenas e egressos de escolas públicas, especialmente nas universidades públicas.


    Essas políticas alteraram o perfil do estudante universitário brasileiro. Hoje, a maioria das universidades públicas conta com programas de inclusão, apoio estudantil e permanência, tornando esse espaço historicamente elitista mais diverso e representativo da sociedade brasileira.


    Apesar dos avanços, persistem barreiras importantes: a menor presença de estudantes socialmente vulneráveis nos cursos mais concorridos, como medicina, direito e engenharias; a limitação de recursos para políticas de permanência, como moradia, alimentação, transporte e materiais acadêmicos; e as dificuldades adicionais de acesso e permanência em universidades de maior prestígio.


    Embora ainda haja muito a avançar, as universidades públicas brasileiras têm sido referência, em escala global, na democratização do ensino superior e do conhecimento científico. Ainda assim, é momento de olhar com mais atenção para a estrutura acadêmica. Cursos e disciplinas precisam ser revistos e reinventados em diálogo com as políticas públicas, as novas tecnologias, a sustentabilidade e, sobretudo, a equidade social.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/04/as-

universidades-e-o-desafio-da-desigualdade-social.shtml. 

Observe as palavras destacadas no trecho a seguir: "Embora tardio, o Brasil adotou relativamente cedo o modelo de universidades públicas, em princípio abertas a todos.". Assinale a alternativa que apresenta a classificação morfológica das palavras destacadas, conforme o contexto em que se encontram, e na ordem em que ocorrem.
Alternativas
Q4070755 Português
Assinale a alternativa em que a manchete apresenta concordância nominal em total acordo com as normas vigentes
Alternativas
Q4070749 Português

TEXTO II


Em períodos de paz, a possibilidade de afundamento de um navio de médio e grande porte é de 1 em 68 mil; assim, considerando que hoje navegam os mares e oceanos aproximadamente 120 mil navios com essas caraterísticas, incluindo mercantes, passageiros e militares e excluindo aqueles menores que um ferry de curta trajetória, podem-se esperar dois afundamentos anuais. 


Na Segunda Guerra Mundial, foram enviados ao fundo dos mares e oceanos por volta de 20 mil embarcações, entre as três categorias descritas: média de 9,4 navios diários, que totalizavam mais de 50 milhões de toneladas, provocando a morte de 600 mil marinheiros (incluindo algumas tripulações devoradas por tubarões nesses naufrágios).


Aliás, a palavra “naufrágio” em muitas fontes e estatísticas foi eliminada, porque bastantes embarcações não afundaram totalmente, sendo substituída por “desastre marítimo” se houve, pelo menos, 100 mortos.


(AVENTURAS NA HISTÓRIA. Durante 2ª Guerra, nove navios foram afundados por dia em seis anos. Disponível em: Acessar matéria. Acesso em: 4 de abril de 2026.) 

No trecho: “...porque bastantes embarcações não afundaram totalmente...”, o termo destacado está corretamente empregado. Sobre o uso da palavra “bastante(s)”, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4070628 Português

TEXTO 2 


“Minha irmã encontrou a faca escondida na mala de nossa avó. Brincávamos de cortar folhas, talos, fingindo cozinhar como vimos fazer. Não sabíamos que aquele gesto inocente mudaria tudo. Foi num instante, um descuido, e o sangue tomou conta do silêncio da casa.

Quando arrancaram a língua de minha irmã, foi como se arrancassem também a nossa história. Ficamos presas a um silêncio que não era apenas ausência de palavras, mas um peso que carregávamos no corpo e na memória.” VIERA JUNIOR, Itamar. Torto Arado. Salvador: Editora Todavia, 2019.

No trecho “Não sabíamos que aquele gesto inocente mudaria tudo”, a palavra “inocente” pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
Alternativas
Q4070300 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Produção agrícola maior deve fortalecer geração de bioenergia.

Episódios recentes envolvendo rotas marítimas próximas ao Estreito de Ormuz — corredor estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo — retomou o debate sobre a segurança da oferta global de energia, desde o abastecimento aos preços dos fretes, da inflação energética e estabilidade logística.

O Brasil aparece como um caso particular entre as grandes economias: ao mesmo tempo em que o mercado global acompanha a volatilidade do petróleo, o país amplia a produção agrícola e, com ela, a oferta potencial de matérias-primas para energia renovável. A avaliação é da Fex Agro da rede de revendas de insumos em Mato Grosso.

Segundo o CEO da empresa, Daniel Barbosa, o avanço da colheita de grãos amplia a oferta de ativos energéticos ligados ao agronegócio brasileiro é uma oportunidade para que o país avance na geração de alternativas, como os biocombustíveis.

"Num ambiente em que o mundo volta a perceber o quanto ainda depende do petróleo, o Brasil apresenta uma combinação muito difícil de replicar: uma safra em grande escala, uma base energética renovável consolidada e capacidade industrial para agregar valor dentro da própria cadeia produtiva", afirma.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam avanço consistente da safra, com mais de 50% da área de soja, principal cultura agrícola do país, colhida.

O executivo se demonstra otimista ao defender que a expansão da produção agrícola reforça a disponibilidade de insumos para diferentes rotas energéticas. "O país colhe grãos, mas também amplia a oferta de matéria-prima para etanol, biodiesel, biometano e novas alternativas energéticas. Poucos países possuem um programa de biocombustíveis tão avançado quanto o brasileiro, o que aumenta a resiliência diante de choques externos", ressalta.

A discussão ganha relevância no momento em que o setor de biocombustíveis apresenta propostas para acelerar a transição energética no país, após a COP30, evento que culminou no documento "Fósseis", com etapas de transição até 2040.

O documento sugere ampliar o uso de etanol, biodiesel, combustível sustentável de aviação (SAF), biometano, produzido a partir de resíduos agropecuários, especialmente em regiões produtoras, e hidrogênio de baixa emissão de carbono.

Para a Fex Agro, a atual conjuntura internacional tende a reforçar a relevância desse modelo energético. "Quando petróleo, frete e segurança logística voltam ao centro do debate global, países capazes de produzir energia a partir do próprio campo passam a ter outro peso econômico. O Brasil já tem essa estrutura e ainda possui espaço para expandi-la", afirma o executivo.

Barbosa também defende maior visibilidade internacional para a sustentabilidade da produção agrícola brasileira. Segundo ele, a legislação ambiental e o modelo de preservação adotado pelos produtores ainda são pouco reconhecidos fora do país.

O etanol brasileiro permanece como um dos pilares da transição. Além da produção tradicional a partir da cana-de-açúcar, cresce o modelo baseado no milho, no qual a fabricação do biocombustível ocorre junto à geração de DDG, insumo proteico utilizado na nutrição animal.

"O milho sintetiza bem esse novo entendimento sobre as energias renováveis: da mesma matéria-prima saem energia, proteína e valor industrial. É uma cadeia que responde simultaneamente a três demandas globais — energia, alimento e eficiência produtiva", afirma Barbosa.


https://www.cnnbrasil.com.br/agro/producao-agricola-maior-deve-fortale cer-geracao-de-bioenergia/
"Num ambiente em que o mundo volta a perceber o quanto ainda depende do petróleo, o Brasil apresenta uma combinação muito difícil de replicar: uma safra em grande escala, uma base energética renovável consolidada e capacidade industrial para agregar valor dentro da própria cadeia produtiva, afirma."
Com base nas classes de palavras, julgue as afirmativas a seguir:

I. O vocábulo 'muito' funciona como advérbio de intensidade, modificando o adjetivo 'difícil', diferentemente do que ocorre na frase 'A questão enganou muito candidato', em que o termo pertence a outra classe gramatical.
II. A palavra 'de', nessa expressão, é uma preposição que introduz o complemento 'replicar', verbo no infinitivo que completa o sentido do adjetivo 'difícil'. 
III. A forma verbal 'depende' encontra-se conjugada no mesmo tempo e modo que o verbo 'vir' na frase: 'Nós viemos para acertar todas as questões da prova de Língua Portuguesa'.
IV. O vocábulo 'própria' é adjetivo, devendo sempre concordar com o substantivo ou pronome a que se refere, assim como o vocábulo 'quite', como na frase 'Devolvi-lhe o presente, portanto estamos quites'.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS. 
Alternativas
Q4070236 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Produção agrícola maior deve fortalecer geração de bioenergia.

Episódios recentes envolvendo rotas marítimas próximas ao Estreito de Ormuz — corredor estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo — retomou o debate sobre a segurança da oferta global de energia, desde o abastecimento aos preços dos fretes, da inflação energética e estabilidade logística.

O Brasil aparece como um caso particular entre as grandes economias: ao mesmo tempo em que o mercado global acompanha a volatilidade do petróleo, o país amplia a produção agrícola e, com ela, a oferta potencial de matérias-primas para energia renovável. A avaliação é da Fex Agro da rede de revendas de insumos em Mato Grosso.

Segundo o CEO da empresa, Daniel Barbosa, o avanço da colheita de grãos amplia a oferta de ativos energéticos ligados ao agronegócio brasileiro é uma oportunidade para que o país avance na geração de alternativas, como os biocombustíveis.

"Num ambiente em que o mundo volta a perceber o quanto ainda depende do petróleo, o Brasil apresenta uma combinação muito difícil de replicar: uma safra em grande escala, uma base energética renovável consolidada e capacidade industrial para agregar valor dentro da própria cadeia produtiva", afirma.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam avanço consistente da safra, com mais de 50% da área de soja, principal cultura agrícola do país, colhida.

O executivo se demonstra otimista ao defender que a expansão da produção agrícola reforça a disponibilidade de insumos para diferentes rotas energéticas. "O país colhe grãos, mas também amplia a oferta de matéria-prima para etanol, biodiesel, biometano e novas alternativas energéticas. Poucos países possuem um programa de biocombustíveis tão avançado quanto o brasileiro, o que aumenta a resiliência diante de choques externos", ressalta.

A discussão ganha relevância no momento em que o setor de biocombustíveis apresenta propostas para acelerar a transição energética no país, após a COP30, evento que culminou no documento "Fósseis", com etapas de transição até 2040.

O documento sugere ampliar o uso de etanol, biodiesel, combustível sustentável de aviação (SAF), biometano, produzido a partir de resíduos agropecuários, especialmente em regiões produtoras, e hidrogênio de baixa emissão de carbono.

Para a Fex Agro, a atual conjuntura internacional tende a reforçar a relevância desse modelo energético. "Quando petróleo, frete e segurança logística voltam ao centro do debate global, países capazes de produzir energia a partir do próprio campo passam a ter outro peso econômico. O Brasil já tem essa estrutura e ainda possui espaço para expandi-la", afirma o executivo.

Barbosa também defende maior visibilidade internacional para a sustentabilidade da produção agrícola brasileira. Segundo ele, a legislação ambiental e o modelo de preservação adotado pelos produtores ainda são pouco reconhecidos fora do país.

O etanol brasileiro permanece como um dos pilares da transição. Além da produção tradicional a partir da cana-de-açúcar, cresce o modelo baseado no milho, no qual a fabricação do biocombustível ocorre junto à geração de DDG, insumo proteico utilizado na nutrição animal.

"O milho sintetiza bem esse novo entendimento sobre as energias renováveis: da mesma matéria-prima saem energia, proteína e valor industrial. É uma cadeia que responde simultaneamente a três demandas globais — energia, alimento e eficiência produtiva", afirma Barbosa.


https://www.cnnbrasil.com.br/agro/producao-agricola-maior-deve-fortale cer-geracao-de-bioenergia/
"Num ambiente em que o mundo volta a perceber o quanto ainda depende do petróleo, o Brasil apresenta uma combinação muito difícil de replicar: uma safra em grande escala, uma base energética renovável consolidada e capacidade industrial para agregar valor dentro da própria cadeia produtiva, afirma."
Com base nas classes de palavras, julgue as afirmativas a seguir:

I. O vocábulo 'muito' funciona como advérbio de intensidade, modificando o adjetivo 'difícil', diferentemente do que ocorre na frase 'A questão enganou muito candidato', em que o termo pertence a outra classe gramatical.
II. A palavra 'de', nessa expressão, é uma preposição que introduz o complemento 'replicar', verbo no infinitivo que completa o sentido do adjetivo 'difícil'.
III. A forma verbal 'depende' encontra-se conjugada no mesmo tempo e modo que o verbo 'vir' na frase: 'Nós viemos para acertar todas as questões da prova de Língua Portuguesa'.
IV. O vocábulo 'própria' é adjetivo, devendo sempre concordar com o substantivo ou pronome a que se refere, assim como o vocábulo 'quite', como na frase 'Devolvi-lhe o presente, portanto estamos quites'.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS. 
Alternativas
Q4070182 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aluno e professora criam tecido com bagaço da cana-de-açúcar, em Goiás.

Uma professora e um aluno da rede pública de educação de Goiás desenvolveram um tecido a partir do bagaço da cana-de-açúcar, com potencial para uma futura produção têxtil. O projeto, que une experimentação científica e sustentabilidade, foi selecionado para representar o estado em uma feira de bioinovação que acontecerá em novembro, na Bahia.

Professora de Biologia no Centro de Ensino em Período Integral (Cepi) Osvaldo da Costa Meireles, em Luziânia, Gabrielle Rosa Silva, de 29 anos, explicou ao g1 que a ideia surgiu durante pesquisas, na escola, sobre o desenvolvimento de algum produto através de material comumente descartado.

Foram a inquietude e a curiosidade de Thiago Alves dos Santos, seu aluno do terceiro ano do ensino médio, que levaram ao resultado final. Como eles já haviam desenvolvido um papel à base de folhas de pequi, o estudante perguntou se seria possível produzir também tecido a partir do material.

Em entrevista ao g1, Thiago disse que, ao ver o projeto indo tão longe, a sensação é de orgulho. Ele conta que levou a ideia para a professora quando começou a perceber o quanto a indústria têxtil polui e o quanto o consumo de roupas tem crescido de forma tão exacerbada.

O jovem diz que considera a seleção do projeto para a exposição na Bahia uma conquista enorme. "No começo, eu não acreditava que poderia ir tão longe, principalmente por ser um projeto desenvolvido em uma escola pública e com poucos recursos", afirmou.

Thiago destaca que ver tudo isso dando certo mostra que a ciência pode mudar a realidade. "E também que pequenas ideias, quando feitas com dedicação, podem gerar grandes impactos para a sustentabilidade e o futuro do planeta", completou.

Segundo a professora, o processo de produção envolve, após higienização, a preparação da biomassa. "A gente extrai a celulose e depois faz como se fosse uma dissolução porque aquele bagaço é rígido e tem que ficar no caso um pouquinho mais, digamos, emoliente", explica.

Só no processo de extração da celulose são necessárias cerca de três horas. O procedimento utiliza água e soda cáustica sob temperatura constante de 80ºC para quebrar os compostos orgânicos e liberar a celulose. Em seguida, é feita a clarificação do material com água oxigenada.

O passo seguinte é o que ela chama de "formação", quando o bagaço deixa o aspecto rígido e passa a apresentar consistência fibrosa. "Fica como se fosse um mini algodão. Então, a gente faz o processo de fiação, que é a formação de um fio. Depois, a gente faz os ajustes finais. Demora um pouquinho, mais ou menos uns 10 dias para fazer tudo", detalhou Gabrielle.

Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), que representa o setor sucroalcooleiro, dão uma ideia do potencial da ideia caso ela, um dia, ganhe escala industrial. Segundo a entidade, o Centro-Sul do país processou cerca de 679,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2024/25. Cada tonelada de cana moída gera, em média, cerca de 250 kg de bagaço. Assim, estima-se a geração de cerca de 170 milhões de toneladas de bagaço por safra.

De acordo com a Unica, atualmente a maior parte do bagaço não é descartada porque é aproveitada para cogeração de energia (térmica e elétrica) nas próprias usinas. E uma parte menor pode ser usada em outros subprodutos, como, por exemplo, ração animal.

Ainda assim, a entidade afirmou, em nota, que avalia como positivas iniciativas como a da professora Gabriella e do aluno Thiago, uma vez que "ampliam o uso sustentável dos resíduos da cana, por estarem alinhadas aos princípios de circularidade e bioinovação que o setor vem promovendo".

https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2025/10/25/aluno-eprofessora-criam-tecido-com-bagaco-da-cana-de-acucarem-goias.ghtml


https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2025/10/25/aluno-e-professora-criam-tecido-com-bagaco-da-cana-de-acucar-em-goias.ghtml
"O jovem diz que considera a seleção do projeto para a exposição na Bahia uma conquista enorme. "No começo, eu não acreditava que poderia ir tão longe, principalmente por ser um projeto desenvolvido em uma escola pública e com poucos recursos, afirmou."
Considerando as classes de palavras, julgue as afirmativas a seguir:

I. O vocábulo 'poucos' determina o substantivo 'recursos', exprimindo ideia de quantidade indefinida e reduzida, o que denota escassez. Em outros contextos, o vocábulo pode ocorrer de forma invariável, assumindo função adverbial, como em 'Por favor, me dê um pouco de pudim', indicando pouca quantidade de algo.
II. Em razão da evolução histórica da língua, os substantivos terminados em '-ão', não seguem uma única regra de formação do plural, podendo apresentar três desinências distintas. No caso de 'seleção', admite-se apenas o plural 'seleções', ao passo que o vocábulo 'vilão' admite as formas 'vilãos', 'vilões' e 'vilães'.
III. A forma verbal 'acreditava' ao ser transportada para o pretérito perfeito do indicativo resultará em 'acreditou'. Do mesmo modo, o verbo 'intervir' assume, nesse mesmo tempo e modo verbal, a forma 'interviu', como em 'A professora interviu no caso'.
IV. A palavra 'jovem' exemplifica que qualquer vocábulo, quando empregado de forma material, pode ser substantivado, passando a submeter-se às regras de flexão e de derivação próprias dos substantivos; o mesmo observa-se em 'Os nãos já temos'.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS. 
Alternativas
Q4067580 Português
Os dentinhos da espiral comiam as notas 


    O capricho na escola não só se mostrava na caligrafia.

     Havia dois tipos de alunos na hora de entregar o trabalho para o professor: os que ofereciam o papel com a borda picotada da espiral, arrancado do caderno com violência, e os que destacavam os dentinhos minuciosamente com uma régua.

    O primeiro grupo se revelava mais rebelde, contrariado, desaforado, nem aí para as expectativas. O segundo se caracterizava como organizado e metódico, querendo agradar.

     Eu fazia parte do time do esmero e do cuidado. Sem tesoura, eu umedecia a lateral com a saliva, guilhotinava com calma e transformava a página cortada na inteireza de um ofício. Não suportava devolver as provas com as serrilhas. Acreditava que aqueles furinhos me tirariam nota. Não sei se influenciavam o conceito, mas ajudavam na apresentação. Sequer para traficar bilhetes secretamente, por baixo das classes, eu me permitia o desleixo. 

    Todo CDF na infância vai exibir TOC na vida adulta. É uma evolução natural das siglas.

    Durante quinze anos, convivi com cadernos. Constituíam a minha fonte de conhecimento. Não havia celular, tablet, computador. Anotava-se tudo com lápis e caneta.

    Fui criado na escassez. Lembro que economizávamos o número de folhas. Porque o caderno de capa dura, espiral, custava caro. Cada página equivalia a dinheiro vivo. Chegávamos a contar as que faltavam e checar se resistiriam até o fim do ano. Estudávamos no limite. Nem sempre podíamos emprestar uma folhinha para os colegas. Seguíamos um planejamento, um racionamento extremo. Um dia sim, outro não. Evitávamos que a bíblia de uma disciplina emagrecesse velozmente, a ponto de beirar a inanição. Então, passávamos a demanda adiante: “não tenho como, pede hoje para fulano”.

    No cumprimento da lista do material escolar, lutávamos para escolhê-los, tanto pela ilustração da capa quanto pelo seu volume. Persuadíamos os pais em longa negociação.

    Existia o de 48 folhas, para cargas horárias menores, como a de Religião; o de 96 folhas, o clássico absoluto, o mais comprado; o de 120 folhas, destinado aos mais abastados; e o inacessível de 200 folhas, de caráter universitário, um trambolho, um luxo, que vinha com adesivos e divisórias coloridas para várias matérias.

    O peso da mochila representava status. Quanto mais tijolo, maior o poder aquisitivo do estudante. Quanto mais leve, menos cadernos ele tinha conseguido adquirir.

    Não me arriscava a montar aviõezinhos ou barquinhos e gastar o meu futuro. Bem que eu desejava acompanhar os perdulários da turma e me dedicar à arte das dobraduras.

    Ficava sem jeito quando a garota de quem eu gostava inventava de deixar um rabisco no miolo de uma página: meu coração acelerava, com a culpa de que ela consumiria o espaço de muitas lições a ser copiadas do quadro. Como explicar o desperdício em casa? Tratava-se de uma jura precoce, de uma corajosa renúncia.

     Restava-me diminuir a letra para que coubesse o meu amor.


Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado).
Algumas palavras do texto podem ser substituídas por outras sem prejuízo relevante ao sentido construído no período em que aparecem. Analise as assertivas:

I. Em “destacavam os dentinhos minuciosamente com uma régua”, a palavra minuciosamente pode ser substituída por cuidadosamente, mantendo a ideia de atenção ao detalhe.
II. Em “os perdulários da turma”, a palavra perdulários pode ser substituída por econômicos, mantendo a ideia de colegas que evitavam gastar folhas.
III. Em “Fui criado na escassez”, a palavra escassez pode ser substituída por limitação, preservando a noção de poucos recursos disponíveis.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4065688 Português
Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino



Dentro do corpo humano, existe uma comunidade complexa formada por trilhões de microrganismos que influenciam diversos aspectos da saúde. Esse conjunto é conhecido como microbiota intestinal. A diversidade dessas bactérias pode ser comparada a um ecossistema natural: quanto maior a variedade de microrganismos, maior tende a ser a capacidade de equilíbrio do organismo diante de perturbações.

Estudos indicam que uma microbiota variada exerce papel importante no bem-estar geral. Ela participa de processos ligados ao metabolismo, ao funcionamento do cérebro, à qualidade do sono e ao controle de inflamações. Pessoas com menor diversidade bacteriana apresentam maior tendência a distúrbios intestinais, inflamações e problemas relacionados ao descanso. Por outro lado, uma microbiota mais diversa é frequentemente associada a melhores condições de saúde.

Esse conjunto de microrganismos funciona como um verdadeiro ecossistema interno e é comparado a um órgão adicional do corpo humano. Entretanto, evidências recentes indicam que alguns hábitos alimentares interferem nesse equilíbrio. Entre os fatores mais investigados está o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, que alteram a composição das bactérias intestinais.

Uma das explicações para esse efeito está na presença de aditivos utilizados pela indústria para conservar alimentos, modificar a textura ou intensificar o sabor. Ao observar rótulos de produtos industrializados, é comum encontrar substâncias como emulsificantes, corantes e adoçantes artificiais. Esses componentes mantêm a aparência e o prazo de validade dos produtos, permitindo, por exemplo, que pães permaneçam macios por mais tempo ou que sorvetes tenham textura cremosa.

Entre esses aditivos, os emulsificantes são particularmente frequentes. Eles permitem a mistura de substâncias que normalmente não se combinariam, como água e óleo, além de contribuírem para a estabilidade de diversos alimentos industrializados. Pesquisas identificaram milhares de produtos alimentícios contendo esse tipo de substância, o que demonstra sua ampla presença na alimentação cotidiana.

Apesar de sua utilidade tecnológica, estudos indicam que alguns emulsificantes interferem na microbiota intestinal. Pesquisas associam essas substâncias a problemas como doenças inflamatórias intestinais, síndrome do intestino irritável e alguns tipos de câncer do sistema digestório. Experimentos realizados com animais mostram que determinadas doses de emulsificantes alteram o comportamento das bactérias intestinais, aproximando-as da parede do intestino e favorecendo processos inflamatórios.

Em condições normais, existe uma camada de muco que protege a parede intestinal e mantém as bactérias a uma distância segura. Quando esse equilíbrio é alterado e os microrganismos atravessam essa barreira protetora, surgem inflamações persistentes. Estudos com seres humanos também indicam possíveis associações entre o consumo frequente desses aditivos e doenças metabólicas.

Pesquisas realizadas com grandes grupos de adultos observaram que indivíduos mais expostos a emulsificantes apresentaram maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer. Embora esses resultados indiquem relações estatísticas e não causalidade direta, análises laboratoriais sugerem que certos emulsificantes reduzem a quantidade de bactérias consideradas benéficas.

Investigações clínicas também indicam que a redução do consumo desses aditivos traz benefícios para pessoas com doenças intestinais inflamatórias. Em experimentos controlados, indivíduos que adotaram dietas com menor presença de emulsificantes apresentaram maior probabilidade de melhora dos sintomas.

Além dos aditivos, o próprio grau de processamento dos alimentos também influenciam a saúde intestinal. Pesquisas compararam dietas com valores nutricionais semelhantes, mas com diferentes níveis de processamento. Participantes que consumiram alimentos frescos e minimamente processados apresentaram maior diversidade de bactérias intestinais, enquanto aqueles cuja alimentação incluía mais produtos ultraprocessados demonstraram menor diversidade microbiana e maior ocorrência de desconfortos digestivos.

De modo geral, uma orientação simples é priorizar alimentos frescos e minimamente processados. Essa escolha tende a beneficiar não apenas o organismo humano, mas também a comunidade de microrganismos que vive no intestino e desempenha papel essencial para a manutenção da saúde.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5002dg6o.adaptado.
Pesquisas associam essas substâncias a problemas como doenças inflamatórias intestinais, síndrome do intestino irritável e alguns tipos de câncer do sistema digestório.
Considerando a classificação morfológica das palavras presentes no trecho, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4065291 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades sustentáveis


Atualmente, 61% da população brasileira (lBGE, 2023) e 56% da mundial residem em áreas urbanas, com previsão de aumento para 68% até 2050 (Un-Habitat, 2023). Nesse contexto, as cidades tornam-se centrais no debate sobre o desenvolvimento sustentável, envolvendo dimensões econômicas, sociais e ambientais.

A preocupação com o desenvolvimento de cidades sustentáveis tem sido central nas discussões e práticas gerenciais, especialmente nas políticas públicas. Gestores enfrentam desafios complexos para promover a sustentabilidade urbana, sendo necessários novos arranjos institucionais, políticos, tecnológicos e econômicos para atender ao paradigma da sustentabilidade.

Uma cidade sustentável possui um caráter utópico e multifacetado. É utópico, pois exige mudanças profundas de comportamento na sociedade, exigindo grande esforço sem garantias de resultado. É multifacetado, pois diferentes campos de conhecimento têm entendimentos distintos sobre uma cidade sustentável.

Uma cidade sustentável deve oferecer qualidade de vida aos seus habitantes, atendendo necessidades tecnológicas, culturais, políticas e ambientais, sem comprometer o desenvolvimento econômico no longo prazo. Assim, esse pode ser visto como um processo contínuo, retroalimentado por seus habitantes, que integra objetivos sociais, ambientais e econômicos da cidade.

A concepção de cidades sustentáveis enfrenta diversos desafios. O primeiro é a conciliação entre a lógica sustentável e o processo de urbanização. Embora a urbanização possa promover o desenvolvimento sustentável por meio do crescimento econômico, melhorar a moradia, o meio ambiente e diminuir a condição de pobreza, também pode restringi-lo ao fomentar o consumo excessivo e gerar um distanciamento socioecológico.

Nos países emergentes do Sul Global, os desafios das cidades englobam a inclusão, especialmente de grupos minoritários, além de questões básicas como moradia digna, criminalidade, crescimento desordenado e transporte. Esse cenário contrasta com as cidades do Norte Global, que se concentram mais nas questões ambientais.

Outro aspecto conflituoso nessa discussão são as divergências entre as formulações teóricas e a proposta de práticas de intervenção, tendo como dilema o compromisso dos gestores públicos na formulação e implementação de políticas públicas adequadas para a condução da sustentabilidade nas cidades, considerando o seu contexto.

Com o intuito de elencar, de maneira ampla, algumas diretrizes para o desenvolvimento de cidades sustentáveis, teóricos propuseram princípios para a cidade sustentável que podem ser observados no planejamento e na gestão urbana, sem perder de vista o apelo ao desenvolvimento sustentável: educação sustentável, energias renováveis, eficiência energética, construções sustentáveis, transportes sustentáveis, desperdício de alimentos, acomodação do crescimento populacional, segurança da água, gestão dos recursos naturais e meio ambiente.

Os princípios indicados reforçam a multiplicidade de frentes para estabelecer uma cidade sustentável, evidenciando a inter-relação entre as dimensões tecnológicas e sociais, muitas vezes mediada pela gestão pública. Assim, o planejamento urbano assume um papel fundamental na delimitação e implementação de políticas e práticas voltadas à sustentabilidade, conciliando tecnologia e cenário social.


Adaptado de: BENVINDO, J. dos S. et. al. Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades sustentáveis: Uma análise do Plano Fortaleza 2040. Cad. Gest. Pública Cid., São Paulo, v.31, n.2, 2026.

Considere a frase abaixo, extraída do texto, e analise as assertivas que a sucedem, à luz de aspectos fonológicos, morfológicos e sintáticos da Língua Portuguesa:


Gestores enfrentam desafios complexos para promover a sustentabilidade urbana, ...



I. promover pertence à terceira conjugação, uma vez que se relaciona semanticamente ao sujeito Gestores.


II. Em complexos, a letra x representa a sequência fonêmica /ks/, correspondendo a dois fonemas consonantais.


III. O vocábulo urbana cumpre função adjetiva, por atribuir característica ao substantivo sustentabilidade..



Está CORRETO o que se afirma em

Alternativas
Respostas
1: C
2: C
3: C
4: C
5: C
6: D
7: D
8: C
9: D
10: C
11: E
12: C
13: E
14: E
15: C
16: E
17: D
18: C
19: B
20: C