Questões de Concurso
Sobre adjetivos em português
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Julgue os itens a seguir, com relação às estruturas linguísticas do
texto.

Com relação à estrutura linguística do texto, julgue os itens
seguintes.
Instrução: As questões de números 01 a 12 referem-se ao texto abaixo.
A teoria da incomodação zero
01 Os homens se distinguem dos animais, não porque ____ consciência, já afirmavam teorias
02 sociológicas do fim do século 19, mas porque produzem as condições de sua própria existência. Estas
03 condições são, em grande parte, oriundas do trabalho, que sempre fez parte da vida humana. Contudo,
04 desde que surge a propriedade privada capitalista, a relação de trabalho estabelecida entre empregador e
05 empregado passou por muitas transformações. O trabalho consistia em sinônimo de segurança, de um
06 ambiente ordenado, regular, confiável e duradouro. Em uma época não tão distante, o imediatismo não
07 figurava como valor maior, e a lógica do trabalho se assemelhava a uma construção: tijolo __ tijolo, andar
08 __ andar, no trabalho lento, que findava com uma obra sólida e firme – a carreira.
09 Mas hoje o status do trabalho parece estar subvertido ou, ao menos, tem se revestido de
10 características muito distintas das de outrora. O sociólogo polonês Zigmunt Bauman nos revela que o novo
11 perfil do trabalhador, buscado pelas empresas, não é mais exatamente aquele que prima por um sujeito
12 íntegro, enraizado em valores, com princípios e tradições sólidas. O mais novo filtro utilizado nesta
13 escolha é de outra natureza. De acordo com Bauman, desde 1997, usa-se nos EUA uma expressão que
14 designa o perfil de trabalhador que o mercado procura, o chamado “chateação zero”. A expressão cômica,
15 mas extremamente reveladora, nos mostra que o trabalhador que possuir menos fatores potenciais para
16 chatear ou incomodar a empresa durante o seu labor será aquele com maior chance de conseguir a vaga.
17 Por exemplo, um sujeito dotado de família e filhos tem o seu nível de chateação elevado, pois
18 provavelmente não terá tanta flexibilidade para aceitar tarefas em qualquer horário ou local.
19 Ora, se você é um empregado que ousa questionar as relações e que procura cumprir as suas
20 obrigações, cobrando dos demais o mínimo de responsabilidade, saiba que você possui um nível de
21 chateação elevadíssimo. Vantajoso é ser alguém descomprometido com a realidade social, com laços
22 afetivos frágeis e que possa estar sempre à disposição. A preferência é por “empregados ‘flutuantes’,
23 acríticos, descomprometidos, flexíveis, ‘generalistas’ e, em última instância, descartáveis (do tipo ‘pau
24 pra toda obra’, em vez de especializados e submetidos a um treinamento estritamente focalizado)”,
25 afirma Bauman. O mercado de trabalhadores é também um mercado de produtos.
26 Neste ambiente “líquido-moderno”, estendemos o retrato da prática do consumo para as demais
27 instâncias da vida, como parece ocorrer com as atividades do trabalho. Uma predileção pela facilidade,
28 desprendimento e individualização. Um produto é comprado, usado até perder o valor e depois
29 descartado, pois uma imensidão de outros estará __ disposição. O trabalhador assume, enfim, o status de
30 descartável. Incomodando zero, disponível sempre e criticando nunca.
(Salbego, Solange. Zero Hora, 21-02-2010 – adaptação)
Nas linhas 22 e 23, a autora utiliza aspas para marcar os adjetivos flutuantes e generalistas com o objetivo
Leia com atenção o texto a seguir:
Acesso em 10.05.2010. http://pandjango.com/wpcontent/uploads/2009/02
No segundo balão de falas, as palavras “ fino” e “ grosso” são caracterizadas como:
Uma das frases abaixo NÃO está adequada quanto à flexão de número nos adjetivos compostos. Identifique-a:
A locução que substitui corretamente o adjetivo vasculares (L.11) é:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 3.
1 O conceito de sustentabilidade vem sendo difundido
cada vez mais no meio corporativo. Os números podem
provar os investimentos e o empenho crescente das
empresas em questões de ordem ambiental e social.
5 Entretanto, mesmo com uma melhor aceitação do conceito,
atualmente, o desenvolvimento sustentável passa por um
momento crucial. O desafio é trazer para esse contexto
o maior número de empresas que ainda não absorveu
as noções de sustentabilidade em seus processos de
10 produção.
Conduzir os negócios atendendo às exigências
da competitividade local e global, ao mesmo tempo
contemplando conceitos de sustentabilidade, representa,
hoje, um dos grandes desafios do setor empresarial que
15 está comprometido com a responsabilidade social e o
desenvolvimento sustentável. No campo da mineração
no Brasil, por exemplo, não há como pensar o futuro
desse segmento dissociado da noção de sustentabilidade
ambiental e social.
20 As tendências apontam para o fato de que a empresa
que não adequar seus conceitos e visões nesses campos
estará fadada a deixar o mercado em médio e longo
prazos.
Gestão Mineral em Destaque. In: Editorial do Boletim Informativo do Departamento Nacional de Produção Mineral – Ministério de Minas e Energia. Ano 2, n.º 21, dez./2006 (com adaptações)
De acordo com os aspectos linguísticos do texto, assinale a opção correta.
Lei seca no trânsito
Gosto de beber, e confesso sem o menor sentimento de culpa. Álcool, de vez em quando, em quantidade pequena, dá prazer sem fazer mal à maioria das pessoas. Aos sábados e domingos, quando estou de folga, tomo uma cachaça antes do almoço, hábito adquirido com os carcereiros da antiga Casa de Detenção. Difícil é escolher a marca, o Brasil produz variedade incrível. Tomo uma, ocasionalmente duas, jamais a terceira. Essa é a vantagem em relação às bebidas adocicadas que você bebe feito refresco, sem se dar conta das consequências. Cachaça impõe respeito, o usuário sabe com quem está lidando: exagerou, é vexame na certa.
Cerveja, tomo de vez em quando. O primeiro gole é um bálsamo para o espírito; no calor, depois de um dia de trabalho e horas no trânsito, transporta o cidadão do inferno para o paraíso. O gole seguinte já não é igual, infelizmente. A segunda latinha decepciona, deixa até um resíduo amargo; a terceira encharca. Uísque e vodca, só tenho em casa para oferecer às visitas.
De vinho eu gosto, mas tomo pouco, porque pesa no estômago. Além disso, meu paladar primitivo não permite reconhecer notas de baunilha ou sabores trufados; não tenho ideia do que seja uma trava sutil de tanino, nem o aroma de cassis pisado, nem o frescor de framboesas do campo. Em meu embotamento olfato-gustativo, faço coro com os que admitem apenas três comentários diante de um copo de vinho: é bom, é ruim, e bebe e não enche o saco.
Feita essa premissa, quero deixar claro ser a favor da chamada lei seca no trânsito.
Sejamos sensatos, leitor, tem cabimento ingerir uma droga que altera os reflexos motores, o equilíbrio e a percepção espacial de objetos em movimento e sair por aí pilotando uma máquina na qual uma pequena desatenção pode trazer consequências fúnebres?
Ainda que você não seja ridículo a ponto de afirmar que dirige melhor quando bebe, talvez possa dizer que meia garrafa de vinho, três chopes ou uísques não interferem na sua habilidade ao volante.
Tudo bem: vamos admitir que, no seu caso, seja verdade, que você tenha maior resistência aos efeitos neurológicos e comportamentais do álcool e que seria aprovado em qualquer teste de resposta motora.
Imagino, entretanto, que você tenha ideia da diversidade existente entre os seres humanos. Quantas mulheres e quantos homens cada um de nós conhece para os quais uma dose basta para transtorná-los?
Quantos, depois de duas cervejas, choram, abraçam os companheiros de mesa e fazem declarações de amizade inquebrantável? Está certo permitir que esses, fisiologicamente mais sensíveis à ação do álcool, saiam por aí colocando em perigo a vida alheia?
Como seria a lei, então? Deveria avaliar as aptidões metabólicas e os reflexos de cada um para selecionar quem estaria apto a dirigir alcoolizado? O DETRAN colocaria um adesivo em cada carro estabelecendo os limites de consumo de álcool para aquele motorista? Ou viria carimbado na carteira de habilitação?
Talvez você possa estar de acordo com a argumentação dos advogados que defendem os interesses dos proprietários de bares e casas noturnas: “A nova lei atenta contra a liberdade individual”.
Aí começo a desconfiar de sua perspicácia. Restrições à liberdade de beber num país que vende a dose de pinga a R$0,50? Há escassez de botequins nas cidades brasileiras, por acaso? Existe sociedade mais complacente com o abuso de álcool do que a nossa?
Mas pode ser que você tenha preocupações sociais com a queda de movimento nos bares e com o desemprego no setor.
A julgar por essa lógica, vou mais longe. Como as estatísticas dos hospitais públicos têm demonstrado nos últimos fins de semana, poderá haver desemprego também entre motoristas de ambulâncias, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, agentes funerários, operários que fabricam cadeiras de rodas, sondas urinárias e outros dispositivos para deficientes físicos.
No ano passado, em nosso país, perderam a vida em acidentes de trânsito 17 mil pessoas. Ainda que apenas uma dessas mortes fosse evitada pela proibição de beber e dirigir, haveria justificativa plena para a criação da lei agora posta em prática.
Não é função do Estado proteger o cidadão contra o mal que ele faz a si mesmo. Quer beber até cair na sarjeta? Pode. Quer se jogar pela janela? Quem vai impedir?
Mas é dever inalienável do Estado protegê-lo contra o mal que terceiros possam causar a ele.
Dráuzio Varela, Folha de São Paulo, 19 de julho de 2008.
Leia:
“A segunda latinha decepciona, deixa até um resíduo amargo ; a terceira encharca.”
O superlativo absoluto sintético de “amargo” forma-se com o sufixo - íssimo: amaríssimo. Assinale a opção em que a forma erudita do adjetivo, no grau superlativo absoluto sintético é formada com esse mesmo sufixo.
1. A publicidade comercial explora o uso de uma linguagem agradável com substantivos e adjetivos que insinuam efeitos inverificáveis, mas atraente como “status” ou “raro prazer”.
2. O uso de eufemismos, isto é, expressões que sem alterar o significado, amenizam algo desfavorável ou desagradável.
3. As diversas formas de manipulação da linguagem parecem indicar que existem duas realidades bastante diferentes: a realidade objetiva e a realidade reconstruída pelo discurso da comunicação.
As profissões do meu tempo
Nesta semana fui a um restaurante relativamente sofisticado. Na parede havia um quadro onde estavam escritas a giz, e com letra caprichada, as novidades do cardápio. O cartaz me lembrou a maneira como o cine São Luiz de Poços de Caldas anunciava seus filmes. De manhã, na porta do cinema, aparecia o pintor, sujeito magro, alto e careca, e começava a pintar o nome do filme e do casal de atores principais. A gente ficava à distância, babando com o capricho com que bordava as letras: E-l-i-z-a-b-e-t-h T-a-y-lo-r. As tabuletas, de ferro pesado, ficavam encostadas nos postes das principais esquinas da cidade.
Era uma das muitas profissões que foram tragadas pelo tempo, como tantas outras da minha infância. Ainda é possível achar o vendedor de pamonhas por aí. Nenhum, por certo, que se equiparasse ao Tião Pamonheiro e sua voz de congo. “Olha a pamonha, mio verde”, era seu bordão.
Tinha o seu Marcondes, calista, que todo mês vinha cortar os calos dos pés de meu pai. Na rua Rio de Janeiro, quase esquina com a Assis (a principal da cidade), tinha um sapateiro, desses de fazer meia-sola e tudo. Só lá para meados dos anos 60 passou a vender sapatos industrializados.
Havia outras profissões que ainda resistem bravamente aos novos tempos, como os tintureiros. O nosso subia o morro de bicicleta, pegando as roupas nas casas. Era o Lazinho, emérito guitarrista. E de bicicleta andava também o seu Alexandre Xandó, nosso livreiro, que visitava as casas apresentando os últimos lançamentos de São Paulo. Gozado como a bicicleta era utilizada em Poços, ainda mais levando em conta ser cidade montanhosa. (...)
A profissão de parteira era requisitadíssima. Minha parteira foi dona Júlia. A de minhas irmãs, dona Esther. Poços já tinha uma boa Santa Casa, mas parte das famílias queria ter os filhos em casa. Foi o caso da dona Tereza, mulher teimosa que nem algumas netas dela que eu conheço. De saúde frágil, recebera o conselho do dr. Rowilson de que não deveria se aventurar a ter filhos: arriscava-se a morrer ou ela ou a criança. Dona Tereza não só decidiu ter como fez questão de que fosse em casa. Nasci às sete da noite com mais de 20 pessoas na sala rezando. Os dois sobrevivemos galhardamente, dona Tereza a mais quatro partos.
A profissão de alfaiate era outra extremamente valorizada. (...)
Na minha infância, o alfaiate mais solicitado era o seu Alexandre Pagin, nosso vizinho. Só para meados dos anos 60 apareceram a Ducal e a roupa industrializada. O único problema do seu Pagin - dizia minha mãe - é que sempre fazia calças para mim com uma perna mais curta. E sempre comigo. Só na adolescência minha mãe descobriu que, na verdade, a minha perna esquerda é que era mais curta do que a direita.
O lambe-lambe, o fotógrafo que andava com aquelas máquinas antigas que tinham uma caixa para ele colocar a cabeça e mirar a vítima, era e ainda é uma instituição municipal. O nosso era o pai do Humberto Beleza, meu colega de tiro-de-guerra.
E havia charreteiros aos montes, alguns, como o seu Laier, que conseguiram formar quatro filhos na faculdade, só com o seu trabalho. Ou o Felipão, esse mais antigo, dos idos dos anos 30, que tinha uma charrete especial para pegar as mocinhas e levar até o cassino. (...)
Nem falo nada dos jagunços, povo brabo especializado em cobrar dívida de jogos, porque quando atingi a idade da compreensão eles já tinham aposentado suas garruchas e se tornado senhores pacatos. E muitos filhos deles nem sabem desse passado romântico dos pais.
(Luís Nassif - Jornal Folha de São Paulo,)
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama. (...)
Seguem, abaixo, frases de filósofos e de poetas de diferentes épocas que fazem reflexão sobre o tema SAÚDE. Leia-as para responder à questão que se segue.
1. “Se alguém procura a saúde, pergunta-lhe primeiro se está disposto a evitar no futuro as causas da doença; em caso contrário, abstém-te de o ajudar.” ( Sócrates)
2. “Esta é a mais dolorosa de todas as doenças humanas: dispor de todo o conhecimento e ainda não ter nenhum poder de ação.” (Heródoto)
3. “Para a saúde da mente e do corpo, os homens deveriam enxergar com seus próprios olhos, falar sem megafone, caminhar com seus próprios pés em vez de andar sobre rodas, trabalhar e lutar com seus próprios braços, sem artefatos ou máquinas.” (John Ruskin)
4. “Os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde, por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por nem viver no presente e no passado. vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido.” (Buda)
Texto 2
Conceito de saúde e do processo saúde-doença
"(...), a saúde deve ser entendida em sentido mais amplo, como componente da qualidade de vida. Assim, não é um “bem de troca”, mas um “bem comum”, um bem e um direito social, em que cada um e todos possam ter assegurados o exercício e a prática do direito à saúde, a partir da aplicação e utilização de toda a riqueza disponível, conhecimentos e tecnologia desenvolvidos pela sociedade nesse campo, adequados às suas necessidades, abrangendo promoção e proteção da saúde, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação de doenças. Em outras palavras, considerar esse bem e esse direito como componente e exercício da cidadania, que é um referencial e um valor básico a ser assimilado pelo poder público para o balizamento e orientação de sua conduta, decisões, estratégias e ações.”
(in www.mp.to.gov.br.Distritos Sanitários: Concepção e Organização. cap. 11. fragmento)




