Questões de Concurso Sobre adjetivos em português

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Q4257639 Português

"Os estudantes dedicados participaram ativamente do projeto de leitura."



Na frase apresentada, a palavra "dedicados" pertence à classe gramatical dos:

Alternativas
Q4254546 Português
Leia o texto para responder as questões.

Saiba o segredo por trás do gol do
tetracampeonato do Flamengo
Lance de bola parada foi debatido na manhã do sábado, dia da
partida

Por Letícia Marques — Rio de Janeiro 30/11/2025 07h00

        O Flamengo venceu o Palmeiras e conquistou o tetracampeonato da Libertadores, tornando-se o primeiro brasileiro a completar esse feito. Danilo foi o herói da partida, autor do único gol no Monumental de Lima. Mas qual foi o segredo por trás desse lance? 

        Danilo descobriu que seria titular na manhã de sábado, dia do jogo. Ortiz foi preparado para retornar nesta final, mas um incômodo no tornozelo direito, o qual tinha lesionado, no treino de sexta o impediu de ser titular. Foi então que a comissão técnica do Flamengo preparou um plano de jogo com o camisa 13. 

        Rodrigo Caio se juntou à comissão técnica de Filipe Luís em maio e, desde então, tornou-se um dos personagens principais na preparação das bolas paradas, tanto defensivas quanto ofensivas. Mas ele não trabalhou sozinho. Para executar o treinamento em campo, há um trabalho feito fora dos gramados.

        Os analistas de desempenho do Flamengo se dividem para apresentar os dados de qualquer fase do jogo para a comissão técnica. No caso do Rodrigo Caio, ele estuda e analisa os dados das bolas paradas de olho nos pontos fortes e fracos dos adversários. No ensaio dos lances, Filipe Luís está sempre ao lado do ex-zagueiro. O auxiliar Marcio Torres é outro que participa ativamente.  

        Na manhã de sábado, horas antes do jogo contra o Palmeiras, os jogadores tomaram conhecimento de um plano que era ter Danilo como homem livre na bola parada. Para isso, um dos companheiros seria responsável pelo bloqueio do marcador. No lance do gol, Arrascaeta é quem bate o escanteio, e Jorginho é quem faz a parede na marcação do Palmeiras.  

        — Já te digo que fazer o gol da final não estava nesse script. Mas, por acaso, hoje a gente preparou a bola parada de uma maneira que eu era o homem livre. Então a gente sabia que eu ia ter a oportunidade se a bola fosse no lugar que a gente trabalhou. E aí a competência do Arrascaeta que bateu, a minha competência de achar o tempo da bola e afundar pra dentro gol — revelou Danilo.  

        — Tem um pouco de instinto. Falei com o pessoal que se tiver algum vídeo antes (da cabeçada) vão me ver falando "procura a bola, procura a bola". Depois tem o bloqueio do Jorginho. Um de nós estaria livre. É o trabalho do Rodrigo (Caio). É todo o conjunto de fatores que a gente trabalha para fazer a diferença. Foi de olho aberto (a cabeçada)! — completou o zagueiro. 

        Rodrigo Caio foi a peça escolhida a dedo por Filipe Luís para compor a sua comissão técnica depois da demissão de Alegria, que era um dos responsáveis pelos treinos de bola parada e foi demitido pelo Flamengo em maio. A decisão se passou pela necessidade de ter alguém com vivência dentro de campo e que pudesse usar esta experiência para discutir as decisões do dia a dia.  

        A carreira como zagueiro o consolidou para trocar informações sobre bola parada e, aos poucos, tornou-se a referência na comissão técnica. Curiosamente, com os ensinamentos de um ex-zagueiro multicampeão, os defensores do elenco colecionam bons números.

        Ao todo, na temporada, Danilo tem quatro gols e duas assistências em 34 jogos, e Léo Ortiz tem exatamente a mesma participações em gols, mas em 52 jogos. Enquanto isso, Léo Pereira soma cinco gols em 59 partidas. 

Disponível em https://ge.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2025/11/30/saiba-osegredo-por-tras-do-gol-do-tetracampeonato-do-flamengo.ghtml
Considerando as regras de Uso de Mau e Mal, assinale a frase que está integralmente correta, baseada no contexto de desempenho e trabalho da equipe. 
Alternativas
Q4253473 Português
Violência contra mulher não é só física; conheça outros 10 tipos de abuso


   A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é a principal legislação brasileira para a enfrentar a violência contra a mulher. A norma é reconhecida pela ONU como uma das três melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência de gênero.

   Além da Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em 2015, colocou a morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a tolerância nesses casos.

   Mas o que poucos sabem é que a violência doméstica vai muito além da agressão física ou do estupro. A Lei Maria da Penha classifica os tipos de abuso contra a mulher nas seguintes categorias: violência patrimonial, violência sexual, violência física, violência moral e violência psicológica.

   Conheça algumas formas de agressões que são consideradas violência doméstica no Brasil:

   1: Humilhar, xingar e diminuir a autoestima

   Agressões como humilhação, desvalorização moral ou deboche público em relação a mulher constam como tipos de violência emocional.

    2: Tirar a liberdade de crença
   Um homem não pode restringir a ação, a decisão ou a crença de uma mulher. Isso também é considerado como uma forma de violência psicológica.

   3: Fazer a mulher achar que está ficando louca

   Há inclusive um nome para isso: o gaslighting. Uma forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua memória e sanidade.

    4: Controlar e oprimir a mulher

    Aqui o que conta é o comportamento obsessivo do homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz, não deixá-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar mensagens no celular ou e-mail.

    5: Expor a vida íntima

   Falar sobre a vida do casal para outros é considerado uma forma de violência moral, como por exemplo vazar fotos íntimas nas redes sociais como forma de vingança.

    6: Atirar objetos, sacudir e apertar os braços

    Nem toda violência física é o espancamento. São considerados também como abuso físico a tentativa de arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e segurar com força uma mulher.

    7: Forçar atos sexuais desconfortáveis

   Não é só forçar o sexo que consta como violência sexual. Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência.

    8: Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la a abortar

   O ato de impedir uma mulher de usar métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o anticoncepcional, é considerado uma prática da violência sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também é outra forma de abuso.

     9: Controlar o dinheiro ou reter documentos
    Se o homem tenta controlar, guardar ou tirar o dinheiro de uma mulher contra a sua vontade, assim como guardar documentos pessoais da mulher, isso é considerado uma forma de violência patrimonial. 

    10: Quebrar objetos da mulher

   Outra forma de violência ao patrimônio da mulher é causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela goste.

Disponível em https://www.gov.br/mdh/pt-br/noticias-spm/noticias/violenciacontra-mulher-nao-e-so-fisica-conheca-outros-10-tipos-de-abuso
De acordo com o texto, assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.
Se uma vítima de gaslighting sente-se mentalmente atingida, diz-se que ela está passando ___ até recuperar sua sanidade. 
Alternativas
Q4252523 Português
Leia o texto para responder a questão.


Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo pode ser o próximo passo da evolução humana


      A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e talvez até amplificada, pela seleção natural.

    Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação, de interação social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes também está acompanhado de habilidades notáveis. E o aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o futuro da organização social humana poderá ser profundamente influenciado pela neurodivergência.

      Evolução de neurônios e genes

    A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho seminal de Starr e Fraser, da universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um mecanismo celular preciso dessa mudança.

   O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram que esses neurônios evoluíram em uma velocidade excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação com outros primatas.

   O dado mais surpreendente que eles observaram é que essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.

   Isso indica que a evolução responsável por altas funções cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência humana e nossa capacidade de processamento complexo aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas vitais. 

    Outros indícios e teorias

  Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro.

  Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na comunidade científica se não podem haver outros fatores que estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e Japão.

  Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um  aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos descritos anteriormente.

  O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de genes associados a altas habilidades de sistematização, o que também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.

    Um futuro neurodivergente?

    Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos alternativos, esse futuro hipotético traz implicações sociológicas interessantes.

   Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?

    É possível recair num argumento sensacionalista, sobre os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia passar a ver a população que atualmente é considerada neurotípica como ineficiente.

    Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com uma das principais reivindicações atuais da comunidade autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à participação social não dependem de produtividade, genialidade ou adaptação a modelos normativos.

    Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais, precisam ser aprimorados urgentemente.

  Devemos considerar as diferenças como um aspecto positivo da diversidade humana. Uma sociedade verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os “gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a condição essencial para o futuro da humanidade. 


Disponível em https://theconversation.com/neurociencia-e-estudos-debiologia-evolutiva-indicam-autismo-pode-ser-o-proximo-passo-da-evolucaohumana-272539 
Analise: “A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática”, e assinale a alternativa que apresenta a função morfológica de “contemporânea”.
Alternativas
Q4251005 Português
Leia o texto a seguir.


As redes sociais anestesiam sentimentos


Perdemos a capacidade de refletir e até curtir a solidão. O celular
traz desconexão. E o feed, ruptura


Ruth de Aquino



      Tristeza, raiva, desejo, inveja, humor e choque...em menos de 30 segundos de feed. Você abre o Instagram. Vê uma guerra. Depois um casal feliz. Um meme. Um corpo perfeito. Violência. Um cachorro fofo. Alguém chorando. Propaganda. Ódio político. Tudo em menos de 1 minuto. Mas nosso cérebro não foi feito para sentir tudo ao mesmo tempo.

     [...] A constatação é da psicóloga Fernanda Soibelman [...]. Sem conseguir elaborar emoções na velocidade do feed, nossos sentimentos dão um nó. A tristeza vira anestesia. A indignação vira cansaço. O desejo vira comparação. E o choque vira rotina.

     Tédio. Estou com tédio, dizem crianças e adolescentes quando sentem falta de um celular, um jogo, um iPad para se comunicar ou se divertir.

     Ok, o tédio ensina. Mas ficar entediado virou insuportável. Esperar virou angústia. Silêncio virou vazio. Como diz Fernanda, “estamos desaprendendo a sustentar experiências que não estimulam imediatamente”. Daí a dificuldade de ler qualquer texto mais longo.

     No momento, viajo sozinha na Europa. Estar só é uma posição privilegiada para observar o mundo. E refletir. Fico escandalizada com a onipresença do celular nas ruas, nos ônibus, nos metrôs, nos restaurantes, nos aeroportos, nos jardins. 

     No Rio e em SP, todo mundo tem medo de assalto e por isso, na rua, o celular não é tão visível. Mas em Paris, Londres, ou qualquer cidade europeia, o celular tornou-se uma extensão da mão – não importa a classe social, o figurino, o destino.

      O olhar deixou de mirar em volta. As pessoas esbarram forte umas nas outras e o tal “eye contact” virou uma quimera. Ninguém enxerga ninguém. Só o aparelhinho. Um desperdício. Não olham a paisagem, a arquitetura, a moda de rua, as pessoas. No Rio, você pode até acabar engolido por um bueiro.

    O maior efeito das redes não é nos tornar mais distraídos, diz Fernanda. Mas transformar nossa vida emocional num feed: rápido, fragmentado e incapaz de permanecer em algo ou alguém por muito tempo.

     Noreena Hertz, britânica, autora do livro “O século da solidão”, diz que as pessoas vivem um distanciamento perigoso. Estão mais solitárias do que nunca. Noreena falou à jornalista Cecilia Malan. “As pessoas sentem que não são vistas nem ouvidas. Sem conexão”. É uma contradição, num mundo tão conectado.


Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/ruth-de-aquino/coluna/2026/06/as-redes-sociaisanestesiam-sentimentos.ghtml. Excerto.Acesso em 04/06/2026 
No trecho “Perdemos a capacidade de refletir e até curtir a solidão”, as palavras em destaque são classificadas, respectivamente, como:
Alternativas
Q4250886 Português
Leia o texto a seguir.


Poluição nos oceanos já atinge até mar profundo


Gabriel Stefanelli Silva explica ser muito difícil saber exatamente de onde os poluentes estão vindo, porque podem chegar ao oceano profundo por diferentes caminhos


    Um estudo do Instituto Oceanográfico da USP investigou a presença de microplásticos e poluentes persistentes na bacia de Santos, litoral de São Paulo. Através da análise de sedimentos de peixes e invertebrados que vivem entre 400 e 1.500 metros de profundidade, foram identificados a presença de fibras plásticas e poluentes orgânicos.

   Gabriel Stefanelli Silva, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, explica que o mar profundo ainda é pouco explorado devido à sua complexidade. Ele conta que os primeiros registros de lixo em mar profundo são de 2013 e que ainda existe pouca pesquisa nessa área por conta de questões envolvendo fi nanciamento e tecnologia.

Como foi feita a análise

    As amostras foram coletadas em expedições na Bacia de Santos, com ajuda do navio do Instituto Oceanográfi co, o Alfa Cruzes. Os pesquisadores utilizaram um equipamento capaz de retirar porções intactas do sedimento marinho e redes de arrasto para capturar peixes e invertebrados.

   Em laboratório, analisaram o conteúdo digestivo dos animais e os sedimentos em busca de microplásticos e poluentes orgânicos persistentes, compostos químicos que podem permanecer no ambiente por décadas.

Lixo no mar profundo

     Stefanelli explica que é muito difícil saber exatamente de onde esse material está vindo, porque eles podem chegar ao oceano profundo por diferentes caminhos. O lixo das cidades é bastante responsável pela presença desses materiais no fundo do mar. Os resíduos, intencionalmente ou não, acabam indo parar nos rios, que em sua maioria desaguam no mar.

     Além disso, os microplásticos, por serem muito leves, também acabam sendo levados pelo ar. “Uma corrente de vento pode levar esse material por grandes distâncias, inclusive, na atmosfera. Mas também tem a questão do aporte de material que já está no oceano. Então, em embarcações, por exemplo, em plataformas off shore, também geram lixo, também geram esse resíduo que já está ali no ambiente.”


Fonte: https://jornal.usp.br/atualidades/poluicao-nos-oceanos-ja-atinge-ate-marprofundo/. Excerto. Acesso em 04/06/2026
No segmento "o mar profundo ainda é pouco explorado devido à sua complexidade" (2º parágrafo), as palavras em destaque classificam-se, respectivamente, como: 
Alternativas
Q4249673 Português

Educação parental


Em 10 anos, o número de casos da violência escolar mais que triplicou no Brasil, crescendo mais de 250% e ao menos 13 mil casos registrados. Os dados são do MDHC (Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania) e FAPESP.


O aumento dos casos tem chocado toda a sociedade. Especialmente porque a escola sempre foi vista como um espaço de aprendizado, amizade e desenvolvimento. "Por isso é tão doloroso ver episódios violentos acontecendo justamente nesse ambiente", define Claudia Alaminos, psicopedagoga, educadora parental e autora do "Manual de sobrevivência para pais de adolescentes".


Entre o público-alvo mais impactado pela recente onda de ataques está alunos ou ex-alunos vítimas de bullying, exclusão e humilhação ao longo da trajetória escolar − que sem o pertencimento tão necessário na adolescência, acabam buscando acolhimento em outros lugares, principalmente na internet.


"Nesses grupos virtuais de discurso de ódio, o adolescente encontra algo que estava faltando: atenção, validação e sensação de pertencimento. Inicialmente, ele é acolhido e valorizado. Depois, começam os incentivos à vingança, à agressividade e às "provas" de coragem e lealdade ao grupo. Sentindo-se fortalecido por esse ambiente, muitos jovens acabam planejando e executando atos de violência extrema", detalha a especialista.


Neste momento, a educação parental se torna fundamental, enfatiza a psicopedagoga. Isso porque quando um filho sofre bullying, isolamento ou mudanças emocionais importantes, os pais precisam observar, acolher e, muitas vezes, buscar ajuda psicológica. 


Também é essencial acompanhar o que os adolescentes consomem e produzem na internet. "Entender do que eles riem, quais conteúdos compartilham e que tipo de humor os atrai faz parte do cuidado. O mundo virtual oferece riscos reais e adolescentes ainda precisam da orientação dos adultos", acrescenta.


Outro ponto essencial é a construção de conexão dentro de casa. Muitas vezes os pais se interessam naturalmente pelo universo das crianças, mas passam a criticar os gostos dos adolescentes, criando um distanciamento na relação.


Para a especialista, demonstrar interesse genuíno pelas músicas, assuntos e experiências deles fortalece vínculos e cria espaços de confiança. "A qualidade da relação entre pais e filhos é um dos maiores fatores de proteção que existem, porque ninguém consegue entender a dor de um adolescente sem aproximação, conversa e presença verdadeira", reflete.


https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/humanizacao-e-dialogo-antidot o-pedagogico-contra-a-violencia-nas-escolas/ 

"A qualidade da relação entre pais e filhos é um dos maiores fatores de proteção que existem, porque ninguém consegue entender a dor de um adolescente sem aproximação, conversa e presença verdadeira", reflete.


Com base nas regras de concordância verbal e nominal, analise as afirmativas a seguir:


I.Em "um dos maiores fatores de proteção que existem", o verbo 'existir' está no plural, pois é um verbo impessoal, ou seja não apresenta sujeito.


II.Em 'ninguém consegue entender a dor de um adolescente', o verbo 'conseguir' concorda corretamente com um sujeito indeterminado.


III.Em 'aproximação, conversa e presença verdadeira', o adjetivo 'verdadeira' concorda com o substantivo mais próximo, 'presença', em construção facultativa que também admitiria a flexão no plural, 'verdadeiras', caso se pretendesse qualificar, de forma explícita, os três substantivos femininos coordenados.


IV.Caso a construção fosse 'A qualidade das relações entre pais e filhos', a forma verbal poderia ser flexionada tanto no singular quanto no plural, pois a concordância com o termo especificador no plural é uma possibilidade reconhecida na norma vigente atual.


Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas.

Alternativas
Q4249574 Português
Árvores-Amigas


Por Adriana Antunes


Q1_10.png (694×529)

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/um-pede-cedro-cmqznhwxg00c2015tlwtwlvqp.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os termos sublinhados nos trechos retirados do texto às respectivas classes gramaticais.

Coluna 1
1. “[...] uma muda de cedro, colhida durante o caminhar”.
2. “Não foi fácil”.
3. “Meu pé de cedro ficava bem onde um poste de luz precisava ser posto”.
4. “Me neguei a ver a árvore tombar”.

Coluna 2
( ) Adjetivo.
( ) Preposição.
( ) Substantivo.
( ) Verbo.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q4249571 Português
Árvores-Amigas


Por Adriana Antunes


Q1_10.png (694×529)

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/um-pede-cedro-cmqznhwxg00c2015tlwtwlvqp.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 
No trecho “Cedro é uma árvore nativa de grande porte, tem um perfume marcante”, retirado do texto, a palavra “marcante” poderia ser substituída, sem alteração significativa de sentido, por: 
Alternativas
Q4248287 Português
        Para um governo ser bem-sucedido, é necessário que tenha legitimidade. Ou seja, ele exige que os cidadãos aceitem que os arranjos institucionais são apropriados para eles e que essas instituições farão o que é certo na maior parte do tempo. Assim, quanto mais legitimidade tiver, maior será o seu espaço para agir. Pode-se governar por curtos períodos de tempo sem legitimidade por meio de medidas coercitivas, mas isso é caro ⸺ e provavelmente reduzirá ainda mais a legitimidade.

        Geralmente pensamos em um governo que alcança legitimidade por meio de procedimentos. Se eleito em uma eleição livre e justa, a maioria dos cidadãos considerará que ele tem legitimidade. Além disso, se os processos pelos quais as leis são feitas e aplicadas forem constitucionais e também forem considerados justos, as leis serão legítimas. Essas bases processuais de legitimidade são importantes, mas não contam toda a história da capacidade de governança do setor público.

        Além dos aspectos processuais, o setor público também deve pensar sobre os aspectos substantivos da legitimidade. Existem agora evidências significativas de que ela se baseia, também, no desempenho do setor público na prestação de bens e serviços à população. Um bom governo é visto cada vez mais como fornecedor de boas escolas, bons cuidados de saúde, boas estradas e todos os outros serviços de que a sociedade depende.

        Criar e manter a confiança do cidadão, portanto, requer não apenas o bom funcionamento dos governos de acordo com o que prevê a lei, mas também exige que o governo concretize a prestação de serviços públicos. Portanto, instrumentos como a gestão do desempenho tornaram-se mais importantes não apenas na gestão interna, mas também para justificar a própria existência do governo perante seus cidadãos. Os fardos colocados sobre os que tentam governar tornaram-se ainda mais pesados, e as expectativas dos cidadãos, ainda maiores, mas a boa governança pode legitimar as ações do setor público.

B. Guy Peters. Guia da Política de Governança Pública. Brasília: Casa Civil da Presidência da República, 2018, p. 22 (com adaptações).

No que concerne às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item seguinte.


No trecho "aspectos substantivos da legitimidade" (terceiro parágrafo), o termo "substantivos" está empregado como adjetivo e tem o mesmo sentido de essenciais ou concretos

Alternativas
Q4247082 Português
Qualidade da água dos rios da Mata Atlântica
segue precária; pontos com classificação boa
caem para apenas cinco 


    A qualidade da água dos rios da Mata Atlântica continua precária, sem apresentar sinais consistentes de melhora. Lançado na semana do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o novo relatório da Fundação SOS Mata Atlântica confirma um cenário de estagnação nos indicadores e revela uma redução significativa no número de pontos com água classificada como boa. No estudo mais recente, que reúne dados coletados entre janeiro e dezembro de 2025, quase 80% dos pontos monitorados apresentaram qualidade regular – o que indica impacto relevante da poluição e necessidade de tratamento da água para diferentes usos. 

    Produzido pelo programa Observando os Rios, uma das maiores iniciativas de ciência cidadã voltadas ao monitoramento da qualidade da água no Brasil, o Retrato da Qualidade da Água nos Rios da Mata Atlântica reúne um amplo diagnóstico sobre a situação dos cursos d’água do bioma. Neste ciclo de monitoramento, foram realizadas 1.209 análises em 162 pontos de coleta, distribuídos em 128 rios e corpos d’água localizados em 86 municípios de 14 estados, com a participação de 133 grupos voluntários. [...] 

    Os resultados mostram que apenas cinco pontos (3,1%) apresentaram qualidade boa, enquanto 127 (78,4%) foram classificados como regulares, 25 (15,4%) como ruins e cinco (3,1%) como péssimos. Mais uma vez, nenhum ponto analisado atingiu a classificação de qualidade ótima. [...] 

    A comparação com os dados do ciclo anterior reforça o alerta. Entre os 115 pontos acompanhados nos dois anos consecutivos, os classificados como bons caíram de nove para três. Ao mesmo tempo, houve um aumento dos regulares e leve crescimento dos enquadrados como ruins. Cinco pontos permaneceram na categoria péssima, mantendo condições críticas de qualidade da água. 

    Para Gustavo Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, os resultados sinalizam que o país ainda não conseguiu avançar, de forma estrutural, na recuperação dos rios. “Seguimos presos a um cenário de estagnação num patamar que há anos já é preocupante. A predominância da qualidade regular revela que a maioria dos rios está sob pressão constante da poluição. Sem mudanças estruturais, o país continuará convivendo com rios degradados e, consequentemente, com riscos crescentes para toda a população”, afirma. 

Ainda assim, há exemplos pontuais de recuperação. Em Pacatuba (SE), o rio Betume apresentou melhora e passou da classificação regular para boa, enquanto o rio Capivari, em Florianópolis (SC), e o córrego Itaguaçu/Itaquanduba, em Ilhabela (SP) avançaram de ruim para regular. Os casos indicam que a recuperação é possível quando há redução das fontes de poluição e avanços na gestão das bacias hidrográficas. [...] Porém, em alguns casos, a situação se agravou ainda mais: o rio Jaboatão, em Jaboatão dos Guararapes (PE), e pontos dos rios Paraíba do Sul, em Itaocara (RJ), e Tietê, em Guarulhos (SP) e Santana de Parnaíba (SP), passaram de regular para ruim, tornando a água imprópria para diversos usos. O relatório também aponta que alguns dos trechos mais críticos, com água péssima, permanecem sem melhora – como os rios Pinheiros e Jaguaré, na capital paulista, e o Ribeirão dos Meninos, em São Caetano do Sul (SP) –, evidenciando que a recuperação dos rios é lenta e exige ações estruturais contínuas. [...] 

    Eventos extremos, como períodos prolongados de estiagem e chuvas intensas, alteram o funcionamento das bacias, aumentam o carreamento de sedimentos e reduzem a capacidade de diluição de poluentes, agravando a situação dos rios. Relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) aponta que, para cada US$ 1 investido globalmente na proteção da natureza, cerca de US$ 30 financiam atividades que degradam os ecossistemas, evidenciando o descompasso entre os investimentos necessários para enfrentar a crise ambiental e os recursos destinados a atividades que pressionam os recursos naturais. [...] 

    O Observando os Rios mobiliza comunidades em diferentes regiões da Mata Atlântica para acompanhar mensalmente a qualidade da água em rios e córregos, utilizando metodologia baseada no Índice de Qualidade da Água. A rede reúne, atualmente, mais de dois mil voluntários em 14 estados, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a situação dos recursos hídricos e fortalecer a mobilização social em defesa da água limpa. A consistência dos dados gerados pelo programa foi analisada em estudo publicado na revista científica internacional Citizen Science: Theory and Practice, que apontou forte convergência entre as medições realizadas pelos voluntários e os padrões oficiais de monitoramento da CETESB. 

Adaptado de: https://www.sosma.org.br/noticias/qualidade-da-agua-
dos-rios-da-mata-atlantica-segue-precaria-pontos-com-
classificacao-boa-caem-para-apenas-cinco. Acesso em: 31 maio
2026. 
Assinale a alternativa em que o advérbio ou a locução adverbial destacado(a) modifica um adjetivo. 
Alternativas
Q4246367 Português
Na modalidade escrita da língua portuguesa, os mecanismos de concordância nominal desempenham um papel fundamental na organização e na coesão das estruturas textuais. Na tirinha, no início do terceiro quadrinho, na fala de Le Fan “Muito bonito, Mamu”, o emprego do masculino singular decorre do fato de que o adjetivo qualifica o
Alternativas
Q4246235 Português
Imagem associada para resolução da questão

KAIZER. Placa de advertência para condomínio. Disponível em <https://kaizerfotogravacao.com.br/placas-deadvertencia-para-condominio/>

Na placa acima, a expressão "é necessário autorização", de acordo com a norma-padrão, encontra-se grafada:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: AL-CE Prova: IDECAN - 2026 - AL-CE - Técnico Legislativo |
Q4246134 Português
Justiça e vingança

        No escritor romano Tácito, nós encontramos a possível origem de uma ideia que seria repetida por muitos pensadores moralistas e pessimistas: Os homens apressam-se mais a retribuir um dano do que um benefício, porque a gratidão é um peso e a vingança, um prazer. Ofensas perdoadas (como em Os Miseráveis, de Victor Hugo) ou causadoras de toda a trama (como na telenovela Avenida Brasil) trazem à tona nosso melhor e nosso pior. Em qualquer enredo, o momento em que a sofrida mocinha, que vinha suportando barbaridades desde o primeiro capítulo da novela, finalmente ergue um olhar de rebeldia e esbofeteia a vilã registra pico máximo de audiência. Sim, da Roma de Tácito à França de La Rochefoucauld, vingar-se é um prazer. Se o deleite puder ser envolvido na sua máscara mais frequente, a justiça, chegamos ao nirvana absoluto das delícias humanas. Buscar justiça é mais edificante do que buscar vingança. Nosso demônio interno adora usar a espada do anjo da justiça. A lei de Talião está nas fibras profundas da nossa existência. A vendeta épica, como no filme argentino O Segredo dos Seus Olhos (Juan Jose Campanella, 2009), é pouco acessível aos mortais como nós. O custo de uma vingança tão extraordinária como a descrita no filme é o uso de todo o tempo de vida. Tal obsessão implica um ódio e uma memória muito especiais. Poucas pessoas querem pagar o preço enorme da vingança total. Quando conseguem, formam a narrativa de O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas.

        Como não somos santos generosos e extraordinários com o poder de perdão do Monsenhor Bienvenu da já citada obra romântica francesa, também não teremos vinganças dignas de enredos comoventes. Quase todos somos medíocres no amor e nos ódios. Restam-nos as pequenas vinganças... Não tendo acesso ao elenco principal, nosso papel coadjuvante tem sido bem elaborado. Nosso dia a dia é tomado por microprazeres do “olho por olho e dente por dente”.

Recordo-me de uma história narrada por uma grande amiga. Casada com um homem muito incisivo (amo eufemismos), descreveu um episódio de vida turística com o consorte. Estando em Nova York, ela presenciou a compra, e como ele pagou in cash. A responsável, zelosa e cumpridora de uma norma superior, pegou cada nota e a examinou com um pudor único. Olhou contra a luz uma a uma, apalpou, passou o dedo exigente sobre as microrranhuras do meio circulante para, enfim, encerrar o ritual da probidade com uma caneta capaz de eliminar as últimas dúvidas.

        O marido em questão, em vez de reclamar imediatamente como estava habituado, assumiu uma posição cordata e silenciosa que trouxe estranheza à esposa, sabedora do seu gênio querelante. Ele sorria. Por que um homem demarcador rígido de espaços sorria diante da desconfiança indireta que lhe era imputada? Obviamente porque já antecipava sua vingança, sua pequena guerrilha de contra-ataque ao ato indigno de pública dúvida sobre sua honestidade.

        A quantidade de fregueses à espera era grande na loja no coração de Manhattan. A fila, como muitos sabem, é um valor superior a Deus e à pátria nos Estados Unidos. Terminado o exame inquisitivo, aprovadas todas as cédulas entregues, a mulher deu a ele algumas pequenas notas de dólar como troco. Ele agradeceu, educado como uma moça pudica do velho Sacré-Coeur, e, de maneira teatral, passou a realizar exames no troco que excediam, largamente, o procedimento da funcionária. Cada nota foi apalpada, cheirada e sentida como se nelas residissem as verdades mais sublimes do Altíssimo. Depois, com o ar tranquilo de um monge do Himalaia, pediu a caneta verificadora e passou dezenas de traços em cada nota, exarando com vagar o veredicto final sobre a reta procedência do valor. Checou as imagens, colocou contra a luz e olhou com ponderação minuciosa.

        Durante o angustiante procedimento, ele ficava elogiando o cuidado da caixa, dizendo que, de fato, nunca se pode confiar, que ela fazia bem, que era assim mesmo que se evitavam fraudes. Falava em voz alta e louvava a atenção extrema do estabelecimento, paralisando uma possível reação dela com profusos elogios. Finda a liturgia da vingança, agradeceu, bradou mais uma vez para toda a loja que a ação dela era exemplar e que ela e todos da fila deveriam continuar fazendo isso, com arengas contra o estelionato insidioso. Retirou-se, sorridente. A ação tivera efeito similar ao já indicado tapa no rosto da vilã no último capítulo. Catarse completa. Vingança, a doce figura de Tácito, estava impetrada!

        Já foi dito que somos bons quando somos bons e somos ainda melhores quando somos maus. Mesmo os mais abnegados professores ocultam pouco um sorriso interno quando o aluno que atenazou sua vida o ano inteiro fica retido no conselho de classe. A mais zelosa das mães que adverte com insistência um filho que leve casaco e recebe um muxoxo em troca talvez exulte internamente quando o birrento reclama que passou muito frio. O castigo é a alma da lei e do sistema da autoridade. Tudo em pais, policiais e professores indica que nossos valorosos conselhos só se tornam importantes quando, ignorados, se transformam em desastres aos que fazem ouvidos de mercador.

        Saramago, no diálogo do barco em O Evangelho Segundo Jesus Cristo, coloca na boca de Deus-Pai que o demônio é fundamental para a obra celestial. Sem o risco da punição, toda regra amorosa ficaria vazia. E se os fumantes morressem com pulmões de crianças no bosque? E se o consumo de gorduras e doces emagrecesse? E se os medíocres triunfassem? Se os adúlteros tivessem prazeres multiplicados e nenhum ônus decorrente do seu gesto infrator? O que seria da virtude sem o inferno ou o colesterol? Para isso existe a vingança, quero dizer, a justiça... Uma semana amorosa para todos nós, incapazes de pequenas ou de grandes maldades.

KARNAL, Leandro. O Coração das Coisas. São Paulo: Contexto, 2019.
A partir do emprego das classes de palavras nos períodos a seguir, indique a correta relação entre a função dos vocábulos em destaque e a sua classificação entre parênteses.
Alternativas
Q4245534 Português

O terceiro menor país do mundo mudou de nome: conheça Naoero 


Por Bela Lobato

(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/o-terceiro-menor-pais-do-mundo-mudou-denome-conheca-naoero/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta um antônimo (palavra de sentido contrário) da palavra “cuidadosa” no trecho a seguir, retirado do texto:
“A decisão de não realizar um referendo foi tomada após uma deliberação cuidadosa”.
Alternativas
Q4244999 Português
A gentileza da espera

Por Pedro Guerra Kuman


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/07/a-
gentileza-da-espera-cmrfbma2e01zt013vzslhweto.html – texto especialmente adaptado para esta
prova).  
Considerando a palavra que apresenta uma lacuna pontilhada no trecho a seguir, retirado do texto, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
“Até porque, existe uma honestidade ava...aladora e urgente no respeitar-se”.
( ) A lacuna pontilhada deve ser preenchida com “ss”.
( ) Um sinônimo possível para a palavra é “devastadora”.
( ) É um adjetivo biforme formado por derivação prefixal.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q4244760 Português
O sonho da aposentadoria no Brasil está com os dias contados?

Por Welligton Fonseca

  (Disponível em: https://movimentoeconomico.com.br/opiniao/artigos/2026/03/09/o-sonho-da-aposentadoria-
no-brasil-esta-com-os-dias-contados/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 
No trecho a seguir, retirado do texto, todas as palavras sublinhadas são adjetivos, EXCETO:
“Não se trata de alarmismo, mas de projeção atuarial. A sustentabilidade previdenciária não é tema ideológico; é matemática demográfica e fiscal”. 
Alternativas
Q4244757 Português
O sonho da aposentadoria no Brasil está com os dias contados?

Por Welligton Fonseca

  (Disponível em: https://movimentoeconomico.com.br/opiniao/artigos/2026/03/09/o-sonho-da-aposentadoria-
no-brasil-esta-com-os-dias-contados/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Assinale a alternativa na qual a palavra sublinhada NÃO pertença à classe gramatical dos advérbios. 
Alternativas
Q4244230 Português

Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice 



Por Amanda Nascimento 





(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitardeclinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra de sentido oposto ao de “significativas” no trecho a seguir, retirado do texto:



“constatou que o hábito estava associado a melhorias significativas no peso corporal”.  

Alternativas
Q4244225 Português

Limitar horários de alimentação pode ajudar a evitar declínio cognitivo na velhice 



Por Amanda Nascimento 





(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/limitar-horarios-de-alimentacao-pode-ajudar-a-evitardeclinio-cognitivo-na-velhice-diz-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho a seguir, retirado do texto, todas as palavras ou expressões sublinhadas têm a função sintática de adjunto adnominal, EXCETO:



“o hábito estava associado a melhorias significativas no peso corporal, no IMC, na circunferência da cintura, na pressão arterial e em marcadores de saúde metabólica”.

Alternativas
Respostas
41: D
42: C
43: A
44: B
45: D
46: C
47: C
48: A
49: C
50: C
51: A
52: D
53: E
54: E
55: C
56: D
57: A
58: B
59: A
60: A