Questões de Concurso Sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português

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Q2350103 Português
Texto 3



Lá em casa


Lá em casa tinha um pote
com água sempre gelada,
as cadeiras na calçada
e o rádio tocando xote.
Galinha, pato, capote,
vizinho, amigo e parente.
Tinha a vista da nascente
com sua beleza rara.
A casa não era cara
mas era a cara da gente.


Todo ano pai pintava
a fachada duma cor
sem precisar de pintor,
pois eu também ajudava.
Pai de tudo me ensinava,
matuto, mas consciente,
dizia insistentemente:
“A vida é quem lhe prepara.”
A casa não era cara
mas era a cara da gente.
[...]



Disponível em: <https://www.tudoepoema.com.br/braulio-bessa-la-em-casa/>.
Acesso em: 24 ago. 2023.
Na frase “ em casa tinha um pote”, a acentuação da palavra destacada refere-se a
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Q2349750 Português
Observe a frase a seguir: “Você pronuncia essas palavras de forma tão diferente por quê?”

Nessa frase, o vocábulo “que” recebe acento gráfico porque
Alternativas
Q2349030 Português
Na varanda 


   Já faz parte do anedotário lírico brasileiro aquele episódio (autêntico) de Murilo Mendes caminhando por uma rua, nem sei mais se de Minas ou do Rio. De repente vê uma moça debruçada na janela. Há tanto que não presenciava cena semelhante, comum no interior e em tempos idos, mas praticamente extinta na vida urbana, que, invocado e cheio de entusiasmo, ajoelhou-se e começou a exclamar aos berros, gesticulando com excitação:

   – Mulher na janela, que beleza! Mulher na janela, meus parabéns!

  A moça deve ter fugido assustada, provavelmente sem entender o que aquele homem alto e ossudo saudava com tamanha efusão. Como explicar-lhe que, com certeiro instinto, Murilo identificara e estava fixando para sempre, da maneira espontânea e exuberante que lhe era própria, um flagrante poético perfeito, o milagre que ela própria, sem perceber, corporizava? Moça que, em plena cidade e infensa à agitação a seu redor, dispunha ainda de lazer e prazer para pôr-se à janela e contemplar a rua, os transeuntes, a tarde, as nuvens. Mulher na janela...

  Pois a mim também, há pouco, me foi concedido o privilégio de captar um momento desses, tão impregnados de passado que dir-se-iam irreais nos dias de hoje – coisa de outra civilização. Eram quase duas horas de uma quarta-feira e buscávamos, meu amigo e eu, um lugar tranquilo para almoçar. Apesar do mau tempo, ou por causa dele, todos os restaurantes do Leblon, com mesinhas na calçada, estavam repletos. Numa esquina de Ipanema encontramos um, semivazio, onde se costuma comer uma boa massa, e para lá nos dirigimos às carreiras, impulsionados pela fome e pela chuva. De repente, estacamos diante de um sobradinho, desses que vão se tornando raridade no Rio. Não fizemos o menor comentário, mas ali permanecemos alguns minutos, imóveis, perplexos, enquanto a água ia caindo. A casa estava rodeada por um mínimo jardim e tinha à frente um alpendre também pequenino, protegido da chuva. Nele, um casal de velhinhos conversava. 

  – Velhinhos na varanda! – gritei dentro de mim mesma, deslumbrada. – Que coisa mais linda, velhinhos na varanda! Os dois nem repararam em nossa presença curiosa, ou, se o fizeram, acharam-na corriqueira. Talvez estivessem acostumados a despertar a atenção dos que passavam, pois, ao vê-los, tive imediatamente a certeza de que sentar-se na varanda à hora da sesta era um ritual que ambos executavam regularmente. As cadeiras eram de vime, colocadas uma ao lado da outra; não havia mesa entre elas, só vasos com plantas e flores pelos cantos. Junto à porta aberta, um capacho. Os dois se olhavam, falavam sem pressa, quase sem gestos, e sorriam de leve. Tudo muito devagar, como se nada urgisse, e aquele colóquio, diante da chuva, tivesse a importância natural das coisas mais simples.

  Velhinhos na varanda.... Nem eram assim tão velhos – meu amigo e eu comentamos depois. O diminutivo surgia instintivamente, como demonstração de ternura, e me lembrei do que outro poeta, o Bandeira, explicava a respeito do Aleijadinho, cujo apelido refletia apenas a solidariedade e o carinho que a doença daquele mulato robusto e de boa altura despertava no povo da Vila Rica. Velhos na varanda – não, isso não expressa o que vimos. Eram um velhinho e uma velhinha, numa varanda de Ipanema (ou seria em Mariana?), conversando tranquilamente depois do almoço. Como não confiar na vida, depois desse flash apenas entrevisto, mas tão bonito, tão comovedor, que imediatamente se cristalizou em nós? Em janeiro de 1980, quando a cidade se desequilibra entre a inflação e a violência, quando o mundo assiste, aflito e impotente, aos desvarios que ameaçam dilacerá-lo, quando...

  Um casal de velhinhos se senta na varanda, num começo de tarde chuvosa, e conversa. Sobre quê? Sobre tudo, sobre nada – não interessa. Estão sentados e conversam. Ela nem sequer faz algum trabalho manual, uma blusinha de crochê para a neta, um paninho para colocar debaixo da fruteira da sala; ele não tem nenhum jornal ou livro no colo. Estão ali exclusivamente para conversar um com o outro. Olham a rua distraidamente. O fundamental são eles mesmos, conversando (pouco), sentados nas cadeiras de vime, num dia de semana como qualquer outro.

   É, nem tudo está perdido, pelo contrário, se ainda resta gente que pode e quer cultivar essas delicadas flores do espírito, comentando isso e aquilo, o namoro da empregada, a nova receita de bolo, o último capítulo da novela, o preço da alcatra – esquecida de tudo que é triste e feio e ruim, de tudo que não cabe naquele alpendre úmido. Velhinhos na varanda...

   Enquanto almoçamos, fico imaginando que não há de faltar muito para cumprirem as bodas de ouro; que os filhos se casaram; que devem reunir-se todos no sobrado, para o ajantarado de domingo, gente madura, jovens, meninos, bebês e babás, em torno dos dois velhinhos. Talvez tenham perdido uma filha ainda adolescente, vítima de alguma doença estranha que os médicos não souberam diagnosticar. Talvez tenham feito uma longa viagem à Europa depois que ele se aposentou, ou passado uma temporada nos Estados Unidos quando o caçula esteve completando o PhD. Talvez nada disso. Fico imaginando, mas nenhuma dessas histórias me seduz. Gostei mesmo é do que vi: o casal de velhinhos conversando na varanda.

  Comemos quase em silêncio, meu amigo e eu, sem reparar se a massa estava gostosa. À saída passamos diante do sobradinho, em cujo alpendre não havia mais ninguém.


(Coleção Melhores Crônicas: Maria Julieta Drummond de Andrade. Seleção e prefácio de Marcos Pasche. Global, 2012, pp.187-190. Publicada no livroUm buquê de alcachofras, 1980.)
Sabe-se que, para dispor de escrita e pronúncia adequadas, é indispensável ter ciência quanto às regras de acentuação. Considere, portanto, o trecho: “Sobre quê? Sobre tudo, sobre nada – não interessa.” (8º§). É correto afirmar que, nesse caso, o termo “quê” levou acento circunflexo porque veio:
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Q2348837 Português
Assinale a opção em que há uma afirmativa incorreta sobre o emprego de acentos gráficos.
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Q2348140 Português
Julgue o item subsequente. 

De acordo com o novo Acordo Ortográfico, não são mais acentuadas as palavras paroxítonas com ditongos abertos “ei” e “oi” (ex.: ideia, plateia, paranoia, boia) nem as paroxítonas finalizadas em oo(s) (ex.: abençoo, perdoo, magoo, voo).
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Q2347842 Português
Julgue o item que se segue.

O novo Acordo Ortográfico eliminou o acento agudo de determinadas palavras, como é o caso das paroxítonas com ditongos abertos “ei” e “oi” (ex.: Coreia, europeia, asteroide, joia) e das vogais tônicas “i” ou “u”, nas paroxítonas, quando vêm depois de ditongos (ex.: feiura e bocaiuva).
Alternativas
Q2347727 Português
Julgue o item subsequente. 

Segundo o novo Acordo Ortográfico, o trema não deve mais ser utilizado na língua portuguesa. Dessa forma, todas as palavras passam a ser escritas obrigatoriamente sem esse sinal diacrítico (ex.: “liqüidificador” se torna “liquidificador”), o que vale tanto para substantivos comuns quanto para nomes próprios provenientes de língua estrangeira (ex.: Bündchen se torna Bundchen)
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Q2347708 Português
Julgue o item subsequente. 

São acentuadas com acento circunflexo (^) as palavras oxítonas terminadas nas vogais tônicas fechadas que se grafam -e ou -o, seguidas ou não de -s; enquanto as palavras oxítonas terminadas nas vogais tônicas abertas grafadas -a, -e ou -o, seguidas ou não de -s, recebem o acento agudo (´).

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Q2345891 Português
As palavras abaixo estão todas grafadas propositalmente sem acentos gráficos.
Assinale a opção em que todos os vocábulos são paroxítonos.
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Q2345518 Português
Entre as palavras abaixo, assinale aquela que tem acentuação errada
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Q4113917 Português

Para responder à questão, considere o fragmento de texto abaixo.






(Disponível em: CAMARGO, Diones. A mulher arrastada. 1. ed. Rio de Janeiro: Cobogó, 2021. – texto adaptado especialmente para esta prova).

Bechara diz que: “Acentuação é o modo de proferir um som ou grupo de sons com mais relevo do que outros. Este relevo se denomina acento”. Considerando essa definição e o acordo oficial vigente, avalie as assertivas que seguem, considerando a palavra saía (l. 04): 

I. Põe-se acento agudo no ‘i’ e no ‘u’ tônicos que não formam ditongo com a vogal anterior.
II. Aboliram-se os acentos diferenciais em alguns homógrafos, outros ficaram facultativos e alguns permanecem obrigatórios, é o caso da palavra saía, para diferenciar de saia.
III. Acentuam-se, em regra, o ‘i’ e o ‘u’ tônicos em hiato com vogal ou ditongo anterior, formando sílaba sozinhos ou com ‘s’.

Quais estão corretas? 
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Q4112522 Português

Leia o texto e responda à questão.

Nova tendência


Poucas coisas me chamam tanto a atenção aqui nos Estados Unidos quanto o consumo colaborativo. A prática foi considerada, na semana passada, uma das 10 tendências mais importantes do futuro pela revista "Time".

Em poucas palavras, o consumo colaborativo é composto por um mercado mundial de trocas e aluguel de tudo o que se possa imaginar: carros, máquina de lavar, quartos em casa.

Isso é estimulado por algumas razões: a crise deixou as pessoas com menos dinheiro no bolso, as novas tecnologias permitem que se façam mais trocas entre pessoas desconhecidas e, por fim, existe a preocupação com o ambiente (menos consumo, menos pressão ambiental).

Gosto muito da ideia. Vai contra essa obsessão histérica do consumo. A grande guru desse movimento chama-se Rachel Botsman, formada aqui em Harvard, que mostra, em detalhes, como o consumo colaborativo está virando um negócio bilionário e em escala planetária. Ela é autora do livro “O que é meu é seu”, que está virando leitura obrigatória para quem discute os caminhos do consumo e os impactos das novas tecnologias.

Gilberto Dimenstein

www.uol.com.br - 04/04/2015

Sabe-se que todas as palavras proparoxítonas da língua portuguesa devem ser acentuadas. Assinale a alternativa em que as duas palavras retiradas do texto são acentuadas por serem proparoxítonas. 
Alternativas
Q4112412 Português

Leia o texto e responda à questão.

Nova tendência


Poucas coisas me chamam tanto a atenção aqui nos Estados Unidos quanto o consumo colaborativo. A prática foi considerada, na semana passada, uma das 10 tendências mais importantes do futuro pela revista "Time".

Em poucas palavras, o consumo colaborativo é composto por um mercado mundial de trocas e aluguel de tudo o que se possa imaginar: carros, máquina de lavar, quartos em casa.

Isso é estimulado por algumas razões: a crise deixou as pessoas com menos dinheiro no bolso, as novas tecnologias permitem que se façam mais trocas entre pessoas desconhecidas e, por fim, existe a preocupação com o ambiente (menos consumo, menos pressão ambiental).

Gosto muito da ideia. Vai contra essa obsessão histérica do consumo. A grande guru desse movimento chama-se Rachel Botsman, formada aqui em Harvard, que mostra, em detalhes, como o consumo colaborativo está virando um negócio bilionário e em escala planetária. Ela é autora do livro “O que é meu é seu”, que está virando leitura obrigatória para quem discute os caminhos do consumo e os impactos das novas tecnologias.

Gilberto Dimenstein

www.uol.com.br - 04/04/2015

Sabe-se que todas as palavras proparoxítonas da língua portuguesa devem ser acentuadas. Assinale a alternativa em que as duas palavras retiradas do texto são acentuadas por serem proparoxítonas. 
Alternativas
Q4112136 Português
Observe a acentuação e grafia dos verbos sublinhados.
1- Os que têm espírito de observação sabem quantos capítulos contém este livro.
2- À noite, os pais leem belas histórias para os filhos.
3- A professora falou que minhas provas contêem muitos erros.
4- Palavras têm poder para modificar fatos.
5- Os moradores vem protestar em frente à prefeitura.
6- Depois de muito calor vêm as tempestades.
7- Alguém se detém demais e mantém a fila parada.
Em todos os períodos, os verbos sublinhados estão corretos quanto à acentuação e grafia, EXCETO: 
Alternativas
Q4112131 Português
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, observando a grafia das palavras e o emprego correto de crase, pronomes e acentuação, no seguinte texto humorístico, denominado “a mensagem inesperada”.
Um casal decidiu passar férias numa praia do Caribe, no mesmo hotel onde passaram a lua de mel ____ 20 anos. Por problemas de trabalho, a mulher não ______ viajar com seu marido, mas iria na semana seguinte.
Quando o marido chegou, foi para seu quarto do hotel e viu que havia um computador com ____ internet. Imediatamente, decidiu enviar um e-mail ____ esposa, mas errou uma letra no endereço e não percebeu que a mensagem foi enviada ____ outra pessoa.
O e-mail foi recebido por uma viúva que acabara de chegar do enterro do seu marido. Ao entrar na casa, o filho da pobre viúva _________ desmaiada perto do computador, em cuja na tela se podia ler:
"Querida esposa, cheguei bem. Imagino que você esteja surpresa ao receber notícias minhas por e-mail, mas agora aqui tem computador e eu posso usar o quanto quiser. Acabei de chegar e vi que está tudo preparado para sua chegada na semana que vem. Um beijo do seu marido”. 
Alternativas
Q4112072 Português

Leia o texto e responda à questão.

Nova tendência


Poucas coisas me chamam tanto a atenção aqui nos Estados Unidos quanto o consumo colaborativo. A prática foi considerada, na semana passada, uma das 10 tendências mais importantes do futuro pela revista "Time".

Em poucas palavras, o consumo colaborativo é composto por um mercado mundial de trocas e aluguel de tudo o que se possa imaginar: carros, máquina de lavar, quartos em casa.

Isso é estimulado por algumas razões: a crise deixou as pessoas com menos dinheiro no bolso, as novas tecnologias permitem que se façam mais trocas entre pessoas desconhecidas e, por fim, existe a preocupação com o ambiente (menos consumo, menos pressão ambiental).

Gosto muito da ideia. Vai contra essa obsessão histérica do consumo. A grande guru desse movimento chama-se Rachel Botsman, formada aqui em Harvard, que mostra, em detalhes, como o consumo colaborativo está virando um negócio bilionário e em escala planetária. Ela é autora do livro “O que é meu é seu”, que está virando leitura obrigatória para quem discute os caminhos do consumo e os impactos das novas tecnologias.

Gilberto Dimenstein

www.uol.com.br - 04/04/2015

Sabe-se que todas as palavras proparoxítonas da língua portuguesa devem ser acentuadas. Assinale a alternativa em que as duas palavras retiradas do texto são acentuadas por serem proparoxítonas. 
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Q4111797 Português
O trecho abaixo corresponde ao primeiro parágrafo, da crônica “O Tempo” de Rubem Alves. Algumas palavras, do texto, tiveram seus acentos tônicos suprimidos propositalmente. Assinale a alternativa em que todas as palavras devem receber acento tônico.

“Há duas formas de marcar o tempo. Uma delas foi inventada por homens que amam a precisão dos numeros, matemáticos, astronomos, cientistas, técnicos. Para marcar o tempo de forma precisa, eles fabricaram ampulhetas, relogios, cronometros, calendarios. Nesses artefatos tecnicos, todos os pedaços do tempo – segundos, minutos, dias, anos – são feitos de uma mesma substância: números, entidades matemáticas. Não há inícios nem fins, apenas a indiferente sucessão de momentos, que nada dizem sobre alegrias e sofrimentos. Apenas um bolso vazio. Nele, a alma não encontra morada.” 
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Q4111366 Português

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas no seguinte texto, observando a grafia, regência e acentuação das palavras.


__________ água gelada não prende gordura ou fígado?


Por dois motivos. O primeiro é a que a bebida nem passa por este órgão ao ser ingerida, _______ o  percurso natural é atravessar o esôfago e o estômago e ser absorvida pelas paredes do intestino delgado, de onde segue pela corrente sanguínea até chegar _______ rins.


O segundo é que a gordura no fígado é resultante de fatores que nada _________ com a água, seja ela da temperatura que for.

Alternativas
Q4111363 Português
Analise as duas palavras de cada alternativa. Em todas as alternativas, a segunda palavra é acentuada pela mesma regra de acentuação da primeira palavra da respectiva alternativa, EXCETO em uma. Assinale-a.
Alternativas
Respostas
1681: C
1682: B
1683: C
1684: E
1685: B
1686: C
1687: C
1688: E
1689: C
1690: A
1691: C
1692: D
1693: A
1694: A
1695: C
1696: A
1697: A
1698: B
1699: E
1700: A