Questões de Concurso Sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português

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Q3291866 Português
   A humanidade produz 400 milhões de toneladas de plástico por ano, e apenas 10% dele é reaproveitado, até mesmo porque a reciclagem de alguns tipos é econômica ou tecnicamente inviável. Mas pode haver solução.

   Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia, liderados pela engenheira química e ambiental Kandis Abdul-Aziz, criou um método que transforma o plástico em fertilizante: ele é misturado a palha de milho e se torna um tipo de carvão extremamente poroso, ideal para fertilizar o solo.

   Para transformar o plástico em carvão, a equipe utiliza plásticos como o PET, empregado em garrafas, e o isopor, misturados a resíduos de milho — restos de talos, folhas, cascas e espigas. Os pesquisadores aquecem essa mistura em um reator, sem oxigênio, para romper a estrutura molecular original e obter carbono elementar, que dá origem ao carvão. Esse processo de decomposição por altas temperaturas, chamado pirólise, já é frequentemente usado com outros restos agrícolas.

   Esse carvão pode aumentar o teor de nutrientes como potássio e nitrogênio no solo, além de melhorar a retenção deles. Mas uma de suas aplicações mais promissoras é o uso dele para diminuir a chamada lixiviação de nitrogênio (remoção ou dissolução desse nutriente pela ação da água sobre o solo) e aumentar o teor de carbono orgânico presente no solo, o que otimizaria sua saúde e o crescimento das plantações.

   Quanto aos próximos passos para o desenvolvimento da técnica, a equipe liderada por Kandis Abdul-Aziz está pensando em combinar os plásticos com outros resíduos agrícolas comuns na Califórnia, além da palha de milho. O estado é um dos maiores produtores de frutas cítricas dos Estados Unidos da América, mas a maioria dos resíduos, como cascas, sementes e polpa, é descartada e acaba em aterros sanitários. Além de produzir uma mercadoria valiosa como o carvão, o processo desenvolvido pelos pesquisadores pode fornecer uma alternativa sustentável para elementos que geralmente são considerados lixo.


Nova tecnologia transforma plástico em adubo. Revista Superinteressante, 16/2/2023. Internet: : <super.abril.com.b> (com adaptações)

Com relação à tipologia, às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.  


As palavras “pirólise” e “agrícolas” (último período do terceiro parágrafo) são acentuadas graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. 

Alternativas
Q3289295 Português
De acordo com o Novo Acordo Ortográfico, a única alternativa abaixo, que apresenta a grafia CORRETA, é:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Marinha Órgão: EAM Prova: Marinha - 2025 - EAM - Aprendiz Marinheiro |
Q3288856 Português
Texto 1


Literacura 


    Antipatizo com trocadilhos, mas não pude evitar a pérola que dá título a esta crônica. Conheci a expressão "literacura" através do professor Sílvio Volpato, de Parobé, e agora o comentário de um leitor me fez colocá-la em uso. Disse o rapaz que não entende a razão de nos mobilizarmos pelo setor livreiro do Rio Grande do Sul quando há categorias mais importantes a socorrer, como hospitais. É o mesmo assunto, caro leitor. Se na sua mesa de cabeceira, ao lado da cama, há remédios para colesterol, pressão alta e ansiolíticos que ajudam a pegar no sono, coloque também um livro, pois uma hora você terá que acordar. Não há saúde mental, espiritual e mesmo física que prescinda da literatura.  

    Livro combate a arrogância, um dos males do século. O leitor tem acesso aos sofrimentos dos personagens, se identifica com suas dores e percebe que é tão miserável! quanto. Menos um nariz em pé no mundo. 

    Livro é perfeito contra o narcisismo, que é outra praga moderna. O leitor é capturado pela história de uma escravizada ou pela biografia de um atleta, e claro que cairá no delírio de julgar sua própria história mais interessante, mas, pelo menos por meia hora, ficará focado na leitura em vez de tagarelar sobre si mesmo. Aliás, livro protege contra calos nas cordas vocais. Bendito hábito silencioso.  

    Vivemos uma pandemia de depressão, que tem atacado jovens sem perspectiva, com a moral em baixa, já que a tecnologia os instiga a se comparar com um monte de boçais comunicativos. A vacina se chama literatura, que os reconecta com seus valores, preenche a alma em vez dos lábios e resgata a autoconfiança, salvando-os de sucumbirem a amostragens superficiais de popularidade. 

    [...]

    Livro minimiza a solidão. Enquanto lemos, um povaréu nos habita. 

    Livro salva até da morte, sem exagero. Deu no Jornal Nacional, anos atrás. Um cidadão escapou de um tiro no peito por carregar um exemplar de capa dura por debaixo do terno. Portanto, doem livros para bibliotecas arrasadas pelas enchentes do sul, comprem livros das editoras gaúchas que ficaram com o estoque submerso e ajudem a manter a cabeça dos gaúchos à tona.


MEDEIROS, Martha Disponível em:<https:/oglobo.oglobo.com/ela/marthamedeiros/colunar2024/06/literatura ghtml>- Acesso em 25 ago. 2024 - Adaptado.  
No trecho “Livro combate a arrogância, um dos males do século” (2° §), a palavra em destaque esta acentuada de acordo com a norma culta. Nas opções abaixo, todas as palavras também receberam o acento gráfico corretamente, EXCETO: 
Alternativas
Q3287517 Português

Leia o texto e responda as questões 





No trecho “a floresta amazônica não fica lá, isolada…”, a palavra “Amazônia” recebe acento gráfico devido à mesma regra que justifica a acentuação em:
Alternativas
Q3284463 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A eterna imprecisão da linguagem

    — Que pão!
    Doce? de mel? de açúcar? de ló? de ló de mico? de trigo? de milho? de mistura? de rapa? de saruga? de soborralho? do céu? dos anjos? brasileiro? francês? italiano? alemão? do chile? de forma? de bugio? de porco? de galinha? de pássaros? de minuto? ázimo? bento? branco? dormido? duro? sabido? saloio? seco? segundo? nosso de cada dia? ganho com o suor do rosto? que o diabo amassou?
   — Uma uva!
   Branca? preta? tinta? moscatel? isabel? maçã? japonesa? ursina? brava? bastarda? rara? de galo? de cão? de cão menor? do monte? da serra? do mato? de mato grosso? de facho? de gentio? de João Pais? do nascimento? do inverno? do inferno? de praia? de rei? de obó? da promissão? da promissão roxa? verde da fábula de La Fontaine? espim? do diabo?
    — O diabo!
   Lúcifer? Belzebu? Azazel? Exu? marinho? alma? azul? coxo? canhoto? beiçudo? rabudo? careca? tinhoso? pé de pato? pé de cabra? capa verde? romãozinho? bute? cafute? Pedro Botelho? temba? mafarrico? dubá? louro? a quatro?
    — É uma flor.
    Da noite? de um dia? do ar? da paixão? do besouro? da quaresma? das almas? de abril? de maio? do imperador? da imperatriz? de cera? de coral? de enxofre? de lã? de lis? de pau? de natal? de São Miguel? de São Benedito? da santa cruz? de sapo? do cardeal? do general? de noiva? de viúva? da cachoeira? de baile? de vaca? de chagas? de sangue? de Jesus? do espírito santo? dos formigueiros? dos amores? dos macaquinhos? dos rapazinhos? de pelicano? de papagaio? de mel? de merenda? de 11 horas? de trombeta? de mariposa? de veludo? do norte? do paraíso? de retórica? neutra? macha? estrelada? radiada? santa? que não se cheira?
    — É uma bomba. 
   De sucção? de roda? de parede? premente? aspirante-premente? de incêndio? real? transvaliana? vulcânica? atômica? de hidrogênio? de chocolate? suja? de vestibular de medicina? de anarquista? de São João e São Pedro? de fabricação caseira? de aumento do preço do dólar? enfeitada? de zoncho? de efeito psicológico?
     — É um amor.
    Perfeito? perfeito da China? perfeito do mato? perfeito azul? perfeito bravo? próprio? materno? filial? incestuoso? livre? platônico? socrático? de vaqueiro? de carnaval? de cigano de perdição? de hortelão? de deus? do próximo? sem olho? à pátria? bruxo? que não ousa dizer seu nome?
    — Vá em paz.
    Armada? otaviana? romana? podre? dos pântanos? de Varsóvia? de requiescat? e terra?
    — Vá com Deus.
    Qual? 

ANDRADE, C. D. A eterna imprecisão da linguagem.
Correio da Manhã. Rio de Janeiro, 1968. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17404/a-eternaimprecisao-de-linguagem>. (Adaptado).
Analise as palavras a seguir, retiradas do texto, quanto à acentuação gráfica. Verifica-se que são acentuadas pela mesma regra ortográfica apenas as palavras:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Caconde - SP Provas: Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Advogado | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Bibliotecário | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Agrônomo | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Assistente Social | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Biólogo | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Biomédico | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Contador | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Farmacêutico | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Fisioterapeuta | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Coordenador do Setor de Tributos | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Médico Cardiologista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Médico Coordenador Clínico | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Médico Pediatra | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Químico | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Médico Ortopedista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Médico Radiologista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Nutricionista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Médico Clínico Geral | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Turismólogo | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Professor de Educação Básica I | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Veterinário | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Professor de Educação Artística | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Arquiteto | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Professor de Educação Física | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Professor de Inglês | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Psicólogo | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Dentista | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Psicopedagogo | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Enfermeiro | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Engenheiro Agrimensor | Avança SP - 2025 - Prefeitura de Caconde - SP - Engenheiro Civil |
Q3284373 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A eterna imprecisão da linguagem

      —Que pão!

      Doce? de mel? de açúcar? de ló? de ló de mico? de trigo? de milho? de mistura? de rapa? de saruga? de soborralho? do céu? dos anjos? brasileiro? francês? italiano? alemão? do chile? de forma? de bugio? de porco? de galinha? de pássaros? de minuto? ázimo? bento? branco? dormido? duro? sabido? saloio? seco? segundo? nosso de cada dia? ganho com o suor do rosto? que o diabo amassou?

      Branca? preta? tinta? moscatel? isabel? maçã? japonesa? ursina? brava? bastarda? rara? de galo? de cão? de cão menor? do monte? da serra? do mato? de mato grosso? de facho? de gentio? de João Pais? do nascimento? do inverno? do inferno? de praia? de rei? de obó? da promissão? da promissão roxa? verde da fábula de La Fontaine? espim? do diabo?

      —O diabo!

     Lúcifer? Belzebu? Azazel? Exu? marinho? alma? azul? coxo? canhoto? beiçudo? rabudo? careca? tinhoso? pé de pato? pé de cabra? capa verde? romãozinho? bute? cafute? Pedro Botelho? temba? mafarrico? dubá? louro? a quatro?

      —É uma flor.

     Da noite? de um dia? do ar? da paixão? do besouro? da quaresma? das almas? de abril? de maio? do imperador? da imperatriz? de cera? de coral? de enxofre? de lã? de lis? de pau? de natal? de São Miguel? de São Benedito? da santa cruz? de sapo? do cardeal? do general? de noiva? de viúva? da cachoeira? de baile? de vaca? de chagas? de sangue? de Jesus? do espírito santo? dos formigueiros? dos amores? dos macaquinhos? dos rapazinhos? de pelicano? de papagaio? de mel? de merenda? de 11 horas? de trombeta? de mariposa? de veludo? do norte? do paraíso? de retórica? neutra? macha? estrelada? radiada? santa? que não se cheira?

     —É uma bomba.

  De sucção? de roda? de parede? premente? aspirante-premente? de incêndio? real? transvaliana? vulcânica? atômica? de hidrogênio? de chocolate? suja? de vestibular de medicina? de anarquista? de São João e São Pedro? de fabricação caseira? de aumento do preço do dólar? enfeitada? de zoncho? de efeito psicológico?

    —É um amor.

  Perfeito? perfeito da China? perfeito do mato? perfeito azul? perfeito bravo? próprio? materno? filial? incestuoso? livre? platônico? socrático? de vaqueiro? de carnaval? de cigano de perdição? de hortelão? de deus? do próximo? sem olho? à pátria? bruxo? que não ousa dizer seu nome?

    —Vá em paz.

    Armada? otaviana? romana? podre? dos pântanos? de Varsóvia? de requiescat? e terra?


    —Vá com Deus. Qual?


ANDRADE, C. D. A eterna imprecisão da linguagem. Correio da Manhã. Rio de Janeiro, 1968. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17404/a-eternaimprecisao-de-linguagem>. (Adaptado).

Analise as palavras a seguir, retiradas do texto, quanto à acentuação gráfica. Verifica-se que são acentuadas pela mesma regra ortográfica apenas as palavras:
Alternativas
Q3283053 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O homem rouco


    Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.

    Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo “não tenho trocado”, ao homem parado na esquina, “o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo”, e ao garçom, “por favor, mais um pedaço de gelo”. Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.

    Ora, naturalmente que me trato. Deramme várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.

    Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.

    Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz? 

    Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar “Capitão Banana” diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d’água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.

    Afinal, posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.

    O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.

    Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro – e vosso.


BRAGA, R. O homem rouco. 3ª ed., Record, 1984. Disponível <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/ohomem-rouco>.
As palavras a seguir, retiradas do texto, que recebem a acentuação gráfica pela mesma regra ortográfica são apenas:
Alternativas
Q3282893 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


O homem rouco


    Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.

    Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo “não tenho trocado”, ao homem parado na esquina, “o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo”, e ao garçom, “por favor, mais um pedaço de gelo”. Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.

    Ora, naturalmente que me trato. Deramme várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.

     Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.

    Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz?

    Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar “Capitão Banana” diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d’água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.

    Afinal, posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.

    O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.

    Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro – e vosso.



BRAGA, R. O homem rouco. 3ª ed., Record, 1984. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/ohomem-rouco>.


 



As palavras a seguir, retiradas do texto, que recebem a acentuação gráfica pela mesma regra ortográfica são apenas:
Alternativas
Q3282316 Português
A acentuação gráfica está INCORRETA apenas em:
Alternativas
Q3280978 Português
“A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega. Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.”
Cecília Meireles 
As palavras, retiradas do texto, são acentuadas pela mesma regra de acentuação gráfica na alternativa:
Alternativas
Q3280971 Português


Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: rigeo.sgb.gov.br


Assinale a alternativa, no texto do quadro acima, em que a palavra está acentuada por ser proparoxítona não formada por hiato.

Alternativas
Q3279133 Português
Em relação às regras de acentuação gráfica, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.


(1) São acentuadas por serem proparoxítonas.
(2) São acentuadas por serem oxítonas terminadas em ditongo aberto.
(3) São acentuadas por serem paroxítonas que terminam em “l, n, r, x, s”.
(4) Oxítonas não acentuadas. 

( ) Grátis | réptil | líquen. ( ) Troféu | chapéu | ilhéu. ( ) Árabe | lírico | recôncavo. ( ) Nobel | abacaxi | guarani
Alternativas
Q3278938 Português
Marque a alternativa onde todas as palavras estão corretamente acentuadas:
Alternativas
Q3278885 Português
Todas as palavras abaixo são paroxítonas, EXCETO:
Alternativas
Q3278881 Português
Assinale a alternativa em que a palavra está acentuada CORRETAMENTE
Alternativas
Q3278631 Português
Assinalar a alternativa em que todas as palavras apresentam a grafia CORRETA quanto à acentuação.
Alternativas
Q3278226 Português
Imagem associada para resolução da questão

Com base no texto, acima, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3278225 Português
“É inegável que a invenção do plástico foi um grande avanço para o mundo. Mas também é inegável que o plástico se tornou um grande problema para o mundo. Porque um material que foi criado para durar séculos, passou a ser usado uma única vez. Em uma questão de minutos, canudos, copos, mexedores e embalagens transformam-se em lixo. Ou melhor, numa quantidade inimaginável de lixo. O Brasil produz, todos os anos, 500 bilhões de itens de plástico descartáveis. Esses resíduos não possuem valor para a reciclagem. E, para piorar, uma parte enorme desses materiais descartados vai parar na natureza e, principalmente, nos oceanos.”
Disponível em: https://pareotsunamideplastico. org (adaptado)
Sobre as regras de acentuação gráfica, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3278223 Português
“Diante do risco de esgotamento dos recursos naturais, cresce a necessidade de soluções alternativas a partir da árvore, um recurso renovável que é capaz de gerar, hoje, novas fontes ambientalmente corretas para a sociedade e que possam contribuir, por exemplo, para a redução significativa do uso do plástico e de outros produtos de origem fóssil.
O olhar para o futuro do novo Propósito está também no reforço do conceito forte-e-gentil, que apresenta o equilíbrio entre a busca por resultados e a maneira com a qual a Suzano se relaciona com seus diversos públicos. Orientada sempre pela certeza de que o mundo que queremos depende do que fazemos e, também, do jeito como fazemos, buscando ser melhores a cada dia.”
Disponível em: https://www.suzano.com.br (adaptado)
Em relação ao texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3277847 Português
Considerando-se as regras de acentuação, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) “Sistemática” é uma proparoxítona. ( ) “Relativamente” é uma paroxítona. ( ) “Repetitiva” é uma proparoxítona. 
Alternativas
Respostas
461: C
462: B
463: A
464: A
465: C
466: C
467: C
468: C
469: D
470: E
471: A
472: C
473: A
474: D
475: B
476: A
477: E
478: B
479: D
480: B