Questões de Concurso Sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português

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Q4419632 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que as mulheres estão priorizando as amizades em vez de amor?

Especialista em gênero aponta que camadas de exaustão e falhas do Estado impulsionam a reorganização de redes de apoio.


Nos últimos anos, _____ busca de mulheres por reorganizar suas redes de afeto, priorizar amizades e construir comunidades tem ganhado força como resposta _____ precarização do trabalho, _____ sobrecarga invisível do cuidado e _____ uma crescente epidemia de solidão.

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

"Produzir espaços de solidariedade umas com as outras, em diferentes classes sociais, em diferentes momentos históricos. Como isso tem sido denominado, como isso tem sido tratado pela sociedade, eu acho que é um tema muito relevante. E podemos falar da amizade, podemos pensar nos espaços onde a amizade floresce e como a amizade tem sido negada às mulheres, porque é muito difícil realizá-la na situação de divisão do trabalho que a gente tem", analisa.

A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos. "Mesmo tendo conquistado gloriosamente o direito ao trabalho remunerado, o direito à educação, o direito a ter carreiras, elas têm esse fardo. Isso é muito antigo. Isso já se chamou dupla opressão, dupla jornada. Aí viu que isso era inadequado, porque, na verdade, não tem dupla, não tem tripla: você tem múltiplas camadas de exaustão", relata.

Eliane Gonçalves também problematiza a questão do cuidado, historicamente, ter sido colocado como uma responsabilidade que não faria parte do universo dos homens. E ela alerta que é mais do que simplesmente dizer que é machismo. "Aquilo que é estrutural é invisível. A gente chama de DNA social", avalia.

Para a socióloga, a saída para essa crise civilizatória não está em discursos conservadores que tentam idealizar um passado inexistente, mas, sim, no reconhecimento de que o isolamento é uma ilusão. "A gente precisa uns dos outros, ponto final, e quanto maiores, mais competentes e mais estruturadas forem as redes, melhor para todas as pessoas", defende. "Nós não podemos pensar na nossa vida como seres individuais. O indivíduo é uma ficção."

Como um caminho possível, Gonçalves defende que "as respostas estão nas nossas capacidades de criar modos de vida, de recriar coisas e condições de emancipação para homens e mulheres, para jovens e adultos, para crianças e velhos, e isso tem que ser uma insistência, isso tem que estar no nosso horizonte, nós não podemos descuidar", resume.

Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2026/0 9/01/por-que-as-mulheres-estao-priorizando-as-amizades-em-vez-de-a mor/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.
Nos parágrafos 3º a 6º, há oito palavras destacadas em negrito. A respeito da acentuação gráfica dessas palavras, analise as afirmativas a seguir:

I. No 4º parágrafo, as cinco palavras destacadas em negrito foram acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação.
II. As palavras "difícil" e "invisível" são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em -l.
III. A palavra "saída" recebeu acento por ser uma paroxítona terminada em -a.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4418939 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente acentuadas: 
Alternativas
Q4418712 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Cavalos podem sentir o cheiro do medo dos humanos, segundo um novo estudo



    Belos e fortes, os cavalos se apresentam como animais imponentes, mas muitas pessoas nem imaginam que eles também possuem uma grande sensibilidade. Sim, os cavalos possuem um nível de percepção bem específico, como comprova um estudo científico recente, publicado em janeiro de 2026 na revista “PLOS One”. A investigação mostra que os cavalos são capazes de sentir o cheiro do medo humano e isso altera seu próprio comportamento.


    A pesquisa, conduzida pela Dra. Plotine Jardat (pesquisadora PhD em comportamento e bem-estar equino) e sua equipe no Instituto Francês de Equitação, foi além de estudos anteriores que já mostravam que os cavalos respondem a expressões faciais e tom de voz, focando especificamente no olfato. A seguir, National Geographic Brasil detalha como o estudo foi conduzido e quais as descobertas feitas sobre mais um comportamento impressionante dos equínos.


    O novo estudo encontrou evidências de que os cavalos não apenas detectam, mas também reagem a odores emocionais humanos. Um grupo de pessoas voluntárias participou da pesquisa em duas etapas: Primeiro, usaram compressas de algodão nas axilas enquanto assistiam a cenas de filmes alegres, como o número musical de “Cantando na Chuva”, por exemplo, e a música "We Go Together" do filme “Grease”. O objetivo era gerar um suor associado à alegria.


    Depois, com novas compressas, eles assistiram a 20 minutos do filme de terror “A Entidade” para induzir o medo e coletar o suor derivado desta sensação. Os pesquisadores também coletaram odores de controle sem nenhuma associação emocional. Feito isso, os cavalos participantes do estudo foram expostos a esses odores corporais humanos (de alegria, de medo e o último, que não tinha emoções definidas) por meio de compressas grampeadas dentro de focinheiras especiais usadas pelos cavalos durante os testes.


    A seguir entrou a segunda parte da pesquisa, focada em testes comportamentais. Eles mediram a frequência com que um cavalo de teste interagia com o pesquisador, de acordo com o que ele cheirava, tanto enquanto era escovado quanto enquanto a mesma pessoa permanecia ligeiramente afastado do animal. Os cavalos que cheiraram as amostras de medo interagiram e tocaram menos na pessoa do que os do grupo de controle ou os que cheiraram as amostras de suor derivado de “momentos de alegria”.


    Eles também testaram a reação dos cavalos à sustos e a novos objetos. Eles abriram um guarda-chuva repentinamente perto de um balde com comida para testar o susto. E também apresentaram aos cavalos uma escultura feita de materiais desconhecidos para eles (composta de linóleo, plástico e barbante) e observaram seu comportamento.


    A investigação mostrou que os cavalos apresentaram mudanças comportamentais e fisiológicas distintas quando expostos a odores humanos relacionados ao medo. Eles pareceram mais alertas, reativos a eventos súbitos e menos propensos a se aproximar e tocar as pessoas próximas a eles.


    Além disso, ao longo do estudo, os cavalos também apresentaram aumento na frequência cardíaca máxima, o que indica estresse, durante a exposição ao odor de medo dos humanos. Um ponto importante ressaltado na pesquisa é que essas respostas ocorreram sem qualquer sinal visual ou vocal de medo demonstrado por humanos, só o odor coletado.


    A principal conclusão do estudo é que os cavalos são capazes de detectar o estado emocional de medo nos seres humanos apenas pelo odor, sem a necessidade de pistas visuais ou auditivas. Eles não encontraram ainda uma resposta definitiva sobre a origem dessa capacidade. Ela pode ser resultado da longa história de domesticação dos cavalos ou uma característica sensível inata presente em muitos mamíferos.



Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2026/03/cavalos-podem-sentir-o-cheiro-do-medo-dos-humanos-segundo-um-novo-estudo (adaptado).

A palavra “científico”, empregada no primeiro parágrafo, recebe acento gráfico porque é: 
Alternativas
Q4418709 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Cavalos podem sentir o cheiro do medo dos humanos, segundo um novo estudo



    Belos e fortes, os cavalos se apresentam como animais imponentes, mas muitas pessoas nem imaginam que eles também possuem uma grande sensibilidade. Sim, os cavalos possuem um nível de percepção bem específico, como comprova um estudo científico recente, publicado em janeiro de 2026 na revista “PLOS One”. A investigação mostra que os cavalos são capazes de sentir o cheiro do medo humano e isso altera seu próprio comportamento.


    A pesquisa, conduzida pela Dra. Plotine Jardat (pesquisadora PhD em comportamento e bem-estar equino) e sua equipe no Instituto Francês de Equitação, foi além de estudos anteriores que já mostravam que os cavalos respondem a expressões faciais e tom de voz, focando especificamente no olfato. A seguir, National Geographic Brasil detalha como o estudo foi conduzido e quais as descobertas feitas sobre mais um comportamento impressionante dos equínos.


    O novo estudo encontrou evidências de que os cavalos não apenas detectam, mas também reagem a odores emocionais humanos. Um grupo de pessoas voluntárias participou da pesquisa em duas etapas: Primeiro, usaram compressas de algodão nas axilas enquanto assistiam a cenas de filmes alegres, como o número musical de “Cantando na Chuva”, por exemplo, e a música "We Go Together" do filme “Grease”. O objetivo era gerar um suor associado à alegria.


    Depois, com novas compressas, eles assistiram a 20 minutos do filme de terror “A Entidade” para induzir o medo e coletar o suor derivado desta sensação. Os pesquisadores também coletaram odores de controle sem nenhuma associação emocional. Feito isso, os cavalos participantes do estudo foram expostos a esses odores corporais humanos (de alegria, de medo e o último, que não tinha emoções definidas) por meio de compressas grampeadas dentro de focinheiras especiais usadas pelos cavalos durante os testes.


    A seguir entrou a segunda parte da pesquisa, focada em testes comportamentais. Eles mediram a frequência com que um cavalo de teste interagia com o pesquisador, de acordo com o que ele cheirava, tanto enquanto era escovado quanto enquanto a mesma pessoa permanecia ligeiramente afastado do animal. Os cavalos que cheiraram as amostras de medo interagiram e tocaram menos na pessoa do que os do grupo de controle ou os que cheiraram as amostras de suor derivado de “momentos de alegria”.


    Eles também testaram a reação dos cavalos à sustos e a novos objetos. Eles abriram um guarda-chuva repentinamente perto de um balde com comida para testar o susto. E também apresentaram aos cavalos uma escultura feita de materiais desconhecidos para eles (composta de linóleo, plástico e barbante) e observaram seu comportamento.


    A investigação mostrou que os cavalos apresentaram mudanças comportamentais e fisiológicas distintas quando expostos a odores humanos relacionados ao medo. Eles pareceram mais alertas, reativos a eventos súbitos e menos propensos a se aproximar e tocar as pessoas próximas a eles.


    Além disso, ao longo do estudo, os cavalos também apresentaram aumento na frequência cardíaca máxima, o que indica estresse, durante a exposição ao odor de medo dos humanos. Um ponto importante ressaltado na pesquisa é que essas respostas ocorreram sem qualquer sinal visual ou vocal de medo demonstrado por humanos, só o odor coletado.


    A principal conclusão do estudo é que os cavalos são capazes de detectar o estado emocional de medo nos seres humanos apenas pelo odor, sem a necessidade de pistas visuais ou auditivas. Eles não encontraram ainda uma resposta definitiva sobre a origem dessa capacidade. Ela pode ser resultado da longa história de domesticação dos cavalos ou uma característica sensível inata presente em muitos mamíferos.



Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2026/03/cavalos-podem-sentir-o-cheiro-do-medo-dos-humanos-segundo-um-novo-estudo (adaptado).

Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas de acordo com a norma-padrão: 
Alternativas
Q4418237 Português
Um professor de Língua Portuguesa selecionou vocábulos para avaliar o domínio das regras de acentuação gráfica introduzidas e preservadas pelo Acordo Ortográfico. O exercício envolvia palavras com hiatos, ditongos abertos, formas verbais de terceira pessoa do plural e acentos diferenciais, exigindo a identificação das grafias efetivamente admitidas pela norma-padrão.

Considerando as regras ortográficas vigentes, assinale a alternativa em que todas as palavras estão CORRETAMENTE grafadas.
Alternativas
Q4416894 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que as mulheres estão priorizando as amizades em vez de amor?


Especialista em gênero aponta que camadas de exaustão e falhas do Estado impulsionam a reorganização de redes de apoio


Nos últimos anos, _____ busca de mulheres por reorganizar suas redes de afeto, priorizar amizades e construir comunidades tem ganhado força como resposta _____ precarização do trabalho, _____ sobrecarga invisível do cuidado e _____ uma crescente epidemia de solidão.

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

"Produzir espaços de solidariedade umas com as outras, em diferentes classes sociais, em diferentes momentos históricos. Como isso tem sido denominado, como isso tem sido tratado pela sociedade, eu acho que é um tema muito relevante. E podemos falar da amizade, podemos pensar nos espaços onde a amizade floresce e como a amizade tem sido negada às mulheres, porque é muito difícil realizá-la na situação de divisão do trabalho que a gente tem", analisa.

A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos. "Mesmo tendo conquistado gloriosamente o direito ao trabalho remunerado, o direito à educação, o direito a ter carreiras, elas têm esse fardo. Isso é muito antigo. Isso já se chamou dupla opressão, dupla jornada. Aí viu que isso era inadequado, porque, na verdade, não tem dupla, não tem tripla: você tem múltiplas camadas de exaustão", relata.

Eliane Gonçalves também problematiza a questão do cuidado, historicamente, ter sido colocado como uma responsabilidade que não faria parte do universo dos homens. E ela alerta que é mais do que simplesmente dizer que é machismo. "Aquilo que é estrutural é invisível. A gente chama de DNA social", avalia.

Para a socióloga, a saída para essa crise civilizatória não está em discursos conservadores que tentam idealizar um passado inexistente, mas, sim, no reconhecimento de que o isolamento é uma ilusão. "A gente precisa uns dos outros, ponto final, e quanto maiores, mais competentes e mais estruturadas forem as redes, melhor para todas as pessoas", defende. "Nós não podemos pensar na nossa vida como seres individuais. O indivíduo é uma ficção."

Como um caminho possível, Gonçalves defende que "as respostas estão nas nossas capacidades de criar modos de vida, de recriar coisas e condições de emancipação para homens e mulheres, para jovens e adultos, para crianças e velhos, e isso tem que ser uma insistência, isso tem que estar no nosso horizonte, nós não podemos descuidar", resume.


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2026/0 9/01/por-que-as-mulheres-estao-priorizando-as-amizades-em-vez-de-a mor/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
Nos parágrafos 3º a 6º, há oito palavras destacadas em negrito. A respeito da acentuação gráfica dessas palavras, analise as afirmativas a seguir:

I.No 4º parágrafo, as cinco palavras destacadas em negrito foram acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação.
II.As palavras "difícil" e "invisível" são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em -l.

III.A palavra "saída" recebeu acento por ser uma paroxítona terminada em -a.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4415392 Português
A acentuação das palavras álibi e saúde obedece às mesmas regras, respectivamente, das palavras:  
Alternativas
Q4414704 Português
Texto para a questão.


Brasileirão terá redução gradual no limite de jogadores estrangeiros


    Clubes e federações aprovaram uma mudança no limite de jogadores estrangeiros que poderão constar na súmula dos jogos das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. A alteração será implementada gradualmente a partir de 2027.

     Atualmente, cada clube pode relacionar até nove estrangeiros por partida. Pela nova regra, o limite será reduzido para oito jogadores em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030.

    Segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a mudança está relacionada à intenção de ampliar o espaço para jogadores brasileiros mais jovens. Dados apresentados pela entidade indicam que a participação de atletas estrangeiros com mais de 23 anos nos minutos disputados na Série A aumentou significativamente entre 2020 e 2026, enquanto a participação de brasileiros Sub-23 diminuiu no mesmo período.

    A medida não elimina a presença de estrangeiros no futebol brasileiro. A própria CBF afirma que esses atletas continuam tendo importância para as equipes, mas a proposta procura estabelecer um equilíbrio entre a contratação de jogadores experientes e a oportunidade para atletas formados nas categorias de base.

    Além da mudança no número de estrangeiros, foi aprovada uma alteração na lista de inscritos. O limite total continuará sendo de 50 atletas por clube, mas haverá uma divisão progressiva entre a Lista A, destinada ao elenco principal, e a Lista B, formada por jogadores Sub-23. Em 2030, cada uma das listas deverá contar com 25 vagas.


(Fonte: Texto adaptado de informações publicadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em 21/09/2026, e pelo ge, em 22/09/2026.)
Leia o trecho: “A alteração será implementada gradualmente a partir de 2027.”

Considerando as regras de acentuação gráfica da língua portuguesa, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4411953 Português
Assistência farmacêutica no Brasil



    A análise das políticas públicas voltadas à assistência farmacêutica (AF) no Brasil exige a consideração de processos históricos complexos, nos quais interagem dimensões institucionais, disputas técnico-científicas e dinâmicas sociais, inscritas na conformação do Sistema Único de Saúde (SUS). De forma pioneira, o Movimento Sanitário e a Reforma Sanitária Brasileira configuraram fenômenos sócio-históricos que marcaram a segunda metade do século XX, constituindo elos fundantes da história e da política de saúde no Brasil. Sua conquista mais visível, a implantação do SUS, transformou profundamente o setor, incluindo a definição de novos horizontes para a AF. Ambos os movimentos enfatizaram a necessidade de garantir o pleno acesso aos medicamentos, reforçando a urgência de institucionalizar uma política nacional de medicamentos.
    A promulgação da Lei Orgânica da Saúde (Lei n 8.080), que instituiu o SUS, inseriu, pela primeira vez, a assistência terapêutica e farmacêutica no conjunto das ações e serviços de um sistema de saúde. Até então, os medicamentos estavam sob a responsabilidade da Previdência Social, sendo regidos pela Central de Medicamentos (CEME). Criada em 1971, essa autarquia mantinha relativa independência frente ao Ministério da Saúde (MS) e atuava como instância de conciliação entre a oferta nacional de medicamentos e a capacidade aquisitiva de seus beneficiários.
     Essa reconfiguração institucional impôs uma nova paisagem assistencial à AF, até então marcada por um desenho centralizado e excludente. A proposta da CEME confrontava diretamente os novos paradigmas inaugurados pelo SUS. Nesse contexto, a inclusão do acesso à farmacoterapia no âmbito das políticas sanitárias estabeleceu o compromisso de sua garantia como um direito público, sob responsabilidade do Estado. No entanto, somente ao final da década de 1990 a AF passou a incorporar, de forma mais efetiva, os dispositivos constitucionais da descentralização, universalidade, integralidade e equidade.
     O primeiro marco político nesse sentido foi a aprovação da Política Nacional de Medicamentos (PNM), em 30 de outubro de 1998. Elaborada sob a coordenação da Secretaria de Políticas de Saúde do MS, e integrante da Política Nacional de Saúde, a PNM buscou alinhar a questão dos medicamentos e da AF ao modelo assistencial do SUS, especialmente no que se refere à implementação de ações capazes de promover a melhoria das condições da assistência à saúde da população. Com o objetivo de garantir a segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos, bem como promover seu uso racional, a PNM observa e fortalece os princípios e as diretrizes constitucionais e legalmente estabelecidos.
     É evidente o esforço de adequação do campo farmacêutico aos princípios do SUS. Todavia, o desenho dessa política ainda preserva uma ênfase centrada no medicamento, orientando não apenas a modelagem da assistência farmacêutica, mas também um amplo conjunto de ações correlatas. Assim, se antes da PNM havia uma desarticulação da assistência farmacêutica no âmbito dos serviços de saúde, a (re)articulação promovida por essa política foi estruturada com base nos contornos estabelecidos pelo medicamento. Nesse sentido, limitar sua compreensão a uma função exclusivamente terapêutico-assistencial desconsidera a multiplicidade de modos de existência e de ação que o medicamento pode assumir, obscurecendo as ambivalências que o situam em contextos culturais e sociais específicos.
    Os medicamentos são veículos de ideologias: moldam percepções de saúde, constroem identidades e influenciam valores e relações sociais. Sua apropriação, portanto, requer uma observação ampliada, que os considere como parte de uma dinâmica do cuidado, capaz de revelar a arquitetura das relações sociais nas quais estão inseridos. Somente assim é possível reconhecer os processos plurais e, por vezes, conflitivos que vinculam medicamentos e farmacêuticos à produção de saúde.


Fonte: PENAFORTE, T. R. Assistência farmacêutica no Brasil: uma análise antropológica da formulação da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, Ciência & Saúde Coletiva, v. 31, n. 1, 2026 (com adaptações).
Analise a estrutura sintático-gramatical e as regras de acentuação gráfica do trecho a seguir: o Movimento Sanitário e a Reforma Sanitária Brasileira configuraram fenômenos sócio-históricos que marcaram a segunda metade do século XX... Em relação às propriedades linguísticas do período, analise as assertivas abaixo:

I. A presença do vocábulo que atua como elemento de coesão sequencial, mantendo a unicidade de um período simples estruturado sobre uma só oração.
II. Os vocábulos fenômenos e século são acentuados graficamente com base na mesma regra ortográfica, pois ambos são palavras proparoxítonas.
III. O verbo configuraram possui sujeito composto, constituído pelos núcleos Movimento Sanitário e Reforma Sanitária Brasileira.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4410543 Português

Número de professores jovens cai 31% em dez anos,

aponta pesquisa


       O número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025, enquanto o contingente de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5o/o no período. Os dados fazem parte da segunda edição da pesquisa Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil, do Instituto Semesp, que aponta dificuldade crescente para a renovação do quadro docente da rede pública.

      Segundo o instituto, o envelhecimento do quadro docente, com aumento da proporção de professores em idade mais próxima da aposentadoria, e a intensa contratação de docentes temporários e terceirizados são fatores que podem dificultar a renovação da rede pública. A entidade estima que, em 2040, deverá haver um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais.

      Na comparação entre 2015 e 2025, a entidade constatou que o número de professores com até 24 anos encolheu de 17,3 mil para 11,9 mil. Já o contingente de profissionais com idade a partir de 60 anos mais que dobrou, passando de 18,2 mil para 37,3 mil. Outra conclusão foi de que as contratações temporárias passaram de 146 mil para 205 mil, um crescimento equivalente a 40,4%. Os docentes com esse tipo de vínculo representavam 32,2% do quadro público e passaram a corresponder a 43,4%.

       Por outro lado, o quantitativo de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de cerca de 305 mil para 255 mil. Em 201 5, eles representava m 67,2o/o do quadro e, em 2025, passaram a corresponder a pouco mais da metade (54,1%).

       Para projetar a capacidade de renovação do quadro docente diante das aposentadorias, o instituto criou um indicador próprio, chamado Taxa de Renovação Docente. Quanto menor o índice, maior a dificuldade de reposição dos profissionais.

        Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada professor com 60 anos ou mais. Passou a ser de aproximadamente um professor de até 24 anos para cada três com 60 anos ou mais, com a taxa caindo de 0,95 para 0,32. As menores taxas de renovação foram registradas em Geografia (0,216), História (0,234), Língua Portuguesa (0,240), Sociologia (0,263), Filosofia (0,274) e Artes (0,278).



Fonte: https://a genciabrasi l.ebc.com. brled uc acao / noli ci a / 2026-

09/nu mero-de- professores-jovens- ca i -3 1 - em-d ez-anos-a ponta -

pesquisa (adaptado)


Assinale a alternativa em que todos os vocábulos são acentuados obedecendo à mesma regra de acentuação gráfica observada na palavra índice, retirada do texto.
Alternativas
Q4410330 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quem quer ser cientista?

Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]
Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]
Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que "seguir carreira acadêmica" seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]
Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]

MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/que m-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.) 
O emprego do acento gráfico obedece a regras que consideram a posição da sílaba tônica, a terminação do vocábulo, o timbre da vogal e, em alguns casos, a necessidade de distinguir formas homógrafas. Considerando as regras do Acordo Ortográfico vigente e as palavras empregadas no texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4408632 Português
Fiscalização

O Sistema Confea/Crea tem como missão a fiscalização da prestação de serviços técnicos e a execução de obras relacionados à Engenharia e à Agronomia, com a participação de profissional habilitado.

O Confea zela pelos interesses sociais e humanos de toda a sociedade e, com base nisso, regulamenta o exercício profissional por instrumentos administrativos normativos. Enquanto Conselho Federal, é a instância superior da fiscalização, tendo como atribuição julgar em última instância os recursos sobre registros, decisões e penalidades impostas pelos Conselhos Regionais. 

Já o ato de verificação e fiscalização das atividades e das profissões reguladas pela Lei nº 5.194/1966 é de competência dos Creas. Para cumprir essa função, os Regionais designam funcionários, denominados agentes fiscais, com atribuições para lavrar autos de infração em conformidade com as disposições da lei. Os Creas, visando à maior eficiência da fiscalização, possuem ainda a prerrogativa de criar câmaras especializadas por grupo ou modalidade profissional.

O objetivo da fiscalização é verificar o exercício e as atividades das profissões reguladas pela Lei nº 5.194/1966, nos seus níveis superior e médio, de forma a assegurar a prestação de serviços técnicos ou a execução de obras com a participação de profissional habilitado e em observância aos princípios éticos, econômicos, tecnológicos e ambientais compatíveis com as necessidades da sociedade. 
O exame das classes de palavras e da acentuação no Texto exige atenção ao valor que cada forma assume no contexto, e não apenas à sua aparência. Sobre os empregos destacados abaixo, julgue as afirmativas como Verdadeiras (V) ou Falsas (F).

(__)Em "Já o ato de verificação e fiscalização
(   ) é de competência dos Creas", o vocábulo "Já" é advérbio de tempo e indica que a competência dos Creas antecede cronologicamente a atuação do Confea.
(__)Em "em conformidade com as disposições da lei", a locução "em conformidade com" possui valor concessivo, equivalendo, no contexto, a "apesar das disposições da lei".
(__)Em "possuem ainda a prerrogativa de criar câmaras especializadas", o vocábulo "ainda" apresenta valor aditivo, equivalente a "além disso", e não valor estritamente temporal.
(__)Em "nos seus níveis superior e médio", o vocábulo "níveis" recebe acento gráfico por se tratar de palavra paroxítona terminada em ditongo oral, seguido de "s".


A sequência correta é:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FSA Órgão: FSA-SP Prova: FSA - 2026 - FSA-SP - Eletricista |
Q4408109 Português
Considere as seguintes palavras:
I. hífen |
II. hífens |
III. heroico |
IV. saúde |
V. têm (plural)
Com base nas regras de acentuação gráfica vigentes nas normas cultas da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4406364 Português
Considerando a classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica e as regras de acentuação gráfica, assinale V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas.
( ) Café e cipó são palavras oxítonas e recebem acento gráfico por terminarem, respectivamente, em -e e -o.
( ) Árvore e médico são palavras proparoxítonas e recebem acento gráfico porque todas as palavras dessa classificação são acentuadas.
( ) Fácil e caráter são palavras paroxítonas, mas apenas a primeira recebe acento gráfico, pois palavras paroxítonas terminadas em -r não são acentuadas.
( ) Lâmpada é uma palavra paroxítona, pois sua sílaba tônica, lâm, é a penúltima da palavra.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4404225 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I

Carl Jung, psicólogo: ‘A solidão não vem da falta de pessoas ao nosso redor, mas da incapacidade de nos comunicarmos’

    A psicologia está cada vez mais empenhada em explicar aquilo que nos cerca, dentro da sociedade atual. Diante do comportamento das gerações atuais, temas como ansiedade, depressão, e até mesmo o isolamento, têm sido muito debatidos entre diversos especialistas.
    Um deles foi o psicólogo suíço Carl Jung, personalidade de suma importância para a psicanálise. Ele trouxe à tona diversos ensinamentos a respeito do isolamento emocional, frequente entre o público mais velho, ou para aquelas pessoas que gostam de guardar tudo para si.
    Segundo o especialista, a verdadeira solidão não vem da falta de pessoas ao nosso redor, mas da incapacidade de nos comunicarmos em nossa verdadeira essência, quando estamos com elas. Um grande exemplo da teledramaturgia foi a personagem de Nina/Rita (Débora Falabella).
    Mesmo cercada de pessoas na mansão de Tufão (Murilo Benício), ela vivia isolada emocionalmente, guardando tudo para si e arquitetando sua ardilosa vingança contra Carminha (Adriana Esteves), de forma estratégica em “Avenida Brasil”.
    Por que guardamos silêncio sobre o que sentimos?
    Uma das expressões mais conhecidas de Jung diz respeito em como nos relacionamos, uns com os outros. Muitas vezes, essa relação pode não parecer estar muito saudável: “A solidão não vem da falta de pessoas, mas da incapacidade de nos comunicarmos, ou revelarmos opiniões que os outros não aceitariam”, disse ele.
    Dessa maneira, ainda que tenhamos diversos colegas ao nosso redor, seja no trabalho, seja até mesmo em uma reunião de amigos, vamos nos sentir sozinhos e desamparados, ainda mais se tivermos escondendo o que pensamos ou os nossos sentimentos.
    Atualmente, com o mundo conectado às redes sociais, estamos compartilhando postagens superficiais, já que existe aquele receio “do que os outros vão pensar”. Segundo o psiquiatra, para ser verdadeiro com alguém, é necessário remover os “filtros”, sentindo-se aceito na sociedade.
    Até hoje, algumas expressões famosas do nosso vocabulário, como “extrovertido” e “introvertido”, se tornaram populares a partir dos estudos de Jung. Em seus estudos, ele tentou mergulhar profundamente nos sentimentos e emoções de cada indivíduo, tentando entender o motivo pelo qual temos reações tão diversas.
    O que se passa em nossa mente?
    De acordo com a biografia de Carl Jung, focada na psicologia analítica, o estudioso sempre buscou sair de sua zona de conforto, tentando entender realmente o complexo da mente humana. Após sua formação em Medicina (1900), e partiu rumo à Psiquiatria.
     Jung chegou a transcorrer sobre uma linha de raciocínio que envolvia fenômenos ocultos, escrevendo sobre o tema em sua tese de Doutorado. Essa prática também ficou conhecida como a psicologia do paranormal, que iria além da ciência.
    Além de juntar-se à Associação Psicanalítica Internacional (IPA) em 1911, suas ideias ainda causam grande impacto nos estudos psicológicos da modernidade.

Fonte: MSN. Carl Jung: “A solidão não vem da falta de pessoas ao nosso redor, mas da incapacidade de nos comunicarmos”. Disponível em: https://www.msn.com/ptbr/saude/medicina/carl-jung-psic%C3%B3logo-a-solid%C3%A3o-n%C3%A3o-vem-da-falta-de-pessoas-ao-nosso-redor-mas-da-incapacidade-de-nos-comunicarmos/ar-AA1ZJSNh. Acesso em: 20 abr. 2026. 

Observe os termos extraídos do Texto I: “analítica”, “fenômenos”, “ciência”, “saudável” e “psicológicos” e analise as afirmações que seguem.



I- Todos são acentuados em decorrência da regra que aponta que todas as palavras proparoxítonas devem ser acentuadas.


II- “analítica” é acentuado em razão de ser uma palavra proparoxítona.


III- “saudável” é acentuado por ser uma palavra paroxítona terminada em l.


IV- “ciência” é acentuado por ser uma palavra oxítona terminada em a.



É CORRETO o que se afirma apenas em: 

Alternativas
Q4402354 Português
"Querer escrever é um ___________ de qualquer leitor que se sinta motivado a compartilhar o que vai pela cabeça.”" (Joca Reiners Terron)

A lacuna do pensamento acima pode ser preenchida corretamente com:
Alternativas
Q4401760 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas de acordo com as normas vigentes em Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4400730 Português

Texto para a questão.


A pressa como modo de viver


        É comum atribuir à falta de tempo a responsabilidade pela dificuldade de manter relações sociais mais próximas, cultivar hábitos saudáveis ou simplesmente contemplar aquilo que acontece ao redor. Entretanto, talvez o problema não resida propriamente na escassez de horas disponíveis, mas na forma como a sociedade passou a compreender o próprio tempo. A produtividade transformou-se em critério de sucesso, enquanto a contemplação, o silêncio e a convivência passaram, muitas vezes, a ser interpretados como desperdício.


        Esse modo de viver produz consequências que ultrapassam o âmbito individual. Pessoas que compartilham os mesmos espaços raramente estabelecem vínculos duradouros, ainda que convivam diariamente. Ambientes públicos tornam-se locais de passagem, e não de permanência; conversas são substituídas por mensagens instantâneas; experiências coletivas cedem espaço ao isolamento silencioso provocado pelo uso contínuo de dispositivos eletrônicos.


        Paradoxalmente, quanto recursos tecnológicos aproximam indivíduos geograficamente distantes, maior parece ser a dificuldade de estabelecer conexões significativas com aqueles que ocupam o mesmo ambiente físico. Não se trata, evidentemente, de rejeitar os avanços tecnológicos, mas de reconhecer que nenhuma ferramenta digital substitui integralmente a riqueza das interações presenciais.


        Resgatar o valor da convivência cotidiana exige mais do que reduzir o tempo diante das telas. Exige uma mudança de atitude capaz de transformar pequenos gestos — como ouvir atentamente, dialogar sem pressa ou ocupar conscientemente os espaços públicos — em práticas permanentes de cidadania. Afinal, comunidades fortalecem-se menos pela quantidade de pessoas que as compõem do que pela qualidade das relações construídas entre elas. 

A análise de um texto exige não apenas a compreensão de seu conteúdo, mas também a observação dos recursos linguísticos empregados em sua construção. Considerando os aspectos fonológicos, morfológicos e ortográficos presentes no texto, examine as afirmativas a seguir.



I. A palavra "âmbito" recebe acento gráfico por obedecer à regra de acentuação das palavras proparoxítonas.


II. Na palavra "conexões", a letra x representa dois fonemas distintos.


III. As palavras "convivência" e "conviver" pertencem à mesma família lexical, pois derivam do mesmo radical e preservam relação de significado.



Após a análise das afirmativas, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q4399415 Português
Leia atentamente o parágrafo a seguir para responder à questão.


O desenvolvimento das novas tecnologias e a possibilidade de criação de redes de comunicação, de interesses específicos, técnicas, utilizando os mais variados recursos, meios e canais, são fundamentais para o desenvolvimento de novas formas de expressão hipertextual. Podemos dizer que o desenvolvimento da multimídia, as novas formas interativas de acesso à informação, as conferências e redes via computação representam o mais novo território de disputa e luta na sociedade. As redes de movimentos sociais utilizam-se da possibilidade que oferecem as redes tecnológicas, de troca horizontal de informação, para fortalecer suas estratégias de conquista de espaço na sociedade.

(Ferrari, Pollyana. In: Hipertexto, hipermídia: as novas ferramentas da comunicação digital. São Paulo: Contexto, 2019, p.87).
No parágrafo, encontram-se algumas palavras graficamente acentuadas que permanecem acentuadas, mesmo após mudanças propostas pelo Novo Acordo Ortográfico.
Assinale a alternativa correta sobre as mudanças do Novo Acordo.
Alternativas
Q4399385 Português
DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS: UM PROBLEMA GLOBAL


   Os alimentos são desperdiçados em toda a cadeia alimentar, desde a produção agrícola, que inclui a superprodução sazonal e o manejo inadequado das rotas de venda de alimentos frescos, especialmente frutas, vegetais e peixe, até o lixo doméstico, que transforma os alimentos em resíduos. Este não é apenas um problema econômico, mas também um problema ecológico. […]
    Embora os percentuais de perdas variem de país para país, os resultados são preocupantes e exigem ações coordenadas a serem tomadas e implementadas a fim de reverter a situação. A ordem de prioridade proposta pela FAO dá uma hierarquia de ações com um grau de coerência: prevenção, aproveitamento, reciclagem, substituição, incineração de resíduos com recuperação de energia e eliminação sem recuperação de energia. […] O desperdício de alimentos é um grave problema mundial que precisa ser enfrentado e que deve levar à geração de círculos virtuosos para transformar a perda em uso.
    Portanto, o combate ao desperdício é uma tarefa de todos. E nós temos a oportunidade de sermos protagonistas nesse desafio. Já é comum vermos ONGs, empresas e instituições dedicadas a essa causa, mas somente elas, não são suficientes. Precisamos do envolvimento coletivo de toda a sociedade. Afinal, se cada um colaborar com a sua parte, no seu dia a dia, podemos fazer a diferença e ter um mundo mais sustentável.


GALLO, Alicia. El desperdicio de alimentos: un problema global. Página/12, [S. l.], 13 out. 2022. Disponível em: https://www.pagina12.com.br; https://www.ejemplos.co/br/texto argumentativo. (Adaptado). Acesso em: 6 out. 2026.
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas e acentuadas corretamente, de acordo com o sistema ortográfico oficial vigente:
Alternativas
Respostas
21: B
22: D
23: A
24: C
25: A
26: C
27: E
28: B
29: A
30: A
31: C
32: A
33: D
34: A
35: E
36: D
37: C
38: D
39: E
40: B