Questões de Concurso
Sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português
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Como um tsunami de 1964 pode ter ajudado a espalhar um fungo mortal
Há 20 anos, um tipo raro de infecção fazia suas primeiras vítimas na costa oeste dos Estados Unidos. A origem do parasita causador da doença, que fazia surgir nos pacientes sintomas semelhantes aos da pneumonia, era um mistério. Não se sabia ao certo como o Cryptococcus gattii passou a contaminar humanos.
A história da chegada do fungo ____ região passou décadas sem um porquê. No entanto, isso mudou recentemente, graças a um estudo assinado por dois pesquisadores americanos. De acordo com a pesquisa da dupla, o tal fungo pode ter se espalhado pelo noroeste dos EUA graças a uma combinação improvável – que envolve a abertura do canal do Panamá e a ação de um tsunami que atingiu o país 35 anos antes do primeiro caso da doença.
Com a abertura do canal do Panamá, que em 1914 permitiu a passagem de navios e conectou as Américas, acredita-se que o fungo tenha começado a viajar por águas da região, provavelmente no casco de navios. A tese de que o fungo teria desembarcado dessa forma no norte do continente bate com a análise genética de amostras locais.
Por causa da ação das águas de um tsunami que varreu a costa americana em 1964, o fungo acabou colonizando florestas da região oeste. No novo habitat, o C. gattii evoluiu e se tornou letal. De acordo com os pesquisadores, variedades do fungo _______ desenvolvido suas defesas como resposta à convivência com amebas que vivem no solo. E graças a essas novas defesas, a espécie aumentou sua capacidade de infectar pessoas e animais. Décadas depois, agora como uma variedade nociva a humanos, o fungo faria sua primeira vítima.
“Defendemos que o C. gattii pode ter perdido grande parte de sua capacidade de infectar seres humanos quando vivia na água do mar, mas quando chegou a terra, amebas e outros organismos do solo mataram os fungos menos adaptados por três décadas ou mais, até que surgiram novas variantes de C. gattii, que eram mais patogênicas para animais e pessoas”, disse o coautor do estudo.
https://super.abril.com.br/ciencia/... - adaptado.
Considerando-se a acentuação de algumas palavras do texto, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Panamá.
(2) Patogênicas.
(3) Três.
(__) Proparoxítona.
(__) Oxítona.
(__) Monossílabo tônico.
Texto I
Situação das crianças
e dos adolescentes no Brasil
O Brasil possui uma população de 206,1 milhões de pessoas, dos quais 57,6 milhões têm menos de 18 anos de idade (Estimativa IBGE para 2016). Mais da metade de todas as crianças e adolescentes brasileiros são afrodescendentes e um terço dos cerca de 820 mil indígenas do país é criança. São dezenas de milhões de pessoas que possuem direitos e deveres e necessitam de condições para desenvolver com plenitude todo o seu potencial
Nosso país é ainda um dos mais desiguais do mundo. Por exemplo, entre 1996 e 2006, a desnutrição crônica (medida pela baixa estatura da criança para a idade) caiu 50% no Brasil, passando de 13,4% para 6,7% das crianças menores de 5 anos. Esses bons resultados, no entanto, não alcançam toda a população. Cerca de 30% das crianças indígenas são afetadas por desnutrição crônica no país
Entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade infantil caiu de 47,1 para 13,3 mortes para cada 1.000 nascidos vivos, de acordo com o Ministério da Saúde. Os avanços fizeram com que o país superasse a meta de redução da mortalidade infantil prevista nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) antes mesmo do prazo estabelecido. Contudo, desde 2015, em meio à crise econômica, o país entrou em um estado de alerta. Em 2016, pela primeira vez em 26 anos, as taxas de mortalidade infantil e na infância cresceram. De 2015 a 2016, por exemplo, a taxa de mortalidade infantil cresceu 5,3% (MS/SVS/CGIAE-SIM/Sinasc e Busca Ativa)
De 1990 a 2015, o percentual de crianças com idade escolar obrigatória fora da escola caiu de 19,6% para 6,5% (Pnad). No entanto, mesmo com tantos avanços, em 2015, 2,8 milhões de meninos e meninas ainda estavam fora da escola (Pnad, 2015). E essa exclusão escolar tem rosto e endereço: quem está fora da escola são os pobres, negros, indígenas e quilombolas. Uma parcela tem algum tipo de deficiência. E grande parte vive nas periferias dos grandes centros urbanos, no Semiárido, na Amazônia e na zona rural. Muitos deixam a escola para trabalhar e contribuir com a renda familiar
A face mais trágica das violações de direitos que afetam meninos e meninas no Brasil são os homicídios de adolescentes a cada dia, 31 crianças e adolescentes são assassinados no país [estimativa do UNICEF baseada em dados do Datasus (2016)] - quase todos meninos, negros, moradores de favelas
O Brasil é o país com o maior número absoluto de adolescentes assassinados no mundo. Em 2015, foram 11.403 meninos e meninas de 10 a 19 anos vítimas de homicídios. Desses, 10.480 eram meninos - número maior do que o total de mortes violentas de meninos em países afetados por conflitos, como Síria e Iraque
Mesmo tendo uma das legislações mais avançadas do mundo no que diz respeito à proteção da infância e da adolescência e, embora o país tenha feito grandes progressos em relação à sua população mais jovem, esses avanços não atingiram todas as crianças e todos os adolescentes brasileiros da mesma forma. Logo, é necessário adotar políticas públicas capazes de combater e superar as desigualdades geográficas, sociais e étnicas do país e celebrar a riqueza de sua diversidade
Acesso em 25 de junho de 2019. Adaptado.)
São acentuadas pela mesma regra a sequência de palavras da seguinte opção:
Tempo de chuva é março
Chove. Coisa abençoada é chuva de verão, pois generosamente nos refresca, a nós que ingratos a chamamos de “mau tempo”.
Acordei de madrugada com o grande espetáculo operístico de trovões e relâmpagos, fui verificar janelas, verifique ralos de terraço, evite inundações. Dever cumprido, voltei para a cama. Mas lamento que o ar condicionado me impeça de ouvir o gotejar lá fora, delícia maior é proteger-se debaixo dos lençóis enquanto a natureza esbraveja.
E porque eu tentei inutilmente ouvir a voz da chuva sem que a volta ao sono me fosse consentida, revi mentalmente uma imagem de publicidade da TV, gota d'água caindo em câmara lenta noutra água, e me colocai no lugar dos pingos que despencam em rota especial de especificações.
O impacto mais contundente é certamente aquele contra qualquer superfície de metal. Sinos costumam estar protegidos em campanários ou debaixo de telhados, mas gosto de imaginar que emitiriam sua voz se tocados por uma ou muitas gotas. Os telhados de zinco e os aparelhos de ar condicionado fazem o que podem, mas não foram concebidos para o som, não são dotados. [...]
É em silêncio, ou quase, que uma gota de chuva encontra outra água. Olho o mar e penso no quase aniquilamento, na renúncia de si, que a chuva faz chegar que água salgada e revolta. Não há reconhecimento, embora a origem ali esteja. A evaporação transforma, e o calor que a gerou, purifica. A água do mar tornou-se doce no trânsito até a nuvem e doce despenca. Mas só até o impacto que obrigará a incorporar o antigo sal, a antiga identidade e novamente faz-se mar, onda, espuma, abrigo de sereia.
Distinto é o encontro da chuva com água do lago. A boa filha à casa torna, recebida pelos grandes braços do lago sempre abertos. Bem-vinda seja. Morei, na infância, em cidade lacustre à qual voltei mais tarde, mas dias de chuva traziam consigo uma melancolia especial, neblina pairando sobre uma superfície que se faz fosca. Talvez fosse o doce choro do reencontro.
Mal posso pensar no impacto de uma gota de chuva com água do rio. Ela vinha descendo na vertical desde uma nuvem distante e, com só bater na correnteza, é obrigada a mudar o prumo e correr, correr, correr na horizontal, por vezes batendo-se entre pedras. Melhor cair em cachoeira e conservar por mais um tanto a verticalidade.
Quando eu era adolescente e não existiam os produtos e as promessas capilares que nos submergiam atualmente, lavávamos o cabelo com água de chuva certos de que ficariam mais felizes. Não era tempo de poluição, mas o trânsito celeste e a filtragem das nuvens deixavam garantir uma pureza maior, alada e mágica, que se transmitiria aos nossos cabelos. Hoje a chuva é ácida, contaminada, e mais prudente é enfrentá-la de guarda-chuva em punho. Ainda assim, continua sendo a benção da terra.
Só a cidade não gosta de chuva. Mas a culpa não é da chuva. É da cidade, que se expande frenética e se impermeabiliza no asfalto impedindo a água de penetrar no chão. A cidade é fábrica de enchentes,a serem postadas na conta do “mau tempo”.
O campo, ao contrário, ama a chuva e o desejo, encontro casado em choque que não se vê, cada gota absorvida continuando seu percurso terra adentro para dar de beber as raízes e seres. A chuva, no campo ou no bosque, amamenta a vida.
(Marina Colasanti)
O índice pluviométrico refere-se à quantidade de chuva por metro quadrado em determinado local, representado em milímetros. Para chegar a esse índice, as centenas de estações meteorológicas espalhadas pelo país utilizam um aparelho conhecido como pluviômetro. Há vários modelos diferentes, mas o instrumento constitui-se, basicamente, de funil de captação e básculas que enviam sinais elétricos para uma estação meteorológica. Com base em todos os aparelhos instalados na cidade, é possível chegar à média de precipitação observada na área total.
SOUZA, Ester Maria. Nova Escola. Abril, ano 24, nº 223, p. 26. 08.
As palavras sublinhadas, no texto, são acentuadas:
Poucas espécies de animais despertam tanto interesse nos cientistas como as que vivem nas áreas alagadas da Floresta Amazônica. Elas possuem adaptações genéticas poderosas que as fazem resistir a condições extremas – habitam, exemplo, pântanos que contêm ácido sulfúrico, gás metano e pouquíssimo oxigênio. Para desvendar o segredo dessa adaptação, cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia irão sequenciar o DNA dos animais das áreas inundadas (1,3 milhão de quilômetros). A verba para esse estudo, que levará três anos, é de R$ 7 milhões. Isto É. São Paulo: Três Editorial, ano 32, n. 2049, p. 100, 18 fev. 2009. Acessado em: 29/11/2019 *Adaptado: Reforma ortográfica.
Considerando as regras de acentuação gráfica, podemos afirmar que:

O par de vocábulos do texto acentuado pela mesma razão é:
(https://www.google.com/search?q=tirinhas&safe=active&sour ce=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjmmbre9o)
Sobre a acentuação das palavras na tirinha acima, assinale a alternativa correta:
Com o tema “Compadrio – São João Dormiu” a Lumiar, do Pina, Zona Sul do Recife, foi a vencedora da 35º edição do Concurso de Quadrilhas Juninas Adultas. O resultado, divulgado pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade, consagrou o grupo que na edição de 2018 também foi campeão. Os integrantes receberão o prêmio de R$ 13 mil + R$ 3 mil pela classificação nas eliminatórias – valor que será concedido a todas as 12 finalistas.
O júri, responsável pelas notas, foi composto por 18 jurados, sendo três para cada critério avaliado: casamento, marcador, coreografia, figurino, trilha sonora e desenvolvimento do tema.
(https://www.folhape.com.br/noticias/noticias/sao-joao-2019/2019/07/01/ NWS,109294,70,1457,NOTICIAS,2190-LUMIAR-BICAMPEA-CONCURSOQUADRILHAS-JUNINAS-RECIFE.aspx
Quais palavras, retiradas do texto, são acentuadas pela mesma regra?
Assinale a alternativa em que as duas palavras estão corretamente acentuadas segundo a norma-padrão.
São palavras que devem ser acentuadas, EXCETO:
TEXTO I
Disponível em: http://minasnerds.com.br/2018/11/28/armandinho- e-a-censura-estamos-com-voce-menino/. Acesso em: 17/08/2019.
Algumas palavras do texto recebem acento gráfico. Marque a alternativa cujas palavras são acentuadas obedecendo a mesma regra de acentuação.
TEXTO II
POR QUE OS OLHOS ARDEM QUANDO CORTAMOS CEBOLAS?
A cebola contém uma substância que se chama dissulfeto de alila. Quando você corta a cebola, o danado se espalha no ar, porque é volátil como um passarinho e irrita os olhos quase igual a uma bomba de gás lacrimogêneo.[...].
(Gianni Rodari. O livro dos porquês. São Paulo: Ática, 1991. p.52)
Marque a alternativa cujas palavras são acentuadas pela mesma regra ortográfica: