Questões de Concurso
Sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português
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‘No dicionário, inquietude é explicada como “falta de sossego”. Só aquilo que nos inquieta, chama nossa atenção e nos gera um certo incômodo é capaz de nos tirar da inércia para resolvermos ou aprimorarmos o que for necessário. Observar a inquietude por esse ângulo de "potência a ser revelada" pode nos levar além, pois revela a direção de para onde nossa alma está apontando para criar e atuar’.
( ) ‘dicionário’, ‘inércia’, ‘necessário’ e ‘potência’ são acentuados em virtude da mesma regra.
( ) ‘incômodo’ e ‘ângulo’ são acentuados por serem proparoxítonos.
( ) São exemplos de oxítonos que devem ser acentuados: ‘está’ e ‘além’.
( ) é e só são monossílabos tônicos acentuados.
( ) é, ‘incômodo’, ‘inércia’, ‘potência’ e ‘está’ são palavras que, se retirados os acentos gráficos continuam a existir na Língua Portuguesa; entretanto, assumindo outra classe gramatical.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
TEXTO 01
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
UMA CARTA PARA FREUD
Caro Freud,
Resolvi lhe escrever uma carta porque o senhor anda muito ocupado e eu demoro demais para me fazer compreender verbalmente. Aqui, nesta carta, acho que consigo ser franco e direto. E franqueza é algo que me escapa pelos dedos, especialmente quando estou diante de alguém tão mal encarado como o senhor (sem ofensas, por favor). Mas, se pelo menos o senhor desse um sorrisinho de vez em quando, ajudaria muito nossas consultas. Mas enfim...
Hoje resolvi aplicar alguns de seus conselhos. E outros do Facebook. A propósito, já lhe contei que meu mural parece um livro de autoajuda? Desse jeito, acho que o senhor vai precisar mudar de profissão.
(...)
O senhor disse que o segredo do sucesso é fazer as mulheres rirem. Mas rir de mim também conta? E aquela história de conversar com a garota sobre assuntos que a interessam? Conheci uma garota e já fui puxando assunto sobre rímel, blush, cílios postiços e batom. Não sei não Freud, mas tem certeza de que esse conselho funciona? A garota soltou um "ihhh" e saiu de perto. Sabe esses "ihhs" que podem significar um milhão de coisas e todas elas péssimas para a nossa reputação?
Ah, meu amigo Sigmund. A vida não é nada fácil. Pela expressão fechada em seu rosto, o senhor deve me entender. Talvez o senhor devesse parar um pouco com esses assuntos melancólicos e se dedicar um tempo a escrever alguns textos humorísticos. Além disso, precisamos conversar mais. Porém, não dentro daquele seu consultório mórbido. Podíamos sair para tomar uma cerveja. Ver luzes, ouvir pessoas, essas coisas. Acho que lhe faria bem, também.
Quando quiser, só me avisar. Mas o senhor paga. E não vem com história de que está sem dinheiro, porque aí quem vai dizer "ihhh" sou eu.
JULIANO
MARTINZ.https://corrosiva.com.br/cronicas-engracadas/uma-carta-para-freud/
CONTO DE FANTASMAS
Quando a Velhinha entrou na Livraria e perguntou se havia Livros que ensinassem a conversar com Fantasmas, todos nos surpreendemos. Era uma velha daquelas que se veem sorridentes em propagandas de plano de Saúde e certamente pareceria mais verossímil procurando livros de Tricô ou culinária. Mas fantasmas, não.
A mulher explicou à Vendedora, que, surpresa, a levou aos livros esotéricos, sob o olhar sorridente da Clientela próxima.
“Até sábado passado eu não acreditava em fantasma.” – disse – “Mas nesse dia, de repente, eles começaram a aparecer. Moro só. Só eu e meus Gatos.” – comentou, enquanto folheava livros a esmo. Todos nos aproximávamos disfarçadamente. Pessoas cúmplices entre desconhecidos, todos interessados neste Assunto novo e inaudito.
“Sábado, quando acordei, estavam sentados no Sofá da Sala. Não eram fantasmas de Lençol, nem daqueles que aparecem em Filmes de Terror. Eram fantasmas comuns, daquela palidez triste que não se encontra entre os Vivos.” – e já todos ríamos meio abertamente, pensando no quanto a solidão mexe com as Pessoas, ao tempo em que a velha escolhia dois livros sem maior critério.
“Conversamos Horas, desde então. Há Anos ninguém conversava tanto comigo e com os gatos.” – e nós, rindo de tudo, sabendo que devíamos nos condoer, enquanto a vendedora pegava os livros e levava-os ao Caixa.
“Ontem, me falaram que eu era especial, depois foram embora.” – “e eu não soube o que queriam dizer com isso. Por esta razão, quero os livros: para entender melhor nossa próxima conversa.”
O Senhor ao meu lado riu alto, como se lhe contassem uma Piada. Estávamos todos divertidos com a História da velha; a Culpa era para depois. “Quero entender por que sou especial”, – questionou, quando todos nós já ríamos indisfarçados.
Mas quando a velha pagou os livros e desapareceu no Ar, no meio da livraria, todos paramos de rir.
Disponível em: www.henriqueschneider
CONTO DE FANTASMAS
Quando a Velhinha entrou na Livraria e perguntou se havia Livros que ensinassem a conversar com Fantasmas, todos nos surpreendemos. Era uma velha daquelas que se veem sorridentes em propagandas de plano de Saúde e certamente pareceria mais verossímil procurando livros de Tricô ou culinária. Mas fantasmas, não.
A mulher explicou à Vendedora, que, surpresa, a levou aos livros esotéricos, sob o olhar sorridente da Clientela próxima.
“Até sábado passado eu não acreditava em fantasma.” – disse – “Mas nesse dia, de repente, eles começaram a aparecer. Moro só. Só eu e meus Gatos.” – comentou, enquanto folheava livros a esmo. Todos nos aproximávamos disfarçadamente. Pessoas cúmplices entre desconhecidos, todos interessados neste Assunto novo e inaudito.
“Sábado, quando acordei, estavam sentados no Sofá da Sala. Não eram fantasmas de Lençol, nem daqueles que aparecem em Filmes de Terror. Eram fantasmas comuns, daquela palidez triste que não se encontra entre os Vivos.” – e já todos ríamos meio abertamente, pensando no quanto a solidão mexe com as Pessoas, ao tempo em que a velha escolhia dois livros sem maior critério.
“Conversamos Horas, desde então. Há Anos ninguém conversava tanto comigo e com os gatos.” – e nós, rindo de tudo, sabendo que devíamos nos condoer, enquanto a vendedora pegava os livros e levava-os ao Caixa.
“Ontem, me falaram que eu era especial, depois foram embora.” – “e eu não soube o que queriam dizer com isso. Por esta razão, quero os livros: para entender melhor nossa próxima conversa.”
O Senhor ao meu lado riu alto, como se lhe contassem uma Piada. Estávamos todos divertidos com a História da velha; a Culpa era para depois. “Quero entender por que sou especial”, – questionou, quando todos nós já ríamos indisfarçados.
Mas quando a velha pagou os livros e desapareceu no Ar, no meio da livraria, todos paramos de rir.
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I. Acentuam-se as oxítonas terminadas em “A”, “E”, “O”, "ÊM", "ÉM", "ÉNS", seguidas ou não de “S”, inclusive as formas verbais quando seguidas de “LO(s)” ou “LA(s)”. Também recebem acento as oxítonas terminadas em ditongos abertos, como “ÉI”, “ÉU”, “ÓI”, seguidos ou não de “S”.
II. Todas as proparoxítonas são acentuadas.
III. Não se usa mais o trema em palavras da língua portuguesa.
I. Usa-se acento nos ditongos abertos “ei”, “oi” quando estiverem na penúltima sílaba.
II. A palavra “coco” – fruto do coqueiro – deve ser acentuada.
III. Depois dos prefixos “ex-, sota-, soto-, vice- e vizo-“usa hífen.
Com relação ao uso de “por que”, “por quê”, “porque” e “porquê”, assinale a alternativa com as formas que preenchem corretamente as lacunas das frases abaixo:
● O país ______ passamos é um dos mais belos;
● ______ aquele carro é tão caro?;
● Ninguém soube o ______ de tanta confusão na praça;
● Maria vai viajar de carro? ______ ?
● João não passou no exame de habilitação ______ bateu o carro
A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

A questão diz respeito ao Texto abaixo. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

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