Questões de Concurso
Comentadas sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português
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Dia de Faxina
Estava precisando fazer uma faxina em mim... Jogar alguns pensamentos indesejados para fora, lavar alguns tesouros que andavam meio enferrujados...
Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais.
Joguei fora alguns sonhos, algumas ilusões... Papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei;
Joguei fora a raiva e o rancor das flores murchas que estavam dentro de um livro que não li. Olhei para meus sorrisos futuros e minhas alegrias pretendidas... E as coloquei num cantinho, bem arrumadas.
Fiquei sem paciência!... Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão: Paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste... Mas lá também havia outras coisas... e belas!
(...)
Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou. Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima, porque quase não as uso, e também joguei fora no mesmo instante!
(...)
Coloquei nas prateleiras de baixo algumas lembranças da infância, na gaveta de cima as da minha juventude e, pendurada bem à minha frente, coloquei a minha capacidade de amar... e de recomeçar...
Disponível em: https://www.contandohistorias.com.br/html/contandohistorias.html - Adaptado
A voz do silêncio
O silêncio na hora certa vale ouro. Ele pode falar mais que mil palavras, dar mil conselhos e evitar uma situação constrangedora.
Temos o hábito de falar demais e nos esquecemos que não há retorno para o que foi dito.
Muitas vezes quando não falamos acabamos dizendo muito.
Quando há atrito entre duas ou mais pessoas e elas não conseguem encontrar uma saída, acabam por dizer coisas que, de maneira refletida, não diriam.
Uma discussão é como uma fogueira e as palavras são como o vento que aviva a brasa; quanto mais se fala, mais a brasa arde; quanto mais as pessoas dizem nessa situação, menos refletem e acabam por alterar a voz, de maneira que no fim das contas o que se ouve são gritos.
Quantas e quantas pessoas não estragam uma relação só porque não souberam a hora certa de falar e a de calar!
(...)
Pensar duas vezes antes de falar, sim.
Mesmo três ou dez se necessário.
Ficar em silêncio quando a melhor resposta é o silêncio, é dar ao outro a chance de pensar um pouco sobre a situação.
(...)
Isso faz parte da maturidade.
Pessoas maduras chegam na hora certa e partem na hora certa nos encontros marcados da vida.
Dizem o que deve ser dito e ouvem caladas.
Pensam seriamente no que o outro diz sem ficar obstinadas com as próprias ideias.
Elas se comunicam, dão e recebem.
Crescem em sabedoria e contribuem para que o mundo seja um lugar mais agradável de se estar.
Letícia Thompson. Acesso em https://www.contandohistorias.com.br/html/
contando-historias.html - Adaptado
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Grande Barreira de Corais da Austrália sofre 'branqueamento massivo'
Reconhecida como Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a Grande Barreira de Corais da Austrália está sofrendo um "branqueamento massivo", devido às altas temperaturas do mar - alertou o órgão que administra a reserva marinha.
Uma inspeção aérea mostrou que esse fenômeno tem ocorrido em vários recifes, "confirmando um episódio massivo de branqueamento, o quarto desde 2016", anunciou a Autoridade do Parque Marinho da Grande Barreira de Corais.
Os cientistas afirmam que a mudança climática e o consequente aquecimento dos oceanos estão entre as principais causas do branqueamento dos corais, que acontece quando esses organismos, submetidos ao estresse térmico, expulsam as algas que vivem em seus tecidos e dão a eles suas cores brilhantes.
Os corais podem se recuperar desse branqueamento, embora precisem de tempo e de temperaturas mais moderadas, disse este órgão.
"Os padrões climáticos nas próximas duas semanas continuam sendo críticos para determinar o alcance global e a severidade do branqueamento de coral no Parque Marinho", afirmou.
Lar de cerca de 1.500 espécies de peixes e 4.000 tipos de moluscos, a Grande Barreira de Corais da Austrália é o maior sistema de recifes do mundo, com uma extensão de mais de 2.300 quilômetros ao longo da costa nordeste da Austrália.
Esta notícia surge quatro dias depois do início de uma missão da Unesco para determinar se este ecossistema listado como Patrimônio da Humanidade está sendo suficientemente protegido pelo governo australiano da mudança climática.
Este relatório deve servir ao Comitê do Patrimônio Mundial para decidir, em junho, se deve colocar este ecossistema na lista de lugares "ameaçados".
De acordo com a diretora-executiva do órgão australiano de ação climática Climate Council, Amanda McKenzie, os oceanos do mundo atingiram temperaturas recordes no ano passado. Para ela, a única maneira de enfrentar o problema é combater a mudança climática.
Um aumento médio de +1,5°C acima dos níveis pré-industriais deixaria mais de 99% dos recifes de coral do mundo sem condições de se recuperarem das ondas de calor marinhas cada vez mais frequentes, como advertiu um grupo de pesquisadores, no mês passado, no periódico PLOS Climate.
(Disponível em: https://www.msn.com/pt-br/noticias/meio-ambiente/grande-barreira-de-corais-da-austr%C3%A1lia-sofre-branqueamento-massivo/arAAVu8F6?ocid=winp1taskbar. Adaptado.)
Assinale a opção CORRETA em que o grupo de palavras é acentuado pelas mesmas regras.
Leia o texto abaixo, observando as palavras em destaque.
“O brasileiro médio está bastante preocupado com a mudança do clima e com o meio ambiente, considera que as queimadas na Amazônia prejudicam a imagem e a economia do país e não vê dicotomia entre proteção ambiental e desenvolvimento econômico. É o que revela o relatório “Mudanças climáticas na percepção dos brasileiros”, lançado ontem (9/3) pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS-Rio) – um instituto de pesquisa que funciona como uma associação civil sem fins lucrativos – em parceria com o Programa de Comunicação Climática da Universidade Yale, nos Estados Unidos. A pesquisa foi realizada pelo instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), sucessor do IbopeInteligência. [...]”
RODRIGUES, Meghie. Brasileiros se preocupam com mudança do clima, aponta pesquisa. Pesquisa Fapesp, 10 de março de 2022. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/brasileiros-se-preocupam-com-mudanca-do-clima-aponta-pesquisa/. Acesso em: 11 mar. 2022.
Qual das alternativas a seguir apresenta uma análise correta sobre a acentuação gráfica das palavras citadas?
Texto para o item.


Rafael Garcia. Cães distinguem ações propositais das acidentais nos humanos, mostra estudo.
In: O Globo. Internet: <oglobo.globo.com>
Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
O emprego do acento agudo em “passá-la” (linha 12)
justifica-se por se tratar de forma verbal oxítona
terminada em –a.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que é gaslighting e como reconhecer que você está sendo manipulado
Mais conhecida como uma forma de manipulação emocional em relacionamentos, a prática pode conferir abuso psicológico em diversos âmbitos.
É muito comum, nas relações interpessoais, que haja algum atrito, algum desentendimento ou discordância. Mas, quando este contexto é palco para uma pessoa distorcer as percepções do outro para ganhar poder, ainda mais de maneira sistêmica, estabelece-se uma maneira de abuso psicológico chamada gaslighting. O termo tem origem no filme Gaslight, de 1944, estrelado por Charles Boyer e Ingrid Bergman. Na trama, o marido tenta enlouquecer sua esposa, diminuindo e piscando as luzes (que eram movidas a gás) em sua casa e, então, ele nega quando a mudança das luzes é apontada pela esposa.
É uma forma extremamente eficaz de abuso emocional, que faz com que a vítima questione seus próprios sentimentos, instintos e sanidade. Em um relacionamento tóxico, por exemplo, uma vez que um parceiro abusivo tenha prejudicado a capacidade da vítima de confiar em suas próprias percepções, é mais provável que ela permaneça na relação. As técnicas de gaslighting podem incluir o questionamento da sanidade do outro, assumindo que a pessoa está "louca"; fingir a não compreensão do assunto ou reclamação; menosprezar ou desconsiderar os sentimentos da outra pessoa e, até mesmo, negar a existência da situação. Isso pode ocorrer em relações amorosas, familiares, políticas, de trabalho e em outras instâncias.
Um artigo da American Sociological Review, publicado em 2019, afirma que uma pessoa que usa técnicas de gaslighting também pode usar, intencionalmente, estereótipos negativos de gênero, raça, etnia, sexualidade, nacionalidade ou idade de uma pessoa para manipulá-la. Para superar esse tipo de abuso, é importante começar a reconhecer os sinais e, eventualmente, aprender a confiar em si mesmo novamente. Uma vez possível nomear essa dinâmica, há como trabalhar para mudá-la ou sair dela. De acordo com a autora e psicanalista Robin Stern, em artigo publicado no periódico Psychology Today, alguns dos sinais são: constante questionamento do próprio comportamento; sensação de confusão e loucura no trabalho; desculpar-se constantemente com os familiares, parceiros, chefes; esconder informações de amigos e familiares para não precisar explicar ou dar desculpas, entre outros.
Atos de abuso emocional, como o gaslighting, tendem a ocorrer ao lado de outros tipos de abuso. Em caso de emergência, a mulher ou alguém que esteja presenciando alguma situação de violência, pode pedir ajuda por meio do telefone 190 da Polícia Militar ou ligar para a Central de Atendimento à Mulher, por meio do número 180.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Comportamento/ noticia/2022/03/o-que-e-gaslighting-e-como-reconhecer-que-voce-esta-sendo -manipulado.html. Adaptado.)
Leia o trecho a seguir, observando as palavras em destaque.
“A proliferação do novo coronavírus transformou os processos educativos em escala mundial. As instituições escolares precisaram se adaptar aos contextos criados a partir da situação pandêmica, sendo necessária a criação de diversas estratégias para aproximar as crianças e estudantes de diferentes níveis de ensino das instituições educacionais.”
BANDEIRA et al. Educação Infantil em tempos de pandemia: impactos nas práticas pedagógicas de professores/as do município do Rio Grande/RS. Pedagogia em Ação, v.17, n.3, 2 semestre de 2021. Disponível em: http://periodicos.pucminas.br/index.php/pedagogiacao/article/view/27217. Acesso em: 10 mar. 2022.
Dentre as palavras grifadas, aquelas que recebem o acento gráfico pela mesma regra são:
Assinale a opção CORRETA:
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao
longo do texto estão citados na questão.



(Disponível em: https://climainfo.org.br/2022/11/22 – texto especialmente adaptado para esta prova).
Nesse cenário, assinale a opção que apresente a palavra grafada incorretamente seguindo a nova regra.
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/quase-25-da-populacaomundial-conviveu-com-recorde-de-calor-em-2021-diz-estudo/.
Assinale a opção CORRETA.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Nesta quinta-feira, dia 9, ____14h, a Secretaria da Família (Pró-família) faz a doação de mais de 50 produtos, entre bonecas de panos e naninhas (travesseirinhos), ____ integrantes do Clube de Mãe da Hermann Barthel, na Associação de Moradores da Rua Hermann Barthel, no bairro Velha Central.
O objetivo é de contemplar as crianças em situação de vulnerabilidade social e que residem na região com os produtos doados. De acordo com a Pró-família, o próprio Clube de Mãe do local fará a entrega ____ população, em um evento programado para ser realizado já no sábado, dia 11, ____ 16h.
A confecção das bonecas de pano contou com a participação de idosas assistidas pela Pró-família, incluindo integrantes de Clubes de Mães e voluntárias da comunidade. Além de ajudar quem precisa de atenção, tem como objetivo também de resgatar ____ tradição cultural da confecção de bonecas de pano, que foram feitas totalmente com materiais recicláveis doados por empresas parceiras. [...]
Disponível em: https://www.blumenau.sc.gov.br/secretarias/fundacao-pro-familia/
pro-familia/secretaria-da-famailia-faz-doaacaao-de-bonecas-de-pano-ao-clubede-maae-da-hermann-barthel17 Acesso em: 07/dez/2021. [adaptado]
I. "Próprio", "família", "voluntárias" e "recicláveis" são paroxítonas acentuadas por terminarem em ditongo, seguido ou não de S.
II. "Além" e "também" são exemplos de oxítonas acentuadas por terminarem em EM.
III. "Já" e "fará" são exemplos de monossílabos tônicos acentuados por terminarem em A.
Estão CORRETAS:
Livrando a cara dos morcegos
Pode-se dizer que esta coluna é um desagravo aos morcegos da China e do mundo. A incansável fábrica de bobagens da internet já transformou, a esta altura do campeonato, a famigerada “sopa de morcegos” chinesa na fonte supostamente incontestável do novo coronavírus que tanto nos assombra, e os mamíferos voadores, de fato, são um reservatório importante de entidades virais que às vezes atingem a nossa espécie. Mas uma nova pesquisa indica que não existe nada de essencialmente perigoso nos vírus que esses bichos carregam.
Aliás, as evidências reunidas pelo trabalho, que acaba de sair na revista científica PNAS, sugerem que nenhum grupo de animais pode ser considerado, por si só, um grande vilão das chamadas zoonoses, infecções que surgem em bichos e podem se espalhar para os seres humanos.
O quadro revelado pelo estudo de Nardus Mollentze e Daniel Streicker, pesquisadores da Universidade de Glasgow (Reino Unido), é complexo e cheio de nuances, mas uma de suas principais conclusões é de que existe uma correlação mais ou menos direta entre a diversidade de espécies de um grupo e a diversidade de vírus zoonóticos (ou seja, que podem saltar dos bichos para o Homo sapiens).
Se isso for verdade, o que acontece é que os morcegos parecem ser reservatórios de vírus perigosos simplesmente porque são muito diversificados.
De fato, uma em cada cinco espécies de mamíferos planeta afora pertence à chamada ordem dos quirópteros (em grego, algo como “asas nas mãos”). Além da diversidade, porém, muita gente também postulava outras características intrínsecas dos morcegos como forma de explicar sua aparente periculosidade viral.
Por serem voadores, eles conseguiriam espalhar os vírus que carregam por áreas mais amplas do que outros animais. Diversas espécies, principalmente as da Ásia e da África tropicais, vivem em bandos tão numerosos e aglomerados que a troca de patógenos entre os animais seria bem mais intensa do que o visto entre os demais mamíferos, potencializando a evolução viral.
Por fim, falava-se até em possíveis peculiaridades do sistema imunológico (de defesa contra doenças) dos quirópteros, que poderiam torná-los mais permeáveis a abrigar vírus.
No novo estudo, os pesquisadores de Glasgow solaparam esse edifício de hipóteses ao fazer um mapeamento de mais de 400 vírus zoonóticos e das diferentes ordens (grupos amplos, como os quirópteros) de mamíferos e aves que os abrigam – no caso, oito ordens de mamíferos e três de aves.
Primeiro, os morcegos nem aparecem no topo da lista – juntos, os “líderes” são os cetartiodáctilos (grupo ao qual pertencem os porcos e os bois) e os roedores, os quais, somados, respondem por 50% dos vírus que saltam de animais para humanos.
Mais importante ainda, a correlação entre número de espécies de cada ordem e número de vírus que causam zoonoses está clara em praticamente todos os casos.
Outro ponto crucial: mesmo as ordens mais diversificadas possuem seus vírus “parceiros”, que não são os mesmos em outros animais. Os roedores, por exemplo, carregam muitos hantavírus e arenavírus –os quais, aliás, volta e meia causam mortes no Brasil.
Resumo da ópera? O preço da biossegurança é a eterna vigilância. É essencial continuarmos a estudar a biodiversidade de animais e vírus se quisermos estar preparados para a próxima pandemia. Desmatar menos também não seria má ideia.
Reinaldo José Lopes
(Folha de São Paulo, 19/04/2020)
Trabalhador da aviação critica corte de comissários em voo para contornar crise da Ômicron.
(Disponível em: Trabalhador da aviação critica corte de comissários
em voo para contornar crise da Ômicron (msn.com)
Assinale a opção CORRETA:
Disponível em: https://xdocs.com.br/. Adaptado.
Assinale a opção CORRETA: