Questões de Concurso
Sobre teoria literária em literatura
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Texto adaptado. Disponível em: https://istoe.com.br/oceanos-sao-chave-na-luta-contra-oaquecimento/ (20/09/19)
( ) Nos textos literários, os seres, coisas e fatos só existem depois de o texto ser escrito. Empregando a língua, o escritor recria um mundo que já existe, mas somente sob sua ótica. Esse mundo deve ser real, ter uma correspondência exata com a realidade, sob pena de o leitor não compactuar com suas ideias. ( ) No movimento literário denominado Romantismo, o escritor Euclides da Cunha, denominado o narrador da guerra do fim do mundo, foi pioneiro na escrita que aproximava a literatura e a história. ( ) Jorge Amado, Graciliano Ramos e José Lins do Rego são representantes do Romance de 30, que buscavam trazer as narrativas para a ‘cor local’.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


Texto adaptado. Disponível em: https://istoe.com.br/oceanos-sao-chave-na-luta-contra-oaquecimento/ (20/09/19)
( ) Nos textos literários, os seres, coisas e fatos só existem depois de o texto ser escrito. Empregando a língua, o escritor recria um mundo que já existe, mas somente sob sua ótica. Esse mundo deve ser real, ter uma correspondência exata com a realidade, sob pena de o leitor não compactuar com suas ideias. ( ) No movimento literário denominado Romantismo, o escritor Euclides da Cunha, denominado o narrador da guerra do fim do mundo, foi pioneiro na escrita que aproximava a literatura e a história. ( ) Jorge Amado, Graciliano Ramos e José Lins do Rego são representantes do Romance de 30, que buscavam trazer as narrativas para a ‘cor local’.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Guyard (2011), no capítulo “Objeto e método da Literatura Comparada”, fala das diferentes vias em que se engajam os estudos de Literatura Comparada.
A partir das reflexões esboçadas nesse capítulo, analise as afirmativas a seguir.
I. A literatura comparada é a história das relações literárias internacionais, por isso o comparatista se encontra nas fronteiras, linguísticas ou nacionais, e acompanha as mudanças de temas, de ideias, de livros ou de sentimentos entre duas ou mais literaturas.
II. Faz parte do escopo dos comparatistas inquirir acerca do destino dos gêneros, levantando questões como: Por que não se compõem mais tragédias de cinco atos em versos? Por que, no início do século XIX, em todos os países da Europa se escreviam romances históricos? Por que em todo o Ocidente os poetas da Renascença celebram em sonetos seus amores?
III. Os métodos comparatistas deverão se adaptar a pesquisas também variadas. Todos, entretanto, pressupõem preencher as mesmas condições necessárias: conhecimento aprofundado da obra e do homem, dos quais se especula o destino, bem como do meio receptor; estudo meticuloso dos livros, dos jornais, das revistas; atenção constante à cronologia; na exposição das conclusões, prudente distinção entre influência e sucesso e entre os diferentes tipos de influência.
Estão corretas as afirmativas
Leia o texto a seguir para responder à questão subsequente:
Literatura segunda os formalistas russos
Eles não queriam definir a “literatura”, mas a “literaturidade” – os usos especiais da linguagem. Os formalistas achavam que a essência do literário era o “tornar estranho”. O contexto pode mostrar que um determinado texto é literário, mas nem sempre a linguagem em si tem propriedade ou qualidade que a distinga de outros tipos de discurso. Poderíamos dizer que a literatura é um discurso “não pragmático”; ela não tem nenhuma prática imediata. A literatura seria, então, uma espécie de linguagem autorreferencial, uma linguagem que fala de si mesma.
(Adaptado de: Teoria da Literatura. Vitor Manuel de Aguiar e Silva).
I - No século XVII, literatura como instrução, saber relativo à arte de escrever e ler; II - No início do século XVIII, a palavra poesia, a expressão belas letras, ainda não existindo grandes obras em prosa = eloquência; III - No final do século XVIII, literatura = conjunto de obras literárias de um país: literatura inglesa; literatura espanhola.
Indique a alternativa CORRETA quanto ao contexto apresentado.
Tendo como referência inicial o texto precedente, publicado pela primeira vez em 1985, julgue o item a seguir.
A análise de textos literários deve concentrar-se no contexto de
publicação da obra, sem influência das circunstâncias
históricas relativas ao momento em que se realiza a leitura.
De fato, antes procurava‐se mostrar que o valor e o significado de uma obra dependiam de ela exprimir ou não certo aspecto da realidade, e que este aspecto constituía o que ela tinha de essencial. Depois, chegou‐se à posição oposta, procurando‐se mostrar que a matéria de uma obra é secundária, e que a sua importância deriva das operações formais postas em jogo, conferindo‐lhe uma peculiaridade que a torna de fato independente de quaisquer condicionamentos, sobretudo social, considerado inoperante como elemento de compreensão. Hoje sabemos que a integridade da obra não permite adotar nenhuma dessas visões dissociadas; e que só a podemos entender fundindo texto e contexto numa interpretação dialeticamente íntegra, em que tanto o velho ponto de vista que explicava pelos fatores externos, quanto o outro, norteado pela convicção de que a estrutura é virtualmente independente, se combinam como momentos necessários do processo interpretativo. Sabemos, ainda, que o externo (no caso, o social) importa, não como causa, nem como significado, mas como elemento que desempenha um certo papel na constituição da estrutura, tornando‐se, portanto, interno.
Antonio Candido. Crítica e sociologia. In: Literatura e sociedade.
Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2010, p. 13 e 14.
A respeito das duas correntes teóricas de interpretação da obra literária apresentadas no texto acima, assinale a alternativa correta.
por Daniela Diana
Cora Coralina foi uma poetisa e contista brasileira contemporânea. Escritora das coisas simples, ela é considerada uma das mais importantes do país.
Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas nasceu na Cidade de Goiás, dia 20 de agosto de 1889.
Era filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto e de Jacyntha Luiza do Couto Brandão. Com apenas um mês de vida seu pai veio a falecer.
Fez o primário na Escola da Mestre Silvina. Em 1900, mudou-se com sua família para a cidade de Mossâmedes. Foi na adolescência que Ana começou a escrever e a participar de ciclos literários.
No entanto, sua primeira obra “Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais” foi publicada quando ela tinha 76 anos. Durante a maior parte de sua vida foi doceira.
Com dezenove anos, criou o jornal de poemas femininos “A Rosa”, ao lado de suas amigas: Leodegária de Jesus, Rosa Godinho e Alice Santana. A partir daí, começa a escrever contos e crônicas com o pseudônimo Cora Coralina.
No mesmo ano, 1907, ela assume a vice-presidência do gabinete literário goiano. Em 1910, Cora publicou o conto “Tragédia na Roça”.
Nesse mesmo ano, conheceu o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas e passam a viver no Estado de São Paulo. Casaram-se em 1925 e com ele teve seis filhos, sendo que dois deles morreram. Em 1932, Cora participa da Revolução Constitucionalista em São Paulo.
Em 1934, falece seu marido no interior de São Paulo, na cidade de Palmital. Na capital paulista conhece o editor José Olympio e passa a vender livros.
Em 1936, Coralina passa a viver no interior, na cidade de Penápolis. Mais tarde, mudou-se para Andradina, também no interior, e ali abre uma loja de tecidos.
Em Andradina, Cora começa a escrever para o jornal da cidade e ainda, se candidata a vereadora em 1951. Cinco anos depois, decide voltar a sua cidade natal.
Em 1970, ela toma posse da cadeira número 5 da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás. E, em 1981 recebe o Troféu Jaburu através do Conselho Estadual de Cultura de Goiás.
No ano seguinte, recebe o Prêmio de Poesia em São Paulo. Pela Universidade de Goiás, Cora Coralina foi agraciada com o título de Doutora Honoris Causa.
Em 1984 recebe o Troféu Juca Pato, sendo a primeira escritora do país a recebê-lo. Nesse mesmo ano, ingressa na Academia Goiana de Letras, ocupando a cadeira número 38.
Faleceu em Goiânia, em 10 de abril de 1985, com 95 anos, vítima de pneumonia.
Você Sabia?
Após sua morte, a casa onde viveu os últimos anos de vida foi transformada no Museu Cora Coralina. Em 2001, a moradia na cidade de Goiás foi reconhecida pela Unesco como Patrimônio Histórico da Humanidade.
Disponível em https://www.todamateria.com.br/cora-coralina/ Acessado em 16/11/2018 Texto adaptado
O nome verdadeiro de Cora Coralina era
O texto a seguir é um trecho de uma entrevista concedida por Janet M. Paterson à revista Aletria.
Aletria — Vários críticos, tais como Lacan, Derrida, Levinas, Deleuze, Lévi-Strauss, Bhabha e Spivak, têm discutido a questão da alteridade e as implicações das teorizações baseadas nas percepções do outro. Quais são as bases teóricas de sua pesquisa sobre figurações da alteridade?
Janet M. Paterson — O trabalho do sociossemioticista francês Eric Landowski forneceu o arcabouço conceitual de meu livro. Em Présences de l’Autre: essais de socio-sémiotique, Landowski estuda casos reais de alteridade em Paris, tais como os moradores de rua ou os artistas da região do Centre Pompidou. Isso lhe permitiu elaborar uma metodologia extremamente requintada e precisa que me pareceu muito útil. Mencionarei alguns de seus principais conceitos: a distinção entre diferença e alteridade (distinção que permite a Landowski conceituar alteridade); a necessidade de um grupo de referência (um grupo social dominante) para a existência de qualquer forma de alteridade; e a complexidade dos vários tipos de relações estabelecidas com o outro. Acima de tudo, eu era continuamente lembrada de que na literatura, assim como na sociedade, a alteridade é sempre uma construção.
Na teoria literária, a emergência da noção de alteridade vincula-se
teoricamente de modo mais expressivo aos textos produzidos no
O séc. XX instaura um corte na episteme do século que o antecede ao modificar radicalmente o rumo dos estudos literários. Em vez da concepção de literatura como epifenômeno social ou como ramo de uma ciência hegemônica da qual todas as outras disciplinas derivassem, ou, ainda, como projeção narcísica do sujeito fruidor, dá-se ênfase agora à produção do discurso e às diferenciações discursivas e, em consequência, às indagações acerca da especificidade da literatura e da relação que esta mantém com a “realidade”, em contraposição a outras modalidades de discurso. Nesse contexto, surgem duas linhas de abordagem do literário, conforme a orientação teórica que as caracteriza predominantemente: as abordagens de cunho prevalentemente linguístico e as de cunho prevalentemente cultural, como as distingue Luiz Costa Lima, sem, contudo, deixar de assinalar os traços comuns que as correlacionam.
Sônia Lúcia Ramalho de Farias Graphos v 10,
n º 2 João Pessoa, dez /2008 (com adaptações)
A abordagem literária de cunho prevalentemente cultural
mencionada no texto inclui
É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Este poeta do classicismo português possui obras que o coloca a altura dos grandes poetas do mundo. Seu poema épico Os Lusíadas divide-se em dez cantos repartidos em oitavas. Esta epopeia tem como tema os feitos dos portugueses: suas guerras e navegações. Dono de um estilo de vida boêmio, este escritor lusitano foi frequentador da Corte, viajou para o Oriente, esteve preso, passou por um naufrágio, foi também processado e terminou em miséria. Seus últimos anos de vida foram na mais completa pobreza. A bagagem literária deixada por ele é de inestimável valor literário. Ele escreveu poesias líricas e épicas, peças teatrais, sonetos que em sua maior parte são verdadeiras.
Assinale a alternativa CORRETA, quanto ao autor citado:
Coluna 1 Obras 1. Contos Gauchescos 2. O Continente 3. Memórias quase póstumas de Machado de Assis
Coluna 2 Descrição ( ) Blau Nunes conta as histórias que viveu ou ouviu ao longo de sua experiência nos pampas. É um vaqueiro, pertence às classes não favorecidas e usa a linguagem típica do povo gaudério. ( ) O primeiro capítulo, intitulado “Saldo de duas vidas”, apresenta claramente a intertextualidade com um clássico da literatura brasileira, na qual o narrador relata seu óbito. Vê-se nesse capítulo uma clara intertextualidade com a obra original. ( ) Com este personagem, que por vezes é narrador também, adentramos no folclore pampeano sem sairmos de nossos lugares, desvendamos os mistérios dos tesouros, dos encantamentos e conhecemos lugares jamais imaginados como a furna que existe em um dos cerros do Jarau. ( ) As páginas do romance são aulas de escrita, com exemplos de construção de personagem, com o entrelaçamento de monólogos interiores junto com ação e diálogos de uma maneira orgânica. Em seu volume 1, descreve os primeiros personagens do que viria a ser formada futuramente a árvore genealógica de umafamília muito importante na trama da história. ( ) A fotocronologia surge como um modo inovador para trabalhar o ensino de Literatura em sala de aula, na medida em que se trata do relato da vida de alguém, recorrendo às fotografias e eventos presentes em suas memórias.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Convocando saber, experiência, imaginação, memória, razão, sensibilidade e tudo o mais que lhe confere a romântica aura de gênio e de “maldito” (pela vida desgraçada que levou e o quanto sofreu na carne o drama da condição humana), o poeta penetra num labirinto, descortinado pela sondagem do “eu”, marcada por estágios de angústia crescente, à medida que progride a vida interior. De onde o tom permanente de dor cósmica, no sentido em que é mais do que sofrimento individual do poeta, é o universal ecoando nele e nele encontrando meio de expressão. O fruto desta incursão nos caminhos da alma consiste numa confissão ou autobiografia moral, marcada pela “ânsia de infinito”. À medida que avança na jornada interior, vai desintegrando o próprio “eu” com a finalidade de erguer o retrato do “Eu”, ou do “Nós”, composto pela soma de todos os “eus” alheios que lhe ficaram impressos na inteligência e na sensibilidade. O núcleo de sua poesia reflexiva pode ser sintetizada como: a vida não tem razão de ser, e descobri-lo e pensá-lo de forma incessante é inútil e perigoso, pois apenas acentua o quanto irremediavelmente miserável é a condição humana.
MASSAUD. Moisés. A Literatura Portuguesa. 37. ed. São Paulo: Cultrix, 2013- texto adaptado
O texto acima se refere a qual poeta da Literatura Portuguesa? Assinale a alternativa CORRETA.