Questões de Concurso Comentadas sobre teoria literária em literatura

Foram encontradas 513 questões

Q2488241 Literatura
As obras Felicidade clandestina, Perto do coração selvagem, Laços de família e Água viva, têm como representante:  
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Q2452530 Literatura

Leia o Poema:


“A voz de minha filha

recolhe em si

a fala e o ato.

O ontem – o hoje – o agora.

Na voz de minha filha

se fará ouvir a ressonância

O eco da vida-liberdade.”




Os versos citados são da escritora brasileira:

Alternativas
Q2452529 Literatura
Sobre Carolina Maria de Jesus, julgue as assertivas a seguir:

( )Nasceu em Minas Gerais, negra e catadora de papelão.

( )Apesar de semianalfabeta, tornou-se escritora e ficou nacionalmente conhecida.

( )No seu livro Quarto de despejo: diário de uma favelada, relatou o seu dia a dia na favela do Canindé, na cidade de São Paulo.

( )Gravou um disco com composições próprias.


A sequência CORRETA é:
Alternativas
Q2381007 Literatura
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a diferença entre "gênero literário" e "gênero jornalístico".
Alternativas
Q2381006 Literatura
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a distinção entre "metaficção" e "simulação", no âmbito da produção do texto literário, considerando o que caracterizaria de maneira sucinta cada uma delas. 
Alternativas
Q2381004 Literatura
Assinale a alternativa que melhor descreve a técnica literária conhecida como "fluxo de consciência".
Alternativas
Q2373058 Literatura
“Uma das características mais marcantes do texto literário é a sua função _______________ por oposição à função _______________ do texto não-literário.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior. 
Alternativas
Q2364046 Literatura
Além de escrever crônicas para os jornais, Machado de Assis redigiu romances, contos, poesias e crítica literária. Considerando a obra e o estilo próprio desse autor, assinale a opção correta. 
Alternativas
Q2359479 Literatura

Nos trechos abaixo, observe o conteúdo e a forma das três estrofes; 


I

“Os teus olhos espalham luz divina,

A quem a luz do Sol em vão se atreve:

Papoula, ou rosa delicada, e fina,

Te cobre as faces, que são cor de neve.

Os teus cabelos são uns fios d’ouro;

Teu lindo corpo bálsamos vapora.

Ah! Não, não fez o Céu, gentil Pastora,

Para glória de Amor igual tesouro.

Graças, Marília bela,

Graças à minha Estrela!”



II

Quando Ismália enlouqueceu,

Pôs-se na torre a sonhar…

Viu uma lua no céu,

Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,

Banhou-se toda em luar…

Queria subir ao céu,

Queria descer ao mar…



III

- Como se ama o silêncio, a luz, o aroma,

O orvalho numa flor, nos céus a estrela,

No largo mar a sombra de uma vela,

Que lá na extrema do horizonte assoma;

Como se ama o clarão da branca lua,

Da noite na mudez os sons da flauta,

As canções saudosíssimas do nauta,

Quando em mole vaivém a nau flutua.



Analisando-se os trechos, marque a alternativa correta quanto ao estilo literário. 

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Q4226783 Literatura
Recorrendo ao quadro de aspectos tipológicos de Dolz, Noverraz & Schneuwly (em Dolz & Schneuwly, 2004), docentes de uma escola organizaram uma sequência de aulas priorizando os domínios sociais de comunicação da cultura literária ficcional e da transmissão e construção de saberes. Dessa forma, os gêneros que podem ser atendidos para esses domínios são, correta e respectivamente:
Alternativas
Q4183833 Literatura

Na leiteria a tarde se reparte

em iogurtes, coalhadas, copos de leite

e no meu espelho meu rosto. São

quatro horas da tarde, em maio


Tenho 33 anos e uma gastrite. Amo a vida

 que é cheia de crianças, de flores

e mulheres, a vida 


esse direito de estar no mundo,

ter dois pés e mãos, uma cara

e a fome de tudo, a esperança.


GULLAR, Ferreira. Toda poesia. Rio de Janeiro: José . Rio de Janeiro: José Olympio, 1987. p. 341. (Fragmento). 


Analisando a estrutura do poema de Ferreira Gullar, é correto Analisando a estrutura do poema de Ferreira Gullar, é correto afirmar que o poeta

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Q4177968 Literatura

    Não grito: habituei-me a falar baixinho na presença dos chefes. [...] então eu não era nada? Não bastavam as humilhações recebidas em público? No relógio oficial, nas ruas, nos cafés, viraram-me as costas. Eu era um cachorro, um ninguém.



    - "É conveniente escrever um artigo, seu Luís". Eu escrevia. E pronto, nem um muito obrigado. Um Julião Tavares me voltava as costas e me ignorava. Nas relações na repartição, no bonde, eu era um trouxa, um infeliz, amarrado...


RAMOS, Graciliano. Angústia. 59.ed. São Paulo: Record, 2004. p. 236.



Analise as afirmativas que seguem, considerando alguns dos elementos da construção narrativa.


I. No texto, a postura do personagem-tipo é de um ressentimento individual, que, embora explicite as relações de poder entre os dominantes e seus subalternos, não reivindica uma mudança das relações de exploração em geral.


II. O personagem-tipo pertence à classe dominante que, necessariamente, não tem condições de uma consciência plena como classe.


III. O personagem Luís quer ser apenas prestigiado e, se possível, chegar ao mesmo patamar da classe que o oprime; por isso, reivindica uma mudança das relações de exploração.


IV. No trecho: "Não grito: habituei-me a falar baixinho na presença dos chefes. [...] então eu não era nada?", é possível reconhecer que são palavras ditas pelo personagem Luís, mas não há verbo de dizer, não há travessão nem aspas. Isso está integrado ao discurso indireto do narrador.



verifica-se que está/ão correta/s apenas

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Q4163581 Literatura
Leia o texto a seguir e responda a questão subsequente.

TEXTO

Sem enfeite nenhum – Adaptado (Adélia Prado)

    A mãe era desse jeito: só ia em missa das cinco, por causa de os gatos no escuro serem pardos. Cinema, só uma vez, quando passou os Milagres do padre Antônio em Urucânia. Desde aí, falava sempre, excitada nos olhos, apressada no cacoete dela de enrolar um cacho de cabelo: se eu fosse lá, quem sabe?
    Sofria palpitação e tonteira, lembro dela caindo na beira do tanque, o vulto dobrado em arco, gente afobada em volta, cheiro de alcanfor. Quando comecei a empinar as blusas com o estufadinho dos peitos, o pai chegou pra almoçar, estudando terreno, e anunciou com a voz que fazia nessas ocasiões, meio saliente: companheiro meu tá vendendo um relogim que é uma gracinha, pulseirinha de crom', danado de bom pra do Carmo. Ela foi logo emendando: tristeza, relógio de pulso e vestido de bolér. Nem bolero ela falou direito de tanta antipatia. Foi água na fervura minha e do pai.
    Vivia repetindo que era graça de Deus se a gente fosse tudo pra um convento e várias vezes por dia era isto: meu Jesus, misericórdia! A senhora tá triste, mãe? eu falava. Não, tou só pedindo a Deus pra ter dó de nós.    
     Tinha muito medo da morte repentina e pra se livrar dela, fazia as nove primeiras sextas-feiras, emendadas. De defunto não tinha medo, só de gente viva, conforme dizia. Agora, da perdição eterna, tinha horror, pra ela e pros outros.
    Quando a Ricardina começou a morrer, no Beco atrás da nossa casa, ela me chamou com a voz alterada: vai lá, a Ricardina tá morrendo, coitada, que Deus perdoe ela, corre lá, quem sabe ainda dá tempo de chamar o padre, falava de arranco, querendo chorar, apavorada: que Deus perdoe ela, ficou falando sem coragem de aluir do lugar. 
    [...]
    Era a mulher mais difícil a mãe. Difícil, assim, de ser agradada. Gostava que eu tirasse só dez e primeiro lugar. Pra essas coisas não poupava, era pasta de primeira, caixa com doze lápis e uniforme mandado plissar. Acho mesmo que meia razão ela teve no caso do relógio, luxo bobo, pra quem só tinha um vestido de sair.
    Rodeava a gente estudar e um dia falou abrupto, por causa do esforço de vencer a vergonha: me dá seus lápis de cor. Foi falando e colorindo laranjado, uma rosa geométrica: cê põe muita força no lápis, se eu tivesse seu tempo, ninguém na escola me passava, inteligência não é estudar, por exemplo falar você em vez de cê, é tão mais bonito, é só acostumar. Quando o coração da gente dispara e a gente fala cortado, era desse jeito que tava a voz da mãe.
    Achava estudo a coisa mais fina e inteligente era mesmo, demais até, pensava com a maior rapidez. Gostava de ler de noite, em voz alta, com tia Santa, os livros da Pia Biblioteca, e de um não esqueci, pois ela insistia com gosto no titulo dele, em latim: Máguina pecatrís. Falava era antusiasmo e nunca tive coragem de corrigir, porque toda vez que tava muito alegre, feito naquela hora, desenhando, feito no dia de noite, o pai fazendo serão, ela falou: coitado, até essa hora no serviço pesado.
    Não estava gostando nem um pouquinho do desenho, mas nem que eu falava. Com tanta satisfação ela passava o lápis, que eu fiquei foi aflita, como sempre que uma coisa boa acontecia.
    [...]
   Dia ruim foi quando o pai entestou de dar um par de sapato pra ela. Foi três vezes na loja e ela botando defeito, achando o modelo jeca, a cor regalada, achando aquilo uma desgraça e que o pai tinha era umas bobagens. Foi até ele enfezar e arrebentar com o trem, de tanta raiva e mágoa.
    Mas sapato é sapato, pior foi com o crucifixo. O pai, voltando de cumprir promessa em Congonhas do Campo, trouxe de presente pra ela um crucifixo torneadinho, o cordão de pendurar, com bambolim nas pontas, a maior gracinha. Ela desembrulhou e falou assim: bonito, mas eu preferia mais se fosse uma cruz simples, sem enfeite nenhum.
   Morreu sem fazer trinta e cinco anos, da morte mais agoniada, encomendando com a maior coragem: a oração dos agonizantes, reza aí pra mim, gente.
    Fiquei hipnotizada, olhando a mãe. Já no caixão, tinha a cara severa de quem sente dor forte, igualzinho no dia que o João Antônio nasceu. Entrei no quarto querendo festejar e falei sem graça: a cara da senhora, parece que tá com raiva, mãe. 

    O Senhor te abençoe e te guarde, Volva a ti o Seu Rosto e se compadeça de ti, O Senhor te dê a Paz.

    Esta é a bênção de São Francisco, que foi abrandando o rosto dela, descansando, descansando, até como ficou, quase entusiasmado.

Era raiva não. Era marca de dor.

(Texto publicado em Prosa Reunida, Editora Siciliano: São Paulo, 1999, incluído por Ítalo Moriconi no livro “Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século”, Editora Objetiva, RJ. Fonte: http://contobrasileiro.com.br/sem-enfeitenenhum-conto-de-adelia-prado-2/)
Ainda sobre o conto lido e os elementos da narrativa, está CORRETA a seguinte alternativa:
Alternativas
Q4162610 Literatura
Segundo Zilberman, literatura infantil e escola possuem um elemento em comum: a natureza formativa. Em outras palavras, isso significa que:
Alternativas
Q4112198 Literatura

Soneto do Amor Total



Amo-te tanto, meu amor... não cante

O humano coração com mais verdade...

Amo-te como amigo e como amante

Numa sempre diversa realidade 



Amo-te enfim, de um calmo amor prestante,

E te amo além, presente na saudade.

Amo-te, enfim, com grande liberdade

Dentro da eternidade e a cada instante. 



Amo-te como um bicho, simplesmente,

De um amor sem mistério e sem virtude

Com um desejo maciço e permanente. 



E de te amar assim muito e amiúde,

É que um dia em teu corpo de repente

Hei de morrer de amar mais do que pude.



Vinícius de Moraes. 

Analise as proposições abaixo como (V) verdadeiras ou (F) falsas:

( ) A segunda estrofe do poema se debruça sobre o tempo do amor - que vive no presente e também na expectativa de futuro.

( ) Na terceira estrofe , há uma comparação com a natureza animal, o que relembra o leitor do que há de voraz e irracional no sentimento amoroso.

( ) A terceira estrofe reveza a noção de constância ("um desejo maciço e permanente") com uma percepção de que no amor há descontrole ("como um bicho, simplesmente"). 

( ) No poema, o sujeito poético não deixa de viver o afeto na sua plenitude, extraindo do sentimento toda a beleza que pode.

A sequência correta de cima para baixo é:
Alternativas
Q4111792 Literatura

Os Ombros Suportam o Mundo


Chega um tempo em que não se diz mais: meu

Deus.

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco. 



Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos. 



Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos

edifícios

provam apenas que a vida prossegue

e nem todos se libertaram ainda.

Alguns, achando bárbaro o espetáculo

prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação.



 

Considerando o texto, analise as proposições abaixo:


I- O primeiro verso localiza o poema temporalmente. E na sequência, é explicado que tempo é esse: um tempo sem deus e sem amor. 


II- O tempo que se mostra ao poeta é um tempo de trabalho, de olhos que não chegam a chorar diante de todas as dores do mundo, porque estão cansados de lamentar.


III- No segundo verso, a imagem prevalecente é a da solidão. Entretanto, não há desespero, e sim um desinteresse, inclusive pelos amigos e vida social.


É ou são verdadeira (s):

Alternativas
Q3733631 Literatura
Assinale a alternativa que se refere à descrição abaixo:
Em uma obra literária, refere-se a uma curta citação que introduz o que será lido em seguida. Quando presente, encontra-se na página ímpar posterior à página da dedicatória ou no início das seções ou capítulos da obra.
Alternativas
Q3720093 Literatura

Leia o texto abaixo e, em seguida, responda à questão sobre ele.


O PRIMEIRO BEIJO


Clarice Lispector


    Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.

    - Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:

    - Sim, já beijei antes uma mulher.

    - Quem era ela? perguntou com dor.

    Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.

    O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir - era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.

    E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! Como deixava a garganta seca.

    E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engolia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.

    A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.

    E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes, mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, talvez horas, enquanto sua sede era de anos.

    Não sabia como e por que, mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.

    O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava... o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede, mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.

    De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos.

    Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.

    E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.

    Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia-se intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida... Olhou a estátua nua.

    Ele a havia beijado.

    Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.

    Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil.

    Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele... Ele se tornara homem.



(In "Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998 Disponível em: https://midiasstoragesec.blob.core.windows.net/001/2017/02/o_primeiro_beij o_clarice_lispector_2.pdf /Acesso em 18.09.2023)

Clarice Lispector é uma das principais representantes do Movimento Modernista brasileiro. Sobre o Modernismo e a obra de Lispector é incorreto afirmar que:
Alternativas
Q3677044 Literatura
Em relação às concepções de literatura e suas diversas formas, analisar os itens abaixo:
I. A literatura como instituição nacional e como patrimônio cultural.
II. A literatura como sistema de obras, autores e público.
III. A literatura como disciplina escolar que se confunde com a história literária.
IV. Qualquer texto, mesmo que não consagrado, com intenção literária, visível em um trabalho de linguagem e de imaginação.
Estão CORRETOS:
Alternativas
Q3671669 Literatura
O Soneto é um poema de forma fixa, formado por: 
Alternativas
Respostas
341: A
342: C
343: E
344: C
345: A
346: B
347: B
348: C
349: E
350: E
351: E
352: A
353: E
354: A
355: A
356: E
357: E
358: D
359: D
360: A