Questões de Concurso Sobre realismo em literatura

Foram encontradas 168 questões

Q1853025 Literatura

Teoria do medalhão

(diálogo)


    — Saiu o último conviva do nosso modesto jantar. Com que, meu peralta, chegaste aos teus vinte e um anos. Há vinte e um anos, no dia 5 de agosto de 1854, vinhas tu à luz, um pirralho de nada, e estás homem, longos bigodes, alguns namoros...

     — Papai...

     — Não te ponhas com denguices, e falemos como dois amigos sérios. Fecha aquela porta; vou dizer-te coisas importantes. Senta-te e conversemos. Vinte e um anos, algumas apólices, um diploma, podes entrar no parlamento, na magistratura, na imprensa, na lavoura, na indústria, no comércio, nas letras ou nas artes. Há infinitas carreiras diante de ti. Vinte e um anos, meu rapaz, formam apenas a primeira sílaba do nosso destino. (...) Mas qualquer que seja a profissão da tua escolha, o meu desejo é que te faças grande e ilustre, ou pelo menos notável, que te levantes acima da obscuridade comum. (...)

     — Sim, senhor.

     — Entretanto, assim como é de boa economia guardar um pão para a velhice, assim também é de boa prática social acautelar um ofício para a hipótese de que os outros falhem, ou não indenizem suficientemente o esforço da nossa ambição. É isto o que te aconselho hoje, dia da tua maioridade.

     — Creia que lhe agradeço; mas que ofício, não me dirá?

     — Nenhum me parece mais útil e cabido que o de medalhão. Ser medalhão foi o sonho da minha mocidade; faltaram-me, porém, as instruções de um pai, e acabo como vês, sem outra consolação e relevo moral, além das esperanças que deposito em ti. Ouve-me bem, meu querido filho, ouve-me e entende. (...)

     — Entendo.

     — Venhamos ao principal. Uma vez entrado na carreira, deves pôr todo o cuidado nas ideias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente (...).

     — Mas quem lhe diz que eu...

    — Tu, meu filho, se me não engano, pareces dotado da perfeita inópia mental, conveniente ao uso deste nobre ofício. Não me refiro tanto à fidelidade com que repetes numa sala as opiniões ouvidas numa esquina, e vice-versa, porque esse fato, posto indique certa carência de ideias, ainda assim pode não passar de uma traição da memória. Não; refiro-me ao gesto correto e perfilado com que usas expender francamente as tuas simpatias ou antipatias acerca do corte de um colete, das dimensões de um chapéu, do ranger ou calar das botas novas. Eis aí um sintoma eloquente, eis aí uma esperança. No entanto, podendo acontecer que, com a idade, venhas a ser afligido de algumas ideias próprias, urge aparelhar fortemente o espírito. As ideias são de sua natureza espontâneas e súbitas; por mais que as soframos, elas irrompem e precipitam-se. Daí a certeza com que o vulgo, cujo faro é extremamente delicado, distingue o medalhão completo do medalhão incompleto.


Machado de Assis. Teoria do medalhão. In: 50 contos escolhidos de Machado de Assis. Seleção, introdução e notas de John Gledson. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 82-83 (com adaptações).  

Considerando o texto Teoria do medalhão e o conjunto da obra de Machado de Assis, julgue o item a seguir, quanto à relação entre a ironia machadiana e o veio satírico presente em obras de diferentes contextos e épocas da literatura brasileira.


Em Teoria do medalhão, o conselho do pai para que o filho não tenha ideias — “não pense em nada além de coletes, chapéus e botas novas” — sintetiza a visão irônica que perpassa a produção satírica brasileira e encontra em Machado de Assis a forma mais bem-acabada de crítica à vida social da elite brasileira. 

Alternativas
Q1853024 Literatura

Teoria do medalhão

(diálogo)


    — Saiu o último conviva do nosso modesto jantar. Com que, meu peralta, chegaste aos teus vinte e um anos. Há vinte e um anos, no dia 5 de agosto de 1854, vinhas tu à luz, um pirralho de nada, e estás homem, longos bigodes, alguns namoros...

     — Papai...

     — Não te ponhas com denguices, e falemos como dois amigos sérios. Fecha aquela porta; vou dizer-te coisas importantes. Senta-te e conversemos. Vinte e um anos, algumas apólices, um diploma, podes entrar no parlamento, na magistratura, na imprensa, na lavoura, na indústria, no comércio, nas letras ou nas artes. Há infinitas carreiras diante de ti. Vinte e um anos, meu rapaz, formam apenas a primeira sílaba do nosso destino. (...) Mas qualquer que seja a profissão da tua escolha, o meu desejo é que te faças grande e ilustre, ou pelo menos notável, que te levantes acima da obscuridade comum. (...)

     — Sim, senhor.

     — Entretanto, assim como é de boa economia guardar um pão para a velhice, assim também é de boa prática social acautelar um ofício para a hipótese de que os outros falhem, ou não indenizem suficientemente o esforço da nossa ambição. É isto o que te aconselho hoje, dia da tua maioridade.

     — Creia que lhe agradeço; mas que ofício, não me dirá?

     — Nenhum me parece mais útil e cabido que o de medalhão. Ser medalhão foi o sonho da minha mocidade; faltaram-me, porém, as instruções de um pai, e acabo como vês, sem outra consolação e relevo moral, além das esperanças que deposito em ti. Ouve-me bem, meu querido filho, ouve-me e entende. (...)

     — Entendo.

     — Venhamos ao principal. Uma vez entrado na carreira, deves pôr todo o cuidado nas ideias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente (...).

     — Mas quem lhe diz que eu...

    — Tu, meu filho, se me não engano, pareces dotado da perfeita inópia mental, conveniente ao uso deste nobre ofício. Não me refiro tanto à fidelidade com que repetes numa sala as opiniões ouvidas numa esquina, e vice-versa, porque esse fato, posto indique certa carência de ideias, ainda assim pode não passar de uma traição da memória. Não; refiro-me ao gesto correto e perfilado com que usas expender francamente as tuas simpatias ou antipatias acerca do corte de um colete, das dimensões de um chapéu, do ranger ou calar das botas novas. Eis aí um sintoma eloquente, eis aí uma esperança. No entanto, podendo acontecer que, com a idade, venhas a ser afligido de algumas ideias próprias, urge aparelhar fortemente o espírito. As ideias são de sua natureza espontâneas e súbitas; por mais que as soframos, elas irrompem e precipitam-se. Daí a certeza com que o vulgo, cujo faro é extremamente delicado, distingue o medalhão completo do medalhão incompleto.


Machado de Assis. Teoria do medalhão. In: 50 contos escolhidos de Machado de Assis. Seleção, introdução e notas de John Gledson. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 82-83 (com adaptações).  

Considerando o texto Teoria do medalhão e o conjunto da obra de Machado de Assis, julgue o item a seguir, quanto à relação entre a ironia machadiana e o veio satírico presente em obras de diferentes contextos e épocas da literatura brasileira.


Comparando-se a ironia com que Machado de Assis apresenta os representantes da elite local à sátira feita pelos árcades aos representantes da coroa portuguesa, conclui-se que, nos dois casos, os autores estão em oposição à ordem social estabelecida. 

Alternativas
Q1852352 Literatura
“Sem dúvida, a conversão de união estável em casamento lidera os atendimentos. Somente no mês de julho, até o dia 13, foram regularizadas a situação civil de 74 casais. Em junho, o número de atendimentos para esse tipo de serviço chegou a 356. Em maio foram 421 e em abril foram contabilizadas 369 conversões em casamento. O segundo serviço mais procurado é o divórcio. Os dados mostram que depois do número de casais que buscam a Justiça itinerante para formar uma família, a separação também atinge a população.”
(Disponível em: https://www.tjms.jus.br/noticia/59697. Acesso em: 19/07/2021.)
Ainda que a literatura não seja uma cópia fiel da realidade, é possível notar presença de verossimilhança em textos literários. Pode-se afirmar que a sociedade e suas relações humanas conturbadas – situação exemplificada no fragmento anterior – foram retratadas com grande ênfase e aproximação da realidade sem o “jogo de aparências”, tendo em vista as características do Realismo, em:
Alternativas
Q1813397 Literatura
“A vinda da família Real portuguesa ao Brasil, além de ter preparado o caminho para a independência, movimentou a vida na colônia e trouxe progresso.” O comentário anterior diz respeito ao contexto histórico ao qual relaciona-se qual período da literatura?
Alternativas
Q1791729 Literatura

Leia o texto e responda à questão.


SONETO


Pálida à luz da lâmpada sombria,

Sobre o leito de flores reclinada,

Como a lua por noite embalsamada,

Entre as nuvens do amor ela dormia!


Era a virgem do mar, na escuma fria

Pela maré das águas embalada!

Era um anjo entre nuvens d'alvorada

Que em sonhos se banhava e se esquecia!


Era a mais bela! Seio palpitando...

Negros olhos as pálpebras abrindo...

Formas nuas no leito resvalando...


Não te rias de mim, meu anjo lindo!

Por ti - as noites eu velei chorando,

Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo! 


AZEVEDO, Álvares de. 1853. Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/11434/soneto-palida-a-luz-da-lampada-sombria..


O texto é um poema do tipo soneto. Quanto aos sonetos na literatura brasileira, assinale a alternativa que melhor descreve os usos desse tipo de poema.
Alternativas
Q1776098 Literatura

Leia o trecho a seguir do romance Esaú e Jacó, de Machado de Assis, escritor do realismo brasileiro.


“Natividade e Perpétua conheciam outras partes, além de Botafogo, mas o Morro do Castelo, por mais que ouvissem falar dele e da cabocla que lá reinava em 1871, era-lhes tão estranho e remoto como o clube. O íngreme, o desigual, o mal calçado da ladeira mortificavam os pés às duas pobres donas. Não obstante, continuavam a subir, como se fosse penitência, devagarinho, cara no chão, véu para baixo. A manhã trazia certo movimento; mulheres, homens, crianças que desciam ou subiam, lavadeiras e soldados, algum empregado, algum lojista, algum padre, todos olhavam espantados para elas, que aliás vestiam com grande simplicidade; mas há um donaire que se não perde, e não era vulgar naquelas alturas. A mesma lentidão do andar, comparada à rapidez das outras pessoas, fazia desconfiar que era a primeira vez que ali iam. Uma crioula perguntou a um sargento: ‘Você quer ver que elas vão à cabocla?’ E ambos pararam a distância, tomados daquele invencível desejo de conhecer a vida alheia, que é muita vez toda a necessidade humana” (ASSIS, Machado, 1904, p. 1 e 2).

Com base no trecho lido, assinale a alternativa que contém uma característica do movimento realista. 

Alternativas
Q1723269 Literatura
Foi considerado o primeiro romance realista da literatura brasileira
Alternativas
Q1720553 Literatura
O texto abaixo servirá de base para responder a questão:


"Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou."

(João Guimarães Rosa, em "Grande Sertão: Veredas.)


https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/resumos-de-livros/guimaraes-rosa.htm Acessado em 28/02/2021
A partir do excerto trazido acima, é possível afirmar que são traços estilísticos da escrita do autor:
Alternativas
Q1714319 Literatura
“Dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca.” Sabendo que o trecho, acima, refere-se à obra literária Dom Casmurro e seu autor é Machado de Assis o mesmo pertence a qual período literário?
Alternativas
Q1714315 Literatura
O Realismo, no Brasil, dá enfoque ao______, ao seu cotidiano e à______. Assim, por meio de uma linguagem simples e_______, as obras são ricas na descrição de detalhes - características que visam aproximar o leitor o mais possível da_______. Assinale a alternativa que preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas, sobre as características do Realismo, no Brasil.
Alternativas
Q1692964 Literatura
Sobre a literatura brasileira:
I-Euclides da Cunha: Literatura marcada pela denúncia da violência, da miséria, do fanatismo. Seu principal livro é Os Sertões, no qual descreve a vida do sertanejo em relação à sua luta pela terra. II-Lima Barreto: Literatura marcada pela descrição do nacionalismo e pela crítica das injustiças sofridas pelo negro e pelos mestiços no Brasil. Sua principal produção é Triste Fim de Policarpo Quaresma. III-Monteiro Lobato: Criticava a visão de um Brasil acomodado, agrário, atrasado, doente e ignorante, ilustrado no seu personagem literário Jeca Tatu, um caipira preguiçoso, sem instrução e sem grandes perspectivas. IV-Augusto dos Anjos: Uniu aspectos do Simbolismo com o cientificismo naturalista. Trouxe um vocabulário científico e temas até então antipoéticos para a sua literatura.
São corretas as afirmativas:
Alternativas
Q1687661 Literatura
Sobre o Realismo é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q1715626 Literatura
É o primeiro romance ideológico brasileiro em que se discute o destino histórico do Brasil, representou uma ponte entre as correntes filosóficas e estéticas do final do século XIX (Realismo, Naturalismo, Simbolismo) e a revolução modernista da segunda década do século XX.
O enredo gira em torno dos debates entre dois colonos alemães que se estabelecem no Espírito Santo: Milkau e Lentz. Milkau representa o otimismo, a confiança no futuro do Brasil e na força regeneradora do amor universal. À maneira de Tolstói, Milkau prega a integração harmônica de todos os povos na naturezamãe, revelando um evolucionismo humanitário.
Já Lentz, é um adepto das teorias racistas. Para ele, os brasileiros, por serem mestiços, estão condenados à dominação por parte de raças “superiores”. Ele profetiza a vitória dos arianos, enérgicos e dominadores, sobre o brasileiro fraco e indolente. Suas ideias deixam entrever a filosofia de Nietzsche e o evolucionismo de Darwin.
Milkau não se limita à defesa de ideias abstratas, seu humanismo desdobra-se em ação quando passa a proteger Maria, jovem colona, expulsa pelos patrões quando estes descobrem a sua gravidez, vindo dar à luz em trágica situação. Após salvar Maria, libertando-a da prisão, onde estava por ter sido acusada de matar o próprio filho (na verdade Maria tem o filho devorado por uma vara de porcos), Milkau foge com Maria, em direção a novos horizontes, numa “corrida no Infinito”, em busca de um lugar onde pudessem ser felizes, onde as feras não fossem homens, onde a vida não fosse uma competição de ódios, mas uma conquista de amor.
Tais comentários pertencem ao romance:
Alternativas
Q1713763 Literatura
A busca das esferas inconscientes do “eu” profundo, visando às vivências vagas, fluidas, inefáveis, ilógicas, que só podem ser traduzidas através de uma linguagem indireta, apoiada na intuição, na sugestão, na metáfora insólita. Propõe um processo cósmico de aproximação entre as realidades físicas e as metafísicas, entre os seres, as cores, os sons, os perfumes, o pensamento e a emoção através das sinestesias. Estas são algumas características do:
Alternativas
Q1710232 Literatura
Em se tratando de período literário, leia as características e assinale a alternativa correta.
A produção literária era constituída essencialmente de informação e formação, principais características. Essa manifestação literária está associada ao período de exploração do território. Ela se divide, basicamente, em duas estruturas: Literatura – As cartas e documentos são exemplos de literatura de informação. Nesse modelo textual, há um predomínio da descrição, os autores precisavam detalhar as dificuldades da navegação, os aspectos climáticos, as espécies de animais e plantas, a paisagem, os hábitos da população que já vivia aqui. O objetivo da literatura de informação era o de descrever o território que seria colonizado por Portugal. O autor mais importante dessa escola literária é Pero Vaz de Caminha. A “Carta de Pero Vaz de Caminha,” é um dos documentos mais importantes da História do Brasil, o primeiro; nela, o escrivão narra em primeira pessoa todos os detalhes do “Novo Mundo” e do encontro com os povos nativos. Outros escritores foram importantes para o desenvolvimento da literatura informativa, exemplos de Pero de Magalhães Gândavo, Pero Lopes de Souza e Ambrósio Fernandes Brandão. Literatura de formação, Literatura jesuítica: constituída, basicamente, de literatura religiosa e pedagógica. Características que tinham como objetivo a catequização dos indígenas. Na Literatura de Catequese, os padres escreviam poemas, sermões e peças teatrais para mostrar aos nativos qual seria a forma correta de se vestir e se comportar (de acordo com os padrões europeus) e principalmente, abandonar as práticas religiosas que eles consideravam pagãs. A produção é representada pelos escritos dos padres da Companhia de Jesus. O Padre José de Anchieta foi o principal escritor da Literatura jesuítica. Além disso, Anchieta conseguiu uma aproximação com os índios do grupo tupi, e produziu uma gramática da língua falada por esse povo, a “Arte da Gramática da Língua mais usada na Costa do Brasil”. Outros autores também foram importantes para esse movimento literário, como Padre Fernão Cardim e Padre Manoel da Nóbrega.
Alternativas
Q1705817 Literatura
Sobre a estética realista, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1705603 Literatura
Em se tratando de período literário, leia os comentários e assinale a alternativa correta. A liberdade é a característica principal do movimento em suas mais diferentes manifestações artísticas, tanto no Brasil, como na Europa. No Continente Europeu, foi um conjunto de tendências artísticas que excediam a liberdade criadora e o rompimento com o passado. Não foi diferente no Brasil, onde a busca pelo novo e pela identidade local permearam esse movimento. Resultado de muitas correntes artísticas, na Europa e no Brasil, resultou da quebra de paradigmas e dos valores tradicionais. Na literatura brasileira, as principais características são: fragmentação, síntese, busca pela linguagem brasileira, nacionalismo, ironia, humor, paródia, relato do cotidiano, revisão crítica do passado histórico e cultural, versos livres.
Alternativas
Q1697797 Literatura

Em se tratando de período literário, leia as características e assinale a alternativa correspondente.

Nacionalismo, historicismo, exaltação dos valores e os heróis nacionais, ambientando seu passado histórico, principalmente o período medieval. Valorização das fontes populares – o folclore. Escapismo, confessionalismo, pessimismo, crítica social, liberdade de criação e de expressão, individualismo, egocentrismo: (o indivíduo é encarado como o centro do mundo). Sentimentalismo exacerbado, idealização do amor e da mulher, tom depressivo (típico de diversos autores, sendo facilmente encontrável, entre eles, um discurso que exalta a fuga da realidade, seja pela morte, seja pelo sonho, ou ainda pela própria arte.

Alternativas
Q1682667 Literatura
Analise as afirmativas a seguir:

I. O romance realista foi exaustivamente cultivado no Brasil por Machado de Assis. Trata-se de uma narrativa mais preocupada com a análise psicológica, fazendo a crítica à sociedade a partir do comportamento de determinados personagens. Por exemplo, os cinco romances da fase realista de Machado de Assis apresentam nomes próprios em seus títulos (“Brás Cubas”; “Quincas Borba”; “Dom Casmurro”, “Esaú e Jacó”; e “Aires”). Isso revela uma clara preocupação com o indivíduo.

II. Embora o Barroco brasileiro seja datado de 1768, com a fundação da Arcádia Ultramarina e a publicação do livro “Obras”, de Cláudio Manuel da Costa, o movimento ganha corpo a partir de 1724, com a fundação da Academia Brasílica dos Esquecidos. Esse fato assinala a decadência dos valores defendidos pelo Barroco e a ascensão do movimento árcade. O termo barroco denomina genericamente todas as manifestações artísticas dos anos de 1600 e início dos anos de 1700. Além da literatura, estende-se à música, pintura, escultura e arquitetura da época.

III. José de Alencar aparece na literatura brasileira como o consolidador do romance, um ficcionista que cai no gosto popular. Sua obra é um retrato fiel de suas posições políticas e sociais. Ele defendia o “casamento” entre o nativo e o europeu colonizador, numa troca de favores: uns ofereciam a natureza virgem, um solo esplêndido; outros, a cultura. Da soma desses fatores resultaria um Brasil independente. “O guarani” é o melhor exemplo, ao se observar a relação do principal personagem da obra, o índio Peri, com a família de D. Antônio de Mariz.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1680722 Literatura
Analise as afirmativas a seguir:

I. O artista barroco, em vez de, como o renascentista, formalizar o belo, o equilibrado, o ideal, retrata através da sátira e da caricatura o lado feio, macabro, grotesco dos fatos e dos seres. Os defeitos físicos, as situações indecorosas e sórdidas, os vícios repulsivos constituem temas inexistentes da poesia barroca de caráter realista e satírico. Como exemplo do barroco satírico, no Brasil, temos Lima Barreto.

II. A obra Macunaíma, de Mário de Andrade, conta as aventuras de Macunaíma, um herói de uma tribo amazônica. Esse livro é construído no encontro de lendas indígenas e da vida brasileira cotidiana, de mistura com lendas e tradições populares. O personagem principal, Macunaíma, é um “herói sem nenhum caráter”. Nessa obra, o fantástico assume um ar de coisa corriqueira e o lirismo da mitologia se funde a cada passo com as piadas e as brincadeiras.

III. Para os escritores realistas, o destino dos homens é o resultado da providência divina. Em função disso, principalmente os escritores de tendência naturalista, enfatizam a espiritualidade como o principal aspecto determinante do comportamento social dos homens. O realismo foi, portanto, um movimento rico em expressões religiosas e amplamente apoiado pela Igreja Católica, pelos Jesuítas e pelos novos protestantes no Brasil.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
81: C
82: E
83: B
84: C
85: C
86: D
87: B
88: C
89: A
90: A
91: D
92: C
93: C
94: B
95: C
96: E
97: D
98: B
99: C
100: B