Questões de Concurso Sobre literatura
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As armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram.
obre os componentes dessa estrofe e sobre suas relações literárias, assinale a afirmativa correta.
Assinale a opção em que a obra referida foi corretamente identificada.
Assinale a que se refere ao Naturalismo.
Assinale a que cabe ao gênero denominado crônica.
Texto para o item.
Guardou a mão no bolso pra ainda ocupar menos lugar; encontrou um pedaço de giz; apertou ele com força e o giz se partiu em dois. Com um barulhinho gostoso mesmo. Barulhinho de escola. Vera lembrou da professora quebrando um pedaço de giz e escrevendo no quadro-negro. Pensou: quadro-negro é escuro assim. Quem sabe o giz também riscava a escuridão?
Tirou a mão do bolso devagarinho. Tomou coragem e experimentou desenhar na frente dela a roda de um sol. E não é que saiu? Vera ficou tão feliz que berrou:
— O escuro é que nem quadro-negro, Alexandre! Alexandre foi pra junto dela; pegou o outro pedaço de giz, e foi desenhando também. Uma casa. Uma árvore. Uma onda no mar. Quanto mais os dois desenhavam, menos iam se importando com o escuro. Fizeram uma flor nascendo, um rio correndo, dois besouros se encontrando; fizeram cada desenho lindo. E quanto menos se importavam com o escuro, mais gostoso iam desenhando. De repente, Alexandre teve uma ideia gozada:
— Vou desenhar a cara do medo.
Vera se assustou de novo:
— Psiu! fala baixo.
— Por quê?
— Ele pode não gostar da ideia.
— Mas ele ainda anda por aí?
— Acho que sim.
Alexandre achou melhor não dizer mais nada, mas começou a desenhar uma cara esquisita, toda inchada de um lado:
— O medo tá com dor de dente. — E riu baixinho.
O Pavão gostou tanto de ouvir Alexandre rindo, que riu também.
Vera entrou na brincadeira: desenhou no medo uma orelha inchada e disse que ele estava com dor de ouvido também (…). E não se importaram mais se o medo ia ouvir ou não: desabaram numa gargalhada.
Lygia Bojunga. A casa da madrinha. Casa Lygia Bojunga:
Rio de Janeiro, 2015 (com adaptações).
A reescrita de mitos clássicos presente na obra de Monteiro Lobato influencia a narrativa de Lygia Bojunga, como no modo lúdico a partir do qual o fragmento aborda o medo.
No final do século XIX, obras como O bom crioulo e O cortiço, identificadas pela historiografia como naturalistas, trouxeram não só aquilo que o autor do texto chama de tema negro, mas também a autoria e o ponto de vista afro-descendentes.
O negrismo pode ser encontrado em obras como Poemas negros, de Jorge de Lima, em que a subjetividade negra é representada pelo discurso do branco, em procedimento equiparável ao indianismo dos românticos, quando o nativo surgia reduzido a objeto da fantasia do colonizador.
Texto para o item.
Canto I
Ouvi, que não vereis com vãs façanhas,
Fantásticas, fingidas, mentirosas,
Louvar os vossos, como nas estranhas
Musas, de engrandecer-se desejosas:
As verdadeiras vossas são tamanhas
Que excedem as sonhadas, fabulosas,
Que excedem Rodamonte e o vão Rugeiro
E Orlando, inda que fora verdadeiro.
Luís de Camões. Os Lusíadas.
Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), devido às dificuldades impostas pelo conjunto de referências, pelo vocabulário e pela sintaxe em poemas como Os Lusíadas, deve-se privilegiar a leitura da literatura contemporânea no Ensino Médio.
Texto para o item.
Canto I
Ouvi, que não vereis com vãs façanhas,
Fantásticas, fingidas, mentirosas,
Louvar os vossos, como nas estranhas
Musas, de engrandecer-se desejosas:
As verdadeiras vossas são tamanhas
Que excedem as sonhadas, fabulosas,
Que excedem Rodamonte e o vão Rugeiro
E Orlando, inda que fora verdadeiro.
Luís de Camões. Os Lusíadas.
Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>
A citação de personagens de outro texto contemporâneo ao de Camões explicita a trama intertextual proposta em Os Lusíadas.
Texto para o item.
Canto I
Ouvi, que não vereis com vãs façanhas,
Fantásticas, fingidas, mentirosas,
Louvar os vossos, como nas estranhas
Musas, de engrandecer-se desejosas:
As verdadeiras vossas são tamanhas
Que excedem as sonhadas, fabulosas,
Que excedem Rodamonte e o vão Rugeiro
E Orlando, inda que fora verdadeiro.
Luís de Camões. Os Lusíadas.
Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>
A epopeia Os Lusíadas introduz nas literaturas de língua portuguesa a inter-relação entre introspecção e ficção histórica.
“Culto da razão; repúdio dos adornos barrocos, considerados inúteis (inutiliza truncat); a representação de uma vida simples, em harmonia com a natureza (locus amoenus); a fuga dos centros urbanos (fugere urbem) para a bucólica paisagem campestre; a adoção de pseudônimos pastoris para garantir a verossimilhança do “fingimento poético”; o objetivo de gozar o momento presente (carpe diem); a valorização de uma vida transcorrida sem grandes sobressaltos, paixões, ou desejos ardentes (aurea mediocritas); a crença no estoicismo, escola filosófica grega que pregava que o ser humano deveria buscar a serenidade e a calma, mesmo diante das dores, da morte e da tristeza; o uso de referências da mitologia clássica; a escrita de versos curtos, que também pudessem ser cantados, com linguagem simples”.
Estas são características do:
A afirmativa feita acima diz respeito a:
No fragmento do soneto de Gregório de Matos:
"Nasce o Sol, e não dura mais que um dia.
Depois da luz, se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria."
A principal característica do Barroco:
No trecho acima, o crítico e historiador Alfredo Bosi está considerando
A ESCRAVIDÃO levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro, o ferro ao pé; havia também a máscara de folha de flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dous para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dous pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras. (ASSIS, Machado de. Pai contra mãe. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/)
Com seus dezoito/dezenove anos, Aurélia tem uma consciência improvável dos mecanismos dos mecanismos que regem as relações sociais. Parece uma doutora em economia. Além disso, o frio desprezo com que trata a sociedade é inverossímil em um contexto em que tais atitudes desafiariam radicalmente as normas do comportamento feminino. A credibilidade da personagem também se esvai quando ela nos é mostrada em sua interioridade: trata-se de menina cândida e generosa. A clivagem entre a vingadora implacável e a donzelinha quase boba não é explorada nem aprofundada por Alencar.
Considerando a clivagem mencionada por Gonzaga, assinale a alternativa na qual a personagem Aurélia Camargo NÃO apresenta o perfil inconvencional para as mulheres da época mencionado no texto anterior.