Questões de Concurso Sobre literatura
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Assanhei m’ eu muit’ a meu amigo por que mi faz el quanto lhi digo; por que entendo ca mi quer ben assanho me lhi por en
E, se m’ outren faz ond’ ei despeito, a el m’ assanh’ e faço dereito; por que entendo [ca mi quer ben assanho me lhi por en]
E ja m’ el sabe mui ben mha manha, ca sobr’ el deit’ eu toda mha sanha; por que entendo ca mi quer ben [assanho me lhi por en]
Disponível em: https://cipm.fcsh.unl.pt/corpus/texto.jsp?t=d&id=22522. Acesso em: 27 dez. 2023.
As cantigas de amigo, tais como a que é apresentada, fazem parte do Trovadorismo, primeiro estilo literário documentado em língua portuguesa (séculos XII e XIII). Sobre as produções dessa época, assinale a alternativa INCORRETA.
“A cultura intelectual e artística da Renascença, forjada na Itália desde o século XIV, penetrou na Europa ocidental e central a partir do último quartel do século XV. Por volta de 1500, o classicismo literário por ela engendrado dará o tom nas literaturas italiana, francesa, ibéricas e inglesa, tornando-se, ao lado das artes plásticas, um dos grandes veículos de difusão da mentalidade humanista.”
MERQUIOR, José Guilherme. Os estilos históricos na literatura ocidental. In: PORTELLA, Eduardo et al. Teoria Literária. 2ª ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1976.
Qual dos autores relacionados é o representante mais expoente do Classicismo literário português?
“Há estreita relação entre os estudos pós-coloniais e o feminismo. Em primeiro lugar, há uma analogia entre patriarcalismo/feminismo e metrópole/colônia ou colonizador/colonizado, ‘Uma mulher da colônia é uma metáfora da mulher como colônia’ [...]. Em segundo lugar, se o homem foi colonizado, a mulher, nas sociedades pós-coloniais, foi duplamente colonizada. Os romances de Jean Rhys, Doris Lessing, Toni Morrison e Margaret Atwood testemunham essa dialética. Na história do Brasil, a mulher sempre foi relegada ao serviço do homem, ao silêncio, à dupla escravidão, à prostituição ou a objeto sexual. Na literatura, muitos são os romances que representam, através de suas personagens femininas, essa situação. Diversos romances de Jorge Amado, por exemplo, retratam essa subjugação da mulher.”
BONICCI, Thomas; ZOLIN, Lúcia Osana (org.). Teoria literária: abordagens históricas e tendências contemporâneas. 3ª ed. rev e amp. Maringá: Eduem, 2009.
Embora tenha representado metaforicamente questões de colonização da mulher em sua obra, Jorge Amado fez parte não da fase colonialista da literatura brasileira, mas da fase já estabelecida como nacionalista. Em qual geração literária Jorge Amado se fez conhecido no Brasil?
O Dia da Literatura Brasileira é uma homenagem ao aniversário de um dos mais importantes autores da nossa Literatura, José de Alencar.
José de Alencar foi um dos principais escritores brasileiros e uma figura proeminente no movimento literário do:
Tratando-se de representante e escola literária, marque a alternativa incorreta.
I- Rica: entre palavras de diferentes classes gramaticais.
II- Pobre: entre palavras com a mesma classe gramatical.
III- Externa: ocorre no final dos versos.
IV- Interna: rima entre a palavra final de um verso e outra do interior do mesmo verso, ou do seguinte.
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A obra retrata a vida muito pobre de uma família de emigrantes sertanejos nordestinos, obrigada a ir de um lugar ao outro, de tempos em tempos, para lugares menos castigados pela seca.
Fabiano é um homem ignorante, típico vaqueiro do sertão nordestino. Sem ter frequentado a escola, não tem o dom da palavra, às vezes, se identifica até como um animal. Trabalhando em uma fazenda, seu patrão o trata com brutalidade, ele era um fazendeiro desonesto que explorava seus empregados. Fabiano admira o dom que algumas pessoas têm com as palavras, mas assim como as palavras e as ideias o seduziam, também o cansavam.
Sua mulher, Sinhá Vitória, mulher cheia de fé e trabalhadora, além de cuidar dos filhos e da casa, ajudava Fabiano em seu trabalho. Esperta, sabia fazer contas e sempre prevenia o marido sobre os trapaceiros que tentavam tirar vantagens da falta de conhecimento de Fabiano. Sonhava com um futuro melhor para seus filhos e não se conformava com a miséria em que viviam; seu sonho era ter uma cama de fita de couro para dormir.
Neste cenário de miséria e sem se darem muita conta do que acontecia ao seu redor, viviam os dois filhos. O mais novo via na figura do pai, um exemplo. Já o mais velho queria aprender sobre as palavras. Certa vez, ouviu a palavra “inferno” de alguém e ficou intrigado com seu significado. Perguntou à Sinhá Vitória o que significava, mas recebeu uma resposta vaga. Vai então perguntar a Fabiano, mas ele o ignora. Volta a questionar sua mãe, ela fica brava com a insistência e lhe dá um tapa. Sem ter ninguém que o entenda e tire sua dúvida, só consegue buscar consolo com a Cadela Baleia. Ela é tratada como membro da família, pensa, sonha e age como se fosse gente”.
Tais referências pertencem à obra:
[ ] Durante o classicismo francês, no século XVII, observam-se a presença de algumas histórias que foram englobadas como literatura apropriada à infância, como por exemplo: as Fábulas de La Fontaine.
[ ] Como a Revolução Industrial, a criança passa a deter um novo papel na sociedade, motivando o aparecimento de objetos industrializados (o brinquedo) e culturais (o livro).
[ ] A França é considerada o berço da literatura infantil, além de ser o país responsável por sua difusão.
[ ] A literatura infantil nos moldes embrionários representa um instrumento meramente usual de formação da criança, logo participa do mesmo paradigma pragmático que rege a atuação da família e da escola.
[ ] A segunda metade do século XIX ratifica a literatura infantil como parcela significativa da produção literária da sociedade burguesa e capitalista.
’Eu não tinha este rosto de hoje, Assim calmo, assim triste, assim magro, Nem estes olhos tão vazios, Nem o lábio amargo. Eu não tinha estas mãos sem força, Tão paradas e frias e mortas; Eu não tinha este coração Que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, Tão simples, tão certa, tão fácil: — Em que espelho ficou perdida a minha ace?’
Cecília Meireles
Sobre o poema “Retrato”, pode-se afirmar que Cecília Meireles:
I. Meus amores “Meus amores são lindos, cor da noite Recamada de estrelas rutilantes; Tão formosa crioula, ou Tétis negra, Tem por olhos dois astros cintilantes.
Em rubentes granadas embutidas Tem por dentes as pérolas mimosas, Gotas de orvalho que o inverno gela Nas breves pétalas de carmínea rosa.” [...] Fonte: GAMA, L. Liberdade (1880-1882): Obras completas de Luiz Gama. São Paulo: Hedra, 2021.
II. Crepúsculo “Pantheon de cimento armado A luz tomba refluxo de cores Mel e âmbar Há liras de Orfeu em todos os automóveis Reses das nuvens em tropel Céu matadouros da Continental Todas as mulheres são translúcidas Ando Músculos elásticos Andar com a força de todos os automóveis Com a força de todas as usinas Com a força de todas as associações comerciais e industriais Com a força de todos os bancos Com a força de todas as empresas agrícolas e as explorações de linhas férreas.” [...] Fonte: ARANHA, L. Cocktails. Poemas. Org. Nelson Ascher. São Paulo: Brasiliense, 1984.
III. Soneto “Para cantar de amor tenros cuidados, Tomo entre vós, ó montes, o instrumento; Ouvi pois o meu fúnebre lamento; Se é, que de compaixão sois animados:
Já vós vistes, que aos ecos magoados Do trácio Orfeu parava o mesmo vento; Da lira de Anfião ao doce acento Se viram os rochedos abalados.” [...] Fonte: COSTA, Cláudio Manoel da. Poemas. São Paulo: Cultrix, 1966.
a) Modernismo, pois o poema é composto em versos livres e soltos, característicos deste período.
b) Romantismo, pois o poema está ressaltando os atributos físicos da mulher amada e valorizando a beleza negra.
c) Arcadismo, afinal menciona figuras mitológicas caras à Antiguidade Grega Clássica.
Deste modo, a alternativa que contempla a associação correta entre poemas e movimentos literários é:
I. Formalismo
II. New Criticism
III. Estruturalismo
a) Todo texto literário, seja poesia ou prosa, pode ser interpretado em sua própria unidade e autonomia, sem necessidade de recorrer a um contexto extraliterário.
b) A linguagem cotidiana distingue-se da literária devido à sua literariedade e sua capacidade de provocar estranhamento no leitor diante dos textos literários.
c) Em todas as obras literárias é possível identificar a estrutura do discurso literário, formado por um conjunto abstrato de procedimentos próprios ao fazer literário.
Nesse sentido, a alternativa que contempla a sequência correta de respostas é: