Questões de Concurso
Sobre modernismo em literatura
Foram encontradas 368 questões
A questão é baseadas nos textos 4, 5 e 6.
TEXTO 4
Vício na fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados
ANDRADE, Oswald de. Pau-brasil. 4 ed. São Paulo: Globo, 2000. p.80.
TEXTO 5
Poema autobiográfico
Quando eu nasci meu
pai batia sola
minha mãe pisava milho no pilão
para o angu das manhãs.
Eu sou um trabalhador
Ouvi o ritmo das caldeiras...
Obedeci ao chamado das sirenes...
Morei num mocambo do “Bode”
e hoje moro num barraco na Saúde...
Não mudei nada...
TRINDADE, Solano (1908-1974). Poemas antológicos de Solano Trindade. São Paulo: Nova Alexandria, 2007. p.52.
TEXTO 6
Mestre Amaro
Assinale a relação indevida entre obra e momento histórico.
Ele era formado por
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Esquecer para lembrar. Rio de Janeiro: Record, 1979.)
Considerando-se os movimentos literários assim como os paradigmas estéticos a eles associados, pode-se afirmar que, em relação ao poema “Aula de Português”:
Texto 42A2-III
Sou só um sertanejo, nessas altas ideias navego mal. Sou muito pobre coitado. Inveja minha pura é de uns conforme o senhor, com toda leitura e suma doutoração. Não é que eu esteja analfabeto. Soletrei, anos e meio, meante cartilha, memória e palmatória. Tive mestre, Mestre Lucas, no Curralinho, decorei gramática, as operações, regra de três, até geografia e estudo pátrio. Em folhas grandes de papel, com capricho tracei bonitos mapas. Ah, não é por falar: mas, desde o começo, me achavam sofismado de ladino. E que eu merecia de ir para cursar latim, em Aula Régia – que também diziam. Tempo saudoso! Inda hoje, apreceio um bom livro, despaçado. Na fazenda O Limãozinho, de um meu amigo Vito Soziano, se assina desse almanaque grosso, de logogrifos e charadas e outras divididas matérias, todo ano vem. Em tanto, ponho primazia é na leitura proveitosa, vida de santo, virtudes e exemplos – missionário esperto engambelando os índios, ou São Francisco de Assis, Santo Antônio, São Geraldo... Eu gosto muito de moral. Raciocinar, exortar os outros para o bom caminho, aconselhar a justo. Minha mulher, que o senhor sabe, zela por mim: muito reza. Ela é uma abençoável. Compadre meu Quelemém sempre diz que eu posso aquietar meu temer de consciência, que sendo bem-assistido, terríveis bons-espíritos me protegem. Ipe! Com gosto... Como é de são efeito, ajudo com meu querer acreditar. Mas nem sempre posso. O senhor saiba: eu toda a minha vida pensei por mim, forro, sou nascido diferente. Eu sou é eu mesmo. Diverjo de todo o mundo... quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.
Guimarães Rosa. Grande sertão: veredas., In: João Guimarães Rosa / Ficção completa, vol. II.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p. 12-4
Lá se tinha ficado o Josias, na sua cova à beira da estrada, com uma cruz de dois paus amarrados, feita pelo pai.
Ficou em paz. Não tinha mais que chorar de fome, estrada afora. Não tinha mais alguns anos de miséria à frente da vida, para cair depois no mesmo buraco, à sombra da mesma cruz.
Cordulina, no entanto, queria-o vivo. Embora sofrendo, mas em pé, andando junto dela, chorando de fome, brigando com os outros...
E quando reencetou a marcha pela estrada infindável, chamejante e vermelha, não cessava de passar pelos olhos a mão trêmula:
– Pobre do meu bichinho!
QUEIROZ, Rachel de. O Quinze. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971, p. 71.
No que tange à obra, à estética a que pertence o texto apresentado e às relações com a literatura brasileira, julgue (C ou E) o item a seguir.
Lá se tinha ficado o Josias, na sua cova à beira da estrada, com uma cruz de dois paus amarrados, feita pelo pai.
Ficou em paz. Não tinha mais que chorar de fome, estrada afora. Não tinha mais alguns anos de miséria à frente da vida, para cair depois no mesmo buraco, à sombra da mesma cruz.
Cordulina, no entanto, queria-o vivo. Embora sofrendo, mas em pé, andando junto dela, chorando de fome, brigando com os outros...
E quando reencetou a marcha pela estrada infindável, chamejante e vermelha, não cessava de passar pelos olhos a mão trêmula:
– Pobre do meu bichinho!
QUEIROZ, Rachel de. O Quinze. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971, p. 71.
No que tange à obra, à estética a que pertence o texto apresentado e às relações com a literatura brasileira, julgue (C ou E) o item a seguir.
Lá se tinha ficado o Josias, na sua cova à beira da estrada, com uma cruz de dois paus amarrados, feita pelo pai.
Ficou em paz. Não tinha mais que chorar de fome, estrada afora. Não tinha mais alguns anos de miséria à frente da vida, para cair depois no mesmo buraco, à sombra da mesma cruz.
Cordulina, no entanto, queria-o vivo. Embora sofrendo, mas em pé, andando junto dela, chorando de fome, brigando com os outros...
E quando reencetou a marcha pela estrada infindável, chamejante e vermelha, não cessava de passar pelos olhos a mão trêmula:
– Pobre do meu bichinho!
QUEIROZ, Rachel de. O Quinze. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971, p. 71.
No que tange à obra, à estética a que pertence o texto apresentado e às relações com a literatura brasileira, julgue (C ou E) o item a seguir.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) a respeito da historiografia mundial e brasileira da Literatura Infantil.
( ) Os primeiros livros infantis surgiram no século XVIII.
( ) As fábulas de La Fontaine são escritas de forma simples e trazem um ensinamento, uma moral.
( ) A produção literária infantil de Monteiro Lobato se destaca por poemas em forma de quadras.
( ) Os Irmãos Grimm se apropriaram de histórias que eram contadas oralmente, como “Chapeuzinho Vermelho”, criando uma versão escrita.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Relacione as colunas referentes obras / autores modernistas e marque a alternativa correta.
Coluna I.
A) Mário de Andrade.
B) Érico Veríssimo.
C) Rachel de Queiroz.
D) Graciliano Ramos.
E) Jorge Amado.
F) Guimarães Rosa.
G) Clarice Lispector.
Coluna II.
1- Olhai os Lírios do Campo.
2- Capitães da Areia.
3- O Quinze.
4- A Hora da Estrela.
5- Sagarana.
6- Vidas Secas.
7- Macunaíma.