Questões de Concurso
Sobre modernismo em literatura
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Coluna 1 Trechos
1. Gingam os bondes como um fogo de artifício, sapateando nos trilhos, cuspindo um orifício na treva cor de cal… 2. Se Pedro Segundo Vier aqui Com história Eu boto ele na cadeia. 3. O Nino apareceu na porta. Teve um arrepio. Levantou a gola do paletó. 4. — Xi, Pepino! Você é ainda muito criança. Tu é um ingênuo. 5. O vento batia na madrugada como um marido. Mas ela perscrutava o escuro teimoso. Uma longe claridade borrou a esquerda na evidência lenta de uma linha longa.
Coluna 2 Características
( ) Aproximação da prosa com a poesia. ( ) Humor. ( ) Utilização de períodos curtos. ( ) Apoio na fala coloquial. ( ) Livre associação de ideias.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Associe as colunas 1 e 2 abaixo:
Coluna 1 Escola Literária
1. Barroco
2. Arcadismo
3. Romantismo
4. Modernismo
Coluna 2 Característica
( ) A linguagem quanto ao conteúdo enfatiza o bucolismo, o Carpe Diem e o Fugere urbem.
( ) Há uma idealização, com extrema valorização da subjetividade. A linguagem faz uso de descrições minuciosas, com constantes comparações e ampla metaforização.
( ) Figuras de linguagem que melhor definem o estado de alma do homem é a antítese e o paradoxo.
( ) Surgem os poetas condoreiros que defendem a justiça social e a liberdade.
( ) Fragmentação e flashes cinematográficos. Ironia, humor, piada e paródia com temas extraídos do cotidiano.
( ) O homem sente-se dilacerado e angustiado diante da alteração de valores, dividindo-se entre o mundo espiritual e o mundo material.
( ) Vocabulário e sintaxe mais simples, irregularidade estrófica e gosto por métricas populares.
( ) Quebra de valores artísticos e tradicionais e busca de técnicas e meios de expressão capazes de traduzir a nova realidade. A ordem é: “Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis”; “Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais”.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
A) Barroco. B) Arcadismo.
C) Simbolismo.
D) Romantismo
E) Parnasianismo.
F) Modernismo.
1 - Regionalismo.
2 - Oposições.
3 - Bucolismo.
4 - Busca da perfeição poética.
5 - Condoreirismo.
6 - Introspecção, mergulho nas profundezas do eu.
É sintomático que o herói do romance, Eugênio, seja médico. O médico tornou-se, na sociedade atual, aquele mediador entre a ciência, a técnica e o sentimento humanitário. Pensando primeiro em si mesmo, egoisticamente, Eugênio evolui para a solidariedade, através das colocações de Olívia, que mesmo depois de morta, é uma personagem presente no romance, fazendo contraponto com Eugênio. A obra citada é:
Considere os textos abaixo.
Texto I
A importância de Jorge Amado veio do caráter seco, participante e todavia lírico dos seus primeiros livros, que descrevem a miséria e a opressão do trabalhador rural e das classes populares. A partir de Jubiabá (1935), o seu estilo se alia cada vez mais à poesia. A intenção central de Jubiabá, além da visão romanesca da vida popular, é sugerir o lento amadurecimento do protagonista, rumo à consciência política.
Em 1942 aparece o livro que para muitos é sua obra-prima: Terras do Sem-Fim. Nele o caráter polêmico se amaina, graças à compreensão mais ampla dos motivos humanos, enquanto os veios poéticos banham uma descrição convincente da realidade.
Em Seara Vermelha (1946) abandona as regiões prediletas da sua imaginação (cidade do Salvador, zona cacaueira de Ilhéus) e aborda o problema dos retirantes do sertão, dando ao livro propagandístico algo trivial, que se acentua em Os Subterrâneos da Liberdade (1954), cujo assunto são as agitações políticas do decênio de 1930.
No ano de 1958 surge um Jorge Amado literariamente refeito, em Gabriela, Cravo e Canela, panorama humorístico de uma cidade, com tom ameno e uma segurança de composição que, aliados à humanidade das personagens, lhe asseguram maior êxito editorial da literatura brasileira.
(Adaptado de: CANDIDO, Antonio; CASTELLO, José Aderaldo. Presença da literatura brasileira. Modernismo. História e antologia. 10. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997, p. 320-323)
Texto II
Antônio Balduíno passara a noite descarregando um navio sueco que trazia material para a estrada de ferro e que nas noites seguintes seria abarrotado de cacau. Carregava um molho pesado de ferros, quando ao passar junto de Severino, um mulato magricela, este lhe disse:
− A greve do pessoal dos bondes rebenta hoje...
− Aquela greve era esperada há muito. Por diversas vezes o pessoal da companhia que dominava a luz, o telefone e os bondes da cidade, tentara se levantar em parede pedindo aumento de salário. (...)
Antônio Balduíno já estava cansado de ouvir tanto discurso. Mas gostava. Aquilo era uma coisa nova para ele, uma das coisas que amaria fazer. Mas era bom. Ele tinha impressão que naquele momento eram donos da cidade. Donos da verdade.
(CANDIDO, Antonio; CASTELLO, José Aderaldo. Jorge Amado. In: Presença da literatura brasileira. Modernismo. História e antologia. 10. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997, p. 329. Fragmento)
Considerando o texto crítico de Candido e Castelo (Texto I), infere-se que o fragmento do texto de Jorge Amado (Texto II) faz parte da seguinte obra:
“Poema de sete faces” abre o primeiro livro publicado por Carlos Drummond de Andrade, Alguma poesia, de 1930. Considere a primeira e a penúltima estrofes, transcritas a seguir.
“Quando nasci, um anjo torto
Desses que vivem na sombra
Disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida.
Mundo mundo vasto mundo,
Se eu me chamasse Raimundo
Seria uma rima, não uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. In: – Carlos Drummond de Andrade. Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988, p.4)
Sobre as estrofes, é correto afirmar que
Texto 7
INSONE
Noite feia. Estou só. Do meu leito no abrigo
cai a luz amarela e doentia do luar;
tediosa os olhos fecho, a ver, se, assim, consigo,
por momentos sequer, o sono conciliar.
Da janela transpondo o entreaberto postigo
entra um perfume humano impelido pelo ar...
“és tu meu casto Amor? és tu meu doce amigo,
que a minha solidão vens agora povoar?”
A insônia me alucina, ando num passo incerto:
“és tu que vens... és tu! – reconheço esse odor...”
corro à porta, escancaro-a: acho a treva e o Deserto.
E este aroma que é teu, aspirando, suponho
que a essência da tua alma, ó meu divino Amor!
para mim se exalou no transporte de um sonho.
(MACHADO, Gilka. Poesia completa. Prefácio de Maria Lúcia Dal Farra. São Paulo: V. de Mendonça Livros, 2017. p. 128.)
Jorge Amado nasceu a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia. Filho do fazendeiro de cacau João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado, publicou seu primeiro romance, O país do carnaval, em 1931. A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba em várias partes do Brasil. Seus livros foram traduzidos para 49 idiomas, existindo também exemplares em braile e em formato de audiolivro. Disponível em: http://www.jorgeamado.org.br/?page_id=75 >Acesso em: 14/12/2017<
Com relação às obras de Jorge Amado, assinale a alternativa que corresponde respectivamente, à minissérie e à telenovela baseada em obras desse autor:
A partir de 1956, impôs-se, no Brasil, um movimento literário que constituiu uma das expressões vivas e atuantes de nossa vanguarda estética. Esta fase voltou-se para a valorização e a incorporação dos aspectos geométricos à arte (música, poesia, artes plásticas). Em 1952, teve seu marco inicial através da publicação da revista Noigrandes, fundada por três poetas: Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Augusto de Campos. Bastante significativo, todavia, foi o surgimento do movimento da tropicália (1967), pois, com ele, começaram a existir maiores vínculos entre o grupo e o campo da música popular.
A esse respeito, leia, com atenção, os versos seguintes.
Asa
Caetano Veloso
Pássaro um
Pássaro pairando um
Pássaro momento um
Pássaro ar
Pássaro ímpar
Parou pousar
Parou repousar
Pássaro som
Pássaro parado um
Pássaro silêncio um
Pássaro ir
Pássaro ritmo
Passar voou
Passar avoou
Pássaro par
Pássaro par
Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir, observando aspectos associados à letra de "Asa", cujo autor é Caetano Veloso, poeta do Tropicalismo.
Essa composição musical apresenta afinidades estéticas entre o trabalho do seu autor e o grupo integrado por poetas ____________.
A canção se constrói sobre a _____________ da palavra "pássaro"
e pode ser associada a poemas desse movimento literário por seu
jogo ____________ e por sua estrutura ____________.
Na contemporaneidade, a poesia concreta abandona o verso e cria uma linha de sintaxe espacial, representando uma realidade técnica e de comunicação de massa.
Considerando as inovações da poesia concreta, associe corretamente o campo linguístico a seu respectivo processo de composição.
Campos
(1) Semântico
(2) Sintático
(3) Léxico
(4) Morfológico
(5) Fonético
(6) Topográfico
Processos de composição
( ) Emprego de aliterações e assonâncias.
( ) Utilização de estrangeirismos e de neologismos.
( ) Separação dos prefixos e dos sufixos.
( ) Apelo à comunicação não verbal.
( ) Utilização de justaposições.
A sequência correta dessa associação é
Considerando o desenvolvimento da literatura no Brasil, bem como os fundamentos de teoria literária, julgue o item.
Há, em Vidas secas, uma perspectiva crítica que
extrapola a temática da seca e alcança, por meio de uma
linguagem concisa e elíptica, a representação da
espoliação da humanidade pelos personagens do
romance.
Considerando o desenvolvimento da literatura no Brasil, bem como os fundamentos de teoria literária, julgue o item.
Um dos principais aspectos da poesia modernista
da 1.ª fase foi a valorização de temas do cotidiano e da
oralidade, na tentativa de combater o tradicionalismo na
linguagem poética para, assim, captar esteticamente o
caráter diverso e miscigenado da cultura popular
nacional.
Atente para o que se afirma a seguir sobre o índio no imaginário literário do Brasil, e escreva V para o que for verdadeiro e F para o que for falso.
( ) O indianismo Barroco está presente na carta de Pero Vaz de Caminha, que define os índios como inocentes, curiosos e, até certo ponto, hospitaleiro, por receber os portugueses de modo acolhedor.
( ) O poeta árcade Basílio da Gama, no poema épico “O Uraguai”, compõe a história da resistência dos índios ao ataque português aos Sete Povos das Missões.
( ) No Brasil, os escritores indianistas dos romances românticos têm o interesse de retratar a cultura europeia, buscando resgatar a imagem do índio brasileiro como símbolo de um povo livre e soberano, de uma terra exuberante e incomparável.
( ) A imagem idealizada de pátria e de povo é questionada pelos modernistas, que promovem uma “releitura” dos textos quinhentistas e românticos, para propor uma visão desmistificada do Brasil e dos índios. O exemplo mais célebre dessa nova visão é “Macunaíma”, de Oswald de Andrade, em que Macunaíma é o índio indolente. Preguiçoso, sem caráter, que abre caminho para a desconstrução e dos mitos românticos e exemplifica a visão antropofágica defendida pelos modernistas.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Embora não haja consenso em relação a uma etiqueta para as tendências literárias contemporâneas, mas, utilizando o termo “pós-modernismo, analise as asserções que se seguem.
I. Pós-modernismo é um nome geralmente dado às formas culturais de um período que aparecem desde os anos 60, abrangendo certas características como reflexão, ironia e um tipo de arte que mistura o popular e o erudito.
II. É visto ora como continuação dos aspectos mais radicais de modernismo, ora, ao contrário, como marcando uma ruptura com o modernismo como um modernismo não-histórico que anseia acabar.
III. Como alguns dos denominadores comuns que servem para definir o pós-modernismo, pode-se citar que os discursos pós-modernos instalam e subvertem convenções; que esses discursos não desafiam os limites fixos entre os gêneros, entre os tipos de arte, entre teoria e arte, entre arte erudita e cultura de massa.
IV. Uma das características marcantes do pós-modernismo é o pluralismo de estilos e, particularmente, o que caracteriza a poesia pós-modernista é o ludismo na criação da obra, presença marcante da intertextualidade, a intensificação da metalinguagem e o fragmentarismo textual; já o que caracteriza a prosa pós-modernista é o enaltecimento do intimismo e da “literatura-verdade” presente na prosa política (romance-reportagem e o realismo fantástico), que rejeita as prosas regionalista, urbana e autobiográfica.
É correto apenas o que se afirma em