Questões de Concurso Comentadas sobre gênero lírico em literatura

Questões Discursivas

Foram encontradas 68 questões

Q4185529 Literatura
Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!…

                                                                    Florbela Espanca
Considerando os aspectos específicos do texto lido, assinalar a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4185528 Literatura
Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!…

                                                                    Florbela Espanca
Em uma palavra, representamos o eu lírico na primeira estrofe como: 
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Q4184064 Literatura
Consoada


Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.

(BANDEIRA, Manuel. Libertinagem, 1930)
O título do poema Consoada, de Manuel Bandeira, dialoga diretamente com seu conteúdo temático. Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o termo “consoada” designa, entre outros sentidos, a refeição leve feita à noite, especialmente na véspera de Natal, associada à ideia de espera e preparação.
Considerando essa definição e a leitura integral do poema, a relação entre o título e o texto estabelece-se principalmente porque: 
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Q4164517 Literatura

 Leia o poema a seguir, de Conceição Evaristo. 


Meu rosário


Meu rosário é feito de contas negras e mágicas.

Nas contas de meu rosário eu canto Mamãe Oxum e falo

padres-nossos, ave-marias.

Do meu rosário eu ouço os longínquos batuques

Do meu povo

e encontro na memória mal adormecida

as rezas dos meses de maio de minha infância.

As coroações da Senhora, onde as meninas negras,

apesar do desejo de coroar a Rainha,

tinham de se contentar em ficar ao pé do altar

lançando flores.

As contas do meu rosário fizeram calos

nas minhas mãos,

pois são contas do trabalho na terra, nas fábricas,

nas casas, nas escolas, nas ruas, no mundo.

As contas do meu rosário são contas vivas.

(Alguém disse um dia que a vida é uma oração,

eu diria, porém, que há vidas-blasfemas).

Nas contas de meu rosário eu teço intumescidos

sonhos de esperanças.

Nas contas do meu rosário eu vejo rostos escondidos

por visíveis e invisíveis grades

e embalo a dor da luta perdida nas contas

do meu rosário.

Nas contas de meu rosário eu canto, eu grito, eu calo.

Do meu rosário eu sinto o borbulhar da fome

no estômago, no coração e nas cabeças vazias.

Quando debulho as contas de meu rosário,

eu falo de mim mesma em outro nome.

E sonho nas contas de meu rosário lugares, pessoas,

vidas que pouco a pouco descubro reais.

Vou e volto por entre as contas de meu rosário,

que são pedras marcando-me o corpo-caminho.

E neste andar de contas-pedras,

o meu rosário se transmuda em tinta,

me guia o dedo,

me insinua a poesia.

E depois de macerar conta por conta do meu rosário,

me acho aqui eu mesma

e descubro que ainda me chamo Maria.



Sobre o texto, analise as assertivas a seguir:


I. O poema traz uma questão que marcou profundamente a religiosidade dos escravizados: o sincretismo religioso, que ainda marca os ritos de matriz africana no Brasil.


II. Ao longo do poema, pode-se perceber trechos que comprovam a teoria da “escrevivência”, termo cunhado pela própria Conceição e que define a escrita de autoria negra como uma voz que ecoa ancestralidade e experiências partilhadas.


III. Ao trazer para o poema a experiência memorialística da infância, a poeta aproxima-se da visão saudosista e pueril de autores clássicos e consagrados pelo cânone, como Casemiro de Abreu, inclusive na questão formal.



Quais estão corretas?


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Q4163279 Literatura
Para responder à questão, leia o texto abaixo


Estas Verdades


Estas verdades não são perfeitas porque são ditas.

E antes de ditas, pensadas.

Mas no fundo o que está certo é elas negarem-se a si próprias.

Na negação oposta de afirmarem qualquer cousa.

A única afirmação é ser.

E ser o oposto é o que não queria de mim.

Autor: Alberto Caeiro.
A produção poética de Alberto Caeiro, como se observa em Estas Verdades, filia-se ao gênero lírico. Sobre as características estruturais e conceituais que definem esse gênero literário, analise as partes que seguem:

(1a parte): O texto lírico é marcado pela abertura interpretativa, permitindo que uma mesma construção poética gere múltiplos efeitos de sentido e leituras distintas.
(2a parte): Para garantir que o leitor compreenda o sentimento exato do poeta, o gênero lírico exige o uso rigoroso da linguagem denotativa e factual.
(3a parte): Ao contrário do gênero narrativo, o lírico foca na suspensão do tempo e na intensidade de um momento ou sentimento, não possuindo como eixo central uma progressão cronológica de ações.

Pode-se afirmar que
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Ano: 2026 Banca: CIAAR Órgão: CIAAR Prova: CIAAR - 2026 - CIAAR - Farmácia Bioquímica |
Q4141763 Literatura
Considere o poema a seguir para responder à questão.


Consoada


Quando a Indesejada das gentes chegar

(Não sei se dura ou caroável),

talvez eu tenha medo.

Talvez sorria, ou diga:

— Alô, iniludível!

O meu dia foi bom, pode a noite descer.

(A noite com os seus sortilégios.)

Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,

A mesa posta,

Com cada coisa em seu lugar.


(BANDEIRA, Manuel. Libertinagem, 1930)
O título do poema Consoada, de Manuel Bandeira, dialoga diretamente com seu conteúdo temático. Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o termo “consoada” designa, entre outros sentidos, a refeição leve feita à noite, especialmente na véspera de Natal, associada à ideia de espera e preparação.

Considerando essa definição e a leitura integral do poema, a relação entre o título e o texto estabelece-se principalmente porque: 
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Ano: 2026 Banca: CIAAR Órgão: CIAAR Prova: CIAAR - 2026 - CIAAR - Capelão Católico |
Q4140546 Literatura
Considere o poema a seguir para responder à questão.


Consoada


Quando a Indesejada das gentes chegar

(Não sei se dura ou caroável),

talvez eu tenha medo.

Talvez sorria, ou diga:

— Alô, iniludível!

O meu dia foi bom, pode a noite descer.

(A noite com os seus sortilégios.)

Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,

A mesa posta,

Com cada coisa em seu lugar.

(BANDEIRA, Manuel. Libertinagem, 1930)
O título do poema Consoada, de Manuel Bandeira, dialoga diretamente com seu conteúdo temático. Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o termo “consoada” designa, entre outros sentidos, a refeição leve feita à noite, especialmente na véspera de Natal, associada à ideia de espera e preparação.

Considerando essa definição e a leitura integral do poema, a relação entre o título e o texto estabelece-se principalmente porque:
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Q4140296 Literatura
Consoada

Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.

(BANDEIRA, Manuel. Libertinagem, 1930) 
O título do poema Consoada, de Manuel Bandeira, dialoga diretamente com seu conteúdo temático. Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o termo “consoada” designa, entre outros sentidos, a refeição leve feita à noite, especialmente na véspera de Natal, associada à ideia de espera e preparação.

Considerando essa definição e a leitura integral do poema, a relação entre o título e o texto estabelece-se principalmente porque: 
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Ano: 2026 Banca: CIAAR Órgão: CIAAR
Q4139911 Literatura
Considere o poema a seguir para responder à questão.


Consoada


Quando a Indesejada das gentes chegar

(Não sei se dura ou caroável),

talvez eu tenha medo.

Talvez sorria, ou diga:

— Alô, iniludível!

O meu dia foi bom, pode a noite descer.

(A noite com os seus sortilégios.)

Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,

A mesa posta,

Com cada coisa em seu lugar.


(BANDEIRA, Manuel. Libertinagem, 1930)
O título do poema Consoada, de Manuel Bandeira, dialoga diretamente com seu conteúdo temático. Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o termo “consoada” designa, entre outros sentidos, a refeição leve feita à noite, especialmente na véspera de Natal, associada à ideia de espera e preparação.

Considerando essa definição e a leitura integral do poema, a relação entre o título e o texto estabelece-se principalmente porque:
Alternativas
Q4135139 Literatura
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os ombros suportam o mundo. 


Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.

E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco.



Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos.



Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios

provam apenas que a vida prossegue

e nem todos se libertaram ainda.



Alguns, achando bárbaro o espetáculo,

prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação. 


Carlos Drummond de Andrade (1985).





Acerca do poema de Carlos Drummond de Andrade, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4056852 Literatura

Os gêneros literários organizam-se segundo diferentes modos de enunciação e de organização da linguagem, refletindo formas distintas de representação da experiência humana na literatura. Essa classificação considera a maneira como o texto se estrutura e como o discurso literário se apresenta ao leitor (COMPAGNON, 2015).



Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4050742 Literatura
Em uma análise de teoria literária, um poema é descrito como composto por versos decassílabos, organizados em dois quartetos e dois tercetos, com esquema de rimas regular. Além disso, o eu lírico desenvolve uma reflexão de tom elevado, em linguagem trabalhada e com forte preocupação formal. A descrição aponta para uma composição conhecida como: 
Alternativas
Q4183824 Literatura
Leia o texto:
esta vida é uma viagem pena eu estar só de passagem
 (Paulo Leminski, La vie em close. 5a ed. S.Paulo: Brasiliense, 2000, p.134)

No poema de apenas três versos, o poeta lamenta-se:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145171 Literatura
TEXTO 1

MOTIVO


Hei de amar-te até morrer.

IMPROVISO
Nossos olhos se encontraram,
Marília, sem eu querer;
Logo te amei; e já agora
Hei de amar-te até morrer.
Não posso mudar de gosto,
Nem deixar de te querer;
Com esta mesma paixão
Hei de amar-te até morrer.


ALVARENGA, L. J. Poesias. Rio de Janeiro: Tipographia Ogier, 1830 (fragmento).


TEXTO 2


Ciranda da rosa vermelha

Sou rosa vermelha
Ai! Meu bem querer.
Beija-flor, sou tua rosa
E hei de amar-te até morrer.


VALENÇA, A. In: Baioque. Rio de Janeiro: BMG, 1997 (fragmento).
Uma professora de literatura planeja uma atividade para trabalhar a relação entre poesia e canção. Na etapa da motivação, propõe uma oficina para explorar, de forma lúdica e prazerosa, a oralidade e a performance nessas áreas. Para atingir esse propósito, ela usa o Texto 2 para a abertura da oficina e o Texto 1 para as demais tarefas. Considerando essa situação, qual atividade explora oralidade e performance nesses textos?
Alternativas
Q3570590 Literatura

Leia o poema a seguir:


As Sem-razões do Amor

Eu te amo porque te amo.

Não precisas ser amante,

e nem sempre sabes sê-lo.

Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça

e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,

é semeado no vento,

na cachoeira, no eclipse.

Amor foge a dicionários

e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo

bastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,

não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,

feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,

e da morte vencedor,

por mais que o matem (e matam)

a cada instante de amor.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Corpo. Rio de Janeiro: Record, 2002.)

Nesse poema, é possível identificar:


I - A presença de rimas nos versos 18 e 19.


II - A partir de uma análise acerca do título, nota-se que há um jogo de palavras entre “sem” e “cem” que se relaciona com o significado do restante do poema. Além disso, pode ser vista uma dicotomia existente: mesmo que alguém tente explicar o amor, é impossível enumerá-lo.


III - O eu-lírico expressando a sua perspetiva acerca do amor.


Após analisar as alternativas, indique a opção correta:

Alternativas
Q4152836 Literatura
En una clase de la 1ª serie de la Enseñanza Media, el profesor solicitó la lectura del siguiente poema de Santa Teres
¡Oh qué bien tan sin segundo!
¡Oh casamiento sagrado!
Que el Rey de la Magestad,
Haya sido el desposado.
¡Oh qué venturosa suerte,
Os estaba aparejada,
Que os quiere Dios por amada,
Y ha os ganado con su muerte!
En servile estad muy fuerte,
Pues que lo habeis profesado,
Que el Rey de la Magestad,
Es ya vuestro desposado.
Ricas joyas os dará.
DE JESÚS, S. T. Poesías de Santa Teresa. Madrid: M. Rivadeneyra, 1861. p. 513.

Después de la lectura, un estudiante dice que el poema era un buen ejemplo de poesía mística.

La afirmación del estudiante está correcta porque en el poema, por medio del lenguaje amoroso y religioso, concreta la vía
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Letras - Português |
Q4152267 Literatura
A produção poética brasileira que ficou conhecida como poesia marginal, ou de geração mimeógrafo, desenvolveu-se principalmente no momento de maior repressão da ditadura militar, a saber, no decênio de 1970. A denominação poesia marginal deve-se ao fato de esta ser produzida fora do sistema tradicional de editoração, reunindo elementos que demonstravam uma visão crítica não apenas da política, mas também da própria arte literária.
SILVA, J. P. S. A poesia marginal e a perspectiva do pós-modernismo. Ibanceira: Revista de Letras da Universidade do Estado do Pará, p. 19-28, abr./jun. 2017 (adaptado).

Considerando as características dessa vertente poética, assinale a opção que apresenta um exemplo desse tipo de poesia.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Letras - Português |
Q4152265 Literatura
Em uma aula de Literatura para o Ensino Médio, uma professora levou sua turma a refletir sobre a leitura dos clássicos, a partir do seguinte trecho, de autoria de ltalo Calvino.
Os clássicos não são lidos por dever ou por respeito, mas só por amor. Exceto na escola: a escola deve fazer com que você conheça bem ou mal um certo número de clássicos dentre os quais (ou em relação aos quais) você poderá depois reconhecer os “seus” clássicos. A escola é obrigada a dar-lhe instrumentos para efetuar uma opção: mas as escolhas que contam são aquelas que ocorrem fora e depois de cada escola.
CALVINO, l. Por que ler os clássicos. Tradução: Nilson Moulin. São Paulo: Companhia das Letras, 1993 (adaptado).

O excerto provocou grande debate sobre o que é sugerido como leitura na escola, em contraposição às obras que os adolescentes realmente gostam de ler. Nessa conversa, os alunos mencionaram livros que leram por indicação da escola e outros que conheceram fora dela, com os quais se identificavam mais. Uma aluna, então, trouxe à tona textos que havia lido a partir das redes sociais, como o Instagram, e acrescentou um novo ponto à discussão: a instapoesia.

Aproveitando a introdução desse novo tópico, a professora refletiu sobre a instapoesia como uma produção contemporânea. Em sala, a docente leu instapoemas de autoras populares no Instagram, como Rupi Kaur e Ryane Leão, poetas feministas indiano-canadense e brasileira, respectivamente. Contudo, em meio à discussão, um aluno questionou se tais produções seriam mesmo literatura. Como encaminhamento, a professora sugeriu que os estudantes fizessem uma pesquisa sobre instapoesia e informou que, nas aulas seguintes, retomaria as reflexões sobre o que se lê na escola, bem como sobre o que é literatura clássica e o que é arte marginal.

Nessa situação, na retomada das reflexões sobre esse tema, seria adequado a professora
Alternativas
Q4109211 Literatura

Soneto 18


Se te comparo a um dia de verão

És por certo mais belo e mais ameno

O vento espalha as folhas pelo chão

E o tempo do verão é bem pequeno.

Às vezes brilha o Sol em demasia

Outras vezes desmaia com frieza;

O que é belo declina num só dia,

Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,

E a beleza que tens não perderás;

Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.

E enquanto nesta terra houver um ser,

Meus versos vivos te farão viver.


(William Shakespeare. Disponível em: https://www.pensador.com/textos_de_willian_shakespeare/.)

Assinale a alternativa que melhor representa a relação entre o papel da escrita poética e o conceito de “verão eterno” na preservação da beleza no Soneto 18 de Shakespeare
Alternativas
Q3131257 Literatura
        Para os teóricos românticos, o Classicismo (que para eles engloba o que depois se chamou Barroco) teria sido expressão do colonizador português, perturbando o desenvolvimento original da literatura brasileira. Inversamente, o Romantismo representaria o espírito nacional, permitindo com a sua liberdade criadora a manifestação do gênio brasileiro inspirado pelas características da terra, da sociedade, dos ideais. Esta noção nitidamente ideológica correspondia a um estádio da consciência nacional em plena euforia. Historicamente a literatura do período colonial foi algo imposto, inevitavelmente imposto, como o resto do equipamento cultural dos portugueses. E este fato nada tem de negativo em si, desde que focalizemos a colonização, não pelo que poderia ter sido, mas pelo que realmente foi como processo de criação do País, com todas as suas misérias e grandezas. Certos traços que sempre foram censurados no Classicismo tornam-se fatores positivos, como a “artificialidade” das suas tendências. Quando Cláudio Manuel da Costa transforma em Polifemos as rochas da Capitania de Minas, e em Galateias os ribeirões cheios de ouro, está dando nome ao mundo e incorporando a realidade que o cerca a um sistema inteligível para os homens cultos da época, em qualquer país de civilização ocidental. Gregório de Matos pôs nos rigorosos limites convencionais do soneto não apenas a expressão dos padecimentos do amor e toda a inquietação do pecado (isto é, algo normal dentro da tradição), mas os costumes da sociedade em formação, com os seus preconceitos, as suas querelas, a sonoridade dos seus nomes indígenas. O importante é que através dessa convenção livresca manifestaram implicitamente, de maneira original, o contraste entre a civilização da Europa, que os fascinava e na qual se haviam formado intelectualmente, e a rusticidade da terra onde viviam, que amavam e desejavam exprimir. Na sociedade duramente estratificada, submetida à brutalidade de uma dominação baseada na escravidão, se de um lado os escritores e intelectuais reforçaram os valores impostos, puderam muitas vezes, de outro, usar a ambiguidade do seu instrumento e da sua posição para fazer o que é possível nesses casos: dar a sua voz aos que não poderiam nem saberiam falar em tais níveis de expressão. 

Antonio Candido. Literatura de dois gumes. In: A educação pela noite e outros ensaios.
Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006, p. 212-216 (com adaptações).

Considerando o fragmento de texto precedente e os contextos literários a que ele remete, julgue o item subsequente. 
O poeta barroco Gregório de Matos escreveu sonetos líricos, religiosos e satíricos e, especialmente por meio desses últimos, figurou as contradições da vida social no Brasil Colônia. 
Alternativas
Respostas
1: B
2: D
3: C
4: C
5: C
6: C
7: C
8: C
9: C
10: D
11: C
12: A
13: A
14: B
15: D
16: A
17: B
18: C
19: C
20: C