Questões de Concurso Sobre gênero épico ou narrativo em literatura

Foram encontradas 91 questões

Q2065876 Literatura
Assinale a alternativa que contrapõe sobre a importância da Literatura Infanto-juvenil:
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Q2065875 Literatura
“O assanhamento da criançada subiu a 100 graus, que é o ponto de fervura da água. Ficaram todos borbulhantes de alegria. Pedrinho disparou a fazer projetos de brincadeiras com Aladino e o Príncipe Codadade. Narizinho queria conversas de não acabar mais com Branca de Neve e a menina da Capinha Vermelha. Até o Visconde lambeu os beiços, ansioso por uma discussão científica com Mr. de La Fontaine, o famoso fabulista encontrado na viagem feita ao "País da Fábula”.
O texto, acima, pertence a que obra e o seu autor é: 
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Q2065874 Literatura
______________é um dos maiores clássicos da literatura infantil brasileira. É um menino muito traquina que vive com uma panela na cabeça. As crianças vão se encantar com suas aventuras e sua turma de amigos.
Assinale a alternativa que completa a lacuna, acima. 
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Q2065873 Literatura
Obras em que as fronteiras entre realidade e imaginário diluem-se, fundindo-se às diferentes áreas para dar lugar a uma terceira realidade, onde as possibilidades de vivências são infinitas e imprevisíveis. São diretrizes do livro Bisa Bia Bisa Bel de autoria de: 
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Q2065871 Literatura
Lygia Bojunga é uma autora de livros infantis e juvenis. Sua obra mais lida e famosa é:
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Q2065870 Literatura
... Ora, Marcelo foi o nome que eu e seu pai escolhemos. ... Porque marmelo é nome de fruta, menino!” Esse livro é de autoria de:
Imagem associada para resolução da questão
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Q4200438 Literatura

Leia o Texto 2 para responder à questão.



Texto 2



No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.


Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar exclamava:


— Ai! Que preguiça!...


E não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho e Jiguê na força do homem. O divertimento dele era decepar cabeça de saúva. Vivia deitado mas si punha os olhos em dinheiro, Macunaíma dandava pra ganhar vintém. E também espertava quando a família ia tomar banho no rio, todos juntos e nus. Passava o tempo do banho dando mergulho, e as mulheres soltavam gritos gozados por causa dos guaiamuns diz-que habitando a águadoce por lá. No mocambo si alguma cunhatã se aproximava dele pra fazer festinha, Macunaíma punha a mão nas graças dela, cunhatã se afastava. Nos machos guspia na cara. Porém respeitava os velhos, e frequentava com aplicação a murua a poracê o torê o bacororô a cucuicogue, todas essas danças religiosas da tribo.



ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. São Paulo: Ubu Editora, 2017, p. 13. 

O início do texto literário Macunaíma produz efeito de sentido de 
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Q4108322 Literatura
A atitude da marmota, no final da história, demonstra que ela vai
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Q4107186 Literatura
“Os Sertões” são uma das obras mais emblemáticas do escritor pré-modernista Euclides da Cunha. A obra regionalista narra os acontecimentos da sangrenta Guerra de Canudos, liderada por Antônio Conselheiro (1830-1897), que ocorreu no Interior da Bahia, durante 1896 e 1897. Sobre a obra ”Os Sertões” de Euclides da Cunha, é possível afirmar:
I – Está dividida em três partes: A terra, o homem e a luta.
II- A parte destinada ao “Homem” trata de um estudo antropológico e sociológico, donde o homem é determinado pela tríade - meio, raça e história - segundo a teoria determinista do historiador francês Hippolyte Taine.
III-A parte destinada “A Luta “ apresenta uma categoria geográfica que Hegel não citou. Como se faz um deserto. Como se extingue o deserto. O martírio secular da terra.
IV – N a primeira parte da obra, Euclides da Cunha aborda sobre os habitantes do local, o sertanejo e o jagunço, os quais fazem parte dessa paisagem. Sendo assim, nesse primeiro momento, apresenta uma região separada geográfica e temporalmente do resto do país.
V- Na Terceira parte da obra “A luta”, o autor descreve os embates que ocorreram entre o sertanejo e o exército nacional do Brasil. Aborda sobre as quatro expedições realizadas pelo exército nacional, enviados para destruir o Arraial de Canudos, que contava com cerca de 20 mil habitantes.
Está correto o que se afirma em:
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Q4105829 Literatura
Observe o seguinte texto narrativo:
“‘O dinheiro é para ser movimentado’ dizia meu pai. Às vezes tínhamos muito em casa, outras vezes não tínhamos o suficiente. Minha mãe ficava nervosa. Por isso eu acho o dinheiro desprezível”.
O narrador desse pequeno texto deve ser caracterizado como
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Q4087137 Literatura
Texto para responder à questão.


    No ano de 1878, formei-me em medicina pela Universidade de Londres e logo parti para Netley, a fim de seguir o curso exigido aos médicos militares. Terminados os meus estudos, fui designado para o Quinto Regimento de Fuzileiros de Northumberland, como cirurgião assistente. Nessa época, o Quinto estava acantonado na Índia, e antes que eu pudesse me apresentar eclodiu a Segunda Guerra Afegã. Ao desembarcar em Bombaim, soube que o meu regimento já havia atravessado os desfiladeiros e se achava embrenhado em território inimigo. Tomei o mesmo caminho, com muitos outros oficiais que estavam em idêntica situação, e consegui chegar são e salvo a Kandahar, onde encontrei minha unidade e imediatamente assumi minhas novas funções.
    A campanha trouxe honras e promoções para muitos, mas a mim só proporcionou infortúnios e desastres. Fui transferido da minha brigada para as tropas de Berkshire, com as quais tomei parte na fatídica Batalha de Maiwand. Ali, a bala de um mosquete afegão atingiu-me o ombro, fraturando o osso e raspando a artéria subclávia. Teria caído nas mãos dos ferozes ghazis, se não fosse a devoção e a coragem do ordenança Murray, que me pôs num cavalo de carga e conseguiu levar-me são e salvo para as linhas britânicas.
    Combalido pelo sofrimento e pelas contínuas privações que havia suportado, fui removido, numa longa composição de feridos, para o hospital central de Peshawar. Ali fui me restabelecendo, e já tinha melhorado o suficiente para andar um pouco pelas enfermarias, ou estender-me ao sol na varanda, quando apanhei uma gastrenterite, essa praga das nossas possessões indianas. Durante meses, tive a vida por um fio, e quando, finalmente, voltei a mim e entrei em convalescença, estava de tal modo fraco e macilento que uma junta médica foi de parecer que deviam me fazer regressar imediatamente à Inglaterra. Consequentemente, fui recambiado no vapor Orontes e um mês depois desembarquei no cais de Portsmouth, com a saúde irremediavelmente arruinada, mas com a permissão, dada por um governo paternal, de tentar melhorá-la nos nove meses seguintes.
    Não tendo relações nem parentes na Inglaterra, achava-me tão livre como o ar... ou pelo menos tão livre quanto pode ser um homem cujo rendimento não passa de onze xelins e seis pence por dia. Em tais circunstâncias, fui naturalmente atraído por Londres, essa grande fossa a que irresistivelmente vão ter todos os vadios e desocupados do império. Ali fiquei algum tempo, instalado num hotel do Strand, levando uma existência sem conforto nem sentido, e gastando, com mais largueza do que devia, todo o dinheiro que me vinha às mãos. Tão alarmante se tornou o estado das minhas finanças que em breve me vi na contingência de deixar a metrópole e ir viver no campo, ou alterar completamente o meu modo de vida. Escolhendo esta última alternativa, resolvi sair do hotel e alojar-me num domicílio mais barato e menos pretensioso.
    Exatamente no dia em que cheguei a essa conclusão, encontrava-me no Bar Criterion quando alguém me bateu no ombro. Voltando-me, reconheci Stamford, um jovem que fora meu assistente no Barts. Ver um rosto amigo no imenso deserto londrino é coisa deveras agradável para um homem solitário. Nos velhos tempos da universidade, não tínhamos lá grande intimidade, mas cumprimentei-o com entusiasmo, e ele, por sua vez, pareceu feliz de me ver. Na exuberância daquele momento, convidei-o para almoçar comigo no Holborn, e juntos tomamos uma carruagem.
    — Que diabo você tem feito, Watson? — perguntou-me ele, sem esconder o seu espanto, enquanto passávamos pelas ruas apinhadas de Londres. — Vejo-o magro como um sarrafo e escuro como uma castanha.
    Fiz-lhe um breve relato das minhas aventuras e mal o concluíra chegamos ao nosso destino.
    — Coitado! — exclamou ele, condoído pelos infortúnios que acabava de ouvir. — E que faz agora?
    — Procuro alojamento — respondi. — Tento resolver o problema de encontrar quartos confortáveis a preços razoáveis.
    — É curioso — disse o meu companheiro. — Você hoje é a segunda pessoa que fala dessa maneira.
    — E quem foi a primeira? — perguntei.
    —Um sujeito que trabalha no laboratório químico do hospital. Estava se queixando, ainda esta manhã, de não encontrar com quem dividir o aluguel de uns ótimos aposentos que tinha descoberto, mas que eram demasiado caros para a sua bolsa.
    — Magnífico! — exclamei. — Se ele procura alguém para compartilhar dos quartos e das despesas, sou exatamente essa pessoa. Prefiro ter um companheiro a morar sozinho.
      Stamford olhou-me de um modo estranho, por cima do seu copo de vinho.
    — Você ainda não conhece Sherlock Holmes — disse ele. — Não sei se lhe agradará como companheiro permanente.
    — Por quê? Haverá alguma coisa que não o recomende?
    — Oh! Eu não disse isso. Ele é um pouco esquisito... tem paixão por certos ramos da ciência. Que eu saiba, é uma pessoa muito correta.
     — Estudante de medicina?
    — Não. E não tenho a menor ideia a respeito da carreira que pretende seguir. Creio que entende muito de anatomia, e é um químico de primeira ordem. Mas, ao que me consta, nunca fez um curso sistemático de medicina. Estuda sem método, de uma maneira excêntrica, e já acumulou uma série de conhecimentos pouco vulgares que espantariam os seus professores.
     — Nunca lhe perguntou qual o ramo da ciência em que deseja especializar-se?   
    — Não — respondeu Stamford. — Não é dado a confidências, embora seja bastante comunicativo quando lhe dá na telha.
    — Pois eu gostaria de conhecê-lo. Visto que preciso morar com alguém, agrada-me que seja um homem tranquilo e estudioso. Ainda não estou bastante forte para suportar ruídos ou balbúrdias. Já tive muito dessas duas coisas no Afeganistão... e estou provido delas para o resto da existência. Como poderei travar relações com esse seu amigo?
    — Ele deve estar no laboratório — respondeu o meu companheiro. —Às vezes passa semanas inteiras semaparecer, mas noutras ocasiões não sai de lá o dia todo e boa parte da noite. Se quiser, vamos procurá-lo depois do almoço.
    —Combinado —respondi, e a conversação passou a outros assuntos.
    Quando nos dirigíamos para o hospital, ao sairmos do Holborn, Stamford deu-me mais algumas informações sobre o cavalheiro com quem eu me propunha morar.

(DOYLE, Arthur Conan. Um estudo em vermelho. Disponível em: https:// docero.com.br/doc/seces8. Adaptado.)
Em foco narrativo, narrador e personagem, analise as afirmativas a seguir.

I. As observações do narrador relevam um olhar crítico de quem participou como combatente em uma guerra e os desafios enfrentados ao retornar para a vida cotidiana.
II. O narrador, ou seja, a voz escolhida pelo autor para contar os acontecimentos em uma narrativa ficcional, está na terceira pessoa do discurso, já que ele ao mesmo tempo observa e participa dos fatos.
III. Ao informar os leitores sobre o juízo que faz sobre os demais personagens e acontecimentos, o narrador dá ao leitor a consciência de que está tendo contanto com uma história através de um olhar particularizado, ou seja, o olhar dele enquanto narrador.

Está correto apenas o que se afirma em
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Q4078854 Literatura
Diferente da dissertação, a narrativa é um texto que trata de acontecimentos e ações realizadas por personagens fictícios ou reais. Na Literatura, ela aparece principalmente em romances, novelas, fábulas, contos e crônicas. Ela também é a base de muitas peças de teatro e dos filmes produzidos pelo cinema.
Mas, para que o leitor ou ouvinte se sinta atraído e até mesmo entenda toda a situação, ela precisa ter uma estrutura e elementos essenciais ao desenvolvimento da história.

Com base no texto abaixo, indique a alternativa cujo elemento estruturador da narrativa não foi interposto no episódio:

"Porque não quis aceitar o acordo, Marcos de Oliveira, pintor, de 45 anos, residente na rua Nossa Senhora da Saúde, 172, Centro, matou ontem no Bar Recantos, o seu colega Gustavo Souza".

Após análise, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4045374 Literatura

Vários são os elementos que compõem uma narrativa, sendo, em princípio, a introdução, o desenvolvimento e a conclusão. Além desses fatores, existem outros, como o enredo, espaço, tempo, etc.



Em relação às divisões do Enredo, assinale a opção CORRETA.

Alternativas
Q2081907 Literatura
Com relação aos gêneros literários, desta vez sobre os os gêneros textuais narrativos, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta: 
I – crônica. II – fábula. III – diário. IV – lenda. 
Alternativas
Q1991249 Literatura
Observe a seguir a primeira estrofe de “Os Lusíadas”, de Luís de Camões”:

As armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram.

obre os componentes dessa estrofe e sobre suas relações literárias, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q1977841 Literatura

Texto para o item.


Canto I  

Ouvi, que não vereis com vãs façanhas,

Fantásticas, fingidas, mentirosas,

Louvar os vossos, como nas estranhas

Musas, de engrandecer-se desejosas:

As verdadeiras vossas são tamanhas

Que excedem as sonhadas, fabulosas,

Que excedem Rodamonte e o vão Rugeiro

E Orlando, inda que fora verdadeiro. 

Luís de Camões. Os Lusíadas. Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>.

A partir do texto apresentado, julgue o item, considerando a obra Os Lusíadas e seu contexto.
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), devido às dificuldades impostas pelo conjunto de referências, pelo vocabulário e pela sintaxe em poemas como Os Lusíadas, deve-se privilegiar a leitura da literatura contemporânea no Ensino Médio. 
Alternativas
Q1977840 Literatura

Texto para o item.


Canto I  

Ouvi, que não vereis com vãs façanhas,

Fantásticas, fingidas, mentirosas,

Louvar os vossos, como nas estranhas

Musas, de engrandecer-se desejosas:

As verdadeiras vossas são tamanhas

Que excedem as sonhadas, fabulosas,

Que excedem Rodamonte e o vão Rugeiro

E Orlando, inda que fora verdadeiro. 

Luís de Camões. Os Lusíadas. Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>.

A partir do texto apresentado, julgue o item, considerando a obra Os Lusíadas e seu contexto. 
A citação de personagens de outro texto contemporâneo ao de Camões explicita a trama intertextual proposta em Os Lusíadas.
Alternativas
Q1977838 Literatura

Texto para o item.


Canto I  

Ouvi, que não vereis com vãs façanhas,

Fantásticas, fingidas, mentirosas,

Louvar os vossos, como nas estranhas

Musas, de engrandecer-se desejosas:

As verdadeiras vossas são tamanhas

Que excedem as sonhadas, fabulosas,

Que excedem Rodamonte e o vão Rugeiro

E Orlando, inda que fora verdadeiro. 

Luís de Camões. Os Lusíadas. Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br/>.

A partir do texto apresentado, julgue o item, considerando a obra Os Lusíadas e seu contexto. 
A epopeia Os Lusíadas introduz nas literaturas de língua portuguesa a inter-relação entre introspecção e ficção histórica. 
Alternativas
Q3984523 Literatura
Com base nos romances Esaú e Jacó, Memorial do convento, Quarto de despejo e Tempo de menino, considere as afirmativas a seguir.

I. Esaú e Jacó é um dos livros publicados por Machado de Assis pela primeira vez no século XX e tem dois irmãos gêmeos como personagens com nomes diferentes dos que dão título ao romance.

II. Memorial do convento é um dos romances publicados pela primeira vez por José Saramago já no século XXI e tem como foco central as memórias de freiras brasileiras e suas experiências no Brasil.

III. Tempo de menino é um livro do autor contemporâneo paranaense Domingos Pellegrini, que contém narrativas sobre as recordações da infância cercada por jogos eletrônicos e pelos desafios do uni verso da computação.

IV. Quarto de despejo é um livro de Carolina Maria de Jesus com a forma de diário em que são expostos o cotidiano de moradores da favela e reflexões sobre o descaso de autoridades e sobre as condições da mulher.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2006231 Literatura

13 de Novembro

Ouço sempre o mesmo ruído de morte que devagar rói e persiste...

Uma vila encardida — ruas desertas — pátios de lajes soerguidas pelo único esforço da erva — o castelo — restos intactos de muralha que não têm serventia: uma escada encravada nos alvéolos das paredes não conduz a nenhures. Só uma figueira brava conseguiu meter-se nos interstícios das pedras e delas extrai suco e vida. A torre — a porta da Sé com os santos nos seus nichos — a praça com árvores raquíticas e um coreto de zinco. Sobre isto um tom denegrido e uniforme: a humidade entranhou-se na pedra, o sol entranhou-se na humidade. Nos corredores as aranhas tecem imutáveis teias de silêncio e tédio e uma cinza invisível, manias, regras, hábitos, vai lentamente soterrando tudo. Vi, não sei onde, num jardim abandonado — inverno e folhas secas — entre buxos do tamanho de árvores, estátuas de granito a que o tempo corroera as feições. Puíra-as e a expressão não era grotesca mas dolorosa. Sentia-se um esforço enorme para se arrancarem à pedra. Na realidade isto é como Pompeia um vasto sepulcro: aqui se enterraram todos os nossos sonhos... Sob estas capas de vulgaridade há talvez sonho e dor que a ninharia e o hábito não deixam vir à superfície. Afigura-se-me que estes seres estão encerrados num invólucro de pedra: talvez queiram falar, talvez não possam falar.

Silêncio. Ponho o ouvido à escuta e ouço sempre o trabalho persistente do caruncho que rói há séculos na madeira e nas almas.


BRANDÃO, Raul. Húmus. São Paulo: Carambaia, 2017.

Os traços dos gêneros estão em constante transformação; portanto, no ato de leitura, nos devemos conduzir abertamente pelas mudanças e não por características fixas. Faz-se necessário atentarmos para as expectativas criadas pela própria obra.
SOARES, Angélica. Gêneros literários. São Paulo: Ática, 1993. p. 21.

Em Gêneros literários, Angélica Soares (1993) procura afastar-se de classificações fechadas − conforme explicita a passagem acima −, adotando, para isso, a proposta elaborada por Emil Staiger em Conceitos fundamentais da poética. Preterindo uma compreensão substantiva das categorias de gênero, que vincularia terminantemente as produções a um ou outro rótulo, Staiger volta-se para os traços estilísticos líricos, épicos ou dramáticos que podem estar presentes em um texto, os quais se manifestam, muitas vezes, de maneira combinada. Essa formulação torna-se bastante útil para a análise de obras como a de Raul Brandão, que não se apresenta nos moldes tradicionais da prosa de ficção.
Qual dos aspectos abaixo corresponde a um traço lírico presente no excerto?
Alternativas
Respostas
61: C
62: B
63: C
64: C
65: C
66: D
67: A
68: C
69: A
70: A
71: C
72: C
73: D
74: E
75: C
76: E
77: C
78: E
79: B
80: B