Questões de Concurso
Sobre gênero épico ou narrativo em literatura
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I.A seca não é retratada apenas como fenômeno natural, mas como catalisador de uma desigualdade estrutural preexistente, revelando que a miséria dos retirantes é resultado tanto da natureza quanto das condições sociais e políticas do país.
II.O narrador de 'O Quinze' posiciona-se no interior da história como personagem participante dos acontecimentos narrados, o que confere à obra um caráter autobiográfico e memorialístico.
III.Na obra, a linguagem reflete uma escolha estética e política, pois a autora utiliza uma prosa simples, objetiva e próxima da fala nordestina, conferindo agilidade ao texto e valorizando a identidade do sertanejo, cuja realidade antes era pouco representada na literatura.
IV.A obra estabelece um contraste simbólico entre o sertão árido e os espaços urbanos para onde os retirantes migram, revelando que a saída do sertão não representa necessariamente melhoria de vida, mas o desenraizamento de uma identidade.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
( ) O herói da estória, chamado Jaguarê, era caçador, destinado a se casar com Jandira. Morava num afluente do Amazonas, o Rio Araguaia.
( ) É costume dos índios acumular nomes, à medida em que somam vitórias. Foi assim que Jaguarê passou a se chamar Ubirajara, passando da condição de caçador à de guerreiro, após uma luta violenta com Pujucã, da tribo inimiga que morava às margens do Rio Tocantins.
( ) Após uma grande luta, o índio Ubirajara é reconhecido como chefe das duas tribos, unindo-se a Araci e Jandira, índias das tribos Araguaia e Tocantins.
( ) São personagens da obra: Ubirajara, (Jaguarê), é o protagonista e herói do romance; Araci: (filha do chefe Itaquê, casa-se com Ubirajara); Pojucã, (irmão de Araci); Jandira: (bela índia araguaia, é prometida a Ubirajara); Itaquê: (líder dos Tocantins e pai de Araci e Pojucã).
Coluna I.
A- Virgília. B- Quincas Borba. C- Marcela. D- Lobo Neves.
Coluna II.
1- Era boa moça, lépida sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que lhe não permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga de dinheiro e de rapazes.
2- A beleza de...tinha agora um tom grandioso, que não possuía antes de casar. Era dessas figuras talhadas em pentélico, de um lavor nobre, rasgado e puro, tranquilamente bela, como as estátuas, mas não apática nem fria. Ao contrário, tinha o aspecto das naturezas cálidas e podia- 5 se dizer que, na realidade, resumia todo o amor.
3- Referiu-lhe que o decreto trazia a data de 13 e que esse número significava para ele uma recordação fúnebre. O pai morreu num dia 13, treze dias depois de um jantar em que havia treze pessoas. A casa em que morrera a mãe tinha o n.º13.
4- Voltou quatro meses depois, (...) Vinha demente. Contou-me que, para o fim de aperfeiçoar o Humanismo, queimara o manuscrito todo e ia recomeçá-lo.
Leia o texto abaixo e responda à questão
Pomar Urbano: ciência cidadã é ferramenta de conservação da biodiversidade na cidade
Pesquisadores avaliam monitoramento de plantas comestíveis urbanas pela ciência cidadã como ponte de integração entre ciência, população e meio ambiente
Aproximar os cidadãos do processo de fazer ciência ainda é um desafio. Atuando nessa frente, pesquisadores estão utilizando a ciência cidadã para monitorar plantas comestíveis em áreas urbanas. O grupo apresenta o projeto Pomar Urbano, iniciativa que mobiliza a população para coletar dados sobre plantas frutíferas. Esse monitoramento visa entender melhor a biodiversidade e promover uma conexão entre a população, a ciência e o ambiente urbano nas capitais brasileiras para promover valor e conhecimento sobre ela com parcerias que desenvolvem produtos e tecnologias.
“A maneira mais eficaz de promover a conservação das espécies é por meio do uso consciente da biodiversidade. Isso gera um sentimento de valorização e conservação”, explica Filipi. Plantas frutíferas constituem um grupo de organismos crucial para o funcionamento dos ecossistemas urbanos, fornecendo benefícios da natureza para as pessoas. A iniciativa Pomar Urbano serve como plataforma colaborativa, reunindo pesquisadores, cientistas e cidadãos brasileiros para monitorar essas plantas em paisagens urbanas.
Jean Silva
Redação adaptada:
Disponível< https://jornal.usp.br/ciencias/>
(Sarmento, 2013, p.138)
É correto afirmar que o conceito apresentado se aplica ao texto “A disciplina do amor”, pois, quanto ao gênero, ele se classifica como um
A constituição de um repertório literário implica o reconhecimento de obras e de seus respectivos autores, bem como a compreensão dos elementos temáticos que as caracterizam. Considerando esses aspectos, analise as assertivas a seguir.
I.Clarice Lispector é autora de "A paixão segundo G.H.", obra em que a narrativa se constrói a partir de uma experiência limite da protagonista, marcada por intensa introspecção e questionamento existencial.
II.Carolina Maria de Jesus escreveu "Quarto de despejo", obra em que registra, em forma de diário, a vida em uma favela paulistana.
III.Jorge Amado é autor de "Capitães da Areia", romance que retrata a vida de meninos em situação de rua na cidade de Salvador.
IV.Conceição Evaristo é autora de "Olhos d'água", coletânea de contos que tematiza experiências marcadas por desigualdade, memória e resistência.
Acerca das assertivas acima, assinale a alternativa CORRETA.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A proeza do caçador contra o curupira
Lá no coração da floresta amazônica, os velhos do povo Tukano contam a história de um caçador que saiu para caçar porque sua família estava com muita fome e não tinha nada para comer.
O caçador saiu bem cedinho e andou o dia inteiro e só havia matado um único macaco. Mas era tão pequeno que não seria suficiente para alimentar sua família.
O dia foi passando bem rapidinho e quando o caçador se deu conta já estava anoitecendo. Ele ficou aflito, pois sabia que passar a noite na mata é sempre muito perigoso. Além dos animais noturnos, há os espíritos da floresta que habitam o lugar. Ficou especialmente com medo do espírito protetor dos animais: o curupira.
Ele já havia ouvido falar demais desse espírito que, segundo os velhos, enlouquecem os caçadores desavisados que teimam pernoitar no mato.
A noite já havia caído por completo e nada mais ele podia fazer para encontrar o caminho de volta. De repente ouve um farfalhar de folhas secas e uma batida: tum, tum, tum. Era a bati da do curupira. Na aldeia diziam que ele fazia isso para verificar quais as árvores estariam abaladas pelo vento ou pela idade já que seu trabalho é zelar pela segurança de toda a natureza.
O som da batida estava bem próximo do caçador. Um vulto se aproximou da árvore em que ele estava e sentou-se na raiz. Como estava muito escuro o curupira não conseguia vê-lo nem mesmo usando sua vasta cabeleira cor de fogo.
(Daniel Munduruku. Contos Indígenas Brasileiros, 2021. Adaptado)
I-
“ (...)
JOÃO GRILO - Então deixe eu ir-me embora. Acredito que o senhor saiba, isso faz parte de sua vida íntima com o senhor seu Pai, mas o que o senhor disse foi que eu podia voltar se lhe fizesse uma pergunta a que o Senhor não pudesse responder.
A COMPADECIDA - É verdade, meu filho.
MANUEL - Eu sei, mas, para que você não fique cheio de si, vou lhe confessar que já sabia que você ia-se sair bem. Minha mãe já tinha combinado tudo comigo, mas você estava precisado de levar uns apertos. Estava ficando muito saído.
JOÃO GRILO - Quer dizer que posso voltar?
MANUEL - Pode, João, vá com Deus.
JOÃO GRILO - Com Deus e com Nossa Senhora, que foi quem me valeu [Ajoelhando-se diante de Nossa Senhora e beijando-lhe a mão]. Até à vista, grande advogada. Não me deixe de mão não, estou decidido a tomar jeito, mas a senhora sabe que a carne é fraca.
A COMPADECIDA - Até à vista, João. (...) ”
(ARIANO SUASSUNA)
II-
“Seu doutor, me dê licença
pra minha história contar
Hoje eu tô na terra estranha,
é bem triste o meu penar
Eu já fui muito feliz
vivendo no meu lugar
Eu tinha cavalo bom
e gostava de campear
Todo dia eu aboiava
na porteira do curral
Eeeeiaaaa, êeee Vaca Estrela, ôoooo Boi Fubá”
(Patativa do Assaré)
III -
Canto I
“As armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;”
(Luiz de Camões)
IV-
“Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã. Parecia calma. Desde sábado encolhera-se num canto da cozinha. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Mesmo quando a escolheram, apalpando sua intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se adivinharia nela um anseio.”
(Clarice Lispector)
No que diz respeito aos gêneros literários, a sequência dos textos correta é:
Os Ainu, embora tenham sido os primeiros habitantes de Hokkaido, foram oprimidos e marginalizados pelo domínio japonês durante séculos. Tiveram uma história difícil. Alguns acadêmicos acreditam que sejam descendentes de uma população indígena que se espalhou pelo norte da Ásia. Recentemente, as coisas começaram a melhorar para os Ainu. Em abril de 2019, eles foram legalmente reconhecidos pelo governo como um povo indígena do Japão, após muitos anos de debate.
BBC. Ainu, o povo indígena do Japão que vivia com ursos. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/. Acesso em: 9 jun. 2024 (adaptado).
TEXTO 2
Cultura, humor e violência. É neste entrelaçamento que o anime Golden Kamuy traz referências históricas e consegue mesclar fatos com ficção. O campo ético dos homens é ameaçado por catástrofes naturais amenizadas pela sabedoria da guerreira Ainu, que ensina métodos de sobrevivência na selva. Na trama, o povo Ainu está em busca de 75 quilos de ouro, que representam 800 milhões de ienes, ouro este que os Ainus estavam juntando para formar um exército com o objetivo de lutar contra os japoneses que haviam tomado suas terras.
BARRO, B. Análise – Golden Kamuy. Disponível em: https://artejaponesaunifesp.medium.com/. Acesso em: 9 jun. 2024 (adaptado).
Uma professora de Língua Portuguesa de uma turma do Ensino Médio pretende elaborar uma proposta didática que relacione a literatura brasileira com a história do povo indígena japonês chamado Ainu (apresentada no Texto 1) e com o anime Golden Kamuy (resenhado no Texto 2), que tem como referência essa tribo pouco conhecida. Seu objetivo é que os alunos adaptem o anime com base em uma obra literária brasileira que guarde semelhanças com o confronto travado entre os japoneses e o povo Ainu.
Para alcançar seu objetivo, a professora deve propor a atividade de adaptação do anime tomando como base
Lembro-me ainda do temor de minha mãe nos dias de fortes chuvas. Em cima da cama, agarrada a nós, ela nos protegia com seu abraço. E com os olhos alagados de prantos balbuciava rezas a Santa Bárbara, temendo que o nosso frágil barraco desabasse sobre nós. E eu não sei se o lamento-pranto de minha mãe, se o barulho da chuva... Sei que tudo me causava a sensação de que a nossa casa balançava ao vento. Nesses momentos os olhos de minha mãe se confundiam com os olhos da natureza. Chovia, chorava! Chorava, chovia! Então, por que eu não conseguia lembrar a cor dos olhos dela?
[...]
E também, já naquela época, eu entoava cantos de louvor a todas as nossas ancestrais, que desde a África vinham arando a terra da vida com as suas próprias mãos, palavras e sangue. Não, eu não esqueço essas Senhoras, nossas Yabás, donas de tantas sabedorias. Mas de que cor eram os olhos de minha mãe?
EVARISTO, C. Olhos d’água. Rio de Janeiro: Pallas. Fundação Biblioteca Nacional, 2016.
Nessa situação, para promover uma discussão com a turma, é adequado o professor explicar aos alunos que a narrativa apresentada pelo texto
Os elementos fundamentais da narração — enredo, personagens, tempo e espaço — são não apenas elementos estruturais, mas também dispositivos flexíveis e dinâmicos que podem ser manipulados de forma criativa para explorar temas complexos, provocar reflexão e transmitir significados mais profundos ao leitor ou espectador.