Questões de Concurso Sobre estilística em literatura

Foram encontradas 162 questões

Q3826124 Literatura
"O pobre mogo nem sabe se perdeu o consenso ou se o mundo rodou mais rapido que as mulheres endoidadas. Sabe apenas que esta saindo de um escuro e as luzes pirilampejam, —abrindo solugos no céu" (Terra Sonambula, Mia Couto)
A obra do escritor mogambicano Mia Couto ocupa lugar de destaque na literatura contemporanea de lingua portuguesa. Seus textos articulam meméria, oralidade, identidade cultural e reinvenção da lingua, produzindo uma escrita singular que tensiona os limites entre gêneros literários tradicionais. Considerando essas características, assinale a alternativa que melhor define o estilo predominante na obra de Mia Couto.
Alternativas
Q3816116 Literatura

TEXTO PARA A QUESTÃO.


O leito


Mares, de espúmeo albor de rendas revestidos!

Vagas, cheias de aroma, e de torpor fecundas!

Para a febre lenir, que esvaíra-me os sentidos,

Quero nestes lençóis mergulha-los, vencidos,

Num mar de sensações letárgicas, profundas!


Aqui, de regiões apostas, climas vários

Vieram se encontrar, por diversos caminhos,

Para depor, fiéis, submissos tributários,

Os prodígios do gosto, árduos, imaginários,

Em perfume, em cetins, em sedas, em arminhos.


Despenhada do teto, em turbilhão se entorna,

Muda, imóvel cascata, a cortina nitente,

Derramando no ar uma preguiça morna,

Que os músculos distende e os nervos amadorna,

Em íntima volúpia, estranha, inconsciente.


Repassa, embebe a alcova, em toda a plenitude,

A emanação sutil, que enleva, que extasia,

De um corpo virginal e cheio de saúde,

Grato eflúvio do sangue, em plena juventude,

Que do olfato a avidez satura, e não sacia.


Perfumados lençóis! vós sois as brancas tendas,

Onde, árabes do amor, meus vagos pensamentos

Nas solidões da noite ouvem estranhas lendas,

Enquanto sob um céu enublado de rendas

Enerva-me o luar de uns olhos sonolentos!



Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.

Ao longo do poema, o autor explora a fusão entre corpo, espaço e imaginação, criando uma experiência estética marcada pela sinestesia e pelo simbolismo. Nesse sentido, analise as assertivas:



I. A alcova é apresentada como um espaço simbólico em que sensações físicas e estados psíquicos se confundem, dissolvendo os limites entre sujeito e ambiente.


II. O uso recorrente de termos ligados ao torpor, à lentidão e à imobilidade sugere negação do desejo e recusa da experiência sensorial.



Das assertivas, pode-se afirmar que:

Alternativas
Q3816114 Literatura

TEXTO PARA A QUESTÃO.


O leito


Mares, de espúmeo albor de rendas revestidos!

Vagas, cheias de aroma, e de torpor fecundas!

Para a febre lenir, que esvaíra-me os sentidos,

Quero nestes lençóis mergulha-los, vencidos,

Num mar de sensações letárgicas, profundas!


Aqui, de regiões apostas, climas vários

Vieram se encontrar, por diversos caminhos,

Para depor, fiéis, submissos tributários,

Os prodígios do gosto, árduos, imaginários,

Em perfume, em cetins, em sedas, em arminhos.


Despenhada do teto, em turbilhão se entorna,

Muda, imóvel cascata, a cortina nitente,

Derramando no ar uma preguiça morna,

Que os músculos distende e os nervos amadorna,

Em íntima volúpia, estranha, inconsciente.


Repassa, embebe a alcova, em toda a plenitude,

A emanação sutil, que enleva, que extasia,

De um corpo virginal e cheio de saúde,

Grato eflúvio do sangue, em plena juventude,

Que do olfato a avidez satura, e não sacia.


Perfumados lençóis! vós sois as brancas tendas,

Onde, árabes do amor, meus vagos pensamentos

Nas solidões da noite ouvem estranhas lendas,

Enquanto sob um céu enublado de rendas

Enerva-me o luar de uns olhos sonolentos!



Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.

No poema “O leito”, o eu lírico constrói uma atmosfera sensorial densa, marcada por imagens táteis, olfativas e visuais, que transcendem a descrição física do espaço. A convergência desses elementos produz um efeito estético específico. Considerando o sentido global do poema, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4034384 Literatura

Read the excerpt from William Shakespeare's Hamlet (Act III, Scene I):


"To be, or not to be: that is the question:

Whether 'tis nobler in the mind to suffer

The slings and arrows of outrageous fortune,

 Or to take arms against a sea of troubles,

And by opposing end them? To die: to sleep;

No more; and by a sleep to say we end"


Source: https://poets.org/poem/hamlet-act-iii-scene-i-be-or-not-be


In the context of Shakespearean verse, the term "blank verse" refers to:

Alternativas
Q4034381 Literatura
Regarding structure, motifs, and doubling in Virginia Woolf's Mrs Dalloway , judge the statements below:


I.The use of stream of consciousness and free indirect style is articulated through a recurrent auditory motif — the chimes of Big Ben — which provides temporal cohesion to the shifting mental perspectives throughout the day.
II.Septimus Warren Smith functions merely as a comic counterpoint to Clarissa's social anxieties, without thematic connection to war trauma or critique of medical psychiatry.
III.The narrative covers several weeks, alternating between London and the countryside, and follows a multitemporal episodic structure.

The following statement(s) is/are CORRECT:
Alternativas
Q4034378 Literatura
Judge the sentences below as TRUE (T) or FALSE (F) regarding form and thematic devices in William Shakespeare's Hamlet.

(__)The "To be, or not to be" soliloquy is written predominantly in iambic pentameter, employing antithesis and occasional feminine endings to dramatize internal debate.

(__)The play uses metatheatre through "The Mousetrap" (the play-within-the-play) to test Claudius's guilt by observing his reaction to a staged regicide.

(__)Ophelia's mad songs draw exclusively on courtly love conventions and exclude folk ballad elements, avoiding colloquial or popular registers.



The CORRECT sequence is:
Alternativas
Q3978877 Literatura
A arte de ser feliz

Cecília Meireles

        Houve um tempo em que a minha janela se abria para o chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa, e sentia-me completamente feliz.

        Houve um tempo em que minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém minha alma ficava completamente feliz. 

        Houve um tempo em que a minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

        Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era numa época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão uma gota de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros, e meu coração ficava completamente feliz.

        Às vezes abro a janela e encontro o jasmim, em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com os pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.

        Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

http://myriamperes.blog.terra.com.br/cecilia_meireles_contos_ Referências: selecionados 

No texto de Cecília Meireles, o uso constante do termo “Houve um tempo...”, caracteriza a presença de:
Alternativas
Q3928893 Literatura
I-Juca Pirama

 Gonçalves Dias

 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi:
 Sou filho das selvas,
 Nas selvas cresci;
 Guerreiros, descendo
 Da tribo tupi.

 Da tribo pujante,
 Que agora anda errante
 Por fado inconstante,
 Guerreiros, nasci;

 Sou bravo, sou forte,
 Sou filho do Norte;
 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi.

 Já vi cruas brigas,
 De tribos imigas,
 E as duras fadigas
 Da guerra provei;

 Nas ondas mendaces
 Senti pelas faces
 Os silvos fugaces
 Dos ventos que amei.

 Andei longes terras
 Lidei cruas guerras,
 Vaguei pelas serras
 Dos vis Aimoréis;

 Vi lutas de bravos,
 Vi fortes — escravos!
 De estranhos ignavos
 Calcados aos pés.

 E os campos talados,
 E os arcos quebrados,
 E os piagas coitados
 Já sem maracás;

 E os meigos cantores,
 Servindo a senhores,
 Que vinham traidores,
 Com mostras de paz.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
Considerando-se os aspectos estéticos peculiares da arte literária, é correto afirmar que o texto I-Juca Pirama, de Gonçalves Dias, é literário porque
Alternativas
Q3921807 Literatura
Para responder à questão, leia o capítulo IV do romance Quincas Borba, de Machado de Assis.


     Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias póstumas de Brás Cubas, é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena. [...]

    Saberia Rubião que o nosso Quincas Borba trazia aquele grãozinho de sandice, que um médico supôs achar-lhe? Seguramente, não; tinha-o por homem esquisito. É, todavia, certo que o grãozinho não se despegou do cérebro de Quincas Borba, — nem antes, nem depois da moléstia que lentamente o comeu. Quincas Borba tivera ali alguns parentes, mortos já agora em 1867; o último foi o tio que o deixou por herdeiro de seus bens. Rubião ficou sendo o único amigo do filósofo. Regia então uma escola de meninos, que fechou para tratar do enfermo. Antes de professor, metera ombros a algumas empresas, que foram a pique. [...]

    A opinião ostensiva do médico era que a doença do Quincas Borba iria saindo devagar. Um dia, o nosso Rubião, acompanhando o médico até à porta da rua, perguntou-lhe qual era o verdadeiro estado do amigo. Ouviu que estava perdido, completamente perdido; mas, que o fosse animando. Para que tornar-lhe a morte mais aflitiva pela certeza...?

    — Lá isso, não, atalhou Rubião; para ele, morrer é negócio fácil. Nunca leu um livro que ele escreveu, há anos, não sei que negócio de filosofia...

     — Não; mas filosofia é uma coisa, e morrer de verdade é outra; adeus.


(Quincas Borba, 2012.)
“Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias póstumas de Brás Cubas, é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena.” (1° parágrafo)

Observa-se nesse parágrafo o seguinte procedimento estilístico que caracteriza a prosa madura de Machado de Assis:
Alternativas
Q3917633 Literatura
Aos afetos, e lágrimas derramadas na ausência da
dama a quem queria bem


Ardor em firme Coração nascido;
pranto por belos olhos derramado;
incêndio em mares de água disfarçado;
rio de neve em fogo convertido:


Tu, que em um peito abrasas escondido;
tu, que em um rosto corres desatado;
quando fogo, em cristais aprisionado;
quando cristal, em chamas derretido:


Se és fogo, como passas brandamente?
Se és neve, como queimas com porfia?
Mas ai, que andou Amor em ti prudente!


Pois, para temperar a tirania,
como quis que aqui fosse a neve ardente,
permitiu parecesse a chama fria.

Ainda sobre o poema de Gregório de Matos, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3803571 Literatura
Success is counted sweetest
By those who ne’er succeed.
To comprehend a nectar
Requires sorest need.

Not one of all the purple Host
Who took the Flag today
Can tell the definition,
So clear, of Victory!

As he, defeated — dying —
On whose forbidden ear
The distant strains of triumph
Burst agonized and clear!

(c. 1859)
– Emily Dickinson –
In “Success is counted sweetest”, Emily Dickinson uses figurative language to deepen the contrast between victory and defeat. Which figure of speech is most clearly illustrated in the image of the “purple Host / Who took the Flag today” contrasted with “he, defeated — dying”?
Alternativas
Q3799152 Literatura
Falando-se sobre versificação, leia os itens e assinale a alternativa verdadeira.

I- Verso livre é aquele que não obedece a nenhuma exigência métrica, apesar de ter o seu ritmo.

II- Refrão ou estribilho é o verso ou conjunto de versos que se repete ao final de cada estrofe. A balada e o rondó são tipos de poesia que têm refrão.

III- Nos poemas, os versos podem formar apenas um grupo ou vários grupos. Cada grupo de versos forma uma estrofe.

IV- Estrofe é o conjunto de versos.
Alternativas
Q3781896 Literatura
Leia o soneto de Antero de Quental para responder a questão:

À Virgem Santíssima


Cheia de Graça, Mãe de Misericórdia

Num sonho todo feito de incerteza,
De noturna e indizível ansiedade,
É que eu vi teu olhar de piedade
E (mais que piedade) de tristeza...

Não era o vulgar brilho da beleza,
Nem o ardor banal da mocidade...
Era outra luz, era outra suavidade,
Que até nem sei se as há na natureza...

Um místico sofrer... uma ventura
Feita só do perdão, só ternura
E da paz da nossa hora derradeira...

Ó visão, visão triste e piedosa!
Fita-me assim calada, assim chorosa.
E deixa-me sonhar a vida inteira!

(Em: MOISÉS, M. A. Literatura portuguesa através dos textos. 33. ed. São Paulo: Cultrix, 2011)
De acordo com a habilidade EF69LP48 da BNCC, o aluno deverá “Interpretar, em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros (estrofação, rimas, aliterações etc.), semânticos (figuras de linguagem, por exemplo), gráficoespacial (distribuição da mancha gráfica no papel), imagens e sua relação com o texto verbal.” Desse modo, a fruição do poema de Antero de Quental implica reconhecer que o ritmo decorre, entre outros recursos, de versos
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: AL-AM Provas: FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Administrador de Empresa | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Analista de Redes de Comunicação de Dados | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Analista de Sistema | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Assistente Social | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Bibliotecário | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Enfermeiro | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Cientista Politico | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Contador | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Pedagogo | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Design Gráfico | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Engenheiro Civil | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Engenheiro Eletricista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Profissional de Educação Física | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Programador | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Psicólogo | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Fisioterapeuta | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Redator | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Economista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Historiador | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Intérprete de Libras e sinais | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Endocrinologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Jornalista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Ginecologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Urologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Odontologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Cardiologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Clinico Geral |
Q3776544 Literatura
Entre as seguintes frases, retiradas de obras de Machado de Assis, assinale aquela que não representa um exemplo de pleonasmo semântico.
Alternativas
Q3758387 Literatura
Na crítica contemporânea, observa-se que Clarice Lispector instaura um regime de interioridade de alta voltagem reflexiva, no qual a sintaxe rarefeita, as pausas especulativas e a oscilação do foco produzem zonas de indeterminação que tensionam a própria experiência enunciativa (A paixão segundo G.H.). Em Graciliano Ramos, a economia vocabular, a contenção retórica e a rigidez construtiva do período configuram um projeto ético de forma, no qual o conflito social e a observação objetiva emergem pela depuração da frase (Vidas Secas). A leitura comparativa evidencia diferenças de tratamento do foco, do ritmo sintático e das camadas de consciência narrativa, solicitando do leitor operações inferenciais elevadas. Assinale a alternativa plenamente compatível com esse enquadramento crítico.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FACET Concursos Órgão: Prefeitura de Monteiro - PB Provas: FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Assistente Social | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Assistente Social Plantonista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Bioquímico | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Bioquímico Plantonista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Educador Físico | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Enfermeiro | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Enfermeiro Plantonista GAM | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Enfermeiro Plantonista GPA | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Farmacêutico Plantonista GSP | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Farmacêutico Plantonista GPA | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fiscal de Tributos Municipais | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fisioterapeuta | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fonoaudiólogo GAE | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fonoaudiólogo GSP | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Médico Endocrinologista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Médico Generalista Plantonista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Médico Veterinário | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Nutricionista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Odontólogo | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Odontólogo Endodontista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Psicólogo | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Psicopedagogo da Educação Infantil | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Terapeuta Ocupacional |
Q3756707 Literatura
A poética cabralina é marcada pela “arqueação” construtiva do verso, recusa do sentimentalismo e atenção ao trabalho material da linguagem; Manuel Bandeira combina coloquialidade e lirismo modernista; Ariano Suassuna reelabora épico popular com forte oralidade. A crítica reconhece em João Cabral uma ética da forma, que dramatiza o objeto sem derramar emotividade.

Considerando o texto, assinale o enunciado coerente com a poética de João Cabral.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FACET Concursos Órgão: Prefeitura de Monteiro - PB Provas: FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Assistente Social | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Assistente Social Plantonista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Bioquímico | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Bioquímico Plantonista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Educador Físico | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Enfermeiro | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Enfermeiro Plantonista GAM | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Enfermeiro Plantonista GPA | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Farmacêutico Plantonista GSP | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Farmacêutico Plantonista GPA | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fiscal de Tributos Municipais | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fisioterapeuta | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fonoaudiólogo GAE | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fonoaudiólogo GSP | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Médico Endocrinologista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Médico Generalista Plantonista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Médico Veterinário | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Nutricionista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Odontólogo | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Odontólogo Endodontista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Psicólogo | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Psicopedagogo da Educação Infantil | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Terapeuta Ocupacional |
Q3756698 Literatura
Na poesia de Augusto dos Anjos, a convivência de léxico científico (“clorofórmio”, “álgido”) com imagética fúnebre e confessional produz choque estilístico que se distingue do anti-ornamento construtivo cabralino. Em João Cabral, o rigor do desenho verbal e a recusa do sentimentalismo armam um “frio de método”. Em Augusto, a hibridização tecnocientífica acentua o estranhamento filosófico do eu poético, criando uma fricção entre corporalidade degradada e reflexão metalinguística.

Segundo o texto, identifique o efeito predominante da mistura lexical científica e confessional.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - LETRAS - INGLÊS - Licenciatura |
Q3711762 Literatura
 Lesson


Plan Title: ____________________

Target Group: High School – 2nd or 3rd year

Duration: 2 classes (50 minutes each)

Learning objective: ____________________

Resources:


  


 References:

ANISTIA INTERNACIONAL. www.diversified.com/

EL YAAFOURI , L. Available at: https://www.youtube.com. Acessed in 2019.

JOY, K. Available at: www.facebook.com

SHIRE, W. Home. Available at: https://www.therightsangle.wordpress.com. Acessed in 2018.
In the second class of the presented lesson plan, the teacher wanted students to identify literary language features in the poem. Considering this intention and the intertextual relationship with the images, which interpretation best reflects the use of a conceptual metaphor as a literary aspect to be explored with students?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - LETRAS - INGLÊS - Licenciatura |
Q3711733 Literatura

TEXT 1


“The Wolves are a free people,” said Father Wolf. “They take orders from the Head of the Pack, and not from any striped cattle-killer. The man’s cub is ours — to kill if we choose.”


“Ye choose and ye do not choose! What talk is this of choosing? By the bull that I killed, am I to stand nosing into your dog’s den for my fair dues? It is I, Shere Khan, who speak!”



KIPLING, R. The Jungle Book. S.l.: Project Gutenberg, 1894


TEXT 2


 KIPLING, R.; CHAN, C. S. The Jungle Book.


Toronto: UDON Entertainment, s.d.

When comparing Text 1 and Text 2, which observation illustrates a key feature of literary language in Text 1?
Alternativas
Q3709410 Literatura
O ciclo de lobolo começou com a Ju. Foi com dinheiro e não com gado. Lobolou-se a mãe, com muito dinheiro, num lobolo- -casamento. As crianças foram legalmente reconhecidas, mas não tinham sido apresentadas aos espíritos da família. Era preciso trazê-las do teto da mãe para a sombra do patriarcal num ato de lobolo pelo filho, uma forma de legitimá-las uma vez que nasceram fora das regras de jogo de uma família polígamo. Depois fez-se lobolo da Lu e dos filhos. As nortenhas espantaram-se. Essa história de lobolo era nova para elas, mas envolve muito dinheiro. Dinheiro para os pais, elas, e os filhos. Dinheiro que faz falta para comer, para viver, para investir. Quando se trata de benesses, qualquer cultura serve. Elas esqueceram o matriarcado e disseram sim à tradição patriarcal. Passamos três meses a andar de festa em festa. Era importante que todos os lobolos fossem feitos numa rajada antes que o Tony mudasse de ideias.

CHIZIANE, P. Niketche: uma história de poligamia
São Paulo: Cia. das Letras, 2004.
No trecho do romance Niketche: uma história de poligamia, da escritora moçambicana Paulina Chiziane, é narrada uma prática tradicional de casamento em que o homem, para legitimar socialmente a relação, entrega à mulher e à sua família dinheiro ou posses como gado. Essa prática é conhecida na cultura africana como “lobolo”, termo da língua tsonga, de origem Bantu, falada em Moçambique.

Considerando uma formação em prol do desenvolvimento de conhecimentos teórico-práticos, estabelecendo relações entre o letramento literário decolonial e os saberes linguísticos em torno do léxico, espera-se que, ao trabalhar esse excerto em sala de aula, o professor do Ensino Médio seja capaz de
Alternativas
Respostas
21: B
22: C
23: D
24: C
25: D
26: C
27: B
28: B
29: D
30: X
31: A
32: C
33: E
34: B
35: E
36: B
37: A
38: D
39: A
40: B