Questões de Concurso
Comentadas sobre estilística em literatura
Foram encontradas 162 questões
I- Rica: entre palavras de diferentes classes gramaticais.
II- Pobre: entre palavras com a mesma classe gramatical.
III- Externa: ocorre no final dos versos.
IV- Interna: rima entre a palavra final de um verso e outra do interior do mesmo verso, ou do seguinte.
Atividade: Explorando "Macabéa: Flor de Mulungu” de Conceição Evaristo como releitura de "A Hora da Estrela” de Clarice Lispector
Objetivo: Analisar as obras "Macabéa: Flor de Mulungu” e "A Hora da Estrela" sob diferentes perspectivas criticas, considerando aspectos estruturais, estilísticos, discursivos e culturais, e estabelecer conexões com o contexto contemporâneo.
Materiais necessários: Textos "Macabéa: Flor de Mulungu", de Conceição Evaristo; e "A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector; acesso a recursos para pesquisa (opcional), caderno ou meio digital para registro das respostas.
Passo a passo:
1.Introdução as obras e as autoras:
-Apresentar aos alunos as autoras Conceição Evaristo e Clarice Lispector, destacando suas contribuições para a literatura brasileira.
-Explicar brevemente as obras "Macabéa: Flor de Mulungu" e "A Hora da Estrela”, contextualizando-as dentro do movimento literário e social em que foram produzidas.
2.Comparagao estrutural e estilística:
-Distribuir trechos selecionados de ambas as obras para os alunos.
-Pedir para os alunos compararem a estrutura narrativa, o estilo de escrita, os recursos literários utilizados (como narrador, tempo narrativo e linguagem) em cada uma das obras.
-Orienta-los a fazer anotações sobre semelhanças e diferenças perceptíveis na forma como as histórias são contadas e desenvolvidas.
3.Análise de aspectos discursivos e culturais:
-Promover uma discussão em grupo sobre os temas abordados nas obras, como identidade, marginalização social, condição da mulher na sociedade, entre outros.
-Explorar como as personagens principais (Macabéa em "Macabéa: Flor de Mulungu" e Macabéa em "A Hora da Estrela") são retratadas e como suas histórias refletem visões de mundo especificas.
4.Dialogo com o contexto de produção:
-Incentivar os alunos a pesquisar sobre o contexto histórico e cultural em que cada obra foi escrita.
-Discutir como essas obras dialogam com movimentos estéticos e culturais da época, como o modernismo, o pós-modernismo, o feminismo, o movimento negro, entre outros.
5.Produgéo textual:
-Pedir aos alunos para escreverem um ensaio comparativo entre "Macabéa: Flor de Mulungu" e "A Hora da Estrela", destacando suas análises sobre estrutura, estilo, aspectos discursivos e culturais.
-Eles devem incluir reflexões sobre como as obras dialogam com questões contemporâneas, como questões de identidade, representação e justiça social.
6.Apresentação e discussão final:
-Finalizar a atividade com uma sessão de apresentação dos ensaios produzidos pelos alunos.
-Promover uma discussão final sobre as descobertas e insights obtidos durante a análise das obras, incentivando os alunos a compartilharem suas perspectivas e conclusões.
Avaliação: Avaliar os alunos com base na profundidade da análise realizada no ensaio comparativo, na capacidade de estabelecer conexões significativas entre as obras e seu contexto, na clareza da argumentação e na habilidade de expressar ideias de forma crítica e fundamentada.
Assinale a alternativa que apresenta a habilidade indicada no Ensino de Língua Portuguesa no Ensino Médio que mais coerentemente seria alcançada com a prática apresentada:
I) A métrica refere-se à contagem das sílabas poéticas, sendo o decassílabo um dos tipos mais comuns na poesia em língua portuguesa, caracterizado pela predominância de 12 sílabas poéticas em cada verso.
II) A rima pode ser classificada de acordo com sua posição e sua combinação dentro de uma estrofe, podendo ocorrer de forma alternada, emparelhada ou interpolada, e contribui para a sonoridade do poema.
III) O ritmo em um poema é determinado pelo arranjo de acentos e pausas que produzem uma cadência ao longo dos versos, independente da métrica e da rima, sendo mais evidente na leitura oral do poema.
IV) Na poesia clássica, a rima era um recurso indispensável para garantir a musicalidade e harmonia dos versos, enquanto na poesia moderna, o ritmo é priorizado, dispensando frequentemente a rima e até mesmo a métrica fixa.
Assinale a alternativa correta:
Leia a seguir a estrofe do poema de Manuel Bandeira – “Os sinos”:
Sino de Belém, como soa bem!
Sino de Belém bate bem-bem-bem.
Sino da paixão… Por meu pai?… –Não!
Não!
Sino da paixão bate bão-bão-bão.
As figuras de linguagem fonéticas também são reconhecidas como recursos estilísticos utilizados especialmente na literatura. Acerca da estrofe apresentada, pode-se afirmar que:
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
(Trecho do Soneto de fidelidade de Vinicius de Moraes, do livro “Antologia poética”. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1960, p. 96.)
A literatura, em linhas gerais, é o modelo de arte que utiliza a palavra como seu elemento fundamental.
Um dos elementos que estão presentes na literatura, caracterizado pela linguagem sem rimas, em tom narrativo e despreocupada com a forma é a(o):
Soneto do Amor Total
Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade
Amo-te enfim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Vinícius de Moraes.
1- Na primeira estrofe do poema verifica-se o vocativo, uma dualidade e um adjetivo de incondicionalidade.
2- A segunda estrofe do poema de Vinicius de Moraes retrata a subserviência, saudosismo e na amplitude temporal e espacial.
3- No último verso da segunda estrofe, está mencionado o aspecto temporal, verificados pela presença das palavras eternidade e instantes.
4- A quarta estrofe do soneto reflete a intensidade do amor e a sua frequência, onde o poeta delimita o modo de amar.
Está ou estão correta(s).
Versificação é o ponto inicial da produção poética, tratando-se, portanto, da arte de escrever versos.
(https://beduka.com/blog/materias/literatura/versificacao/)
Nesse contexto, marque a alternativa incorreta.
( ) Dá-se o nome de estrofe a cada bloco formado pelo agrupamento de versos. Há estrofes compostas por versos com a mesma quantidade de sílabas métricas (estrofes isométricas) e estrofes que misturam metros ou com versos que não apresentam regularidade de esquema métrico (estrofes heterométricas).
( ) Quanto ao paralelismo fono-semântico, ou seja, a coincidência entre as pausas da leitura e as pausas de sentido lógico da frase, muitas vezes não há ocorrência na linguagem poética. Exemplo de não coincidência entre pausa métrica e pausa semântica pode ser encontrado nos dois versos a seguir, de um poema de Carlos Nejar: “Demorou o processo”/“no armário do século”.
Apavorado acordo, em treva. O luar É como o espectro do meu sonho em mim E sem destino, e louco, sou o mar Patético, sonâmbulo e sem fim.
Desço da noite, envolto em sono; e os braços. Como ímãs, atraio o firmamento Enquanto os bruxos, velhos e devassos Assoviam de mim na voz do vento.
Sou o mar! sou o mar! meu corpo informe Sem dimensão e sem razão me leva Para o silêncio onde o Silêncio dorme
Enorme. E como o mar dentro da treva Num constante arremesso largo e aflito Eu me espedaço em vão contra o infinito.
(MORAES, Vinícius de. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1985. p. 191)
Analisando o poema de Vinícius de Moraes, é incorreto afirmar que:
( ) Chama-se metro a medida das sílabas que formam o verso. Para fazer a escansão, isto é, a contagem das sílabas métricas, basta que se siga a contagem de todas as sílabas do verso. Assim, o verso “Eu/fui/à/ta/re/fa/num/tem/po/de/dra/ma” apresenta 12 sílabas métricas.
( ) Denomina-se rima a semelhança sonora dos fonemas da última sílaba tônica do verso. Quando as palavras que rimam pertencem à mesma classe morfológica, tem-se rima rica (caso de “morrer”/“dizer”, ambos verbos); já quando se trata de palavras pertencentes a classes gramaticais diferentes, há rima pobre (caso de “mar”/“passar”, substantivo e verbo, respectivamente).
Julgue o item que se segue.
Na literatura, o verso é uma estrutura da composição
poética formada por um conjunto de estrofes que
compartilham relações de sentido e de métrica entre si.
Em outras palavras, o verso representa um conjunto de
estrofes.
Analise as assertivas sobre o contexto de produção do poema:
I. Na segunda estrofe apresentada, o poema cria a imagem dos navios europeus como o “negro monstro”, que sustenta os navegantes, e que é movido por asas brancas, imagem criada para se referir às velas enfunadas das embarcações.
II. A voz do eu lírico é a de um indígena, o Piaga, que anuncia de maneira catastrófica a chegada do europeu.
III. O eu lírico atribui todas as maldades que sofrerá à figura demoníaca do Anhangá, um dos tripulantes das embarcações.
Quais estão corretas?
A respeito de estilística, julgue o seguinte item.
A estilística é a disciplina linguística que estuda os recursos
afetivo-expressivos da língua.
A respeito de estilística, julgue o seguinte item.
Fundada no início do século XX pelo suíço Charles Bally e
pelo alemão Karl Vossler, a estilística é uma ciência recente,
mas um saber muito antigo, que remonta à tradicional
retórica dos gregos.
A respeito de estilística, julgue o seguinte item.
Estilística e gramática não são disciplinas excludentes, mas
complementares, visto que o método de análise estilística
segue as divisões clássicas da gramática, daí sua bipartição
em estilística fônica e sintática.