Questões de Concurso
Comentadas sobre escolas literárias em literatura
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Leia os versos do poeta arcádico Filinto Elísio para responder à questão.
Lede, que é tempo, os clássicos honrados;
Herdai seus bens, herdai essas conquistas,
Que em reinos dos romanos e dos gregos
Com indefeso estudo conseguiram.
Vereis então que garbo, que facúndia
Orna o verso gentil quanto sem eles
É delambido e peco o pobre verso.
Lede, que é grã cegueira esse descuido,
Antes bruteza! Mal se ganha o prêmio
Do alto saber, sem ímproba fadiga.
O meditado estudo aço é, que rijo
Fere do nosso engenho a aguda escarpa;
E os pensamentos de sutil arrojo
Faíscas são brilhantes, que ressaltam
Do batido fuzil aporfiado.
Se ousamos escrever, destas centelhas,
Ordenadas com próvido artifício,
Se compõe formosíssimo luzeiro
Ou astro, que nos rudes olhos fere
Do vulgo, e que a prudentes muito agrada.
Filinto Elísio, “Preceitos aos poetas. — Estilo. — Pintura das ideias. Variedade e propriedade”. Em: Massaud Moisés, A Literatura Portuguesa Através Dos Textos, 2012)
Leia os versos do poeta arcádico Filinto Elísio para responder à questão.
Lede, que é tempo, os clássicos honrados;
Herdai seus bens, herdai essas conquistas,
Que em reinos dos romanos e dos gregos
Com indefeso estudo conseguiram.
Vereis então que garbo, que facúndia
Orna o verso gentil quanto sem eles
É delambido e peco o pobre verso.
Lede, que é grã cegueira esse descuido,
Antes bruteza! Mal se ganha o prêmio
Do alto saber, sem ímproba fadiga.
O meditado estudo aço é, que rijo
Fere do nosso engenho a aguda escarpa;
E os pensamentos de sutil arrojo
Faíscas são brilhantes, que ressaltam
Do batido fuzil aporfiado.
Se ousamos escrever, destas centelhas,
Ordenadas com próvido artifício,
Se compõe formosíssimo luzeiro
Ou astro, que nos rudes olhos fere
Do vulgo, e que a prudentes muito agrada.
Filinto Elísio, “Preceitos aos poetas. — Estilo. — Pintura das ideias. Variedade e propriedade”. Em: Massaud Moisés, A Literatura Portuguesa Através Dos Textos, 2012)
O todo sem a parte não é todo
“O todo sem a parte não é todo, A parte sem o todo não é parte, Mas se a parte o faz todo, sendo parte, Não se diga, que é parte, sendo todo. Em todo o sacramento está Deus todo, E todo assiste inteiro em qualquer parte, E feito em partes todo em toda a parte, Em qualquer parte sempre fica o todo. O braço de Jesus não seja parte, Pois que feito Jesus em partes todo, Assiste cada parte em sua parte. (...)”
Fonte: https://pt.wikisource.org/wiki/O_todo_sem_a_parte_n% C3%A3o_%C3%A9_todo
( ) A obra incorpora mitos e lendas como estratégia de valorização e ressignificação de matrizes culturais indígenas, africanas e europeias.
( ) A figura de “herói sem nenhum caráter” simboliza uma identidade nacional fixa, que preserva traços culturais imutáveis ao longo da narrativa.
( ) O texto modernista recorre a recursos de hibridização linguística, mesclando registros populares e eruditos como forma de representar a diversidade brasileira.
( ) Guedes (2021) interpreta Macunaíma como um questionamento crítico da ideia de um caráter nacional único, desafiando visões simplistas sobre o povo brasileiro.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. A prosa introspectiva de Clarice Lispector, especialmente em obras como “A paixão segundo G.H.” (1964), representa uma inflexão no projeto modernista ao deslocar o foco do social para a interioridade subjetiva.
PORQUE
II. Segundo Alfredo Bosi (2015), a prosa de Clarice apresenta uma radicalização do experimentalismo modernista, marcada pela ruptura da narrativa linear, pela densidade filosófica e pela linguagem autorreflexiva.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Coluna I. A- Amâncio. B- Pai de Amâncio. C- Mãe de Amâncio. D- Professor Pires. E- Madame Brizard.
Coluna II. 1- Protecionismo exagerado, estava sempre em defesa de Amâncio.
2- Muito tirano, ríspido e também repressivo no tratamento com os alunos.
3- Extremamente severo e repressivo, provoca em Amâncio reações de medo e não de afeto.
4- Apoia o romance de Amélia com Amâncio, um rapaz rico. Vê a possibilidade de conseguir bens materiais e vantagens sociais através dele.
5- Entretanto, o seu tipo franzino, meio imberbe (...) ninguém acreditaria que ali estivesse um sonhador, um sensual, um louco.
Portanto, a partir do poema de Cruz e Souza, esse aprofundamento poderia ocorrer por meio de
Considere as seguintes obras representativas da prosa literária potiguar:
I Opúsculo Humanitário, de Nísia Floresta.
II A Princesa de Bambuluá, de Câmara Cascudo.
III Rua da Estrela, de Nei Leandro de Castro.
IV Francisca, de Ana Cláudia Trigueiro.
Analise as afirmativas, relacionando obras e autores indicados em cada item, e assinale a opção correta.
A partir dessas considerações, analise as descrições a seguir:
I Suas obras inovaram a estrutura narrativa ao usar a ironia como ferramenta de crítica social, desestabilizando discursos dominantes sobre classe e poder. No conto “Pílades e Orestes”, a relação entre os personagens é apresentada com forte carga emocional e interdependência, cabendo ao leitor crítico interpretar se o que os une é o amor, o desejo ou o interesse.
II Em um romance naturalista considerado pioneiro na abordagem de temas transgressores à época, o autor expõe o preconceito e a violência contra corpos dissidentes em uma sociedade rigidamente normatizada. A obra retrata a relação entre um marinheiro e um jovem grumete, sendo uma das primeiras manifestações literárias a tensionar os limites das convenções sociais do século XIX.
III Explorou de forma intensa e subjetiva as experiências afetivas e existenciais de personagens marginalizados, frequentemente atravessados pela fluidez do desejo e pela incerteza identitária. Seus contos tornaram-se referência na literatura queer brasileira ao problematizar o não pertencimento e a angústia da exclusão.
IV Construiu narrativas que evidenciam a opressão e a busca por autonomia feminina, utilizando personagens femininas que transitam entre o desejo e a repressão social. No romance As Meninas, o entrelaçamento de perspectivas evidencia conflitos de gênero e poder durante a ditadura militar.
V Sua literatura flerta com o fantástico e com a exploração de arquétipos femininos, em um universo em que o feminino ora se impõe como resistência, ora se vê subjugado pelo patriarcado. No conto “A Moça Tecelã”, apresenta um olhar sensível sobre a complexidade das relações interpessoais e as imposições sobre as mulheres.
VI Em sua obra Amora, revisita e ressignifica experiências femininas e queer por meio de contos que desafiam a heteronormatividade e evidenciam a pluralidade da experiência de ser mulher no Brasil contemporâneo.
As descrições acima referem-se, respectivamente, aos seguintes autores e às suas obras:
Considerando essa perspectiva, assinale a opção que associa, corretamente, o estilo de época e sua relação com a questão da identidade nacional.