Questões de Concurso Comentadas sobre escolas literárias em literatura

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Q4232942 Literatura
TEXTO I (O texto a seguir servirá de base para a análise da questão)

CONTO DE ESCOLA

Machado de Assis

    A escola era na Rua do Costa, um sobradinho de grade de pau. O ano era de 1840. Naquele dia — uma segunda-feira, do mês de maio — deixei-me estar alguns instantes na Rua da Princesa a ver onde iria brincar a manhã. Hesitava entre o morro de S. Diogo e o Campo de Sant’Ana, que não era então esse parque atual, construção de gentleman, mas um espaço rústico, mais ou menos infinito, alastrado de lavadeiras, capim e burros soltos. Morro ou campo? Tal era o problema. De repente disse comigo que o melhor era a escola. E guiei para a escola. Aqui vai a razão.
    Na semana anterior tinha feito dois suetos, e, descoberto o caso, recebi o pagamento das mãos de meu pai, que me deu uma sova de vara de marmeleiro. As sovas de meu pai doíam por muito tempo. Era um velho empregado do Arsenal de Guerra, ríspido e intolerante. Sonhava para mim uma grande posição comercial, e tinha ânsia de me ver com os elementos mercantis, ler, escrever e contar, para me meter de caixeiro. Citava-me nomes de capitalistas que tinham começado ao balcão. Ora, foi a lembrança do último castigo que me levou naquela manhã para o colégio. Não era um menino de virtudes.
    Subi a escada com cautela, para não ser ouvido do mestre, e cheguei a tempo; ele entrou na sala três ou quatro minutos depois. Entrou com o andar manso do costume, em chinelas de cordovão, com a jaqueta de brim lavada e desbotada, calça branca e tesa e grande colarinho caído. Chamava-se Policarpo e tinha perto de cinquenta anos ou mais. Uma vez sentado, extraiu da jaqueta a boceta de rapé e o lenço vermelho, pô-los na gaveta; depois relanceou os olhos pela sala. Os meninos, que se conservaram de pé durante a entrada dele, tornaram a sentar-se. Tudo estava em ordem; começaram os trabalhos.
    - Seu Pilar, eu preciso falar com você, disse-me baixinho o filho do mestre. 
   Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole, aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta minutos; vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro. Reunia a isso um grande medo ao pai. Era uma criança fina, pálida, cara doente; raramente estava alegre. Entrava na escola depois do pai e retirava-se antes. O mestre era mais severo com ele do que conosco.
    - O que é que você quer?
    - Logo, respondeu ele com voz trêmula.
   Começou a lição de escrita. Custa-me dizer que eu era dos mais adiantados da escola; mas era. Não digo também que era dos mais inteligentes, por um escrúpulo fácil de entender e de excelente efeito no estilo, mas não tenho outra convicção. Notese que não era pálido nem mofino: tinha boas cores e músculos de ferro. Na lição de escrita, por exemplo, acabava sempre antes de todos, mas deixava-me estar a recortar narizes no papel ou na tábua, ocupação sem nobreza nem espiritualidade, mas em todo caso ingênua. Naquele dia foi a mesma coisa; tão depressa acabei, como entrei a reproduzir o nariz do mestre, dando-lhe cinco ou seis atitudes diferentes, das quais recordo a interrogativa, a admirativa, a dubitativa e a cogitativa. Não lhes punha esses nomes, pobre estudante de primeiras letras que era; mas, instintivamente, dava-lhes essas expressões. Os outros foram acabando; não tive remédio senão acabar também, entregar a escrita, e voltar para o meu lugar.
    Com franqueza, estava arrependido de ter vindo. Agora que ficava preso, ardia por andar lá fora, e recapitulava o campo e o morro, pensava nos outros meninos vadios, o Chico Telha, o Américo, o Carlos das Escadinhas, a fina flor do bairro e do gênero humano. Para cúmulo de desespero, vi através das vidraças da escola, no claro azul do céu, por cima do Morro do Livramento, um papagaio de papel, alto e largo, preso de uma corda imensa, que bojava no ar, uma coisa soberba. E eu na escola, sentado, pernas unidas, com o livro de leitura e a gramática nos joelhos.
    - Fui um bobo em vir, disse eu ao Raimundo.

Fonte: ASSIS. Machado; Conto de Escola. (adaptado) https://contobrasileiro.com.br/conto-deescola-machado-de-assis/ 
A partir do conhecimento sobre as escolas literárias brasileiras, pode-se afirmar corretamente sobre o texto I e o autor que seu estilo de produção pertence essencialmente ao
Alternativas
Q4228959 Literatura
Em uma aula sobre arte brasileira do século XX, o professor apresenta manifestos, obras visuais, textos literários, críticas publicadas em jornais, debates sobre nacionalidade e registros de exposições ocorridas em diferentes regiões do país. A proposta busca analisar o Modernismo como fenômeno artístico e cultural situado historicamente. Sobre o Modernismo brasileiro e os debates culturais das décadas de 1920 e 1930, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4222299 Literatura
Relacione a Coluna I com a Coluna II as afirmações sobre o romance Iracema, de José de Alencar, e deyermine a alternativa certa.
Coluna I.
A- Os índios expressam seus valores e sentimentos: “Se a virgem abandonou ao guerreiro branco a flor de seu corpo, ela morrerá, mas o hóspede de Tupã é sagrado, ninguém o ofenderá, Araquém o protege.
B- Do amor entre Iracema e Martim resulta um novo tipo étnico – o mameluco. “Teu sangue já vive no seio de Iracema, ela será mãe de teu filho.”
C- A natureza se manifesta viva, com sensações humanas. “Era o tempo em que o doce arati chega do mar e derrama a deliciosa frescura pelo árido sertão. A planta respira, um suave arrepio erriça a verde coma da floresta.”
D- Jacaúna.
E- Irapuã.
Coluna II.
1- Amostragem da mistura de raças para a formação do povo brasileiro.
2- Guerreiro da Tribo Pitiguara, depois da conquista vai habitar nos Campos da Porangaba.
3- Tabajara, gosta de Iracema, alia-se aos franceses e combate os portugueses e pitiguaras, morre.
4- Observação e descrição da paisagem brasileira.
5- Valorização do elemento nativo do Brasil.
Alternativas
Q4222184 Literatura
Leia as afirmações sobre o romance Quincas Borba, de Machado de Assis, indique se são (F) falsas ou (V) verdadeiras e marque a alternativa correta.
( ) Pode-se dizer que, num nível simbólico, Rubião se parece muito com o cão: ambos são rejeitados, ambos são desiludidos, ambos são solitários, ambos são maltratados.
( ) Os momentos altos de ação que aparecem no romance são aqueles em que Rubião se imagina o Imperador Napoleão. Na loucura Rubião realiza o que nunca pôde fazer enquanto lúcido. Pode-se perceber Humanitas nestas passagens de Rubião/Napoleão: Rubião, enquanto Napoleão, é o vencedor, usufrui imaginariamente das batatas.
( ) Rubião: o filósofo que cria o Humanitismo, uma filosofia que considera a dor uma ilusão. Quincas Borba: O protagonista da obra, amigo de Rubião e herdeiro de sua fortuna.
( ) Cristiano Palha: Um capitalista ambicioso e oportunista que conhece Rubião em uma viagem de trem. Sofia: A esposa de Cristiano Palha, uma mulher ambiciosa e vaidosa que seduz Rubião. 
Alternativas
Q4222088 Literatura
Leia as afirmações sobre o romance Quincas Borba, de Machado de Assis, indique se são (F) falsas ou (V) verdadeiras e marque a alternativa correta.
( ) Sofia age abertamente, aceitando a corte de Rubião. Pode-se denominar isto de adultério consciente. Sofia, entretanto, tem uma real atração por Carlos Maria, jovem bonito e rico. É possível dizer que Sofia, ao mesmo tempo em que incentiva a paixão platônica de Rubião, pretende conquistar Carlos Maria.
( ) Cristiano Palha tem consciência de que a esposa aceita a corte de Rubião, mas desconhece a simpatia crescente entre Sofia e Carlos Maria.
( ) Quem sente realmente o ciúme de Sofia é Rubião. Pode-se dizer que a posição de Palha é bastante cômoda no que se refere a Rubião. Quanto à Sofia, o que se pode dizer de seu relacionamento com Rubião não é fácil, pois seu papel é duplo: o de atrair e depois repudiar.
( ) A diferença básica entre Rubião e Carlos Maria é que o último, não ama Sofia e Rubião sim. 
Alternativas
Q4216709 Literatura
Considerando o Romantismo no Brasil e as suas gerações, assinalar a alternativa CORRETA. 
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Q4214747 Literatura
Texto 1


BBB: muito além do entretenimento


  O Big Brother Brasil (BBB) costuma ser visto apenas como entretenimento, mas essa leitura é superficial. Na verdade, o programa funciona como um espelho da sociedade, revelando comportamentos, valores e conflitos que também estão presentes no cotidiano, inclusive em cidades do interior, como Xinguara, no Pará. Ao observar as dinâmicas do reality, é possível compreender melhor como as relações sociais se organizam, como o poder circula e como as pessoas constroem suas identidades diante do olhar do outro.

   Primeiramente, é importante destacar que o BBB expõe relações de convivência que não são muito diferentes daquelas vividas em espaços sociais reais. Em Xinguara, por exemplo, situações semelhantes podem ser observadas em ambientes como escolas, locais de trabalho ou até mesmo em eventos comunitários. Em uma sala de aula, é comum que grupos se formem, que haja conflitos, disputas por liderança ou tentativas de aceitação social, comportamentos muito parecidos com os que ocorrem dentro da casa mais vigiada do Brasil. Assim como no programa, as pessoas moldam suas atitudes de acordo com o grupo ao qual desejam pertencer.

  Além disso, o BBB evidencia como a imagem pública influencia as relações. No reality, os participantes estão constantemente preocupados com a forma como são vistos pelo público. Em Xinguara, essa lógica também aparece, por exemplo, nas redes sociais locais, onde jovens e adultos constroem cuidadosamente suas imagens, buscando aprovação por meio de curtidas, comentários e compartilhamentos. Um estudante pode evitar expressar uma opinião polêmica em um grupo de WhatsApp da escola por medo de julgamento, assim como um participante do BBB evita certas atitudes para não ser eliminado.

   Outro ponto relevante é a questão da vigilância e do controle social. No programa, as câmeras estão sempre ligadas, o que faz com que os participantes controlem suas ações. Na vida cotidiana, essa vigilância não é tecnológica, mas social. Em uma cidade como Xinguara, onde muitas pessoas se conhecem, os comportamentos são constantemente observados e comentados. Um exemplo disso é quando alguém se envolve em uma discussão pública, seja em um comércio ou em uma festa: rapidamente o acontecimento se espalha pela cidade, influenciando a reputação dos envolvidos. Esse tipo de “vigilância social” faz com que as pessoas pensem duas vezes antes de agir, assim como no BBB.

   Ademais, o programa também evidencia desigualdades e preconceitos que existem na sociedade. Discussões sobre machismo, racismo e diferenças econômicas aparecem com frequência no reality. Em Xinguara, essas questões também podem ser percebidas em situações concretas, como no tratamento desigual entre homens e mulheres em determinados ambientes de trabalho, ou nas dificuldades enfrentadas por pessoas de baixa renda no acesso a oportunidades. O BBB, nesse sentido, não cria esses problemas, mas os expõe, permitindo que sejam debatidos.

  Outro aspecto importante é a busca por reconhecimento e ascensão social. No BBB, muitos participantes entram com o objetivo de conquistar visibilidade e melhorar de vida. Em Xinguara, essa busca também se manifesta, por exemplo, em jovens que utilizam redes sociais para divulgar seus trabalhos, empreender ou ganhar espaço como influenciadores locais. A lógica é semelhante: tornar-se conhecido pode abrir portas e gerar oportunidades econômicas.

   No entanto, é preciso reconhecer que o BBB também possui limitações. Ao mesmo tempo em que promove debates importantes, o programa pode simplificar questões complexas ou transformar conflitos sérios em entretenimento. Da mesma forma, na vida cotidiana, muitas situações são julgadas de forma rápida e superficial, sem a devida reflexão. Em Xinguara, como em qualquer outra cidade, é comum que conflitos sejam interpretados apenas pela aparência, sem considerar o contexto mais amplo.

  Diante disso, conclui-se que o BBB vai além do entretenimento, funcionando como uma representação ampliada das relações sociais. Ao observar suas dinâmicas, é possível compreender melhor comportamentos que também se manifestam em realidades locais, como em Xinguara. Assim, o programa pode servir não apenas como diversão, mas como um ponto de partida para reflexões mais profundas sobre a sociedade, incentivando uma postura mais crítica diante das relações humanas e dos meios de comunicação.


(Jota Alves. 02/04/2026. Texto Inédito). 
A valorização das emoções, das relações humanas e da subjetividade presente no texto aproxima-se de qual característica do Romantismo?
Alternativas
Q4214555 Literatura
Leia o texto 2 para responder à questão.


Texto 2


   Nova Lei contra a Misoginia: entenda os direitos das mulheres


    Uma nova lei foi aprovada no Brasil (PL 896/2023) para proteger ainda mais as mulheres. Ela trata da misoginia, ou seja, do ódio, desprezo ou aversão contra mulheres. Agora, esse tipo de comportamento passa a ser considerado um crime semelhante ao racismo, o que significa penas mais sérias para quem pratica esse tipo de violência.

O que é misoginia?

   Misoginia é quando alguém ofende mulheres por serem mulheres; diminui, humilha ou desrespeita mulheres; incentiva violência contra mulheres; trata mulheres como inferiores. É importante frisar que isso pode acontecer em palavras, atitudes ou até em “brincadeiras” ofensivas.

O que a nova lei muda?

   Com a nova lei a misoginia passa a ser tratada como crime grave; ofensas, xingamentos e discursos de ódio contra mulheres podem gerar punição; a proteção das mulheres fica mais forte na lei. Ou seja, violência contra a mulher não é mais tolerada, e agora tem consequências ainda maiores.

   A Constituição brasileira garante que a mulher tem direito à dignidade, ninguém pode humilhar, tratar como inferior, controlar ou ameaçar, você tem direito à igualdade, homens e mulheres têm os mesmos direitos, ninguém pode discriminar por ser mulher.

Proteção internacional

   O Brasil também segue leis internacionais que protegem as mulheres, como a Convenção de Belém do Pará, que afirma: Toda violência contra a mulher é uma violação dos direitos humanos.

Tipos de violência contra a mulher

    A violência não é só física. Existem várias formas:

a) Violência física: agressões, empurrões, tapas, espancamento;

b) Violência psicológica: ameaças, humilhação, controle excessivo (ciúmes, proibição de sair etc.)

c) Violência sexual: qualquer ato sexual sem consentimento, pressão ou coerção;

d) Violência moral: ofensas, xingamentos, calúnia;

e) Violência patrimonial (financeira): controlar dinheiro, destruir bens, impedir de trabalhar.

Onde essa violência pode acontecer?

   Ela pode ocorrer dentro de casa (família ou relacionamento), no trabalho ou na rua; em qualquer lugar, até por parte de autoridades.

Mensagem importante: se você é mulher e sofre ou conhece alguém que sofre violência: não é normal. Não é culpa sua. É crime. Procure ajuda:

• Delegacia da Mulher

• Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)

• Procure apoio de familiares ou profissionais
Embora o texto tenha caráter informativo, ele apresenta uma linguagem clara, direta e acessível ao público. Essa característica se aproxima de qual princípio do Modernismo brasileiro?
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Q4206838 Literatura
Reconhecida como uma das maiores escritoras da literatura brasileira, Clarice Lispector destacou-se por sua escrita introspectiva e pela profundidade psicológica de seus personagens. Assinale a alternativa que apresenta uma obra de sua autoria. 
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Q4186848 Literatura
As escolas literárias de língua portuguesa constituem conjuntos estéticos que refletem modos específicos de representação da realidade, da subjetividade e da linguagem, articulando contexto histórico, concepção de arte e postura crítica diante da sociedade. Cada movimento literário estabelece princípios próprios de composição formal, escolha temática e visão de mundo, dialogando com correntes filosóficas, científicas e culturais de seu tempo (CANDIDO, 2011).
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4185985 Literatura
“Frankenstein”, written by Mary Shelley, has been recently adapted into a film by Guillermo del Toro. The book has spanned across centuries and has gathered a cult following. Some of its main themes concern:
Alternativas
Q4177938 Literatura
Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral propuseram que não deveriam copiar a Europa de forma submissa nem ignorá-la de forma ingênua. Propuseram "comer" o progresso e as técnicas da vanguarda europeia, digeri-los junto à nossa herança indígena, negra e popular, e criar uma síntese estética original, independente e potente. Esta discussão foi tema do:
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Q4176306 Literatura
Leia as proposições abaixo:

(__)- Carlos Drummond de Andrade: considerado um dos maiores poetas brasileiros, sua vasta obra foca em poesia, crônicas e contos;
(__)- Ferreira Gullar: conhecido por sua poesia lírica e sensível, além de traduções e livros infantis, mas não por obras dramáticas;
(__)- Mário Quintana: importante figura do neoconcretismo e da poesia brasileira, cuja produção é majoritariamente poética e ensaística;
(__)- Paulo Leminski: poeta, tradutor e escritor, sua obra é predominantemente poética, com experimentações e biografias.


Levando-se em consideração que (V) significa Verdadeiro e (F) significa Falso, a sequência das proposições acima é:
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Q4164208 Literatura
A obra "Grande Sertão: Veredas", considerada um marco da literatura brasileira, foi escrita por: 
Alternativas
Q4151082 Literatura
A Revista de Antropofagia (1928-1929) foi um marco do modernismo brasileiro, propondo a "deglutição" crítica das influências estrangeiras para a criação de uma arte autenticamente nacional. Embora a publicação original se concentrasse em poesia, ensaios e manifestos, o conceito antropofágico foi posteriormente retomado por diferentes gerações de artistas. Sobre a relação entre a antropofagia oswaldiana e a música brasileira, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4147972 Literatura
Os movimentos literários relacionam-se aos contextos históricos, sociais e culturais de cada época, apresentando diferentes formas de linguagem, representação artística e compreensão da realidade ao longo da história da literatura (CANDIDO, 2019).
Assinale a alternativa correta sobre as escolas literárias.
Alternativas
Q4146185 Literatura
A referência à personagem Iracema, presente no hino municipal de Ipu, remete a uma tradição literária específica do século XIX, vinculada à construção de identidades nacionais no contexto do romantismo brasileiro. Com base nessa relação, assinale a alternativa que corresponde ao autor da obra em que a personagem se insere.
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Q4135695 Literatura
Mulheres que amam de menos... (Martha Medeiros).

Eu quero dar meu depoimento. Creio ter um problema. Se mulheres que amam demais são aquelas que sufocam seus parceiros, que não confiam neles, que investigam cada passo que eles dão e que não conseguem pensar em mais nada a não ser em fantasiosas traições, então eu preciso admitir: sou uma mulher que ama de menos.
Eu nunca abri a caixa de mensagens do celular do meu marido.
Eu nunca abri um papel que estivesse em sua carteira.
Eu nunca fico irritada se uma colega de trabalho telefona pra ele.
Eu não escuto a conversa dele na extensão.
Eu não controlo o tanque de gasolina do carro dele para saber se ele andou muito ou pouco.
Eu não me importo quando ele acha outra mulher bonita, desde que ela seja realmente bonita.
Se não for, é porque ele tem mau gosto
Eu não me sinto insegura se ele não me faz declarações de amor a toda hora.
Eu não azucrino a vida dele.
Segundo o que tenho visto por aí, meu diagnóstico é lamentável: eu o amo pouco. Será?
Obsessão e descontrole são doenças sérias e merecem respeito e tratamento, mas batizar isso de "amar demais" é uma romantização e um desserviço às mulheres e aos homens. Fica implícito que amar tem medida, que amar tem limite, quando na verdade amar nunca é demais. O que existem são mulheres e homens que têm baixa autoestima, que têm níveis exagerados de insegurança e que não sabem a diferença entre amor e possessão. E tem aqueles que são apenas ciumentos e desconfiados, tornando-se chatos demais.
Mas se todo mundo concorda que uma patologia pode ser batizada de "amor demais", então eu vou fundar As Mulheres que Amam De Menos, porque, pelo visto, quem é calma, quem não invade a privacidade do outro e quem confia na pessoa que escolheu pra viver também está doente.
Leia as afirmações sobre o romance Quincas Borba, de Machado de Assis, indique se são (F) falsas ou (V) verdadeiras e aponte a alternativa correta.
( ) No capítulo I, Rubião se nos apresenta como um homem bem colocado na vida. Após o flash-back, o narrador deixa bem claro que Rubião não se encaixa muito bem no papel de um capitalista, Cristiano Palha administrará sua riqueza, com o objetivo de tirar proveito dela. O administrador valer-se-á de sua própria esposa, ele a usa como elemento de empatia.
( ) Sofia é uma mulher ambígua. Usa de seu charme para cativar Rubião. Quando percebe que ele está apaixonado, alimenta cada vez mais a paixão, a fim de que ele se renda à necessidade de se aproximar cada vez mais do casal. Isto feito, pode-se dizer que Sofia brinca com os sentimentos de Rubião. Ao mesmo tempo, sente-se lisonjeada com o amor dele, pois é uma mulher vaidosa.
( ) O papel de Sofia neste romance, além de ser o de um chamariz, também revela uma das características machadianas, ou seja, outorgar à mulher o caráter de dissimulada, calculista, verdadeira parasita social: um ornamento, embora ornamento inteligente e capaz, mas ornamento.
( ) A personagem que mais se aproxima de Sofia, no que se refere á argúcia e inteligência é Fernanda. Esta mulher, no entanto, não tem os mesmos defeitos do caráter de Sofia.
Alternativas
Q4135142 Literatura
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os ombros suportam o mundo. 


Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.

E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco.



Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos.



Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios

provam apenas que a vida prossegue

e nem todos se libertaram ainda.



Alguns, achando bárbaro o espetáculo,

prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação. 


Carlos Drummond de Andrade (1985).





Sobre o poema e sua inserção na Literatura Brasileira, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4134627 Literatura
As escolas literárias constituem movimentos ou períodos que assinalam a evolução da literatura ao longo do tempo. Cada uma delas apresenta características específicas, que expressam a maneira como os escritores de determinada época concebiam o mundo, a sociedade e a própria arte. Com base nas características apresentadas a seguir, complete a lacuna com o nome da escola literária a que elas pertencem.
____ surgiu na segunda metade do século XIX, na Europa, associada a uma visão objetiva e experimental da realidade. Influenciado pelas discussões científicas da época, o movimento retrata o comportamento humano como resultado de fatores externos e das condições sociais em que o indivíduo está inserido. Nas obras, os personagens costumam ser apresentados de maneira mais impulsiva e submetidos a forças que limitam sua liberdade de ação. Os romances desse período abordam temas considerados polêmicos para a sociedade da época, expondo conflitos humanos e problemas sociais de forma direta e detalhada.

Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna acima.
Alternativas
Respostas
1: D
2: D
3: C
4: A
5: B
6: A
7: B
8: B
9: B
10: D
11: A
12: D
13: D
14: C
15: C
16: E
17: C
18: A
19: A
20: D