Questões de Concurso Comentadas sobre escolas literárias em literatura

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Q3839840 Literatura
Um professor trabalha com trecho de romance romântico e, em seguida, com passagem de romance realista. Depois, pede que a turma compare as visões de sujeito presentes nos dois textos. A turma respondeu corretamente:
Alternativas
Q3839839 Literatura
Considerando a literatura dos séculos XVII e XVIII no Brasil e em Portugal, analise as afirmativas.

I. No Barroco, surgem conflitos entre corpo e alma, fugacidade e desejo de permanência, em imagens de contraste.
II. Sermões de Padre Antônio Vieira usam recursos barrocos para persuadir, criticar e defender posições.
III. No Arcadismo, idealização da vida rural convive com tensões ligadas ao contexto colonial.
IV. Poesia árcade prende-se a paisagens europeias, sem incorporar cenários de Minas ou do Rio.
V. Produções barrocas e árcades negociam modelos europeus com circunstâncias do espaço luso-brasileiro.


Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Alternativas
Q3839838 Literatura
Analise as afirmativas sobre literatura medieval e práticas poéticas.

I. No Trovadorismo galego-português, cantigas de amor trazem eu lírico masculino que idealiza figura feminina distante.
II. Cantigas de amigo apresentam voz feminina, ainda que autores conhecidos sejam homens da corte.
III. Cantigas de escárnio e maldizer criticam figuras sociais, ora com insinuações, ora com ataques mais diretos.
IV. Textos humanistas marcam transição em que prosa em português convive com produção em latim.
V. Classicismo abandona completamente modelos greco-romanos e volta-se apenas a temas ibéricos.


Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
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Q3837422 Literatura
A literatura brasileira constitui-se em diálogo constante com modelos estéticos europeus, ao mesmo tempo em que busca formular representações da realidade local e construir projetos de identidade cultural ao longo de seus diferentes períodos históricos (BOSI, 2010).

Considerando a literatura brasileira, assinale a opção correta.
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Q3837420 Literatura
A literatura brasileira do século XX organiza-se em torno de um movimento central, mas revela também a coexistência de fases internas, desdobramentos estéticos e tendências que não se enquadram em escolas rígidas, refletindo transformações históricas, culturais e artísticas do período (CANDIDO, 2006).

Considerando essa organização da literatura brasileira no século XX, assinale a opção correta.
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Q3832750 Literatura
Para responder à questão, considere o poema a seguir:


O Bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem. 
Assinale a alternativa que indica o autor e o período literário do poema acima. 
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Q3831719 Literatura
A produção literária do período colonial brasileiro desenvolveu-se sob forte influência europeia, marcada tanto pela tradição clássica quanto pela espiritualidade católica, refletindo tensões próprias de uma sociedade em formação e profundamente vinculada à administração metropolitana (HANSEN, 2019, adaptado).
Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta
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Q3830976 Literatura

Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


A um poeta

 

Longe do estéril turbilhão da rua,

Beneditino escreve! No aconchego

Do claustro, na paciência e no sossego,

Trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua!

 

Mas que na forma se disfarce o emprego

Do esforço: e trama viva se construa

De tal modo, que a imagem fique nua

Rica mas sóbria, como um templo grego

 

Não se mostre na fábrica o suplicio

Do mestre. E natural, o efeito agrade

Sem lembrar os andaimes do edifício:

 

Porque a Beleza, gêmea da Verdade

Arte pura, inimiga do artifício,

É a força e a graça na simplicidade

 

                                                                        Olavo Bilac

O poema acima, de autoria de Olavo Bilac, apresenta intenso rigor formal e forte apreço às formas clássicas, como o soneto e o verso decassílabo, por exemplo. Tais características são comuns ao movimento ao qual Bilac faz parte e que recebe o nome de: 
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Q3821067 Literatura
Leia o poema “Ismália” a seguir:
Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar… Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu, Banhou-se toda em luar… Queria subir ao céu, Queria descer ao mar…
E, no desvario seu, Na torre pôs-se a cantar… Estava perto do céu, Estava longe do mar…
E como um anjo pendeu As asas para voar… Queria a lua do céu, Queria a lua do mar…
As asas que Deus lhe deu Ruflaram de par em par… Sua alma subiu ao céu, Seu corpo desceu ao mar…
“Ismália” é um poema ___________ e nele se identifica a temática do(a) ______________________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase acima.
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Q3821066 Literatura
Assinale a alternativa que apresenta um poeta que NÃO fez parte do movimento modernista brasileiro.
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Q3819844 Literatura
 “Olhai os Lírios do Campo”, publicado em 1938, é um dos romances mais conhecidos da literatura brasileira, abordando temas como ambição, ética, conflitos existenciais e valores humanos por meio da trajetória do personagem Eugênio Fontes. A obra consolidou a carreira de um importante escritor gaúcho, reconhecido nacional e internacionalmente por sua contribuição à literatura brasileira. Em 2025, completam-se 50 anos de sua morte. Quem é o autor dessa obra? 
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Q3818133 Literatura
A literatura brasileira do século XX e do início do século XXI caracteriza-se por profundas transformações estéticas, ideológicas e formais, refletindo as mudanças sociais, históricas e culturais do país e abrindo espaço para múltiplas experiências de linguagem e representação (BOSI, 2020. adaptado.)
De acordo com esse enfoque, assinale a alternativa correta.
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Q4034594 Literatura
 O Romantismo no Brasil foi um movimento literário marcado por uma produção diversificada, englobando textos poéticos, teatrais e romances.
Seu marco inicial é a publicação do livro de poemas Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães (1811-1882), em 1836. Nesse mesmo ano, a Revista Niterói, publicada em Paris, também se destacou como precursora do movimento. Após a Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, os escritores desse período passaram a buscar a autonomia da literatura, retomando elementos da cultura brasileira. Isso se deve ao fato de que, durante os séculos de colonização, o país sofreu forte influência dos modelos europeus, especialmente de Portugal.
Considere as características do Romantismo:

I.Rompimento com a tradição clássica: o romantismo veio romper com os modelos clássicos greco-romanos, fundamentados na busca da perfeição e na arte erudita.

II.Contrário ao formalismo e tradicionalismo das escolas anteriores, o romantismo utiliza versos com rima e métricas, porém com uma linguagem informal e regionalista.

III.Indianismo: o indígena é eleito como herói nacional, sendo idealizado como um ser puro e inocente.

IV.Nacionalismo e ufanismo: os valores culturais, históricos e artísticos do Brasil são exaltados pelos escritores que mostram orgulho da nação.


São características do Romantismo:
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Q3980237 Literatura
O Romantismo brasileiro, movimento literário do século XIX, é marcado pela exaltação dos sentimentos, do nacionalismo, da natureza e do subjetivismo. Sobre os principais autores desse movimento, considere as assertivas a seguir.

I. José de Alencar é um dos maiores nomes do Romantismo brasileiro, sendo conhecido por suas obras que exploram o nacionalismo, a cultura indígena e a literatura indianista, como Iracema e O Guarani.
II. Gil Vicente, autor de peças teatrais faz parte do Romantismo brasileiro, recuperando traços renascentistas.
III. Álvares de Azevedo é um autor do Romantismo, destacando-se pela sua poesia melancólica, pelo idealismo e pelo pessimismo característicos desse período, em obras como Lira dos Vinte Anos.
IV. Castro Alves, com sua poesia engajada e romântica, é conhecido principalmente por suas obras abolicionistas, como Navio Negreiro, sendo um grande representante do Romantismo brasileiro.
V. Mário de Andrade pertence ao Romantismo e busca por uma identidade nacional em suas obras.

Está CORRETO o que se afirma em:
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Q3979629 Literatura
Analise o excerto abaixo, retirado da obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis:

“Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei. E foi assim que cheguei à cláusula dos meus dias; foi assim que me encaminhei para o undiscovered country de Hamlet, sem as ânsias nem as dúvidas do moço príncipe, mas pausado e trôpego, como quem se retira tarde do espetáculo. Tarde e aborrecido. Viram-me ir umas nove ou dez pessoas, entre elas três senhoras, minha irmã Sabina, casada com o Cotrim, — a filha, um líriodo-vale, — e…tenham paciência! daqui a pouco lhes direi quem era a terceira senhora. Contentem-se de saber que essa anônima, ainda que não parenta, padeceu mais do que as parentas. É verdade, padeceu mais. Não digo que se carpisse, não digo que se deixasse rolar pelo chão, convulsa. Nem o meu óbito era coisa altamente dramática… um solteirão que expira aos sessenta e quatro anos, não parece que reúna em si todos os elementos de uma tragédia. E dado que sim, o que menos convinha a essa anônima era aparentá-lo. De pé, à cabeceira da cama, com os olhos estúpidos, a boca entreaberta, a triste senhora mal podia crer na minha extinção.”

Em relação à escola literária a qual pertence o texto, é correto afirmar que:
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Q3974704 Literatura
“O Alienista”


    No vilarejo de Itaguaí, o renomado Dr. Simão Bacamarte decide construir a Casa Verde, um espaço dedicado ao estudo da mente humana. Sua intenção é diagnosticar e acolher os chamados "loucos", buscando delimitar os domínios da razão e da loucura.
    Inicialmente, são internados indivíduos com comportamentos realmente anômalos, mas logo o alienista amplia os critérios, incluindo sutis excêntricas. Isso provoca estranhamento na comunidade, que passa a questionar sua sanidade e autoridade científica.
    A Casa Verde logo se enche, e a população local começa a temer o poder arbitrário do médico. O barbeiro Porfirio, figura influente na vila, lidera manifestações contra aqueles que são internados sem justificativa clara.
    Em resposta, Bacamarte reafima seu compromisso com a ciência e a seriedade de seus atos, recusando justificações a leigos. Isso intensifica o atrito entre a prática científica e a sensibilidade social dos moradores.
    As tensões culminam na chamada "Revolta dos Canijicas", organizada por Porfirio, que deseja destruir a Casa Verde para retomar o controle cívico do vilarejo. No entanto, o conflito expõe a fragilidade da racionalidade em meio à mobilização popular.
    Curiosamente, Bacamarte não recua, e sua dedicação extrema reforça tanto a crítica ao cientificismo quanto o questionamento da própria sanidade do alienista — afinal, quem define o padrão da normalidade?
   Em seguida, a maioria da população é acometida por critérios diagnósticos flexíveis e internada, demonstrando o absurdo do método. A Casa Verde se torna símbolo de controle e opressão travestida de ciência.
      Por fim, Bacamarte conclui que a sanidade é praticamente impossível — ele decide internar a si mesmo, isolando-se, até o fim de seus dias. O leitor é deixado a refletir sobre os limites do saber humano e seu potencial opressivo.



(Machado de Assis. Fonte: ASSIS, M. de. O Alienista. In: Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1882. Adaptado.) 
O conflito entre o barbeiro Porfírio e Simão Bacamarte simboliza, principalmente,  
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Q3929643 Literatura
Quatro grandes temas presidem à formação da literatura brasileira como sistema entre 1750 e 1880, em correlação íntima com a elaboração de uma consciência nacional: o conhecimento da realidade local; a valorização das populações aborígenes; o desejo de contribuir para o progresso do país; a incorporação aos padrões europeus. No interior desses limites os poetas cantarão as suas mágoas, os romancistas descreverão as situações dramáticas, os ensaístas traçarão as suas fórmulas. No fundo do desabafo mais pessoal ou da elucubração mais aérea, o escritor pretende inscrever-se naquelas balizas, que dão à nossa literatura, vista no conjunto, esse estranho caráter de nativismo e estrangeirismo; pieguice e realidade; utilitarismo e gratuidade. 

Antonio Candido. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. Belo Horizonte; Rio de Janeiro: Editora Itatiaia, 1997, p. 66-67.

 Considerando-se os quatro grandes temas que, de acordo com o texto, balizam a atividade literária no Brasil entre os séculos XVIII e XIX, é possível concluir que os poetas e romancistas a que o autor se refere vinculam-se aos períodos literários do
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Q3928895 Literatura
I-Juca Pirama

 Gonçalves Dias

 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi:
 Sou filho das selvas,
 Nas selvas cresci;
 Guerreiros, descendo
 Da tribo tupi.

 Da tribo pujante,
 Que agora anda errante
 Por fado inconstante,
 Guerreiros, nasci;

 Sou bravo, sou forte,
 Sou filho do Norte;
 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi.

 Já vi cruas brigas,
 De tribos imigas,
 E as duras fadigas
 Da guerra provei;

 Nas ondas mendaces
 Senti pelas faces
 Os silvos fugaces
 Dos ventos que amei.

 Andei longes terras
 Lidei cruas guerras,
 Vaguei pelas serras
 Dos vis Aimoréis;

 Vi lutas de bravos,
 Vi fortes — escravos!
 De estranhos ignavos
 Calcados aos pés.

 E os campos talados,
 E os arcos quebrados,
 E os piagas coitados
 Já sem maracás;

 E os meigos cantores,
 Servindo a senhores,
 Que vinham traidores,
 Com mostras de paz.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
No que se refere à relação entre literatura, identidade e sociedade, infere-se da leitura do fragmento de I-Juca Pirama que esse texto  
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Q3928894 Literatura
I-Juca Pirama

 Gonçalves Dias

 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi:
 Sou filho das selvas,
 Nas selvas cresci;
 Guerreiros, descendo
 Da tribo tupi.

 Da tribo pujante,
 Que agora anda errante
 Por fado inconstante,
 Guerreiros, nasci;

 Sou bravo, sou forte,
 Sou filho do Norte;
 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi.

 Já vi cruas brigas,
 De tribos imigas,
 E as duras fadigas
 Da guerra provei;

 Nas ondas mendaces
 Senti pelas faces
 Os silvos fugaces
 Dos ventos que amei.

 Andei longes terras
 Lidei cruas guerras,
 Vaguei pelas serras
 Dos vis Aimoréis;

 Vi lutas de bravos,
 Vi fortes — escravos!
 De estranhos ignavos
 Calcados aos pés.

 E os campos talados,
 E os arcos quebrados,
 E os piagas coitados
 Já sem maracás;

 E os meigos cantores,
 Servindo a senhores,
 Que vinham traidores,
 Com mostras de paz.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
Com base na temática e na estrutura literária do texto I-Juca Pirama, é correto afirmar que ele é representativo do movimento literário denominado
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Q3921811 Literatura
Para responder à questão, leia o início do capítulo VI do romance Iracema, do escritor José de Alencar.


    Martim vai a passo e passo por entre os altos juazeiros que cercam a cabana do Pajé.

    Era o tempo em que o doce aracati1 chega do mar e derrama a deliciosa frescura pelo árido sertão. A planta respira; um suave arrepio erriça2 a verde coma3 da floresta.

    O cristão contempla o ocaso do sol. A sombra, que desce dos montes e cobre o vale, penetra sua alma. Lembra-se do lugar onde nasceu, dos entes queridos que ali deixou. Sabe ele se tornará a vê-los algum dia?

    Em torno carpe4 a natureza o dia que expira. Soluça a onda trépida5 e lacrimosa; geme a brisa na folhagem [...].

    Iracema parou em face do jovem guerreiro:

    — É a presença de Iracema que perturba a serenidade no rosto do estrangeiro?

    Martim pousou brandos olhos na face da virgem:

    — Não, filha de Araquém; tua presença alegra como a luz da manhã. Foi a lembrança da pátria que trouxe a saudade ao coração presago6 .

    — Uma noiva te espera?

     O forasteiro desviou os olhos. Iracema dobrou a cabeça sobre a espádua como a tenra7 palma da carnaúba, quando a chuva peneira8 na várzea.

    — Ela não é mais doce do que Iracema, a virgem dos lábios de mel, nem mais formosa! murmurou o estrangeiro.

    — A flor da mata é formosa quando tem rama que a abrigue e tronco onde se enlace. Iracema não vive n’alma de um guerreiro: nunca sentiu a frescura do seu sorriso.

    Emudeceram ambos, com os olhos no chão, escutando a palpitação dos seios que batiam opressos.


(Iracema, 2006.)


1 aracati: brisa do vento.

2 erriçar: arrepiar.

3 coma: copa de árvores frondosas.

4 carpir: lamentar.

5 trépido: trêmulo.

6 presago: que adivinha.

7 tenro: delicado.

8 peneirar: chuviscar.
Um traço característico da prosa romântica que pode ser encontrado nesse trecho é
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Respostas
41: C
42: B
43: C
44: A
45: E
46: B
47: B
48: D
49: B
50: A
51: B
52: A
53: B
54: E
55: A
56: B
57: E
58: E
59: D
60: E