Questões de Concurso
Comentadas sobre escolas literárias em literatura
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I. No Barroco, surgem conflitos entre corpo e alma, fugacidade e desejo de permanência, em imagens de contraste.
II. Sermões de Padre Antônio Vieira usam recursos barrocos para persuadir, criticar e defender posições.
III. No Arcadismo, idealização da vida rural convive com tensões ligadas ao contexto colonial.
IV. Poesia árcade prende-se a paisagens europeias, sem incorporar cenários de Minas ou do Rio.
V. Produções barrocas e árcades negociam modelos europeus com circunstâncias do espaço luso-brasileiro.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
I. No Trovadorismo galego-português, cantigas de amor trazem eu lírico masculino que idealiza figura feminina distante.
II. Cantigas de amigo apresentam voz feminina, ainda que autores conhecidos sejam homens da corte.
III. Cantigas de escárnio e maldizer criticam figuras sociais, ora com insinuações, ora com ataques mais diretos.
IV. Textos humanistas marcam transição em que prosa em português convive com produção em latim.
V. Classicismo abandona completamente modelos greco-romanos e volta-se apenas a temas ibéricos.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Considerando a literatura brasileira, assinale a opção correta.
Considerando essa organização da literatura brasileira no século XX, assinale a opção correta.
Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:
A um poeta
Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua!
Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço: e trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua
Rica mas sóbria, como um templo grego
Não se mostre na fábrica o suplicio
Do mestre. E natural, o efeito agrade
Sem lembrar os andaimes do edifício:
Porque a Beleza, gêmea da Verdade
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade
Olavo Bilac
Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar… Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu, Banhou-se toda em luar… Queria subir ao céu, Queria descer ao mar…
E, no desvario seu, Na torre pôs-se a cantar… Estava perto do céu, Estava longe do mar…
E como um anjo pendeu As asas para voar… Queria a lua do céu, Queria a lua do mar…
As asas que Deus lhe deu Ruflaram de par em par… Sua alma subiu ao céu, Seu corpo desceu ao mar…
“Ismália” é um poema ___________ e nele se identifica a temática do(a) ______________________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase acima.
De acordo com esse enfoque, assinale a alternativa correta.
Seu marco inicial é a publicação do livro de poemas Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães (1811-1882), em 1836. Nesse mesmo ano, a Revista Niterói, publicada em Paris, também se destacou como precursora do movimento. Após a Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, os escritores desse período passaram a buscar a autonomia da literatura, retomando elementos da cultura brasileira. Isso se deve ao fato de que, durante os séculos de colonização, o país sofreu forte influência dos modelos europeus, especialmente de Portugal.
Considere as características do Romantismo:
I.Rompimento com a tradição clássica: o romantismo veio romper com os modelos clássicos greco-romanos, fundamentados na busca da perfeição e na arte erudita.
II.Contrário ao formalismo e tradicionalismo das escolas anteriores, o romantismo utiliza versos com rima e métricas, porém com uma linguagem informal e regionalista.
III.Indianismo: o indígena é eleito como herói nacional, sendo idealizado como um ser puro e inocente.
IV.Nacionalismo e ufanismo: os valores culturais, históricos e artísticos do Brasil são exaltados pelos escritores que mostram orgulho da nação.
São características do Romantismo:
I. José de Alencar é um dos maiores nomes do Romantismo brasileiro, sendo conhecido por suas obras que exploram o nacionalismo, a cultura indígena e a literatura indianista, como Iracema e O Guarani.
II. Gil Vicente, autor de peças teatrais faz parte do Romantismo brasileiro, recuperando traços renascentistas.
III. Álvares de Azevedo é um autor do Romantismo, destacando-se pela sua poesia melancólica, pelo idealismo e pelo pessimismo característicos desse período, em obras como Lira dos Vinte Anos.
IV. Castro Alves, com sua poesia engajada e romântica, é conhecido principalmente por suas obras abolicionistas, como Navio Negreiro, sendo um grande representante do Romantismo brasileiro.
V. Mário de Andrade pertence ao Romantismo e busca por uma identidade nacional em suas obras.
Está CORRETO o que se afirma em:
“Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei. E foi assim que cheguei à cláusula dos meus dias; foi assim que me encaminhei para o undiscovered country de Hamlet, sem as ânsias nem as dúvidas do moço príncipe, mas pausado e trôpego, como quem se retira tarde do espetáculo. Tarde e aborrecido. Viram-me ir umas nove ou dez pessoas, entre elas três senhoras, minha irmã Sabina, casada com o Cotrim, — a filha, um líriodo-vale, — e…tenham paciência! daqui a pouco lhes direi quem era a terceira senhora. Contentem-se de saber que essa anônima, ainda que não parenta, padeceu mais do que as parentas. É verdade, padeceu mais. Não digo que se carpisse, não digo que se deixasse rolar pelo chão, convulsa. Nem o meu óbito era coisa altamente dramática… um solteirão que expira aos sessenta e quatro anos, não parece que reúna em si todos os elementos de uma tragédia. E dado que sim, o que menos convinha a essa anônima era aparentá-lo. De pé, à cabeceira da cama, com os olhos estúpidos, a boca entreaberta, a triste senhora mal podia crer na minha extinção.”
Em relação à escola literária a qual pertence o texto, é correto afirmar que:
Antonio Candido. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. Belo Horizonte; Rio de Janeiro: Editora Itatiaia, 1997, p. 66-67.
Considerando-se os quatro grandes temas que, de acordo com o texto, balizam a atividade literária no Brasil entre os séculos XVIII e XIX, é possível concluir que os poetas e romancistas a que o autor se refere vinculam-se aos períodos literários do