Questões de Concurso
Sobre arcadismo em literatura
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Numere a 2ª coluna de acordo com a 1ª, relacionando o poeta à respectiva Escola Literária. Em seguida, marque a alternativa que contém a sequência CORRETA:
(1) Gonçalves Dias
(2) João Cabral de Melo Neto
(3) Olavo Bilac
(4) Cláudio Manuel da Costa
(5) Cruz e Sousa
( ) Arcadismo
( ) Romantismo
( ) Parnasianismo
( ) Simbolismo
( ) Modernismo
Considere as afirmativas sobre as características das Escolas Literárias e assinale a alternativa CORRETA.
I – Sugestão e musicalidade são características do Simbolismo.
II – Objetividade e culto à forma são características do Romantismo.
III – Subjetividade e sentimentalismo exacerbados constituem as principais características do Parnasianismo.
IV – Bucolismo e imitação dos clássicos são características do Arcadismo.
Texto 10A2BBB
Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro,
fui honrado pastor da tua aldeia;
vestia finas lãs e tinha sempre
a minha choça do preciso cheia.
Tiraram-me o casal e o manso gado,
nem tenho a que me encoste um só cajado.
Para ter que te dar, é que eu queria
de mor rebanho ainda ser o dono;
prezava o teu semblante, os teus cabelos
ainda muito mais que um grande trono.
Agora que te oferte já não vejo,
além de um puro amor, de um são desejo.
Se o rio levantado me causava,
levando a sementeira, prejuízo,
eu alegre ficava, apenas via
na tua breve boca um ar de riso.
Tudo agora perdi; nem tenho o gosto
de ver-te ao menos compassivo o rosto.
Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu. In: A. Candido e A. Castello. Presença da literatura brasileira. Das origens ao Romantismo. São Paulo: Difel, 1976, p. 165-6.
Texto 10A2BBB
Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro,
fui honrado pastor da tua aldeia;
vestia finas lãs e tinha sempre
a minha choça do preciso cheia.
Tiraram-me o casal e o manso gado,
nem tenho a que me encoste um só cajado.
Para ter que te dar, é que eu queria
de mor rebanho ainda ser o dono;
prezava o teu semblante, os teus cabelos
ainda muito mais que um grande trono.
Agora que te oferte já não vejo,
além de um puro amor, de um são desejo.
Se o rio levantado me causava,
levando a sementeira, prejuízo,
eu alegre ficava, apenas via
na tua breve boca um ar de riso.
Tudo agora perdi; nem tenho o gosto
de ver-te ao menos compassivo o rosto.
Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu. In: A. Candido e A. Castello. Presença da literatura brasileira. Das origens ao Romantismo. São Paulo: Difel, 1976, p. 165-6.
Leia os itens e, quanto aos autores - obras, assinale a alternativa correta.
I - Marília de Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga)
II - A Moreninha (Joaquim Manuel de Macedo)
III - O Ateneu (Raul Pompeia)
IV - Broquéis (Cruz e Sousa)
V - Sagarana (João Cabral de Melo Neto)
Analisando a veracidade das informações a partir do que registra Bosi (2013), é CORRETO afirmar que:
Assinale a alternativa que corresponde ao período literário do referido romance.
1) Há uma busca pelo natural e pelo simples. 2) Há uma busca por temas bucólicos. 3) Há uma busca pelo claro e pelo regular. 4) Exalta-se a natureza pátria e os valores nacionais. 5) A cidade e a vida urbana são as matérias dos poetas.
Estão corretas, apenas
Texto 3
Uma vez determinado e conhecido o fim, o gênero se apresenta naturalmente. Até aqui, como só se procurava fazer uma obra segundo a Arte, imitar era o meio indicado: fingida era a inspiração, e artificial o entusiasmo. Desprezavam os poetas a consideração se a Mitologia podia, ou não, influir sobre nós. Contanto que dissessem que as Musas do Hélicon os inspiravam, que Febo guiava seu carro puxado pela quadriga, que a Aurora abria as portas do Oriente com seus dedos de rosas, e outras tais e quejandas imagens tão usadas, cuidavam que tudo tinham feito, e que com Homero emparelhavam; como se pudesse parecer belo quem achasse algum velho manto grego, e com ele se cobrisse! Antigos e safados ornamentos, de que todos se servem, a ninguém honram.
(GONÇALVES DE MAGALHÃES. “Suspiros poéticos e saudades” In CANDIDO, Antônio e CASTELLO, J. Aderaldo. Presença da literatura brasileira. Das origens ao Romantismo. São Paulo: DIFEL, 1976, p. 219.)
Gonzaga é conaturalmente árcade e nada fica a dever aos confrades de escola na Itália e em Portugal. As liras são exemplo do ideal de aurea mediocritas que apara as demasias da natureza e do sentimento. A "paisagem", que nasceu para arte como evasão das cortes barrocas, recorta-se para o neoclássico nas dimensões menores da cenografia idílica. A natureza vira refúgio (locus amoenus) para o homem do burgo oprimido por distinções e hierarquias. (...). Em Gonzaga, a paisagem é ora nativa, com minúcias de cor local mineira, ora lugar ameno de virgiliana memória.
(Adaptado de: BOSI, Alfredo. História concisa da Literatura Brasileira. São Paulo: Cultrix, 2000, pp.72-73)
Quais dos versos de Gonzaga, no contexto de suas Liras, fazem alusão à “paisagem nativa de cor local mineira” citada por Bosi?
(Fonte dos versos: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000036.pdf)
Assinale a alternativa que corresponde à fase literária à qual se refere a sentença abaixo:
“Os artistas deste período atribuíram à arte uma função social. Em suas obras, procuraram refletir sobre a realidade sócio-histórica, promover debate e, assim, contribuir para mudanças sociais. Têm um posicionamento impessoal e sem idealizações românticas.”
Por ser construído com base no jogo de imagens antitéticas, característico do cultismo, o soneto acima pode ser considerado representante do Barroco brasileiro.
A composição desse soneto evidencia um modo particular de apropriação de modelos e procedimentos consagrados pela voga neoclássica.