Questões de Concurso Sobre arcadismo em literatura

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Q1705603 Literatura
Em se tratando de período literário, leia os comentários e assinale a alternativa correta. A liberdade é a característica principal do movimento em suas mais diferentes manifestações artísticas, tanto no Brasil, como na Europa. No Continente Europeu, foi um conjunto de tendências artísticas que excediam a liberdade criadora e o rompimento com o passado. Não foi diferente no Brasil, onde a busca pelo novo e pela identidade local permearam esse movimento. Resultado de muitas correntes artísticas, na Europa e no Brasil, resultou da quebra de paradigmas e dos valores tradicionais. Na literatura brasileira, as principais características são: fragmentação, síntese, busca pela linguagem brasileira, nacionalismo, ironia, humor, paródia, relato do cotidiano, revisão crítica do passado histórico e cultural, versos livres.
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Q1697797 Literatura

Em se tratando de período literário, leia as características e assinale a alternativa correspondente.

Nacionalismo, historicismo, exaltação dos valores e os heróis nacionais, ambientando seu passado histórico, principalmente o período medieval. Valorização das fontes populares – o folclore. Escapismo, confessionalismo, pessimismo, crítica social, liberdade de criação e de expressão, individualismo, egocentrismo: (o indivíduo é encarado como o centro do mundo). Sentimentalismo exacerbado, idealização do amor e da mulher, tom depressivo (típico de diversos autores, sendo facilmente encontrável, entre eles, um discurso que exalta a fuga da realidade, seja pela morte, seja pelo sonho, ou ainda pela própria arte.

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Q1693270 Literatura
Em se tratando de período literário, leia as características e assinale a alternativa correta. Oposição ao racionalismo, materialismo e cientificismo; misticismo, religiosidade e sublimação; mistério, fantasia e sensualismo; subjetivismo e individualismo; linguagem fluida e musical; aproximação da poesia e da música; uso das figuras de linguagem (sinestesias); universo onírico e transcendental; valorização da espiritualidade humana; exploração do consciente e inconsciente; combinações sonoras e sensoriais.
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Q1680721 Literatura
Analise as afirmativas a seguir:

I. No Realismo, é nítida a preferência pelo espaço urbano, pois a burguesia fixou-se principalmente nas cidades, onde residem os elementos a serem combatidos, já que a obra literária é vista como instrumento de denúncia dos desequilíbrios sociais. Nesse movimento literário, há uma preocupação em retratar pessoas da época, encarando o presente histórico, os conflitos do homem da época, os dramas cotidianos e os problemas concretos.

II. O subjetivismo é uma das características do Romantismo. Ele representa um dos traços fundamentais dessa estética (o “culto da natureza”). O artista traz à tona a sua paixão pelo mundo natural, pela vida no campo, pelo bucolismo e por uma vida repleta de amigos e felicidade. Não há mais a preocupação com modelos clássicos e universalizantes, pois a literatura passa a valorizar a ciência, a razão e a vida no campo.

III. Os autores do Arcadismo brasileiro, além de se utilizarem dos artifícios típicos da estética neoclássica (imitação de autores gregos e latinos, uso da mitologia pagã etc.), já expressavam em suas poesias alguns elementos que seriam depois explorados pelos barrocos, como, por exemplo: o elogio da vida em natureza, livre das agitações sociais e mundanas; a ampla utilização de termos e palavras indígenas nas poesias; a valorização das culturas regionais brasileiras e o elogio às novas correntes ideológicas que surgiam na época.

Marque a alternativa CORRETA:
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Q1678911 Literatura
Em se tratando de período literário, leia os comentários e assinale a alternativa correta.
Nasceu em decorrência da crise do Renascimento, ocasionada, principalmente, pelas fortes divergências religiosas e imposições do catolicismo e pelas dificuldades econômicas, decorrentes do declínio do comércio com o Oriente. Todo o rebuscamento presente na arte e literatura é reflexo dos conflitos dualistas entre o terreno e o celestial, o homem (antropocentrismo) e Deus (teocentrismo), o pecado e o perdão, a religiosidade medieval e o paganismo presente no período renascentista.
A ideologia é fornecida pela Contrarreforma. Em nenhuma outra época se produziu tamanha quantidade de igrejas, capelas, estátuas de santos e monumentos sepulcrais. As obras de arte deviam falar aos fiéis com a maior eficácia possível, mas em momento algum descer até eles. A arte tinha que convencer, conquistar e impor admiração.
O Renascimento definiu-se pela valorização do profano, pondo em voga o gosto pelas satisfações mundanas. Os intelectuais deste período, no entanto, não alcançam tranquilidade agindo de acordo com essa filosofia. A influência da Contrarreforma fez com que houvesse oposição entre os ideais de vida eterna em contraposição com a vida terrena e do espírito em contraposição à carne. Na visão, não há possibilidade de conciliar essas antíteses: ou se vive a vida sensualmente, ou se foge dos gozos humanos e se alcança a eternidade. A tensão de elementos contrários causa no artista uma profunda angústia: após arrojar-se nos prazeres mais radicais, ele se sente culpado e busca o perdão divino. Assim, ora ajoelha-se diante de Deus, ora celebra as delícias da vida.
O homem assume consciência integral no que se refere à fugacidade da vida humana (efemeridade): o tempo, veloz e avassalador, tudo destrói em sua passagem. Por outro lado, diante das coisas transitórias 6 (instabilidade), surge a contradição: vivê-las, antes que terminem, ou renunciar ao passageiro e entregar-se à eternidade?
O estilo apresenta forma conturbada, decorrente da tensão causada pela oposição entre os princípios renascentistas e a ética cristã. Daí a frequente utilização de antíteses, paradoxos e inversões, estabelecendo uma forma contraditória, dilemática. Além disso, a utilização de interrogações revela as incertezas do homem, frente ao seu período, a inversão de frases, a sua tentativa na conciliação dos elementos opostos.
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Q1678910 Literatura
Leia as características e marque a alternativa devida. “Ênfase no lado mais animalesco do homem: a fome, o instinto, a parte não civilizados, a sexualidade, a zoomorfização das personagens. Determinismo: o indivíduo não é mais sujeito, mas um figurante da história, resultado das influências do meio. O homem é entendido como produto das leis naturais. As obras deste período trazem à tona tópicos como as taras sexuais, os vícios, as doenças, o incesto, o adultério. Preferência por temas cotidianos, priorizando as relações e vivências das classes inferiores.”
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Q1718344 Literatura
Leia o seguinte trecho do poema de Castro Alves:
O navio negreiro V Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura... se é verdade Tanto horror perante os céus?! Ó mar, por que não apagas Co'a esponja de tuas vagas De teu manto este borrão?... Astros! noites! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares, tufão! 
Esse trecho do poema épico-dramático O navio negreiro integra o seguinte movimento literário: 
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Q1714029 Literatura
Caracterizava-se pela preocupação com a verdade, não apenas verossímil, mas com a verdade exata, a que se chega através de observação e análise. Na recriação artística da realidade, os autores da época põem em primeiro plano as impressões sensoriais, através da descrição objetiva. Os detalhes são da maior importância e nada é desprovido de interesse. O movimento valoriza as personagens esféricas, que apresentam simultaneamente várias qualidades ou tendências; são complexas, multiformes, repelem qualquer simplificação. Centra-se no presente, no momento vivido pelo autor. São frequentes a crítica social, que busca desnudar as mazelas da burguesia e do clero, e a análise psicológica, voltada para a investigação dos motivos das ações humanas. Tais afirmações referem-se ao:
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Q1661072 Literatura
Leia as afirmativas a seguir:
I. A segunda geração do Romantismo no Brasil é conhecida como geração tecnológica (reformista ou industrial). Suas características incluem: incentivo à ciência, visão da morte como uma etapa inevitável da vida do organismo, pouca valorização dos sentimentos individuais e busca constante pelo conhecimento. II. No Brasil, o Arcadismo caracteriza-se por uma poesia impessoal e objetiva, na qual o poeta busca interpretar sentimentos comuns, não individuais. Nela, verifica-se o predomínio da razão sobre os sentimentos e orienta-se pela sinceridade e verdade. Assim, antes da emoção, existe uma preocupação com a satisfação intelectual e lógica do leitor.
Marque a alternativa CORRETA:
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Q1661063 Literatura
Leia as afirmativas a seguir:
I. Para os escritores realistas, o destino dos homens é o resultado da providência divina. Em função disso, principalmente os escritores de tendência naturalista, enfatizam a espiritualidade como o principal aspecto determinante do comportamento social dos homens. O realismo foi, portanto, um movimento rico em expressões religiosas e amplamente apoiado pela Igreja Católica, assim como pelos Jesuítas. II. As características do Arcadismo no Brasil seguem a linha oriental: a volta aos padrões clássicos da China e da Índia; a complexidade das formas na literatura e nas artes; a poesia social, crítica; o fingimento poético e o uso de pseudônimos.
Marque a alternativa CORRETA:
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Q1661061 Literatura
Leia as afirmativas a seguir:
I. O nome "arcadismo" é uma referência à Arcádia, região campestre do Peloponeso, na Grécia antiga, tida como ideal de inspiração poética. A poesia bucólica, pastoril; a volta aos padrões clássicos da Antiguidade e do Renascimento; o fingimento poético, a simplicidade; e o uso de pseudônimos são características perceptíveis do Arcadismo no Brasil. II. Graciliano Ramos, na sua obra Vidas Secas, apresenta ao leitor os personagens Severino e Maria, os quais percorrem a pé uma grande jornada do Sertão, seco e pobre, até a cidade grande, Recife, rica e cheia de oportunidades. No caminho, o casal encontra morte, pobreza, exploração e miséria mas, no final de sua jornada, percebem que a vida pode ser boa, apesar de difícil.
Marque a alternativa CORRETA:
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Q1275477 Literatura
Muito embora a obra de Ariano Suassuna apresente elementos de diferentes estéticas literárias, pode-se dizer que ele esteve alinhado com o:
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Q1250865 Literatura
Analise as afirmativas a seguir sobre literatura e assinale a INCORRETA.
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Q1218837 Literatura
           Mesmo sem querer recuar conceitos anacronicamente, parece que Caramuru, de Santa Rita Durão, pode ser considerado uma epopeia do tipo que se chamaria hoje colonialista, porque glorifica métodos e ideologias que censuramos até no passado. Mas que ainda são aceitos, recomendados e praticados pelos amigos da ordem a todo preço, entre os quais se alinharia o nosso velho Durão, que era filho de um repressor de quilombos e hoje talvez se situasse entre os reacionários, com todo o seu talento, cultura e paixão. Como sabemos, Caramuru é uma resposta ao poema de Basílio da Gama, O Uraguai, cujo pombalismo ilustrado estava mais perto daquilo que no tempo era progresso. Mesmo sendo progresso de déspota esclarecido, useiro da brutalidade e do arbítrio.
          A possível atualidade do Caramuru estaria um pouco na presença constante da violência e da opressão, disfarçadas por uma ideologia bem arquitetada, que tranquiliza a consciência. Durão é, em grau surpreendente, um poeta da guerra e da imposição cultural, e não ficaria deslocado em nosso tempo excepcionalmente bruto e agressivo. Basílio da Gama, que celebra uma guerra destruidora, no fundo não simpatiza com ela e quase justifica o inimigo (que não consegue deixar de tratar como vítima), lamentando a necessidade cruel da razão de Estado. Mas Durão não só adere ideologicamente ao exercício da força, como parece ter por ela uma espécie de fascinação.

Antonio Candido. Movimento e parada. In: Na sala de aula: caderno de
análise literária. São Paulo: Editora Ática, 1985, p. 8-9 (com adaptações).

Tendo como referência inicial o texto precedente, publicado pela primeira vez em 1985, julgue o item a seguir.


O Uraguai e Caramuru são poemas épicos, gênero literário caracterizado pela métrica rígida e por uma narrativa organizada em episódios.

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Q1218835 Literatura
           Mesmo sem querer recuar conceitos anacronicamente, parece que Caramuru, de Santa Rita Durão, pode ser considerado uma epopeia do tipo que se chamaria hoje colonialista, porque glorifica métodos e ideologias que censuramos até no passado. Mas que ainda são aceitos, recomendados e praticados pelos amigos da ordem a todo preço, entre os quais se alinharia o nosso velho Durão, que era filho de um repressor de quilombos e hoje talvez se situasse entre os reacionários, com todo o seu talento, cultura e paixão. Como sabemos, Caramuru é uma resposta ao poema de Basílio da Gama, O Uraguai, cujo pombalismo ilustrado estava mais perto daquilo que no tempo era progresso. Mesmo sendo progresso de déspota esclarecido, useiro da brutalidade e do arbítrio.
          A possível atualidade do Caramuru estaria um pouco na presença constante da violência e da opressão, disfarçadas por uma ideologia bem arquitetada, que tranquiliza a consciência. Durão é, em grau surpreendente, um poeta da guerra e da imposição cultural, e não ficaria deslocado em nosso tempo excepcionalmente bruto e agressivo. Basílio da Gama, que celebra uma guerra destruidora, no fundo não simpatiza com ela e quase justifica o inimigo (que não consegue deixar de tratar como vítima), lamentando a necessidade cruel da razão de Estado. Mas Durão não só adere ideologicamente ao exercício da força, como parece ter por ela uma espécie de fascinação.

Antonio Candido. Movimento e parada. In: Na sala de aula: caderno de
análise literária. São Paulo: Editora Ática, 1985, p. 8-9 (com adaptações).

Tendo como referência inicial o texto precedente, publicado pela primeira vez em 1985, julgue o item a seguir.


Caramuru e O Uraguai, assim como os romances O Guarani e Iracema, de José de Alencar, fizeram parte das manifestações românticas do período posterior à independência do Brasil, que, ao idealizarem o indígena, buscavam consolidar a mitologia da nacionalidade brasileira.

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Q1218834 Literatura
           Mesmo sem querer recuar conceitos anacronicamente, parece que Caramuru, de Santa Rita Durão, pode ser considerado uma epopeia do tipo que se chamaria hoje colonialista, porque glorifica métodos e ideologias que censuramos até no passado. Mas que ainda são aceitos, recomendados e praticados pelos amigos da ordem a todo preço, entre os quais se alinharia o nosso velho Durão, que era filho de um repressor de quilombos e hoje talvez se situasse entre os reacionários, com todo o seu talento, cultura e paixão. Como sabemos, Caramuru é uma resposta ao poema de Basílio da Gama, O Uraguai, cujo pombalismo ilustrado estava mais perto daquilo que no tempo era progresso. Mesmo sendo progresso de déspota esclarecido, useiro da brutalidade e do arbítrio.
          A possível atualidade do Caramuru estaria um pouco na presença constante da violência e da opressão, disfarçadas por uma ideologia bem arquitetada, que tranquiliza a consciência. Durão é, em grau surpreendente, um poeta da guerra e da imposição cultural, e não ficaria deslocado em nosso tempo excepcionalmente bruto e agressivo. Basílio da Gama, que celebra uma guerra destruidora, no fundo não simpatiza com ela e quase justifica o inimigo (que não consegue deixar de tratar como vítima), lamentando a necessidade cruel da razão de Estado. Mas Durão não só adere ideologicamente ao exercício da força, como parece ter por ela uma espécie de fascinação.

Antonio Candido. Movimento e parada. In: Na sala de aula: caderno de
análise literária. São Paulo: Editora Ática, 1985, p. 8-9 (com adaptações).

Tendo como referência inicial o texto precedente, publicado pela primeira vez em 1985, julgue o item a seguir.


Os expoentes da literatura colonial produzida no Brasil entre os séculos XVI e XVIII incluem textos colonialistas em defesa da política da metrópole portuguesa de exploração de terras, recursos e pessoas.

Alternativas
Q1218832 Literatura
           Mesmo sem querer recuar conceitos anacronicamente, parece que Caramuru, de Santa Rita Durão, pode ser considerado uma epopeia do tipo que se chamaria hoje colonialista, porque glorifica métodos e ideologias que censuramos até no passado. Mas que ainda são aceitos, recomendados e praticados pelos amigos da ordem a todo preço, entre os quais se alinharia o nosso velho Durão, que era filho de um repressor de quilombos e hoje talvez se situasse entre os reacionários, com todo o seu talento, cultura e paixão. Como sabemos, Caramuru é uma resposta ao poema de Basílio da Gama, O Uraguai, cujo pombalismo ilustrado estava mais perto daquilo que no tempo era progresso. Mesmo sendo progresso de déspota esclarecido, useiro da brutalidade e do arbítrio.
          A possível atualidade do Caramuru estaria um pouco na presença constante da violência e da opressão, disfarçadas por uma ideologia bem arquitetada, que tranquiliza a consciência. Durão é, em grau surpreendente, um poeta da guerra e da imposição cultural, e não ficaria deslocado em nosso tempo excepcionalmente bruto e agressivo. Basílio da Gama, que celebra uma guerra destruidora, no fundo não simpatiza com ela e quase justifica o inimigo (que não consegue deixar de tratar como vítima), lamentando a necessidade cruel da razão de Estado. Mas Durão não só adere ideologicamente ao exercício da força, como parece ter por ela uma espécie de fascinação.

Antonio Candido. Movimento e parada. In: Na sala de aula: caderno de
análise literária. São Paulo: Editora Ática, 1985, p. 8-9 (com adaptações).

Tendo como referência inicial o texto precedente, publicado pela primeira vez em 1985, julgue o item a seguir.


O Uraguai é passadista em relação a Caramuru, pois este último veicula ideias mais relacionadas ao que, ao seu tempo, poderia ser entendido como progresso.

Alternativas
Q1218831 Literatura
           Mesmo sem querer recuar conceitos anacronicamente, parece que Caramuru, de Santa Rita Durão, pode ser considerado uma epopeia do tipo que se chamaria hoje colonialista, porque glorifica métodos e ideologias que censuramos até no passado. Mas que ainda são aceitos, recomendados e praticados pelos amigos da ordem a todo preço, entre os quais se alinharia o nosso velho Durão, que era filho de um repressor de quilombos e hoje talvez se situasse entre os reacionários, com todo o seu talento, cultura e paixão. Como sabemos, Caramuru é uma resposta ao poema de Basílio da Gama, O Uraguai, cujo pombalismo ilustrado estava mais perto daquilo que no tempo era progresso. Mesmo sendo progresso de déspota esclarecido, useiro da brutalidade e do arbítrio.
          A possível atualidade do Caramuru estaria um pouco na presença constante da violência e da opressão, disfarçadas por uma ideologia bem arquitetada, que tranquiliza a consciência. Durão é, em grau surpreendente, um poeta da guerra e da imposição cultural, e não ficaria deslocado em nosso tempo excepcionalmente bruto e agressivo. Basílio da Gama, que celebra uma guerra destruidora, no fundo não simpatiza com ela e quase justifica o inimigo (que não consegue deixar de tratar como vítima), lamentando a necessidade cruel da razão de Estado. Mas Durão não só adere ideologicamente ao exercício da força, como parece ter por ela uma espécie de fascinação.

Antonio Candido. Movimento e parada. In: Na sala de aula: caderno de
análise literária. São Paulo: Editora Ática, 1985, p. 8-9 (com adaptações).
Tendo como referência inicial o texto precedente, publicado pela primeira vez em 1985, julgue o item a seguir.

Caramuru e O Uraguai são poemas que, como parte da literatura colonial brasileira, abordam o tratamento violento dos governantes da época contra os indígenas.
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Q1135283 Literatura

TEXTO 4


Já vem a primavera, desfraldando

Pelos ares as roupas perfumadas,

E os rios vão, nas águas jaspeadas,

Os frondíferos troncos retratando;


Vão-se as neves dos montes debruçando

Em tortuosas serpes argentadas;

Pelas veigas, o gado, alcatifadas,

A esmeraldina felpa vai tostando.


Riem-se os céus, revestem-se as campinas;

E a natureza as melindrosas cores

Esmera na pintura das boninas.


Ah! Se assim como brotam novas flores,

Se remoça todo o orbe...das ruínas

Dos zelos renascessem meus amores!


Fonte: ELÍSIO, Filinto. Poesias. Lisboa: Sá da costa, 1941.

A preocupação vernaculista apresentada de maneira serena ao retratar aspectos da natureza, revestindo um quadro bucólico tipicamente clássico, conforme se observa no Texto 4, é uma característica da poesia
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Q1067092 Literatura

Leia as afirmativas a seguir:


I. Graciliano Ramos de Oliveira foi um romancista brasileiro do século XX, mais conhecido por sua obra Vidas Secas. Nessa obra, Fabiano e Sinhá Vitória têm que tomar uma decisão crucial, eternizar seu ciclo de exploração ou tentar dar aos filhos o estudo que eles nunca tiveram.


II. A volta aos padrões clássicos da Antiguidade e do Renascimento; a simplicidade; a poesia bucólica, pastoril; o fingimento poético e o uso de pseudônimos são características do Arcadismo no Brasil. O nome "arcadismo" é uma referência à Arcádia, região campestre do Peloponeso, na Grécia antiga, tida como ideal de inspiração poética.


Marque a alternativa CORRETA: 

Alternativas
Respostas
41: D
42: B
43: A
44: B
45: A
46: E
47: B
48: B
49: C
50: D
51: B
52: C
53: C
54: C
55: E
56: C
57: E
58: C
59: D
60: A