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Questões de Concurso Comentadas sobre análise do discurso em linguística

Questões Discursivas

Foram encontradas 224 questões

Q2595045 Linguística
Considerando os estudos de Roxane Rojo (2005) acerca dos gêneros, que relações podem ser estabelecidas entre as teorias dos gêneros textuais e dos gêneros do discurso?
Alternativas
Q2591325 Linguística
Texto 9


Tecnología para la enseñanza y el aprendizaje de lenguas extranjeras: revisión de la literatura


Tras la revisión presentada en este artículo caben tres certezas. En primer lugar: la inversión en innovación tecnológica es tan alta que el ritmo de su evolución desborda recurrentemente nuestra capacidad para mantenernos informados sobre los avances en tecnología. Sin embargo, por un lado, todo hace prever que surgirán líneas de desarrollo que generen interesantes oportunidades para el aprendizaje de lenguas y estos han de ser contemplados para su inclusión en nuestra práctica educativa; al mismo tiempo, por otro lado, existe un riesgo evidente de mercantilización de la Educación de la mano de la tecnología, que solo podremos solventar con información y pensamiento crítico.

En segundo lugar, la imagen de excelencia y de capacidad de transformación con la cual se diseña y comercializa la tecnología traslada a los centros y al profesorado (de cualquier especialidad, también al profesorado de lenguas) una importante presión social para que se utilice la tecnología en el aula, esté esta justificada o no. En cierto sentido, esto ha generado que, no usar algún tipo de tecnología en el aula sea impensable para un docente de lenguas del siglo veintiuno. Así pues, finalmente, necesitamos hoy más que nunca buen criterio ante la amplia, creciente oferta tecnológica en relación con la enseñanza y aprendizaje de lenguas. Si tenemos argumentos para pensar que la tecnología nos permitirá crear experiencias memorables que generen un aprendizaje valioso, el esfuerzo (es decir, la inversión social y personal que esto implica) tendrá sentido. Nuestra conclusión, por tanto, es: tecnología sí, pero con criterio pedagógico y fundamento científico.



TRUJILLO SÁEZ, Fernando; SALVADORES MERINO, Carlos; GABARRÓN PÉREZ, Ángel. Tecnología para la enseñanza y el aprendizaje de lenguas extranjeras: revisión de la literatura. RIED - Revista Iberoamericana de Educación a Distancia, Asociación Iberoamericana de Educación Superior a Distancia, v. 22, n. 1, 2019. Disponível em:<https://www.redalyc.org/journal/3314/331459398008/331459398008.pdf> . Acesso em: 26 mai. 2024. [Adaptado].
De uma perspectiva diacrônica e crítica, os autores analisaram a relação entre tecnologia, ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras. O texto acima é parte das conclusões dessa análise. Eles observaram que as práticas educativas terão que
Alternativas
Q2588049 Linguística

Dentre as linhas teóricas que analisam a linguagem e suas variáveis, os estudos bakhtinianos consideram que a essência de toda a linguagem reside em qual dos aspectos descritos a seguir?

Alternativas
Q2561471 Linguística
Segundo Marcuschi, em sua obra “Gêneros Textuais no ensino de língua”: “Uma das teses centrais a ser defendida e adotada aqui é a de que é impossível não se comunicar verbalmente por algum gênero, assim como é impossível não se comunicar verbalmente por algum texto”. De acordo com o autor, quando se domina um gênero textual:
Alternativas
Q2561470 Linguística
Segundo Platão e Fiorin, no primeiro contato com um texto qualquer, por mais simples que ele seja, normalmente o leitor se defronta com a dificuldade de encontrar unidade por trás de tantos significados que ocorrem na sua superfície em face de vários aspectos. Os três níveis de leitura distinguem-se um do outro pelo grau de abstração. Desse modo, pode-se imaginar que o texto admite três planos distintos na sua estrutura, quais sejam:

I. Uma estrutura superficial, onde afloram os significados mais concretos e diversificados. É nesse nível que se instalam no texto o narrador, os personagens, os cenários, o tempo e as ações concretas.

II. Uma estrutura intermediária, onde se definem basicamente os valores com que os diferentes sujeitos entram em acordo ou desacordo.

III. Uma estrutura profunda, onde ocorrem os significados mais abstratos e mais simples. É nesse nível que se podem postular dois significados abstratos que se opõem entre si e garantem a unidade do texto inteiro.


Quais estão corretos?
Alternativas
Q2561465 Linguística
Considerando os ensinamentos de Marcuschi, tem-se que: “Textualidade não é uma propriedade imanente a algum artefato linguístico”. Essa posição, segundo o referido autor, supõe pelo menos três aspectos, quais sejam:


I. Primeiro: um texto não é um artefato, um produto, mas um evento (uma espécie de acontecimento) e sua existência depende de que alguém o processe em algum contexto. É um fato discursivo e não um fato do sistema da língua. Dá-se na atividade enunciativa e não como uma relação de signos.

II. Segundo: um texto se define por propriedades imanentes necessárias e suficientes, por desvincular-se de um contexto interativo e por satisfazer um conjunto de condições que conduz à produção de sentidos.

III. Terceiro: a sequência de elementos linguísticos será um texto na medida em que consiga oferecer acesso interpretativo a um indivíduo que tenha experiência sociocomunicativa relevante para a compreensão.


Quais estão corretos?
Alternativas
Q2554774 Linguística
Leia o trecho abaixo:
"A subversão das normas linguísticas tradicionais é uma característica marcante nos gêneros contemporâneos. Nesse contexto, a linguagem assume um papel dinâmico, rompendo com padrões preestabelecidos e desafiando as convenções. A análise dos gêneros textuais deve considerar não apenas a estrutura linguística, mas também a função social que desempenham e as estratégias discursivas empregadas para atingir determinados objetivos."
Em relação à linguagem nos gêneros contemporâneos, o trecho destaca que ela:
Alternativas
Q2545907 Linguística
Segundo descreve Marcuschi, analise as assertivas a seguir, relativamente a aspectos relacionados à definição de texto e textualidade:
I. O texto pode ser tido como um tecido estruturado, uma entidade significativa, uma entidade de comunicação e um artefato sócio-histórico. De certo modo, pode-se afirmar que o texto é uma (re)construção do mundo, e não uma simples refração ou reflexo.
II. Textualidade não é uma propriedade imanente a algum artefato linguístico; a textualidade não depende, de um modo geral, da correção sintático-ortográfica da língua e sim da sua condição de processabilidade cognitiva e discursiva.
III. Um texto não acontece quando há uma relação interativa entre os sujeitos; o que se deve levar em conta é apenas a linguagem, a correção gramatical e a estrutura.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q2545905 Linguística
Analise as seguintes assertivas acerca do estudo de gêneros textuais em língua portuguesa à luz do que nos apresenta Marcuschi em sua obra “Produção textual, análise de gêneros e compreensão”:
I. O estudo de gêneros textuais é hoje uma fértil área interdisciplinar, com atenção especial para a linguagem em funcionamento e para as atividades culturais e sociais. Desde que os gêneros não sejam concebidos como modelos estanques nem como estruturas rígidas, mas como formas culturais e cognitivas de ação social corporificadas na linguagem, somos levados a ver os gêneros como entidades dinâmicas, cujos limites e demarcação se tornam fluidos.
II. Cada gênero tem um propósito bastante claro que o determina e lhe dá uma esfera de circulação. Esse, aliás, é um aspecto bastante interessante, pois todos os gêneros têm uma forma e uma função, bem como um estilo e um conteúdo, mas sua determinação se dá basicamente pela função e não pela forma.
III. O estudo dos gêneros é absolutamente novo, visto que foi nos últimos decênios do século XX que se descobriu e iniciou o estudo dessa área. Por ser um estudo muito recente, são poucos os teóricos que se atém a descrever cada modelo textual.
Quais estão corretas? 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-SC Prova: FGV - 2024 - TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar |
Q2533653 Linguística
Uma das funções da língua escrita é a função de preservação, ou seja, a de armazenar informações, como aparece referido no seguinte pensamento: 
Alternativas
Q2490741 Linguística
Associe corretamente os conceitos gerais à sua respectiva definição, apontados por Celso Cunha e Lindley Cintra na Nova gramática do português contemporâneo (2010).
CONCEITOS
1 - Linguagem 2 - Língua 3 - Discurso 4 - Dialeto 5 - Discurso direto 6 - Discurso indireto 7 - Discurso indireto livre
DEFINIÇÕES
( ) É a língua no ato, na execução individual. ( ) É a forma característica que uma língua assume regionalmente. ( ) É um sistema de sinais que serve de meio de comunicação entre os indivíduos. ( ) É a forma de expressão em que o personagem é chamado a apresentar as suas próprias palavras. ( ) É um sistema gramatical pertencente a um grupo de indivíduos; expressão da consciência de uma coletividade. ( ) É a forma de expressão que aproxima narrador e personagem, dando-nos a impressão de que passam a falar em uníssono. ( ) É a forma de expressão que pressupõe um tipo de relato de caráter predominantemente informativo e intelectivo, no qual o narrador subordina a si como personagem.
A sequência correta para essa associação é:
Alternativas
Q2483042 Linguística

Além da intenção comunicativa que marca a ação de linguagem característica dos gêneros de natureza argumentativa, os gêneros textuais dissertativo-argumentativos apresentam um plano geral básico, o qual os torna semelhantes na sua organização composicional.

Com base no trecho acima, assinale a opção que apresenta os dois componentes que constituem o discurso argumentativo.

Alternativas
Q2483041 Linguística

Por “capacidades de linguagem” entende-se o conjunto de conhecimentos de base social, cognitiva e linguística, acionados na produção de gêneros textuais.

A esse respeito, relacione as capacidades de linguagem listadas a seguir às respectivas definições.


1. Capacidade de ação.

2. Capacidade discursiva.

3. Capacidade linguístico-discursiva.

( ) Domínio dos mecanismos linguísticos próprios de um determinado gênero de texto.

( ) Capacidade de o sujeito acionar com adequação modelos textuais e sua infraestrutura textual.

( ) Escolha adequada do gênero, em relação ao contexto comunicativo, às intenções que movem sua produção e aos interlocutores.


Assinale a opção que apresenta a sequência correta.

Alternativas
Q2483040 Linguística
A respeito das capacidades dos procedimentos sobre leitura, é correto afirmar que, se todos os usuários da língua possuíssem tais habilidades, que podem ser nomeadas como competência textual, poderia justificar-se, então, a elaboração de uma gramática textual que deveria ter basicamente uma das seguintes tarefas:
Alternativas
Q2483036 Linguística

A prática de oralidade pressupõe ambientes públicos e privados de uso da linguagem, tendo como ponto de partida registros variados. Dessa forma, as condições de produção, a formalidade do gênero, o público-alvo determinarão o uso mais ou menos formal da linguagem.

Acerca da produção textual oral e da escrita, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Q2483035 Linguística

A respeito dos conceitos de pragmática, conhecimento textual, ensino gramatical e gêneros do discurso, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.


( ) Segundo a pragmática, o que importa são o uso e os impactos gerados pelos atos de escrita, ou seja, a comunicação e o exercício da linguagem entre os escritores de uma língua, focando nos processos de inferência pelos quais se compreende o que está implícito.

( ) O conhecimento textual se forma pelos diversos tipos de textos como: narração, descrição, injunção, exposição, etc. e pela maneira que se estabelecem suas estruturas linguísticas.

( ) No que se refere ao ensino gramatical, é preciso propor e trabalhar atividades teórico-objetivas, que ofereçam ao educando oportunidades de argumentação, influenciando o desenvolvimento do exercício do discurso em partes.

( ) Consideram-se gêneros do discurso textos formais, informais, verbais, não-verbais, visuais, didáticos, literário, poético e científicos.


As afirmativas são, respectivamente,

Alternativas
Q2472507 Linguística
A vingança de uma Teixeira


      A troca da bola de meia para a bola de borracha foi uma importante evolução técnica do association em nossa rua. Nossa primeira bola de borracha era branca e pequena; um dia, entretanto, apareceu um menino com uma bola maior, de várias cores, belíssima, uma grande bola que seus pais haviam trazido do Rio de Janeiro. Um deslumbramento; dava até pena de chutar. Admiramo-la em silêncio; ela passou de mão em mão; jamais nenhum de nós tinha visto coisa tão linda.

       Era natural que as Teixeiras não gostassem quando essa bola partiu uma vidraça. Nós todos sentimos que acontecera algo de terrível. Alguns meninos correram; outros ficaram a certa distância da janela, olhando, trêmulos, mas apesar de tudo dispostos a enfrentar a catástrofe. Apareceu logo uma das Teixeiras, e gritou várias descomposturas. Ficamos todos imóveis, calados, ouvindo, sucumbidos. Ela apanhou a bola e sumiu para dentro de casa. Voltou logo depois e, em nossa frente, executou o castigo terrível: com um grande canivete preto furou a bola, depois cortou-a em duas metades e jogou-a à rua. Nunca nenhum de nós teria podido imaginar um ato de maldade tão revoltante. Choramos de raiva; apareceram mais duas Teixeiras que davam gritos e ameaçavam descer para nos puxar as orelhas. Fugimos.

       A reunião foi junto do cajueiro do morro. Nossa primeira ideia de vingança foi quebrar outras vidraças a pedradas.

       Alguém teve um plano mais engenhoso: dali mesmo, do alto do morro, podíamos quebrar as vidraças com atiradeiras, e assim ninguém nos veria. – Mas elas vão logo dizer que fomos nós! Alguém informou que as Teixeiras iam todas no dia seguinte para uma festa na fazenda, um casamento ou coisa que o valha. O plano de assalto à casa foi traçado por mim. A casa das Teixeiras dava os fundos para o rio e uma vez, em que passeava de canoa, pescando aqui e ali, eu entrara em seu quintal para roubar carambolas. Havia um cachorro, mas era nosso conhecido, fácil de enganar.

      Falou-se muito tempo dos ladrões que tinham arrombado a porta da cozinha da casa das Teixeiras. Um cabo de polícia esteve lá, mas não chegou a nenhuma conclusão. Os ladrões tinham roubado um anel sem muito valor, mas de grande estimação, com monograma, e tinham feito uma desordem tremenda na casa; havia vestidos espalhados pelo chão, um tinteiro e uma caixa de pó-de-arroz entornados em um quarto, sobre uma cama. Falou-se que tinha desaparecido dinheiro, mas era mentira; lembro-me vagamente de uma faca de cozinha, um martelo, uma lata de goiabada; isso foi todo o nosso botim.

       O anel foi enterrado em algum lugar no alto do morro; mas alguns dias depois caiu um temporal e houve forte enxurrada; jamais conseguimos encontrar o nosso tesouro secretíssimo, e rasgamos o mapa que havíamos desenhado.

      Durante algum tempo as famílias da rua fecharam com mais cuidado as portas e janelas, alguns pais de família saltaram assustados da cama a qualquer ruído, com medo dos ladrões; mas eles não apareceram mais.

       Nosso terrível segredo nos deu um grande sentimento de importância, mas nunca mais jogamos futebol diante da casa das Teixeiras. Deixamos de cumprimentar a que abrira a bola com o canivete; mesmo anos depois, já grandes, não lhe dávamos sequer bom dia. Não sei se foi feliz na existência, e espero que não; se foi, é porque praga de menino não tem força nenhuma.


(BRAGA, Rubem. A traição das elegantes. Editora Moderna. 9ª edição.)
Em relação às estruturas linguísticas do texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2472497 Linguística
LINGUÍSTICA



       Carta Educação: Há como mensurar o início das fake news? Vivemos uma ascensão das notícias falsas?

        Pollyana Ferrari: “As fake news sempre existiram. No meu livro eu cito relatos e resumos de jornais fake desde Roma Antiga. Então não é que a gente não tinha, sempre tivemos a imprensa marrom, o próprio Cidadão Kane, de 1941, é um exemplo, bem como a Guerra dos Mundos, de Orson Welles. Não estamos diante de um fenômeno novo, que começa em 2016. O que temos de considerar é a questão da escala.

         Com as redes sociais, basicamente as temos há 14 anos, todo mundo ganhou voz, temos produção de conteúdo via celulares, blogs, influenciadores digitais. E, veja, eu não sou contra esse movimento, é positivo termos outras vozes para além da grande mídia. A questão é que nos grandes veículos há etapas de apuração de informação, um mínimo de checagem, independentemente da linha editorial que sigam. Não estou falando de viés político, mas de etapas de apuração. Com a pulverização, isso se perde. E, sim, estamos em um momento de ascensão das fake news, o que é muito preocupante.

            Carta Educação: Qual a relação entre fake news e pós-verdade?

        Pollyana Ferrari: A pós-verdade aponta para uma sociedade informacional que compartilha personas digitais, desejos que não tem lastro com o real. Vejo que às vezes as pessoas até têm dimensão de que determinada informação é falsa, mas como isso vai ao encontro do seu desejo, ela compartilha.

       Carta Educação: Como isso ganha força e pode ser prejudicial no contexto digital da Internet e das redes sociais?

      Pollyana Ferrari: Vamos imaginar duas situações. Um jovem, adaptado à presença nessas plataformas e que acredita mais nos seus amigos e na sua timeline do que nos veículos e até em seu professor. Agora, o idoso que, por sua vez, não está acostumado com a presença digital e que vinha de uma relação com a informação em que se preservava uma checagem mínima. Isso parece inofensivo, mas quando consideramos que só no Facebook há dois bilhões de pessoas, é preocupante. Isso sem contar os aplicativos de mensagens instantâneas, como o Whatsapp, um dos mais utilizados pelos brasileiros e um dos disseminadores de fake news em potencial. O que estou querendo dizer é que, geralmente, o dedo é mais rápido que o cérebro, se compartilha muita coisa sem checar informação,sem questionar de onde vem a foto, o vídeo. É preciso ter senso crítico e questionar o que se recebe.


(Ana Luiza Basílio, Carta Capital. 2018.)
Dentre as características elencadas a seguir, NÃO pode ser identificada no texto em análise apenas: 
Alternativas
Q2472487 Linguística
LINGUÍSTICA



       Carta Educação: Há como mensurar o início das fake news? Vivemos uma ascensão das notícias falsas?

        Pollyana Ferrari: “As fake news sempre existiram. No meu livro eu cito relatos e resumos de jornais fake desde Roma Antiga. Então não é que a gente não tinha, sempre tivemos a imprensa marrom, o próprio Cidadão Kane, de 1941, é um exemplo, bem como a Guerra dos Mundos, de Orson Welles. Não estamos diante de um fenômeno novo, que começa em 2016. O que temos de considerar é a questão da escala.

         Com as redes sociais, basicamente as temos há 14 anos, todo mundo ganhou voz, temos produção de conteúdo via celulares, blogs, influenciadores digitais. E, veja, eu não sou contra esse movimento, é positivo termos outras vozes para além da grande mídia. A questão é que nos grandes veículos há etapas de apuração de informação, um mínimo de checagem, independentemente da linha editorial que sigam. Não estou falando de viés político, mas de etapas de apuração. Com a pulverização, isso se perde. E, sim, estamos em um momento de ascensão das fake news, o que é muito preocupante.

            Carta Educação: Qual a relação entre fake news e pós-verdade?

        Pollyana Ferrari: A pós-verdade aponta para uma sociedade informacional que compartilha personas digitais, desejos que não tem lastro com o real. Vejo que às vezes as pessoas até têm dimensão de que determinada informação é falsa, mas como isso vai ao encontro do seu desejo, ela compartilha.

       Carta Educação: Como isso ganha força e pode ser prejudicial no contexto digital da Internet e das redes sociais?

      Pollyana Ferrari: Vamos imaginar duas situações. Um jovem, adaptado à presença nessas plataformas e que acredita mais nos seus amigos e na sua timeline do que nos veículos e até em seu professor. Agora, o idoso que, por sua vez, não está acostumado com a presença digital e que vinha de uma relação com a informação em que se preservava uma checagem mínima. Isso parece inofensivo, mas quando consideramos que só no Facebook há dois bilhões de pessoas, é preocupante. Isso sem contar os aplicativos de mensagens instantâneas, como o Whatsapp, um dos mais utilizados pelos brasileiros e um dos disseminadores de fake news em potencial. O que estou querendo dizer é que, geralmente, o dedo é mais rápido que o cérebro, se compartilha muita coisa sem checar informação,sem questionar de onde vem a foto, o vídeo. É preciso ter senso crítico e questionar o que se recebe.


(Ana Luiza Basílio, Carta Capital. 2018.)
Considerando os processos argumentativos na construção do discurso, entre os trechos destacados a seguir pode-se afirmar que um recurso argumentativo de exemplificação utilizado na primeira resposta dada pode ser evidenciado em: 
Alternativas
Q2458390 Linguística
Um orador começou seu discurso no Parlamento do seguinte modo:
Um antigo professor meu dizia que um discurso deve ser como uma minissaia: quanto mais curto, melhor!
Nesse caso, a estratégia de atrair o público para a fala do orador, foi a de
Alternativas
Respostas
121: B
122: A
123: A
124: A
125: A
126: C
127: B
128: C
129: D
130: B
131: B
132: A
133: D
134: A
135: A
136: C
137: C
138: D
139: D
140: D