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Questões de Concurso Comentadas sobre análise do discurso em linguística

Questões Discursivas

Foram encontradas 224 questões

Q3566309 Linguística
Com base nos estudos de Bakhtin e de autores brasileiros sobre interdiscursividade e polifonia, analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:

I. Em um texto polifônico, o enunciador assume uma posição de neutralidade, mantendo-se ausente da construção do discurso.
PORQUE
II. A interdiscursividade pressupõe que os sentidos de um enunciado se constroem a partir da relação com outros discursos e vozes sociais.


A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3541330 Linguística
Texto 1


ARGUMENTAR NA REDE

Monica Graciela Zoppi Fontana


   A argumentação é um fato de linguagem tão presente no nosso dia a dia que nem sempre percebemos sua força. Ela está presente nas mais diversas relações cotidianas: em conversas entre amigos, familiares e desconhecidos, nas reclamações de quem se encontra em uma fila de espera e demanda atendimento, nas estratégias para conseguir agendar uma consulta médica, na discussão sobre uma nota com um professor ou sobre um preço com um vendedor e até mesmo em situações mais enquadradas por procedimentos institucionais, como um julgamento no tribunal do Júri.

   Argumentar é uma prática de linguagem que envolve uma relação entre os interlocutores e com a situação do dizer. Argumentamos a partir do já-dito, ou seja, dos sentidos já produzidos socialmente na história e presentes como memória discursiva. E ao argumentar estabelecemos uma relação particular com o não-dito e com o silêncio, pois a língua fornece a base material para essa prática.

   Argumentamos por meio de palavras (casebre, mansão, pouco, um pouco, muito e muitas outras presentes no léxico da língua). Sufixos e prefixos também participam na argumentação (contradiscurso, antibelicista, pseudointelectual), assim como diminutivos e aumentativos (carrão, favorzinho, mulherzinha, garotão). Temos ainda locuções adverbiais (mesmo que, só que, apesar de, tanto quanto, por exemplo) e frases idiomáticas (descascar um abacaxi, enfiar o pé na jaca). E ainda há interjeições com valor argumentativo (vixe!, credo!). Argumentamos também por meio da forma de construção dos enunciados (a ordem das palavras na frase, construções passivas ou ativas, elipses etc.). As diversas formas de encadeamento dos enunciados no texto têm valor argumentativo. Algumas palavras, como as conjunções (portanto, porém, entre outras), explicitam o tipo de relação argumentativa presente no encadeamento.

   Assim, a forma específica como os enunciados estão formulados afeta a interpretação, orientando o sentido produzido em uma determinada direção. Mas toda prática de linguagem é produzida por falantes constituídos enquanto tais em um tempo e um espaço específicos. Todo dizer é assim determinado pelos processos históricos e pelos espaços de enunciação nos quais é produzido. E isso afeta constitutivamente a argumentação.

   Nas novas tecnologias de linguagem, a argumentação ganha contornos diferenciados, por meio de funcionamentos próprios do digital, como hashtags, memes, gifs e vídeos. Algumas expressões que surgiram na internet atravessam as fronteiras das redes sociais e são incorporadas na oralidade pelos falantes em suas trocas linguageiras.

   A Linguística estuda essas questões e reflete sobre os diversos modos de argumentar ao longo do tempo e em diversos espaços de enunciação. Questões semânticas e discursivas devem ser abordadas para compreender melhor o funcionamento da argumentação nos dias atuais e para ponderar seus efeitos nas práticas de linguagem na sociedade.


Adaptado de: https://www.blogs.unicamp.br/linguistica/2017/08/16/argumentarna-rede/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
A partir das informações presentes no Texto 1, é correto afirmar que
Alternativas
Q3541321 Linguística
Texto 1


ARGUMENTAR NA REDE

Monica Graciela Zoppi Fontana


   A argumentação é um fato de linguagem tão presente no nosso dia a dia que nem sempre percebemos sua força. Ela está presente nas mais diversas relações cotidianas: em conversas entre amigos, familiares e desconhecidos, nas reclamações de quem se encontra em uma fila de espera e demanda atendimento, nas estratégias para conseguir agendar uma consulta médica, na discussão sobre uma nota com um professor ou sobre um preço com um vendedor e até mesmo em situações mais enquadradas por procedimentos institucionais, como um julgamento no tribunal do Júri.

   Argumentar é uma prática de linguagem que envolve uma relação entre os interlocutores e com a situação do dizer. Argumentamos a partir do já-dito, ou seja, dos sentidos já produzidos socialmente na história e presentes como memória discursiva. E ao argumentar estabelecemos uma relação particular com o não-dito e com o silêncio, pois a língua fornece a base material para essa prática.

   Argumentamos por meio de palavras (casebre, mansão, pouco, um pouco, muito e muitas outras presentes no léxico da língua). Sufixos e prefixos também participam na argumentação (contradiscurso, antibelicista, pseudointelectual), assim como diminutivos e aumentativos (carrão, favorzinho, mulherzinha, garotão). Temos ainda locuções adverbiais (mesmo que, só que, apesar de, tanto quanto, por exemplo) e frases idiomáticas (descascar um abacaxi, enfiar o pé na jaca). E ainda há interjeições com valor argumentativo (vixe!, credo!). Argumentamos também por meio da forma de construção dos enunciados (a ordem das palavras na frase, construções passivas ou ativas, elipses etc.). As diversas formas de encadeamento dos enunciados no texto têm valor argumentativo. Algumas palavras, como as conjunções (portanto, porém, entre outras), explicitam o tipo de relação argumentativa presente no encadeamento.

   Assim, a forma específica como os enunciados estão formulados afeta a interpretação, orientando o sentido produzido em uma determinada direção. Mas toda prática de linguagem é produzida por falantes constituídos enquanto tais em um tempo e um espaço específicos. Todo dizer é assim determinado pelos processos históricos e pelos espaços de enunciação nos quais é produzido. E isso afeta constitutivamente a argumentação.

   Nas novas tecnologias de linguagem, a argumentação ganha contornos diferenciados, por meio de funcionamentos próprios do digital, como hashtags, memes, gifs e vídeos. Algumas expressões que surgiram na internet atravessam as fronteiras das redes sociais e são incorporadas na oralidade pelos falantes em suas trocas linguageiras.

   A Linguística estuda essas questões e reflete sobre os diversos modos de argumentar ao longo do tempo e em diversos espaços de enunciação. Questões semânticas e discursivas devem ser abordadas para compreender melhor o funcionamento da argumentação nos dias atuais e para ponderar seus efeitos nas práticas de linguagem na sociedade.


Adaptado de: https://www.blogs.unicamp.br/linguistica/2017/08/16/argumentarna-rede/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
Considerando a situação de uma aula de língua portuguesa, em que o conteúdo é a argumentação da linguagem no eixo da análise linguística, assinale a alternativa na qual se verifica que as afirmações estão corretas e que as ações, a serem executadas pelo professor, estão em conformidade com o objetivo de desenvolver a compreensão sobre a argumentação da linguagem, por meio da prática de análise linguística. 
Alternativas
Q3528447 Linguística
Ingedore Koch (Desvendando os segredos do texto, 2018) explica que a concepção de sujeito da linguagem como lugar de interação corresponde à noção de
Alternativas
Q3526753 Linguística
Luiz Antônio Marcuschi (Produção textual, análise de textos e compreensão, 2008) adota a concepção de sujeito como
Alternativas
Q3524005 Linguística
A sala de aula é um universo de linguagem no qual a língua é considerada do ponto de vista da estrutura e, em certa medida, deslocada da interação real. Diante dessa afirmação, Cicurel (2011) aponta que as motivações ou razões escolares relativas ao uso da língua são diferentes daquelas externas à sala de aula de língua estrangeira.

A partir dessa afirmação, as diferenças relativas ao uso da língua na sala de aula e fora dela podem ser atribuídas:
Alternativas
Q3418094 Linguística
De acordo com a concepção de linguagem defendida por Bakhtin, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3418090 Linguística
Com base nos estudos da Linguística Textual desenvolvidos por Ingedore Villaça Koch e Luiz Carlos Travaglia, analise as afirmativas a seguir sobre a concepção de texto e discurso:

I. Na perspectiva desses autores, texto e discurso são conceitos distintos: o primeiro se refere à linguagem escrita e o segundo à linguagem falada.
II. O conceito de texto passou por uma transformação teórica: de uma abordagem formal e estrutural para uma abordagem pragmática e sociocognitiva, considerando os aspectos interacionais da linguagem.
III. A partir da virada pragmática, o texto é entendido como unidade básica da comunicação humana, vinculado ao contexto situacional e às intenções do falante.
IV. Na visão sociocognitivo-interacionista defendida por Koch e Travaglia, o texto é o espaço da construção conjunta de sentidos entre interlocutores inseridos em práticas sociais.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3409572 Linguística
    Ao receber um texto para avaliar, o profissional da revisão, em uma primeira leitura, pode ter sua atenção despertada para aspectos mais superficiais do texto, mas é necessário lembrar que, se fossem ordenar as tarefas de uma revisão textual, a última etapa seria a verificação desses aspectos. Antes de verificá-los, o revisor precisa ater-se a dois aspectos fundamentais de um texto: seu gênero e sua textualidade. São esses aspectos que irão garantir a legibilidade e adequação globais do texto. Além do mais, para se avaliar tais aspectos, geralmente mais de uma leitura do texto deve ser feita, assim o revisor passará a ter um conhecimento mais aprofundado do texto com o qual lida.

    Como vários autores, ao definirem gênero textual ou gênero discursivo, revisam Bakhtin (Cf. BRONCKART, 1999; MARCUSCHI, 2002, 2006, 2008), entende-se que é importante retomar as ideias, sobre esse tema, do precursor da noção de gênero na linguística, a fim de discutir como elas podem contribuir para a revisão textual. Bakhtin (1992) constrói sua reflexão sobre a interação verbal baseando-se na estreita relação entre língua e sociedade. Os múltiplos usos linguísticos, para ele, são relacionados a diferentes esferas sociais, condicionando, pois, o aparecimento de enunciados distintos, ligados às mais diversas ações humanas. De acordo com o autor, em cada situação produz-se um único enunciado, mas as produções semelhantes levam a enunciados semelhantes, gerando a ocorrência de “tipos ‘relativamente estáveis’ de enunciados”, denominados pelo autor de “gêneros do discurso”.

   Ao trabalhar com a definição bakhtiniana é possível, ainda, ressaltar duas características fundamentais do gênero: seu caráter estável (modelar) e seu caráter flexível (relativamente estável). Em relação ao aspecto modelar dos gêneros, pode-se dizer, como Marcuschi (2002, p. 19), que “os gêneros contribuem para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas do dia a dia”, em atividades de interação verbal que tenham as mesmas finalidades. Por outro lado, os gêneros, ao mesmo tempo em que modelam ou fixam, são também flexíveis, maleáveis, dinâmicos. Apesar de textos que se materializam em um mesmo gênero apresentarem características semelhantes, os gêneros não funcionam como formas, engessando os textos para que se mostrem iguais.

    Disso decorre que, ao receber um texto para revisão, o revisor precisa ter consciência de quais características do gênero são fundamentais, devendo, portanto, estar presentes, e das características opcionais, flexíveis. Por exemplo, ao revisar um artigo de opinião, cuja finalidade é opinar, argumentar sobre um fato, o revisor deve, em primeiro lugar, verificar se o texto com que trabalha cumpre a finalidade de opinar sobre um fato. Para cumprir essa finalidade, algumas características referentes ao estilo e à estrutura composicional serão idênticas nos diversos textos desse gênero, outras serão variáveis. Faz-se importante, também, lembrar que a determinação do gênero e de sua finalidade servirá de base para pensar também os aspectos pragmáticos da textualidade. Segundo Costa Val (2004), a textualização está ligada a propriedades que fazem com que um texto seja algo mais que uma sequência de frases isoladas (fatores de textualidade) e a relações entre essas propriedades com o contexto de enunciação em que o texto aparece. Antes de proceder à revisão de um texto, o revisor deve estar atento também a fatores mais globais, tais como aqueles que se voltam para aspectos gráficos, normalizadores e temáticos do material submetido à sua apreciação. Para tanto, é imprescindível identificar o gênero do texto a ser revisado, bem como o suporte e a esfera em que será veiculado, pois a posse desses dados lhe permitirá julgar a (in)adequação: i) de questões relacionadas à composição visual e material do texto (revisão gráfica); ii) de aspectos relacionados à metodologia e à editoração; iii) de fatores ligados à propriedade e à consistência das informações apresentadas em função do interlocutor e da situação, além, é claro; iv) de questões relacionadas aos aspectos gramaticais e ortográficos do texto (revisão linguística).


(COELHO, Sueli Maria; ANTUNES, Leandra Batista. Revisão textual: para além da revisão linguística. Scripta, Belo Horizonte, v. 14, n. 26, 2010, p. 205-224. Adaptado.)
Na redação e na revisão de textos legislativos e normativos, é essencial compreender conceitos fundamentais da linguística, como a distinção entre língua e fala, a relação entre significante e significado e a construção do sentido textual. Considerando esses aspectos, analise as afirmativas a seguir.

I. A língua é um sistema de signos estruturado e relativamente estável, enquanto a fala corresponde ao uso individual e momentâneo desse sistema pelos falantes.

II. O significante e o significado são elementos indissociáveis do signo linguístico, sendo que o primeiro corresponde à imagem acústica e o segundo, ao conceito associado a essa imagem.

III. A referência de um texto jurídico é sempre objetiva e inequívoca, pois os significados das palavras são fixos e não dependem do contexto de enunciação.

IV. No processo de redação e revisão, compreender a relação entre referente, referência e representação é essencial para garantir que o sentido do texto corresponda à intenção comunicativa do enunciador.


Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3206165 Linguística
Leia o trecho abaixo.

Segundo Bakhtin (2004), o __________constitui a unidade fundamental da comunicação, estando sempre inserido em um contexto social e histórico. O ______________concebe a linguagem como fundamentalmente interativa, isto é, cada enunciado dialoga com outros, nunca existindo de forma isolada. Na sua concepção, a ___________permeia todos os discursos, uma vez que as palavras refletem as marcas das relações de poder e dos valores sociais de uma comunidade. Os _________________representam estruturas relativamente estáveis de enunciados, que se alteram de acordo com a esfera de utilização da linguagem, seja ela científica, jornalística ou literária.

Os termos que preenchem, corretamente e respectivamente, as lacunas desse trecho são: 
Alternativas
Q3206156 Linguística
A ideologia e o discurso são elementos abordados por diferentes perspectivas teóricas, destacando-se especialmente os estudos da análise de discurso crítica.
Considerando essa corrente dos estudos discursivos, é INCORRETO afirmar que 
Alternativas
Q3206154 Linguística
Van Dijk (2012) argumenta que há uma relação muito estreita entre o discurso e as relações de poder na sociedade, envolvendo várias questões que devem ser analisadas criticamente no contexto educacional.

A partir de uma reflexão sobre o discurso e a manutenção do poder, na perspectiva vandijkiana, afirma-se que
Alternativas
Q3206147 Linguística
De acordo com Bakhtin (1992), os gêneros do discurso representam as diversas formas de organização da comunicação humana. 

Em sua perspectiva da linguagem, o filósofo os define como 
Alternativas
Q3179450 Linguística
A escrita e a revisão de textos acadêmicos e criativos exigem habilidades específicas, mas ambas as práticas demandam um rigor na organização e na clareza das ideias, além de uma atenção minuciosa aos detalhes linguísticos e estilísticos.
Assinale a alternativa CORRETA sobre a escrita e a revisão de textos acadêmicos e criativos.
Alternativas
Q3177554 Linguística

Sobre as concepções de linguagem como discurso e processo de interação, à luz das teorias bakhtinianas, analise as afirmativas abaixo:



I. O conceito de dialogismo enfatiza que todo enunciado se constitui em relação a outros enunciados, sendo a linguagem essencialmente interativa.


II. A polifonia refere-se à coexistência de múltiplas vozes em um discurso, representando diferentes perspectivas sociais e ideológicas.


III. O gênero discursivo é caracterizado por sua estabilidade relativa e pela função de organizar os textos de acordo com esferas de atividade humana.


IV. O conceito de enunciação está desvinculado das condições contextuais e sociais do ato comunicativo.



Após análise, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q3164554 Linguística
As sequências ou tipos textuais partem do princípio de que os textos possuem um conjunto limitado de critérios que os definem e os categorizam. Dentro dessa sistemática, assinale a alternativa que representa a propriedade que estabelece que não pode ocorrer ambiguidade tipológica, não havendo a possibilidade de dupla classificação de um texto.
Alternativas
Q3164553 Linguística
Complete o excerto abaixo, extraído da obra de Marcuschi, “Da fala para a escrita – atividades de retextualização”.

A ________________ reocupa-se com os processos de produção de sentido, tornando-os sempre como situados em contextos socio-historicamente marcados por atividades de negocição ou por processos inferenciais. Não toma as categorias linguísticas como dadas a priori, mas como construídas interativamente e sensíveis aos fatos culturais. Preocupa-se com a análise dos gêneros textuais e seus usos em sociedade. Tem muita sensibilidade para fenômenos cognitivos e processos de textualização na oralidade e na escrita, que permitem a produção de coerência como uma atividade do leitor/ouvinte sobre o texto recebido.
Alternativas
Q3163653 Linguística

A concepção de linguagem varia de acordo com diferentes teorias. Para a perspectiva interacionista, a linguagem não é apenas um meio de transmitir informações, mas um processo social que acontece nas interações. Assim, os gêneros textuais são formas de concretizar esse uso social da linguagem. Com base nessa perspectiva, analise as afirmativas:



I. Gêneros textuais são estruturas fixas que não variam conforme o contexto.


II. O ensino de gêneros textuais implica reconhecer as funções sociais dos textos.


III. A língua, como forma de interação, envolve tanto a oralidade quanto a escrita.



Sobre as afirmativas, pode-se dizer que:

Alternativas
Q3157760 Linguística
Lá se vão 16 anos desde que o paper fundador do Bitcoin foi publicado. Desde então, milhares de empreendedores e entusiastas da tecnologia pregaram um mundo novo na nossa relação com o dinheiro. Não colou. Como dinheiro, o Bitcoin e suas cripto irmãs até hoje ocupam quase que exclusivamente os subterrâneos da economia global. E quando você quer fazer pagamentos, continua a usar dinheiro de verdade – reais, dólares, euros.
A segunda onda previu uma revolução completa no mundo dos investimentos, na qual as redes de blockchain, capazes de garantir a segurança das transações de forma simples, iriam eliminar intermediários e transformar o mercado financeiro por completo.
Essa segunda aposta também não pegou – e tem como exemplo mais simbólico um prejuízo de 255 milhões de dólares australianos (R$ 830 milhões) da bolsa da Austrália, a mais ambiciosa em apostar na transição dos sistemas centralizados para o uso de blockchain. O projeto fracassou e o sistema tradicional continua em operação.
Só que após a coleção de promessas fracassadas e muito dinheiro perdido nessas apostas, a tecnologia que serve de base para o funcionamento das criptomoedas começa a mostrar que pode, sim, ser uma ferramenta para aperfeiçoar a maneira com a qual empresas captam dinheiro – e com a qual pessoas investem.
Disponível em: https://vocesa.abril.com.br/economia/entenda-de-uma-vez-a-tokenizacao-de-investimentos/. Acesso em: 29 ago. 2024.

Com base nas diferentes modalidades linguísticas presentes no fragmento acima, o texto
Alternativas
Q3156438 Linguística
Indique a opção abaixo que não representa uma estratégia argumentativa: 
Alternativas
Respostas
61: D
62: A
63: C
64: A
65: D
66: C
67: D
68: B
69: C
70: C
71: C
72: C
73: C
74: B
75: B
76: C
77: B
78: C
79: C
80: D