Questões de Concurso
Comentadas sobre análise do discurso em linguística
Foram encontradas 174 questões
A partir dessa perspectiva teórica, é CORRETO afirmar que um enunciado pode ser definido como:
Nesse sentido, o discurso é geralmente compreendido como:
I.Todo enunciado tem caráter fundamentalmente dialógico, ou seja, os enunciados geram efeitos de sentido que só podem ser analisados no contexto de enunciação e estão sempre relacionados a outros enunciados anteriores e àqueles que ainda estão por vir.
II.Toda a nossa atividade comunicativa consiste na construção de enunciados.
III.Todos os enunciados possuem a mesma relevância, seja em relação aos nossos desejos de comunicação, seja quanto aos interesses voltados à exposição gramatical.
Estão corretas:
I."Discurso é o enunciado ou texto produzido em uma situação de enunciação e não é determinado pelas condições históricas e sociais."
II."Discurso é toda situação que envolve a comunicação dentro de um determinado contexto e diz respeito a quem fala, para quem se fala e sobre o que se fala."
III."Como cada indivíduo tem em si um ideal linguístico, ele procura extrair do sistema idiomático de que se serve as formas de enunciado que melhor lhe exprimam o gosto e pensamento."
IV."Considerar o discurso é contrapor-se a só considerar o texto e os elementos que o compõem."
Estão corretas:
Art. 1.º Fica proibido o uso indiscriminado de celulares e outros dispositivos eletrônicos pelos alunos nas unidades de ensino da rede pública municipal, estadual, federal e privada em todo o território nacional, exceto para os casos de pessoas com necessidades especiais, tais como autistas, entre outras.
Parágrafo Único. Os professores e órgãos fiscalizadores e responsáveis pela educação nacional, estadual, municipal e as instituições educacionais deverão regulamentar o possível uso desses equipamentos quando necessário, através de portaria interna, versando sobre: quando, como e em quais locais e atividades deverão ser utilizados.
Brasil. Câmara dos Deputados. Projeto de Lei n.º 246/2024 (em tramitação).
Internet: <camara.leg.br> (com adaptações).
Considerando as ideias e o estilo do texto precedente, bem como as concepções de linguagem, língua e interação, julgue o item a seguir.
Art. 1.º Fica proibido o uso indiscriminado de celulares e outros dispositivos eletrônicos pelos alunos nas unidades de ensino da rede pública municipal, estadual, federal e privada em todo o território nacional, exceto para os casos de pessoas com necessidades especiais, tais como autistas, entre outras.
Parágrafo Único. Os professores e órgãos fiscalizadores e responsáveis pela educação nacional, estadual, municipal e as instituições educacionais deverão regulamentar o possível uso desses equipamentos quando necessário, através de portaria interna, versando sobre: quando, como e em quais locais e atividades deverão ser utilizados.
Brasil. Câmara dos Deputados. Projeto de Lei n.º 246/2024 (em tramitação).
Internet: <camara.leg.br> (com adaptações).
Considerando as ideias e o estilo do texto precedente, bem como as concepções de linguagem, língua e interação, julgue o item a seguir.
As abordagens da linguagem do ponto de vista filosófico, estrutural, funcional e até discursivo conservam, de alguma forma, o gesto de Saussure ao considerar na linguagem uma dualidade fundamental: língua/fala, código/mensagem, competência/performance, língua/discurso. Se contestam o objeto da linguística colocado por Saussure, nunca o fazem de uma maneira radical. Mesmo quando buscam, no objeto da linguística, a parte marginalizada por Saussure, a linguagem continua a ser concebida como uma entidade de duas faces: uma formal, constituída pelo “núcleo duro” da língua e uma outra parte por meio da qual a linguagem se relaciona com o mundo pela ação dos falantes.
Essa dualidade da linguagem foi, contudo, duramente contestada pelo filósofo soviético Bakhtin, já no final da década de 20. A oposição que Bakhtin faz a Saussure é radical, se levarmos em conta que a linguagem, para esse filósofo, não se divide em duas instâncias. A enunciação, “a verdadeira substância da língua”, é, para Bakhtin, a síntese do processo da linguagem, o conceito-chave para se entender os processos linguísticos.
Bakhtin afasta-se de Saussure ao ver a língua como algo concreto, fruto da manifestação interindividual, valorizando assim, a manifestação concreta da língua e não o sistema abstrato de formas. E essa manifestação é eminentemente social.
Segundo Bakhtin, o que de fato existe é o processo linguístico, sendo a enunciação o motor da língua: “a língua vive e evolui historicamente na comunicação verbal concreta, não no sistema linguístico abstrato das formas da língua nem no psiquismo individual dos falantes”.
Sílvia Helena Barbi Cardoso. Discurso e ensino. 2 ed. Belo Horizonte:
Autêntica/ FALE-UFMG, 2005. p. 24-25. (com adaptações).
A partir das ideias veiculadas no texto precedente, julgue o item que se segue, relativo às concepções de língua, linguagem e interação.
A dualidade entre língua e discurso está no fato de que, ao mesmo tempo em que a língua se constitui como um sistema, ela é passível de influências subjetivas, históricas e sociais, e o discurso, por sua vez, é o lugar em que essas influências se manifestam.
Observe, por exemplo, a frase abaixo, de autoria da ex-atriz Tônia Carrero:
Ser uma mulher muito bonita nunca atrapalha, só ajuda. Beleza abre as portas, fortalece o caráter e nos torna mais condescendentes.
Assinale a opção que apresenta a pergunta sobre essa frase que se filia à compreensão de texto.
Assinale a opção que não corresponde a esse tipo de linguagem.
Observe as duas primeiras estrofes de um poema de Carlos Drummond de Andrade:
A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.
A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?
Nessas estrofes há referência a dois tipos de linguagem, que são, respectivamente,
Sírio Possenti (2009), no capítulo “Relações entre análise do discurso e leitura”, considera que há duas grandes vertentes nas quais a Análise do Discurso (AD) de linha francesa situa a leitura. Uma se dedica à investigação social de circulação dos textos, sem preocupação direta com o sentido, ou seja, seus interesses se fixam em quais textos circulam, em quais espaços, em quais épocas, para quais leitores, por quais razões etc.; é-lhe relevante, por um lado, a adoção de posição de defesa de certas leituras, por estarem de acordo com um conjunto de exigências que comporiam a natureza histórica dos discursos e, de outro, a condenação de outras. A segunda vertente de pesquisa, com certa relação com a psicanálise, privilegia propriamente o sentido; tem a ver com aquilo que o texto significa, com os sentidos “ocultos” que possam existir, pelo que lhe interessam os aspectos ligados aos implícitos, à opacidade da língua, à relação do discurso com o seu exterior etc.; é-lhe relevante explicitar as estratégias de leitura postas em ação em cada uma das interpretações. Além disso, Possenti destaca a importância dos “ingredientes fundamentais da leitura”, que receberam, alternadamente, ao longo do tempo, em teorias diversas, a posição de elementos discursivamente fundamentais, mas cuja relevância, conforme o autor, só pode ser medida se levados em consideração os diferentes papéis que esses ingredientes podem exercer nos diferentes tipos de texto.
De acordo com Sírio Possenti (2009), quais são os pressupostos que fundamentam as relações entre a Análise do Discurso (AD) e a leitura e seus “ingredientes fundamentais”?
Estilo é o uso individual dos recursos expressivos da língua, é o máximo de efeito expressivo que se consegue obter dentro das possibilidades da língua. Trata-se de um conceito intimamente relacionado com as noções de desvio e escolha.