Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação e tradução de línguas de sinais em libras

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Q2093104 Libras
O propósito principal tanto da tradução quanto da interpretação é fazer com que uma mensagem expressa em determinado idioma seja transposta para outro, a fim de ser compreendida por uma comunidade que não fale o idioma em que essa mensagem foi originalmente concebida.
(Adaptado de: PAGURA, Reynaldo José. A interpretação de conferências: interfaces com a tradução escrita e implicações para a formação de intérpretes e tradutores. DELTA, São Paulo, 19, especial, p. 209-236, 2003. Disponível em: https://doi.org/)
Apesar de terem o mesmo propósito, conforme afirma a citação acima, a tradução e a interpretação se diferenciam por operacionalizações. São apresentadas as materialidades corretas nos diferentes processos de operacionalização em:
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Q2093103 Libras
(...) o intérprete senta-se junto à pessoa, ouve uma longa parte do discurso e, depois, verte-o para uma outra língua, geralmente com a ajuda de notas. (Adaptado de: ROSA, Andréa da Silva. Entre a visibilidade da tradução da língua de sinais e a invisibilidade da tarefa do intérprete. Campinas, Arara Azul, 2005, p. 115)
O trecho apresentado refere-se à modalidade de interpretação
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Q2093101 Libras
Considere a seguinte situação hipotética: um profissional está atuando como intérprete de Libras em uma aula de CFC. O instrutor está dando a aula em língua portuguesa oral e o intérprete está interpretando simultaneamente para Libras. A classe é composta por alunos surdos e ouvintes. Em determinado momento da aula o instrutor chama o intérprete em um canto e pede que não intérprete o que ele dirá a seguir.
Neste contexto, considerando as obrigações profissionais, o Código de Conduta e Ética (CCE) da Federação Brasileira das Associações de Tradutores, Intérpretes e Guias-Intérpretes da Língua de Sinais (FEBRAPILS), a atitude mais adequada é:
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Q2031282 Libras
Nascimento (2021, p. 3), ao abordar o processo de atuação do tradutor e intérprete de Libras, salienta:
Antes da promoção dessas políticas, o parâmetro para tornar-se intérprete, que era como era chamado o sujeito que mobilizava Libras-LP em atividades tradutórias antes da institucionalização legal e acadêmica da tradução de língua de sinais, era o do “convívio com os surdos”, isto é, o quanto o aspirante estava disposto a participar e se envolver com as atividades e eventos organizados pela comunidade surda, a frequentar as associações, os pontos de encontro em que se reuniam e circular nos “espaços surdos” de sua cidade.
NASCIMENTO, V. Alteridades, discursos e saberes na formação de intérpretes de LibrasPortuguês experientes. Belas Infiéis, Brasília, v. 10, n. 2, p. 1-25, 2021. Disponível em: https://periodicos.unb.br. Acesso em: 24 ago. 2022.
De acordo com Nascimento (2021), NÃO corresponde ao contexto histórico da profissionalização do intérprete de libras, antes da legislação em vigor, 
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Q2031277 Libras
Para a produção da fala, um complexo sistema de órgãos e funções entra em ação, basicamente lábios, língua, dentes, nariz (para articular as palavras), a laringe (para produzir a voz) e os pulmões, que produzem o ar que passa pela laringe e depois pela boca. Finalmente, as palavras se deslocam pelo ar para chegar aos nossos ouvidos, onde as escutamos e compreendemos. Além disso, os sons da fala (os fonemas) são produzidos um depois do outro.
As línguas de sinais, por sua vez, são produzidas por expressões faciais e por movimentos do corpo e das mãos em um espaço à frente do corpo, chamado de espaço de 
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Q2031271 Libras
O uso do espaço à frente do sinalizador enquanto “representação de entidades não presentes em relações” (ALBRES, 2021, p. 106) é denominado por alguns autores como sintaxe espacial. Albres (2021), ao citar Quadros e Karnopp (2006), descreve alguns mecanismos relacionados ao local no espaço da sinalização.
ALBRES, N. A. Comunicação em Libras: para além dos sinais. In: LACERDA, C. B. F.; SANTOS, L. Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos. São Carlos: EdUFSCar, 2021.
Assinale a alternativa que NÃO se enquadra nesses mecanismos relacionados à sintaxe espacial.
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Q2027242 Libras
De acordo com o disposto no Decreto n.º 5.626/2005, para a garantia do atendimento educacional especializado aos estudantes surdos, o poder público deverá prover as escolas com 
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Q2025456 Libras
Considerando o Código de Conduta Ética (CCE), documento validado, aprovado e publicado em 2014 pela Federação Brasileira das Associações dos Profissionais Tradutores e Intérpretes e Guia-Intérpretes de Língua de Sinais (FEBRAPILS), sobre as responsabilidades do profissional apresentadas no Capítulo III, é correto afirmar:
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Q2025455 Libras
Os intérpretes de Libras – Língua Portuguesa são facilitadores linguísticos, responsáveis por mediar a comunicação entre pessoas que não utilizam a mesma língua. Esses profissionais possuem a liberdade de escolher diferentes formas de realizar sua interpretação, uma vez que precisam solucionar problemas tradutórios que surgem ao longo de um discurso. Para isso, podem adotar diferentes procedimentos técnicos para melhor desempenhar seu trabalho.

São exemplos de procedimentos técnicos de tradução conforme a classificação de Barbosa (2004):
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Q2025452 Libras
Conforme o Capítulo V do Decreto Federal nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005, que dispõe sobre a formação do tradutor e intérprete de Libras – Língua Portuguesa, é correto afirmar:
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Q2025451 Libras
De acordo com Quadros (2019), em contextos nos quais o espaço escolar é compartilhado entre alunos surdos e alunos ouvintes, as escolas devem contar com profissionais especializados, com perfis que atendam às políticas linguísticas necessárias e às particularidades linguísticas e culturais dos estudantes surdos.
Analise as definições abaixo:
1. Profissionais que podem atuar como professores de Libras, na gestão escolar ou regentes. São fundamentais na Educação de Surdos, pois são referências da Libras para crianças surdas. Possuem conhecimento linguístico- -cultural destacado dos demais indivíduos e desempenham um papel importante para concretizar as relações constituidoras dos alunos surdos ao longo de seu desenvolvimento sociocultural e desenvolvimento linguístico.
2. Profissionais que precisam conhecer muito a comunidade surda, suas histórias, sua cultura e as experiências visuais dos surdos para poderem reconhecer essas manifestações em sala de aula e interagir com os alunos em Libras de forma apropriada. Usam a Libras e a Língua Portuguesa e são responsáveis por reavaliar constantemente os papéis desempenhados pelas línguas, dentro e fora da escola, bem como seu papel enquanto profissionais da área.
3. Profissionais que podem atuar em diferentes espaços e atividades escolares, sendo responsáveis pela mediação comunicativa estabelecida nas interações entre falantes de Libras e falantes de Língua Portuguesa. Recomenda-se a presença desses profissionais em sala de aula a partir do Ensino Fundamental II, para mediar de forma simultânea as relações entre os alunos surdos e os professores/alunos ouvintes.

Assinale a alternativa que relaciona correta e sequencialmente as designações dos respectivos profissionais listados.
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Q2025445 Libras
Analise as definições abaixo:
1. Ato de discriminação, preconceito ou opressão contra pessoa com deficiência. Em geral, ocorre quando alguém considera uma pessoa incapaz por conta de diferenças e impedimentos corporais. Está focado nas supostas capacidades das pessoas sem deficiência como referência.
2. Preconceitos, estigmas, generalizações e estereótipos em relação às pessoas com deficiência. Refletem atitudes de inferioridade, pena, exaltação do heroísmo, ignorância, desconhecimento ou medo. Não são visíveis, podendo ser inconscientes e de difícil reconhecimento por parte de quem pratica.
3. Conjunto de representações dos ouvintes a partir do qual o surdo está obrigado a olhar- -se e narrar-se como se fosse ouvinte. É nesse olhar-se e nesse narrar-se que acontecem as percepções do ser deficiente, do não ser ouvinte; percepções que legitimam práticas terapêuticas habituais (SKLIAR, 2005).

Assinale a alternativa que relaciona correta e sequencialmente as denominações das respectivas definições.
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Q1975875 Libras
    A Escola Bilíngue Libras e Português Escrito de Taguatinga (EBT) conta com um time de professores totalmente bilíngues, sendo que quatro profissionais são surdos. Criada em 2013, atende apenas estudantes surdos, deficientes auditivos e codas — filhos ouvintes de pais surdos. Atualmente, a escola oferta da educação linguística precoce até o ensino de jovens e adultos. Desde sua inauguração, a instituição tem evoluído a partir das necessidades que surgem ao longo da caminhada. “Nossos profissionais são muito estudiosos e estão sempre se atualizando e criando novas estratégias e metodologias para aperfeiçoar as condições de aprendizagem dos alunos”, afirma a diretora da escola.

Internet: <https://www.andifes.org.br> (com adaptações).  
Considerando o texto acima e o que se refere à educação especial e à inclusão de estudantes surdos, julgue o item.

Na EBT, a acessibilidade linguística se dá por meio de professores bilíngues; quando a disciplina é ofertada por um profissional não proficiente em língua de sinais, o docente é acompanhado por um tradutor e um intérprete de Libras. 
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Q1975839 Libras
  Mandioca, macaxeira, aipim e castelinha são nomes diferentes da mesma planta. Semáforo, sinaleiro e farol também significam a mesma coisa. O que muda é só o hábito cultural de cada região. A mesma coisa acontece com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Embora ela seja a comunicação da comunidade surda no Brasil, existem sinais que variam em relação à região, à idade e até ao gênero de quem se comunica. A cor verde, por exemplo, possui sinais diferentes no Rio de Janeiro, no Paraná e em São Paulo. São os regionalismos na língua de sinais. Essas variações são apenas um dos temas trabalhados nos diferentes cursos voltados à linguística das línguas de sinais.

Internet: <https://www2.unesp.br> (com adaptações). 
Acerca da estrutura linguística da Libras, julgue o item.

Para Quadros e Karnopp, existem três tipos de verbo em Libras: verbos simples; verbos com concordância; e verbos espaciais. 
Alternativas
Q1975835 Libras
  Mandioca, macaxeira, aipim e castelinha são nomes diferentes da mesma planta. Semáforo, sinaleiro e farol também significam a mesma coisa. O que muda é só o hábito cultural de cada região. A mesma coisa acontece com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Embora ela seja a comunicação da comunidade surda no Brasil, existem sinais que variam em relação à região, à idade e até ao gênero de quem se comunica. A cor verde, por exemplo, possui sinais diferentes no Rio de Janeiro, no Paraná e em São Paulo. São os regionalismos na língua de sinais. Essas variações são apenas um dos temas trabalhados nos diferentes cursos voltados à linguística das línguas de sinais.

Internet: <https://www2.unesp.br> (com adaptações). 
Acerca da estrutura linguística da Libras, julgue o item.

William Stokoe criou quatro componentes da quirologia: configuração da mão; expressão facial e corporal; locação da mão; e movimento. 
Alternativas
Q1975834 Libras
  Mandioca, macaxeira, aipim e castelinha são nomes diferentes da mesma planta. Semáforo, sinaleiro e farol também significam a mesma coisa. O que muda é só o hábito cultural de cada região. A mesma coisa acontece com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Embora ela seja a comunicação da comunidade surda no Brasil, existem sinais que variam em relação à região, à idade e até ao gênero de quem se comunica. A cor verde, por exemplo, possui sinais diferentes no Rio de Janeiro, no Paraná e em São Paulo. São os regionalismos na língua de sinais. Essas variações são apenas um dos temas trabalhados nos diferentes cursos voltados à linguística das línguas de sinais.

Internet: <https://www2.unesp.br> (com adaptações). 
Acerca da estrutura linguística da Libras, julgue o item.

William Stokoe, linguista e pesquisador da Língua de Sinais Americana (ASL), defendeu o uso do termo “quirologia” para tratar da fonologia das línguas de sinais.
Alternativas
Q1975833 Libras
  Mandioca, macaxeira, aipim e castelinha são nomes diferentes da mesma planta. Semáforo, sinaleiro e farol também significam a mesma coisa. O que muda é só o hábito cultural de cada região. A mesma coisa acontece com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Embora ela seja a comunicação da comunidade surda no Brasil, existem sinais que variam em relação à região, à idade e até ao gênero de quem se comunica. A cor verde, por exemplo, possui sinais diferentes no Rio de Janeiro, no Paraná e em São Paulo. São os regionalismos na língua de sinais. Essas variações são apenas um dos temas trabalhados nos diferentes cursos voltados à linguística das línguas de sinais.

Internet: <https://www2.unesp.br> (com adaptações). 
Acerca da estrutura linguística da Libras, julgue o item.

Nas línguas orais, os fonemas se relacionam com a passagem de ar pela laringe, pelo nariz e pela boca, ao passo que, nas línguas de sinais, a estrutura fonológica se organiza a partir de unidades mínimas denominadas parâmetros.
Alternativas
Q1974478 Libras

“Historicamente, no Brasil, a atuação do tradutor/intérprete de Libras tem se dado majoritariamente em contextos educativos, em especial na sala de aula. Seja na escola bilíngue ou na inclusiva com estudantes surdos, esse profissional tem garantido a relação linguística e o diálogo entre estudantes surdos e professores ouvintes não usuários da língua de sinais”.

(O DIA – 18/07/2022)


Assinale a afirmativa que apresenta uma atribuição do Tradutor e Intérprete da Libras-Língua Portuguesa em sala de aula.

Alternativas
Q1974473 Libras

Leonardo e Paulo são alunos surdos matriculados há dois anos em Escola de Ensino Médio, porém não têm o serviço de tradutor e intérprete de Libras- Língua Portuguesa.


A carência desse tipo de profissional faz com que a interação entre surdos e ouvintes fique prejudicada. Em relação ao tema, assinale a opção que apresenta um dos objetivos que o sistema de ensino deverá desenvolver na educação bilíngue.

Alternativas
Q1974472 Libras

Carla, tradutora e intérprete de Libras - Língua Portuguesa foi contratada, juntamente com mais quatro profissionais, por uma universidade da cidade em que reside, para prestar serviços a um Seminário Estadual de Educação de Surdos. Durante o trabalho de rodízio entre os intérpretes, Carla negou a sua vez por alegar incompatibilidade com o assunto que estava sendo explanado por um palestrante surdo.


Com essa atitude, Carla infringiu o seguinte valor éticoprofissional:

Alternativas
Respostas
861: A
862: E
863: C
864: B
865: A
866: B
867: C
868: D
869: B
870: B
871: C
872: D
873: E
874: C
875: E
876: C
877: C
878: D
879: D
880: B